Crie seu próprio Site Grátis! 1500 Templates em HTML5/CSS3, Galerias de Fotos, Widgets, Publicação do Site e muito mais!
Recinto Alfândegado
nation2.com  


Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese
Enquete
O que o Porto de Santos precisa para melhorar ?
Organização
Infraestruturas
Tecnologias
Legislações claras
Investimentos
Chance para os terminais
Ver Resultados

ONLINE
1






 

Curta a pagina no facebook,

click na figura abaixo.

 

Alex Muniz acredita em um grande crescimento

economico na baixada santista, O porto de Santos

o maior da america latina vem crescendo com apoio

de grandes empresas sendo instalada na região,

tambem com descoberta de petróleo na bacia de Santos,

A Petrobras com o pré-sal garante uma mudança inédita

para a baixada Santista. Acredito que muitos funcionarios

poderão ser treinados e qualificados pelas empresas com

seleções de vagas, assim evitando a vinda de pessoas

qualificadas de outras regiões dando chance para a baixada santista.

 

Avarez

ANUNCIE AQUI

013-974093299

918*23759

alexmunizcosta2@gmail.com

 

NOTICIAS

 

NOTICIAS

 

ABNT vai revisar normas para evitar incêndios em tanques

Após questionamento do setor, entidade quer atualizar medidas de segurança em terminais de líquidos inflamáveisJO

 

Após incêndio, setor questiona a eficiência das atuais regras

As normas para armazenamento de líquidos inflamáveis e de combustíveis em todo o Brasil serão submetidas a uma revisão a partir do próximo mês. O objetivo é atualizá-la com o panorama obtido após o incêndio ocorrido em abril no terminal da Ultracargo, no Distrito Industrial da Alemoa, em Santos. 


A informação é do relator de regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Paulo de Tarso Martins Gomes. Ele esteve em Santos, ontem, para participar do seminário Incêndio Alemoa - O que ocorreu e o que precisa mudar, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de São Paulo, para discutir as responsabilidades do sinistro. 

A norma que será submetida ao processo de revisão é a NBR 17505. Esta é uma reivindicação do próprio setor, que questiona a eficiência das atuais regras para a construções de terminais semelhantes ao da Ultracargo e que são comuns no complexo portuário santista e em cidades próximas, como em Cubatão. 

“Os incêndios na Ilha Barnabé foram decisivos para fazermos uma atualização. O da Alemoa não poderia ser diferente”, afirmou Paulo de Tarso, que também é presidente da Associação Brasileira de Transportes e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP). Segundo ele, o resultado da investigação das causas do sinistro também influenciará no processo.

Após o incêndio, que durou nove dias, técnicos em segurança, empresários, engenheiros, bombeiros e brigadistas questionaram a proximidade dos tanques da empresa, a altura de contenção, a quantidade de água armazenada, além do próprio sistema de combate ao fogo, que se mostrou ineficiente diante da proporção do caso. 

 

___________________________

 

Embraport terá armazém para serviços logísticos

Construção do galpão, que começa neste mês, custará R$ 11,8 milhões

 
Galpão será construído no interior do terminal da empresa

Até o final do ano, o Terminal Embraport, instalação privada do Porto de Santos especializado na operação de contêineres, terá um novo armazém alfandegado. Ele começa a ser erguido neste mês na área da empresa, na Margem Esquerda do complexo marítimo, ao lado da Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, O investimento é de R$ 11,8 milhões. 

O armazém terá 5 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 4.500 posições pallets (em cada posição, é possível colocar uma pilha de pallet com mercadorias). E ainda pode ser expandido para 12 mil metros quadrados. As obras devem levar de cinco a seis meses. 

O local concentrará os serviços logísticos oferecidos pela Embraport – a consolidação e a desconsolidação de cargas fracionadas, com a estufagem ou a desova direta de contêineres para caminhões, o crossdocking.

A consolidação de cargas, que ocorre em operações de exportação, se caracteriza pelo acondicionamento de um único ou vários lotes de produtos em determinado contêiner (sua estufagem). Já a desconsolidação é o trabalho inverso, acontecendo na importação, com a retirada (desova) de um único ou vários lotes de carga de um determinado contenedor.

“O conceito da Embraport é ser um terminal multimodal, que oferece serviços por via marítima, rodoviária e ferroviária. Além disso, estamos realizando importantes investimentos para atrair novos clientes e posicionar a Embraport como um provedor logístico completo, com conceito de one stop shop, ou seja, oferecendo serviços integrados, como LCL, crossdocking, ferrovia, entre outros. Neste quesito, o novo armazém será um grande diferencial para as operações do terminal”, destacou o CEO da Embraport, Ernest Schulze. 

 
Inicialmente, projeto prevê 5 mil metros quadrados, mas poderá ser ampliado para 12 mil metros quadrados

Expansão

O executivo explica que, entre este e o próximo ano, a empresa estará concentrada nas operações do terminal. A meta é ter certeza de que tudo funciona perfeitamente na instalação portuária. Hoje, a Embraport conta com uma capacidade de movimentação de 1,2 milhão TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). 

“O próximo passo é olhar para o desenvolvimento do mercado e, em caso positivo, direcionar recursos para a fase 2, que expandirá a capacidade do terminal para 2 milhões de TEU ”, explicou Ernest Schulze. 

No entanto, ainda é difícil prever quando essa expansão deverá ocorrer. Tudo depende das demandas de mercado.

“A questão é o quão rápido a economia vai se desenvolver para que coloquemos a fase 2 em execução. Se olharmos para Embraport em cinco ou dez anos, não estaremos concentrados apenas na movimentação de contêineres. O objetivo é ser um provedor logístico, com serviços específicos relacionados ao nosso negócio para desenvolver outros negócios”, destacou o CEO do terminal.

 

________________________

 

Santos ganha simulador inédito na América Latium

Laboratório implantado pelo Senai foi inaugurado nesta sexta-feira (15)

 

Reproduzir as experiências, os riscos e as necessidades que envolvem os embarques, os desembarques e a movimentação de cargas em um terminal marítimo é o objetivo do primeiro laboratório de simulação de operações portuárias da América Latina, que foi inaugurado nesta sexta-feira (15), às 11 horas, na escola Senai Antonio Souza Noschese, na Vila Mathias, em Santos. Na instalação, os alunos vão aprender a operar quatro dos mais modernos aparelhos utilizados no transporte de contêineres no Porto de Santos.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Estado, Paulo Skaf. 

Nesta manhã, a escola também inaugurou seu laboratório de áreas classificadas por risco de explosão e uma oficina de panificação, todos na mesma unidade. Os três espaços representaram um investimento de R$ 3,96 milhões. Apenas o laboratório voltado ao ensino portuário custou R$ 2,7 milhões e utiliza tecnologia norte-americana. Ele permitirá a capacitação de operadores de carga e de guindastes portuários e offshore.

Por enquanto, os equipamentos de simulação serão destinados a alunos de dois cursos: Técnico em Portos e Operador de Empilhadeiras. Mas a escola já planeja abrir vagas de capacitação para outros públicos interessados.

 
Novo laboratório do Senai-Santos conta com aparelhos que reproduzem vários tipos de operações

O laboratório portuário ocupa três salas, sendo duas delas utilizadas por alunos e outra, por professores. Como em todo simulador, a ideia é reproduzir com fidelidade os movimentos e as dificuldades operacionais. A diferença, neste caso, é que até quatro equipamentos podem ser utilizados pelos estudantes simultaneamente e os aparelhos contam com as mesmas tecnologias e estruturas das máquinas encontradas em terminais de contêineres.

O primeiro contato dos alunos com o simulador ocorre na sala onde estão quatro réplicas fieis de equipamentos de movimentação de caixas metálicas. Para aprender o processo de acoplagem e empilhamento de contêineres, os alunos utilizam o aparelho que reproduz um portêiner do tipo Super Post-Panamax, que operam os maiores navios no planeta, com 22 ou mais fileiras de contentores. 

Os alunos também podem simular a operação de empilhadeiras Reach Stacker, pilotando o equipamento com a utilização de pedais, marchas, volante. Todos os comandos podem ser dados em português ou inglês, como acontece no dia a dia da atividade portuária.

Outro equipamento reproduzido é o RTG, um pórtico que se desloca sobre pneus e é utilizado para movimentar contêineres nos pátios de terminais. O quarto aparelho simula um guindaste MHC sobre pneus, usado para deslocar contêineres e cargas de projeto (peças industrias de grandes dimensões) em pátios de armazenagem e no cais. 

 
Simulador de dez monitores, mostra cenáro de terminal

Realismo

Em uma segunda sala do laboratório, está a menina dos olhos do Senai, um simulador com dez televisores de 65 polegadas, capazes de reproduzir em 180 graus o cenário de um terminal de contêineres. O espaço conta com câmeras e rádio para contato visual com conferentes de pátio, exatamente como acontece no mundo real. 

No equipamento, a cadeira do operador fica sobre uma plataforma vibratória, que simula uma eventual trepidação durante os trabalhos. O sistema ainda reproduz as condições climáticas que podem prejudicar as operações, como chuva e neve, de modo a preparar os estudantes para qualquer eventualidade. 

Todos os exercícios são planejados e monitorados de uma terceira sala, onde fica a estação de supervisão da operação. Neste local, os professores utilizam um sistema capaz de checar os erros cometidos pelos alunos, durante a operação portuária. 

 

 

__________________________

SEP terá de modificar editais de licitação das 29 áreas portuárias

07 / 05 / 2015 | 16h05

O programa de concessões começará por Santos, passou a ser analisado pelo TCU em 2013

A Secretaria de Portos (SEP) irá adaptar os editais de licitação das 29 áreas portuárias de acordo com as recomendações, determinações e alertas do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme o ministro dos Portos, Edinho Araújo, a orientação é de que essas alterações sejam feitas rapidamente, dada a importância dos novos arrendamentos para o País. 

“Orientei a área técnica da SEP para que atenda no menor prazo possível as determinações do acórdão, realizando as adequações necessárias, e preparando os lotes para as licitações. Após as adequações, o primeiro passo será discutir a ordem de licitação das 29 áreas de Santos e do Pará, e definir prazos, pois consideramos esses investimentos prioritários e inadiáveis”, destacou.

O programa de concessões, que começará por Santos, passou a ser analisado pelo TCU no final de 2013. O órgão fez 19 questionamentos sobre as propostas e os editais de licitação.

Os ministros aceitaram as respostas apresentadas para 15 dessas perguntas. Os quatro itens que acabaram questionados são relativos à justificação e à fundamentação das tarifas, ao estabelecimento de um teto tarifário para todos os estudos de viabilidade e, ainda, à inclusão em todos os contratos de arrendamentos de uma cláusula de revisão tarifária periódica, pontos que foram discutidos na sessão plenária de ontem. 

O TCU retirou a exigência de tarifa-teto para os novos arrendamentos. Mas determinou que o Governo estabeleça mecanismos de proteção aos direitos dos usuários e preste essas informações ao órgão. 

Pelas novas contas, o investimento previsto nessas áreas caiu de R$ 2,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões. Os custos operacionais, antes estimados em R$ 6,3 bilhões, ficaram em R$ 5,9 bilhões. E a projeção de receita caiu de R$ 18,7 bilhões para R$ 17,2 bilhões. O único item ampliado foi a estimativa de pagamentos anuais às autoridades portuárias, de R$ 102 milhões para R$ 115 milhões. 

_________________________

 

TCU libera o primeiro leilão em portos públicos

06 / 05 / 2015 | 20h12
DE A TRIBUNA ON-LINE

Licitações de 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará deverão gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a realização do primeiro leilão de arrendamento de terminais em portos públicos. A decisão foi anunciada na noite desta quarta-feira (6) após um ano e meio de tramitação. Com a liberação do leilão, poderão ser arrendadas 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará. 

Considerada uma das prioridades do Governo Federal desde a promulgação da nova Lei dos Portos, a licitação deverá gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos. De acordo com a Secretaria de Portos (SEP), quando os 29 terminais portuários previstos para esta fase estiverem em operações pelos novos arrendatários, eles poderão movimentar cerca de 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

O ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, comemorou a decisão do TCU. Ele apontou que os investimentos nos terminais de Santos e do Pará são “prioritários e inadiáveis” e que a preocupação dos lotes para licitação será feita no “menor prazo possível”. 

Lei dos Portos 

O novo marco regulatório dos portos foi lançado pelo governo em dezembro de 2012. A Medida Provisória foi aprovada em maio de 2013, horas antes de perder validade, depois de sessões turbulentas e que avançaram a madrugada na Câmara. Desde então, nenhuma área foi licitada.

_________________________

 

TCU libera o primeiro leilão em portos públicos

06 / 05 / 2015 | 20h12
DE A TRIBUNA ON-LINE

Licitações de 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará deverão gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a realização do primeiro leilão de arrendamento de terminais em portos públicos. A decisão foi anunciada na noite desta quarta-feira (6) após um ano e meio de tramitação. Com a liberação do leilão, poderão ser arrendadas 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará. 

Considerada uma das prioridades do Governo Federal desde a promulgação da nova Lei dos Portos, a licitação deverá gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos. De acordo com a Secretaria de Portos (SEP), quando os 29 terminais portuários previstos para esta fase estiverem em operações pelos novos arrendatários, eles poderão movimentar cerca de 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

O ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, comemorou a decisão do TCU. Ele apontou que os investimentos nos terminais de Santos e do Pará são “prioritários e inadiáveis” e que a preocupação dos lotes para licitação será feita no “menor prazo possível”. 

Lei dos Portos 

O novo marco regulatório dos portos foi lançado pelo governo em dezembro de 2012. A Medida Provisória foi aprovada em maio de 2013, horas antes de perder validade, depois de sessões turbulentas e que avançaram a madrugada na Câmara. Desde então, nenhuma área foi licitada.

___________________________

 

MENU

 

TCU votará concessões no próximo dia 6, afirma ministro

04 / 05 / 2015 | 16h05
DA ESTADÃO CONTEÚDO

O caso tramita no TCU há cerca de um ano e meio

Edinho Araújo participou da feira na Agrishow, na quinta-feira(30)

O ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo (PMDB), afirmou na quinta-feira (30) que o Tribunal de Contas da União (TCU) adiou, para a próxima quarta-feira(6), a decisão sobre a modelagem do processo de arrendamento de áreas nos portos de Santos (SP) e do Pará, previsto para esta semana. 

O caso tramita no TCU há cerca de um ano e meio. E o Governo espera ter a aprovação do órgão agora, de modo que os 29 pedidos de arrendamento de áreas públicas nos dois portos entrem no pacote de “novas” concessões a ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT) neste mês. 

“Esperávamos uma decisão do TCU para ontem (quarta-feira), mas ficou adiada para a próxima quarta-feira. Vamos aguardar para poder licitar os arrendamentos”, disse o ministro na manhã de ontem, durante visita à feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). 

O Governo estima investimentos de R$ 4,7 bilhões com os arrendamentos em Santos e no Pará. Os novos terminais, que formam o chamado bloco 1 das concessões portuárias, poderão escoar mais 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

Além de comentar o processo dos arrendamentos, o ministro reafirmou que uma nova modelagem para a dragagem dos portos, principalmente o de Santos, será a prioridade da sua área no pacote de concessões. “A dragagem dos canais é uma questão recorrente”, afirmou o ministro. 

Edinho evitou comentar se o envolvimento de grandes empreiteiras na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pode afastar investidores nas concessões e disse que as investigações ficam por conta da Justiça. “Temos de punir pessoas e não as empresas”, concluiu. 

Movimento

Edinho Araújo disse ainda que o movimento de cargas no Porto de Santos cresceu 13% no mês passado, ante abril do último ano, mesmo com as dificuldades logísticas após o incêndio no terminal de combustíveis da Utracargo, localizado na retroárea do complexo marítimo. “Mesmo com os oito dias parados por conta do incêndio, houve um movimento 13% superior entre os meses de abril”, afirmou o ministro, sem citar o volume movimentado. 

Edinho comemorou ainda a ampliação do modal ferroviário para a chegada de cargas em Santos. “Ao final do primeiro trimestre, tivemos uma inversão e 55% das cargas já foram ferroviárias e 45% rodoviárias, uma mudança extremamente importante”, disse o ministro. (EC)

______________________________

 

Ser ferroviário, um sonho de criança realizado

04 / 05 / 2015 | 14h02
FERNANDA BALBINO

Apaixonado por trens, Paulo Estevão da Silva é um dos maquinistas que trabalham no Porto

Paulo Estevão Lucas da Silva realizou sonho de criança

Aos sete anos, ele sonhava com a possibilidade de entrar em uma daquelas gigantes locomotivas que faziam manobras nas proximidades de sua casa, no Macuco, em Santos. Tempos mais tarde, Paulo Estevão Lucas da Silva não só realizou esse sonho, como passou a comandá-las. A paixão pelos trens se tornou sua profissão. Agora, aos 62 anos, ele celebra o Dia do Ferroviário (comemorado na última quinta-feira,30) com grande orgulho, principalmente por sua história como maquinista no Porto de Santos. 

Paulo trabalha na Portofer, empresa que cuida do serviço ferroviário no complexo marítimo e é controlada pela América Latina Logística (ALL) – que, há um mês, se fundiu à Rumo Logística, do Grupo Cosan, formando a Rumo ALL. Nela, também são empregados o filho e quatro sobrinhos do ferroviário, contaminados por seu amor pelos trens.

Entrar no setor foi difícil, segundo o maquinista. Sua jornada começou quando conseguiu uma vaga na Companhia Docas de Santos (CDS, que antecedeu a Companhia Docas do Estado de São Paulo, Codesp, na gestão do Porto), graças a uma indicação do pai, que era guarda portuário. 

“Era um grupo muito fechado naquela época. Só os muito bem indicados iam para a área ferroviária. Eu ainda passei um tempo como operador de armazéns na Docas”, explicou Paulo. Nesta função, ele era responsável pela acomodação das cargas de grãos nos galpões que, até então, eram operados pela companhia. 

Só em 1994 (quando a CDS já tinha sido substituída pela Codesp), ele foi transferido para o setor de ferrovias da estatal. Lá, começou a atuar como lavador e lubrificador de locomotivas, função que exerceu por um ano e meio. “Depois, comecei a substituir ajudantes de maquinista que estavam de férias. Só durante o período em que não estavam. Mas fiquei nessa até 1998”, explicou. 

Um ano depois, Paulo recebeu uma nova promoção. Desta vez, passou a exercer a função de maquinista. Nela, ele é responsável por receber as composições que chegam ao Porto, trazendo toneladas de produtos agrícolas de diversas partes do Brasil, e conduzi-las até os terminais onde os vagões são descarregados para exportação. E a realização do sonho aconteceu no momento em que houve a privatização das ferrovias, quando o serviço no complexo portuário passou para as mãos da Portofer. 

Quando se fala em desestatização, o primeiro temor dos trabalhadores é o desemprego. Mas para Paulo, essa era uma possibilidade que não existia. “Quando a pessoa faz o que gosta, faz da melhor maneira possível, não tem espaço para medo. E o nosso trabalho já estava sendo muito bem acompanhado, antes mesmo da privatização. Foi um processo natural”, relembra.

Evolução

Com a nova fase, surgiu também a evolução do trabalho e o desafio de operar máquinas mais modernas. E ele também teve de evoluir. Um dos desafios foi concluir o Ensino Médio, através de um programa de capacitação da empresa. 

“Depois da privatização, a ALL reestruturou pátios e trocou trilhos para receber máquinas mais pesadas, as americanas. Antes, também não passava de 30 vagões e esse número pulou para 80”, explica o maquinista. 

Além da paixão pela profissão, que torna seus dias de trabalho em momentos de prazer, o maquinista não esquece seu papel social. “Eu ajudo o meu País a crescer”, afirma. Paulo se refere ao escoamento de boa parte da produção agrícola brasileira que, literalmente, passa por suas mãos diariamente a caminho do exterior. Esse orgulho faz com que o maquinista não pense tão cedo em aposentadoria. 

“Enquanto a empresa me quiser, eu vou continuar. Espero que a saúde permita, que eu trabalhe por mais muito tempo. Não vivo sem isso”.

Acompanhado pelo filho, Franklin, funcionário na Rumo ALL, o maquinista fala com paixão de sua profissão 

 

 

Filho nos trilhos

Dos campos de futebol para os pátios de manobra de vagões no Porto de Santos. Franklin Stevens Dias Lucas da Silva, de 38 anos, mudou de vida quando decidiu seguir os caminhos do pai, o maquinista Paulo Estevão Lucas da Silva. Hoje, ele é um dos líderes da Rumo ALL no cais santista, se orgulha da carreira e não pretende trocar de profissão. 

Como grande parte dos garotos brasileiros, Franklin queria ter uma carreira no futebol. E conseguiu, chegando a jogar em times europeus. Mas decidiu voltar ao Brasil após uma temporada de um ano e meio em Portugal. 

“Meu sonho era a bola. Mas quando estava buscando uma nova colocação, surgiu a oportunidade de vir para a ferrovia. Aí o sangue falou. Vi que era isso que eu queria fazer e não deixei escapar a chance. Assim, já se vão 11 anos”, conta o líder de pátio da Rumo ALL no Porto de Santos. 

O cargo já é o terceiro ocupado por Franklin na empresa. Em alguns momentos, ele se torna chefe do próprio pai, que foi e ainda é seu modelo e maior professor. 

Devido à uma política da empresa, o contato profissional entre parentes não é grande. Como são separados por turmas, apenas em caso de trocas de turnos pai e filho se encontram nos pátios de manobras. “Meu pai já criou uma história aqui dentro. Agora é a minha vez de fazer um bom trabalho e ser reconhecido”, conta o filho, sob os olhares atentos e orgulhosos de Paulo Estevão Lucas da Silva. 

Vestir a camisa

Dos campos, Franklin levou o amor pela camisa que veste para ganhar a vida. “Coloco essa camisa e me sinto o dono da empresa. Faço de tudo para que o trabalho saia perfeito. Penso na minha empresa, na minha família e no meu País”.

Participar do escoamento do agronegócio brasileiro também é motivo de grande orgulho para o líder de pátio. Essa é uma das características que ele herdou, durante os anos em que ser ferroviário era apenas ouvir as histórias que o pai contava. 

 _________________________________

 

Rumo-ALL pretende investir R$ 7,4 bilhões em linhas ferroviárias

29 / 04 / 2015 | 16h12
DA ESTADÃO CONTEÚDO

Operadora planeja melhorar suas linhas ferroviárias, que ligam os terminais do Porto de Santos ao Interior

A operadora logística Rumo ALL, controlada pelo Grupo Cosan, divulgou seus planos de investimento para a expansão de seus serviços ferroviários. Para os próximos 18 meses, os aportes previstos são de R$ 2,8 bilhões. Outros R$ 4,6 bilhões serão injetados até 2019, totalizando R$ 7,4 bilhões. 

O anúncio dos investimentos, ocorrido na quinta-feira passada, foi o primeiro feito pela Rumo desde sua fusão com a concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL), aprovada pelas autoridades em fevereiro último.

Com boa parte de sua malha ferroviária deteriorada, reflexo da falta de manutenção nos últimos anos, a ALL está altamente endividada. O desafio do novo controlador é recuperar a reputação da ferrovia – que corre o risco de ter sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação Moody’s – e torná-la lucrativa. 

O foco dos controladores nos 18 primeiros meses será o aumento da eficiência operacional e a redução de custos. O plano inicial prevê a substituição e a reforma de locomotivas e vagões, além da recuperação de vias, o que deve gerar ganhos de volume transportado, além de melhoria dos acessos aos portos de Santos e Paranaguá (PR). Entre 2009 e o ano passado, a velocidade média dos trens que circularam pela malha da empresa despencou pela metade e a companhia foi alvo de 300 autuações.

“Vamos trabalhar para colocar a companhia nos eixos”, disse Júlio Fontana, presidente da Rumo ALL. A fusão entre ALL e Rumo, aprovada pelo Cade em fevereiro, tornou a Cosan controladora da companhia. No atual bloco de controle, Cosan, TPG, Gávea e BNDESPar somam 42,2% de participação. O restante das ações está nas mãos dos antigos acionistas e em circulação no mercado.

Operadora planeja melhorar suas linhas ferroviárias, que ligam os terminais do Porto de Santos ao Interior

Até 2019

Os outros R$ 4,6 bilhões que serão investidos na malha entre 2017 e 2019 estão condicionados às negociações para extensão do prazo da concessão da ferrovia. Além desses R$ 7,4 bilhões previstos para expansão das operações nos próximos quatro anos, outros R$ 4,3 bilhões serão injetados até 2019 para manutenção da atual estrutura (o chamado investimento recorrente), totalizando R$ 11,7 bilhões até 2019.

Para a primeira fase de investimentos, cerca de 60% dos financiamentos previstos já estão contratados e o restante deve vir do BNDES, de agências de crédito à exportação e do Fundo Centro-Oeste. Já para a estrutura de longo prazo, a Rumo trabalha com a previsão de que 77% sejam provenientes do BNDES e mercado de capitais, enquanto o restante virá de fontes como agências de apoio à exportação. 

A expectativa dos atuais executivos é de que, no curto prazo, o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumente em R$ 500 milhões, ficando entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,2 bilhões até o fim de 2016. As projeções da companhia indicam que, a partir de 2017, já haverá geração positiva de caixa, levando em conta os resultados e a maturação do investimento do primeiro ciclo, atingindo Ebtida entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,5 bilhões ao fim de 2019.

Com os investimentos, a Rumo ALL pretende ampliar o transporte de grãos para exportação: de 22 milhões de toneladas, em 2014, para cerca de 39 milhões de toneladas em 2025.

Ações

Na quinta-feira, quando os planos foram anunciados, as ações da Rumo Logística caíram 9,7%, a R$ 1,49, ficando no topo das perdas do Ibovespa. O projeto de investimento frustrou a expectativa da equipe de análise do Itaú BBA, que esperava uma menor necessidade de aporte e uma maior estimativa de Ebitda.

À frente da empresa desde o início do mês, Fontana disse que trocou os principais executivos da companhia e dividiu as operações da ALL em duas (Norte e Sul), para dar maior celeridade às mudanças consideradas necessárias para a melhoria de resultados e operações. (Estadão Conteúdo)

_______________________

 

 

Práticos se recusaram a manobrar navio, no último dia 30. Embarcação havia passado pela Guiné

 
Diretor-presidente da Anvisa

A possibilidade de uma exposição ao vírus ebola fez a Praticagem de São Paulo se recusar, no último dia 30, a subir a bordo do navio Tasman, que havia passado pela Guiné (país considerado o marco zero da doença na África) semanas antes e aguardava para entrar no Porto de Santos. A partir de uma consulta por rádio, o posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Santos tinha liberado a atracação do cargueiro. A medida, prevista em lei, foi criticada pelos práticos, que defendem inspeções presenciais nas embarcações procedentes de regiões endêmicas.

Como a Autoridade Sanitária manteve que não era necessário ir a bordo para liberar o navio, a saída encontrada pela agência de navegação foi o envio de um médico para atestar as condições sanitárias do Tasman. Somente então, os práticos foram a bordo e orientaram sua entrada. A postura da Praticagem, porém, foi contestada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jaime Cesar de Moura Oliveira. Em entrevista exclusiva a A Tribuna, ele defende as decisões do posto local do órgão e pede que o caso seja investigado pela Marinha do Brasil. Confira a seguir.

Qual sua avaliação sobre a exigência da Praticagem de a a Anvisa ir a bordo do navio?

Nós vemos essa questão, primeiramente, com preocupação e também como um indicativo da necessidade de uma atuação mais rigorosa dos órgãos que fiscalizam a Praticagem, a Marinha. O Brasil, assim como vários países, adotou uma série de providências de prevenção em relação aos riscos de transmissão do ebola. Essas providências que foram tomadas são baseadas em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do regulamento sanitário internacional. Essas orientações têm por base a não criação de obstáculos ao trânsito internacional de pessoas e de bens, a menos que haja um justo motivo pra isso. Neste caso, não há justificativa técnica nenhuma para que o navio tendo recebido a Livre Prática da Anvisa desde 25 de março, não possa continuar os seus procedimentos de atracação e as operações que ele tem que fazer no Porto de Santos. 

Como o sr. analisa a atuação da Praticagem no episódio?

Eu acho que foi uma atitude sem base técnica, precipitada e que traz prejuízos à operação do Porto. Traz sinalizações inadequadas para a comunidade internacional a respeito de como o Brasil vem tratando a prevenção contra o ebola. 

A solução que foi adotada, de levar um médico a bordo, afeta, de alguma forma, a credibilidade da Anvisa?

Não, de forma alguma afeta a credibilidade da Anvisa. Eu acho que ela desperta críticas a respeito da própria postura dos práticos em relação às orientações e determinações das autoridades nacionais na área de saúde – não só da Anvisa como do Ministério da Saúde. Mais do que isso, a providência adotada a respeito de levar um médico a bordo do navio em nada acrescenta ou diminui a avaliação de riscos. Não tem nenhum tripulante a bordo que se enquadre no conceito de caso suspeito. A informação passada pelo comandante do navio era de que não havia nenhuma pessoa com febre na tripulação, nenhuma pessoa com qualquer tipo de hemorragia, nenhuma pessoa apresentando sinais de infecção, seja por essa ou por qualquer outra doença. 

Durante a elaboração do plano de contingência do ebola, um dos questionamentos da comunidade portuária era o motivo pelo qual a Anvisa não fazia as inspeções presenciais. Por que a Anvisa não vai a bordo dos navios procedentes de regiões endêmicas? Há alguma chance de uma mudança de procedimento ou não há necessidade disso?

Não. Não há necessidade de mudança nesse procedimento. E o melhor indicativo disso é que as ações de prevenção adotadas pelo Governo Federal em relação ao ebola tiveram apenas resultados positivos até o momento, sem nenhum caso detectado no País. Uma outra razão é que a Anvisa irá a bordo em qualquer momento em que forem identificados fatores que justifiquem a presença da autoridade sanitária a bordo. Mas ela nunca irá a bordo em situações como essa, em que nenhum desses fatores está presente. 

Quais são os fatores que levariam técnicos da Anvisa a bordo de navios?

A comunicação de algum caso suspeito ou algum tripulante apresentando sintoma que o caracterize com suspeita de ebola. Você tem tripulantes que, às vezes, estão com outros tipos de sintomas, mas sequer são caracterizados como casos suspeitos porque, por exemplo, nunca estiveram em países onde tem surto. Então não é qualquer situação de bordo que justifica. Tem uma definição técnica para caso suspeito. A Anvisa só vai a bordo onde houver risco que justifique, por exemplo, um caso suspeito ou uma situação não caracterizada que pode representar risco sanitário. Não sendo essas situações, não existe motivo nenhum para a presença da autoridade sanitária a bordo. 

Qual será o posicionamento da Anvisa se voltar a ocorrer a recusa da manobra de navios procedentes de áreas endêmicas?

Nós vamos reiterar esse mesmo posicionamento que estamos tendo e vamos reiterar que a Marinha, que é responsável pela atividade de praticagem, adote providências no sentido de apurar se a atuação dos práticos está sendo desenvolvida de forma correta e adequada dentro da legislação do País. 

O que foi feito depois da elaboração do plano de contingência do ebola? Houve continuidade?

Houve o estabelecimento do plano de contingências não só para portos como para aeroportos. Houve a implantação do plano de contingência. Houve simulados realizados em vários portos e aeroportos. E continua toda a vigilância sanitária com medidas de monitoramento dos viajantes e dos meios de transporte e orientação, quando se busca algum tipo de informação a respeito do ebola.

__________________________

 

Auditores da Receita Federal de Santos cruzam os braços nesta quarta-feira

28 / 04 / 2015 | 18h55
DE A TRIBUNA ON-LINE

Paralisação deve comprometer andamento das atividades portuárias. Protesto marca início de uma série de reivindicações da categoria

Os auditores fiscais da Receita Federal de Santos irão paralisar as atividades nesta quarta-feira (29). Trata-se do dia dos “braços cruzados”, decisão tomada em assembleia realizada na semana passada e que faz parte do início da Campanha Salarial 2015 da categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil -  Delegacia Sindical de Santos (Sindifisco-DS Santos), Elias Carneiro, os auditores não irão liberar carga no Porto de Santos. 

"A proposta é que eles entrem às 8 horas nos prédios da Alfândega e da Receita Federal e não liguem suas estações de trabalho", diz.  Assim, os dois locais terão as atividades interrompidas durante o dia.

Entre as reivindicações da categoria está a implementação de tabela remuneratória composta por seis padrões, com reajuste salariais e uma diferença de 4,5% entre eles. Pedem também regulamentação da lei que instituiu indenização devida aos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, em exercício nas unidades situadas em localidades estratégicas vinculadas à prevenção, controle e prevenção das fronteiras.

__________________________

 

Operações no Porto serão normalizadas até quinta-feira

13 / 04 / 2015 | 14h51
LEOPOLDO FIGUEIREDO

A informação é do diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Cláudio Montenegro

As operações do Porto de Santos afetadas pelo incêndio nos tanques da Ultracargo, extinto na sexta-feira(10), devem ser normalizadas até quarta(15) ou, no máximo, quinta-feira(16). A informação é do diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Companhia Docas do Estado de São Paulo

_______________________

Combate a incêndio na Alemoa entra no sexto dia com um tanque em chamas

07 / 04 / 2015 | 06h59
DE A TRIBUNA ON-LINE

Bombeiros ainda não utilizaram o produto "cold fire", pois a quantidade adquirida é insuficiente

 
Um tanque continua em chamas na manhã desta terça-feira

http://images.comunidades.net/rec/recintoalfandegadoalex/IMG_20150407_174906198.jpg

O incêndio em tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, na Alemoa, em Santos, entrou no sexto dia nesta terça-feira (7). Já são 118 horas ininterruptas de combate ao fogo.

De acordo com a última atualização do Corpo de Bombeiros, as chamas se concentram em apenas um tanque, mas o fogo ainda não está totalmente controlado, pois existe o risco de o incêndio voltar a se alastrar. Um segundo tanque, que está com rachaduras e vazamentos, tem fogo nas tubulações. Os diques de contenção, por vezes, espalham as chamas.

Os bombeiros voltaram a usar a estratégia de não atacar diretamente o incêndio. No momento, o objetivo é resfriar os demais toneis.

O produto importado que seria mais potente do que o Líquido Gerador de Espumas (LGE) e que era a esperança para acabar de vez com o incêndio nos tanques da Ultracargo ainda não está sendo usado na manhã desta terça-feira.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, chegaram à Alemoa quatro mil litros do cold fire (fogo gelado, em tradução livre). A quantia seria insuficiente para iniciar a operação isoladamente. Mais deste produto deverá chegar a Santos durante o dia.

Em apenas 24 horas de combate ao incêndio foram consumidos 50 mil litros de LGE, o mesmo produto usado desde os primeiros minutos do trabalho das equipes de bombeiros e brigadistas.

Palumbo explica que recebeu mais espuma durante toda a madrugada. Enquanto isso, o resfriamento dos tanques tem sido mantido para evitar que o fogo se alastre.

“Vamos concentrar todos os equipamentos que chegarem para traçar nova estratégia. O ataque deve ser cirúrgico, porque os materiais devem ser inseridos ao mesmo tempo no tanque em chamas. Se usarmos agora vamos desperdiçar o que temos”.

Pó químico

Além do cold fire, importado pela Ultracargo por indicação do Gabinete de Integração criado pelas autoridades municipais e estaduais para definir ações emergenciais, os bombeiros deverão iniciar a aplicação de um pó químico seco cedido pela Infraero

“(O pó) é semelhante ao extintor utilizado em veículo, só que vem num veículo de grande porte, que lança o produto a dezenas de metros. É utilizado para combater incêndios em aviões e aeroportos”, explicou Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos.

 
Incêndio nos tanques de combustíveis da empresa da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, está no sexto dia

Combate

O trabalho envolve 118 bombeiros militares, 36 caminhões e quatro embarcações, sendo navios rebocadores - um dos bombeiros e outro da Petrobras. Cerca de 50 mil litros de espuma foram utilizados no combate direto ao incêndio. Nove caminhões, divididos em três frentes, propulsavam a substância em direção ao fogo. “O resultado da estratégia está sendo positivo e, se nada mudar até hoje, não teremos mais incêndio”, disse Palumbo.

Ele stava apreensivo em garantir que o fogo seria extinto até hoje, atestando apenas a possibilidade disso acontecer, porque dependendo da condição do tempo, o cenário poderia mudar. “Se o vento continuar ameno e não espalhar as chamas, hoje a situação (do incêndio) pode estar resolvida”.

_____________________________

 

Embraport inicia operações ferroviárias em seu terminal

06 / 04 / 2015 | 16h51
FERNANDA BALBINO

Empresa tem contrato para receber cargas de Manaus por navio e enviá-las de trem ao Interior de São Paulo

Maior terminal de contêineres privado do País, a Embraport iniciou ontem as operações ferroviárias de seu pátio, no Porto de Santos. Os primeiras 21 caixas metálicas que utilizaram as linhas férreas da instalação vieram de Manaus (AM) a bordo de um navio e seguiram para Sumaré, no Interior do Estado, em vagões. 

Localizado na Margem Esquerda do Porto, na Área Continental da Cidade, o terminal tem a expectativa de transportar 200 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano pelas linhas férreas. Esses produtos poderão ter origem ou destino em cidades do interior de São Paulo ou ainda em outros três estados. 

Com a ligação entre a Embraport e a malha férrea da concessionária MRS, há conexão com as cidades de Sumaré e Suzano (SP), além de localidades no Vale do Paraíba (SP). no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. 

 
Terminal investiu R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária de seu pátio, na Área Continental de Santos

Utilizando as linhas da concessionária América Latina Logística (ALL), a origem ou o destino das mercadorias podem ser Araraquara (SP) ou Rondonópolis (MT), por onde sai boa parte da produção de grãos do Centro-Oeste. A movimentação de granéis sólidos vegetais na Embraport está planejada para uma nova etapa, a ser implantada no futuro. 

“O principal objetivo é criar atratividade para importadores, exportadores e armadores, criar uma atratividade logística para o terminal. Se olharmos nos últimos anos, o crescimento no volume de cargas no Porto de Santos tem sido significativo e toda essa carga chega ou sai do Porto, na sua grande maioria, pelo modal rodoviário. Mas a gente observa que, nos últimos anos, não houve um crescimento na infraestrutura de acesso ao Porto. Então a utilização da ferrovia, além de contribuir para não ter aumento no fluxo de caminhões aqui na Baixada, ajuda na questão do meio ambiente, já que o modal ferroviário emite 68% menos CO2 do que o rodoviário”, explicou o diretor de Novos Negócios da Embraport, Fábio Siccherino. 

Segundo o executivo, a primeira operação ferroviária do terminal envolveu um carregamento de eletrônicos da LG. A fabricante, que atua na Zona Franca de Manaus, tem como objetivo movimentar 250 contêineres por semana pela ferrovia da Embraport. Essas cargas chegarão ao Porto a bordo de navios de cabotagem e seguirão para centros de distribuição instalados no interior do Estado, principalmente em Sumaré. 

A utilização das linhas férreas dependerá do volume de mercadorias. No total, a Embraport planeja manter duas saídas semanais para Suzano, Sumaré e o Vale do Paraíba. Para isso, foram investidos R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária do terminal. 

“A gente vem falando muito de mudar a matriz logística do País, diminuindo a utilização do modal ferroviário e incrementando esses outros modais, pela questão ambiental e dos custos, que são mais baratos. Esse é um passo importante para o Porto de Santos porque dá mais uma opção de escoamento”, afirmou o diretor. 

Armazém

A Embraport prevê concluir, em setembro, a construção de um armazém de cinco mil metros quadrados para o recebimento de cargas soltas. Trata-se da segunda fase da implantação ferroviária na instalação. 

“No futuro, nossa intenção não é só receber carga de contêiner. Eu poderia receber carga ferroviária que embarcaria em contêiner. Ela chegaria solta na ferrovia e eu a armazenaria em contêineres e os embarcaria”, explicou o executivo.

__________________________

 

Incêndio na Alemoa impede navio de etanol atracar no Porto de Santos

06 / 04 / 2015 | 17h15
DA ESTADÃO CONTEÚDO

Embarcação de bandeira panamenha é uma das dez que estão aguardando na barra de Santos

O incêndio nas instalações da Utracargo está afetando os embarques de etanol pelo Porto de Santos. Pelo menos um navio, o Bow Architect, de bandeira panamenha, está com carregamento atrasado, impedido de atracar no Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), por causa do fogo que começou na última quinta-feira (2). Segundo as fontes a embarcação deve receber 17,5 mil toneladas do biocombustível.

O Bow Architect, contudo, é apenas um dentre os 10 navios que estão aguardando na barra de Santos para poder atracar e embarcar outros produtos no Tegla, de acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Já a agência marítima Williams Brazil diz que são 13 no total, mas que esse número deve aumentar por conta dos que estão para chegar.

Mais cedo, a Codesp informou que somente o Tegla está com as atracações de navios suspensas. Voltado à operação de produtos químicos, derivados de petróleo, gás e etanol, o terminal de granéis líquidos fica separado da chamada área organizada do Porto de Santos, que é uma "faixa" contínua de terminais. 

Segundo a Codesp, os trabalhos nos outros 54 terminais ocorrem normalmente e, até agora, também não há relatos de problemas com o embarque de commodities agrícolas como açúcar e grãos, mesmo com o acesso ao porto dificultado. A saída e a entrada de caminhões estão proibidas nesta segunda-feira, 06, pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, visando a reduzir ao máximo os impactos no tráfego portuário. Já a Avenida Augusto Barata, que é o acesso pela margem direita do Porto, continua fechada desde quinta-feira.

O incêndio atingiu seis tanques da Ultracargo e já dura quase 100 horas. Na manhã de hoje, o Corpo de Bombeiros informou que o fogo pode ser extinto ainda nesta segunda-feira, após o uso de mais de 5 bilhões de l

_______________________________________

 

Sexta-feira, 20 de Março de 2015 - 17h19
Em alta

Porto de Santos bate recorde de movimentação no bimestre

De A Tribuna On-line
N/A
Bimestre teve movimentação recorde
O porto de Santos bateu mais um recorde, dessa vez, foi a movimentação de fevereiro que chegou a 8,5 milhões de toneladas, 9,5% acima do mesmo período de 2014 (7,8 milhões t). O bimestre também foi de recorde, que após iniciar 2015 com a melhor marca entre os meses de janeiro, o complexo movimentou 16 milhões de toneladas neste periodo de dois meses.
 
Os números são decorrentes do melhor fevereiro da história do complexo portuário santista, com 8.541.527 toneladas. As exportações cresceram 4,9% em relação às de fevereiro do ano passado. Proporcionalmente, as importações subiram mais (21%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira(20) pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora federal do Porto. A persistir a elevação média de 9,2% no volume geral de carga, o ano terminará com 121,4 milhões de toneladas em circulação. A melhor marca anual da história é de 2013, com 114 milhões de toneladas, seguida pela de 2014, com 111,1 milhões.
 
O destaque foi a soja, que dos 5,858 milhões de toneladas de cargas exportadas por Santos em fevereiro, mais da metade foi composta por soja (2,029 milhões, com crescimento individual de 4,4%) e açúcar (1,093 milhão e alta de 15,6%).Entre outras cargas, Em termos percentuais, tiveram alta expressiva os embarques mercadorias como café em grãos (33,5%), farelo de soja (53,9%) e óleo combustível (28,5%).
 
*Mais informações sobre o balanço, na edição de sábado(21) do Jornal A Tribuna

 

--------------------------------------------------

 

Quinta-feira, 19 de Março de 2015 - 14h06
Verba

Congresso confirma corte de dinheiro para os portos

Rafael Motta
N/A
O Congresso Nacional confirmou, no final da noite de terça-feira(17), a redução de 71,3% no volume de investimentos que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) poderá fazer neste ano, na comparação com o valor previsto para 2014. Isso ocorreu com a aprovação do Orçamento da União, que se tornará válido após sanção pela presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Dessa forma, ficam mesmo reservados R$ 156,5 milhões pelo Governo para financiar as atividades da Autoridade Portuária até dezembro – outros R$ 56,9 milhões são oriundos de receita própria da estatal. Ao todo, R$ 213,4 milhões, 95,8% deles destinados a projetos de “transporte marítimo”, como consta no projeto de lei orçamentária.
 
Apesar de não terem como ampliar as fontes de receita para projetos no Porto, os deputados federais que representam a Baixada Santista afirmam para A Tribuna que não se limitarão a acompanhar o desenvolvimento de projetos para o complexo portuário: pretendem manter contatos com a direção da Codesp e com o ministro dos Portos, Edinho Araújo, no sentido de que a verba seja usada em obras mais urgentes.
 
“Sejamos realistas: as restrições (orçamentárias) serão feitas, mas que ocorram com um mínimo de coerência e atendam o interesse público em primeiro lugar”, diz o deputado João Paulo Papa (PSDB). “É preciso lutar para que os cortes (de despesas) ao longo do ano sejam inteligentes. O que não trouxer resultados econômicos imediatos deve ser adiado”.
 
Papa, que foi prefeito de Santos entre 2005 e 2012, acredita que essa condição lhe dará facilidade para conversar com dirigentes da Codesp, no sentido de “que o orçamento (para o setor) não seja reduzido ainda mais. Vou apelar para que haja bom senso e visão de comunidade, pois esses projetos influenciam o dia a dia de Guarujá e de Santos”.
 
O deputado Beto Mansur (PRB), que integra a Mesa Diretora enquanto primeiro-secretário da Câmara Federal, considera que “os contratos em andamento serão mantidos, mas é lógico que terão redução de recursos. Na concepção do Governo, uma Avenida Perimetral é menos importante que o Minha Casa, Minha Vida (financiamento de moradias para população de baixa renda) e, por isso, vai andar mais devagar. Mas não estará parada”.
 
Mansur espera que a redução no ritmo dos trabalhos não prejudique o desenvolvimento comercial do Porto. “Margem esquerda, fase final de Outeirinhos... São obras extremamente necessárias para o País exportar mais e arrecadar mais”.
 
N/A
Av. Perimetral em Guarujá tem R$ 10 milhões previstos, mas nem sempre se utiliza toda a verba disponível
Pressão Política
 
Colega de partido de Mansur, o deputado federal Marcelo Squassoni manifesta preocupação com o avanço nas obras das avenidas perimetrais de Santos e Guarujá e com a dragagem do canal de navegação – cuja profundidade, para operadores de cargas, é insuficiente para receber navios de porte cada vez maior.
 
O parlamentar, contudo, tem esperança em um instrumento de pressão política: a união da bancada dos 70 deputados eleitos pelo Estado de São Paulo, coordenada pelo experiente deputado Milton Monti (PR, em seu quinto mandato consecutivo e, em tese, da base governista).
 
“Propus que o Porto de Santos seja posto em discussão como tema prioritário pelos deputados (do grupo). Poderemos ter emendas orçamentárias por parte da bancada. Não será um valor específico e dependerá de sua força política, mas temos tamanho para isso”, considera Squassoni.
 
Sem definição
 
Até o fechamento desta edição, a Codesp não havia informado se estavam definidos os projetos em que investirá neste ano, nem o valor a aplicar neles.
 
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão também não respondeu a partir de quando o dinheiro estará liberado para uso.

 

--------------------------------------------------

Quinta-feira, 12 de Março de 2015 - 11h18
Santos

Caminhoneiro perde o controle e bate em outro na Avenida Mário Covas

De A Tribuna On-line
N/A
Um caminhoneiro que estava na Avenida Mário Covas, no sentido Centro-Ponta da Praia, em Santos, perdeu o controle do veículo, subiu no canteiro central, passando pela cliclofaixa, e bateu em um semi reboque estacionado. O acidente aconteceu por volta das 11 horas desta quinta-feira (12). Ninguém se feriu. O trânsito, que chegou a ser desviado por conta de uma interdição, está liberado no momento. Não há lentidão no local, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

 

------------------------------------------------------

 

Quarta-feira, 11 de Março de 2015 - 14h01
Modelo

Governo iniciará modernização da Anvisa por Santos

José Claudio Pimentel
O posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Santos, além de receber novos servidores ainda este mês, será submetido a um processo de modernização para otimizar seus trabalhos no Porto. As mudanças ocorrem após entraves na liberação de mercadorias e embarcações pelo órgão, alvo de reclamações constantes.
 
Essas medidas serão anunciadas oficialmente pelos ministros Edinho Araújo (Portos) e Arthur Chioro (Saúde) na manhã da próxima sexta-feira(13), em uma solenidade a ser realizada na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.
 
Segundo fontes ligadas aos ministérios, as novidades que serão implementadas no posto local da Anvisa fazem parte de um modelo piloto, que começará a ser implementado no País a partir de Santos. Se o resultado for positivo, a ideia do Governo é levar a estrutura montada no cais santista para os demais complexos portuários brasileiros.
 
Na terça-feira(10), representantes das duas pastas federais, agentes marítimos, operadores portuários, sindicalistas e agentes de órgãos como a Alfândega e a Polícia Federal se reuniram a portas fechadas na sede da Codesp. O encontro serviu para acertar os últimos detalhes do pacote de medidas, que está em fase final de aprovação.
 
“Trata-se de um pleito já conhecido do setor. Serão melhorias estruturais e de pessoal à Anvisa”, afirmou o presidente da Docas, Angelino Caputo e Oliveira, em entrevista a A Tribuna logo após o encontro. Sem informar detalhes, ele confirmou que o projeto a ser executado em Santos ocorrerá de maneira experimental.
 
De acordo com Caputo, as mudanças vão ocorrer de maneira rápida, mas gradativa, com o intuito de solucionar os problemas que o setor enfrenta. A reunião, inclusive, serviu para que os ministérios pudessem absorver as necessidades mais recentes, afim de saná-las até sexta-feira(13).
 
O diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, participou do encontro de ontem. E saiu dele esperançoso. Isso porque os agentes marítimos estão entre os principais afetados pelo quadro reduzido de funcionários no posto da Anvisa no Porto. 
 
Segundo Roque, as mudanças previstas serão benéficas. “Caso o pacote não atenda integralmente as carências de hoje, combinamos de aprimórá-lo rapidamente para evitar que a situação não caia no esquecimento. Precisamos de muito mais estrutura”, afirmou. 
 
N/A
Agentes da Anvisa são responsáveis por fiscalizar as condições sanitárias de cargas e navios do Porto
 
Pacotão 
 
O setor portuário espera que as medidas a serem anunciadas na sexta-feira mantenham ou até aumentem a quantidade de servidores realocados para Santos. Em entrevista recente para A Tribuna, o novo chefe do posto da Anvisa na Cidade, Rogério Lopes, informou que oito novos funcionários auxiliariam nos trabalhos administrativos do órgão.
 
Os servidores atuarão na emissão das licenças de importação (documento da agência atestando a qualidade sanitária dos produtos inspecionados e, assim, permitindo a entrada da mercadoria no Brasil) e na liberação da Livre Prática (que oficializa as condições sanitárias das embarcações na escala no cais santista).
 
Sobre as licenças de importação, planeja-se expedí-las em até cinco dias. Atualmente, o tempo médio para a operação é de 20 dias. A agilização desse trâmite poderá reduzir as despesas com aluguéis de contêineres, além de custos de armazenagem, de acordo com depachantes aduaneiros.

 

------------------------------------------------------

 

Quarta-feira, 11 de Março de 2015 - 15h03
Embarcação

Unifesp adquire lancha para pesquisas e projetos marinhos

De A Tribuna On-line
N/A
Lancha será utilizada para projetos e pesquisas
Leandro Maia
Colaborador
 
O Instituto do Mar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), receberá nos próximos meses uma nova lancha, que será destinada as pesquisas e projetos da Universidade. A lancha Florida 270, com capacidade para 10 pessoas, está em fase de conclusão no estaleiro da Florida Marine, em Diadema.
 
A embarcação foi adquirida através do Finep, modalidade de financiamento do Governo empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas, para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. A lancha ficará em definitivo com o Instituto.
 
Para o Professor do Departamento de Ciências do Mar da Unifesp Augusto Cesar, a chegada da embarcação vai melhorar na independência dos pesquisadores. "Antes contávamos com embarcações de instituições parceiras ou alugávamos as embarcações, agora teremos autonomia nos projetos, e podemos contribuir com as outras instituições", afirma o professor.
 
Com a lancha os pesquisadores e seus colaboradores vão poder retirar amostras e fazer análises dos animais e do meio ambiente. Entre as linhas de pesquisa do instituto estão os estudos das operações portuárias, a interação homem-tecnologia-ambiente, análises radiométricas ambientais em áreas de extração de petróleo e gás, ecologia marinha, conservação de recursos pesqueiros, estudo de impactos ambientais entre outros projetos.

 

------------------------------------------------------

Quinta-feira, 05 de Março de 2015 - 14h01
Atraso

SEP adia pregão da dragagem do Porto em 10 dias

Da Redação
N/A
Ofertas podem ser entregues até o dia 27
A apresentação das propostas das empresas interessadas em fazer a dragagem do canal do Porto de Santos foi adiada em exatos 10 dias. Uma correção no edital da licitação, promovida pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República, com base na revisão orçamentária do Governo, fez com que as ofertas possam ser entregues até o dia 27, quando serão abertas. 
 
De acordo com a SEP, a alteração nas planilhas de gastos para o serviço foi necessária devido à aplicação da Lei nº 13.043/2014, que estabelece a desoneração da folha de pagamento relativa ao Plano Brasil Maior. A mudança incluiu a suspensão do recolhimento de 20% do INSS sobre a folha de pagamentos e a inclusão de 2% sobre a Renda Bruta, relativa à contribuição previdenciária, no cáculo dos Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) do contrato.
 
“Essa alteração interfere na formulação das propostas", informou, em nota, a pasta.  Com a modificação, o custo previsto para o empreendimento caiu de R$ 378,5 milhões para R$ 374,9 milhões.
 
As alterações no texto do edital já foram publicadas no Diário Oficial da União e o novo edital está disponível no endereço eletrônico oficial da Secretaria (www.portosdobrasil.com.br).
 
Conforme a legislação, foi necessário adiar o trâmite do certame, que ocorrerá por plataforma virtual. As propostas alteradas já podem ser recebidas pelo endereço www.comprasnet.gov.br. O resultado inicial será conhecido a partir das 10 horas do dia 27, uma sexta-feira. A SEP afirmou não ser possível determinar quantos registros de propostas foram apresentados até a alteração do edital.
 
Dragagem
 
A obra licitada pela Secretaria de Portos prevê ampliar a profundidade do canal de navegação (parte central) do estuário e das bacias de acesso aos berços de atracação, dos atuais 15 metros (em média) para 15,4 ou até 15,7 metros. Os próprios locais de atracação ficarão com uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes do início desses trabalhos, o vencedor da licitação terá de elaborar os projetos básico e executivo (mais detalhado) da dragagem.
 
A concorrência será realizada no modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, os preços são avaliados primeiro e apenas a participante selecionada tem a documentação conferida, a fim de agilizar o procedimento. A disputa é aberta a empresas e consórcios, tanto nacionais como estrangeiros.

 

-----------------------------------------------------

 

Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 14h08
Projeto

Porto terá pátio para caminhões em Guarujá

José Claudio Pimentel
N/A
Prefeita do Guarujá se reuniu com o titular da SEP
O Porto de Santos contará com mais um estacionamento rotativo de caminhões. O projeto foi definido pelo ministro dos Portos, Edinho Araújo (PMDB), terça-feira(3), durante reunião com a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), em Brasília. Segundo a chefe do Executivo, já está acertada a realização de um estudo para a exploração do pátio, que atenderá os veículos de carga com destino aos terminais da cidade. A unidade terá cerca de 500 vagas.
 
No encontro, também ficou definido que a elaboração desse estudo será debatida em uma reunião entre representantes da Prefeitura, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República nos próximos dias. A data ainda não está determinada. 
 
“Finalmente teremos uma área para caminhões, eliminando os impactos causados por esses veículos na Cidade, principalmente no Distrito de Vicente de Carvalho”, afirmou a prefeita, por telefone, em entrevista a A Tribuna. Maria Antonieta comemorou o andamento das conversas sobre o assunto, iniciadas ainda na primeira visita do ministro à Baixada Santista, em janeiro último.
 
A chefe do Executivo propõe que o pátio rotativo seja instalado no terreno ao lado do novo acesso à Margem Esquerda do Porto. A área pertence ao Grupo Fassina e fica às margens da Rodovia Conêgo Domênico Rangoni (SP-55), principal via para chegar a essa região do complexo marítimo. 
 
A ideia inicial, já conversada entre as partes, não é comprar a gleba, mas alugá-la, como ocorreu com o terreno onde o novo acesso rodoviário à Margem Esquerda, recém-inaugurado, foi construído. Hoje, a Companhia Docas paga R$ 70 mil mensais ao Grupo Fassina e à multinacional Dow Química, proprietárias dos lotes nos quais a via foi aberta. Os custos com o estacionamento também ficaria a cargo da Autoridade Portuária. 
 
Atualmente, o Porto de Santos conta com quatro estacionamentos rotativos. Dois deles estão em Cubatão, um terceiro fica em Santos e o último, em Sumaré, nas proximidades de Campinas. 
 
Outros assuntos
 
A prefeita Maria Antonieta também aproveitou o encontro com o ministro dos Portos, para tratar sobre a implantação de um serviço hidroviário de transporte de cargas no Porto de Santos. A medida favoreceria o desenvolvimento do Centro Industrial e Naval de Guarujá (Cing), onde hoje localizam-se o terminal da Saipem e o estaleiro da Wilson Sons, entre outros. 
 
“Como não é possível entrar com caminhão ali (no Cing), pedimos que seja feito um terminal de transbordo às margens da rodovia, numa área da Codesp”, disse a prefeita. Ela refere-se a um terreno que pode ser utilizado para as operações de carregamento, para barcaças, das cargas que seriam levadas ao Cing e que hoje enfrentam problemas para chegar ali por via terrestre. 
 
Além disso, Maria Antonieta pediu agilidade na renovação de contrato de arrendamento portuário da Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto. A empresa já fez o pedido de antecipação dessa renovação, que aguarda a avaliação da SEP.
 
Segundo a prefeita de Guarujá, a empresa responde por grande parte do total arrecadado de Imposto Sobre Serviço (ISS) na cidade e é um gerador de empregos estratégico. “Ela precisa iniciar a sua modernização e a viabilização de novos investimentos”, destacou.

 

--------------------------------------------

Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 15h18
Ditadura militar

Documentos da Docas de Santos são investigados

Da Redação
A Companhia Docas de Santos (CDS), que construiu e explorou o Porto de Santos de 1888 a 1980, tem sua atuação durante a ditadura militar investigada pela Comissão Estadual da Verdade, da Assembleia Legislativa de São Paulo.
 
Em depoimento na última segunda-feira, durante audiência da comissão, na Capital, antigos trabalhadores da companhia disseram ter sido perseguidos e demitidos após greves na empresa. E relataram a presença de militares dentro da firma portuária, na época.
 
“Temos vários casos de trabalhadores que foram punidos, não com demissão, mas que sofreram uma sorte de perseguições. Há trabalhadores, por exemplo, que levaram 20 dias de suspensão”, disse Antonio Fernandes Neto, que pesquisou a história dos portuários de Santos durante a ditadura. 
 
Um dos pedidos feitos por portuários, durante a audiência, foi para que a Docas abrisse seus documentos referentes à ditadura militar. O pedido deverá ser encaminhado pela comissão à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que assumiu as funções da CDS em 1980, quando a concessão para a exploração do Porto de Santos terminou.
 
A Docas de Santos continua em atividade, mas não atua mais no Porto de Santos. Ela diversificou seus negócios, atuando nas áreas petrolífera, de energia elétrica, reparos navais e logística portuária especialmente no Rio de Janeiro.
 
Representando a Codesp na audiência, Rodrigo Octavio Franco Morgero, do Departamento Jurídico da empresa, disse que esse tema era desconhecido pela direção: “Desconhecemos, em caráter oficial, a presença de qualquer órgão de repressão dentro da companhia”, afirmou ele, durante a audiência pública.
 
Sobre o pedido feito pelos trabalhadores de abertura dos arquivos, Morgero não saber soube dizer se ele poderá ser atendido pela empresa, mas que isso será analisado.

--------------------------------------------

 

Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 16h32
Operação

Marinha do Brasil realiza operação "Amazônia Azul" 2015

De A Tribuna On-line
N/A
Embarcação em operação "Amazônia Azul"
Intensificar a fiscalização do cumprimento de leis e regulamentos nas águas brasileiras, essa é a missão da operação "Amazônia Azul". Realizada pela Marinha do Brasil (MB) sob a coordenação do Comando de Operações Navais, a operação teve inicío no último dia 1 e se estende até dia 7 deste mês. A ação conta com cerca de 15 mil militares, 50 navios, 10 aeronaves e 200 embarcações da Esquadra, dos Distritos Navais,Diretoria de Hidrografia e Navegação e das Capitanias dos Portos distribuídos por todo litoral e nas águas interiores.
 
Durante esse período, a operação acontece simultaneamente em diversos pontos da costa brasileira e das águas interiores (rios e lagos),onde estão sendo realizados  atividades dePatrulha e de Inspeção Naval além de diversos treinamentos operativos com opropósito de aprimorar a capacidade de comando e controle nas águas brasileiras. Para a Marinha uma operação deste porte serve de legado para atuação da Força Naval em grandes eventos, como nas Olimpíadas de 2016.
 
Outras instituições colaboram co, a operação, como a Força Aérea Brasileira, a Secretaria de Receita Federal, o Departamento de Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação daBiodiversidade ( ICMBio), a PETROBRAS e a TRANSPETRO.
 
Amazônia Azul
 
O nome da operação faz referência a uma imensa região marítima, situada na fronteira leste do Brasil, que devido a seu potencial estratégico e econômico assemelham-se ao da floresta Amazônica. 
 
Na área da "Amazônia Azul" circulam 95% do comércio exterior e dela se extrai aproximadamente 90% da produção de petróleo, segundo a Marinha do Brasil.

 

---------------------------------------------

Terça-feira, 03 de Março de 2015 - 14h01
Escoamento

Safra começa e plano logístico do Porto vence primeiro desafio

Leopoldo Figueiredo
N/A
Protestos de caminhoneiros na região do Porto 
Os primeiros carregamentos da safra agrícola começam a chegar ao Porto de Santos. E, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, os resultados iniciais mostram que deve ter sucesso a estratégia do Governo para evitar a formação de congestionamentos nas estradas de acesso à região, nesses meses de escoamento da produção de grãos – soja e milho principalmente.
 
Um primeiro desafio já foi superado. Com o protesto dos caminhoneiros da semana passada, havia o temor de que, quando os bloqueios nas estradas fossem encerrados, o volume de veículos de carga com destino a Santos aumentaria, gerando filas nos acessos ao Porto. O movimento dos motoristas na região já foi dissolvido, as cargas deram entrada nos terminais e, de acordo com a Docas, não houve qualquer transtorno.
 
Esse batismo de fogo do Plano Safra 2015, do Governo, e as expectativas positivas para o transporte dos grãos foram alguns dos assuntos discutidos em uma reunião na última sexta-feira, em Brasília, para debater o escoamento da produção agrícola até Santos. Estavam presentes dirigentes da Codesp, da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
 
Santos é estratégico para as exportações agrícolas brasileiras. Tradicionalmente, o complexo santista responde por dois terços dos embarques de açúcar no País. E dados do Governo Federal apontam que, em 2014, os terminais da região carregaram 18% da soja exportada pelo Brasil. Segundo projeções da Docas, neste ano, Santos deve movimentar 17 milhões de toneladas de açúcar (1,7% a menos do que no exercício anterior), 16,76 milhões de toneladas de soja (1,8% a mais), 8,3 milhões de toneladas de milho (6,5% a menos). A soma das três cargas representa 37,4% das 112,44 milhões de toneladas previstas para 2015.
 
Agendamento
 
No encontro de sexta-feira, os principais dados sobre o Porto foram apresentados pelo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luís Cláudio Santana Montenegro. Ele destacou a necessidade de um controle rigoroso sobre a chegada dos caminhões e a importância de se continuar cumprindo as regras de agendamento. 
 
“Nessa reunião, avaliamos como foi esse início da safra e repassamos as medidas adotadas para garantir o acesso ao Porto de Santos sem problemas. Estamos acompanhando todo o transporte e vamos continuar. Vamos manter um controle forte e não iremos tolerar o descumprimento das regras de agendamento. Mas posso dizer que, em relação a Santos, estamos tranquilos”, afirmou Montenegro, em entrevista a A Tribuna logo após o encontro. 

 

--------------------------------------------

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015 - 15h06
Movimentação

No Brasil, operação de contêineres cresce 5,4%

Leopoldo Figueiredo
Santos receberá o primeiro posto da Antaq
Terminais de Santos, movimentaram 32,54% do total
Apesar da desaceleração da economia brasileira, a movimentação de contêineres nos portos do País cresceu 5,4% no ano passado, em relação ao resultado do exercício anterior. Considerando as operações dos complexos públicos e dos terminais de uso privado (TEU), a soma chegou a 9 milhões 342 mil 363 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 478.567 a mais do que em 2013.
 
Principal porto brasileiro, Santos se manteve na liderança desse tipo de operação, respondendo por quase um terço (32,54%) do total nacional.
 
Os números integram o Anuário Estatístico Aquaviário de 2014, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e divulgado pela diretoria do órgão regulador na última quarta-feira. O levantamento está disponível no endereço eletrônico da entidade (www.antaq.gov.br), na página de Estatísticas.
 
Desses 9,342 milhões de TEU transportados nos portos, 4,731 milhões (50,7%) foram embarcados – para o exterior ou para outras regiões do País –, segundo o balanço da Antaq. Os 4,61 milhões de TEU (49,3%) restantes foram desembarcados. Os dois tipos de operação registraram aumentos – 8,52% e 2,38%, respectivamente – na comparação com os dados do ano anterior.
 
O crescimento na utilização de contêineres é um bom sinal para a economia do País, apesar do desaquecimento verificado, principalmente, a partir do terceiro trimestre do ano passado – o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever uma expansão de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014. Tradicionalmente, os cofres de carga são destinados ao transporte de mercadorias industrializadas, ou seja, de alto valor agregado. O aumento nessa movimentação mostra, portanto, a intensificação do comércio internacional desses itens.
 
Esse uso é comprovado ao se analisar o tipo de artigo conteinerizado e sua tonelagem no ano passado. Conforme os dados da Antaq, as mercadorias mais transportadas em 2014 foram peças plásticas (6,18 milhões de toneladas, o equivalente a 7,5% do peso líquido do total desses itens). Na sequência, vieram os produtos siderúrgicos (4,85 milhões de toneladas, 5,9%) e os de apoio (4,83 milhões de toneladas, 5,9%). 
 
O balanço do Agência Nacional de Transportes Aquaviários também aponta que os contêineres responderam por 10,5% da tonelagem de cargas operadas nos portos, no ano passado. Das 969,64 milhões de toneladas transportadas nas instalações brasileiras, 101,9 milhões de toneladas foram embarcadas ou desembarcadas no interior dos contenedores. O restante foi operado como granel sólido (589,95 milhões de toneladas, 60.8% do total), graneis líquido ou gasoso (231,75 milhões de toneladas, 23,9%) ou carga geral não conteinerizada (46,03 milhões de toneladas, 4,7%).
 
Liderança santista
 
N/A
Dados divulgados pela Antaq
Considerando o local onde esses contêineres foram embarcados ou desembarcados, Santos se manteve como o porto que mais realizou esse tipo de operação no Brasil. De acordo com os dados da Antaq, o cais santista respondeu por 3,04 milhões de TEU. O resultado aponta uma queda de 4,8% ante a soma do ano anterior (a tabela ao lado traz a relação completa de instalações e suas respectivas movimentações).
 
Os números da agência são menores do que os divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, no mês passado. Conforme o balanço da estatal, o complexo movimentou 3,684 milhões de TEU,com uma alta de 6,84%.
 
Essa diferença ocorre por dois motivos. O primeiro é que a Antaq, em seu anuário, separa as atividades dos portos públicos da dos terminais de uso privado. Consequentemente, os volumes carregados ou descarregados no Terminal Embraport, TUP instalado na Margem Esquerda do Porto, ao lado da Ilha Barnabé, são contabilizados a parte.
 
No levantamento da agência, a unidade da Embraport aparece em quinto lugar nas operações de contêiner do País, com 529.639 TEU. Considerando apenas os TUP, ela fica em segundo lugar, perdendo apenas para o Terminal Portonave, em Navegantes (SC), que registrou 676.675 TEU.
 
De menor impacto, o segundo motivo para essa divergência é a diferença nos critérios adotados pela Companhia Docas e pela Antaq para contabilizar as operações portuárias. 

 

---------------------------------------------------

 

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015 - 16h04
Modernização

SEP apresenta diretrizes e recomendações para modernizar a gestão da Companhia Docas

De A Tribuna On-line
N/A
Para Ministro, objetivo é melhorar a gestão portuária
Os representantes das Companhias Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Rio de Janeiro (CDRJ) e Pará (CDP) receberam nesta terça-feira(24) as diretrizes e recomendações da SEP para os novos processos, que fazem parte do Projeto de Modernização da Gestão Portuária, um conjunto de ações que visa a melhoria de gestão das Companhias Docas. 
 
O projeto está em andamento desde maio do ano passado. A primeira etapa foi mapear os processo dentro das companhias, para identificar oportunidades de melhorias e introduzir novas ferramentas de tecnologias de informação, propondo integração de etapas e processos na gestão dos portos. 
 
A empresa Deloitte teve seus serviços de consultoria contratados, segundo a orientação do novo marco regulatório do setor, a Lei 12.815, para o desenvolvimento e implementação de melhorias na gestão portuária. Em outubro de 2014, a empresa apresentou os dados realizados nos processos internos das Companhias. A Deloitte vai acompanhar a primeira fase de implantação dos modelos, priorizando ações e estabelecendo cronograma.
 
Para Ricardo Ono, diretor da Deloitte, o projeto é um desafio grande, pois ele passa por uma mudança cultural de gestão da Companhia Docas "Uma das nossas principais preocupações nesse trabalho foi de deixar claro qual o papel das Companhias Docas. O que se espera das Companhias e que tipo de supervisão a SEP deveria ter. Nós entendemos que uma das causas da ineficiência são as sobreposições e áreas de atuação que não estão claramente definidas”, afirma.
 
Segundo o Ministro dos Portos, Édinho Araujo, o objetivo é melhorar a gestão portuária, tornando os processos mais eficientes.“Vamos implementar as mudanças e as recomendações de planos de melhoria para a modernização dos processos administrativos internos às Companhias Docas. Estamos monitorando todas as fases do projeto. Algumas dessas inovações já estão em curso na CODESP, como o plano de remuneração variável dos dirigentes, condicionado ao cumprimento de metas de gestão”, afirma o Ministro.
 
A SEP está analisando as propostas de modelos apresentadas, e assim que for definido serão iniciadas as ações referentes as novas estruturas organizacionais, e a produção de novos normativos e revisão dos já existentes, com base nas mudanças a serem implementadas.

---------------------------------------------------

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 15h16
Estudos

Pesquisa busca agilizar acesso de caminhões a terminais do Porto

Fernanda Balbino
Agilizar a entrada de caminhões nos terminais de contêineres do Porto de Santos é o objetivo do projeto coordenado por professores do curso de Gestão Portuária da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Baixada Santista - Rubens Lara, que fica em Santos, no bairro da Aparecida. Com etiquetas eletrônicas instaladas nos caminhões, os docentes buscam liberar a entrada desses veículos nos gates (portões) de acesso às instalações e ainda guardar as principais informações da carga. Em uma segunda etapa, o plano é disponibilizar esses dados para empresas interessadas em localizar as mercadorias ou os autos.
 
A primeira fase do projeto já está em testes. Os pesquisadores trabalham em uma maquete. Nela, buscam verificar se é possível, com a instalação de um leitor de radiofrequência no solo, liberar o acesso de um caminhão nos gates. O equipamento fará a leitura das informações contidas na etiqueta eletrônica fixada no veículo.
 
A pesquisa envolve três docentes. Dois deles são do curso de Gestão Portuária. Mário de Souza Nogueira Neto é responsável pela disciplina Gestão de Produção e Operações e Renato Márcio dos Santos, por Sistema Portuário Brasileiro.
 
O terceiro, André Vizini, atua no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, onde estuda o aluno Luiz Henrique Moreira Barbosa, que também participa do projeto. Além da parte tecnológica, eles trabalharam no desenvolvimento da maquete que testa a viabilidade dos equipamentos. 
 
De acordo com os professores, o projeto começou com a identificação de um problema já conhecido no Porto de Santos: a demora no acesso dos caminhões aos terminais portuários. A questão é motivo de discussão entre caminhoneiros e empresas, já que os motoristas pedem o pagamento de estadia por conta dos longos períodos de espera para entrar nas instalações. Para eles, a demora ocorre, principalmente, na liberação da entrada dos veículos. Com isso, além da perda de tempo, os condutores reduzem o número de viagens que podem fazer em um dia e, consequentemente, seu ganho. 
 
“É bom lembrar que a tecnologia já existe no mercado. Nosso objetivo é ampliar seu benefício com a utilização portuária. Não estamos reinventando a pólvora, mas fazendo uma aplicação de uma tecnologia existente. O fato é que, se ninguém fizer, a gente fica parado no tempo”, disse o professor Renato dos Santos.
 
N/A
Professores do curso de Gestão Portuária Mário de Souza Nogueira Neto e Renato Marcio dos Santos
 
Radiofrequência
 
A tecnologia utilizada no projeto é a de identificação por radiofrequência ou RFID (sigla em inglês de Radio Frequency Identification. Trata-se de um método de reconhecimento automático através de sinais de rádio, lendo dados armazenados em etiquetas. 
 
O estudo analisa como seria a operação com a instalação dessas etiquetas nos caminhões que seguem em direção ao Porto. No cenário avaliado, assim que o veículo se aproxima do gate do terminal, ocorre a leitura das informações. Os dados inseridos podem ser as características físicas e descrições das mercadorias, além de números de documentos como notas fiscais. 
 
“Este tipo de equipamento garante uma agilidade maior na carga e na descarga. Provavelmente vai reduzir o tempo de espera, as filas e a questão da confiabilidade da informação. Toda vez que você evita digitar um dado, você obviamente está se certificando que essa é uma operação confiável”, explicou o professor Mario de Souza.
 
Mas segundo os docentes, o fato de a digitação de dados nos ate passar a ser um item dispensável, para liberar o acesso de caminhões, não significa que a tecnologia poderá substituir um operador.
 
“As pessoas pensam que, com tecnologia, você desemprega o trabalhador e isso não é verdade. Está mais do que provado que, quando você emprega tecnologia, emprega pessoas qualificadas para poder dar suporte naquela tecnologia. A gente precisa tirar do mercado essa visão. Você força aquele trabalhador que já está lá naquela área, que é o especialista naquela operação, a se adequar. E, poderá até receber salários melhores”, destacou o professor Renato Márcio dos Santos. 

---------------------------------------------------

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015 - 18h15
Na frente

Porto de Santos é responsável por 27% da movimentação de carga em 2014, diz Antaq 

De A Tribuna On-line
N/A
Santos foi responsável por 27% do total movimentado
A movimentação do setor portuário brasileiro cresceu 4% em 2014 em relação a 2013, e o Porto de Santos foi responsável por 27% de participação do total movimentado no conjunto dos portos organizados. O Brasil movimentou no ano passado, por via marítima, 969 milhões de toneladas de cargas, segundo os números divulgados nesta quarta-feira(25) no Anuário Estatístico Aquaviário, produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
 
Apesar do fraco desempenho do comércio em 2014, o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, credita esse aumento de movimentação das principais commodities, como o minério de ferro, que teve expansão de 5% em relação a 2013, fertilizantes e adubos (11%), carvão mineral (26%), alumina (12%) e soja (4%).
 
A carga com maior movimentação foi a de mineirio de ferro (36%), combustíveis/óleos minerais(21%), contêineres(11%), soja(5%), bauxita(4%), milho fertilizantes(3%) e adubos(3%). Sendo que de acordo com o tipo da carga, o granel sólido teve o maior destaque representando 61% do movimentado nas instalações de todo o país, seguido pelo granel líquido, com 24%, e de 15% de participação de carga geral.
 
Cabotagem
 
A navegação de cabotagem (entre os portos brasileiros) representou 25% sobre o total de cargas movimentadas, valor que equivale a 213 milhões de toneladas, sendo 4 % a mais do que em 2013.
 
Os principais destaques de mercadorias movimentadas entre portos brasileiros foram a de combustível, com 66% do total, seguido por bauxita (13%) e contêineres (10%). Só a bauxita correspondeu a 28 milhões de toneladas.

 

--------------------------------------------------

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 19h46
Acidente

Embarcação com duas pessoas a bordo naufraga no Porto de Santos

De A Tribuna On-line

Uma embarcação naufragou no final da tarde desta terça-feira (24), com duas pessoas a bordo, nas proximidades do berço 1 do Brasil Terminal Portuário, em Santos. O acidente ocorreu por volta das 16 horas. A embarcação SS MARINER II pertence à empresa Salvador Santos Marine. Duas pessoas, o condutor e o passageiro, foram resgatados ilesos.

Após ter sido acionada, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) enviou peritos ao local, que constataram que a embarcação colidiu com algum objeto submerso, avariando a rabeta (parte localizada de baixo dos motores da popa), por onde começou a entrar água. Em razão do incidente, a embarcação começou a naufragar.

No momento do acidente estavam a bordo duas pessoas, o condutor e o passageiro, que foram resgatados sem ferimentos. O naufrágio, segundo informações da Capitania dos Portos, não oferece risco e segurança da navegação. Ainda conforme a Autoridade Portuária, apesar do navio estar carregado com 50 litros de óleo diesel no tanque de combustível, até o momento, não há indícios de poluição ambiental no local. Por segurança, barreiras de contenção foram colocadas no mar, nas proximidades do local onde a embarcação está afundada.

Os dados preliminares do acidente, colhidos pelos peritos da CPSP, instruirão o Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que será instaurado, e com prazo de conclusão de até 90 dias. O referido Inquérito apurará as causas determinantes do acidente, bem como possíveis responsáveis.
 

 

 

--------------------------------------------------

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 14h12
Começo em alta

Movimentação do Porto cresce 8,9% em janeiro

Leopoldo Figueiredo
N/A
Terminais santista operaram 285 mil TEU no último mês
O Porto de Santos iniciou o ano com um crescimento de 8,9% em sua movimentação de cargas. Foram 7,5 milhões de toneladas de produtos embarcados ou desembarcados no mês passado, contra 6,8 milhões de toneladas em janeiro de 2014. Esse é o segundo melhor resultado para o mês na história do complexo portuário, perdendo apenas para os primeiros 31 dias de 2013, quando 7,9 milhões de toneladas passaram pela região.
 
O montante de janeiro levou o Porto a ampliar sua participação na balança comercial brasileira, chegando a 26,8% (US$ 8,2 bilhões) dos US$ 30,5 bilhões importados ou exportados pelo País. Tradicionalmente, ela oscila em torno de 25%.
 
Esses dados constam o balanço operacional do Porto referente ao mês passado, divulgado no início da noite de sexta-feira(20)pela Companhia Docas do Estado de São Paulo(Codesp).
 
Segundo o levantamento, os terminais do Porto embarcaram 4,9 milhões de toneladas, 14,4% a mais do que em janeiro de 2014 (4,2 milhões de toneladas). Entre as cargas de exportação, destacaram-se o farelo de soja(+39,8%), o álcool(+5,6%) e o café em grãos (+22%). As importações totalizaram quase 2,6 milhões de toneladas, ficando 0,2% abaixo do resultado obtido no ano passado. Os destaques foram a amônia (+30,6%), o enxofre(+41,2%) e o sal (+32,2%). A queda mais significativa foi registrada nas operações com trigo(-63%).
 
O movimento de contêineres no complexo cresceu 3,2%, somando 285.037 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20pés).
------------------------------------------
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 12h58
Memória

Museu do Porto de Santos recupera negativos fotográficos raros

De A Tribuna On-line
N/A
Negativos fotográficos são feitos em vidro e revelam passado do maior porto da América Latina
O Museu do Porto de Santos finalizou um minucioso projeto de preservação de cerca de 700 negativos fotográficos raros, em vidro, que resgatam imagens da primeira metade do século XX do maior porto da América Latina e um dos mais importantes do mundo.

A ação inédita disponibiliza as imagens reveladas para consulta em um banco de dados na internet e foi concretizada a partir do Edital de Museus do Programa de Ação Cultural (ProAC), oferecido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP). 
 
Os negativos fotográficos são feitos em vidro e revelam centenas de imagens que ajudam a preservar a memória da cidade e a contar a trajetória do maior porto da América Latina.

Segundo Antônio Carlos da Mata Barreto, gerente do Complexo Cultural do Porto, os materiais são do início do século XX e documentam, com perfeição, cenas históricas da formação e do cotidiano do Porto de Santos, que iniciou suas atividades na década de 1890. “É um acervo importantíssimo não apenas para a história da cidade de Santos e do Estado de São Paulo, mas também para a história econômica do Brasil. Preservar essa memória, ainda mais com imagens raras registradas por meio de uma técnica primária de fotografia, e ajudar a contá-la para as novas gerações, é uma grande responsabilidade que vai ao encontro da valiosa missão do museu", afirma. 
 
O acervo de negativos em vidro está disponível para consulta online. O museu está sediado no Complexo Cultural do Porto de Santos(Av. Conselheiro Rodrigues Alves, s/nº, Macuco), espaço composto também por uma biblioteca com mais de três mil volumes e pela Pinacoteca Gaffrée & Guinle. A edificação foi construída em 1902 para ser residência dos dirigentes da então Cia. Docas, atual Codesp.
------------------------------------------
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 15h21
Submerso

Trabalhar a bordo de um submarino, missão para quem tem nervos de aço

Fernanda Balbino
N/A
 
O submarino Tapajó, esteve recentemente em Santos
Imagine ficar até 50 dias no mar, a 200 metros de profundidade, sem ver a luz do sol ou se comunicar com a família, e ainda em atividades de patrulha, que exigem atenção na busca por alguma ameaça externa. Parece cenário de filme, mas é a realidade de quem trabalha a bordo dos submarinos da Marinha do Brasil. O espaço é limitado. A tensão é constante. Mas o comandante do submarino Tapajó, capitão de fragata José Neto, garante não trocar sua vida submersa por nada.
 
Tapajó conta com 61,2 metros de comprimento e um casco com apenas 6,2 metros de diâmetro. Nessa estrutura, podem atuar até 49 tripulantes, que se distribuem pelos cinco compartimentos da embarcação: a sala de torpedos, a das baterias(alimentadas pelos geradores e que fornecem a eletricidade necessária aos equipamentos do submarino), o comando, a área de manobras e a praça de máquinas. E esses espaços ainda têm outras funções. Sobre a sala das baterias, por exemplo, estão os alojamentos dos marinheiros e dos oficiais, os banheiros e a cozinha. Já o refeitório (que não chega a ter 10 lugares) é organizado sobre o depósito dos torpedos. 
 
Devido às dimensões do submarino e à necessidade de sempre haver uma equipe em sua condução, a tripulação trabalha em turno. E são poucas as situações em que todos são chamados para atuar. Isso ocorre principalmente quando há um cenário de perigo ou durante um conflito.
 
Apesar dos desafios que envolvem a operação dessas embarcações, elas são estratégicas em qualquer armada, tanto durante um confronto como em atividades regulares de patrulhamento. A importância de um submarino está no fato de ele poder navegar e até conter ameaças de forma silenciosa e sem ser visto. Para isso, além dos sensores, são utilizados equipamentos de detenção eletromagnética e ainda os famosos periscópios, para a observação das áreas próximas.
 
“A vida no mar é sempre cheia de apuros. Isso é que é legal. A grande nuance do submarino é que todo dia é um dia tenso”, afirmou o comandante José Neto, que soma 18 anos dedicados às missões submarinas.
 
Surpresas e Tensões
 
A vinda do Tapajó ao Porto de Santos, no mês passado, integrou uma dessas atividades. A escala no complexo marítimo fez parte de uma viagem de treinamento, iniciadano Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro. De lá até o cais santista, foram dois dias e meio de viagem, que contou com algumas surpresas e “tensões”, como destacou o oficial.
 
“Na vinda pra cá, a gente teve uma falha elétrica que obrigou um painel a parar de alimentar o navio, parar de alimentar a propulsão. Num dado momento, eu perdi toda a iluminação e a máquina, ou seja, a sustentabilidade do submarino”, explicou o comandante José Neto.
 
Imprevistos acontecem como em qualquer atividade profissional, comentou o capitão de fragata. O problema é que, em um submarino, essas questões precisam ser resolvidas a dezenas de metros de profundidade. E como na vida, os problemas nunca aparecem sozinhos. Eles surgem por uma sucessão de falhas e a tomada de decisão precisa ser rápida, já que, nessa situação, a embarcação e toda a tripulação estão em perigo.
 
“Tentei me manter em uma cota (profundidade) tirando e colocando água (nos reservatórios que garantem a flutuabilidade da embarcação). Mas observei que estava em uma profundidade em que poderia pousar no fundo e, com tranquilidade, resolver o problema, sem ter que ficar tirando e colocando água. Também deu um pouco mais de tranquilidade porque o clima aqui estava
tenso”,contou o comandante.
 
No fundo
 
O “posar no fundo” significa que o Tapajó desceu à profundidade máxima. Neste caso, ele tocou o solo a 132 metros do nível do mar. Foi assim, com a embarcação estabilizada, que a tripulação se concentrou na solução de todos os problemas.
 
Resolvidas as questões elétricas e de uma bomba hidráulica (itens indispensáveis para a navegação), todas as atividades voltaram ao normal e a viagem prosseguiu até Santos.
 
Segundo o comandante, tão difícil quanto solucionar os problemas mecânicos do submarino, é administrar as condições psicológicas da tripulação dentro da embarcação. “Um navio tem sua flutuabilidade e a integralidade do casco. Se nada acontecer com o casco, se ele não romper, em tese, ele sempre vai estar flutuando. Com o submarino, eu ando embaixo d’água. No momento em que abandono a superfície e entro no mundo que a gente chama de Netuno, embaixo d’água, se algo errado acontecer, acabou. Vou pro fundo”.
--------------------------------------------
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 16h42
Submarino

Tripulação recebe treinamento intenso e contínuo  

Fernanda Balbino
N/A
Tripulante na área de manobras do submarino
O treinamento de um submarinista é intenso e contínuo. Além de exercícios dentro da embarcação, a tripulação é obrigada a fazer, semestralmente, o treino de saída em um tanque de salvamento, que imita as condições de pressão do fundo do mar, explica o comandante do Tapajó, o capitão de fragata José Neto. Na atividade, os marinheiros têm de conseguir abandonar a submarino em até três segundos.
 
Esse preparo envolve bastante disciplina e exige de marinheiros e oficiais em boas condições de saúde.
 
“O mais importante do processo seletivo para o submarinista é a parte médica, onde é possível descobrir se o candidato tem alguma restrição por saúde. Será que as minhas vias aéreas são normais ? Vou poder mergulhar ? Vou lidar bem com as diferenças de pressão ? Muita gente no meio do caminho não consegue. Não sabe se tem algum problema. Tem que ter uma acuidade visual adequada para enxergar no periscópio, porque não tem espaço para óculos. O teste psicotécnico vai dizer se eu tenho aptidão para a função. Pode haver aspiração, mas não aptidão. Isso frustra, mas é só seguir para outra carreira na Marinha. Eu tive sorte e não pretendo sair”, afirma o capitão de fragata José Neto.
---------------------------------------
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015 - 15h30
Porto de Santos

Posto da Anvisa em Santos tem nova chefia

Da Redação
N/A
posto local receberá mais seis funcionários
O escritório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) no Porto de Santos tem um novo chefe. O servidor Rogério Gonçalves Lopes, que está na Cidade desde o final do mês passado, assumiu quarta-feira(18) o comando da Autoridade Sanitária no complexo marítimo. E o posto ainda terá um reforço de seis funcionários, que serão deslocados de outras unidades da Anvisa e começarão a atuar na região ainda neste mês, na liberação de mercadorias e embarcações no complexo.
 
Em Santos, a Anvisa estava sem comando desde o final do ano passado, quando o ex-chefe do escritório Francisco das Chagas Alexandre de Assis optou por deixar o cargo. A partir daí, começou um revezamento na chefia da unidade. Uma servidora de Brasília foi deslocada temporariamente para ajudar nos trabalhos do cais santista.
 
Mas, no final de janeiro, Rogério Lopes foi designado o novo representante da Autoridade Sanitária em Santos. Ele já foi o responsável pelo escritório da Anvisa no Porto de Paranaguá (PR). Quando o órgão anunciou a escolha de um novo titular para o posto local, também divulgou que outros seis servidores seriam transferidos para a Cidade.
 
As transferências têm o objetivo de agilizar a emissão das licenças de importação, dos atuais 20 dias para cinco dias, reduzindo, assim, seus custos logísticos. Hoje, no Porto, o tempo médio para a emissão deste aval varia de 20 a 22 dias. Medicamentos e produtos relacionados à saúde necessitam dessa liberação para entrar no Brasil. Só depois dessa aprovação, os artigos passam pelas inspeções da Receita Federal.
 
A vinda de novos servidores vai ajudar a resolver o problema de falta de pessoal da Anvisa, que é apontado como um dos principais entraves para as operações no cais santista. Além dos atrasos na liberação de mercadorias, há queixas que se referem à certificação de Livre Prática, o documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e exigido para sua atracação no complexo marítimo.
 
O problema é reconhecido pela própria Anvisa que, em ofício, informou ao Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo(Sindamar) a necessidade de contratação de 30 novos servidores, a fim de atender as demandas do principal porto do País. O ideal, segundo a autoridade, é manter 55 funcionários em Santos.
Criar um Site Grátis    |    Create a Free Website Denunciar  |  Publicidade  |  Sites Grátis no Comunidades.net