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Alex Muniz acredita em um grande crescimento

economico na baixada santista, O porto de Santos

o maior da america latina vem crescendo com apoio

de grandes empresas sendo instalada na região,

tambem com descoberta de petróleo na bacia de Santos,

A Petrobras com o pré-sal garante uma mudança inédita

para a baixada Santista. Acredito que muitos funcionarios

poderão ser treinados e qualificados pelas empresas com

seleções de vagas, assim evitando a vinda de pessoas

qualificadas de outras regiões dando chance para a baixada santista.

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Alex Muniz - Coordenador de Recinto Alfândegado

 

 

 Noticia

 

 

Segunda-feira, 06 de Outubro de 2014 - 14h23
Ranking

Porto de Santos recupera 1ª posição entre portos da América Latina

Leopoldo Figueiredo

O Porto de Santos recuperou a liderança na movimentação de contêineres na América Latina, ultrapassando o complexo marítimo de Balboa, no Panamá, que ocupava o primeiro lugar desde 2010. Na comparação com os demais portos mundiais, o cais santista subiu três colocações e conquistou a 38º posição.

O crescimento de Santos aparece no ranking One Hundred Ports (Cem portos, na tradução do inglês), elaborado a partir de uma parceria entre as publicações especializadas Lloyd´s List e Conteinerisation International, do Reino Unido, e divulgado no mês passado. O levantamento analisa os 100 maiores portos em movimentação de contêiner no mundo no ano passado, comparando seus resultados com os de 2012.

Em 2013, o complexo santista operou 3.445.879 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 8,6% a mais do que no exercício anterior, quando chegou a 3.171.685 TEU. Neste ano, até agosto, foram 2,38 milhões de TEU, volume recorde para o período, com uma alta de 7,9%, o que mostra a tendência de crescimento para esse tipo de operação na região.

N/A
Terminais portuários do complexo santista movimentaram 3,44 milhões de TEU no ano passado



O ranking mostra Santos como o único porto do Brasil entre os 100 maiores. Itajaí (SC), o segundo maior do País em operação de contêineres, ficou em 109º lugar, O complexo catarinense movimentou 1,1 milhão de TEU no ano passado, com uma alta de 8,9%.

Na apresentação do cais santista, as revistas britânicas destacaram a entrada em operação, no ano passado, da Brasil Terminal Portuário (BTP) e da Embraport, instalações especializadas na movimentação de contêineres. Em seguida, explicaram que a chegada das duas empresas intensificou a concorrência e “mudou a dinâmica do porto para muitos operadores”, referindo-se à redistribuição de cargas registrada entre os terminais de contêineres da região.

O artigo ainda lista as sete instalações que realizam esse tipo de operação em Santos. Além da BTP e da Embraport, foram citados o Tecon Santos (da Santos Brasil), o Terminal 35 e o Terminal 37 (ambos do Grupo Libra), o Ecoporto Santos e o Rodrimar.

Para o diretor-presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, o crescimento do cais santista no ranking “reforça a já consolidada importância do complexo portuário”. Ele explica que a crescente produtividade dos terminais locais também ocorre devido a investimentos em equipamentos, softwares e ao aprofundamento do canal de navegação do Porto, o que permite a operação de navios de até 335 metros.

América Latina

O aumento de 8,6% em sua movimentação de contêineres e, paralelamente, a queda de 5,8% nas operações do complexo panamenho de Balboa levaram Santos de volta ao topo do ranking dos maiores portos conteineiros da América Latina.

Na lista global, o complexo do Panamá caiu cinco posições, indo do 40º para o 45º lugar, com um movimento de 3,06 milhões de TEU. No ranking latino-americano, está em terceiro. Em segundo, outro porto do mesmo país, Cólon, que totalizou 3,356 milhões de TEU, 4,6% a menos do que em 2012. No levantamento geral, ficou em 40º.

O quarto maior, na América Latina, é o mexicano Manzanillo, que escoou 2,118 milhões de TEU (68º no geral). E, na quinta colocação está o complexo colombiano de Cartagena, com 2,014 milhões de TEU ( 71º lugar).

Os maiores

Os portos asiáticos dominaram nove das dez primeiras posições no levantamento global das revistas britânicas. Xangai, na China, se manteve na liderança, com 33,61 milhões de TEU. Na sequência, está Cingapura, com 32,24 milhões de TEU, que já havia ficado em segundo lugar com a movimentação de 2012 (na listagem divulgada no ano passado).

Os complexos chineses ainda aparecem em 3º, 4º, 6º, 7º, 8º e 10º colocações. São eles, respectivamente, Shenzhen, Hong Kong, Ningbo, Qingdao, Guangzhou e Tianjin. Em 5º lugar, está Busan (Coreia do Sul) e, em 9º, Jebel Ali (em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos). O porto europeu melhor colocado é Roterdã (Países Baixos), que ficou na 11º posição).
 

Fonte: Atribuna

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Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014 - 07h24 - Atualizado às: 18h05
Túnel submerso

Tráfego de navios será parcialmente interditado no

próximo domingo

Fernanda Balbino
Barcos responsáveis pelas sondagens operaram no Cais
Barcos responsáveis pelas sondagens operaram no Cais
 

O canal de navegação do Porto de Santos será parcialmente interditado neste domingo (12), das 6 às 18 horas. Será a sexta de uma série de 13 interrupções – todas com 12 horas de duração – programadas para este mês. No total, serão 156 horas, o equivalente a 6,5 dias, de paralisações. Elas serão necessárias para a realização das sondagens exigidas para a construção do túnel submerso que ligará as cidades de Santos e Guarujá.

Esses trabalhos vão ocorrer nas proximidades do Cais da Marinha, onde fica a sede da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), ao lado do Armazém 27, e por onde passará o submerso. Como consequência, nos períodos de interdição, não haverá tráfego de grandes embarcações desse ponto até o final do canal, na região da Alemoa.

Na área afetada, estão quatro dos seis terminais de contêineres do Porto. São eles Ecoporto Santos, Rodrimar (ambos no Cais do Saboó), Embraport (Margem Esquerda, na Área Continental de Santos) e Brasil Terminal Portuário (BTP, na Alemoa). Juntos, respondem por 53% das operações conteinerizadas do complexo. Nessa região, também se encontram todos os terminais açucareiros da Margem Direita (Santos) – os da Rumo Logística e o da Copersucar – e as instalações que operam granéis líquidos, na Alemoa.

Nos períodos de interdição, só será permitido o trânsito de cargueiros entre a Barra de Santos e o Armazém 29, no Macuco. Nesse trecho, estão as instalações graneleiras do Corredor de Exportação e da Margem Esquerda e os terminais de contêineres da Santos Brasil (Tecon) e do Grupo Libra.

Embarcações de pequeno porte, como rebocadores, poderão trafegar normalmente.

A passagem de navios ficará interrompida dia sim, outro não. A próxima paralisação será na terça-feira (14), entre 5 e 17 horas. As paralisações seguintes serão nos dias  18, 24 e 26, sempre das 6 às 18 horas.

Navios não poderão trafegar na região próxima ao Cais de Outeirinhos entre 5 e 17 horas nos dias 16, 20 e 22.

De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da CPSP, trocas de berços serão permitidas durante os períodos de sondagem, desde que elas sejam feitas sem ultrapassar o local dos trabalhos.

Sobre a entrada e a saída de navios, o comandante explicou que “a coordenação vai priorizar as movimentações (de embarcações) dos terminais do Armazém 27 para o fundo, durante o período de desinterdição”.

Todas as interdições foram programadas em conjunto entre a CPSP, a Dersa (empresa do Governo do Estado responsável pela obra do Submerso), a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Praticagem de São Paulo. De acordo com a Codesp, as agências de navegação foram informadas sobre as interrupções parciais no canal.
 

N/A


Trabalhos

A Dersa já executa, desde maio passado, os trabalhos de sondagem no canal de navegação. Eles são feitos por um consórcio projetista e consistem na verificação das condições do solo do estuário nas profundidades em que serão instalados os módulos do túnel.

De acordo com Estanislau Marcka, coordenador do projeto da ligação submersa, as sondagens integram os levantamentos necessários para verificar as características do subsolo no canal de navegação. Segundo ele, a expectativa é de que esta seja a última vez que o canal tenha de ser interrompido para trabalhos como este.

Duas embarcações são utilizadas na tarefa. Delas, saem equipamentos que vão perfurar o solo até 50 metros de profundidade. Em seguida, serão coletadas mostras dos sedimentos dessas regiões, que serão encaminhadas para análise. Para Marcka, os serviços são uma espécie de “biópsia”, já que sedimentos são retirados para serem estudados.

 

Fonte: Atribuna

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014 - 14h34
Porto de Santos

Capitania dos Portos admite flexibilização em regras de calado operacional

Fernanda Balbino

A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) propôs dois critérios para flexibilizar as novas regras do calado operacional máximo dos navios, nos berços de atracação do Porto de Santos. Uma condição é que sejam apresentados estudos comprovando a existência de lama fluida no fundo do ponto de atracação. A outra é os armadores confirmarem estar cientes das condições de cada terminal.

A definição do calado operacional nos berços é estratégica para a competitividade do complexo santista. O calado é a altura da parte do casco do navio que permanece submersa. Quando uma embarcação atraca em um determinado berço, sua quilha (parte de baixo do cargueiro) tem de ficar com um espaço de folga – uma margem de segurança – até o leito. Assim, ao descontar essa folga da profundidade local, tem-se quanto do casco do navio pode ficar submerso, ou seja, seu calado operacional máximo.

Quanto maior o calado, maior o peso das cargas que o navio pode receber (na prática, maior a quantidade de mercadorias a serem carregadas), diluindo o custo de sua viagem. Dessa forma, um porto que permite essa situação acaba sendo mais competitivo.

Calado máximo de um navio em um berço é calculado, atualmente, descontando 30 cm da profundidade do local

Os dois critérios para a mudança do cálculo do calado foram propostos pela Capitania após questionamentos de operadores portuários. A possibilidade dessas alterações é debatida desde o mês passado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), pela Praticagem de São Paulo e pela CPSP. A Autoridade Portuária é a responsável pela definição do calado dos berços. Neste caso, ela pode seguir as recomendações da Autoridade Marítima, responsável pela segurança das embarcações que trafegam e atracam no cais santista.

Até o mês passado, a Codesp calculava o calado a partir da profundidade mínima do berço, descontando de 20 a 30 centímetros referentes à margem de segurança operacional. A nova forma, já em vigor, prevê o desconto de exatos 30 centímetros. Ela foi sugerida pela Capitania para evitar que cargueiros toquem o fundo do canal do estuário após o carregamento das embarcações em períodos de maré baixa.

Nessa nova regra, se a fundura do ponto de atracação é de 14 metros, navios com calado de até 13,7 metros podem atracar ali, em períodos de maré baixa. Na maré alta (quando seu nível fica um metro mais alto), o calado máximo dos cargueiros pode ser a profundidade do berço.

 

N/A

Reclamações
 
A nova fórmula pode reduzir o calado dos berços de alguns terminais do Porto, principalmente os graneleiros. Por este motivo, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) procurou a Autoridade Marítima, pedindo a flexibilização da regra.

A partir desse pleito que o capitão dos portos propôs as duas condições. “Dentro do critério já estabelecido, para garantir que os navios não toquem no fundo, apresentamos uma sugestão de que cada caso seja analisado separadamente, levando em consideração dois fatores”, afirmou.

O primeiro ponto sugerido é que os terminais façam um estudo para comprovar a existência de lama fluida no fundo do berço em questão. Trata-se de uma suspensão de sedimentos finos com baixa densidade, que possuem leve tendência de sedimentação. Esse tipo de solo está normalmente presente no leito de portos estuarinos, como o de Santos. Nesses casos, é possível que o navio “afunde” na lama sem qualquer risco a seu casco.

O outro critério envolve a comprovação, por parte dos terminais, de que os armadores (os donos dos navios) estão cientes das condições operacionais do berço de atracação. Trata-se da chamada cláusula Naabsa (sigla de Not Always Afloat But Safely Aground ou, na tradução do inglês, nem sempre à tona, mas encalhado com segurança). Ela atesta a condição de o navio, ao tocar o fundo, alcançou sedimentos macios.

“Com esses critérios, a Autoridade Portuária vai apreciar o pedido para ver se a condição é segura. Mas, para isso, cada caso deve ser visto separadamente, com análise batimétrica (da profundidade) e documental da lama fluida”, afirmou o capitão dos portos.

 

Fonte: Atribuna

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014 - 14h53
Após testes

Atracações de navios no Porto de Santos serão liberadas pela web  

Fernanda Balbino
N/A
Atracações são autorizadas pela Capitania dos Portos

A partir desta terça-feira (26), as autorizações da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), para atracações de navios no Porto de Santos, serão expedidas eletronicamente. A medida faz parte da implantação da segunda fase do programa Porto Sem Papel (PSP), desenvolvido em uma parceria da Secretaria de Portos (SEP) com o Serviço Federal de Processamento de Dados.

Os navios que operam no Porto passam por uma série de procedimentos para ter a atracação liberada. O último órgão a dar o aval é a Autoridade Marítima.

Antes, o procedimento básico envolvia um pedido, em papel, feito à CPSP com até 96 horas de antecedência à atracação. A partir desta terça-feira (26), todo o processo será feito eletronicamente, com a inserção de dados no sistema do PSP.

Esse novo serviço do programa passou por uma fase de testes, encerrada no último dia 12. No período, as agências marítimas utilizaram o sistema de forma experimental e algumas chegaram a encaminhar observações para melhorá-lo.

“Na prática, isso acaba com os trâmites em papel, com assinaturas, e (o processo) passa a ser feito eletronicamente. Para isso, foram cerca de 15 dias de treinamento do sistema”, destacou o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da CPSP.

Toda a preparação para tornar eletrônico o procedimento foi iniciada em março do ano passado, quando foram revistas as normas da Autoridade Marítima para o tráfego e a permanência de embarcações em águas brasileiras, a Normam-8, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha.

Segundo o comandante da Capitania dos Portos, os procedimentos eletrônicos também valem para a saída das embarcações. Processos de mudanças de berços de atracação também poderão ser solicitados pelo sistema eletrônico.

“Além de proporcionar agilidade no processamento das informações pertinentes à Autoridade Marítima, a iniciativa contribuirá para a preservação do meio ambiente, pois os formulários impressos não serão mais utilizados nos portos contemplados pelo PSP”, disse o capitão dos portos.

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Quarta-feira, 02 de Julho de 2014 - 14h29
35,8 quilômetros

Entrega do Trecho Leste do Rodoanel é adiada para o final do mês

José Claudio Pimentel

Foi adiada, pela quarta vez, a entrega do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, o anel viário de São Paulo. Agora, Agência Reguladora de Transporte do Estado (Artesp), espera que a SP Mar, concessionária responsável pela obra, obtenha a licença ambiental do empreendimento. Só com este aval, o primeiro trecho (de 35,8 quilômetros) da via, entre Mauá e a Rodovia Ayrton Senna, em Arujá, poderá ser entregue. A previsão é de que isto aconteça até o final deste mês.

Por dia, a multa pelo atraso na conclusão da obra, prevista em contrato, é de R$ 417 mil. Ela está sendo contabilizada desde o mês de março.

Contrariando as expectativas do governador do Estado, Geraldo Alckmin, o trecho inicial da pista não foi entregue na última semana. Ele representa 87% de toda a porção Leste.

A entrega dos oito quilômetros restantes, que correspondem à conexão com o Trecho Norte, em Guarulhos, prevista para o final deste mês, também foi adiada. Será no próximo semestre, mas ainda não há data programada.

A justificava da SPMar, concessionária responsável pela construção e pela administração das pistas, é de que ela aguarda o laudo ambiental para poder liberar o tráfego de veículos. Enquanto isso não acontece, a companhia admite que ainda finaliza os “últimos detalhes” para liberar a via.

Entre as pendências, estão a instalação de sinalização, a construção de um centro de controle e de barreiras de proteção em áreas de encosta.

A agência reguladora, que acompanha a construção do Trecho Leste, financiado inteiramente pela iniciativa privada, explica que, assim que for comunicada pela concessionária sobre a conclusão dos serviços, será realizada uma inspeção nas pistas. Posteriormente, elas serão liberadas.

Por isso, espera-se que esse trâmite ocorra ao longo dos próximos 30 dias. A ideia é que, neste período, ocorram intervenções, se necessárias.

Penúltimo

O Trecho Leste é a terceira parte do Rodoanel paulista e será responsável por reduzir o tempo de viagem entre a Baixada Santista e o Aeroporto Interncional de Guarulhos. Dos 43,5 quilômetros, 16,8 quilômetros serão de pontes e viadutos, distância superior à da Ponte Rio-Niterói.

A previsão inicial era concluir as obras em março. No entanto, ela foi adiada por pelo menos quatro vezes. De acordo com a SP Mar, os motivos foram problemas geológicos, restrições ambientais e questões técnicas.

No início dos trabalhos, a concessionária foi multada em pelo menos R$ 251 mil pela demora na execução do projeto. Sobre as penalidades totais para o atraso, a Artesp diz que vai calculá-las assim que a obra for entregue.

 

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014 - 14h45
Desaceleração

Movimentações em portos da América Latina crescem 1,7% em 2013

AFP

As movimentações de carga nos portos da América Latina e do Caribe cresceram 1,7% em 2013, percentual que indica uma desaceleração do comércio exterior da região. Um total de 46,6 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram movimentados durante o ano passado nos complexos portuários latinos.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O ranking de movimentação de contêineres registra a atividade de 80 terminais da região.

Em 2010 e 2011 a expansão da atividade portuária foi de 14% ao ano. Já em 2012, o crescimento do setor foi de apenas 5,9%. A retração na atividade em relação aos anos anteriores se concentrou sobretudo em portos de cinco países do Caribe.

Na Colômbia, a queda anual foi de 6,9%, enquanto na Jamaica e na Venezuela, a redução foi de 8,2% nas operações, respectivamente. Já no Panamá a baixa foi de 4,1% e a República Dominicana foi o País que mais reduziu a movimentação de cargas através dos portos. Neste caso, a retração foi de 21,7%.

Por outro lado, os terminais de cinco países da América do Sul e de um da América Central mantiveram seu nível de crescimento. Argentina teve alta de 9,8% em comparação a 2012. O Brasil cresceu 6,2%, enquanto Uruguai ampliou a movimentação de cargas em 9,7%. Chile, Equador e Costa Rica ampliaram em 6%, 3,9% e 37,5% as operações portuárias, respectivamente.

O porto com maior crescimento em 2013 na região foi o de Caldera, na Costa Rica, com um avanço de 246%. Em seguida, surge Coronel, no sul do Chile, com alta de 135%, e Itapoá (SC), que cresceu 72,1%.

As maiores quedas foram nos portos de Puerto Plata, com redução de 83,2% e Santo Domingo, na República Dominicana, que registrou redução de 58,5% e de São Francisco do Sul (SC) que reduziu em 37,2% suas operações. (France-Presse)

 

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 Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 11h39

Total de sete

Porto de Santos conta com mais cinco câmeras para monitorar veículos

De A Tribuna On-line
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está disponibilizando em seu site mais cinco câmeras para acompanhamento do tráfego de veículos no Porto de Santos. As imagens mostram a situação do trânsito em tempo real e somam-se às duas já disponibilizadas desde o ano passado. Ao todo, já são sete equipamentos.
Por meio das imagens é possível acompanhar o trânsito em tempo real no complexo santista
O serviço de câmeras ao vivo no site da Docas começou no ano passado, quando foram disponibilizadas as imagens do acesso à margem direita do Porto pelo Viaduto Dr. Paulo Bonavides (Alemoa) e da Rua Idalino Pinez, conhecida como Rua do Adubo, que é a entrada para os terminais portuários localizados na margem esquerda, em Guarujá. Agora podem ser vistos outros cinco pontos, localizados na altura dos portões (gates), 4, 5, 8, 15 e 18. Todos ficam na margem direita do complexo santista.
Para acessar as imagens, basta entrar no site da estatal (www.portodesantos.com.br) e clicar no link câmeras on line (em destaque próximo ao centro da página inicial).

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Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 09h02

A partir de hoje

Codesp desenvolve treinamento para técnicos do porto africano de Cotonou

De A Tribuna On-line
Um grupo de técnicos do Porto de Cotonou participa, a partir de segunda-feira,  de programa de capacitação oferecido pela Codesp, Autoridade Portuária de Santos, nas áreas de gestão portuária, logística, segurança e meio-ambiente e marketing portuário.
O treinamento é resultado de Acordo de Cooperação Técnica com o governo do Benim em diferentes setores, promovido em conjunto com o governo do Brasil, através da Agência Brasileira de Cooperação. Para contemplar a cooperação no setor portuário, a Docas firmou com o país africano um projeto denominado Fortalecimento Institucional do Setor Portuário do Benim.
A iniciativa prevê a capacitação de 32 técnicos do Benim. Os cursos foram estruturados pela estatal e divididos em 4 módulos com fases desenvolvidas em Cotonou e em Santos.
“Este é o segundo grupo de 10 técnicos africanos que recebemos”, informa Esmeraldo Tarquínio Neto, superintendente da Codesp e presidente do Centro de Excelência Portuária (Cenep) de Santos. A programação se estenderá sexta-feira, com aulas, palestras e visita a terminais marítimos.
Os módulos consideraram o diagnóstico realizado em Cotonou por técnicos da Companhia e colaboram para que o porto africano possa aumentar sua eficiência, reduzir custos, melhorar condições de saúde e segurança, além de estimular a atração de cargas.

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Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 08h01

Transporte público

Primeiro VLT que circulará na região chega ao Porto de Santos nesta segunda-feira

De A Tribuna On-line
 
 
 
 
 

O primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que circulará na Baixada Santista, deve chegar ao Porto de Santos nesta segunda-feira. A data foi divulgada pelo responsável técnico da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), Luiz Carlos Pereira Grillo, na última sexta-feira. O desembarque do trem deve ocorrer no cais do Saboó.
O modelo é o Tramlink, da Vossloh, com sete carros e capacidade para 400 passageiros. O primeiro trem deixou o Porto de Bilbão, na Espanha, no último dia 7 de abril. Além dele, outros dois serão fabricados na Espanha. Os 19 restantes, dos 22 previstos no contrato, serão fabricados no Brasil pela Vossloh Cogifer.
O cronograma de entregas dos veículos será finalizado em agosto de 2015. A operação comercial no primeiro trecho tem previsão para início de fevereiro. Já os testes iniciais deverão ocorrer em julho deste ano.
Os veículos contam com 2,65 metros de largura por 44 metros de comprimento. A velocidade média de 25km/h (a máxima é de 80km/h). Eles possuem ar condicionado e piso 100% baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldade de locomoção.

 

 

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Segunda-feira, 12  de Maio de 2014 - 21h09

Investigação

Após acidente, responsáveis por navio e balsa prestam depoimento

Da Redação

A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) começou a ouvir nesta segunda-feira os responsáveis pelo navio Copenhagen, de bandeira de Antigua e Barbuda, que colidiu com a balsa FB-23, da Dersa, na madrugada do domingo. Prestaram depoimentos o comandante da embarcação, o imediato (o subcomandante) e o  chefe de máquinas.
A colisão entre o cargueiro e a balsa aconteceu por volta das 2 horas de domingo, quando o navio deixava o cais santista. Não houve vítimas ou danos ambientais.
Segundo o capitão dos portos, o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, “não há divergências entre os depoimentos. Vamos caminhar, agora, para a verificação da situação dos equipamentos das instalações elétricas.”
As testemunhas confirmaram as informações iniciais de que o navio sofreu uma perda de energia.
Leia a matéria completa na edição desta terça-feira, em A Tribuna.

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12/05/2014       

 

 

Fórum debate desafios e perspectivas da cabotagem

 

 

Temas como burocracia, valores do bunker e mais profissionais competentes foram os destaques .Leia Mais

O seminário sobre Cabotagem realizado pelo Deputado Federal, Edinho Bez no auditório da CNT (Confederação Nacional do Transporte) em parceria com a ABAC (Associação Comercial dos Armadores de Cabotagem), AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima) e a Câmara dos Deputados discutiu os desafios e perspectivas do modal na última quinta-feira (8), em Brasília.

O evento que contou com diversos painéis como “A visão do armador de cabotagem”; “A importância da cabotagem”; “Os ganhos ambientais” entre outros fatores, apresentando o ponto de vista de cada empresa em relação ao uso e a importância do modal.

Entre os convidados da mesa de debates esteve o Ministro de Estado da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antônio Henrique Pinheiro da Silveira que falou sobre o trabalho dos representantes de estado no setor, os problemas de infraestrutura que o mercado vive e as incertezas e problemas que os arrendamentos e as dragagens de portos tem apresentado.

“O crescimento da cabotagem nos últimos sete anos tem ficado na média dos 3% ano a ano, uma média de 26%. Sobre o plano nacional de dragagem, eu queria dizer que toda a responsabilidade de sucesso ou fracasso é minha”.

Para o deputado Bez, não existe desenvolvimento e crescimento sem investimento em infraestrutura nacional. “O foco hoje é investimento em infraestrutura nacional e nós ainda vamos nos reunir com um grupo de autoridades para discutir essas prioridades do segmento para que a cabotagem possa se desenvolver ainda mais no País”.

Durante todo o seminário diversas empresas colocaram resultados e opiniões sobre o segmento. No que diz respeito a problemas, os mesmo foram apresentados por todas: os gargalos logístico. Entre os entraves apresentados que inibem o desenvolvimento do modal os destaques foram para a burocracia e falta de infraestrutura nos portos, alto custo do combustível naval e formação de oficiais de Marinha Mercante em número suficiente para acompanhar a demanda do mercado.

 

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Quinta-feira, 08  de Maio de 2014 - 18h11

Brazuca

Mais de 3 mil bolas de futebol falsificadas são apreendidas no Porto de Santos

Da Redação

Uma operação especial para impedir a importação de produtos contrafeitos com tema da Copa do Mundo de 2014 identificou um contêiner com produtos falsificados no Porto de Santos.
Foram descobertas 3,8 mil falsificações de brazucas, as bolas do campeonato mundial de futebol, e 7 mil brinquedos não declarados. A carga está avaliada em R$ 140 mil e será destruída. Esta é a primeira grande apreensão de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo no Porto de Santos, neste ano. Em março do ano passado, 200 mil cafusas, bolas da Copa das Confederações, foram retiradas no cais santista por serem falsas. Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira, em A Tribuna.

 
Bolas estavam em contêiner apreendido no Porto. O material e brinquedos não declarados serão destruídos

 

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08/05/2014       

 

Autoridades se reuniram para tratar de alternativas para a melhoria da logística portuária

Encontro debateu as ações conjuntas adotadas para evitar congestionamentos nas vias de acesso ao Porto de Santos.Leia Mais

Os ministros da Agricultura Pecuária e Abastecimento Neri Geller, e dos Transportes Cesar Borges, bem como Antonio Henrique Silveira, da SEP (Secretaria Especial de Portos), se reuniram em Brasília para fazer um balanço das ações conjuntas adotadas para evitar congestionamentos nas vias de acesso ao Porto de Santos. Os planos foram elaborados devido aos gargalos apresentados no escoamento da safra anterior, em 2013. Para a safra de grãos 2013/14 as três pastas elaboraram planos de ação visando evitar a repetição de problemas. Em março deste ano, o movimento de cargas no Porto de Santos foi recorde; 10,4 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria de Portos, 95% dos caminhões com destino ao Porto de Santos estavam agendados em abril.

Os principais pontos mencionados durante o encontro foram a redução dos custos do frete e do tempo de espera dos caminhoneiros nos terminais portuários. De acordo com Cesar Borges, as medidas efetuadas “permitiram queda de 10% no valor do frete para o Porto de Santos, já que tempo de espera no local diminuiu”.

Os ministros também apresentaram vários planos, de infraestrutura e organizacionais, que inclui a finalização em dois meses de um novo acesso à margem esquerda do porto de Santos, que está sob tutela da iniciativa privada, a implantação de um projeto de automação do controle de entrada e saída de veículos, o uso de etiquetas inteligentes e a duplicação da via que liga Campinas a Santos gerenciada pela América Latina Logística.

César Borges também mencionou outros projetos que vão ajudar no escoamento da safra brasileira. De acordo com o ministro, o escoamento da produção de soja de Mato Grosso será realizado pela calha norte, com destino ao porto de Vila do Conde, situado próximo à cidade de Miritituba (PA).

Além dos investimentos no transporte aquaviário, César Borges também citou os projetos para transporte rodoviário. Segundo o ministro, a BR 163, até Sinop, será duplicada e a duplicação da via de Sinop até Miritituba está sendo estudada. Borges também afirmou que no dia 22 serão inaugurados 850 km na rodovia norte-sul, que ligam a Palmas (TO) a Anápolis(GO).

 

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07/04/2014

 

 
Líderes do Porto de Houston visitam Associação 
 
Comercial de Santos
 
 
DCI - São Paulo - C3
  Dois representantes da Autoridade do Porto de Houston, nos Estados Unidos, visitaram a Associação Comercial de Santos (ACS) na manhã da última sexta-feira. Eles foram recebidos pelo vice-presidente da ACS, John Olav Wolthers, e pelos diretores Vicente do Valle, Edison Monteiro e Marcio Calves, na sala de reuniões da ACS. O objetivo da visita do gerente-geral da Autoridade Portuária de Houston, John A. Moseley, e o representante da entidade no Brasil, John C. Cuttino, era descobrir e criar oportunidades entre o porto americano e o santista, com foco principalmente no comércio de trigo, fertilizantes, dutos e café.  Moseley explicou que o Porto de Houston é o maior dos Estados Unidos em termos de volume. "Anualmente essa posição é consolidada, nosso trabalho é totalmente dedicado ao crescimento".  Para o representante do Porto de Houston no Brasil, John C. Cuttino, os investimentos na indústria petroquímica brasileira irá gerar grande crescimento nos próximos anos. Além disso, ele reforçou que o status do comércio entre os dois portos é positivo.  De acordo com o vice-presidente da ACS, John Wolthers, a visita teve extrema importância. "Foi uma reunião muito interessante, no sentido de iniciarmos um contato de exportadores de café baseados em Santos com os compradores da região do Texas. Como Houston e Santos são portos irmãos, estamos buscando um trabalho sinérgico entre ambos".  Segundo Vicente do Valle, o contato reforça o elo entre os portos. "Nosso interesse é fomentar o comércio entre Santos e a cidade americana, além de trocar informações operacionais".  O gerente-geral de estratégia e logística da Vale, Gustavo Rodrigues Zaitune, ressaltou a importância da troca de informações entre os participantes. "O diálogo nos permite entender as operações e o funcionamento do Porto de Houston, além de descobrir as demandas e possíveis soluções".  Para o coordenador de originação de trigo da Bunge, Ricardo Rodrigues, a reunião serviu também para estreitar as relações entre as empresas e o porto americano. "A partir desse encontro também é possível acompanhar a evolução de algumas situações, como a importação de trigo, por exemplo".  Após a reunião, os participantes seguiram para um almoço no Clube XXII, também no Centro da cidade, onde se encontraram com o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), Renato Barco.  

 

Fonte: Porto de Santos

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Segunda-feira, 05  de Maio de 2014 - 08h56

Capacidade

Sem manutenção, portos limitam entrada de navios em Santos

Estadão Conteúdo
O investimento bilionário feito pelo governo federal nos últimos anos não foi capaz de ampliar a capacidade da maioria dos portos para receber a nova geração de navios. Sem manutenção adequada, alguns portos já perderam o ganho obtido com a dragagem de aprofundamento, que custou R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, segundo dados da Secretaria de Portos (SEP).
Cada um centímetro perdido na profundidade do canal significa deixar de carregar, por exemplo, oito contêineres (ou R$ 24 mil) por navio. Quanto maior a profundidade de um porto maior é o tamanho das embarcações que podem atracar nele - ou seja, mais produtos podem ser carregados numa única viagem e menor tende a ser o custo logístico.
As limitações, no entanto, têm afetado portos como Santos (SP), Salvador (BA), Itapoá (SC) e Rio Grande (RS), entre outros. Quase todos passaram por obras do Programa Nacional de Dragagem (PND), lançado em 2007 para adequar os portos à nova frota de navios. Pelas regras da época, o governo federal ficava responsável pela dragagem de aprofundamento e as Companhias Docas, que administram os portos, fariam a manutenção. "Mas o resultado não foi o esperado", afirma o secretário de infraestrutura portuária da Secretaria de Portos, Tiago de Barros Correia.
Segundo ele, o PND I foi um aprendizado, com alguns casos emblemáticos de contratos, problemas de execução da obra e dificuldades de homologação da nova profundidade. No Porto de Rio Grande, por exemplo, a dragagem dos canais ainda não trouxe grandes resultados.
As novas profundidades obtidas com a obra não foram homologadas pela Marinha, o que significa limitar a entrada de navios maiores no porto. Segundo a administração de Rio Grande, a homologação só deve ocorrer no segundo semestre de 2014.
Risco
"O governo investiu pesado para ampliar a capacidade do porto, mas com a falta de homologação, as áreas correm o risco de assorearem novamente", afirma o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli. O próximo a aguardar a homologação da Marinha é o Porto de Santos, que teve de refazer a dragagem depois que uma ressaca assoreou o canal de acesso e reduziu o calado (distância da lâmina d’água até a quilha do navio) dos navios que atracam no estuário de 13 2 de até 12,3 metros.
A dragagem feita de forma emergencial foi concluída semana passada. A profundidade do canal foi para 15 metros, mas, para garantir a segurança, o calado autorizado tem de ser, pelo menos 10% menor que a profundidade. A nova medida, no entanto, ainda dependerá de aprovação da Marinha. Neste momento, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está fazendo a batimetria do canal, que deve durar três semanas, e só depois o relatório será enviado para a Marinha.
Segundo Correia, da SEP, a dificuldade de homologação tem sido decorrente da falta de profundidade linear das áreas dragadas. "Como as máquinas são grandes, não conseguem entregar todas as áreas com 15 metros exatos, por exemplo. Alguns locais podem ter 16 metros, outros 14,9 metros. Por isso, a Marinha não homologa a nova profundidade."
Para um executivo do setor, que prefere não se identificar, as batimetrias realizadas no País fogem dos padrões recomendados pela Organização Hidrográfica Internacional (OHI, na sigla em inglês). "Sendo assim, é natural que a Marinha não abra mão da segurança, que é o que se espera dela."
Os problemas nos portos, no entanto, vão além da demora na homologação. Há um descompasso entre a profundidade dos terminais e dos canais de acesso - o que significa que os navios têm de obedecer à medida mais baixa. Em Santos, os berços de atracação tem profundidade que varia de 11,5 a 14 metros - o canal tem 15 metros.
Em Salvador e Aratu, a dragagem foi contratada para elevar a profundidade para 15 metros. "Mas a obra não foi completa e os usuários continuam reivindicando melhorias. Apenas um berço teve ampliação da profundidade para 13,9 metros. Os demais continuam com medidas entre 8 e 12 metros", afirma o diretor executivo da Associação dos Usuários de Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa. O secretário da SEP explica que houve casos, no PND I, em que a responsabilidade pela dragagem dos berços era da iniciativa privada ou das Companhias Docas.
No Porto Itapoá, em Santa Catarina, a situação é contrária: o berço de atracação tem 16 metros, mas o canal de acesso não passa dos 14 metros. A limitação fica ainda mais grave devido a uma restrição numa curva de 90 graus no canal que só permite navios com calado de 11 metros, explica o diretor do porto, Márcio Guiot. Assim, o terminal é obrigado a reduzir o calado dos navios que atracam em seu cais para 11 metros. Ou seja, os benefícios de se ter uma profundidade natural elevada estão perdidos.
O terminal privado, um dos mais modernos do País, está localizado na Baía da Babitonga, onde também há o porto público de São Francisco do Sul, que foi beneficiado pelo PND I. "Precisamos de uma readequação da largura do canal e uma suavização da curva. Eliminando as restrições, o ganho por navio poderia chegar a R$ 4,8 milhões", afirma Guiot.

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Segunda-feira, 05  de Maio de 2014 - 08h53

Programa Nacional

Secretaria de Portos muda dragagem para evitar erros

Estadão Conteúdo
Para evitar os erros do passado recente, a Secretaria de Portos (SEP) mudou as regras do novo Programa Nacional de Dragagem (PND), que vai investir R$ 3,8 bilhões no setor. Uma das alterações tem o objetivo de facilitar a homologação das profundidades pela Marinha do Brasil.
O secretário de infraestrutura portuária da SEP, Tiago de Barros Correia, explica que os novos contratos vão incluir uma margem de tolerância. "Se a profundidade necessária é 15 metros, vamos colocar 15,45 metros para evitar o risco da homologação não sair ou ter a homologação de medida abaixo do previsto." Segundo ele, como as máquinas são muito grandes, não é possível conseguir dragar todo o canal de forma linear.
A decisão, no entanto, implica aumento dos custos, pois o governo terá de pagar pelos 15,45 metros para ter a homologação de uma medida menor.
Outra alteração é que, nesse programa, a SEP será responsável pela dragagem em todo o porto. Mas Correia alerta: "Só vamos fazer a dragagem se o cais estiver reforçado". Sem esse cuidado, a dragagem pode provocar desmoronamentos.
Segundo um executivo setor, que tem amplo conhecimento sobre as estruturas dos portos brasileiros, há várias construções que beiram 100 anos de idade e que não aguentariam nem uma dragagem para 12 metros. "Antes de dragar é preciso preparar os terminais para as profundidades desejadas assim como realizar todos os esforços estruturais para receber os novos navios."
Apesar das mudanças, as primeiras licitações do novo PND de Santos e Fortaleza não foram concluídas. "As propostas ficaram com preço acima do estabelecido", diz o secretário da SEP. Ele explica que os prestadores de serviço tinham uma percepção de risco que vinha do primeiro PND.
Os riscos são decorrentes de serviços adicionais que podem surgir no meio do caminho. Isso ocorreria no caso de algum tipo de rocha mais resistente que exija o derrocamento, a retirada de embarcações ou soluções exclusivas para solo contaminado. O governo vai fazer uma nova tentativa para licitar os serviços do Porto de Santos. A expectativa é de que o edital seja publicado ainda na primeira quinzena deste mês.

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 20h45

Contêineres

Operação de cabotagem da Mercosul em Santos cresce 27 %

Fernanda Balbino

A chegada da Copa do Mundo, a renovação da frota de embarcações e a confiança no setor de cabotagem fizeram a armadora Mercosul Line a aumentar em 27% sua movimentação de contêineres no País no primeiro trimestre do ano. Foram 165 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados em linhas nacionais. No mesmo período do ano passado, o volume foi de 130 mil TEUs.
Os bons números fazem a armadora ter expectativas positivas para a movimentação de contêineres entre portos brasileiros – a cabotagem – neste ano. Segundo Roberto Rodrigues, presidente da Mercosul Line, esse modelo de transporte tem se tornado mais confiável para os embarcadores.
Os números dão uma ideia do avanço da cabotagem no País. Em 2001, apenas 21 mil TEU foram movimentados por embarcações entre portos brasileiros. Dez anos depois, o volume já era quatro vezes maior, de 84 mil TEUs. “À medida que o setor amadurece, o modelo ganha mais espaço e se torna mais constante e mais confiável”, explicou o presidente da Mercosul Line.
Neste ano, a produção de aparelhos de TV, em função da Copa do Mundo, já impulsiona a movimentação de cargas. Os televisores são produzidos na Zona Franca de Manaus (AM) e transportados para as regiões Sul e Sudeste em embarcações.
Este é o principal eixo da cabotagem no País. De Porto de Santos, partem componentes, embalagens e aço para Manaus. Materiais de construção, produtos de higiene e limpeza, além de alimentos congelados, também saem do cais santista em direção à região Norte.
Na contra-mão, são embarcados os produtos eletrônicos, produzidos na capital amazonense. Aparelhos de som e de DVDs e televisores são os grandes destaques, assim como máquinas de lavar e secadoras de roupa. De acordo com o presidente da armadora, motocicletas também têm na cabotagem uma boa opção para transporte até as regiões Sul e Sudeste. “O segmento duas rodas ainda está começando, mas é promissor para a cabotagem”.
Já no Nordeste, o Porto de Suape (PE) é o que recebe as cargas vindas do Sul do País. Para lá, são transportados materiais de construção, frutas, insumos e carnes congeladas.

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 20h42

Em reunião

Juízes querem ampliar conhecimento sobre o Porto

Da Redação

Uma comitiva formada por 12 juízes da Justiça Estadual e três da Estadual se reuniram com o novo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo. O encontro, na sede da estatal, teve o objetivo de ampliar o conhecimento do grupo sobre o Porto de Santos, sua gestão e operação.
Na reunião, Caputo, que assumiu o cargo na última quinta-feira, lembrou das dificuldade que a empresa encontra para concretizar projetos devido às disputas jurídicas que surgem nas licitações. Uma de suas metas, disse, é aprimorar os processos administrativos, a fim de inibir essas práticas.

 

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30/04/2014       

Representantes do MDIC se reúnem em evento organizado pela ABTRA

 

Participantes visitaram ainda instalações alfandegadas da Usiminas, BTP e Embraport .Leia Mais

porto-de-santos

 

Representantes do Departamento de Comércio Exterior, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), se reuniram em um evento em organizado pela ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos alfandegados), em conjunto com aAbepra (Associação Brasileira dos Portos Secos), a Abratec (Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público) e o SDAS (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região). Eles trataram do tema “Processo de Importação e Operações de Reporto”.

O objetivo é atualizar os despachantes aduaneiros e operadores de comércio exterior sobre os procedimentos na importação de mercadorias abrigadas por regimes especiais, sobretudo pelo Regime Tributário para  Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária, conhecido como Reporto.

Paralelamente ao evento, a ABTRA acompanhou a equipe do Decex em visita técnica a instalações alfandegadas da Usiminas, BTP e Embraport para conhecer os processos realizados no Porto de Santos.

 

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 07h35

Último dia

Prazo para declarar Imposto de Renda termina hoje

 
De A Tribuna On-line

Os contribuintes só têm até esta quarta-feira para acertar as contas com o Fisco. Termina às 23h59min59s o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o balanço mais recente da Receita Federal, cerca de 21,7 milhões de contribuintes haviam entregado o documento até as 17h desta terça-feira, o que equivale a 80,4% dos 27 milhões de declarações esperadas neste ano. Na Baixada Santista, dos 370 mil documentos, 287 mil haviam sido entregues até ontem. Quem não entregar até este horário, terá que desembolsar, no mínimo, R$ 165,74 ou 20% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.
Está obrigado a declarar quem recebeu R$ 25.661,70 em rendimentos tributáveis no ano passado, o que dá R$ 1.974,28 por mês, incluído o décimo terceiro salário. Também deve declarar quem recebeu mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte ou obteve ganhos de capital e lucros na bolsa de valores.
O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet desde 26 de fevereiro, mas a transmissão dos formulários começou em 6 de março, assim como a liberação do aplicativo que permite o preenchimento da declaração em tablets e smartphones.
Os contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica recebem, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida. Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.
As regras para o preenchimento da declaração foram divulgadas em 21 de fevereiro no Diário Oficial da União. Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração no início do prazo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistência, erro ou omissão no preenchimento.
Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.
O contribuinte pode tirar dúvidas sobre o Imposto de Renda pela internet. Está disponível no canal da Receita Federal no Youtube um vídeo com explicações sobre as novidades da declaração deste ano e com dicas para evitar erros no preenchimento das informações.

 

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29/04/2014       

Porto de Santos registra movimento recorde sem congestionamentos

 

Marca mensal de 10 milhões de toneladas é a primeira a ser superada no primeiro semestre do ano.Leia Mais

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O Porto de Santos registrou recorde na movimentação de cargas no mês de março. A soma foi de 10,4 milhões t, ficando 11,1% acima do mesmo período do ano passado. O diretor presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), Angelino Caputo e Oliveira, destacou que a performance foi obtida, principalmente, pelo desempenho dos embarques de soja, que apresentaram um crescimento de 40% sobre o volume embarcado nesse período do ano passado e sem a ocorrência de congestionamentos no trânsito. Essa é a primeira vez que a marca mensal de 10 milhões de toneladas é superada no primeiro semestre do ano.

O complexo soja se destacou na movimentação mensal, que já é a quarta melhor da história do porto, registrando 3,7 milhões de toneladas no mês e somando no trimestre 5,8 milhões de toneladas. As exportações se destacaram com um aumento de 12,1% em relação a março do ano passado e 0,4% no acumulado do trimestre. O segundo produto mais exportado foi o açúcar. As importações também apresentaram crescimento, que chegou a 8,6% no mês e 2,6% no trimestre. Nos dois fluxos de comércio, a carga geral conteinerizada apresentou um aumento de 3,9% no mês e 7,4% no trimestre.

O número de navios cresceu 4,8% no mês em relação a 2013 (485 contra 463 embarcações), mas manteve redução no trimestre, com queda de 1,7% (1.315 navios em 2013 e 1.292 em 2014). Quanto à balança comercial, Santos somou US$ 26,9 bilhões, 24,1% do total da Corrente de Comércio brasileira (US$ 111,3 bilhões). As importações chegaram a US$ 14,2 bilhões e as exportações US$ 12,7 bilhões.

 

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23/04/2014       

 

Novo presidente da Codesp assume cargo amanhã

 

Ministro dos Portos empossou Angelino Caputo e Oliveira.Leia Mais

Angelino Caputo, eleito presidente pelo Conselho de Administração da Codesp no último dia 11, é funcionário de carreira do Banco do Brasil, engenheiro eletricista de formação, com pós-graduação em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e cursou MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela FGV- DF (Fundação Getúlio Vargas). Até ser indicado para presidir a Autoridade Portuária de Santos, Oliveira ocupava cargo de assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, desde julho de 2013, onde atuou na formulação e implantação de propostas para a modernização da gestão portuária, alinhadas com o novo marco regulatório do setor. Ele também é membro do Conselho de Administração da Codesp, nomeado em outubro de 2013. Angelino Caputo e Oliveira substitui Renato Barco, que estava no cargo de diretor presidente desde junho de 2012.

 

 

Fonte: Guia Maritimo

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Quarta-feira, 16  de Abril de 2014 - 17h23

Colisão com moto aquática

Médico e condutor de lancha envolvida em acidente são ouvidos pela Capitania dos Portos

De A Tribuna On-line

O médico responsável pelo atendimento ao advogado Renato Salvino, morto após ter se envolvido em um acidente com moto aquática, na tarde do último sábado, prestou depoimento nesta quarta-feira. Ele foi o segundo ouvido no caso, que é investigado pela Capitania dos Portos. Salvino era lutador de jiu-jítsu e conhecido como Renato Gardenal.
Na terça-feira, o condutor da embarcação Fabiana XXVII, também envolvido no acidente, apresentou sua versão à Autoridade Portuária. O depoimento durou cerca de três horas. O condutor da lancha já havia prestado depoimento no dia do acidente, no 1º DP de Santos.
No próximo dia 25, o proprietário da moto aquática, que também se encontrava na ocasião do acidente, deverá ser ouvido pela Marinha. Ele também pilotava uma moto aquática no momento da colisão. 

 
 
Colisão entre moto aquática e embarcação ocorreu no último sábado, nas proximidades do Armazém 33

Acidente
O acidente aconteceu na tarde do último sábado, nas proximidades do Armazém 33, na Ponta da Praia. A moto aquática conduzida por Salvino colidiu com uma lancha, por volta das 15h45. Na embarcação eram conduzidos passageiros de Santos ao Guarujá. Já a moto seguia em direção a São Vicente, saindo do canal de navegação, junto a outras do mesmo tipo.
Segundo informações da Capitania dos Portos, com a colisão, o condutor da moto foi lançado ao mar. Ele chegou a ser resgatado por um tripulante e por passageiros da embarcação e levado até o cais – Portão 19 da Codesp -, onde foi atendimento pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Na última segunda-feira, a Autoridade Portuária teve acesso às imagens de câmeras de segurança do local. A Marinha trabalha com a hipótese de que a vítima apostava corrida enquanto conduzia a moto aquática que bateu na lancha de madeira.
As imagens do acidente foram registradas por câmeras de monitoramento dos terminais marítimos e anexadas ao inquérito.
A Marinha também solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) um exame toxicológico para verificar se a vítima havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

 

 

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Terça-feira, 15  de Abril de 2014 - 07h37- Atualizado às: 18h41


 
Santos

Vagões tombam na Avenida Perimetral e grãos ficam espalhados na pista

De A Tribuna On-line

Três vagões de um trem de carga tombaram na madrugada desta terça-feira, na Avenida Perimetral, próximo à Bacia do Mercado, em Santos. Um dos vagões atingiu parte da mureta da calçada. Não houve feridos nem danos ambientais.
Com o acidente, grande quantidade de grãos foi parar em um bueiro e espalhou-se pela pista. Parte da mureta e da tela de proteção ficaram totalmente destruídas. 

 
 Acidente ocorreu na madrugada desta terça-feira. Ainda pela manhã, era possível ver a carga espalhada

 

Equipes da concessionária ALL trabalharam no local durante todo o dia para a limpeza da área. Até o meio da tarde, ainda era possível ver a grande quantidade de grãos que derramou após o acidente.
Em nota, a ALL informou, por volta das 18 horas, que equipes ainda realizam os serviços, que devem ser concluídos até o final da noite. A linha férrea já foi liberada. As causas do acidente estão sendo investigadas.

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15/04/2014 as 10:50 hs

      

Governo cancela leilão de dragagem do Porto de Santos

 

Todas as propostas foram consideradas acima do orçamento disponível.Leia Mais

 

 

 

O leilão de licitação para a operação de dragagem do Porto de Santos foi cancelado pelo governo, que considerou todas as propostas acima do orçamento disponível. Cinco empresas ofereceram serviços, com valores variando de R$ 447 milhões até R$ 629 milhões. Uma análise de orçamento será feita para ver o que pode ter ocorrido de errado para que o processo seja reiniciado.

A dragagem garante o aprofundamento dos canais de acesso aos portos e é fundamental para que embarcações de grande porte, com capacidade para receber um volume maior de carga, possam atracar no Porto de Santos.

Com obras de dragagem, a profundidade do canal de acesso a Santos já chegou a quase 15 metros, comportando navios de calado acima de 13 metros, que transportam até 60 mil toneladas de grãos, por exemplo. No final do ano passado, porém, as obras de dragagem do Porto de Santos foram suspensas. Desde então, a profundidade no berço de atracação, próximo ao cais, já reduziu um metro.

 

 

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Sexta-feira, 11  de Abril de 2014 - 09h50- Atualizado às: 12h22

Mudança

Ministro exonera Renato Barco do cargo de presidente da Codesp

De A Tribuna On-line
 
  
O engenheiro Renato Barco foi exonerado do cargo de presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), após decisão do ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira na noite desta quinta-feira. Na função desde agosto de 2012, ele será substituído por Angelino Caputo e Oliveira, membro do Conselho de Administração (Consad) da estatal. Antes de chegar a presidência, depois da saída de José Serra, Barco chegou a ser titular da área de Planejamento e Controle. Durante dois meses, inclusive, ele o executivo chegou a acumular a função de diretor presidente.
A troca de comando será oficializada na manhã desta sexta-feira durante a reunião do Consad. O novo presidente assume o posto mais alto da Autoridade Portuária pouco mais de seis meses após ser designado conselheiro da empresa. Em outubro de 2013, Oliveira assumiu a vaga do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, destituído da função devido às irregularidades apontadas pela Polícia Federal na chamada Operação Porto Seguro.
Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a substituição evidencia a intenção do ministro de Portos em promover uma profunda reestruturação organizacional no alto escalão da Codesp. "O Renato Barco tem todo o nosso respeito e a nossa admiração, mas encaramos sua saída, assim como a de outros, como um processo natural de renovação em termos de administração publica".
A mudança demonstra a intenção do chefe da pasta federal em promover uma reforma administrativa na estatal. Ao assumir a Secretaria de Portos (SEP), no início de outubro do ano passado, Silveira ordenou aos técnicos da pasta a elaboração de estudos e projetos visando implementar diretrizes inovadoras nas gestões dos portos públicos. "As Docas vão ter novo modelo de gestão", disse ele após a cerimônia de posse já como homem de confiança do Governo Dilma.
Currículo
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Angelino Caputo é assessor especial da Casa Civil desde julho de 2013, onde atua na formulação e implantação de propostas para a modernização da gestão portuária, alinhadas com o novo marco regulatório do setor.
É engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e cursou MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/DF).
Com 30 anos de experiência profissional, ocupou diversos cargos executivos nas áreas de planejamento estratégico, assessoramento em gestão, arquitetura tecnológica, gestão tecnológica e regulação do mercado de telecomunicações.
No Banco do Brasil, desenvolveu sua carreira na área de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), onde alcançou o cargo de executivo da área de Telecomunicações.
Entre 2011 e 2013 atuou como executivo da Diretoria de Clientes do BB, coordenando projetos que revisaram a estratégia de atuação do banco no mercado de varejão, introduzindo a atuação comercial como “foco no cliente”, que mais tarde resultou no atual programa BOMPRATODOS.

 

 

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Quinta-feira, 10  de Abril de 2014 - 14h30

Evitar acidentes

Com campanha educativa, Capitania orienta praticantes de Stand Up Paddle

 

De A Tribuna On-line
O crescimento da prática do Stand Up Paddle (SUP) no Litoral Paulista, aliado aos possíveis riscos à navegação no canal do Porto de Santos, tem gerado preocupação à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), que já chegou a receber comunicados formais de comandantes de navios e da Praticagem, órgão responsável pela manobra de embarcações dentro do complexo santista.
Diante do cenário, a Autoridade Portuária deu início a uma campanha de orientação e conscientização dos praticantes do esporte. O objetivo é impedir os abusos e evitar acidentes, já que muitos usuários já foram flagrados remando a uma distância dos cargueiros considerada indesejável e de risco.
 
Comandantes de navios já enviaram comunicados formais a Capitania dos Portos
"Num primeiro momento, estamos passando por uma orientação e buscando a educação dos praticantes de SUP. Futuramente, após essa conscientização, aqueles que venham ainda a gerar situação de risco poderão ser advertidos. Na prática, estamos fazendo um trabalho de divulgação de mandamentos de segurança aos praticantes, uma trabalho que é feito junto a guardarias de Stand Up ou com a divulgação de folders na orla. As embarcações da Capitania, com o término da Operação Verão, terão ainda a possibilidade de concentrar mais as atividades ali na Ponta da Praia", destacou o capitão dos Portos, o capitão de mar e guerra, Ricardo Gomes.
Dentro desse enfoque educativo, a Capitania pretende estender o trabalho aos usuários das canoas havaianas ou do caiaque, que também serão público alvo de campanhas. 
Trajeto
Em relação ao SUP, um dos alertas feitos pelo comandante refere-se ao trajeto feito, normalmente, pelos praticantes. "Observa-se muito o trânsito para a Praia do Góes a partir da Ponta da Praia. Esse trânsito acaba acontecendo dentro do canal em diagonal. O ideal é que seja feita a travessia na área mais próxima ao Forte em perpendicular e mesmo assim é necessário observar o trânsito de embarcações. São navios de 336 metros é um deslocamento grande. Já existe dificuldade de navegação natural naquela área e a presença do praticante pode gerar situação de risco para ele e para as embarcações", explicou, lembrando que um acidente envolvendo o usuário e um navio de grande porte pode ser fatal.
"Se cair, ele pode ser puxado e ter contato com a hélice ou casco, ocasionando um acidente fatal. Em outra situação, ele aproveita a marola para ir remando junto com o navio, ficando bem próximo ao costado do navio. O simples contato com a estrutura pode ocasionar ferimentos graves", disse.
Até agora, não houve o registro de acidentes no canal de navegação do Porto de Santos. A Capitania mencionou apenas duas ocorrências em outras regiões. No último dia 24 de fevereiro, um praticante de Stand Up se acidentou na raia olímpica da USP. Já em 28 de março, no Rio de Janeiro, outro praticante causou transtornos na circulação das barcas na Baía de Guanabara.
Fiscalização
A ação da Autoridade Marítima é necessária, já que, por enquanto, ainda não existem regras específicas para a prática do SUP. De acordo com a Capitania, a Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha diretamente responsável pela normatização do emprego das embarcações de esporte e/ou recreio, está realizando a atualização da NORMAM-03 (Normas da Autoridade Marítima para amadores, embarcações de esporte e recreio e para cadastramento e funcionamento das marinas, clubes e entidades desportivas náuticas) e emitiu uma orientação às Capitanias, Delegacias e Agências que a Capitania dos Portos de São Paulo divulgará tempestivamente através de portaria.
Dez mandamentos
A Capitania conta com 10 mandamentos de segurança no mar para os usuários de Stand Up Paddle. São eles:
1- Mantenha distância das praias e dos banhistas; 
2- Navegando, não se aproxime a menos de 200 metros das embarcações motorizadas; 
3 - Aos primeiros sinais de cansaço, reme sentado e retorne ao seu local de origem; 
4 - Utilize, sempre, os equipamentos de segurança, "leash" (cordinha) e para os menores de 12 anos é obrigatório a utilização do colete salva vidas; 
5 - Antes de navegar, não consuma bebida alcoólica;  6 - Não "surfe" nas marolas das embarcações; 
7 - Evite o cruzamento nos canais de navegação. Caso seja necessário, cruze perpendicularmente e o mais breve possível;
8 - Travessias de balsas, ferry boats e barcas são perigosas. mantenha distância destes locais; 
9 - Fique atento aos sinais sonoros e não utilize fones de ouvido;
10 - Não reme na direção da proa das embarcações.

 

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Terça-feira, 08  de Abril de 2014 - 17h17

Privatização

Plano de concessão integral de portos fica para 2015

Da Redação

Caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o Governo vai discutir, a partir do próximo ano, a possibilidade de privatizar em um único bloco portos administrados pelo poder público. Estuda-se adotar um modelo semelhante ao anunciado no fim de 2012 para os portos de Ilhéus, na Bahia, e de Imbituba, em Santa Catarina.

A informação foi dada na última sexta-feira, em Washington, capital dos Estados Unidos, pelo ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, durante encontro com potenciais investidores. “Temos trabalho em dois portos pequenos, em Santa Catarina e na Bahia, e em 2015 essa questão vai voltar em um debate mais aberto”, disse Silveira, sem mencionar as operações que poderiam ser concedidas de maneira integral para a iniciativa privada.

O ministro participou de encontro com representantes de empresas do setor promovido pelo Brazil-US Business Council. Antes de Washington, ele esteve no Panamá, no Fórum Econômico Mundial sobre América Latina.

Nos dois eventos, ele apresentou o atual plano de modernização dos portos, que prevê o arrendamento de áreas dentro de cada unidade, mas não a concessão integral a um operador. Por enquanto, os únicos casos em que este modelo pode ser adotado são os de Ilhéus e Imbituba. O primeiro pode ser concedido ainda este ano, enquanto o segundo está em fase de estudos, afirmou Silveira. 

 
 Secretaria de Portos avalia arrendar todo o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, à iniciativa privada

Por enquanto, o Governo pretende licitar 159 áreas em 25 portos, que atrairiam investimentos de R$ 17,2 bilhões até 2017. Outro programa prevê a autorização para construção e exploração de terminais de uso privado (TUP) de carga. Desde dezembro, foram aprovados 18 empreendimentos, no valor de R$ 8 bilhões. “Recebemos novos pedidos continuamente, que são processados de maneira automática”.

Silveira disse ainda esperar que o Tribunal de Contas da União (TCU) dê sinal verde, dentro de duas semanas, para o início das licitações de arrendamento das 159 áreas. “Falei com os técnicos do tribunal na semana passada e eles me informaram que já concluíram o relatório final e que os prospectos são positivos”. Mas o ministro reconheceu que não há garantia de que suas expectativas se cumprirão.

Se a decisão sair em duas semanas, o leilão de arrendamento de áreas do Porto de Santos poderá ser realizado no próximo mês, estimou Silveira. Esse é o primeiro projeto da fila do programa de concessões, lançado há um ano e três meses. O do Pará viria cerca de um mês depois.

Mas o otimismo de Silveira pode ser exagerado. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na última terça-feira, com base em conversas com auxiliares da presidente Dilma Rousseff, o próprio Palácio do Planalto duvida que o programa avance neste ano.

Os processos estão suspensos, à espera de decisão do TCU sobre as licitações dos portos de Santos e Pará e sobre um questionamento mais amplo relativo à suspeita de favorecimento da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa contratada para desenvolver os projetos de concessão.

Burocracia

Em sua apresentação a investidores em Washington, o ministro Antonio Henrique Silveira também abordou a importância do sistema Porto sem Papel, programa que reúne em um única “janela” de gestão as informações e a documentação necessárias para agilizar a análise e a liberação das mercadorias no âmbito dos portos brasileiros, dessa forma reduzindo a burocracia.

O titular da Secretaria de Portos citou que já implantou o projeto nos 37 portos públicos, eliminando mais de 140 formulários em papel que foram convertidos para um único documento eletrônico.

Silveira foi questionado sobre o processo de licitação das obras de dragagem do Porto de Santos, cujas propostas seriam abertas nesta terça-feira, em Brasília. Podem participar da concorrência empresas e consórcios nacionais e internacionais.

Segundo o ministro, a reação dos empresários internacionais às oportunidades de negócios nos portos brasileiros foi positiva. “Tivemos uma boa receptividade e os investidores se mostraram interessados em conhecer o funcionamento do sistema portuário brasileiro, especialmente no que se refere às ações voltadas para a redução da burocracia”, afirmou.

 

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08/04/2014       

Portos de Santos e de Livorno assinam acordo de cooperação

Complexos estabelecerão um canal de informação regular e poderão trocar informações entre sí.Leia Mais

 

porto-de-santos (1)

As autoridades portuárias de Santos e Livorno (Itália) assinaram um Acordo de Cooperação objetivando desenvolver  intercâmbio técnico e econômico entre os dois portos.

Através desse acordo, Santos e Livorno devem estabelecer um canal de informação regular, no que se refere a notícias econômicas e comerciais, principalmente, aquelas relacionadas ao tráfego marítimo entre os portos e suas regiões.  Os dois portos que possuem alguns problemas em comum, como a necessidade de um gerenciamento mais aprimorado para a chegada das cargas em suas instalações portuárias vão poder se auxiliar, mutuamente, na busca de soluções.

O Secretário Geral da Autoridade Portuária de Livorno, Massimo Provinciali, chefe da delegação italiana, destacou que a troca de informações auxilia para que problemas já vivenciados por um porto possam ser equacionados por outro com maior agilidade. O intercâmbio de estudos e experiências nas áreas técnicas que lidem com a modernização de equipamentos, maquinário e todas as construções e instalações portuárias é um dos aspectos contemplados no acordo.

Segundo o representante no Brasil da Agência di Promozione Economica della Toscana, Celso Azzi, o porto de Santos cresceu exponencialmente nos últimos anos e solucionou grandes problemas. Santos, hoje, é alvo de inspiração para muitos portos, pelo tanto que avançou. Azzi conta que há pequenos portos na Itália que, com o cumprimento de metas, conseguiram superar portos de maior porte.

 

 

Fonte: Guia Maritimo

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08/04/2014       

Feira direcionada a carga reefer acontece em maio

Depois de oito eventos de sucesso na Europa e África, Cool Logistics chega ao Brasil esse ano.Leia Mais

 

Nos dias 14 e 15 de maio acontece em São Paulo, no Hotel Blue Tree Faria Lima, o fóum Cool Logistics America, realizado em parceria com a Update Comunicação, responsável pelo Guia Marítimo. Direcionado ao mercado de cargas refrigeradas, sendo um encontro de referência para produtores e exportadores de carnes, frutas, frutos do mar e flores o evento que já aconteceu na Europa e África acontece agora no Brasil.

Com principais tema incluindo as perspectivas e soluções para o transporte de contêineres refrigerados, o evento contará com a presença de José Perottoni, Diretor de Logística e Mercado Externo da brf AS, bem como Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Agrícola Famosa, entre outros que discutirão também os principais desafios deste mercado. Os mais recentes a se juntar ao line up, representando os gransde players do comércio latino de perecíveis e logística foram a CMA CGM e o Porto de Itapoá.

O formato da logística no setor marítimo no futuro será o principal tema de debate em São Paulo, que terá entre os palestrantes: Julian Thomas, Diretor Superintendente de operações da Costa Leste da América do Sul da Hamburg Sud e da Aliança; Mario Velado, Diretor Comercial Geral da Maersk Line no Brasil e Mauricio Padron, Diretor Comercial Regional da América do Sul da empresa especializada na operação de refrigerados Lauritzen Cool Logistics. A expansão do Canal do Panamá e seu impacto específico no fluxo de carga refrigerada do mercado latino-americano e a infraestrutura portuária também serão pontos importantes de discussão.

 

Fonte: Guia Maritimo

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Sexta-feira, 04  de Abril de 2014 - 15h27

Interrupção

Telefônica obtém liminar e consegue suspender concorrência do VTMIS

Da Redação

Uma liminar da Justiça obtida pela Telefônica fez com que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) interrompesse a licitação para implantar o programa de monitoramento de tráfego marítimo (VTMIS ou, na tradução do inglês, Sistema de Informações Gerenciais do Tráfego de Navios) do cais santista. A previsão era de que a empresa vencedora do certame fosse conhecida na última quinta-feira. A estatal promete recorrer.

A liminar foi emitida pela juíza Ariana Consani Brejão Degregório Gerônimo, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Santos, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela deferiu o pedido da Telefônica, empresa responsável por serviços de telecomunicação no Estado, para impugnar a obrigatoriedade de um consórcio apresentar Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), Índice de Liquidez Geral (ILG) e Índice de Liquidez Corrente (ILC) – itens que demonstram a boa situação financeira – para participar da concorrência.

Segundo a Docas, a concorrente também argumentou que o edital de licitação não informava a data da assinatura do contrato e não exigia dados para comprovar que as empresas participantes tinham recursos orçamentários para o projeto. A estatal considerou tais argumentações “inadmissíveis” e destacou que, nos últimos meses, esclareceu pontos questionados pela companhia.

 
O VTMIS permitirá à Codesp monitorar o tráfego de embarcações no canal do Porto de Santos

DISPUTA

As propostas para a implantação do VTMIS tinham de ser apresentadas à Codesp até a última terça-feira. Ao menos 10 empresas o fizeram. Entre elas, não estava a Telefônica, que foi a única a obter um mandado de segurança. A decisão da Justiça, que surpreendeu a todos, fez com que a Codesp devolvesse imediatamente os envelopes lacrados para as firmas disputam a chance de implantar o sistema.

A Docas reitera que vai recorrer na Justiça contra a situação. A Telefônica limitou-se a dizer, por meio da nota oficial, que irá se manifestar apenas no âmbito do processo.

Sem uma data para retomar o certame - que depende dessa disputa judicial –, a previsão de implantar o monitoramento do tráfego aquaviário no cais santista ainda este ano pode ser comprometida. O VTMIS é encarado como prioridade pela gestão atual da Secretaria de Portos, conforme esclareceu o ministro Antônio Henrique da Silveira no último mês.

Caso a Docas insista no certame público, a liminar prevê ainda multa de R$ 100 mil.

SEGURANÇA LOGÍSTICA

O Vessel Traffic Management Information System (VTMIS), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo e a Secretaria de Portos (SEP), possibilitará o monitoramento e o gerenciamento, em tempo real, das embarcações no Canal do Estuário e nas áreas de fundeio do Porto de Santos. Com isso, esperam-se maiores segurança e eficiência no complexo.

O VTMIS é considerado um sistema de auxílio, controle e supervisão do tráfego de embarcações na área portuária e no entorno. A utilização dele permitirá o aprimoramento operacional das atividades de acesso marítimo. A curto prazo, também são aguardados ganhos de capacidade e redução dos congestionamentos na terra ou no mar.

Em Santos, haverá quatro pontos de monitoramento (Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu, na região de Conceiçãozinha e na Ilha Barnabé) que abastecerão o Centro de Controle do VTMIS, a ser implantado na antiga Ponte de Inspeção Naval, na Ponta da Praia. O sistema terá radar, câmeras inteligentes de longo alcance e transponder AIS (Automatic Identification System), um programa de identificação automática de embarcações, além de sensores meteorológicos.

O radar, além de auxiliar a navegação, complementará o AIS na detecção de embarcações menores ou outras que não emitam sinais de transponder. A intenção é também colaborar com as polícias Civil e Federal caso ocorra alguma ação criminosa em que os bandidos utilizem embarcações.

Conforme o edital da licitação para implantação do VTMIS (n 7/2013), o sistema deve ser instalado e estar operacional em 44 meses a partir da contratação da empresa (ou consórcio) vencedora.

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Quinta-feira, 03  de Abril de 2014 - 21h52

Acidente

Navios colidem no Porto de Santos durante manobra no canal de acesso

De A Tribuna On-line

Dois navios cargueiros que atracavam no Porto de Santos se chocaram na tarde desta quinta-feira. O acidente ocorreu durante uma manobra de entrada no canal de acesso. Ninguém ficou ferido.
De acordo com informações da Capitania dos Portos, a colisão entre as embarcações ocorreu por volta das 16 horas. Porém, a batida só foi comunicada à Autoridade Portuária às 19 horas.
O acidente envolveu os navios Djanet, de bandeira Liberiana, e Hua Qiang, de bandeira chinesa. Conforme informações da Capitania dos Portos, a colisão entre as embarcações, na entrada da Barra, resultou em pequenas avarias nas superestruturas. Apesar do choque, não houve feridos e, tampouco, poluição hídrica.
A Autoridade Portuária instaurou inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que terá o prazo de conclusão de até 90 dias para investigar o caso..
As embarcações deverão passar por perícia na manhã desta sexta-feira. Enquanto isso, elas seguem atracadas, operando normalmente. Os dois navios só poderão deixar o Porto de Santos após a Marinha realizar a apuração preliminar do acidente.

 

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Quinta-feira, 03  de Abril de 2014 - 15h29

Porto de Santos

Obras do novo acesso viário ao Porto começam ainda este mês

Da Redação

 

 

 

A construção da nova via de acesso à Margem Esquerda do Porto de Santos, em Guarujá, começará este mês. A medida foi anunciada pela prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, durante visita à feira Intermodal South America, na Capital. A nova rua, patrocinada pelos próprios terminais da região, servirá para desafogar a Rua Idalino Pinês (Rua do Adubo) – atualmente, a única via para essa parte do complexo portuário santista.

“Assinamos na segunda-feira com todos os terminais. As obras deverão começar ainda este mês”, adiantou a prefeita. A expectativa é de que o empreendimento, avaliado em R$ 1,5 milhão e que será realizada no mesmo traçado da Fase 2 da Avenida Perimetral de Guarujá, seja entregue em até 90 dias – se as condições climáticas ajudarem.

A pista terá de três a quatro faixas e ligará a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (principal acesso à Margem Esquerda) à Avenida Santos Dumont (onde estão os terminais). Será uma alternativa à Rua do Adubo, hoje a única ligação permitida para veículos de carga entre a estrada e a avenida.

A nova via será responsável, segundo estimativas, por retirar 25% do tráfego de caminhões da Rua do Adubo. A intenção é que o novo acesso seja preferencial a caminhões que transportam granéis (líquidos e sólidos) e aos veículos com destino aos terminais nas proximidades dos terminais de Granéis de Guarujá (TGG) e Marítimo de Guarujá (Termag).

A nova via terá 600 metros de comprimento e 50 metros de largura. Cerca de 40% do terreno onde ela será construída pertencem à Dow Química. O restante é de propriedade do Grupo Fassina. As duas empresas receberão cerca de R$ 70 mil de aluguel mensal, custeado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

A Intermodal, onde a prefeita estava ao anunciar a obra, teve início na última terça-feira e termina ainda nesta quinta-feira. Segunda maior feira de logística e transporte de cargas do mundo, ela é realizada no Transamérica Expo Center, no bairro paulistano de Santo Amaro.

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Quarta-feira, 02  de Abril de 2014 - 16h15

Cenário positivo

Para a Antaq, licitações em áreas portuárias saem ainda este ano

Da Redação

Contrariando as expectativas do Palácio do Planalto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, acredita que todos os quatro blocos de licitações em áreas portuárias do Brasil vão ocorrer ainda este ano. Segundo ele, os primeiros leilões, destinados aos complexos portuários de Santos e do Pará, estão prestes a serem aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Póvia trabalha com um cenário positivo. “Nós já fizemos os ajustes necessários. O TCU deverá aprovar, a qualquer momento, com algumas ressalvas, se houver”, disse para A Tribuna durante a abertura da 20ª edição da Intermodal South America, na capital paulista. A esperança é de que os técnicos que analisam o processo peçam alterações mínimas, apenas em “números” para ajustes.

Nesta quarta-feira, os certames previstos para arrendar áreas de Santos e Pará - que pertencem ao chamado Bloco 1 - aguardam ao menos três decisões do TCU. Duas são referentes às licitações e uma, sobre suspeita de tratamento privilegiado à Estruturadora Brasileira de Projeto (EBP). A empresa foi contratada pela Secretaria de Portos (SEP) e pela própria Antaq para preparar todos os estudos de viabilidade para a licitação das áreas. Essa questão deve ser apreciada pelo TCU durante esta quarta-feira.

 
 
 
Os estudos sobre a licitação das áeras à serem licitadas podem ser aprovados pelo Tribunal de Contas da União logo

Quanto questionado pelos jornalistas se o modelo apresentado pela EBP poderia ser suspenso e trocado pelas projeções anteriores (realizadas antes da entrada da Empresa Estruturadora), Mário Póvia negou ter ciência sobre o assunto. “Eu acredito, particularmente, que esses estudos produzidos agora são melhores do que tínhamos recebido antes”, garantiu. Ele afirmou, ainda, que, apesar do “conservadorismo” do TCU, a Antaq espera a aprovação dos quatro blocos.

Auxiliares da presidente Dilma Roussef avaliaram que o programa de concessão de portos e terminais, estimulado pelo novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013), não deverá sair este ano. Oficialmente, porém, o Governo não descartou as licitações. O ministro da SEP, Antônio Henrique Silveira, rotineiramente afirma que aguarda a definição das licitações do Bloco 1 ainda para este semestre.

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Quarta-feira, 02  de Abril de 2014 - 15h29

Novo acesso

Porto está próximo do limite. Saída é a nova rodovia, diz Barco

Da Redação
 
Solução definitiva virá com novo acesso rodoviário, diz Barco

 

O Porto de Santos tem condições de escoar até 120 milhões de toneladas de cargas por ano – apenas 5% a mais do que o movimentado no ano passado. A afirmação é do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), Renato Barco, que encara a falta de opções de acesso ao cais santista como o limitante ao crescimento do mais importante complexo da América do Sul.

A alternativa, esperada por ele a médio prazo, é a construção de novas vias para ligar o Planalto à Baixada Santista e desafogar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), hoje o principal acesso viário a Santos e região.

Essa análise foi feita por Barco durante sua participação no primeiro painel da conferência Intermodal Ports & Maritime Summit, parte da programação da 20º edição da Intermodal South America, a segunda maior feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior do mundo. O evento, aberto na última terça-feira, segue até amanhã no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Pela projeção do presidente, o movimento de cargas do complexo pode crescer só 6 milhões de toneladas, pouco mais de 5% do que o escoado no ano passado, quando registrou o recorde de 114 milhões de toneladas embarcadas ou desembarcadas.

Barco considera que empreendimentos como a construção do trevo de Cubatão e a duplicação de pistas na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (principal via de ligação à Margem Esquerda do Porto, em Guarujá) são importantes, mas não suficientes. “As obras que estão sendo feitas hoje vão ajudar, mas não vão suprir toda a demanda”, admitiu. Para ele, a solução definitiva virá com a implantação de um novo acesso rodoviário.

O executivo portuário defende a efetivação de um projeto ainda em estudo pelo Governo do Estado – uma nova rodovia, que começaria em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, e iria até as imediações da Ilha Barnabé, em Santos.

Esse novo acesso poderá ainda, segundo o presidente da Codesp, segregar o tráfego. "Ele serviria para a Margem de Guarujá, enquanto que a Via Anchieta serviria apenas para a Margem Direita, onde estão os terminais de Santos", ponderou. Hoje, os caminhões com destino a Santos usam o SAI, além da Domênico Rangoni e um trecho da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (que serve de acesso a Praia Grande).

 

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 Terça-feira, 01  de Abril de 2014 - 15h57- Atualizado às: 17h20

Canal de navegação

Acidente paralisa operações por 10 horas no Porto de Santos

De A Tribuna On-line

A colisão entre a draga Utrecht. e a boia de sinalização 4 às 3h15 desta terça-feira paralisou as operações de entrada e saída de navios no Porto de Santos, segundo informações da Praticagem.

A boia 4 fica na entrada do canal de navegação do complexo. Com a batida, ela se deslocou, impedindo as operações de navios.

Segundo a Codesp, a empresa Hidrotop, responsável pela manutenção das boias de sinalização, foi chamada. Às 7 horas, o serviço de recolocação do equipamento começou. A operação terminou às 10 horas, mas o tráfego só foi liberado pela Capitania dos Portos às 13h15.

 

Segundo a Codesp, a draga não precisou de reparos e segue em operação no Porto de Santos

Após as operações serem autorizadas, a primeira manobra de fato só ocorreu às 14h30. Com isso, o tráfego de embarcações ficou interrompido durante 10 horas.

A Codesp informou que, ao todo, 12 navios deixaram de operar durante o período de paralisação. A previsão, segundo a Praticagem, é que 22 navios sejam manobrados até as 19 horas.

A draga não precisou de reparos e segue em operação. Ninguém ficou ferido.

Nota à imprensa

Em nota, a Capitania dos Portos de Santos confirmou o acidente e explicou que, por volta das 3h30 desta terça-feira, foi informada pela Praticagem sobre o deslocamento da boia 4 pela draga Utrecht. ''Imediatamente, a fim de evitar qualquer tipo de incidente na navegação do canal de acesso, a Capitania interrompeu o tráfego de navios até que a Codesp, responsável pela administração do Porto de Santos, providenciasse o restabelecimento da sinalização náutica''.

A Capitania instaurou o processo administrativo, denominado Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), e vai apurar as responsabilidades com prazo de conclusão de até noventa dias.

  

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Terça-feira, 01  de Abril de 2014 - 15h00

Maior profundidade

Dragagem emergencial no Trecho 4 realizada por terminais é retomada

Da Redação

 

 

 

 

Ainda de maneira provisória, a região do Canal do Estuário próxima às instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP) e do Ecoporto Santos, entre a Alemoa e o Cais do Saboó, começou a ser dragada. O serviço, pago pelos terminais, tem como objetivo aumentar, emergencialmente, a profundidade do trecho e, assim, possibilitar a operação imediata de navios com maior capacidade de carga.

A empresa contratada para o serviço é a holandesa Van Oord Operações Marítimas, que descolou a draga Utrecht para aprofundar o Trecho 4 (do Armazém 6 até a Alemoa). A firma é a mesma escolhida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para realizar a dragagem de manutenção do Trecho 1 (da Barra de Santos ao Entreposto de Pesca), que foi assoreado.

A Utrecht também irá dragar a entrada do Estuário, que teve a profundidade alterada em janeiro. Inicialmente, a embarcação veio a Santos apenas para realizar esse serviço, mas a Docas ainda realiza a batimetria (testes de profundidade) dessa região, para determinar o resultado da retirada emergencial de sedimentos feita em fevereiro. Dessa forma, a draga foi remanejada.

O momento, então, foi oportuno para as empresas localizadas na Alemoa e no Saboó. Elas tomaram a decisão de pagar a operação devido à demora na definição de um certame público realizado pela Secretaria Especial de Portos (SEP) e que escolherá a empresa responsável por realizar toda a dragagem do Porto de Santos (do canal de navegação, das bacias de evolução e dos berços de atracação).

Representantes do Ecoporto e da BTP foram procurados, mas não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

O presidente da Codesp, Renato Barco, explicou para A Tribuna que a Van Oord está com dois contratos distintos no Porto de Santos – um pertence à iniciativa privada (BTP e Ecoporto) e a outra à estatal. A empresa está sendo paga pelo Governo graças a um contrato remanescente, que possibilita realizar o serviço de dragagem de manutenção do Trecho 1 pelos próximos 120 dias.

O tempo é considerado mais do que suficiente, uma vez que a SEP deverá abrir os envelopes da licitação correspondente a Santos no próximo dia 8. Quando a empresa que for fazer o serviço for escolhida, o contrato com a multinacional holandesa será suspenso. Se não existirem recursos, a firma escolhida assumirá os serviços imediatamente.

O trabalho de dragagem preventivo e rotineiro serve para evitar um novo assoreamento no estuário santista, como ocorreu na entrada do canal neste ano. Após a conclusão da nova batimetria, prometida por Renato Barco para esta semana, a Codesp se reunirá com a Capitania dos Portos de São Paulo para a análise dos dados. Caberá à Autoridade Marítima determinar se o Trecho 1 voltará a ter 13,2 metros de profundidade (recuperando 0,9 metro).

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 01 de abril de 2014 | 2h 01

 

PCC usava Porto de Santos para enviar droga para a Europa; 23 foram presos

Esquema internacional. 3,7 toneladas de cocaína foram encontradas em contêineres em operação que descobriu, pela primeira vez, provas da ligação da facção com o tráfico intercontinental; mercadoria era transportada sem o conhecimento dos donos dos navios


Bruno Ribeiro e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) participava de um esquema de envio de cocaína para a Europa, a África e a América Central pelo Porto de Santos, segundo investigação da Polícia Federal. É a primeira vez que há provas de ligação da facção criminosa com o tráfico intercontinental de drogas.

Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, África e até para Cuba - Divulgação
Divulgação
Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, África e até para Cuba

 

As Operações Hulk e Oversea, iniciadas no ano passado e deflagradas ontem na capital e na Baixada Santista, resultaram na prisão de 23 suspeitos - 13 estão foragidos. Foram expedidos também 80 mandados de busca e apreendidos dez veículos, uma embarcação, 19 pistolas, dois fuzis e 3,7 toneladas de cocaína - em todo o ano passado, foram apreendidas 4 toneladas da droga no porto.

A droga era trazida da Bolívia pela fronteira com o Paraguai, atravessava São Paulo e chegava à Baixada. Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, a África e até para Cuba em navios sem o conhecimento dos responsáveis pelas embarcações.

Segundo as investigações da PF, havia a articulação de diversas células criminosas para executar o plano de transporte da cocaína. Os homens do PCC ficavam encarregados do processo final no porto. Cabia a eles encontrar os navios que atendessem às necessidades da quadrilha, como destino, e infiltrar criminosos nos barcos para fazer o carregamento da cocaína.

O relato da PF sobre a quadrilha enviado à Justiça, que resultou na expedição dos mandados de busca e apreensão e de prisão, informa que André Oliveira Macedo, ou André do Rap, de 37 anos, e seu comparsa Jefferson Moreira da Silva, o Dente, de 36, davam ordens para seus subordinados do PCC cooptarem funcionários que atuavam em Recintos Alfandegários de Exportação (Redex) para descobrir navios propícios para o transporte da droga e facilitar a entrada de traficantes.

André do Rap é apontado como líder da facção na Baixada - encarregado de tarefas de ponta, como a coleta da "rifa" (contribuições dos integrantes do PCC) e o fornecimento de armas de fogo a parceiros. Ele e Dente estão foragidos. Ambos estão com prisão temporária decretada pela Justiça Federal.

Da fronteira. O esquema começava na fronteira do Paraguai. Um dos acusados presos ontem, João dos Santos Rosa, coordenava a compra da cocaína com os países vizinhos, por intermédio de Raimundo Carlos Trindade, preso em julho do ano passado com 503 quilos de cocaína.

Eles integravam a célula que incluía o boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, vulgo Federi, também foragido e tido como o principal fornecedor da cocaína ao esquema. Outros integrantes das células tinham contato com compradores na Espanha e em outros países.

Depois que esse grupo fez a aliança com o PCC da Baixada, a rota para o tráfico internacional foi estabelecida.

A cocaína, considerada pura, era colocada em sacolas ou mochilas, que eram inseridas em contêineres por funcionários dos Redex. Há 47 Redex registrados em Santos. Um grupo entrava nos recintos e, após inserir as mochilas nos contêineres, usava lacres falsos. Quando a droga chegava ao destino, outra quadrilha atuava para recuperá-la.

Investigação. A PF suspeita que a célula que atuava entre o Paraguai e a capital tenha sido responsável por um intenso tiroteio contra policiais federais, em setembro do ano passado, na Rodovia SP-255, em Bocaina, em que um agente foi morto com um tiro de fuzil. Na ocasião, a PF já investigava o grupo.

Os policiais tentavam interceptar um avião carregado de cocaína. A ação fez com que a aeronave não conseguisse pousar e acabou caindo. O piloto conseguiu fugir do local./ COLABOROU ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

Estadã

 

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Sexta-feira, 28  de Março de 2014 - 16h33

Safra 2014

Antaq autua 13 operadoras do Porto de Santos

Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) enquadrou 13 operadoras do Porto de Santos, entre 19 de fevereiro e o último dia 21, por descumprimento das regras de agendamento obrigatório para descida de caminhões a fim de descarregar cargas nos terminais. A medida foi estabelecida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para evitar congestionamentos na região portuária durante o escoamento da safra de grãos.

Ao todo, no período, foram lavrados 24 autos de infração, que deverão ser revertidos em multa. Pelo relatório da Antaq, 2.169 caminhões, que carregavam soja, açúcar ou suco de laranja, foram autuados. O total estimado em multas é de R$ 13,5 milhões. As empresas autuadas, que incluem terminais e tradings e produtoras de suco de laranja, podem recorrer.

O Terminal T-Grão, que atende produtores de soja e milho, foi notificado seis vezes no período, totalizando 556 caminhões. As empresas Portofer (operadora ferroviária controlada pela concessionária ALL e que atua na área do Porto), Copersucar, Armazén 12-A, LDC (Louis Dreyfus Commodities), Rumo e TGG (Terminais de Granéis do Guarujá) foram autuadas duas vezes.

 

 

Desde o início do ano, caminhões devem agendar sua chegada ao cais santista

Os demais – Terminal 39 (parceria entre ALL e Caramuru), ADM, Fischer (Citrosuco), Cutrale, TEG (Terminal Exportador do Guarujá) e Teag (Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá), que tem a Cargill como operadora, receberam um auto de infração cada.

A Portofer cometeu infração de bloqueio de via, que pode gerar multa de R$ 10 mil a R$ 20 mil. As multas por descumprir agendamento variam de R$ 1.000 a R$ 2.000 por caminhão. Segundo Renato Barco, presidente da Codesp, as empresas têm questionado os agendamentos. Essas regras foram estabelecidas pela Codesp e publicadas na Resolução n° 136, no fim do ano passado, para evitar os congestionamentos excessivos durante o pico de escoamento da safra de grãos e açúcar na região portuária.

Barco afirmou que as medidas têm reduzido as filas na região portuária. “Os caminhões podem ficar nos pátios reguladores localizados em Cubatão”, disse.Mas apenas uma parte dessa fila tem se transferido das vias de acesso para os pátios reguladores, no fim da Rodovia Anchieta. O presidente disse que a Codesp deve anunciar, nesta semana, convênio com a Prefeitura do Guarujá para ampliação de acesso à Avenida Perimetral, que dá acesso aos terminais do Guarujá.

Respostas

O T-Grão confirmou que recebeu as multas e está analisando as autuações. A Copersucar informou que já prestou esclarecimentos à Antaq. A LDC disse que a questão foi equacionada. A trading ADM informou que trabalha com 100% de seus caminhões agendados e que há divergência na leitura da informação eletrônica passada à autoridade portuária.

A Rumo informou que a autuação não procede e que os veículos notificados tinham feito agendamento. O Terminal 39 deverá recorrer. A Cutrale informou que segue as regras da Antaq e da Codesp. A Portofer e Citrosuco (Fischer) não comentam o assunto. As demais não retornaram os pedidos de entrevista.

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Terça-feira, 25  de Março de 2014 - 16h51

Em São Paulo

Intermodal começa na próxima semana e quer receber 50 mil pessoas

Da Redação
 

 

 

Considerada estratégica para empresas de logística, transporte e comércio exterior, a 20ª edição da Intermodal South America já tem data para ocorrer. Ela acontecerá entre terça e quinta-feira da próxima semana (1 a 3 de abril), na capital paulista. Ao celebrar a segunda década de existência, o evento deste ano quer ser, justamente, histórico, superando patamares de negócios e visitação, além de promover debates e discussões inéditas.

Nos três dias, mais de 20 países estarão representados na feira, que acontecerá no Transamérica Expor Center, com mais de 600 marcas – o mesmo número do que no ano passado. A expectativa, porém, é de que os visitantes ultrapassem as 50 mil pessoas – provenientes, por sua vez, de mais de 30 nacionalidades. Em 2013, o balanço de público foi de aproximadamente 48.500 visitantes únicos.

“A feira tornou-se referência e deixou de ser apenas expositiva. É um ambiente propício para negócios”, garante o gerente do evento, Ricardo Barbosa. Segundo ele, na última edição da Intermodal, mais de 65% dos expositores conseguiram fechar acordos comerciais – índice avaliado por ele como satisfatório, uma vez que outros contratos podem ter sido feitos no momento pós-feira.

Barbosa conta que uma das novidades para esta segunda década é a aposta na interatividade. “Chegamos a expor as máquinas em alguns anos. Mas, dessa vez, teremos uma área ampla para o público experimentá-las”, adianta. No entanto, o que continua sendo um ponto forte da Intermodal são os seminários e debates que têm a presença de autoridades e especialistas no setor.

CONFERÊNCIA

O diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, e o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, serão os destaques do primeiro painel do seminário Intermodal Ports & Maritime Summit, que terá o tema Infraestrutura - Avanços e Perspectivas e será realizado na manhã de terça-feira. “Eles vão falar sobre a questão dos acessos aos portos e o que tá sendo feito para melhorá-los”, explica Ricardo Barbosa.

Nesse painel, também estarão presentes os prefeitos Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Maria Antonieta de Brito (Guarujá) e Márcia Rosa (Cubatão), além do diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço e representantes dos portos de São Sebastião (SP) e do Rio de Janeiro. No segundo painel, que terá o tema Desafios Estruturais dos Portos Brasileiros e será feito na tarde de terça-feira, um dos participantes será o secretário de Desenvolvimento do Governo do Espírito Santo, Nery de Rossi.

Nos demais dias, haverá ainda um debate sobre o novo código comercial marítimo e o tradicional encontro sobre Supply Chain. “Estamos apostando ainda na questão da integração de modais, que passou a ser destaque recentemente por causa dos investimentos que deverão receber do Governo”, diz o diretor da feira.

As conferências acontecem sempre de manhã e à tarde. Será cobrado um valor – a partir de R$ 500,00 – para participar de cada uma delas. As inscrições para assistir aos encontros e visitar a Intermodal são feitas pelo site do evento (www.intermodal.com.br) ou na própria feira.

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Terça-feira, 25  de Março de 2014 - 17h15

Capacitação profissional

Bélgica inicia cursos portuários pelo Porto em parceria com Governo Federal

Da Redação

Qualidade e competitividade estão diretamente relacionadas à capacitação profissional. Com essa justificativa, a Secretaria de Portos (SEP) iniciou na última segunda-feira uma nova etapa de sua parceria – voltada ao preparo de gestores portuários – com a Bélgica, país onde estão complexos portuários considerados modelos de eficiência, tecnologia e competitividade.

O Porto de Santos é o primeiro a receber a comitiva de especialistas do Centro de Treinamento Portuário de Antuérpia (Apec). Na tarde da última segunda-feira, uma solenidade entre o cônsul geral da Bélgica no Brasil, Didier Vanderhasselt, e representantes do governo brasileiro antecedeu o início das aulas que vão capacitar 32 profissionais até sexta-feira.

“A intenção é de que seja algo fixo e duradouro. Já levamos nossa gente para lá, mas é mais vantajoso para nós se trouxermos os professores para o Brasil”, explicou o secretário-executivo da SEP, Eduardo Xavier, referindo-se à redução de custos e ao alcance da capacitação.

 

 

 
Solenidade reuniu autoridades da SEP, da Codesp e do corpo diplomático da Bélgica no Brasil

Ainda segundo Xavier, o melhor preparo da mão de obra portuária, tanto a do cais quanto a do escritório, é um dos objetivos do novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013). “É mais uma frente que nós estamos inaugurando. A expectativa é de que esse conhecimento se multiplique, com aquelas pessoas que já foram capacitadas por aqui”, explica.

PROMISSOR

O início dessa capacitação feita por especialistas da Bélgica foi comemorado pelo consul-geral do país no Brasil, Didier Vanderhasselt. “Vimos de perto o interesse dos brasileiros durante as visitas aos nossos portos. Sempre com muito questionamentos, dispostos a aprender”, contou, ao lembrar que as relações comerciais entre as nações estão em bons momentos.

“Hoje há pelo menos um navio por dia que sai daqui, do Brasil, com destino à Bélgica. Isso nos faz, cada vez mais, estreitar laços”, comentou o consul. Segundo ele, a ideia é que em breve um Centro de Treinamento Portuário de Antuérpia, com especialistas do setor, seja formado no Brasil. Com isso, haverá maior facilidade na troca de informações entre os dois lados.

PARCERIA

Além de Santos, os especialistas belgas percorrerão outras regiões do País. Também com cinco dias de duração, serão realizados seminários nos portos de Vitória (ES), Fortaleza (CE), Paranaguá (PR), Salvador (BA) e Belém (PA). Cada um irá tratar de um tópico. Em Santos, o tema é gestão portuária. Os demais assuntos são serviços portuários; aspectos comerciais do porto; aspectos financeiros do porto; infraestrutura e obras portuárias; e navegação interior.

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Quinta-feira, 20 de Março de 2014 - 15h48

Mais de 300 lotes

Alfândega de Santos fará leilão de mercadorias apreendidas

Da Redação

Mais de 300 lotes com produtos apreendidos pela Alfândega do Porto de Santos serão leiloados eletronicamente no próximo dia 28. Pela avaliação do órgão, a somatória de cada peça ultrapassa R$ 16 milhões. O destaque da disputa é um Corvette original, modelo 1977, cujo lance inicial é de R$ 10 mil.

Tanto pessoas jurídicas (empresas) como físicas (população em geral) podem participar do leilão. Mas elas devem ser credenciadas pela Aduana.

Todas as mercadorias – eletrônicos, produtos de informática, vestuários e acessórios, entre outros – poderão ser examinadas pelos interessados entre a próxima segunda-feira e a quinta-feira seguinte, dia 27. Elas estão armazenadas em 18 terminais portuários e retroportuários, nas duas margens do Porto.

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O Corvette 1977 é um dos destaques do leilão que será realizado pela Aduana na próxima semana pela internet

No edital do leilão eletrônico, disponível no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), há o horário de funcionamento de cada instalação para a verificação dos produtos. O texto explica ainda que, também até o dia 27, a Receita recebe eletronicamente os lances, que serão qualificados para a disputa do dia posterior.

Só serão selecionadas as melhores ofertas para cada lote. Ou seja, apenas a proposta de maior valor e as demais que forem até 10% inferiores vão passar para a etapa de lances eletrônicos, no dia 28.

O Edital de Leilão Eletrônico está registrado com o nº 0817800/000002/2014. A Alfândega do Porto de Santos, localizada na Praça da República, no Centro, colocou à disposição servidores para tirar dúvidas dos interessados pelo telefone (13) 3208-2009, no horário das 9 às 12 e das 14 às 17 horas.
 

 

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Terça-feira, 18 de Março de 2014 - 15h26
Ampliação

Porto de Santos conta com seis áreas de expansão

Da Redação

O debate sobre a ampliação do Porto de Santos, a ser iniciado neste mês pela Secretaria de Portos, não começará do zero. O plano de expansão do complexo marítimo – o masterplan (plano-mestre, em inglês), elaborado em 2010 pelo Consórcio Louis Berger- Internave – identifica seis áreas para a implantação de novos terminais portuários e o atendimento das demandas futuras do complexo.

Essas instalações serão necessárias para escoar as 229,73 milhões de toneladas previstas para serem movimentadas pelo Porto até 2024, em um cenário otimista. Para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), a marca será alcançada pelo complexo santista, que fechou o ano passado com 114 milhões de toneladas, no prazo determinado.

Entre os terrenos apontados no estudo, estão aqueles hoje ocupados pelas favelas de Prainha e Conceiçãozinha, ambas na Margem Esquerda (Guarujá). O levantamento considera que, nesses locais, é viável a operação de granéis sólidos vegetais ou minerais e até contêineres. Os investimentos poderão ir de US$ 188 milhões a US$ 365 milhões, de acordo com a carga selecionada.

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O terreno de Prainha, em Guarujá, foi um dos identificados para receber terminais de granéis ou contêineres

O masterplan também indicou a implantação de um terminal na região do Itapema, em Guarujá. As opções de cargas para operação na área são granéis sólidos vegetais ou minerais. O custo dessa instalação será de US$ 210 milhões, para movimentar 13,7 milhões de toneladas por ano, na primeira condição. Na segunda, serão US$ 261 milhões para operar 7 milhões de toneladas anuais.

De acordo com o plano, investidores também terão disponibilidade de áreas na Alemoa. Nessa região do estuário, será possível ter um terminal para movimentar anualmente 1 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com recursos de US$ 650 milhões, e outro para 1,6 milhão de toneladas, por US$ 345 milhões.

BARNABÉ-BAGRES

Terminais nas proximidades das ilhas Barnabé e Bagres (Área Continental de Santos) também foram propostos no estudo de expansão. O primeiro fica ao fundo da Ilha Barnabé. A unidade poderá movimentar 4,2 milhões de toneladas de granéis minerais por ano, a partir de um investimento de US$ 285 milhões, ou 25 milhões de toneladas de granéis vegetais, ao custo de US$ 350 milhões.

Já na Ilha dos Bagres, a proposta é de um terminal para 1,9 milhão de TEUs anuais, orçado em US$ 575 milhões. Porém, a gleba também poderá ser ocupada por estaleiros navais e instalações de apoio à cadeia de exploração de petróleo e gás.

 

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Segunda-feira, 10  de Março de 2014 - 15h24

Safra 2014

Antaq autua sete terminais que operam granéis no Porto de Santos

Da Redação

Sete terminais que operam granéis no Porto de Santos foram autuados na semana passada, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por descumprirem as regras para o escoamento da safra agrícola na região. A informação foi divulgada pela Antaq no final da tarde da última sexta-feira.

Desde que a Antaq passou a monitorar o escoamento da safra por Santos, no início do mês passado, 11 empresas foram notificadas – 10 delas, todos terminais, por receberem veículos sem agendamento e uma, a concessionária ferroviária Portofer (da ALL), pelo bloqueio de vias do complexo.

Os sete terminais notificados nesta semana foram o da Sucocítrico Cutrale, o da Louis Dreyfus Commodities, o Terminal XXXIX (da Caramuru), o da ADM do Brasil, o da Fischer, o Terminal 12A e o do T-Grão. Os dois últimos são reincidentes – é a terceira vez do T-Grão e a segunda do 12A.

Segundo a Antaq, as instalações foram notificadas por receberem veículos fora do horário agendado ou que não tinham sido programados. A autuação é a primeira etapa do processo de punição. Agora, as empresas podem apresentar uma defesa, a ser analisada pela agência reguladora, que então definirá se multará a companhia. Cada veículo recebido de forma irregular faz com que a instalação arque com um valor entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

 
A multa para cada veículo recebido de forma irregular pelos terminais varia entre R$ 1 mil e R$ 2 mil

O T-Grão informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que parte dos caminhões agendados para chegar entre segunda e terça-feiras de Carnaval atrasaram por conta de dificuldades enfrentadas no Mato Grosso, onde a chuva forte obstruiu diversas vias. O terminal relatou que dispõe de um número de vagas nos pátios menor do que seus concorrentes, o que reduz sua capacidade de implantar planos de contingência. Como solução, a instalação contratou o pátio de Sumaré para receber seus caminhões a partir do próximo fim de semana.

Questionada sobre a autuação, a Louis Dreyfus afirmou que tem 15 dias para avaliar e, eventualmente, se defender.

Os demais terminais notificados foram procurados no final da tarde da última sexta-feira. A Citrosuco e a Caramuru ficaram de responder nesta segunda-feira. O Terminal 12A, a Cutrale e a ADM não responderam.

Notificações anteriores

No último dia 28, a Antaq divulgou que já havia emitido sete notificações, envolvendo seis empresas. O T-Grão (por duas vezes), o Armazém 12A, a Copersucar, o Terminal Graneleiro do Guarujá (TGG) e a Rumo foram identificados como causadores de congestionamentos por terem recebido veículos sem agendamento.

Já a Portofer cometeu a infração de bloqueio de via. Neste caso, a sanção pode gerar uma multa de R$ 10 mil a R$ 20 mil. A concessionária ferroviária informou que foi notificada pela Antaq e apura o que ocorreu.

O TGG confirmou ter recebido o auto de infração, mas considera a multa improcedente e irá recorrer.

A Rumo Logística também considera improcedente a notificação. Ela informou que houve um erro no sistema da Codesp, que levou seus caminhões a serem considerados como fora do agendamento. O terminal promete adotar medidas legais em sua defesa.

A Copersucar informou que, como opera em escala reduzida, está gerenciando o fluxo de caminhões de forma a gerar o menor tempo de espera possível, a fim de agilizar a descarga e minimizar a ocorrência de congestionamentos.

O T–Grão informou que não iria comentar as duas autuações.

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Segunda-feira, 10  de Março de 2014 - 15h00

Dia da Mulher

Não há mais limites para as mulheres no Porto de Santos

Da Redação

Foi-se o tempo em que as mulheres eram o sexo frágil e não assumiam funções até então ocupadas por homens no trabalho. Hoje, no Porto de Santos, a mão de obra feminina tem força, poder e dribla o preconceito diariamente, seja em cargos operacionais, na movimentação de mercadorias ou na liderança de equipes, formadas predominantemente por eles.

Antes ocupando cargos administrativos, mais mulheres começam, discretamente, a exercer funções operacionais. Nas instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), inauguradas no ano passado, na Alemoa, das 73 funcionárias, sete atuam no cais. Já no Terminal Embraport, que também entrou em operação em 2013, mas fica na Área Continental de Santos, 30 delas já passam os dias nos pátios da empresa.

Com histórias e trajetórias de vida distintas, a operadora de transtêineres da Embraport Fabiana do Nascimento Almeida e a coordenadora de Gente e Gestão da ALL, Dayane Cristine de Araújo, são dois exemplos de como o complexo santista pode ser o palco perfeito para a atuação das mulheres, seja qual for o cargo a ser ocupado.

 

Fabiana Almeida é a primeira mulher a operar transtêineres no terminal Embraport

Na maioria das vezes, as 24 horas do dia são um curto período para todas as atribuições femininas – cuidar dos filhos, da casa e do marido e ainda ter tempo para trabalhar, sem perder o charme e a feminilidade. Este é um desafio que Fabiana tira de letra, mas foram necessários alguns ajustes para que tudo desse tão certo.

“Quando o meu filho nasceu e eu precisei voltar ao trabalho, resolvi que só voltaria se valesse a pena. Precisava de algo que me desse prazer e compensasse financeiramente. Foi quando tive a ideia de trabalhar no setor portuário. E posso garantir: não me arrependo”, disse a operadora de transtêineres.

A coragem para mudar de vida e abandonar a carreira administrativa em uma escola a fez procurar um curso profissionalizante para a operação de máquinas pesadas. Hoje, Fabiana é a primeira mulher a operar transtêineres (pórtico sobre rodas usado para movimentar contêineres entre o caminhão e o pátio) na Embraport.

O instalação portuária ainda estava em construção quando a operadora de transtêineres decidiu enviar um currículo e se candidatar a uma vaga. E no mesmo dia, a empresa a selecionou para uma entrevista. Hoje, Fabiana é uma das 30 mulheres que atuam na área operacional do terminal.

“O requisito era não ter experiência. Então eu, que estava atenta a uma oportunidade, vi que aquela era a minha hora. Fui contratada, treinada no Peru, por dois meses, e hoje estou muito feliz na convivência com outros homens. Não tenho do que reclamar”, afirmou.

Em casa

Fabiana já sabia como era a rotina de um operador de transtêineres. Seu marido também tem a mesma função, mas no Terminal de Contêineres (Tecon), instalação administrada pela Santos Brasil e que fica na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto. E engana-se quem pensa que ela resolveu seguir os passos do esposo. Foi Fabiana quem o incentivou a ingressar na profissão.

A portuária também faz o convite às amigas. “Muitas me perguntam como é o trabalho, quanto ganha e se vale a pena. Quando eu falo, elas se animam, mas muitas vezes o medo é grande. Quero cada vez mais amigas na área”.

Para o futuro, os planos são de subir, literalmente, na profissão. Fabiana quer passar a ser operadora de portêineres, os pórticos utilizados para movimentar contêineres entre o cais e o navio e cuja cabine de comando fica a uma altura maior do que a do transtêiner. Para isto, ela, que já é habilitada, precisa apenas se reposicionar dentro da própria empresa. “Agora, quero ir para as alturas. Para a satisfação profissional ser completa, quero operar portêineres. Já quebrei um tabu. Este é o próximo”, revela.

Mulher no comando

Aquela máxima de que a última palavra é sempre da mulher se aplica perfeitamente à rotina da concessionária ferroviária ALL no Porto de Santos. Na empresa, Dayane coordena uma equipe de 580 profissionais, 570 deles, homens.

“Temos algumas mulheres, poucas, e elas estão principalmente no meu setor. Mas lidar com homens é diferente. Eles não levam nada para o lado pessoal. Não tive problemas nem quando eu era da área operacional”, destacou a coordenadora.

Entre suas atribuições, estão os indicadores de desempenho das equipes e ainda seu desenvolvimento e treinamento. Manter a satisfação e a qualificação dos profissionais que atuam no Porto também está entre suas funções.

Dayane está há seis anos em um cargo de liderança, mas não esquece o período em que trabalhava diretamente na operação ferroviária no cais santista. Ela era a única mulher responsável por monitorar a manutenção de vagões e atuava diretamente nos departamentos de mecânica da concessionária.

“Eu fazia a listagem de todos os procedimentos que eram necessários e adotados na manutenção dos vagões. Nunca senti preconceito pela função ou por ser mulher. Justamente por este motivo, eu cheguei ao cargo de liderança em que estou hoje”, afirma a coordenadora da ALL.

 

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Sexta-feira, 07  de Março de 2014 - 15h56

Concurso Público

Alfândega do Porto de Santos recebe novos analistas

Da Redação

A Alfândega do Porto de Santos ganhou novos analistas-tributários. Até a última quinta-feira, 18 candidatos aprovados no concurso público que a Secretaria da Receita Federal fez em 2012 já tinham tomado posse de seus cargos. Segundo o inspetor-chefe da Aduana, Cleiton Alves dos Santos João Simões, a maioria rá reforçar as equipes de inspeção e fiscalização da unidade, especialmente a Central de Operações e Vigilância .

Os novos analistas foram nomeados pela Receita Federal com a Portaria nº 719, assinada no último dia 21, mas publicada na edição do dia 24 do Diário Oficial da União. O texto trouxe a convocação de 693 candidatos aprovados no concurso realizado no segundo semestre de 2012 e a designação para unidades de todo o País. Desse total, 62 foram enviados a unidades alfandegárias. As de Santos e Manaus foram as que mais receberam profissionais – cada uma teve 21. Para Paranaguá (PR), foram destinados 17 e para Itaguaí (RJ), três.

Os três candidatos aprovados que ainda não se apresentaram em Santos podem fazê-lo até 30 dias após a publicação da nomeação – até o dia 27 deste mês.

A AlfÂndega do Porto de Santos recebeu 21 novos profissionais que reforçarão as equipes de fiscalização

Com o reforço à equipe, a Alfândega do Porto de Santos passa a contar com 126 auditores-fiscais e 128 analistas-tributários. Com a apresentação dos 18 concursados, o efetivo da Aduana teve um aumento de 7,6% (considerando apenas a categoria dos analistas, o crescimento foi de 16,3%).

De acordo com o inspetor-chefe, os novos agentes também serão designados às atividades-meio (logística e tecnologia, por exemplo) do órgão. Mas a maioria atuará nas atividades-fim (repressão, despacho e vigilância), que, hoje, têm à maior demanda de pessoal, explica Simões.

Sobre novos concursos da Receita Federal, a Alfândega informou que não há planos de mais processos seletivos para analistas-tributários. Mas o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já autorizou um concurso para auditor-fiscal, conforme Portaria nº 51, do último dia 18. Foram abertas 278 vagas para todo o País.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 16h02

Limpeza

Codesp mantém serviço de varrição dos grãos na vias portuárias

 
Para evitar a proliferação de ratos nas áreas portuárias e garantir a segurança do trânsito, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) mantém um serviço de limpeza das vias do Porto de Santos. A atividade ganha maior importância na época da safra, quando mais caminhões com grãos circulam pelo complexo, deixando cair parte da carga pelo caminho. Os grãos espalhados na pista acabam prejudicando o tráfego, ao facilitar a derrapagem dos veículos. A varrição ocorre no sistema viário das duas margens do Porto – em Santos, na Avenida Perimetral, da Praça Barão do Rio Branco até o Canal 4, e no acostamento da pista sentido Canal 4 da Avenida Governador Mário Covas; e, em Guarujá, na Avenida Perimetral, incluindo seu viaduto e os acessos.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 15h40

Nesta quinta-feira

Prazo para inscrições em cursos da Santos Brasil terminou

Da Redação
A rede Formare já capacitou cerca de 13.000 jovens

Terminou hoje, ao meio-dia, o prazo para as inscrições nas novas turmas da Escola Santos Brasil Formare, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos para jovens de baixa renda de Santos e Guarujá. Neste ano, são oferecidos dois cursos: Assistente de Operações Logísticas e Assistente de Operações em Terminais Portuários.

A escola é mantida pela Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos e de outras instalações portuárias e retroportuárias na região e em outros complexos marítimos.

Cada curso terá 770 horas, indo de junho próximo até abril do ano que vem, e abordará técnicas nas áreas logísticas e portuárias. As aulas serão ministradas por funcionários da empresa e vão ocorrer de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, nas próprias instalações da operadora em Santos e Guarujá.

Os alunos vão receber uma bolsa no valor de meio salário mínimo (R$ 362,00), vale transporte, seguro de vida e planos de saúde e odontológico, além de material didático, uniforme e alimentação.

Haverá duas turmas, uma em Santos e a outra em Guarujá. A primeira terá o curso de Assistente de Operações Logísticas e a segunda, de Assistente de Operações em Terminais Portuários. Cada um terá 20 vagas.

Os candidatos vão passar por um processo seletivo.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 15h10

Cubatão

Impasse envolve área que pode receber pátio de caminhões

Da Redação

O terreno na cidade de Cubatão atualmente em estudo para a implantação de um novo pátio regulador para o Porto de Santos é alvo de uma disputa. Para a Prefeitura, ele pertence à União. Mas empresários reivindicam sua propriedade.

A área em questão tem 52 mil metros quadrados e fica às margens da Via Anchieta, no cruzamento com a interligação com a Rodovia dos Imigrantes, na entrada do Jardim Casqueiro. Como o local fica perto do Viaduto Rubens Paiva, importante para o tráfego de veículos urbanos, a Prefeitura de Cubatão determinou que seus técnicos estudassem a viabilidade da área para a implantação de um bolsão de estacionamento destinado aos caminhões que seguem ao cais santista.

O lote foi apontado pelo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), Renato Barco, como um local que pode receber um pátio regulador. Mas, para isso, é necessário definir quem é o proprietário da área.

Com mais um pátio regulador, os congestionamentos em época de safra podem diminuir

A Prefeitura garante que o terreno é da União, Mas essa informação é contestada pelo empresário Paulo de Lucca. Segundo ele, a área foi adquirida por seu pai, que, quando faleceu, a deixou como herança. Agora, ele, sua mãe e seus irmãos são os responsáveis pelo lote – tanto que pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do terreno regularmente. “Não sei de onde a Prefeitura tirou essa informação (de que a União é a proprietária da gleba). Não existe posse. Existe matrícula do imóvel e ela pertence a nós, à família”, explicou.

Segundo de Lucca, a possibilidade de o terreno pertencer à União já foi levantada outras vezes. “Não é primeira vez que isso acontece. Esse assunto já foi tratado algumas vezes, mas eu pago IPTU. Se a área fosse da União e a gente fosse posseiro, o que não é o caso, não existiria o lançamento do IPTU”, argumenta.

Questionado se chegou a verificar a situação do lote na Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o empresário afirma que nem ele ou os demais proprietários chegou a averiguar essa condição.

Zoneamento

A Administração Municipal de Cubatão informa que a área está localizada em uma zona residencial, o bairro Jardim Casqueiro. Por isso, a intenção da Prefeitura é ouvir os moradores do local sobre o projeto.

Mas os proprietários da área dão outra informação. Eles garantem que a gleba está em uma Zona de Comércio e Serviço de Apoio à Indústria, contemplada na Lei de Uso e Ocupação do Solo do município. “Ela é vizinha a uma área residencial, não está em uma área residencial. É diferente”, explica Paulo de Lucca.

O empresário afirma que, caso haja interesse do Governo Federal na implantação de um pátio para caminhões no local, o empreendimento pode ser viabilizado desde que os donos sejam ressarcidos com um aluguel. “A gente sempre é a favor do empreendimento para a área. Isso é o que a gente vem buscando há muito tempo”.

Terreno de Marinha

Procurada, a Prefeitura de Cubatão informou que o local é uma “área de ocupação”, um dos “terrenos de Marinha” – denominação dada aos lotes de aterro ou localizados a até 33 metros do ponto onde chega a média das marés altas e que são pertencentes à União.

Segundo a administração municipal, nos casos em que esses locais estão ocupados e há o interesse do Governo Federal em utilizá-los, ele pode reivindicar sua devolução a qualquer momento e a inscrição é revogada. Nessa situação, os ocupantes são indenizados por eventuais benfeitorias.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 12h39- Atualizado às: 20h00

Transtorno

Antaq vistoria fila de caminhões e diz que terminal pode ser autuado

De A Tribuna On-line

Quem passou pela Avenida Perimetral nesta quinta-feira se deparou com uma imensa fila de caminhões que esperavam para descarregar soja no T-Grão. Muitos caminhoneiros permaneciam parados desde às 6 horas de quarta-feira, ocupando uma das faixas de rolamento da pista sentido Centro/praia.
A situação nas vias do entorno do Porto de Santos permaneceu crítica durante todo o dia.  Desde as primeiras horas da manhã, caminhoneiros aguardavam em uma faixa rotativa. Segundo a Codesp, os veículos foram autorizados a permanecer em uma das faixas da via expressa.
Não houve congestionamento no local, mas a ocupação irregular da pista durante todo o dia fez com que técnicos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fiscalizassem a região, anotando placas de caminhões parados irregularmente. Segundo a agência, o T-Grão pode ser autuado e posteriormente multado em R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo.

Desde as primeiras horas da manhã, caminhoneiros aguardam em faixa rotativa para descarregar em terminal

Agendamento
Segundo o T-Grão, em virtude do feriado de Carnaval, o número de caminhões ficou acumulado para descarregar no terminal. Outro problema apontado pela empresa são as más condições das estradas de Mato Grosso. Para a situação ser regularizada no Porto de Santos, será necessário alguns dias, segundo o terminal.
A chegada dos caminhões ao Porto de Santos deve seguir as regras de agendamento determinadas pela Codesp, em conjunto com a Secretaria Especial de Portos (SEP). Entretanto, conforme apurou A Tribuna, a prática não está sendo cumprida.
De acordo com a Codesp, um levantamento sobre as infrações verificadas nesta quinta-feira está sendo realizado e será encaminhado à Antaq. Só neste ano, seis terminais ja foram multados por desrespeitar as regras de agendamento e prejudicar as vias do Porto de Santos.

Multado
Esta não é a primeira vez que o T-Grão está relacionado a problemas com chegada de caminhões ao terminal. Em janeiro, a empresa foi multada após 106 veículos serem identificados na entrada do terminal, sem o agendamento obrigatório.
O valor total da multa aplicada pela Antaq não foi divulgado, mas variou de R$ 106 mil a R$ 212 mil.

Conforme resolução publicada no ano passado, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular.

 

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Quarta-feira, 05  de Março de 2014 - 17h32

Segurança

Polícia Civil reativa unidade náutica no Porto de Santos

Da Redação

Como resposta às recentes ações criminosas no Porto de Santos, o comando regional da Polícia Civil anunciou a reativação do Grupo de Operações Táticas-Náutico (GOE-Náutico) do Litoral de São Paulo. Com uma nova embarcação, agentes voltarão a fazer o patrulhamento do Canal do Estuário, especialmente à noite, reforçando a segurança de todo o cais santista e evitando até mesmo a ação de piratas.

O GOE-Náutico atuará ao lado do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), da Polícia Federal de Santos, e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), órgãos que já fazem a vigilância do complexo portuário.

A expectativa é que a reativação do Grupo de Operações Táticas ajude a evitar episódios como o ocorrido na última sexta-feira – quando uma quadrilha fortemente armada invadiu o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto, em Guarujá, para explodir os caixas eletrônicos que ficavam no edifício administrativo da instalação e roubar o dinheiro dos equipamentos. A ação foi bem sucedida. O bando, em dois carros, entrou por terra na instalação, furou o bloqueio nos portões, chegou ao prédio e, depois, fugiu pelo mar.

Em junho do ano passado, uma quadrilha armada explodiu um caixa eletrônico dentro do prédio de Operações (Dirop) da Codesp, no Paquetá, em Santos. O bando disparou contra dois guardas portuários durante a ação e conseguiram fugir em uma embarcação.

Canal de navegação do Porto: nova equipe da Polícia Civil vai combater a ação de criminosos no estuário e rios da região

“A reativação imediata do GOE-Náutico possibilitará evitarmos os crimes no Porto. Teremos gente a todo instante no mar”, garantiu o diretor-geral do 6º Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter), Aldo Galeano. Parado há quase 2 anos por falta de recursos, o departamento voltou à ativa há cerca de 15 dias, quando foi consertado o motor de sua única embarcação-viatura.

A novidade, entretanto, é que em até um mês, chegará ao comando da Polícia Civil uma lancha de maior porte, cedida pela Petrobras. “Sabemos que essa embarcação tem condições de fazer operações noturnas. É vital que não tenhamos impedimentos e haja investimentos em tecnologia”.

Cooperação

Por ser uma área federal, a segurança do Porto é feita diretamente pela Polícia Federal, com o Nepom. Além de botes, o órgão possui uma lancha blindada, capaz de margear a costa. “Nosso maior problema é a cobertura. A patrulha ocorre 24 horas, mas o Estuário é muito extenso”, explicou o chefe do núcleo, o delegado Ciro Moraes.

Segundo a PF, muitos crimes são da jurisdição da Polícia Civil, mas as informações são compartilhadas entre as instituições.

Um das entidades parceiras da PF e da Polícia Civil é a própria Marinha do Brasil, que apesar de não atuar diretamente na área de segurança pública, pode empregar, sempre que necessário, meios para auxiliar nos trabalhos dos outros órgãos.

“Nossa grande preocupação no Porto é a ordem do tráfego aquaviário. Crimes (como o de invasão ao Tecon) não cabem à Marinha”, explicou o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo.

A CPSP, entretanto, deverá dispor este ano do primeiro Grupamento de Patrulha Naval na história da região. A unidade auxiliará na segurança das plataformas petrolíferas da Bacia de Santos e também do Porto. “Mas sempre com ações coordenadas. Se a Polícia precisar de um navio de patrulha é possível”, lembrou.

A própria Autoridade Portuária – a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – também atua na segurança do Porto, com a Guarda Portuária (GPort). Nos últimos dias, por duas vezes, lanchas com várias pessoas a bordo foram vistas tentando se aproximar de um terminal da Margem Direita, em Santos. E elas só se afastaram quando perceberam a chegada de agentes da corporação.

Segundo as forças policiais, um projeto da Codesp é considerado essencial para o combate à criminalidade nas águas do Porto. Trata-se da implantação do sistema de monitoramento e informações do tráfego aquaviário, o VTMIS, que poderá monitorar e saber a rota de embarcações suspeitas.

Questionada, a Docas preferiu não se manifestar sobre a segurança do cais santista.

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Quarta-feira, 05  de Março de 2014 - 17h58

Licitação

Propostas de empresas interessadas no VTMIS serão abertas dia 1º

Da Redação

Em menos de um mês, serão abertos os envelopes da licitação que definirá a empresa responsável por implantar o sistema de monitoramento e informações do tráfego de navios no Porto de Santos. O tecnologia, denominada oficialmente Vessel Traffic Management Information System (VTMIS ), possibilitará que a Codesp, a Autoridade Portuária, tenha um maior controle sobre a navegação no canal do cais santista.

O VTMIS também vai ajudar na atuação das forças policiais, que ainda enfrentam dificuldades para monitorar e salvaguardar o cais santista. As polícias Civil e Federal consideram importantes o sistema, uma vez que poderão identificar possíveis rotas de fuga e localizar as embarcações por meio do monitoramento computadorizado do canal de navegação.

Após um atraso na licitação, as propostas das empresas interessadas em implantar o serviço serão conhecidas no próximo dia 1º – e não mais no dia 18 deste mês, como estava previsto. As mudanças no certame ocorreram devido a um erro no edital, publicado no final do último mês. Por isso, ele precisou ser republicado. Essa havia sido a segunda tentativa da Codesp de colocar o edital na rua. Na primeira, interessados enviaram questionamentos à Docas, que preferiu retirar o material e refazê-lo.

Sistema permitirá a coordenação do tráfego de navios na região e monitoramento do canal de navegação

Entre as atribuições da empresa vencedora do processo licitatório, estão a execução do projeto executivo do VTMIS, a gestão de seu andamento, a integração dos serviços e o fornecimento dos equipamentos, do software e do hardware. Além disso, a firma (ou consórcio) escolhida terá de capacitar os servidores da Codesp e de entidades parceiras, como a Marinha do Brasil. Tudo deverá ser feito em 44 meses.

Para que o VTMIS seja implementado, é necessária a instalação de pelo menos quatro pontos de monitoramento do tráfego marítimo. Eles estão previstos para ficar na Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu e em Conceiçãozinha, os três em Guarujá, e na Ilha Barnabé, em Santos.

O centro de comando e de controle de todos os dados ficará na antiga Ponte de Inspeção Naval, atualmente desativada, na Ponta da Praia.

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014 - 17h17
Caos durante a safra

Multa a terminal por desrespeitar agendamento no Porto de Santos poderá chegar a R$ 212 mil

De A Tribuna On-line

O terminal portuário T-Grão foi multado após a identificação de 106 veículos aguardando na entrada da porta do terminal, sem o agendamento obrigatório. O valor total da multa ainda será definido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mas poderá variar de R$ 106 mil a R$ 212 mil. De acordo com informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a empresa já havia sido notificada e recebeu o auto de infração na manhã desta quarta-feira. 

O desrespeito ao agendamento de caminhões em direção ao Porto de Santos foi identificado na última terça-feira, quando estradas e vias ficaram completamente travadas, com filas de mais de 30 km. Segundo apurou a Reportagem, houve reflexos na entrada de Santos e, principalmente, em Cubatão, afetando com maior intensidade trabalhadores do polo industrial e moradores da Cidade.
 

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Desde a manhã de ontem, motoristas encontram congestionamentos em estradas e vias de Santos e Cubatão

Com o único acesso travado por causa dos caminhões, cerca de 50 mil moradores dos bairros Jardim Casqueiro, Parque São Luiz, Ilha Caraguatá e dos bolsões ficaram ilhados. Alguns demoraram quase duas horas só para atravessar o viaduto. Quem tentou chegar à Cidade tanto pela Anchieta quanto pela via Marginal também ficou parado.  

Conforme resolução publicada no ano passado, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular.

Hoje, a fila de caminhões em direção ao porto voltou a congestionar o Viaduto da Alemoa. Do total de veículos, pelo menos 99% são graneleiros, ou seja, integram o período de safra de grãos no complexo santista. Não é de hoje que a região sofre com o excesso de carretas durante o embarque e desembarque desse tipo de produto. E, apesar das autoridades garantirem esforços, a situação parece que irá se repetir esse ano. O pico da movimentação está marcado para março. No entanto, já possível sentir os reflexos nas vias de acesso à Baixada Santista.

Por meio de sua assessoria, o T-Grão informou que recebeu a notificação e já está analisando. 

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014 - 15h08
931 milhões de toneladas

Movimentação de cargas nos portos brasileiros cresce 2,9%

Da Redação

O sistema portuário brasileiro fechou o último ano com uma movimentação de 931 milhões de toneladas, 2,9% a mais do que o resultado obtido em 2012, quando essa soma chegou a 904 milhões de toneladas. Os dados são da Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor, e integram o Anuário Estatístico Aquaviário Brasileiro, divulgado na manhã da última terça-feira, em Brasília.

Segundo o levantamento da agência federal, quase dois terços (63,7%) desse total – 593 milhões de toneladas – passaram por terminais de uso privado (TUPs). O restante – 338 milhões de toneladas ou 36,3% – foi escoado pelos portos organizados, que aumentaram sua participação na tonelagem nacional, na comparação com os dados de 2012. Nesse ano, os complexos marítimos públicos movimentaram 316 milhões de toneladas (34,95%), enquanto as instalações privadas, 588 milhões de toneladas (65,05%).

No ano passado, o Porto de Santos movimentou 114,07 milhões de toneladas, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, Esse total coloca o complexo santista como o responsável por 12,61% da tonelagem de mercadorias carregadas ou descarregadas pelo sistema portuário e por 33,74% (um terço) do total dos portos públicos.

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Os contêineres estão entre os itens mais operados nos portos do País

Nos últimos quatro anos, a movimentação portuária brasileira vem crescendo, aponta a agência reguladora em seu estudo. Em 2010, foram 834 milhões de toneladas; no ano seguinte, 886 milhões de toneladas; e em 2012, 904 milhões de toneladas.

Conforme a Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Antaq, os 15 grupos de mercadorias mais movimentados foram minério de ferro, combustíveis e óleos minerais e produtos, contêineres, soja, bauxita, milho, fertilizantes e adubos, açúcar, carvão mineral, farelo de soja, produtos siderúrgicos, celulose, coque de petróleo, trigo e produtos químicos orgânicos.

Cabotagem

O total de cargas movimentadas pela navegação de cabotagem (transporte aquaviário de mercadorias entre portos de uma mesma costa) chegou a 141.027.341 toneladas no ano passado. O resultado mostra um crescimento de 1,72% em relação a 2012, quando foram 138.645.183 toneladas.

A participação desse tipo de navegação, porém, ficou praticamente estagnada. Em 2013, a tonelagem de cargas operadas na cabotagem representou 15,14% do total do sistema portuário. No ano anterior, esse índice foi de 15,33%.

No longo curso, as exportações brasileiras por via marítima totalizaram 532.093.368 toneladas em 2013, 1,27% a mais em relação ao ano anterior. Já as importações chegaram a 152.053.559 toneladas, um incremento de 5% em relação a 2012.

O estudo da Antaq também avaliou as operações nas vias interiores do Brasil. O volume de cargas movimentadas nessa modalidade foi de 78,62 milhões de toneladas, 2,84% a menos do que em 2012, quando esse número ficou em aproximadamente 80,9 milhões de toneladas.

Considerando o transporte aquaviário de cargas que ocorre somente no interior do Brasil (só envolve portos fluviais, sem qualquer participação dos marítimos), houve um crescimento de 9,5%. Em 2012, foram movimentados 25,2 milhões de toneladas. No ano passado, foram 27,5 milhões de toneladas.

Já a cabotagem em vias interiores e o longo curso em vias interiores tiveram um desempenho oposto ao da navegação interior. O volume de cargas transportadas nessas modalidades caiu 6,8% e 9,5%, respectivamente, em relação a 2012.

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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014 - 17h57
Acidente

Durante operação no Cais do Saboó, cargas caem de contêiner sobre caminhão

Da Redação

Um contêiner se abriu e as mercadorias transportadas em seu interior caíram sobre um caminhão na manhã da última segunda-feira, durante uma operação de descarga do Terminal Ecoporto, no ponto 4 do Cais do Saboó, no Porto de Santos. Ninguém ficou ferido. A empresa investiga as causas do acidente.

A queda ocorreu por volta das 11 horas, durante a descarga do navio Kota Lazim. Quando o contêiner, retirado de bordo por um guindaste portuário, passou sobre um caminhão estacionado ao lado da proa (frente) do navio, as portas se abriram e a carga caiu sobre a carroceria. Segundo o Ecoporto, houve apenas danos materiais.

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Acidente ocorreu na manhã da última terça-feira, no ponto 4 do Cais do Saboó, na Margem Direita do Porto

Através de sua assessoria, o terminal informou que já investiga o ocorrido. Há a suspeita de que as mercadorias tenham sido armazenadas irregularmente no interior do contêiner. Nessa hipótese, quando a caixa foi erguida e trazida a bordo, eles teriam se soltado e se chocado contra as portas, abrindo-as.

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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014 - 18h04
Acordo

Caminhoneiros ameaçam bloquear Avenida Mario Covas

Da Redação

Caminhoneiros autônomos ameaçaram fechar a Avenida Mario Covas, em Santos, devido a demora para descarregar os contêineres na Libra Terminais, no início da tarde desta quinta-feira.

Às 17 horas, foi fechado um acordo entre a categoria e a empresa e por hora está descartado o bloqueio da via.

Mais informações na edição desta sexta-feira no caderno Porto & Mar, em A Tribuna.

 

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Quarta-feira, 12  de Fevereiro de 2014 - 14h56

Porto de Santos

Agendamento é desrespeitado. Antaq diz que multará terminal

Da Redação

O escoamento da safra agrícola deste ano já começou no Porto de Santos. Mas nem todos os caminhões que chegam ao cais santista – ou aos pátios reguladores locais – estão previamente agendados, conforme determinam as novas regras do Governo, estabelecidas para evitar congestionamentos nas estradas e no sistema viário urbano da região. Por isso, exatamente uma semana após as autoridades iniciarem o acompanhamento da chegada das cargas, ao menos um terminal deverá ser multado, enquanto motoristas permanecem em filas nos acessos ao complexo.

Pouco mais de mil caminhões que chegam à Margem Direita (Santos) do Porto apresentam irregularidades no agendamento ou, simplesmente, não marcaram previamente o horário para descarregar sua carga. A informação é da Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos da Prefeitura de Santos, que recebe, diariamente, os relatórios estatísticos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Na manhã da última terça-feira, o primeiro terminal a descumprir a regra foi identificado. Por meio de notas, a Codesp e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) admitiram a existência do problema, que foi paliativamente contornado ao longo do dia. A Antaq ainda informou que notificará o terminal. A reportagem apurou que a agência reguladora deverá aplicar uma “multa pedagógica”, afim de conscientizar a instalação infratora.

Caminhões se concentram na região da Ponta da Praia. Motoristas dizem que normas não são cumpridas

Segundo a Docas, foi a central de monitoramento da estatal, instalada justamente para acompanhar o desenrolar da safra, que identificou o excesso de caminhões na Avenida Mario Covas, na Ponta da Praia. Guardas portuários conseguiram ordenar o tráfego de veículos e, ao mesmo tempo, o terminal foi proibido de autorizar o envio deles do pátio regulador, em Cubatão.

‘MULTA TODO DIA’

O secretário de Assuntos Portuários de Santos, José Eduardo Lopes, afirmou que o relatório disponibilizado para as autoridades que coordenaram a mobilidade urbana no Porto mostra que mais terminais poderiam ter sido autuados. “Verificamos problemas todos os dias e é preciso fazer cumprir as normas”, diz, garantindo que a Prefeitura já emitiu notificações à Docas.

Enquanto isso, em fila na Ponta da Praia, o caminhoneiro Nelson Machado, proveniente do Mato Grosso, aguardava mais de 12 horas, para descarregar soja em uma instalação. “Se a lei fosse cumprida, eu não teria que esperar. Era sair do pátio regulador e entrar direto no terminal. E isso não aconteceu”, lamenta.

Situação semelhante viveu o caminhoneiro Edson Leite que, ao lado de outros motoristas, afirmou não ter sido agendado para chegar a Santos. “Não recebemos nenhuma orientação. Carregamos o caminhão e nos mandaram para o pátio de Cubatão. De lá, nos enviaram para aqui (Ponta da Praia, em Santos), onde estamos aguardando”, contou.

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Segunda-feira, 10  de Fevereiro de 2014 - 18h34

Margem Direita

Incêndio atinge terminal portuário em Santos

De A Tribuna On-line

Um incêndio atingiu na tarde desta segunda-feira o terminal da Rumo Logística, localizado no Armazém 26 da margem direita do Porto de Santos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 17h30 e foi controlado por volta das 18 horas.

As chamas já foram controladas e o motivo do incêncio ainda será apurado

A brigada de incêndio da Guarda Portuária foi a primeira a chegar ao local. No combate às chamas participaram ainda uma brigada da Coopersucar e uma viatura do Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido com as chamas e ainda não há informações do que motivou o acidente.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM) não precisou ser acionado para combater as chamas.

 

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Segunda-feira, 10  de Fevereiro de 2014 - 15h05

Congestionamentos

Antaq define o valor das multas que serão aplicadas a terminais

Da Redação

Cada caminhão que causar um congestionamento nos acessos ao Porto de Santos custará entre R$ 1 mil e R$ 2 mil ao terminal portuário que irá recebê-lo. O valor consta da Resolução nº 3.274 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), publicada na edição da última sexta-feira do Diário Oficial da União. A normativa prevê ainda que as instalações arquem com multas que podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.

Além de normas direcionadas para o tráfego de veículos, a resolução apresenta outras multas voltadas a operadores portuários, arrendatários e até à Autoridade Portuária – em Santos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp. Mas, em relação ao trânsito nas vias portuárias, as sanções são direcionadas a operadores e arrendatários.

As multas previstas pela Antaq fazem parte da estratégia do Governo Federal para ordenar o escoamento da safra agrícola pelo cais santista. A agência reguladora enviou três agentes para o complexo, a fim de fiscalizar o cumprimento das regras de trânsito estabelecidas pela Secretaria de Portos e pela Codesp. Eles só aguardavam a publicação dessa resolução para começar a autuar as instalações que descumprirem as normas .

Os valores e os três tipos de sanções foram adiantados por A Tribuna na edição da última quinta-feira.

Regras estabelecidas pela União têm o obejtivo de evitar congestionamentos nas estradas de acesso ao Porto

Conforme a resolução publicada na última sexta-feira, “receber, fazer adentrar na área do porto ou encaminhar a pátio regulador cadastrado, quando houver, veículo de carga sem o devido agendamento, quando exigido, conforme regulamento do porto organizado ou da instalação portuária, bem como recebê-lo fora do período previamente agendado” fará com que o operador portuário ou o arrendatário pague de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo irregular.

De acordo com as normas da Codesp, para o escoamento da safra, todos os caminhões carregados com granéis devem passar, obrigatoriamente, por pátios reguladores antes do acesso ao cais santista. Já os veículos com outras cargas não vão precisar passar pelos pátios, mas deverão ser agendados para ter chegar aos terminais.

Cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

Ainda de acordo com a resolução, operadores portuários que receberem caminhões sem o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) também serão multados. O valor vai variar entre R$ 5 mil e 10 mil por veículo.

Mas as maiores sanções estipuladas pela Antaq são direcionadas aos operadores que permitirem o estacionamento ou trânsito de máquinas ou veículos nas vias de circulação do Porto, prejudicando o tráfego. Neste caso, as sanções podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

Atuação

Os técnicos da Antaq serão informados por funcionários da Codesp se as vias portuárias apresentarem trânsito intenso ou congestionamentos. As imagens captadas por câmeras espalhadas pelos acessos ao Porto são analisadas no Centro de Controle de Operações da estatal, que fica no prédio do Tráfego da Docas, no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A. Elas servem como prova da infração.

Após serem informados dos problemas viários, os técnicos da Antaq irão pessoalmente ao terminal envolvido para aplicar a sanção administrativa. Foi exatamente por este motivo que foi inaugurado, no início da semana passada, o posto avançado da Antaq no cais santista. Com ele, a agência reguladora consegue estar próxima das questões portuárias e evita gastos com o deslocamento de funcionários.

 

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Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014 - 15h13
Mais agilidade

Despachantes querem ampliar equipe da Anvisa no cais santista

Da Redação

Ampliar o número de fiscais no posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Porto de Santos é uma das prioridades do novo presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos (SDAS), Nívio Peres dos Santos, que tomou posse no mês passado. Para isso, ele pretende ir até Brasília para negociar com diretores do órgão. Entre os argumentos que utilizará para justificar o aumento do efetivo no escritório local da Anvisa, está o fato de, atualmente, a liberação de uma carga pela entidade demorar 14 dias, em média.

“Já me reuni aqui em Santos com a coordenação da Anvisa, que tem boa vontade, mas localmente não é possível resolver. Alguns (agentes) estão de férias e de licença maternidade e o órgão está perdendo funcionários. Meu plano é ir até Brasília”, destacou o presidente do SDAS.

Nos portos, a agência é responsável por verificar as condições sanitárias dos navios e, se o resultado foi positivo, autorizar sua atracação. Também fiscaliza a importação de remédios e produtos e equipamentos hospitalares. Em 2007, quando o Porto operou 80,77 milhões de toneladas e recebeu 5.741 embarcações, o posto santista da agência tinha 40 funcionários. Agora são 26 profissionais, responsáveis por um complexo marítimo que, no último ano, teve 5.251 escalas de navios e escoou 114 milhões de toneladas.

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Quantidade de funcionários da Anvisa caiu de 40 para 26 nos últimos sete anos, segundo presidente do SDAS

Outra ação planejada pelo presidente para seu mandato (que vai até 2017) é uma campanha para a obrigatoriedade do pagamento de honorários aos despachantes aduaneiros através do sindicato. O projeto será desenvolvido em parceria com a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros, entidade composta por outras 11 associações trabalhistas.

“Hoje, ainda existem empresas que não pagam honorários aos despachantes (por meio do sindicato). Isso provoca uma evasão de divisas, porque o sindicato é o órgão que retém o imposto de renda (dos despachantes) e repassa ao Governo Federal. Algumas importadoras não entendem muito bem ou não querem fazer esse recolhimento, mas eles estão incorrendo em um problema sério, que é a sonegação do imposto de renda. Então hoje, um dos focos do nosso trabalho é a obrigatoriedade desse pagamento aos profissionais”, destacou o presidente.

Segundo Nívio Peres dos Santos, os despachantes devem ser pagos através do sindicato. Nesse caso, as importadoras fazem um recolhimento do imposto em nome do profissional e repassam a quantia à entidade trabalhista, que remete o valor à Receita Federal. “Nós temos que conversar com a Receita Federal e mostrar pra eles que, se houver essa obrigatoriedade, nós podemos duplicar o valor que é pago em impostos”, afirmou.

Burocracia

Outra ação planejada pelo presidente do SDAS é intensificar a relação com os órgãos intervenientes na atividade portuária. Ele promete se reunir mensalmente com representantes da Anvisa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Alfândega do Porto de Santos e das instalações portuárias.

Nesses encontros, Santos pretende debater como agilizar a liberação de cargas. “O Governo estuda desburocratizar os portos. Um contêiner quando chega em Santos, por exemplo, tem várias anuências. Esses órgãos causam um impacto de demora e, muitas vezes, o importador coloca a culpa no despachante ou na Alfândega, mas não é o caso”.

Para o despachante, o projeto Porto 24 horas, do Governo Federal, foi uma medida importante para dar maior rapidez à liberação das mercadorias. O programa ampliou o horário de trabalho dos órgãos de fiscalização de cargas de comércio exterior, que passaram a atuar também à noite e de madrugada, inclusive nos finais de semana.

Mas Nívio Peres dos Santos explica que a mudança não afetou os despachantes aduaneiros. “Foi criado o Porto 24 horas, mas já havia escritórios que atuavam o dia todo. Eles preparavam os documentos durante a noite, em dois, três turnos. Então, para o despachante aduaneiro, não foi um grande impacto. Para os órgãos anuentes sim, pois sabemos que eles muitas vezes têm deficiências de funcionários, que precisam ser destacados para o período noturno e, mesmo assim, ficam sem movimento”, destacou.

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Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014 - 15h51
Produtividade

Libra Terminais comemora os três últimos recordes batidos

Da Redação

A Libra Terminais Santos comemorou na última quinta-feira os três recordes de produtividade batidos no mês passado. Em cerimônia no início da tarde no pátio da empresa, no Porto de Santos, o presidente do Grupo Libra, Marcelo Araújo, o presidente da Libra Terminais, Wagner Biasoli, e o diretor geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller, agradeceram o empenho dos funcionários para a operadora atingir “esse patamar de excelência”.

No evento, todos receberam uma camiseta comemorativa, com os recordes em destaque. Segundo Araújo, o objetivo foi mostrar aos profissionais que o esforço deles é reconhecido.

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Presidente do Grupo Libra, Marcelo Araújo, se reuniu com os funcionários para agradecer o comprometimento

Foram três recordes batidos em sequência. O primeiro foi no último dia 13, com a operação do navio Maersk Laberinto, com 127 movimentos por hora (MPH). No dia 20, foi a vez do Maersk Letícia, com 156,7 MPH, que estabeleceu a melhor marca sul-americana. No dia 27, ela foi superada com os 163,8 MPH registrados no atendimento do Maersk Lins.

 

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Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2014 - 18h52
Pesquisa On-line

Maioria apoia a operação de grãos na Ponta da Praia, aponta enquete

Da Redação

A maioria absoluta dos internautas que participaram da enquete sobre as operações de grãos na Ponta da Praia, em Santos, realizada no portal A Tribuna On-line, na última semana, afirmou ser favorável a essa atividade portuária na região. Na ultima terça-feira, quando a consulta foi encerrada, o percentual de respostas positivas chegou a 69%. O resultado foi obtido por enquete na página de Porto e Mar, no portal.

De acordo com a pesquisa, os leitores favoráveis não veem impedimentos para a realização das operações de grãos realizadas no bairro. Ainda entre as opiniões, 27% se mostraram contra e 4%, indiferentes.

Em novembro do ano passado, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) sancionou uma lei que proíbe a movimentação de grãos nos terminais da região da Ponta da Praia, no Porto de Santos. Na prática, a medida impede que novos terminais destinados a operar essa carga sejam instalados no local, prejudicando os planos do Governo, que pretendia licitar essas instalações nessa parte do complexo portuário. Porém, no último dia 29, o presidente interino do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, emitiu uma liminar suspendendo a lei.

A Prefeitura alega que a proibição é necessária, pois os embarques de granéis nas proximidades de um bairro residencial geram incômodos, além da emissão de poluentes no meio ambiente.

Já para o Governo Federal, vetar o embarque de granel sólido pode interferir no escoamento da safra de grãos e de outros produtos de interesse econômico para a balança comercial brasileira.

O caso irá agora para julgamento no plenário do STF, onde a Câmara de Vereadores e a Prefeitura apresentarão suas argumentações em defesa da proibição.

O ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, afirmou que manterá o diálogo com o Município e continuará buscando reduzir os impactos das operações portuárias na região.

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Sexta-feira, 31  de Janeiro de 2014 - 14h35

Tabelamento

Contra regulação de preços, práticos pretendem ir à Justiça

Da Redação

A Praticagem de São Paulo pretende recorrer à Justiça para impedir a regulação dos preços de seus serviços. Na última quinta-feira, a entidade encaminhou à Comissão Nacional de Assuntos da Praticagem (CNAP) um pedido para o cancelamento da metodologia elaborada para a regulação. Em seu pleito, ela requer que sejam refeitos os estudos para a definição dos valores.

Segundo o órgão que reúne os práticos paulistas, há falha nos cálculos e uma tentativa de reduzir os preços por parte das armadoras.

Criada pelo Governo, a CNAP pretende estabelecer um teto para os valores dos serviços de praticagem – o prático é o profissional responsável por orientar oficiais de navios na navegação em áreas portuárias. A comissão é composta por representantes da Secretaria de Portos, dos ministérios da Defesa, da Fazenda e dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Na última quina-feira, terminou o prazo para o envio de contribuições à consulta pública organizada pela CNAP, para analisar a regulação desses preços. A proposta da comissão trata do valor das atividades desses profissionais nas zonas de praticagem 16, 14 e 12, – respectivamente as áreas portuárias de São Paulo (inclusive Santos), Espírito Santo e Bahia.

Os preços variam conforme o tamanho do navio (o volume interno, indicado pelo valor da arqueação bruta), o tipo de carga e a distância a ser percorrida pela embarcação sob a orientação do prático (um cargueiro que for atracar na entrada de um porto pagará menos do que se fosse para uma área no interior do complexo). Em Santos, o canal foi dividido em quatro trechos para o cálculo dos valores.

Prático subindo a bordo de cargueiro: profissional é responsável por orientar a navegação dos navios no porto

No complexo santista, a taxa chega a R$ 21.577,15 para uma embarcação com mais de 18 anos, uma draga, um lançador de cabo ou um navio sísmico que vá para os terminais de Cubatão. O preço proposto pelo Governo é de R$ 14.130,79, 34,5% a menos. Já o corte sugerido para a taxa desse mesmo tipo de navio que se dirija à Margem Esquerda do cais, em Guarujá, chega a 69,6%.

Para o presidente da Praticagem de São Paulo, Paulo Sérgio Barbosa, os estudos apresentam falhas matemáticas e se baseiam apenas na redução do salário dos profissionais, não na redução do Custo Brasil, já que os valores cobrados pelo serviço não impactam diretamente no preço final dos produtos.

Segundo os práticos, um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que o preço da praticagem representa 0,18% das despesas de exportadores e importadores. Com isso, a redução proposta só beneficiará os armadores, que não vão repassar os descontos a seus clientes, o dono da carga.

“Começaram com a premissa de que um prático brasileiro que atua no Porto de Santos precisa ganhar a metade do que um prático americano”, destacou o presidente.

Cálculos

Segundo Barbosa, nos Estados Unidos, o custo da infraestrutura de cada prático é de US$ 261 mil por ano. Se aplicados esses valores no Brasil, como são 65 profissionais, o serviço de praticagem no Porto de Santos demandaria cerca de R$ 40 milhões por ano. No entanto, para a CNAP, o preço ideal corresponde a 45% desse valor.

“Isso acontece porque eles acham que Praticagem é apenas um homem, um rádio e uma lancha. Mas somos uma equipe, com uma estrutura e funcionários. Além disso, para a CNAP, são necessários apenas cinco computadores e quatro impressoras para a praticagem”, afirmou Barbosa.

De acordo com o presidente da entidade, os cálculos elaboradas pela CNAP apresentam erros que inviabilizariam a aplicação em Santos. “Se essa fórmula fosse aplicada nos Estados Unidos, o prático teria que pagar para trabalhar. Se fossem feitas manobras no Amazonas, elas chegariam a R$ 1 milhão. Agora, em Santos, não se alcança a distância média apresentada e as manobras deveriam ser feitas a 220 quilômetros por hora”, afirmou.

Consequências

Para Paulo Sérgio Barbosa, caso os valores impostos pela CNAP sejam colocados em prática, haverá desemprego e queda da qualidade do serviço oferecido. A redução da receita refletirá ainda na queda de arrecadação de impostos, já que cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos são gerados com a atividade. Só no Porto de Santos, são cerca de 110 profissionais.

“O tabelamento é uma intromissão na atividade privada, que é regulada por lei. Uma redução que pode variar entre 60% e 70% no faturamento, pode inviabilizar a prestação do serviço”, destacou Barbosa.

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Sexta-feira, 31  de Janeiro de 2014 - 14h47

Mais de 13 horas

Acidente com boia interdita canal do Porto de Santos

Da Redação

O tráfego marítimo no Porto de Santos ficou interrompido por mais de 13 horas, desde a madrugada da última quinta-feira. O motivo foi o deslocamento de uma boia de sinalização, após ter sido atingida por um cargueiro, o que ocorreu por volta da 1 hora. Com isso, 14 navios deixaram de entrar ou sair do cais.

As causas do deslocamento ainda não foram identificadas. O equipamento fica na região onde é realizada a dragagem de manutenção no Trecho 1, entre a entrada da barra e o Entreposto de Pesca. A boia precisou ser deslocada para a homologação da profundidade naquela área e é um ponto onde há restrição de trânsito de embarcações.

Segundo a Praticagem de São Paulo, a boia se deslocou à 1h15. O órgão informou o fato à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o cais santista. Mas o departamento responsável pelo tráfego aquaviário só funciona a partir das 7 horas, o que atrasou o retorno das operações.

A Codesp informou que o problema foi solucionado às 11h20 por uma empresa terceirizada. Imediatamente, a estatal comunicou a Capitania dos Portos de São Paulo, que liberou o tráfego aquaviário no início da tarde.

“A primeira manobra aconteceu às 14h30 e, durante esse período, sete navios deixaram de sair, seis deixaram de entrar e um perdeu a maré para deixar o Porto”, informou o presidente da Praticagem, Paulo Barbosa.

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Quarta-feira, 29  de Janeiro de 2014 - 16h38

Obras

Começa dragagem emergencial no canal do Porto de Santos

Da Redação

A dragagem emergencial no Trecho 1 do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos foi iniciada no último sábado. A obra é necessária pois a região, localizada entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca, está assoreada (mais rasa), o que forçou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, a reduzir o calado máximo dos navios que operam no Porto de Santos.

Agora, somente embarcações com até 12,3 metros de fundura – ou até 13,3 metros com a maré alta – podem entrar no cais santista. Os serviços são executados pela Van Oord Operações Marítimas.

O calado é a distância entre a superfície do mar (ou rio) e a parte mais inferior de um casco na água, ou seja, é a metragem vertical da parte da embarcação que fica submersa. Quanto mais carregado (pesado) um cargueiro, mais ele afunda e, portanto, maior é o seu calado. Ao limitar essa dimensão, a Docas acaba reduzindo a quantidade de cargas que podem ser embarcadas em um navio e, consequentemente, diminui a competitividade do cais santista.

O assoreamento (a deposição de areia no leito de um mar ou rio, tornando-o menos profundo) só foi detectado no Trecho 1. Mas como ele fica na entrada do canal de navegação, ou seja, para acessar qualquer ponto do complexo marítimo, um navio tem de passar por essa área, a alteração no limite do calado dessa região afeta todos os navios com destino a Santos.

A redução do calado máximo permitido para os navios no Porto foi determinada pela Codesp na última quarta-feira. Até então, o limite era de 13,2 metros. Mas os sinais de assoreamento já eram conhecidos desde o final do ano passado, quando a Praticagem informou à Docas e à Marinha dificuldades no controle das embarcações, principalmente nas curvas no Trecho 1.

A draga Lelystad, da Van Oord Operações Marítimas, trabalha entre as boias 2 e 6 do canal de navegação, na região da barra

Para eliminar os pontos de assoreamento, a Codesp optou por fazer um aditivo no contrato firmado com a Van Oord. A empresa já é responsável pela dragagem de aprofundamento do acesso aos berços (área entre a calha central do canal e os pontos de atracação) da Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa, e dos novos berços da Ilha Barnab&eacut

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