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Porto enfrenta Semana do Canal Vermelho. Agentes temem perdas

Protesto de auditores prevê retenção de cargas de importação em terminais e maior rigor nos itens de exportação

Há quatro meses realizando protestos, os auditores reclamam do não cumprimento de um acordo firmado com o Governo. Eles também são contra as modificações propostas ao projeto de lei que trata da recomposição salarial e, também, da regularização de normas que garantem a independência e a autonomia do trabalho da categoria.

“A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que se iniciou em julho deste ano e se agravou nas últimas semanas, tem impactado significativamente a fluidez do comércio exterior, trazendo prejuízos incalculáveis às milhares de empresas importadoras e exportadoras, que eventualmente perdem embarques ou precisam desembolsar valores maiores pela armazenagem de mercadorias, além de desabastecer o comércio e a indústria de insumos essenciais”, destacou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque. 

Manifestação de auditores-fiscais da Receita pode levar acúmulo de cargas nos terminais do Porto (Foto:Carlos Nogueira)

Agora, a categoria implantou a Semana do Canal Vermelho, que continuará até o dia 16. Nesse período, as cargas de importação ficarão retidas nos terminais e as de exportação terão de passar por todas as vistorias previstas. Isto inclui conferências físicas e documentais das mercadorias que serão embarcadas. 

Na próxima semana, também está prevista uma operação padrão na Alfândega do Porto de Santos. Entre segunda e sexta-feira, serão liberadas somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimentos de bordo. 

A estimativa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) em Santos é que a greve em outubro e novembro tenha causado a retenção de cerca de 16 mil contêineres no Porto de Santos e um atraso na arrecadação estimado em R$ 1,6 bilhão. Com a aprovação da continuidade do protesto, se somarão a estes números um volume de 6 mil contêineres e R$ 600 milhões de atraso na arrecadação. 

Segundo o diretor-executivo do Sindamar, as cargas de importação estão sendo retidas nos terminais por falta de desembaraço. Já as mercadorias de exportação procedentes de outros portos nacionais e em trânsito por Santos necessitam da conclusão do trânsito, e por falta dessa providencia, perdem várias conexões de navios destinados ao exterior, com custos de armazenagem desnecessários.

“Também sofre-se com a imprevisibilidade das operações, gerando insegurança jurídica e contratual, podendo, inclusive, levar ao deslocamento de operações de algumas empresas para outros portos ou mesmo para outros países. Isso faz com que percamos a competitividade perante os novos players, o que nos traz sérios impactos ao comércio exterior e a balança comercial”, afirmou Roque. 

Espaço físico nos terminais

Diante dessa situação, o diretor do Sindamar já teme que a Semana do Canal Vermelho se estenda por mais tempo. Se isso acontecer, os terminais podem não ter mais capacidade física para armazenamento das mercadorias. 

“Nunca nos defrontamos com uma situação tão crítica como a atual, onde o silêncio do Governo impera em detrimento do crescimento do País”, disse Roque. “As cargas de importação estão sendo retidas nos terminais, por falta de desembaraço, da mesma forma a carga de exportação, em trânsito por Santos, procedente de outros portos nacionais, que necessita de conclusão do trânsito. E, por falta dessa providência, várias conexões de navios destinados ao exterior são perdidas, com custos de armazenagem desnecessários".

 

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Ministro considera os EUA “parceiro central no novo ciclo de desenvolvimento do Brasil”

Ministro considera os EUA “parceiro central no novo ciclo de desenvolvimento do Brasil”

Brasília – O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, apontou os Estados Unidos como parceiro central para as relações comerciais brasileiras no momento em que inaugura um novo ciclo de desenvolvimento. “É orientação do governo federal que o Brasil se lance à negociação de novos acordos”, disse.

O ministro reconheceu, em discurso de abertura da 34ª Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU), que comemora 40 anos, na manhã de hoje, que o país passa por um processo duro de reformas e ajustes. Mas destacou que para a retomada do crescimento econômico, é preciso “olhar para fora”.

O ministro defendeu também que a relação entre Brasil e Estados Unidos possui dimensão estratégica e está acima “da transitoriedade dos governos”. O evento segue durante todo o dia e prevê a realização de painéis para discutir a parceria entre os dois países, a partir das conquistas e também as perspectivas para o futuro das relações.

O Conselho é o maior e mais antigo mecanismo empresarial de diálogo entre Brasil e Estados Unidos. “As conquistas conjuntas (Brasil-EUA) nestas quatro décadas funcionam como garantias de que, independentemente dos governantes que ocupem as lideranças de nossos países, a cooperação continuará direcionada a um vetor comum de desenvolvimento”, garantiu Marcos Pereira.

O ministro recebeu das mãos do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson de Andrade, uma extensa proposta para a realização de um Acordo de Livre-Comércio entre Brasil e Estados Unidos. A U.S. Chamber, entidade empresarial americana, entregará o estudo ao novo governo americano, em janeiro.

O setor privado defende a eliminação de tarifas, negociação de barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias, além da efetivação de parcerias em setores como aviação, biocombustíveis, defesa e segurança, entre outros.

O vice-presidente sênior de Estratégia Internacional e Operações da US Chamber of Commerce, Robert Schroder, declarou, durante o evento, que apesar do momento de incerteza política, comum aos dois países, está confiante no avanço das relações, e avalia que a gestão Donald Trump poderá abrir uma janela de novas oportunidades em 2017.

No Brasil, as medidas para melhorar o ambiente de negócios e proporcionar segurança jurídica e previsibilidade aos parceiros está em curso. Foi o que garantiu o ministro Marcos Pereira. Entre outras iniciativas, ele lembrou o primeiro ano do programa piloto de PPH (compartilhamento de análises de patentes entre o INPI e o Escritório de Patentes dos EUA), previsto para durar até 2018.

As políticas para reduzir o “custo Brasil” incluem o Portal Único de Comércio Exterior, a determinação do governo de aprovar a PEC do Teto dos Gastos e o novo estatuto das estatais. Dentro do sistema MDIC, está em fase final estudo que apontará mais de 60 medidas para desburocratizar as relações entre governo e setor produtivo.

(*) Com informações do MDIC

 

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Entrada de dólares no país supera saída em US$ 3,811 bilhões no mês de novembro, segundo BC

Entrada de dólares no país supera saída em US$ 3,811 bilhões no mês de novembro, segundo BC

Brasília – As entradas de dólares no país em novembro superaram as saídas pelo segundo mês consecutivo, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (7), em Brasília. Em novembro, o saldo positivo ficou em US$ 3,811 bilhões e, em outubro, em US$ 8,784 bilhões.

 Em novembro, o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) foi o maior responsável pelo saldo positivo, com entrada líquida de US$ 3,766 bilhões.

O segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou apenas US$ 45 milhões de resultado positivo.

Efeitos da Lei da Repatriação

Em outubro, o fluxo financeiro teve maior entrada de recursos (US$ 6,128 bilhões) por influência do programa de regularização de ativos, conhecido como Lei da Repatriação. Para regularizar os bens no exterior, foi necessário pagar multa e imposto no Brasil.

De janeiro a 2 de dezembro, o saldo é negativo: US$ 1,691 bilhão. Nesse período, o fluxo comercial ficou positivo em US$ 40,632 bilhões e o financeiro, negativo em US$ 42,323 bilhões.

(*) Com informações da Agência Brasil

 

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Norma da Cetesb exige licença ambiental de terminais do Porto

Instalações do complexo marítimo santista terão de obter uma autorização da Cetesb para operar

07/12/2016 - 15:17 - Atualizado em 07/12/2016 - 15:25

Uma nova norma da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) – a Decisão de Diretoria nº 210/2016/I/C, do último dia 28 de setembro – ampliou a obrigatoriedade de licenciamento ambiental para todos os terminais portuários, incluindo os que operam granéis sólidos e contêineres. 

Os impactos desse texto foram debatidos ontem em uma reunião entre o coordenador das agências ambientais da Baixada Santista da Cetesb, Ronald Pereira Magalhães, e representantes de todos os terminais de granéis sólidos do Porto de Santos. O encontro ocorreu no centro de treinamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)

A norma estabelece os procedimentos para o licenciamento ambiental das instalações portuárias no Estado, que será analisado pela Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental da Cetesb. Os terminais que operam produtos perigosos e os que movimentam anualmente mais de 450 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou 15 milhões de toneladas serão licenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

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MRS registra seu maior trem com contêineres

composição partiu do Terminal de Contêineres de Santos com destino a São José dos Campos

07/12/2016 - 15:27 - Atualizado em 07/12/2016 - 15:33

A concessionária ferroviária MRS bateu um novo recorde em contêineres transportados por trens. Uma composição da empresa com 100 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) partiu do Terminal de Contêineres (Tecon) de Santos com destino a São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no dia 9 do mês passado.

O total carregado superou em 10 TEU a marca anterior. 

crescimento desse tipo de transporte tem sido da ordem de 30% ao ano, diz concessionária (

(Foto: Divulgação)

“Foi uma operação muito significativa e que abre muitas portas de desenvolvimento, tendo em vista que esta é uma rota com enorme potencial, que atende a uma região repleta de fábricas e centros de distribuição”, afirmou Carlos Coletti, analista da Gerência de Pós-Venda de Industrializados da MRS. “A questão não é só o avanço operacional. Além da otimização, trens maiores também têm custos mais diluídos e, consequentemente, são mais eficientes do ponto de vista econômico. Isso é valor sendo gerado para a MRS e para os clientes”, completou.

Segundo a concessionária, após criar serviços especializados em contêineres com horários fixos, o crescimento desse tipo de transporte tem sido da ordem de 30% ao ano, nos últimos dois períodos fechados.

 

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Dubai Exports promove evento em SP para apresentar oportunidades de negócios nos Emirados

Dubai Exports promove evento em SP para apresentar oportunidades de negócios nos Emirados

São Paulo – Em comemoração ao 45º Dia Nacional dos Emirados Árabes Unidos, celebrado na última sexta-feira (02), o escritório brasileiro da Dubai Exports, agência de fomento às exportações de Dubai, organizará o evento “Oportunidades Comerciais na Importação de Produtos e Serviços de Dubai”, na próxima quinta-feira (08), em São Paulo.

O evento conta com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e da São Paulo Chamber of Commerce, órgão da Associação Comercial, e apresentará oportunidades de comércio de produtos e serviços entre o Brasil e os Emirados.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou o equivalente a US$ 1,7 bilhão para o país árabe de janeiro a outubro, enquanto as importações somaram US$ 309,1 milhões.

Segundo a Dubai Exports, o foco é a importação e serão expostos itens dos segmentos de cosméticos, alimentos, móveis, médico, aço-inox e serviços como um todo. A agência vai mostrar aos interessados também os benefícios na reexportação de mercadorias pelo emirado.

A inscrição é gratuita (contatos abaixo). São esperados de 30 a 40 empresários, com ênfase em distribuidores, importadores e traders, no auditório da Câmara Árabe.

Serviço

Oportunidades Comerciais na Importação de Produtos e Serviços de Dubai
Dia 08 de dezembro, das 10h às 11h30
Local: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
Avenida Paulista, 326, 11º andar – São Paulo-SP
RSVP: bbassi@aviareps.com
Tel.: + 55 (11) 4063-6066

(*)  Com informações da ANBA

 

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Evento em Curitiba discute o futuro do comércio exterior para as empresas brasileiras

Evento em Curitiba discute o futuro do comércio exterior para as empresas brasileiras

Curitiba – A eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos está gerando expectativa em uma das áreas mais estratégicas da economia brasileira: o comércio exterior. Caso seja levado adiante, o discurso protecionista que o republicano usou durante a campanha pode atingir de forma determinante as importações e exportações no país.

De acordo com o consultor empresarial e diretor da ROIT consultoria, Lucas Ribeiro, o receio é que o conservadorismo de Trump represente uma restrição maior do mercado americano em relação às exportações. Para discutir os efeitos da eleição de Trump e outras variáveis que devem atingir o mercado de comércio exterior nos próximos anos, a ROIT realiza, nesta terça-feira (6), o “1º Encontro Paranaense de Empresários de Importação e Exportação”, no Hotel Ramada Plaza Curitiba Rayon.

O evento reunirá representantes do setor para discutir questões que impactam ou passarão a impactar esses empresários na esfera aduaneira, jurídica, tributária, contábil, fiscal e também internacional. Serão cinco palestras, que vão abordar desde o modelo de tributação brasileira na importação e os melhores caminhos legais para redução de tributos, até informações e dicas práticas sobre despacho, direito aduaneiro e fiscalização.

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O diretor da ROIT explica que o objetivo é discutir pontos críticos na questão aduaneira e tributária, especialmente quando o país passa por um momento de crise e o cenário internacional caminha para o protecionismo. “Além da eleição de Trump, essa tendência mundial ao conservadorismo se mostrou também na saída do Reino Unido da União Europeia. Durante o evento, vamos abordar, de maneira prática, quais os caminhos para superar as barreiras encontradas para importar, e mostrar onde estão as oportunidades para exportar. Dessa forma, ajudaremos os empresários a terem novas ideias e perspectivas de mercado, gerando menor risco e maior ganho nos negócios”.

O Brasil vem aumentando anualmente a sua participação no comércio exterior, mas apesar de sua importância econômica, o volume de negócios internacionais do país corresponde a somente 1,1% das exportações mundiais de mercadorias (23ª posição no ranking mundial), e 0,6% das exportações de serviços (35ª posição no ranking mundial), de acordo com a Organização Mundial do Comércio. A baixa representatividade, segundo Ribeiro, decorre justamente da burocracia brasileira e dos custos elevados dos tributos, assuntos que serão debatidos e esclarecidos durante o evento.

O “1º Encontro Paranaense de Empresários de Importação e Exportação” é organizado pela ROIT – Consultoria e Contabilidade e as inscrições podem ser feitas pelo site: http://www.roit.com.br/evento/encontro-empresarios-de-importacao-e-exportacao

1º Encontro Paranaense de Empresários de Importação e Exportação

Data: 06/12

Local: Hotel Ramada Plaza Curitiba Rayon

Horário: Das 8h30 às 18h

Programação:

8:30 às 9:00: Credenciamento

09:00 às 10:00: Palestra: A terrível tributação brasileira na Importação e os melhores caminhos legais de redução

10:00 às 11:00: Talk Show: Fiscalização e Mercosul – os riscos e as oportunidades para a Importação e para Exportação

11:00 às 11:15: Coffee break e Networking

11:15 às 12:30: Palestra: Despacho aduaneiro e dicas importantes para economizar tempo e dinheiro

14:00 às 15:00: Palestra: O Direito Aduaneiro e os principais pontos de atenção dos empresários de Importação e Exportação

15:00 às 16:00: Palestra: A contabilidade e as principais dores para empresas Importadoras e Exportadoras

16:00 às 16:30: Coffee break e Networking

16:30 às 17:30: Palestra: As principais modalidades de Seguro, riscos e oportunidades

17:30 às 18:00: Sorteios e Encerramento

(*) Com informações da ROIT Consultoria

 

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Alfândega localiza 225 quilos de cocaína em navio no Porto de Santos

Droga foi encontrada escondida dentro de um contêiner; ninguém foi preso

Droga foi localizada a bordo do navio Cap San Lorenzo, atracado em Santos (Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna)


Mais 225 quilos de cocaína foram localizados a bordo de um navio atracado no Porto de Santos, nesta segunda-feira (5). O entorpecente estava escondido em um contêiner, que tinha como destino o Porto de Roterdã, na Holanda.

Uma equipe da Alfândega da Receita Federal encontrou o carregamento clandestino utilizando técnicas de análise de risco a bordo do navio Cap San Lorenzo. A embarcação está atracada um terminal da Margem Esquerda (Guarujá). 

A cocaína estava dividida em 200 tabletes, armazenados em oito bolsas de cor escura. A droga foi deixada entre uma carga de doces que está de passagem pelo cais santista e é procedente da Argentina. 

Cocaína foi escondida em uma carga de chocolate procedente da Argentina (Foto: Divulgação/Receita Federal)


O Fisco suspeita que os narcotraficantes utilizaram a técnica criminosa conhecida por “rip-off loading”. Isto é, quando a droga é inserida em uma carga legal, sem, a princípio, o conhecimento do proprietário.

As autoridades ainda não sabem se a cocaína foi içada a bordo em Santos e, depois, escondida no contêiner. Na última semana, 233 quilos da droga foram apreendidos após serem embarcados no Cap San Artemissio.

Toda o entorpecente apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, no Centro de Santos. Não há presos e uma investigação deverá determinar envolvidos nesta ocorrência. 

Acumulado 

Segundo dados do Fisco, 9,7 toneladas de cocaína já foram apreendidas no Porto de Santos este ano. O número é recorde e representa mais de sete vezes o total da mesma droga encontrada em 2015. 

Droga localizada foi entregue à Polícia Federal, que vai investigar o caso (Foto: Divulgação/Receita Federal)

 

 

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Praticagem tem 84,9% de aprovação no Porto

Pesquisa foi feita em maio e junho com navios, Capitania, Codesp e operadores portuários

Prático  se prepara para embarcar em navio na barra

(Foto: Carlos Nogueira)

Com o objetivo de manter certificações de qualidade, a Praticagem de São Paulo realizou uma pesquisa entre clientes, autoridades e usuários do Porto de Santos. Como resultado, a entidade aferiu que os itens confiabilidade e pontualidade são os que receberam as melhores avaliações por parte dos clientes.

A pesquisa foi feita entre os meses de maio e junho, em 200 navios. Ao subir a bordo das embarcações para as manobras de entrada ou saída do cais santista, os práticos apresentavam um questionário aos comandantes dos cargueiros. 

O material foi enviado ainda a autoridades, como a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Agentes marítimos e operadores portuários também foram consultados, assim como entidades de ensino. 

A Praticagem de São Paulo atende plenamente à necessidade de 84,9% dos entrevistados. Outros 13,9% têm suas necessidades atendidas, enquanto 1,2% estão parcialmente satisfeitos. 

 

Com relação à qualidade do atendimento da entidade, 74,3% dos entrevistados declararam estar plenamente satisfeitos, enquanto 20,5% têm suas necessidades atendidas por completo e 5,1%, parcialmente. 

Quando à eficácia do atendimento é avaliada, 76,3% dos entrevistados estão plenamente satisfeitos com o serviço. A presteza, agilidade e eficiência nas consultas dos práticos atendem às necessidades de 18,4% dos usuários, enquanto outros 5,2% garantem ter suas necessidades parcialmente satisfeitas.

O presidente da Praticagem de São Paulo, Claudio Paulino Rodrigues, destaca dois índices da pesquisa, o de confiabilidade e eficiência do serviço, em que 100% dos usuários estão satisfeitos. Agora, segundo ele, a entidade pretende manter os bons índices, com investimentos constantes em tecnologia, aperfeiçoamento e qualificação dos profissionais.

“Pertencer a uma instituição em que os nossos clientes, tomadores de serviços, dizem que nós somos 100% confiáveis é motivo de orgulho e de honra, é um ponto que a gente preza muito”.

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Importação em queda e alta na exportação podem gerar superávit histórico da conta petróleo

Importação em queda e alta na exportação podem gerar superávit histórico da conta petróleo

Brasília – A conta-petróleo, que registra as exportações e importações brasileiras de petróleo e derivados, está superavitária em US$ 416 milhões no período de janeiro a novembro. O resultado reforça a possibilidade de ocorrer, em 2016, o primeiro superávit anual da conta na história. As informações foram divulgadas nessa quinta-feira (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No mês de novembro, houve saldo positivo de US$ 531 milhões. É o quarto superávit mensal consecutivo, além de outros dois em meses isolados. Além disso, o saldo positivo no acumulado do ano é inédito se descartado um superávit em janeiro, em que o resultado mensal equivale ao acumulado. Segundo o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, a queda nos preços internacionais do petróleo, a alta nas exportações e a crise doméstica explicam o movimento.

“Há queda significativa na cotação do petróleo. O Brasil é um importador líquido [importa mais do que exporta], o que faz com que isso impacte ainda mais as importações [que registraram queda de 52,8% em novembro e de 42,4% de janeiro a novembro, na comparação com 2015]. É importante destacar ainda o aumento nas exportações brasileiras e a queda na demanda interna”, afirmou.

Segundo dados do ministério, as exportações de petróleo e derivados aumentaram 53% em novembro em relação ao mesmo mês de 2015. De janeiro a novembro, houve queda de 19% na comparação com igual período do ano passado. O cálculo é feito pela média diária (valor negociado por dia útil).

Balança comercial

O secretário falou sobre a conta-petróleo em entrevista para comentar os resultados da balança comercial em novembro. A diferença entre as exportações e as importações brasileiras ficou positiva em US$ 4,758 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, há superávit de US$ 43,282 bilhões. Os dois resultados são os maiores para os períodos desde o início da série histórica, em 1989.

“Isso reforça a previsão do governo de superávit entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em 2016. Não somente pelo resultado de novembro, mas porque o mês de dezembro costuma ser tradicionalmente superavitário”, declarou Abrão Neto. O superávit em 2016 pode superar o recorde histórico registrado em 2006, quando a balança encerrou o ano positiva em US$ 46,5 bilhões.

Contribuíram para o saldo positivo de novembro as exportações de manufaturados (alta de 41,8% ante 2015), principalmente automóveis de passageiros, açúcar refinado e plataformas de petróleo, e também, as de semimanufaturados (alta de 21,3%), com destaque para ferro e aço e açúcar bruto. Os ganhos com as vendas externas de produtos básicos caíram 5,5% na comparação com novembro de 2015.

No acumulado do ano, as vendas de semimanufaturados cresceram 5% e as de manufaturados, 2,1%. As exportações de básicos, por sua vez, registram queda de 9,6% no período. Isso puxou as exportações em geral para baixo. Há queda de 3,3% de janeiro a novembro de 2016 em relação a igual período do ano passado.

“São determinantes a demanda mundial e a demanda brasileira. Em ambos os casos, temos demandas desaquecidas. A economia brasileira está no caminho para a retomada do crescimento, mas, neste ano, tem desempenho ainda pouco satisfatório. É importante destacar também os preços. Há aumento da quantidade [exportada], mas, devido aos preços, temos tido uma taxa moderada de queda nas exportações”, disse o secretário de Comércio Exterior.

Fonte: Agência Brasil

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Serra confirma suspensão da Venezuela do Mercosul por deixar de cumprir “certos requisitos”

Serra confirma suspensão da Venezuela do Mercosul por deixar de cumprir “certos requisitos”

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, José Serra, confirmou hoje (2) a suspensão da Venezuela do Mercosul. Ele disse que o país tinha sido advertido quanto a essa possibilidade. “Já tinha sido anunciado [que a Venezuela seria suspensa do bloco econômico] se não cumprisse certos requisitos, e foi”, ressaltou o ministro, que evitou comentar ou dar detalhes sobre o assunto.

A decisão sobre a Venezuela está relacionada ao vencimento do último prazo acordado em setembro para que Caracas cumprisse suas obrigações de adesão ao Mercosul.

Os chanceleres dos países fundadores bloco – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – elaboraram um comunicado no qual explicam que a Venezuela não cumpriu seus acordos. As informações são da Rádio França Internacional.

Decisão já era esperada

A marginalização da Venezuela se desenhava desde que os demais sócios bloquearam, em julho passado, o acesso do país à presidência semestral do Mercosul. Em setembro, os quatro países fundadores decidiram ocupar o posto de forma colegiada e intimaram o governo do presidente Nicolás Maduro a adotar até 1º de dezembro todos os compromissos de adesão. Entre eles, a livre circulação de mercadorias entre os países do Mercosul e a cláusula democrática.

Na última terça-feira (29), a Venezuela se declarou disposta a aderir a um dos acordos comerciais pendentes – aquele relacionado às tarifas comuns e à livre circulação de bens. “Finalizadas as revisões técnicas, a Venezuela se encontra em condições de aderir ao Acordo de Complementação Econômica”, afirmou a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, em uma carta dirigida aos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Acidente na Colômbia

Serra disse ainda que o Brasil está acompanhando as investigações do acidente aéreo que matou delegação da Chapecoense e jornalistas que viajavam a Medellín para a final da Copa Sul-Americana. “É muito importante para evitar que no futuro tragédias como essa se repitam”, ressaltou.

De acordo com o ministro, o governo brasileiro está fazendo todos os esforços necessários para prestar atendimento aos quatro brasileiros sobreviventes do desastre. “Mandamos para lá de tudo, inclusive Força Aérea. Mas a verdade é que os colombianos estão preparadíssimos para isso. A gente fez mais foi acompanhar, providenciar todas as condições de transporte e acompanhamento daqueles que ficaram hospitalizados”, acrescentou.

Para o chanceler, a solidariedade do povo colombiano, que inclusive homenageou as vítimas em uma cerimônia no estádio do Atlético Nacional, em Medellín, na noite em que o time deveria enfrentar a Chapecoense, aproximou os dois países. “Realmente nos aproximamos muito da Colômbia. Já éramos países amigos, mas agora vamos ser muito mais. Foram muito humanos, muito generosos”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

  

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Primeira etapa do Portolog entra em atividade nessa quinta-feira (01)

Terminais terão de agendar a chegada de caminhões com grãos ao Porto

Portolog permitirá acompanhamento de cargas

(Foto:Carlos Nogueira)

Entra em vigor hoje a primeira etapa do projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog), do Governo Federal, na região. Agora, o agendamento de caminhões carregados com granéis sólidos de origem vegetal e com destino ao cais santista deve ser feito pelos próprios terminais do Porto de Santos, em um sistema desenvolvido pela União. 

Quando estiver totalmente implantado, o Portolog permitirá o acompanhamento das cargas das zonas produtoras até os terminais marítimos. Ele está sendo instalado em etapas. Além de áreas públicas do Porto, terminais e pátios, o programa cobre os corredores rodoviários do País. Para tanto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) participam da iniciativa.

Até ontem, os terminais encaminhavam à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, as planilhas com as previsões de recebimento de caminhões em janelas pré-definidas. A Codesp era responsável pelo controle e pela fiscalização do cumprimento dos prazos. 

Agora, todos os terminais terão acesso ao sistema desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), sob a orientação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Na última terça-feira, um representante da pasta participou do Comitê de Logística do Porto de Santos para tirar dúvidas dos usuários do setor portuário. 

A fiscalização desse procedimento não será alterada. Caberá à Docas conferir se o agendamento dos caminhões está sendo cumprido. O trabalho é feito com o auxílio de câmeras instaladas ao longo dos acessos ao Porto, além dos sites de acompanhamento de informações em tempo real, como o da Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).

De hora em hora, a situação dos pátios reguladores é avaliada, assim como a quantidade de caminhões que deixam essas instalações e seguem em direção aos terminais portuários. Em caso de descumprimento do agendamento, a informação é repassada para a Antaq, que é a responsável pela autuação da empresa infratora.

Por enquanto, esta fase do Portolog será implantada apenas para terminais de granéis sólidos. No próximo ano, está prevista a expansão do projeto para instalações de granéis líquidos e as especializadas em contêineres. 

Também há a previsão da Codesp de, ainda neste mês, abrir uma licitação para a elaboração do projeto-executivo de mais uma etapa do Portolog. Trata-se da fase que engloba a implantação de gates (portões) para o acesso automatizado de caminhões às duas margens do Porto de Santos. A ideia é que o acesso ao complexo, em Santos e Guarujá, seja totalmente automatizado, como acontece em portos internacionais.

Licitações

Há dois anos, a Codesp tenta contratar uma empresa para implantar as antenas de radiofrequência do projeto Portolog na região. Mas, nas quatro tentativas, a licitação foi cancelada por questões administrativas. O plano era  que a firma escolhida tivesse de  elaborar o projeto do sistema e os softwares necessários.  As antenas terão sensores que vão ler as placas dos veículos de carga e as etiquetas  eletrônicas (tags) a serem instaladas neles. 

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EM REUNIÃO NO MDIC, EXECUTIVOS DO WALMART DETALHAM INVESTIMENTO DE R$ 1 BILHÃO NO BRASIL

publicado em 30 de novembro de 2016

Secretário Marcelo Maia recebeu Dan Bryant, vice-presidente da Divisão Internacional do Walmart

O secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, recebeu nesta terça-feira executivos do Walmart, que detalharam o investimento de R$ 1 bilhão para reformular lojas no Brasil.

“Estes investimentos confirmam a importância do Brasil nas estratégias da Walmart e demonstram a confiança da empresa na retomada do crescimento econômico”, afirmou Maia.

Participaram do encontro J. Welby Leaman, diretor de Assuntos Corporativos para a América Latina; Dan Bryant, vice-presidente da Divisão Internacional do Walmart; e Carlos Ely, diretor de Assuntos Corporativos do Walmart no Brasil.

 

Durante o encontro, os executivos explicaram que além da reformulação das lojas, a estratégia de investimento vem associada às mudanças das marcas BIG e Hiper Bompreço para Walmart. Segundo eles, a migração será gradativa e ocorrerá à medida que as demais lojas passem por ampla reforma para o novo conceito ao longo dos próximos três anos.

Walmart no Brasil

Presente no país desde 1995, o Walmart Brasil opera hoje com 485 unidades e cerca de 70 mil funcionários em 18 estados, além do Distrito Federal. São 9 bandeiras entre hipermercados (Walmart, Hiper Bompreço e BIG), supermercados (Bompreço, Nacional e Mercadorama), atacado (Maxxi), clube de compras (Sam’s) e lojas de vizinhança (TodoDia). Em 2015, o faturamento da empresa no Brasil foi de R$ 29,3 bilhões.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

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SINDASP TEM MANDADO DE SEGURANÇA PARA LIBERAR CARGAS EM PROCESSOS RETARDADOS PELA RECEITA FEDERAL

publicado em 30 de novembro de 2016

O SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – divulgou a todos os seus Associados que foi deferida liminar no Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo Sindicato contra a Receita Federal, notadamente, em relação à demora na análise e liberação de mercadorias atinentes aos processos registrados e em trâmite por todos os pontos alfandegados no Estado de São Paulo.

A entidade disponibilizou nos escritórios de apoio dos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos modelo de “Atestado de Associado do SINDASP”, a fim de permitir que os associados do sindicato possam retirar o documento que venha identificá-lo como beneficiário da liminar ora concedida.

 

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TOYOTA ANUNCIA A TEMER E MARCOS PEREIRA INVESTIMENTO DE R$ 600 MILHÕES NO BRASIL

publicado em 29 de novembro de 2016

Investimento na planta de Porto Feliz (SP) vai gerar 200 empregos diretos.

Após visita à fábrica da Toyota em São Bernardo do Campo, na manhã de ontem (28), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, esteve reunido hoje com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, ocasião em que o CEO da montadora japonesa na América Latina, Steve St. Angelo, anunciou investimentos de R$ 600 milhões na planta de Porto Feliz (SP).

O investimento vai gerar 200 empregos diretos, afirma St. Angelo. O diretor de Comunicação e Assuntos Governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, disse que o objetivo é nacionalizar o motor do modelo Corolla. “Serão motores usados para os Corollas vendidos para o Brasil e para América Latina”.

 

Marcos Pereira comemorou a iniciativa da empresa em um momento crucial para o Brasil. Ontem, durante a visita em São Bernardo, ele observou os resultados concretos do programa InovarAuto, do governo federal, especialmente nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“É interessante notar que não houve demissões na Toyota, ao contrário, vemos hoje o anúncio de mais investimentos e geração de novos empregos no país”, declarou o ministro. De acordo com Angelo, o valor será investido até 2019.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

 

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INDECISÃO DO GOVERNO MANTÉM FRETE MARÍTIMO 47,1% MAIS CARO PARA O CHILE

publicado em 29 de novembro de 2016

Estudo da FGV com 3 mil produtos mostra que acordo de transporte é prejudicial para o setor privado brasileiro. Câmara de Comércio Exterior decidiu pela denúncia, mas o ato ainda não saiu do papel

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) espera que a decisão unânime da Câmara de Comércio Exterior (Camex) em acabar com o acordo marítimo com o Chile se mantenha na reunião da Camex desta quarta-feira (30). Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a denúncia do acordo é urgente e necessária para reduzir o preço do frete marítimo e permitir a competição na rota Brasil-Chile-Brasil.

O convênio marítimo bilateral é perverso para a competição, mantém apenas oito navios para atender 5 mil empresas e deu poder de monopólio para os transportadores no Brasil e no Chile.

Estudo inédito do Centro do Comércio Global e Investimento da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que o frete marítimo entre o Brasil e o Chile é, em média, 47,1% mais caro do que deveria por causa do acordo. Do Chile para o Brasil, a ausência do livre comércio criou um frete 37% maior.

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Presidente da Fiesp considera “muito modestos” números do comércio exterior brasileiro

Presidente da Fiesp considera “muito modestos” números do comércio exterior brasileiro

São Paulo – Está aberta a temporada de boas oportunidades. Com o objetivo de discutir oportunidades de cooperação empresarial e cultural entre os dois países, foi realizado, na manhã desta terça-feira (29), na sede da Fiesp, em São Paulo, o  Seminário Brasil – Líbano. Participaram do evento o presidente da Federação, Paulo Skaf, o vice-presidente Elias Haddad, o embaixador do Brasil no Líbano, Jorge Kadri, o presidente da Autoridade de Desenvolvimento e Investimento do Líbano, Nabil Itani e o presidente do Conselho Empresarial Líbano Brasileiro, Rabieh Frem, entre outras personalidades.

“Recebemos muitas missões internacionais, mas ter aqui uma representação do Líbano é diferente”, disse Skaf. “Meu pai era libanês e a minha mãe era filha de libaneses, herdei deles os meus costumes, muito respeito e amor pela família”.

Para o presidente da Fiesp, as relações entre o Brasil e o Líbano são amplas e envolvem até oportunidades nos Emirados Árabes e em outros países da região. “Estamos à inteira disposição, de portas abertas para vocês”, afirmou. “Os números do nosso comércio exterior são muito modestos, há bastante espaço para crescimento”, disse. “Apoiamos essa representação do sangue libanês, dessa competência que eu admiro e respeito”.

Skaf lembrou ainda que há oportunidades de investimento em todas as áreas no país, como concessões de serviços públicos e de infraestrutura. “Há uma grande oportunidade, nesse momento, para investir no Brasil”, destacou. “A nação brasileira é muito maior do que qualquer crise”.

Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já Haddad reforçou o seu desejo de que a reunião desta terça-feira (29/11) seja “a primeira de muitas outras para fortalecer ainda mais as nossas relações”. “Desde o século 19 o fluxo de imigrantes libaneses para cá é muito forte”, disse. “A comunidade libanesa levou para o interior a figura do mascate, mudou o comércio”.

A estimativa é de que vivam hoje, no Brasil, 8 milhões de imigrantes libaneses e seus descendentes, para 4,4 milhões de habitantes no Líbano.

Nessa linha, o embaixador Kadri lembrou que as relações entre o Brasil e o Líbano “são de família, de emoção, mas não se traduzem em comércio”. “O Conselho Empresarial Brasil – Líbano foi criado justamente com o objetivo de fomentar esse comércio”, explicou. “Esperamos que os empresários brasileiros possam visitar o Líbano em 2017”. Segundo ele, o fechamento de um acordo entre os países do Mercosul e o país árabe pode estimular ainda mais esse processo.

Ex-embaixador do Brasil no Líbano e conselheiro do Coscex, Affonso Massot destacou o fato de que Beirute pode ser uma base importante para a distribuição de produtos brasileiros no Oriente Médio. “Podemos  promover parcerias e propor recomendações que beneficiem os dois países”.

Grato pela “acolhida calorosa” que recebeu na Fiesp, o  presidente do Conselho Empresarial Líbano Brasileiro, Rabieh Frem, também reforçou a possibilidade de o seu país servir de base para as vendas de produtos brasileiros na região. “Somos comerciantes históricos”, disse. “Os libaneses contribuíram muito para o desenvolvimento do mundo árabe”.

Segundo Frem, os bancos libaneses estão abertos para investir no exterior e para apoiar os investimentos brasileiros por lá. “A nossa mão de obra é muito qualificada”.

Oportunidades

Para apresentar as oportunidades de investimento em seu país, o agente de investimentos da Autoridade de Desenvolvimento e Investimento do Líbano, Abbas Ramadan, destacou o bom momento pelo qual passa a economia local.

“Tivemos um PIB de US$ 51,2 bilhões em 2015, com crescimento de 1% do PIB real no período”, disse.

Em termos de investimentos, o país é considerado o 23º no mundo no que se refere à liquidez dos bancos. “No Líbano, são necessários nove dias e cinco procedimentos para iniciar um negócio”, afirmou Ramadan.

ando o assunto envolve educação, foi destacada a qualidade da mão de obra local, sendo o Líbano o 19º do mundo em qualidade geral da educação e o sexto especificamente em Matemática e Ciência.

No quesito impostos, é aplicada uma tarifa de 15% de taxas para as empresas, com redução de 30% sobre a remuneração tributável de empregados estrangeiros em empresas offshore, quando estão trabalhando no Líbano.

“Temos agências de promoção dos investimentos e das exportações”, explicou.

Segundo Ramadan, há oito setores prioritários para os investimentos naquele país: tecnologia, agronegócio, telecomunicações, alimentos, bebidas, indústria, mídia e turismo.

Para investir no Brasil

Diretor adjunto da Divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Ruy Bottesi apresentou aos empresários libaneses e brasileiros algumas das oportunidades de investimento no Brasil. “Podemos promover parcerias de prestação de serviços”, disse. “E estimular uma articulação institucional com as agências reguladoras do governo brasileiro”.

Entre as possibilidades, Bottesi citou o Projeto Crescer, pacote de concessões que envolve, entre outras obras, duas rodovias, três ferrovias e 11 hidrelétricas.

O agronegócio nacional também tem muito a oferecer aos empreendedores do Líbano. Diretor titular do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Mario Sergio Cutait lembrou que nós somos os primeiros do mundo em exportação de suco de laranja, açúcar, café e carne de frango. “Temos 61% da produção mundial de laranja, 21% no caso do açúcar e 36% no que se refere ao café”, disse.

Fonte: Fiesp

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MPF-MS denuncia 32 por fraude em comércio exterior entre Brasil e Bolívia

Esquema funcionava em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), segundo o MPF-MS.
Atuação do grupo foi descoberta na Operação Vulcano, da Polícia Federal.

 

O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF-MS) denunciou 32 pessoas por envolvimento em um suposto esquema de importações e exportações ilegais de produtos entre o Brasil e a Bolívia.

O esquema foi revelado, conforme o MPF, na Operação Vulcano, da Polícia Federal, e funcionava nas cidades de Corumbá (MS) e de Cáceres (MT). São suspeitos de participação e foram denunciados: empresários, despachantes, aduaneiros, operadores financeiros e servidores da Receita Federal.

O prejuízo aos cofres públicos, em tributos sonegados, conforme cálculo do Ministério Público Federal, ultrapassa os R$ 600 milhões. A denúncia, já recebida pela Justiça Federal de Corumbá (MS), teve o sigilo levantado apenas nesta semana.

Os réus responderão criminalmente por descaminho, contrabando, falsidades documentais, corrupção ativa, corrupção passiva, facilitação de descaminho e formação de quadrilha.

De acordo com as investigações, os envolvidos realizavam importações e exportações fraudulentas de produtos têxteis, pneus, cervejas, perfumes, aditivos químicos e diversos tipos de máquinas.

De acordo com o MPF, os suspeitos estavam organizados em três grupos: importadores que prestavam declarações falsas aos órgãos de controle; empresários que, por meio de fraudes, simulavam exportações a países vizinhos, e servidores da Receita Federal, que recebiam propina em troca de facilitar o funcionamento do esquema.

Como funcionava o esquema
O Ministério Público Federal aponta que o primeiro grupo importava grande quantidade de mercadorias sem pagar corretamente os tributos devidos. Para tanto, emitia declarações falsas sobre a origem, valor ou quantidade dos itens, de modo a se beneficiar dos incentivos tributários instituídos em acordos comerciais. No Brasil, por exemplo, produtos têxteis oriundos de países sul-americanos têm tributação reduzida. Cientes disto, os denunciados declaravam que roupas compradas na China seriam de origem boliviana, pagando, assim, menos impostos do que deviam.

Além disso, em alguns casos, declaravam que importavam produtos em quantidades menores do que efetivamente traziam ao Brasil, para diminuir a base de cálculo dos tributos e pagar, também por essa via, menos impostos do que o devido. E para não serem descobertos, os membros deste grupo utilizavam empresas "laranjas", para ocultar os nomes dos reais autores das importações, e ainda pagavam, regularmente, propina a servidores públicos com o intuito de evitar que sofressem fiscalização.

Exportações simuladas
Já o segundo grupo, conforme o MPF, além de também realizar importações fraudulentas de produtos têxteis, simulava exportações de cervejas, com o objetivo de se beneficiar indevidamente de isenção de tributos diversos. Pela legislação brasileira, produtos nacionais destinados ao mercado externo não são tributados em IPI, PIS/COFINS e ICMS - uma forma de incentivar a exportação e contribuir para o superávit da balança comercial brasileira.

Para se beneficiar dessas isenções, o grupo, por meio de fraudes e do pagamento de propina a servidores públicos, declarava que iria destinar bebidas ao mercado externo, mas, na verdade, as desviava para o mercado interno. As mercadorias, na maioria das vezes, sequer saíam do território nacional e eram comercializadas com preços bem abaixo do que a média da concorrência.

Corrupção de servidores públicos
Finalmente, para que todo este esquema de operações aduaneiras fraudulentas funcionasse sem resistência dos órgãos de controle, o MPF detalha a atuação do terceiro grupo de envolvidos, o de servidores corruptos, que exerciam um papel fundamental no esquema.

De acordo com o Ministério Público Federal, auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal solicitavam e recebiam vantagens indevidas para não realizarem a correta fiscalização de determinadas cargas. Eles recebiam propina tanto para não coibir ilícitos, quanto para agilizar desembaraços de operações regulares, evitando, assim, que empresários arcassem com os custos da demora ordinária do fluxo de bens no comércio internacional.

Segundo o MPF, após anos atuando, este grupo de servidores públicos transformou parte da Inspetoria da Receita Federal de Corumbá em um verdadeiro “balcão de negócios”, oferecendo a um grande número de pessoas físicas e jurídicas providências ilegais de facilitação de descaminho e de agilização de operações aduaneiras as mais diversas.

“O grau de profissionalismo desta prática ilícita era tal que o grupo atuava de maneira orquestrada e coordenada, com servidores que não apenas repartiam entre si a propina que cada um recebia, como também dividiam tarefas: um deles ficando responsável por receber os valores ilícitos, outro ficando responsável por avocar processos aduaneiros, outro, ainda, ficando responsável por facilitar a passagem de determinado veículo com mercadorias descaminhadas”, esclarece o Ministério Público Federal.

Segundo as investigações, o grupo cobrava, em média, de U$ 2 mil a U$ 7 mil por cada carga que liberava indevidamente.

 

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A atuação do trabalhador portuário avulso no cais

 

Os TPAs atuam nos navios e nos terminais do Porto

(Foto: Carlos Nogueira)

Atuar na operação de carga e descarga de mercadorias para empresas portuárias, mas sem vínculo empregatício. Essa é a atividade do trabalhador portuário avulso (TPA), que pode ter várias funções. Essas atividades são intermediados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) e acontecem em terminais do complexo portuário.

O TPA que atua a bordo de navios, na operação de embarque e desembarque de mercadorias, é chamado de estivador. Também há o conferente, que registra as movimentações e coordena o carregamento e a descarga; o consertador, que arruma danos em estrados e sacos; os trabalhadores do bloco, que também atuam nas operações de carga; além do vigia, do arrumador e do pessoal de capatazia, que realiza as tarefas no cais e nos pátios dos terminais.

No caso dos estivadores, as cargas são movimentadas por esses profissionais de forma braçal ou com a utilização de guinchos (guindastes), tratores, empilhadeiras ou sistemas automatizados. Eles atuam em escalas com rodízio, divididos em quatro turnos (manhã, tarde, noite e madrugada), elaborados conforme as requisições apresentadas pelos operadores portuários ou tomadores de serviço. 

Já o manuseio da carga no cais fica sob a responsabilidade dos trabalhadores de capatazia. Eles ainda dirigem veículos no transporte interno da carga e operam os aparelhos movimentadores, como empilhadeiras, transtêine-res (pórticos que operam contêineres entre o pátio e o costado), portêineres (aparelhos que movimentam a carga entre o navio e o cais), guindastes sobre rodas e shiploaders (equipamentos que carregam as embarcações).

Os serviços são requisitados pelos operadores, que solicitam ao Ogmo a quantidade de profissionais necessária para atender sua demanda. Os TPAs são selecionados e encaminhados para os terminais. A distribuição dos trabalhos ocorre nos postos de escalação. 

Para se tornar um TPA, é necessário ter uma vaga no Ogmo. Quando há alguma disponível, ela é anunciada pela entidade. Os interessados devem realizar uma prévia habilitação profissional. Uma vez o processo concluído, o trabalhador obterá sua inscrição no órgão.

 

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Porto de Santos terá novo simulado de incêndio nesta terça-feira

Ação será no Corredor de Exportação da Caramuru, na Ponta da Praia, a partir das 9 horas

O Porto de Santos será o cenário de mais um simulado de incêndio na manhã desta terça-feira (29). Desta vez, o exercício vai acontecer no Terminal XXXIX (39 externo), operado pela Caramuru, no Corredor de Exportação, que fica na Ponta da Praia. 

A iniciativa surgiu através do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto de Santos, coordenado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e que reúne terminais, as prefeituras da região, o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais. Ele é acionado para o atendimento conjunto a ocorrências de emergência no complexo marítimo  e em áreas adjacentes que possam causar danos a pessoas, ao patrimônio e meio ambiente.

De acordo com a organização do simulado, por volta das 9 horas, um trabalhador portuário será o responsável pelo início do exercício, relatando um incêndio em uma das esteiras transportadoras de grãos que operam na região. O equipamento fica a uma altura de 40 metros. Em mais de um episódio, esse tipo de esteira, feito de borracha, foi o local onde começaram incêndios que afetaram terminais graneleiros agrícolas na região nos últimos anos. 

Em seguida, o trabalhador, que será interpretado  por um boneco, terá um mal súbito e precisará ser removido pelas equipes de resgate. O exercício também vai simular a evacuação da instalação portuária e ainda de terminais vizinhos.

Além das instalações de grãos, a região da Ponta da Praia conta com terminais especializados na movimentação de contêineres e carga geral – o T-33, T-35 e T-37 do Grupo Libra. Além disso, fica ao lado de um bairro residencial, com grande trânsito de moradores. 

O simulado vai contar com os  equipamentos que serão usados no caso de um novo incêndio durante operações no cais santista. O exercício servirá para preparar e treinar as equipes do Porto para as situações de emergência.

 

Simulado no dia 13 de setembro foi considerado o maior da história do Porto de Santos. Foto: Carlos Nogueira

Há dois meses, um treinamento deste tipo aconteceu no pátio do Terminal de Contêineres (Tecon), na Margem Esquerda do complexo, em Guarujá. No episódio, foi simulado  um vazamento de produto tóxico com princípio de incêndio em contêineres, seguido de explosão. 

Equipes do Corpo de Bombeiros de três cidades da região, da Codesp, de órgãos ambientais e da própria instalação, administrada pela Santos Brasil, participaram do exercício, que também contou com o apoio da embarcação de combate a incêndio Governador Fleury. A ação contou com o envolvimento de 20 órgãos.

 

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Editais de licitação de terminais do Pará saem nessa segunda-feira (28)

Os terminais STM04 e STM05 contam na primeira etapa do programa de parcerias e investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicará, na próxima segunda-feira, os editais de licitação de terminais portuários em Santarém, no Pará, informou o diretor-geral do órgão,  Adalberto Tokarski. 

Os terminais STM04 e STM05 movimentam e armazenam granéis líquidos de combustíveis. E constam da primeira etapa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. 

Segundo Tokarski, a expectativa da Antaq é que o edital do terceiro projeto da leva, o terminal de trigo do Rio de Janeiro, deixe o Tribunal de Contas da União já na próxima semana, o que possibilitaria sua publicação ainda neste ano

Para o diretor-geral, os três leilões acima devem sair entre o primeiro e o segundo trimestres do próximo ano

 

 

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Setor portuário abre vagas para diversos cargos

Esta é a 42ª edição da coluna Porto & Oportunidades

VAGAS PARA ENSINO MÉDIO/TÉCNICO

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Surpevisor de limpeza

Local de Trabalho: São Vicente-SP

Responsabilidades: Responsável pela equipe de limpeza de serviços de um terminal portuário.

Salário: Não divulgado

Benefícios: Assistência odontológica, Vale-alimentação, Vale-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Escolaridade Mínima: Ensino Médio (2º Grau), Habilitação para dirigir (Categoria A, Categoria B), aplicações de Escritório: Microsoft Excel, Microsoft Outlook, Microsoft Word

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infojobs.com.br/

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Operador de guindastes

Local de Trabalho: Cubatão-SP

Responsabilidades: Operar guindastes com cargas de até 300 toneladas, avaliar as cargas a serem movimentadas e seus acessórios de movimentação em linha com as normas de segurança da empresa, e realizar a revisão diária dos equipamentos.

Salário: Não divulgado

Benefícios: Assistência odontológica, Vale-alimentação, Vale-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Experiência como operador de guindaste para montagens industriais, possuir curso de formação para operação de guindaste

Como se candidatar: www.sine.com.br

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Fiscal de Obras

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Atuar com gerenciamento e fiscalização das obras de ampliação de terminal portuário. Aplicar projeto, planejamento e acompanhamento da obra, detalhamento técnico de serviços e fases da execução, descrição das funcionalidades e aplicações práticas de insumos, gestão direta de equipes em campo.

Salário: A Combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos:Experiência como Fiscal de Obras e Ensino técnico completo
Como se candidatar: acessar o site www.catho.com.br

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Operador de empilhadeiras.

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidade: Possuir experiência de 3 anos na função comprovada, possuir curso de operação de paleteira elétrica, certificado de operação de empilhadeira de pequeno porte.

Salário: Não informado

Benefício: Não informado

Requisitos: Possuir experiência de 3 anos na função comprovada, possuir curso de operação de paleteira elétrica, certificado de operação de empilhadeira de pequeno porte.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site http://www.empregosantista.com.br/

 

VAGAS PARA ENSINO SUPERIOR

 

 

  • Empresa: Brasil Terminal Portuário (BTP)

Cargo: Analista de Suporte Junior

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Atender de forma profissional e assertiva usuários internos e externos buscando o melhor funcionamento dos sistemas e serviços de TI do Terminal; Atender todos os chamados ligados aos serviços de TI; desktops; notebooks; telefonia; coletores de dados e sistemas de negócio; Registrar todos os incidentes, mantendo uma base de conhecimento consistente e que seja útil no atendimento de novos chamados.
Salário:
Não divulgado

Benefício: Não divulgado

Requisitos: - Ensino Superior Completo em Tecnologia da Informação e áreas afins; Inglês Intermediário; Bons conhecimentos em Active Directory; Redes Topologias Cabeamento Estruturado – Troubleshooting; Sistema Operacional Windows; Pacote Office Avançado; Montagem e Manutenção de Computadores; Disponibilidade para atuar em turno de 8h (6x2).
Desejável; Certificação ITIL Foundation; Certificação ISFS Foundation.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site www.vagas.com.br

 

 

  • Empresa: Multinacional de grande porte

Cargo: Assistente de logística Sênior

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidade: Emitir e controlar documentos de embarque de exportação;

Confeccionar e enviar draft de B/L aos armadores e agências de navegação;

Controlar pagamentos de custos relativos à embarques;

Gerenciar rotinas concernentes à documentações de embarque;

Preparar e planejar relatórios.

Salário: A Combinar (enviar pretensão salarial)

Benefício: Vale Refeição/ Vale Alimentação/ Plano de Saúde/ Assistência Odontológica.

Requisitos: Profissional com Superior completo em Administração, Logística, Comércio Exterior ou áreas afins, bem como experiência em processos logísticos de exportação;

Conhecimento sobre processo aduaneiro é diferencial; Inglês intermediário com leitura e escrita avançados é mandatório Como se candidatar: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

  • Empresa: Brasil Terminal Portuário (BTP)

Cargo: Coordenação de vendas- Importação

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Desenvolver estudos de sua área de atuação e em conjunto com o Gerente Comercial deverá formular estratégias para novas oportunidades de negócio.

Coordenar as atividades de venda dos serviços de importação: Estruturar os processos internos da área comercial, analisar a liberação de crédito, limites de créditos e os indicadores de inadimplência dos clientes. Garantir o cumprimento de metas pre-estabelecidas para o departamento; Atuar na prevenção e solução de problemas do pós venda, bem como atuar em conjunto com as áreas Fiscal, Contábil, Jurídica e Faturamento de forma a mitigar riscos legais nas negociações com os clientes;. Acompanhar os clientes em visitas ao terminal além de visitar mensalmente os principais clientes do mercado de comércio exterior para entender suas necessidades (Logística Integrada)

Salário: A Combinar (enviar pretensão salarial);

Benefícios: Praxe de mercado + variável.

Requisitos: Profissional com Superior completo em Administração de Empresas / Comércio Exterior e/ou Logística; Experiência total de pelo menos 10 anos em área Comercial e essencialmente de 4 a 5 anos como gestor em área comercial lidando com importação; Vivência no ambiente portuário; Boa capacidade de relacionamento interpessoal e comunicação; Inglês Fluente.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

  • Empresa: Multinacional de grande porte do segmento portuário com aproximadamente 1200 funcionários no Brasil.

Cargo: Analista de sistemas

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidade: Desenvolvimento de soluções BizTalk e customização de componentes em C#; Integrações de Sistemas com Arquivos EDI, WCF e banco de dados SQL Server e Oracle; Análise e Levantamento de requisitos para projetos de BizTalk; Documentação de testes e acompanhamento de homologação; Suporte, Monitoramento, Instalação e Manutenção de Aplicações BizTalk.

Salário: A Combinar (enviar pretensão salarial).

Benefícios: Assistência Médica / Assistência Odontológica / Seguro de Vida / Vale Transporte / Vale Refeição.

Requisitos: Experiência em desenvolvimento e manutenção de software utilizando BizTalk; Superior completo em áreas correlatas; Inglês nível Avançado.

Cadastrar currículo no site: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

  • Empresa: Multinacional de grande porte

Cargo: Auxiliar Administrativo (temporário)

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidade: Atuar no controle de cobranças recebidas referentes a serviços prestados; Verificar, atualizar e conferir planilhas de dados; Realizar contato com provedores na América Latina para esclarecimento de dúvidas referentes ao faturamento do mesmo; Realizar contato com stakeholders que estejam envolvidos nos processos.

Salário: A combinar

Benefício: Vale Refeição.

Requisitos: Superior completo ou cursando em Finanças, Administração, Gestão Portuária ou áreas afins; Espanhol e Excel avançados são mandatórios; Inglês avançado é diferencial.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

  • Empresa: Empresa de grande porte

Cargo: Consultor Comercial

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: responsável pela prospecção e manutenção da carteira de clientes, vendas dos serviços, negociação, mapeamento de mercado, planejamento de visitas e demais atividades compatíveis com a função.

Salário: US$1,000,00 à USS1,700

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Experiência mínima de 02 anos em vendas de serviços para o segmento portuário/ transportes/agência de navegação, formação superior completa em Administração ou áreas afins, bons conhecimentos do pacote office, Inglês intermediário, disponibilidade para viagens.

Como se candidatar: Acessar o site http://www.empregosantista.com.br/

 

 

  • Empresa: Empresa de grande porte

Cargo: Assistente de Exportação

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Irá atuar nos setor de documentação e exportação.

Salário: Não divulgado

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Necessário experiência em documentação de exportação e inglês avançado.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Assistente de exportação

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Atuará no setor de exportação.

Salário: Não divulgado

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Superior na área, experiência na função e inglês intermediário.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site http://www.empregosantista.com.br/

 

VAGAS SEM ESCOLARIDADE ESPECÍFICA

 

Empresa: Confidencial

Cargo: Cruise Staff (Recreador Adulto)

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Irá trabalhar na área de entretenimento, sua função é entreter os hóspedes nas áreas sociais e de lazer com atendimento superior de hotelaria. Faz apresentação de diversos eventos à bordo e também como host de espetáculos entre outros participando das mais variadas atividades de lazer outdoor ou indoor.

Salário: Entre US$ 1.000,00 e US$ 1.860,00

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 18 anos, inglês fluente e mínimo de dois anos de experiência na área incluindo experiência como master of ceremonies ou apresentações para grupos ou plateias de no mínimo 200 pessoas.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site http://www.infinitybrazil.com.br/

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Fotógrafo

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Funções Principais: Responsável pelo serviço de fotografia nos diversos eventos e em diversos lugares do navio podendo se estender às ilhas particulares ou gangways, montar e desmontar os sets de fotografia, vender fotos e equipamentos entre outras. Os serviços podem incluir também a realização de book privados assim como o trabalho de revelação e edição de imagens através de programas profissionais apropriados, montagem dos displays, vendas das fotos entre outras tarefas.

Salário:U$ 700.00 + Comissões . Total aproximado US 1,120.00

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos, inglês fluente e experiência na área incluindo trabalhos em festas, formaturas, bailes formais, casamentos entre outros.

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br/

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Cabin Steward

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Responsável pela limpeza e arrumação dos quartos dos passageiros. Realiza também checagem e verificação do funcionamento da cabine. Em caso de alguma eventualidade deve acionar os responsáveis pelo mesmo. É responsável também pela reposição das “ammenities” nas cabines assim como o serviço de lavanderia do navio aos hóspedes. Deve ter experiência prévia na função ou departamento em navios de cruzeiro e ou hotéis de grande porte e padrão de serviço em hotelaria.

Salário: U$1,300,00 a US2,500 (incluindo gratificações em ambos os salários)

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos Inglês Fluente e experiência a bordo na área

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br/

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Cleaner (Limpeza)

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Responsável pela limpeza dos corredores e demais áreas públicas do navio. Deve respeitar as normas de limpeza como a USPH que é a mais comum em navios de cruzeiro. Pode eventualmente atender a solicitação para serviços extras (remunerados) de carregamento de malas nos dias de embarque e desembarque.

Salário: U$650,00

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 18 anos, inglês avançado, preferência por candidatos que tenham alguma prévia experiência em funções de limpeza

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br/

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Sommelier

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Trabalha diretamente com o waiter (garçom), auxiliando-o a servir os clientes na parte de vinhos. Pode fazer demonstrações em diversos lugares nos navios.

Salário: US$1,000 à USS2,200

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos, inglês avançado ou fluente e experiência na área como sommelier em restaurantes e/ou hotéis de grande movimento e padrão internacional de serviços. a experiência deve ser bem completa incluindo harmonização e preferencialmente com cursos voltados para a área. Também deve ter bom conhecimento de harmonização.

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br

 

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Bar Utility (Barboy)

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Auxilia o bartender na manutenção, limpeza, estoque, montagem de bar e na organização da área de trabalho de bar entre outras atividades.

Salário: U$650,00 a U$850,00.

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Essa vaga destina-se somente à homens. Também é necessário ser maior de 18, possuir inglês avançado e experiência na área

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br/


Empresa: Confidencial

Cargo: Assistant Waiter (Assistente de Garçom)

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Trabalha diretamente com o waiter (garçom), auxiliando-o a servir os clientes e buscando antecipar as necessidades dos mesmos. Normalmente faz a troca da mesa, retirada dos pratos, cuida da station, busca as refeições na cozinha dentre outras tarefas.

Salário: US$1,000,00 à USS1,700

Benefício: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos, inglês fluente e experiência na área em restaurantes e/ou hotéis de grande movimento e padrão internacional de serviços.

Como se candidatar: Acessar o site http://www.infinitybrazil.com.br/

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Motorista Carreteiro

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidade: Irá atuar com transporte de cargas.

Salário: Não informado

Benefícios: Vale Refeição + Vale Alimentação + Vale Transporte

Requisitos: Necessário possuir experiência, em transporte de contêineres, e carga solta e em Rotas Santos para o Vale do Paraíba.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site www.empregosantista.com.brurriculo.candidato@terracom.com.br


Estagio

 

 

  • Empresa: Multinacional Europeia

Cargo: Estagiário de Direito

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidade: Realizar atividades referentes a área de sinistr os de transporte marítimo;

Salário: Bolsa Auxílio: R$ 900,00;

Benefícios: Vale Transporte, Vale Refeição, e Seguro Vida

Requisitos: Cursando Quinto ou Sexto Semestre do curso de Direito;

Nível de Inglês Avançado; Nível de Pacote Office Avançado.

Como se candidatar: Cadastrar currículo no site: www.sartoridho.com.br

 

 

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Jovens de Guarujá terão curso de qualificação

O programa é voltado para jovens de baixa renda, que tenham entre 18 e 19 anos

A partir de amanhã, jovens moradores de Guarujá podem se inscrever para uma das 15 vagas do Programa Formare Aprendiz, da Santos Brasil, empresa que administra o Terminal de Contêineres (Tecon) e o Terminal de Exportação de Veículos (TEV) do Porto de Santos. Os candidatos devem estar cursando ou já ter concluído o 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas. O cadastro deve ser feito até o dia 15. 

Desde 2009, já passaram pelo projeto mais de 200 alunos. Destes, 79 foram contratados pela empresa em diferentes setores. O Formare Aprendiz foi validado pelo Ministério do Trabalho e é desenvolvido em parceria com a Fundação Iochpe. 

O programa é voltado para jovens de baixa renda, que tenham entre 18 e 19 anos. A iniciativa visa a inserção dos futuros profissionais no mercado de trabalho através da qualificação profissional, com a realização de um curso de Assistente Administrativo, com 1.800 horas, divididas entre atividades práticas e teóricas. As aulas terão início em abril do próximo ano e terminarão em junho de 2018.

Segundo a gerente executiva de Comunicação, Inteligência Competitiva e Sustentabilidade da Santos Brasil, Raquel Ogando, além dos conhecimentos técnicos, os alunos têm aulas de empreendedorismo, relacionamento e comunicação, conhecimentos cada vez mais importantes no mercado de trabalho. 

“O objetivo é preparar melhor os jovens. O Formare é um programa profissionalizante pra quem está saindo do Ensino Médio e achamos fundamental essa vivência do mundo corporativo”, afirmou. 

No total, 115 profissionais da empresa estão envolvidos no curso. Alguns atuam como tutores dos alunos durante as aulas práticas. 

Inscrições e seleção

As inscrições para o Programa Formare Aprendiz devem ser feitas pela internet até as 12 horas do próximo dia 15. O formulário eletrônico estará disponível no endereço eletrônico www.santosbrasil.com.br

O processo seletivo será composto por quatro etapas classificatórias, sendo a primeira uma prova escrita que acontece no próximo dia 17. 

Os aprovados receberão material didático, uniforme, refeição na empresa e salário mínimo (R$ 880,00), além de vale transporte, seguro de vida e cesta alimentação. 

 

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Maersk prevê recuperação, com um final de ano ‘levemente melhor’

O otimismo é motivado pela “discreta” retomada na confiança de empresários e consumidores

A companhia registra uma melhora nos embarques

(Foto: Carlos Nogueira)

Com boas perspectivas em relação às importações de produtos a serem comercializados no Natal, a armadora Maersk Line espera para este fim de ano um movimento levemente melhor do que nos anos anteriores. O otimismo é motivado pela “discreta” retomada na confiança de empresários e consumidores.

“Estamos finalmente vislumbrando um Natal levemente melhor, mas precisamos lembrar que as bases de comparação são bastante baixas, uma vez que passamos por cinco anos sucessivos de queda nos volumes”, destacou o diretor superintendente da armadora para o cluster da Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. 

Segundo o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, João Momesso, a indústria vem tentando retomar os estoques que estavam baixos, diante da queda verificada nas importações nos últimos meses. 

“Se você olhar por números absolutos, a gente estava em um patamar que caiu bastante, continuou caindo e agora parou de cair. Eu diria que é a análise mais realista. Se perguntar porque parou de cair, acho que é por conta da mistura de alguns fatores. Um é a expectativa, a confiança na economia que hoje, comparada com seis ou três meses atrás, é mais positiva. Outro fator que é realmente ligado com o que acontece nos mercados está principalmente no fim do primeiro trimestre, quando os importadores pararam de trazer as importações”, explicou João Momesso.

A companhia também registra uma melhora nos embarques. No terceiro trimestre, as exportações foram impulsionadas principalmente pela forte demanda asiática por produtos refrigerados, que tiveram uma alta de 28,4%. Em contrapartida, houve uma queda de 8% nas remessas para a Europa e de 7,4% para o Oriente Médio – mas um pequeno crescimento de 4,5% para a África. 

“A história mais interessante que a gente tem para contar é a da carga refrigerada – carne, principalmente. Alguns mercados, nós estamos monitorando, como os Estados Unidos. Mas um dado concreto é a China. A gente viu volumes de exportação de carga refrigerada crescendo entre 10% e 15% crescendo neste ano em relação ao ano anterior”, destacou Momesso.

Para consolidar sua posição global no transporte de produtos refrigerados, a Maersk Line anunciou, em outubro, a compra de mais 14,8 mil contêineres refrigerados, após um investimento em outras 30 mil novas unidades em 2015 e 6 mil no início deste ano. 

Próximo ano

A Maersk Line prevê um crescimento de apenas 1% no próximo ano. Em termos de comércio global, a companhia acredita que a demanda mundial por transporte de contêineres crescerá entre 1% e 2% em 2016. 

“O Brasil está em transição pela segunda vez este ano, com as importações caindo menos e as exportações desacelerando, o que coloca o país em uma provável rota para reverter a tendência do segundo trimestre, quando as exportações ultrapassaram as importações e o Brasil tornou-se um exportador líquido em volume de contêineres. Tudo isso destaca como é crítica a necessidade de que o Brasil abra suas fronteiras, levante as restrições ao comércio, avance com as concessões, reduza a burocracia e estabeleça novos acordos bilaterais com países e blocos comerciais como o Reino Unido e a União Europeia”, diz o diretor superintendente, Antonio Dominguez. 

 

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BRASIL E LÍBANO PODEM AMPLIAR COMÉRCIO BILATERAL, DIZ TEMER

publicado em 28 de novembro de 2016

O presidente Michel Temer, durante Sessão de Abertura da Conferência Potencial da Diáspora Libanesa da América Latina

O presidente Michel Temer disse neste domingo (27) que pode haver “um incremento maior das relações comerciais entre o Brasil e o Líbano”, durante evento com empresários do país árabe em São Paulo. Em 2015, o volume de transações comerciais entre os dois países foi de US$ 310 milhões.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, também destacou a ampliação das trocas comerciais entre o Brasil e o Líbano e destacou acordos em andamento na área alimentícia. Segundo Serra, o setor de defesa é outra área com potencial de ampliação do comércio bilateral com o país árabe.

 

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Confiante na retomada dos negócios, Itália traz ao Brasil sua maior missão empresarial de 2016

Confiante na retomada dos negócios, Itália traz ao Brasil sua maior missão empresarial de 2016

São Paulo – Demonstrando otimismo com a retomada da economia brasileira e com os efeitos das reformas promovidas pelo governo Michel Temer, mais de 50 empresas italianas se reuniram na quinta e sexta-feira (24 e 25), em São Paulo, para discutir oportunidades de negócios no Brasil nos próximos anos. A missão de empresários, a maior realizada pela Itália no mundo em 2016, foi presidida pelo vice-ministro do Desenvolvimento Econômico daquele país, Ivan Scalfarotto.

“O Brasil, apesar da crise, representa um oportunidade de investimento importante, pelo seu capital humano, pelo ajuste fiscal que foi votado pelo Parlamento, e nós já passamos por todas essas reformas”, disse o vice-ministro Scalfarotto.

O “Fórum Brasil-Itália” reuniu cerca de 500 empresários, entre brasileiros e italianos, que analisaram as possibilidades de investimentos e oportunidades de negócios nos setores de energia, aeroespacial, agronegócio, comunicação e tecnologia. As informações são da Agência ANSA

Nesta sexta-feira, em São Paulo, o evento contou com representantes de várias companhias italianas e, do lado brasileiro, o Banco do Brasil e o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão relataram aos executivos italianos as oportunidades de investimentos no país.

O vice-ministro Scalfarotto mostrou empolgação com os sinais de abertura ao capital externo dados pelo governo Temer e disse à ANSA que o Brasil passa pelo mesmo momento de reformas que a Itália conduziu ao longo dos últimos dois anos com o primeiro-ministro Matteo Renzi.

Nova fase

“Tanto a Argentina quanto o Brasil estão dando sinais de abertura depois de um período de fechamento. Como somos um país que pode exportar qualidade, excelência e tecnologia, estamos interessados em ser parte desse processo. Maior transparência nos procedimentos e maior clareza sobre os prazos e tarifas são elementos concretos que tornam mais simples a chegada de capital externo”, explicou Scalfarotto.

“Foi um desafio organizar esse fórum neste momento. Havia alguma resistência na Itália, dizia-se que o Brasil ainda não tinha começado sua retomada. Mas havia outra parte muito forte, dizendo que deveríamos fazer”, afirmou a diretora-geral no Brasil da Italian Trade Agency, Erica Di Giovancarlo, promotora da missão. Segundo ela, o próprio primeiro-ministro italiano Renzi fez questão que o evento ocorresse.

“Queremos com essa iniciativa trazer de volta a grande atenção sobre o Brasil na Itália e sobre a Itália no Brasil. Hoje foi um ótimo ponto de partida”, declarou à ANSA o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini.

Em 2015, as trocas comerciais entre as duas nações somaram 7 bilhões de euros, uma queda de 10% em relação a 2014. Além disso, de acordo com Scalfarotto, as exportações italianas ao Brasil caíram quase 25% no ano passado, e os oito primeiros meses de 2016 mostram que o sinal ainda não se inverteu.

Segundo a Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria), há mais de mil indústrias italianas atuando no Brasil, que empregam cerca de 140 mil pessoas e possuem um faturamento conjunto de 30 bilhões de euros por ano. “O Brasil é um pedaço da Itália no mundo. Há um consenso de que o pior da crise já passou para os dois países e acreditamos em um futuro brilhante juntos”, disse a vice-presidente da Confindustria, Licia Mattioli.

Fonte: Agência Brasil

 

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Porto registra alta de 5% em importações no mês de outubro

O aumento atingiu 3 milhões de toneladas, mas o número anual apresenta queda

As importações voltaram a crescer no Porto de Santos. Em outubro, o aumento deste tipo de operação foi de 5% e atingiu 3 milhões de toneladas. Mas no acumulado dos dez primeiros meses do ano, a marca chegou a 26,5 milhões de toneladas, um decréscimo de 4%. As exportações, que são o carro-chefe do cais santista, caíram 27,4%, chegando a 6,1 milhões de toneladas no mês passado. Neste ano, os embarques somaram 71.1 milhões de toneladas, uma queda de 1,6%.

Os dados fazem parte do levantamento mensal da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos. Em outubro, o cais santista alcançou a marca de 9,1 milhões de toneladas operadas. No acumulado do ano, são 97,67 milhões de toneladas, o que motivou a elevação da previsão de fechamento de 2016 para 114.1 milhões de toneladas.

As operações com contêineres mantiveram a tendência de queda com redução de 8% em outubro

(Foto: Carlos Nogueira)

Entre as cargas de destaque, está o trigo, que registrou uma alta de 403,3% em seus desembarques, totalizando 90,2 mil toneladas em outubro. As importações de adubo também registraram elevação, de 23,5%, e atingiram a marca de 377,9 mil toneladas. 

Já entre as exportações, o complexo soja, que inclui grãos e farelos, registrou uma queda de 44% em outubro, com os embarques de 269,6 mil toneladas. Já o milho sofreu uma redução ainda maior, de 72,8% e somou 756 mil toneladas exportadas.

As operações com contêineres também mantiveram a tendência de queda, chegando a outubro com redução de 8% no mês e registrando 308,8 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No acumulado, foram 2,9 milhões de TEU, 7% a menos. 

 

Balança comercial

Nos dados apurados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as cargas movimentadas por Santos tanto na importação como na exportação tiveram aumento na participação sobre o total nacional, chegando a 29%. O valor das cargas operadas na região atingiram US$ 77,5 bilhões.

 

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Pesquisa analisa impacto de acesso ferroviário a terminal de contêineres

Projeto elaborado por estudantes de Engenharia da Unisanta estuda ganhos obtidos com nova infraestrutura

Analisar o potencial da implantação de um acesso ferroviário a um terminal de contêineres do Porto de Santos é o objetivo de um trabalho de conclusão de curso (TCC) de dois alunos da Universidade Santa Cecília (Unisanta), de Santos. A ideia é verificar em quanto a nova estrutura reduz o tráfego de caminhões, minimiza os gargalos logísticos e conflitos na região da unidade e, ainda, aumenta sua movimentação de cargas. 

A instalação analisada fica na Margem Direita do complexo marítimo, em Santos.

Autores do TCC, Marco Antonio Abrão Mendes e Fabrício Pereira da Silva vão concluir o curso de Engenharia Civil nas próximas semanas. A dupla é orientada pelo professor Adilson Luiz Gonçalves, do Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais (Nepomt) da universidade. 

“O terminal em estudo, quando foi projetado, não previa o acesso ferroviário, só rodoviário. Por conta disso, eles têm um grande pátio de caminhões para evitar a formação de filas. A gente sabe que existe o interesse dos operadores de ferrovias em aumentar a utilização, principalmente para contêineres, e esse terminal está com essa carência logística, podemos dizer assim”, destacou o professor orientador da pesquisa. 

A instalação analisada fica na Margem Direita do complexo marítimo de Santos(Foto:Carlos Nogueira)

De acordo com Marco Antonio, o trabalho foi dividido em quatro etapas. Primeiro, os alunos se concentraram no estudo de traçado e da demanda. As últimas fases avaliaram a implantação e a operação da futura linha férrea. 

Nas proximidades da empresa, há outras instalações de contêineres e algumas interferências, como áreas residenciais, que foram analisadas pelos alunos. “Uma das possibilidades é passar por dentro desses terminais, o que serviria para o atendimento deles”, explicou Marco Antonio. 

De acordo com o estudante, também é necessária uma análise dos riscos por conta da passagem das composições sobre os dutos locais que transportam produtos com potencial explosivo, como combustíveis. “A própria composição já é uma fonte de ignição. Teria que estudar todo um plano de operação por conta do contato da roda do trem com o trilho, que também gera uma faísca, para evitar esse risco”.

Traçados 

A partir da situação encontrada, os alunos elaboraram o traçado de três ramais. O primeiro serviria para o acesso de vagões ao terminal portuário estudado, que tem foco na operação de contêineres. Mas, para uma operação viável, de acordo com Marco Antonio, o mais indicado seria a expansão da instalação. 

“Com o remanejamento dos gates, poderíamos montar um novo layout do terminal para que as composições, de cerca de 900 metros, possam entrar. Há uma área já arrendada, de 50 mil metros quadrados, que também poderia ser utilizada”, explicou o estudante da Unisanta. 

Já o segundo ramal atenderia a demanda dos depots do entorno, instalações especializadas no reparo e na armazenagem de contêineres vazios. 

 

Marco Antônio Mendes (esquerda) e Fabrício da Silva idealizaram o projeto (Foto: Walter Mello)

 

 

“Com essa proposta, a gente cria uma solução de logística para esses terminais com uma nova logística”, explicou Marco Antonio Mendes. 

Já o terceiro ramal possibilitaria o acesso a futuras instalações nessa região. “Daria para fazer um belo terminal, ou daria para fazer a pera ferroviária dando a volta e retornando. Estamos falando da possibilidade de aproveitamento daquela área não necessariamente com o traçado planejado”, destacou o orientador da pesquisa.

Segundo o estudante de Engenharia Civil, os custos para a implantação do projeto ferroviário não incluem somente a construção da via permanente, estimada em cerca de R$ 1,6 milhão por quilômetro. “Haveria custo de remanejamento das linhas (de dutos) e isso poderia eventualmente fazer com que a parte econômica ficasse complicada”, explicou o professor orientador Adilson Luiz Gonçalves.

Ramal permitirá aumento de 20% em operações 

Os estudantes Marco Antonio Mendes e Fabrício Pereira da Silva, da Universidade Santa Cecília (Unisanta), avaliaram a movimentação de contêineres do terminal. A expectativa é de que a unidade aumente suas operações em 20% graças ao novo acesso ferroviário. Com isso, em 2040, com sete composições sendo operadas por dia, a previsão é a retirada de até 1.050 caminhões das vias portuárias. 

Mendes e Silva traçaram três cenários possíveis – um realista, um otimista e um pessimista – para a demanda da instalação portuária. Todos os estudos tiveram como base os números atuais do terminal e as projeções de movimentação de contêineres no Porto. 

“Hoje, o acesso ferroviário não existe nessa região porque não há demanda. A própria concessionária já falou que, caso haja e seja economicamente interessante, eles podem retomar esse acesso. Só que nós estamos trabalhando no acesso para apenas um terminal. Ao invés de uma solução genérica, estamos direcionando para um cliente específico e evitando criar um conflito rodoferroviário”, destacou o professor Adilson Luiz Gonçalves, do Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais (Nepomt) da universidade, que orienta a pesquisa. 

Operação

Além das demandas, os estudantes avaliaram o tempo que será necessário para o recebimento e a expedição de contêineres no terminal. Para isso, eles simularam a utilização de guindastes empilhadores sobre trilhos (RMG). 

“Fizemos uma estimativa de quanto tempo demoraria para descarregar e carregar o vagão. O tempo encontrado é de 29,8 minutos para três vagões”, explicou Marco Antonio. Para os universitários, o modelo operacional mais viável conta com três RMGs. Neste cenário, as operações de cada contêiner seriam realizadas em 0,81 minuto. 

A próxima etapa da pesquisa inclui o estudo das mudanças que seriam necessárias no layout do terminal para a implantação do acesso ferroviário. Em seguida, o plano é levar o projeto à instalação de contêineres do Porto de Santos. 

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Painel no Enaex 2016 destaca  importância da logística no incremento do comércio exterior

Painel no Enaex 2016 destaca importância da logística no incremento do comércio exterior

Rio de Janeiro – O painel “Infraestrutura e logística: reduzir custos e elevar a competitividade das exportações” reuniu no segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2016), no Rio, o professor do núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, e o vice-presidente de Logística dos Correios, José Furian Filho, para discutir as principais questões que vem preocupando o setor.

A moderação foi feita pelo diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), organizadora do evento, e por Aluísio Sobreira, coordenador da Câmara de Logística Integrada da entidade.

De acordo com o diretor geral da Antaq, os projetos de terminais portuários já aprovados pela agência reguladora significam investimentos de US$ 25 bilhões nos próximos anos e que o maior problema de logística no momento está na falta de locais para armazenamento, principalmente para os produtos agrícolas.

O professor Paulo Resende disse que o quadro da infraestrutura do país é preocupante, sem que os diversos modais de transporte proporcionem alguma competitividade aos produtos brasileiros. “A posição do Brasil é pior do que qualquer outro país do BRICS. O Brasil é o único que não está entre os 40 melhores países em eficiência logística, ocupando hoje a 86ª posição no ranking mundial.”

O vice-presidente dos Correios, José Furian Filho, informou que a empresa pública, em processo de internacionalização, terá no próximo ano um escritório nos Estados Unidos e outro na China, para apoiar exportadores e importadores e angariar cargas.

Fonte: AEB

 

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Ministro interino do MDIC destaca medidas para fortalecer indústria e exportações brasileiras

Ministro interino do MDIC destaca medidas para fortalecer indústria e exportações brasileiras

Rio de Janeiro  – O ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, participou nesta quarta-feira (23), no Rio de Janeiro, da abertura do 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) onde falou sobre as medidas que estão sendo adotadas pelo MDIC para apoiar a indústria nacional e fortalecer o comércio exterior.

Segundo ele, a gestão do ministro Marcos Pereira tem se pautado pela maior abertura ao comércio internacional, pela desburocratização, atração de investimentos, e incentivos ao aumento da produtividade e à inovação.

“Para que o país tenha uma inserção qualificada nas cadeias globais de valor, temos adotado uma estratégia comercial ativa, com assinaturas de novos acordos de maior abrangência temática. Trata-se de uma política desenhada em conjunto com o setor privado”, afirmou Marcos Jorge.

Como exemplos, ele citou os primeiros acordos internacionais firmados pelo Brasil nas áreas de investimentos com Malaui, Moçambique, Angola, Colômbia, México, Chile e Peru; além de negociações já concluídas na área de investimentos com Índia e Jordânia.

Marcos Jorge lembrou, também, que o Brasil expandiu e aprofundou as relações com os países da Aliança do Pacífico. Em relação ao Chile, o ministro interino informou que todo o universo tarifário já está desgravado com 100% de margem de preferência, que o livre comércio com a Colômbia será realidade em 2018, e com Peru, em 2019.

“Com o México, estamos aprofundando nosso acordo de preferências tarifárias fixas.  Há ainda avanços na agenda bilateral com os EUA a partir de acordos de convergência regulatória e facilitação de comércio”, disse. Ele afirmou ainda que o Brasil está negociando, por meio do Mercosul, com União Europeia, Índia, Líbano e Tunísia e discute a possibilidade de iniciar negociações de acordos com Canadá, Coreia do Sul, Japão e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), e de ampliar o acordo com a SACU – a União Aduaneira da África Austral.

Facilitação de comércio

Marcos Jorge disse também que o Brasil tem se tornado uma referência mundial em facilitação de comércio. Nesse âmbito, destacou a ratificação do Acordo de Facilitação de Comércio da OMC e a implementação do Portal Único de Comércio Exterior.

“O Portal é um grande esforço de reforma e simplificação dos fluxos de importação e de exportação. Um grande desafio para governo e setor privado. Ao final de sua implementação, reduziremos em 40% os prazos médios de exportação e importação, posicionando o Brasil entre os países da OCDE nesse quesito”, explicou.

“Não estamos apenas construindo um novo sistema de comércio exterior, mas redesenhando os novos fluxos de exportação e importação”, disse. “99% das operações de exportação e importação que exigem anuência de algum órgão do governo brasileiro já podem ser realizadas sem a apresentação física de papel”, completou.

Sobre os resultados da balança comercial, Marcos Jorge informou que o Brasil apresenta saldo positivo no acumulado de 2016 (de janeiro até a terceira semana de novembro) de mais de US$ 40 bilhões. Foi o maior superávit já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1989.

Segundo ele, espera-se, até o final do ano, um superávit entre US$ 45 e US$ 50 bilhões, com a possibilidade de ultrapassar o melhor saldo já registrado na história do Brasil (US$ 46,5 bilhões, em 2006).

Em seu discurso, Marcos Jorge assinalou também que o MDIC já tomou uma série de medidas para apoiar a indústria nacional, com destaque para o Brasil Mais Produtivo. Destinado a atender três mil empresas de pequeno e médio porte em todos os estados do país até 2017, o programa tem como objetivo aumentar em pelo menos 20% a produtividade no processo produtivo alvo da aplicação das ferramentas de manufatura enxuta nas empresas atendidas.

“Considerando o momento desafiador e a necessidade de reinvenção de alguns instrumentos de política industrial, o MDIC direcionou seus esforços para desenhar o Brasil Mais Produtivo, um programa de intervenções rápidas, de baixo custo e alto impacto na produtividade da indústria”, disse Marcos Jorge

Ele destacou que o MDIC vem trabalhando para expandir o programa a partir de  ferramentas que abarquem novas dimensões da produtividade: “O Ministério investirá na realização de atendimentos pilotos em 48 empresas, na área de Eficiência Energética. Também em parceria com SENAI e CNI, serão realizados pilotos para expansão do Programa por meio da combinação de ferramentas de Digitalização e Conectividade do processo produtivo”, finalizou.

Fonte: MDIC

 

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Missão comercial traz mais de 100 empresários italianos em busca de negócios no Brasil

Missão comercial traz mais de 100 empresários italianos em busca de negócios no Brasil

Brasília – Uma missão com mais de 100 empresários da Itália chegou ontem (23) ao Brasil para uma série de encontros em São Paulo visando analisar oportunidades comerciais e de cooperação entre os dois países.

Anunciada em setembro ao presidente Michel Temer pelo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, durante a Cúpula do G20 na China. a missão é guiada pelo subsecretário de Desenvolvimento Econômico da Itália, Ivan Scalfarotto. A iniciativa traz empresários das áreas de meio ambiente, energia, infraestrutura, transportes, tecnologia da informação, agrícola, automobilística e de comunicação, além de uma delegação do ramo aeroespacial, setor no qual Itália e Brasil mantêm parcerias de cooperação.

A missão ocorre entre hoje e amanhã, em São José dos Campos e São Paulo capital, e conta com o apoio da embaixada italiana em Brasília, da Agência Espacial Brasileira e da Agência Espacial Italiana.

Em São José dos Campos, o enfoque é promover ideias e propostas de colaboração industrial entre os dois países no setor aeroespacial. As atividades ocorrem hoje no Parque Tecnológico de São José e, amanhã no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde haverá um workshop sobre colaboração no setor acadêmico e pesquisa tecnológica aeroespacial, pressuposto essencial para a inovação tecnológica no campo civil e militar.

Em São Paulo, o foco da missão é a realização de um Fórum Econômico e de mesas-redondas em setores como agronegócio, comunicação, infraestrutura e tecnologia. Os workshops começam hoje e culminam com o evento principal na manhã de sexta-feira.

Segundo o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat), a corrente comercial registrada entre Brasil e Itália em 2015 atingiu um valor de US$ 7,8 bilhões e projeta o Brasil como o principal parceiro comercial dos italianos na América Latina. Para os brasileiros, a Itália é o segundo principal parceiro comercial na Europa, depois da Alemanha, representando 2,2% de todo o comércio exterior do Brasil.

Entre 2010 e 2015, as exportações italianas para o Brasil registraram uma média anual de US$ 5,9 bilhões. Ainda de acordo com o Istat, mais da metade das exportações italianas para o Brasil (57%) são compostas por maquinários e produtos de elevado conteúdo tecnológico. No segmento de bens de capital, em particular, a Itália é o quarto principal fornecedor do Brasil, com uma quota de 7,8% do total das importações brasileiras na área.

Em contrapartida, o Brasil fornece à Itália minérios, couro, madeira e materiais fibrosos, além de chá, café e especiarias. No ano passado, essa dinâmica comercial favoreceu a balança comercial italiana em US$ 727 milhões.

No que se refere aos investimentos diretos estrangeiros, segundo o Censo de Capitais Estrangeiros dlo Banco Central do Brasil, a Itália possui o oitavo maior estoque de capitais investidos no Brasil (US$ 17,1 bilhões), divididos entre os setores de informação e comunicação (34,9%), indústrias extrativas e de transformação (26,1%), energia e gás (21,8%), transporte e armazenagem (6,3%) e outros (10,9%)

Fonte: Agência ANSA

 

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Operações vão crescer em 2017, diz consultor portuário

crescimento deve ser de 2,5% nas operações com granéis sólidos, carga geral deve crescer 1,6%

24/11/2016 - 13:44 - Atualizado em 24/11/2016 - 14:00

As expectativas para a movimentação de cargas no Porto de Santos em 2017 são de crescimento. Mas os índices são discretos. Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, a previsão é de 2% de aumento nas operações do cais santista. Já as projeções do diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Alex Oliva, apontam para um incremento de 3,5%. 

Neste ano, a Autoridade Portuária estima que 114 milhões de toneladas devem passar pelo Porto de Santos, entre embarques e desembarques. Esta previsão leva em consideração a movimentação de cargas realizada entre janeiro e setembro e ainda as projeções para o último trimestre. Na comparação com as operações realizadas no ano passado, o volume tende a ser 4,9% menor. 

Para o próximo ano, Pierdomênico aposta em uma projeção mais conservadora, levando em consideração o cenário econômico do País. Neste caso, ele aponta o crescimento de 2,5% nas operações com granéis sólidos, enquanto a carga geral deve cresce crescer 1,6% e o transporte de líquidos, 0,8%. “2017 será um bom ano. Melhor do que 2016. Mas a alta projetada do PIB (Produto Interno Bruto) é pouco para uma economia como a nossa”, destacou o consultor portuário. 

Por outro lado, Oliva segue otimista e espera um melhor desempenho das operações. “Eu estou trabalhando com 3,5% de crescimento para 2017. Vamos ver quem ganha. Faço votos que seja eu”, afirmou. Pela expectativa do executivo, a movimentação de cargas no cais santista deve atingir 117,9 milhões de toneladas no ano que vem. 

O diretor-presidente da Codesp leva em conta os sucessivos recordes de movimentação de cargas registrados nos seus últimos 11 meses de gestão. Além disso, ele aponta “o potencial e a capacidade” que o complexo santista tem de vencer dificuldades, diante de todos os problemas que foram enfrentados em 2016

 

 

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AEB: “se nada for feito, teremos que nos contentar em ser colônia e só exportar commodities”

AEB: “se nada for feito, teremos que nos contentar em ser colônia e só exportar commodities”

Da Redação (*)

Rio de Janeiro – “Se nada for feito vamos ter que nos contentar em ser uma colonia comercial do mundo industrializado. Vamos exportar só commodities“. A afirmação foi feita hoje (23), pelo  presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, ao abrir, no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

Após afirmar que “2016 está sendo um ano difícil para o setor que chegou a ser apontado como alternativa para o país com a queda da atividade interna”, José Augusto Castro lembrou que apesar de a balança comercial já ter ultrapassado o saldo positivo de R$ 40 bilhões na terceira semana de novembro, ele chama o resultado de “superávit negativo” e explica que a cifra ocorreu pela forte queda das importações, resultante da redução da atividade econômica.

Segundo o presidente da AEB, “[Em 2015] havia uma expectativa positiva com os manufaturados [para 2016], que não se concretizou”, explicou. “Com o câmbio a R$ 4, o produto brasileiro seria competitivo. Mas nós estávamos fora do mercado internacional e, para entrar no mercado, tem que desalojar alguém. Nós não conseguimos desalojar os chineses, principalmente”.

Em 2016, a expectativa da AEB apresentada por seu presidente José Augusto de Castro é que as exportações vão cair de 2% a 3%, e, dentro delas, as de manufaturados devem ter uma queda de 1% a 1,5%. O resultado, segundo ele, faz com que o Brasil tenha um nível de exportação de manufaturados em 2016 menor que o de 2006.

A queda das exportações de manufaturados levou o país a um cenário em que esses itens correspondem a 40% das exportações, enquanto commodities preenchem os outros 60 por cento. “Se nada for feito vamos ter que nos contentar em ser uma colônia do mundo industrializado. Vamos exportar apenas commodities”, afirmou Castro.

Castro apontou que a redução de custos, por meio de reformas como a trabalhista, a tributária e a previdenciária, se aprovadas pelo Congresso, virá com atraso. “Já passou o momento. Estamos totalmente atrasados”, disse ele que afirmou que elas “vão doer para todos nós” e exigirão tempo de implementação no qual os produtores ainda precisarão contar com a competitividade do câmbio.

Apesar de reconhecer que questões externas como possíveis medidas protecionistas dos Estados Unidos e a saída do Reino Unido da União Europeia poderão ter impactos negativos sobre o Brasil, o presidente da AEB destacou que os problemas a serem resolvidos são internos e dependem apenas do país.

Segundo o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge de Lima, o saldo da balança comercial em 2016 pode chegar a R$ 46 bilhões, o que seria um recorde na balança comercial. Para Castro, no entanto, não há o que comemorar.

“Esse número não gera nenhum emprego, gera desemprego porque caíram as importações e caíram exportações. Ou seja, a atividade econômica diminuiu, então, diminuiu o emprego. Se fosse batido esse recorde, seria um recorde a não ser comemorado”.

Ele defendeu a redução de custos das empresas para que as exportações não dependam de oscilações do câmbio e destacou que as vendas de manufaturados para o exterior têm caído nos últimos cinco anos. Para 2016, o mercado chegou a esperar que esse movimento de queda mudasse.

China e Estados Unidos

As relações entre Estados Unidos e China estão entre os fatores externos que o exportador brasileiro precisará observar. Segundo Castro, dos US$ 2 trilhões exportados pela China, US$ 500 bilhões são para os Estados Unidos, com um saldo positivo de US$ 380 bilhões.

Eleito para ocupar a presidência a partir de 2017, Donald Trump sinalizou na campanha que pretende atrair mais empregos para o país com medidas que podem embarreirar essas exportações chinesas, o que pode levar o país asiático a buscar novos destinos, como o Brasil. Ao mesmo tempo, o Brasil é fornecedor de matéria prima para as exportações chinesas.

“A gente tem que todos os dias acordar e rezar para que a China continue com saúde financeira e continue a comprar as nossas commodities“, disse.

Mais produtividade

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também fez palestra na abertura do evento e destacou ações para aumentar a produtividade das empresas brasileiras. Exemplificou com o Programa Brasil Mais Produtivo, que implementa modificações de baixo custo nos processos de 3 mil empresas de pequeno e médio porte e, segundo ele, conseguiu um aumento de produtividade de mais de 50%.

O ministro interino (o titular, Marcos Pereira, está no exterior) destacou que o país está buscando maior abertura comercial, e que os acordos do Brasil fora da América Latina são em número muito reduzido, além de tratarem principalmente de reduções tarifárias. “Esperamos assinar em breve acordos com Índia e Jordânia”, destacou. Ele também chamou a atenção para o baixo crescimento da competitividade no país. “É imperioso atacar esse problema”.

Fonte:  Com informações da Agência Brasil

 

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CEPAL: EXPORTAÇÃO LATINO-AMERICANA VAI CAIR 5%

publicado em 24 de novembro de 2016

Agência da ONU prevê redução das vendas externas da região pelo quarto ano consecutivo em 2016. Recuo, no entanto, será menor do que o registrado em 2015.

A Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (Cepal) apresentou nesta quarta-feira (23) em Santiago, no Chile, novas previsões sobre o desempenho do comércio exterior da região. O relatório Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2016 estima que o valor das exportações regionais vai cair 5% este ano. Será a quarta redução anual consecutiva.

Segundo comunicado da instituição, o recuo é resultado da menor demanda mundial pelos produtos da região e da crescente incerteza no cenário econômico. A queda, no entanto, será menor do que a registrada em 2015, que foi de 15%.

 

Na seara das importações, de acordo com a Cepal, está previsto um recuo de 9,4% em 2016, percentual semelhante ao ano passado, que foi de 10%.

O comércio intrarregional, por sua vez, deverá cair 10% este ano, um tombo maior do que o previsto para a transações da região com o resto do mundo. Isso, segundo a agência da ONU, ocorre também pelo quarto ano consecutivo, e é mais marcante no comércio entre os países da América do Sul.

A participação da América Latina e Caribe nas exportações mundiais de bens e serviços está estagnada em 6% há 15 anos, de acordo com a Cepal, e no caso de bens de alta tecnologia, serviços empresariais, financeiros e de telecomunicações, houve retrocesso em comparação com nações em desenvolvimento da Ásia, principalmente a China.

Diante deste panorama, a organização sugere uma resposta proativa dos países latino-americanos e caribenhos. “Devemos diversificar a estrutura produtiva da América Latina e do Caribe para impulsionar a recuperação econômica. É necessário continuar apostando na diversificação, nas cadeias de valor, nas cadeias produtivas como fundamento e na integração intrarregional, que hoje são mais necessárias que nunca”, declarou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, segundo comunicado.

Nesse sentido, a agência recomenda diversificação e integração das economias da região, facilitação do comércio, maior convergência entre os blocos de integração, desenvolvimento de um mercado digital regional, implementação de um programa de infraestrutura, adoção de novas políticas industriais e comerciais, e “um grande impulso ambiental”.

Fonte: www.anba.com.br

 

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Falcão encontrado em pátio de contêineres de terminal é liberado

A ave é uma das 122 espécies de animais terrestres que já apareceram no terminal

23/11/2016 - 16:21 - Atualizado em 23/11/2016 - 16:40

Durante uma tarde de operações nas instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa, no Porto de Santos, trabalhadores notaram uma presença inusitada. No pátio de contêineres, um falcão, conhecido como carcará, caminhava sem conseguir voar. Esta é uma das 122 espécies de animais terrestres que já apareceram no terminal. Ontem, após mais de três semanas de cuidados, a ave foi solta no meio ambiente. 

“Os funcionários nos avisaram e os técnicos foram ao local. O animal nem tentou fugir, foi capturado e, como temos uma empresa contratada para resgate e reabilitação de fauna, o Gremar, ele foi tratado”, explicou a gerente de Meio Ambiente da BTP, Elisabete Ramos.

Após o atendimento, veterinários constataram que o carcará estava desnutrido. Isso aconteceu em decorrência de tricomoníase, uma doença parasitária que causa pequenas áreas amareladas na mucosa oral, que rapidamente formam massas que bloqueiam o esôfago. 

O presidente da BTP (segundo plano), acompanha a liberação do carcaré no meio ambiente

(Foto:Carlos Nogueira)

De acordo com a gerente, 122 espécies que dependem de ambientes terrestres e mais 56 espécies aquáticas já apareceram no terminal. A presença de garças, gambás, cobras, lagartos e até uma capivara foram registrados, além de um jacaré. 

“É uma política da empresa, assim como a criação de áreas verdes, que não são nossa obrigação. Foram plantadas mais de 400 árvores e a gente fez questão de que elas fossem nativas da Mata Atlântica. Elas ajudam na regulação de temperatura, fazem sombra e fornecem alimentação para fauna”. 

 

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Comitê de Logística do Porto vai debater pátios e obras viárias

Pauta foi definida em reunião ontem, na sede da Codesp

O Comitê de Logística do Porto de Santos definiu ontem os temas prioritários que deverá debater. Foram apontadas questões como a implantação de pátios, a necessidade de investimentos no sistema viário do Porto e a os acessos rodoviários à região. 

Esses assuntos começarão a ser discutidos na próxima reunião do colegiado, no dia 29 deste mês, às 14h30, na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O órgão, organizado pela Autoridade Portuária, reúne empresas e autoridades do complexo marítimo.

A pauta do comitê foi decidida em reunião na manhã de ontem. Participaram entidades do setor portuário, prefeituras da região, a Ecovias (concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes) e a Polícia Rodoviária.

Em relação ao sistema viário do Porto e aos acessos ao complexo, foram citadas a continuação das obras das avenidas perimetrais de Santos e Guarujá e a regularização do tráfego na Avenida Plínio de Queiroz, em Cubatão.

 

Orgão reuniu representantes de empresários e autoridades do setor (Fotos:Carlos Nogueira)

 

Segundo o coordenador do Comitê de Logística, o superintendente de Operações Portuárias da Codesp, Osvaldo Freitas Vale Barbosa, foi enviado convite ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para que indique um representante para tratar de questões relacionadas aos projetos logísticos, como o Portolog, no comitê. O Portolog é o sistema em implantação no complexo marítimo com o objetivo de monitorar a vinda de caminhões carregados das áreas produtoras do Centro-Oeste até a zona do cais.

De acordo com a assessoria da Companhia Docas, as reuniões do Comitê, que foram restabelecidas no último dia 8, serão realizadas quinzenalmente.

 

 

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CNI promove debate no Facebook sobre Trump e prioridades do comércio exterior brasileiro

CNI promove debate no Facebook sobre Trump

e prioridades do comércio exterior brasileiro

Brasília – O gerente-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo, responderá a perguntas sobre as prioridades da indústria para o Comércio Exterior em 2017, na quinta-feira (24), às 11h. Bonomo participará do Face to Face, recurso do Facebook usado para promover maior interação com internautas. A ideia da CNI é aproximar a população dos temas prioritários da indústria, esclarecendo os posicionamentos do setor.

Diego Bonomo – Gerente-executivo da CNI

Diego Bonomo – Gerente-executivo da CNI

Bonomo poderá falar sobre os desafios para o Brasil diante da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, decisão da OMC de condenar sete programas da política industrial brasileira, impactos do Brexit para o acordo Mercosul-União Europeia, obstáculos às exportações brasileiras e agenda para superá-los, além de tratar dos riscos de se considerar China como economia de mercado e dicas para pequenas e médias empresas que querem exportar.

O bate-papo será na página da CNI do Facebook e é aberto ao público. Participe!

Quem é Diego Bonomo?


Gerente-executivo de Comércio Exterior da CNI, foi diretor sênior da U.S. Chamber of Commerce e diretor-executivo da Brazil Industries Coalition, ambas em Washington; assessor do ministro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e coordenador geral de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP. É bacharel e mestre em relações internacionais pela PUC-SP e recebeu treinamento em política comercial em Boston, Bruxelas, Genebra e Washington.

Saiba mais:


Data: 24 de novembro de 2016
Hora: 11h
Link: www.facebook.com/cnibrasil

 

Fonte: CNI

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Agência aposta na volta do crescimento das exportações da Itália para o Brasil em 2017

Agência aposta na volta do crescimento das exportações da Itália para o Brasil em 2017

Milão – Após uma queda de 17,4% em 2015, as exportações da Itália para o Brasil podem crescer a um ritmo de 3% ao ano no triênio 2017-2019, principalmente por causa dos setores de transportes, vestuário, têxtil, mecânico e químico-farmacêutico. As informações são da Agência ANSA.

A estimativa está no relatório “Focus On”, elaborado pela Sace, agência de incentivo às exportações da Itália. Segundo o documento, o Brasil não soube capitalizar os benefícios do boom econômico de 2010, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e acabou entrando em recessão.

No entanto, apesar do momento difícil ainda enfrentado pela economia brasileira, a Sace prevê que em 2017 comecem a aparecer sinais de recuperação. Segundo a agência, o Brasil possui uma estrutura econômica diversificada, recursos naturais, renda per capita alta, sistema financeiro sólido e dívida externa equilibrada.

Por outro lado, de acordo com a agência italiana de incentivo às exportações, o Brasil ainda convive com problemas de corrupção, carência de mão de obra qualificada, baixos níveis de produtividade, burocracia lenta e protecionismo. Pelas previsões do governo de Michel Temer, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deve fechar 2016 com queda de 3,5%.

Fonte: Agência ANSA

 

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Contêineres: uma revolução no transporte de cargas

 

O Porto de Santos iniciou as operações com contêineres na década de 60. Mas foi em 1980 que a atividade foi impulsionada graças à inauguração do Terminal de Contêineres (Tecon), na Margem Esquerda (Guarujá), hoje administrado pela Santos Brasil. Atualmente, o complexo santista conta com outros cinco terminais especializados – os da Libra Terminais, o Ecoporto, o da Rodrimar, o da Brasil Terminal Portuário (BTP) e o da Embraport.

Tudo acontecia de maneira bem diferente. Além da tecnologia utilizada nas operações, os navios ganharam outras dimensões. Esta mudança fez com que um volume maior de caixas metálicas fosse transportado, o que garantiu um menor custo de frete nas trocas comerciais.

No começo do transporte marítimo, as cargas eram movimentadas de diversas maneiras, com medidas variando a cada região. Pensando em agilizar o processo logístico, o americano Malcom McLean, motorista e dono de uma pequena empresa de caminhões, observou as operações no Porto de Nova Iorque e, em 1937, pensou em transportar aquelas mercadorias em grandes caixas de aço. Assim surgiu o contêiner.

Atualmente seis terminais do Porto realizam operações com caixas metálicas (Foto: Carlos Nogueira)

McLean aprimorou os métodos de trabalho e expandiu sua companhia, a Sea Land Service, comprando 37 navios adaptados para o transporte de contêineres. Com isso se tornou um dos pioneiros no transporte intermodal de cargas.

A primeira experiência na área internacional, aconteceu em 1966, quando McLean enviou um navio com seus contêineres para o maior porto da época, Roterdã, nos Países Baixos. O desembarque ocorreu com um guindaste criado pelo próprio McLean, já que os estivadores não tinham experiência com este tipo de transporte.

Além de agilizar e diminuir os custos, as caixas evitam quebras, deteriorações e desvios de cargas. Existem diversas configurações de contêiner, que variam conforme as cargas em seu interior. Entre eles, está o drybox (tradicional), o open top (aberto na parte superior), os refrigerados (Reefer), os High Cube (um pouco mais altos), os tanques e os configurados para levar carros e animais.

 

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Maersk prevê aumento de operações entre países do Brics

retomada das economias brasileira e russa é um dos motivos apontados para o crescimento

Com uma previsão de aumento de 10% a 15% nas importações, principalmente da Ásia, a Maersk Line segue otimista com comércio entre os países do Brics. As projeções apontam para um crescimento das trocas comerciais a partir do segundo semestre do ano que vem. Para se preparar para esse incremento, a armadora adquiriu 14,8 mil contêineres refrigerados. 

As informações são do diretor de Trade e Marketing da Maersk Line, João Momesso. Segundo o executivo, o comércio entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países que fazem parte do Brics, deve se intensificar principalmente pela retomada das economias brasileira e russa, além da expectativa de aumento da compra de carne pelos chineses. 

Eles devem elevar em um quilo o consumo per capta anual, que deve chegar a 5,5 quilos em 2020. Apenas esse volume extra representa o total das exportações brasileiras de carne bovina para o mundo todo nos próximos quatro anos. 

Por este motivo, a Maersk Line adquiriu 14,8 mil novos contêineres refrigerados, que serão somados ao investimento em 30 mil novas unidades em 2015 e outras 6 mil compradas no início deste ano.

“Nos primeiros nove meses (deste ano), a gente vê que tem mês que está com 80% de volume a mais do que no mesmo mês do ano passado de volume de carga refrigerada do Brasil para a China. No geral, esse volume está cerca de 40% mais alto nesse ano. Esse é um crescimento muito grande”, destacou Momesso. 

Nas importações, o executivo lembra que o comércio com a China foi altamente impactado pela crise. Componentes eletrônicos, carros desmontados, itens de grande varejo e maquinário estão entre os produtos que costumam desembarcar nos portos brasileiros. 

“O que aconteceu, principalmente no começo desse ano, é que a importação parou. E aí, como estava todo mundo receoso em relação à crise, todo mundo parou, o que fez com que os estoques fossem consumidos. E agora tem que ter uma retomada de estoque”. 

Infraestrutura

Os países do Brics têm enfrentado incertezas políticas, que dificultam a realização de investimentos em infraestrutura. Este é um fator importante para ajudar os países a reduzir custos da cadeia produtiva e, consequentemente, estimular exportações.

O executivo aponta a competitividade entre os terminais de contêineres do Porto de Santos como um fator positivo para as operações portuárias. Segundo ele, isso traduz menores custos para o exportador, o que faz com que a entrega de um contêiner em Santos seja bem mais barata hoje do que no ano passado.

No entanto, Momesso aponta que ainda há investimentos a serem feitos. “O Brasil tem uma vocação exportadora muito grande. O único problema é que o custo do escoamento das commodities ainda é muito alto. Muitos desses frigoríficos, abatedouros ficam no Centro-Oeste e o custo de levar isso para os nossos portos é alto. É preciso investir na infraestrutura rodoviária e ferroviária. Tem a questão da burocracia, principalmente no Porto de Santos, que a gente viu melhorar bastante. A gente vê bastante o fruto da competição entre os terminais. Como nação, a gente tem que ver que, tirando a burocracia, a cadeia fica mais eficiente, com menores custos e mais competitiva”. 

 

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RECOMEÇA A NOVA ETAPA DE GREVE DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL

publicado em 22 de novembro de 2016

 

Recomeça hoje 22/11 a nova etapa de greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil. O Sindifisco Nacional aprovou na sexta-feira, em assembleia, a realização de paralisações nos dias 22, 23, 24, 29, 30 de novembro e 1º de dezembro. Nos demais dias, serão realizadas atividades em nível mínimo de atuação e meta zero. A partir de dezembro, caso não haja solução, a categoria avaliará novas mobilizações.

Nas unidades com Zonas Secundárias, a greve deve ocorrer fora da repartição e sem assinatura de ponto. Já nas unidades com Zonas Primárias, portos, portos secos e aeroportos, os auditores deverão realizar Operação Padrão nos setores responsáveis pelo despacho aduaneiro, vigilância e bagagem acompanhada.

 

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Comércio Brasil-Espanha é tema central no primeiro dia da visita do ministro Serra a Madri

Comércio Brasil-Espanha é tema central no primeiro dia da visita do ministro Serra a Madri

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, José Serra, começou nesta segunda-feira (21) uma visita a Madri,  com uma reunião com a secretária de estado de Comércio, Maria Luísa Poncela. Segundo Serra, os dois conversaram sobre a “realização de uma missão empresarial espanhola ao Brasil, que visará mais comércio e intensificação de investimentos recíprocos”, de acordo com relato publicado pelo ministro em uma rede social.

Reprodução/Instagram

Reprodução/Instagram

Serra destacou que a Espanha é o segundo país que mais investe individualmente no Brasil. “De fato, o Brasil é o terceiro principal destino dos investimentos espanhóis no mundo”, frisou.

Nesta terça-feira (22), o ministro será recebido pelo rei Felipe VI e pelo presidente de governo, Mariano Rajoy, e terá reunião com o ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação, Alfonso Dastis. A negociação de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está na pauta dos encontros, que também inclui discussões sobre cooperação em ciência, tecnologia e inovação, comércio e investimentos.

Na quarta-feira (23), último dia da viagem, Serra participará de seminário empresarial, acompanhado dos ministros dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella; de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; e do secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco. No evento, a comitiva brasileira apresentará aos investidores espanhóis o Projeto Crescer, que prevê a licitação de 34 empreendimentos na área de infraestrutura no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

 

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Ministros do Brasil e da França defendem assinatura do acordo Mercosul-União Europeia em 2018

Ministros do Brasil e da França defendem assinatura do acordo Mercosul-União Europeia em 2018

Paris – Os ministros Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Michel Sapin (Economia e Finanças) concordaram hoje durante encontro bilateral, em Paris, que Brasil e França se empenharão em seus respectivos blocos para concluir o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia em 2018.

Ambos descartaram a conclusão do acordo em 2017. Uma nova rodada de negociações ocorrerá em março, em Buenos Aires, mês em que Sapin poderá estar no Brasil para uma visita oficial.

“Peço o apoio pessoal do ministro Sapin para avançarmos”, disse o ministro brasileiro. “A França quer muito que este acordo seja assinado”, afirmou o francês. Marcos Pereira já havia discutido ontem o assunto com o secretário de Estado de Comércio Exterior, Matthias Fekl, que também sinalizou interesse na medida.

A reunião bilateral aconteceu antes da abertura do Diálogo Institucional Brasil-França. Na ocasião, também foram assinados acordos entre os institutos de patentes dos dois países. As equipes técnicas seguem durante todo o dia discutindo temas específicos.

Marcos Pereira aproveitou para falar do novo momento vivido no Brasil. Ele destacou o empenho do governo do presidente Michel Temer em controlar as contas públicas e reduzir os gastos. “É o sentimento que eu tinha, de um país que passou por uma forte crise e está Se recuperando”, finalizou Sapin.

Fonte: MDIC

 

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Automação da operações amplia segurança no Porto

Em 30 anos a quantidade de sinistros registrados caiu cerca de 318 vezes

Aliar ganhos de produtividade à redução de riscos no ambiente de trabalho. Esta é uma das principais vantagens da automação das operações portuárias. E no complexo marítimo santista, já é possível perceber a evolução deste quadro. Em 1974, em um cenário de 16 mil trabalhadores, 7 mil acidentes foram registrados. Trinta anos depois, com cerca de 6 mil portuários, os registros são de apenas 22 sinistros. 

A informação é do professor e engenheiro Áureo Emanuel Pasqualeto Figueiredo, diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade Santa Cecília (Unisanta), que analisou o tema em sua tese de doutorado, realizada na Universidade de São Paulo (USP). As conclusões obtidas a partir dessa pesquisa serão apresentadas no IV Congresso Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário e Aquaviário, que acontecerá nesta semana, na Cidade. 

“No Porto de Santos, houve uma transformação gigantesca na forma de trabalho, em decorrência de um processo mundial de automação e da modificação do trabalho portuário, desde aquelas filas de estivadores com sacos imensos subindo rampas precárias para levar”, destacou Figueiredo. 

Píer da Alemoa, onde ocorre maior das operações de líquidos possui sistemas automatizados

(Foto:Carlos Nogueira)

Segundo o pesquisador, vários fatores levaram à redução dos acidentes de trabalho no ambiente portuário. Um deles é a automação, “que teve consequência positiva, que foi tirar o homem do perigo, mas o trabalho portuário continua penoso e desgastante”, disse.

“Mas toda a conjuntura mudou com maior atenção ao trabalhador, acompanhamento, diálogo diário e permanente das atividades. Isso trouxe resultados”, destacou o engenheiro.

Áureo Figueiredo destaca que toda automação requer controle e supervisão do homem, o que ajuda em sua segurança. “Como as operações portuárias têm características próprias, que as diferenciam de outras atividades econômicas, elas são acompanhadas permanentemente em suas peculiaridades para atualização, quando necessário. Assim, a crescente mecanização e a incipiente automação das operações são incrementadas pela incorporação de tecnologias direcionadas à velocidade e à intensidade da movimentação, gerando situações complexas que requerem permanente atenção”.

Na área portuária, uma das operações que mais foram automatizadas foi a dos granéis líquidos, que movimentam combustíveis e sucos cítricos com a utilização de sistemas de bombeamento – que precisam passar por inspeções constantes de modo a garantir sua eficiência e a segurança das atividades, explica o pesquisador. 

De acordo com Figueiredo, “o renome de um porto ou terminal está intrinsecamente ligado tanto a sua eficiência quanto a seus registros de segurança, conceito geral afetado diretamente caso ocorram alterações significativas em recordes de segurança e, por extensão, em suas atividades”. O conceito é do International Harbour’s Masters Association. 

Automação

O pesquisador explica que as mudanças nas operações do Porto de Santos começaram principalmente quando se disponibilizou algo fundamental para tal processo, energia elétrica. E isso foi ocorrer a partir da implantação, em 1910, da Usina Hidrelétrica de Itatinga pela então Companhia Docas de Santos (que administrou o complexo marítimo de 1888 a 1980, quando foi substituída pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, Codesp). A unidade fica em Bertioga e, até o início deste século, garantiu toda a eletricidade demandada pelo complexo - hoje, também é necessário utilizar energia da rede nacional. 

Com Itatinga, no século passado, foi possível a substituição progressiva dos guindastes a vapor pelos elétricos. Na década de 70, a entrada em operação dos contêineres foi outro fator que alterou as operações e as estruturas portuárias. 

Já no século 21, a automação avança consideravelmente, com a implantação de terminais de contêineres automatizados ou semi-automatizados, onde o contêiner é movimentado entre os pátios e os porões dos navios apenas por equipamentos pré-programados. “Na área portuária, nós já temos fora do Brasil aquilo que se chama do terminal fantasma, onde a presença do homem é mínima e até indesejada. A circulação do homem no terminal pode ser até perigosa para ele mesmo. Os equipamentos automatizados não levam em consideração uma pessoa andando aleatoriamente pelo pátio. Os homens têm que se deslocar nos pátios dentro daqueles caminhões pré-determinados exclusivamente para o que for necessário”, explicou o professor. 

Esses terminais já são realidade, por exemplo, em Roterdã (Países Baixos) e no complexo de Los Angeles e Long Beach (costa oeste dos Estados Unidos). E seus sistemas já começam a ser aplicados em Santos. O Terminal de Contêineres (Tecon), administrado pela Santos Brasil na Margem Esquerda do Porto, já conta com gates automáticos, liberando o acesso de caminhões sem a presença de funcionários. E o uso dessa tecnologia deve ser ampliada pela empresa nos próximos anos.

 

 

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já declarado patrimônio carioca e nacional, cais deve se tornar patrimônio mundial da Unesco

Por ser o único ponto de desembarque do tráfico negreiro que restou preservado, o Cais do Valongo, já declarado patrimônio carioca e nacional, deve se tornar patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em setembro, uma comissão do órgão vistoriou o antigo atracadouro e a expectativa é de que em maio o Brasil saiba se são suficientes as condições apresentadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em um dossiê de 400 páginas. A decisão final será anunciada em junho de 2017.

A vista para um longo vale entre os morros da Conceição e do Livramento era o que aguardava os sobreviventes que desembarcaram no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, depois de uma viagem degradante entre a África e o Brasil, entre 1774 e 1843. Das 4 milhões de pessoas escravizadas do outro lado do Atlântico e que chegaram para o trabalho forçado na época da colônia, nas fazendas ou na contabilidade dos negócios, 1 milhão passaram pelo Valongo – o que torna o porto a principal porta de entrada de homens e mulheres escravizados nas Américas.

O Cais do Valongo foi desativado por leis que proibiam o tráfico transatlântico no século 19 e foi aterrado para receber a imperatriz Teresa Cristina, em 1843. Recentemente, durante obras de revitalização da região portuária, ele acabou redescoberto, com a ajuda de especialistas.

“A sociedade sempre se manteve atenta, os moradores da região sempre guardaram, na sua saga da oralidade, a força desse espaço; a academia, quando a escavação [das obras de revitalização] começou, imediatamente disse: 'Atenção, o Cais do Valongo está aí', quer dizer, a cidade, por meio de seus habitantes, nunca esqueceu o que se passou nesse pedaço de terra”, explicou o antropólogo e coordenador da candidatura do cais a patrimônio, Milton Guran.

No local, foram encontrados milhares de vestígios da passagem de africanos de várias partes. Entre os objetos, búzios do indo-pacífico, utilizados à época como moedas, além de colares, cachimbos, brincos e braceletes. São mil caixas, com 1,5 milhão de peças, guardadas em um galpão e que só devem ser expostas ao público em 2018. A prefeitura fechou contrato com um laboratório de arqueologia e um termo com o Ministério Público Federal para cuidar do material.

O ex-secretário executivo de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e morador do bairro Giovanni Harvey, que acompanha desde o início a criação do sítio histórico do Cais do Valongo, afirmou que o local é parte de um “quebra-cabeça' da diáspora africana.

No local foram encontrados milhares de vestígios da passagem de africanos (Foto:Agência Brasil)

“Há uma visão romantizada que acha que a chegada ao Cais do Valongo era a chegada do pai, da mãe e dos filhos, mas não é isso. É a chegada de uma pessoa que foi apartada de sua vida, de sua família, de tudo. Há três, quatro séculos, um ser humano era colocado em um barco sem ter nenhuma noção de para onde estava indo”, disse. “O cais é uma referência material, dá concretude a essa chegada de africanos escravizados”, acrescentou Harvey, que já esteve na Casa dos Escravos, em Goré, no Senegal, na Costa Oeste da África, onde os escravizados eram embarcados.

Na avaliação do ex-secretário, que já foi consultor das Nações Unidas, o reconhecimento do Valongo permite refletir sobre o passado e pensar o futuro, assim como o Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana, inaugurado em setembro nos Estados Unidos.

Milton Guran também aposta no tombamento do cais por ser um marco da violência da escravidão e único. “Este é o único porto de desembarque que se preservou materialmente no mundo, não tem outro”, afirmou. Ele lembrou que já foram tombados pela Unesco os portos de embarque de Goré, no Senegal, o Castelo El Mina, em Gana, e da Ilha de Moçambique.

O antropólogo, que estudou o retorno de pessoas escravizadas ao Benin, também defende a criação de um “memorial de celebração da herança africana” sobre a contribuição de africanos e de seus descendentes ao Brasil. “No dossiê da candidatura explicamos que todo o bairro do cais tem uma unidade e importância histórica”, citando, como exemplo, em frente ao Valongo, o prédio das Docas Dom Pedro II, projetado pelo engenheiro negro André Rebouças.

Pequena África

A região do Cais do Valongo, centro do comércio escravagista, também guarda vestígios de casas nas quais pessoas negras recém-chegadas da África eram vendidas como objetos, como mostram as imagens dos artistas Jean Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas e Maria Grahan. Bem perto, está aberto à visitação o Cemitério dos Pretos Novos, onde eram depositados corpos de jovens e crianças, principalmente, que não sobreviviam até a chegada ao Brasil.

Na mesma região, chamada de Pequena África pelo artista negro Heitor dos Prazeres, por influência da ocupação de africanos e seus descendentes, nasceram as primeiras associações que promoviam cortejos de carnaval (ranchos), candomblés e casa de angus.

“Não é à toa que o Rio de Janeiro é um polo de produção e renovação cultural no Brasil e no mundo”, disse, em vídeo do Iphan, a professora Martha Abreu, da Universidade Federal Fluminense, uma das autoras do dossiê de candidatura do cais a patrimônio.

 

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Diretor da Antaq defende hidrovia no Porto de Santos

Proposta foi destacada em reunião com empresários do cais santista na sede da Codesp

21/11/2016 - 13:50 - Atualizado em 21/11/2016 - 17:05

A implantação de um sistema de transporte hidroviário de cargas deve ser uma prioridade do Porto Santos. A opinião é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, que cobrou a medida para utilização dos rios da região durante apresentação na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na manhã de ontem. 

Tokarski se reuniu com empresários do cais santista em um evento promovido pelo Clube da Âncora, na sede da estatal. Na impossibilidade da presença da diretoria-executiva da Docas, o diretor-geral da Antaq foi recebido pelo superintendente do gabinete da presidência, Raul Moura de Sá. 

De acordo com a diretora-presidente do Clube da Âncora, Madeleine Onclinx, a iniciativa integra a nova estratégia da entidade, de facilitar o acesso da iniciativa privada ao poder público. 

Utilização dos rios e do canal do Porto para o transporte de cargas já motivou estudos de terminais

A viabilidade do transporte hidroviário de cargas na Baixada Santista é expressa pela quantidade de rios e braços de mar que cruzam a região. São, pelo menos, 180 quilômetros de vias navegáveis que podem ser utilizados para o deslocamento de cargas. Essa extensão foi constatada em um estudo realizado pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) a pedido da extinta Secretaria de Portos (SEP), que foi incorporada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC).

“Eu não conheço detalhadamente (o estudo contratado pela SEP), mas dentro da proposta é o seguinte: pode haver um terminal de contêineres concentrador bem antes de chegar na Cidade, que traria (as cargas até o Porto) por barcaça. Não só isso. Há outros produtos que podem ser transportados. Infelizmente, (o serviço) ainda não foi implantado”, destacou o diretor-geral da Antaq. 

Há cerca de um ano, a Codesp, na gestão do ex-presidente Angelino Caputo e Oliveira, apresentou a possibilidade de se utilizar as hidrovias locais. A ideia era evitar um trajeto rodoviário de cerca de 50 quilômetros para o transporte de contêineres entre terminais das duas margens do Porto. Isso seria possível com a implantação de uma rota circular de troca de mercadorias entre instalações do cais santista.

Utilização da hidrovia para o transporte de cargas pode reduzir os impactos da operação portuária 

(Foto: Carlos Nogueira)

Apesar da expectativa, o plano não avançou. Para Tokarski, a utilização da hidrovia para o transporte de cargas na região é uma forma de redução dos impactos da operação portuária nos municípios. 

“Eu vejo que tem que se dar prioridade a isso aí. Eu acho que é uma evolução. A gente vê exemplos na Europa que você consegue dar uma eficiência muito maior. E até a relação Porto-Cidade. Quanto menos caminhões entrarem no Porto e na Cidade, melhor. Eu vejo que essa é uma possibilidade”, destacou o executivo. 

O projeto da Carbocloro, de transportar cerca de 800 mil toneladas de sal por ano através das vias navegáveis, também foi lembrado por Tokarski como um dos estudos que podem ser vir como ponto de partida para a mudança operacional. O plano prevê que, por navio, 2 mil caminhões, que fazem um trajeto de 22 quilômetros entre o cais santista e a fábrica, em Cubatão, podem ser retirados das estradas da região. 

Outra proposta

Também há um projeto que inclui a transferência de cargas de navios para balsas, que então seguiriam para o polo industrial. O plano foi apresentado pelo diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva, há cerca de seis meses. Na época, o executivo explicou que estudava como o transbordo (a movimentação de cargas de uma embarcação para outra) seria feito, se o navio estaria atracado, no cais, ou fundeado no estuário. 

“Acho que a sociedade devia se envolver mais nessa questão. A gente sabe que a sociedade de Santos é forte e atuante na questão do Porto, faz toda uma discussão e quer um Porto eficiente porque ele realmente gera riquezas para os municípios. Mas ela também tem que ajudar e, no bom sentido, cobrar, porque isso precisa de recursos”, destacou o diretor da Antaq.

 

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José Serra visita a Espanha para tratar de comércio, investimentos e acordo Mercosul-UE

José Serra visita a Espanha para tratar de comércio, investimentos e acordo Mercosul-UE

Da Redação

Brasília –  Comércio, investimentos, negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia são alguns dos principais temas na agenda das conversações que o ministro das Relações Exteriores, José Serra, terá a partir desta segunda-feira (21), durante sua visita de três dias à Espanha.

Em Madri, Serra manterá encontro com a secretária de estado de Comércio, María Luísa Poncela. No dia seguinte, será recebido pelo rei Felipe VI e pelo presidente de governo Mariano Rajoy, e terá reunião com o ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação, Alfonso Dastis.

Segundo o Itamaraty, nos encontros com as autoridades espanholas, serão discutidos temas da pauta bilateral, como a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, comércio e investimentos. Também serão revisados assuntos da agenda regional, entre os quais as negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

No dia 23, o ministro Serra participará de seminário empresarial, juntamente com os titulares das pastas de Transportes, Portos e Aviação Civil, Minas e Energia, e do Programa de Parceria de Investimentos. O evento será coordenado pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e dos Investimentos (Apex-Brasil) e sua homóloga espanhola, a ICEX-España Exportación e Inversiones. No evento, será apresentado aos investidores espanhóis o “Projeto Crescer”, que prevê a licitação de 34 projetos na área de infraestrutura no Brasil.

A Espanha ocupa o terceiro lugar entre os maiores investidores individuais no Brasil, com um estoque de investimentos em 2014 de cerca de 53,8 bilhões de euros. Os investimentos brasileiros naquele país, da ordem de 14,7 bilhões de euros, apresentaram expressiva elevação nos últimos anos e fizeram do Brasil um dos principais investidores na Espanha, entre os países emergentes.

O fluxo de comércio entre os dois países será outro tema de destaque na agenda do chanceler brasileiro nos contatos com as autoridades do governo espanhol. De janeiro a outubro, as exportações brasileiras somaram US$ 2,294 bilhões (queda de 7,06% comparativamente com o mesmo período de 2015) e as vendas espanholas tiveram uma retração ainda mais expressiva, de 28,73% para US$ 2.219 bilhões. Nos dez primeiros meses do ano, a corrente de comércio totalizou US$  6,446 bilhões  e este ano deverá ficar, na melhor das hipóteses, em torno de US$ 5 bilhões.

 

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Mundo tem mais navios que carga para levar

Segundo a ONU, volume de produtos transportados pelos oceanos foi, no ano passado, o mais baixo desde 2009

Comércio internacional aponta 2016 como o pior ano
de expansão das exportações (Carlos Nogueira/AT)

Nas principais rotas comerciais nos mares do planeta, uma constatação: há mais espaço nos navios de cargas que produtos para serem transportados. A expansão de exportações, que foi a tônica do comércio por décadas, está estagnada. E, pior: o discurso político que ganha força é justamente o do protecionismo.

Dados da ONU, OMC e de entidades especializadas no comércio internacional apontam que 2016 registra a pior expansão das exportações em um ano de crescimento econômico em décadas. Já o cenário futuro, com um mundo tentando descobrir qual será a política comercial de Donald Trump, é dos mais incertos.

Segundo dados coletados pela ONU em Genebra, o crescimento no volume de produtos transportados pelos oceanos foi, no ano passado, o mais baixo desde 2009, o ano do colapso da economia mundial. Desta vez, porém, não houve uma retração do PIB mundial. Mas, mesmo assim, o comércio não sofreu a expansão tradicional.

O aumento entre 2014 e 2015 foi de apenas 2,1%. Ainda que o volume total tenha ultrapassado, pela primeira vez, a marca de 10 bilhões de toneladas, analistas alertam que o “futuro aponta para incertezas”. A ONU também admite que os sinais indicam um “freio” no processo de globalização comercial, especialmente diante da recessão em algumas economias e da retórica protecionista cada vez mais presente.

Problemas - “O crescimento baixo do setor de transporte marítimo reflete os problemas no comércio global”, alertou o informe anual da ONU sobre o setor de cargas. A constatação coincide com os números que, nas últimas semanas, entidades internacionais vêm divulgando. Segundo o Escritório de Análise Econômica da Holanda, por exemplo, houve até mesmo uma retração do comércio internacional nos dois primeiros trimestres de 2016, com uma queda de mais de 1%.

Já a OMC foi obrigada a rever sua previsão de expansão do comércio para 2016. Agora, ela estima que o ano pode ser o pior desde o auge da crise financeira internacional, em 2009. Para 2016, a nova previsão é que o comércio internacional tenha aumento de 1,7%. Em abril, a perspectiva da OMC era de uma expansão de 2,8%. Para 2017, a melhoria seria insignificante.

Nos EUA, o valor total de exportações e importações sofreu uma queda de US$ 470 bilhões de janeiro a setembro. Em 2015, a contração havia sido de US$ 200 bilhões. Segundo analistas, o que mais chama a atenção é que, pela primeira vez desde 1945, o comércio americano sofreu uma queda em tempos de suposta estabilidade econômica.

A ONU aponta que a tradução desses números para o setor de transporte tem sido real. Acostumados a ver uma expansão ininterrupta do comércio, empresas do setor investiram em novas embarcações. Hoje, descobrem que não têm mercadoria para transportar.

Em setembro de 2016, o segmento sofreu sua maior falência, com a quebra da Hanjin Shipping, a sétima maior empresa do mundo em transporte marítimo. “Simplesmente, não há carga hoje em volume suficiente para preencher os novos navios, maiores e mais modernos”, alertou o secretário-geral da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento, Mukhisa Kituyi.

A queda na demanda de importação na China, preços de commodities mais baixos e as incertezas geopolíticas estariam contribuindo para esse “freio” na globalização. 

 

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Feira náutica Riviera Boat Week ocorre em Bertioga

Sucesso de vendas e público fez com o evento fosse prorrogado

Interessados podem conferir exposição neste final de semana em Bertioga ( Foto: Divulgação)

A feira náutica Riviera Boat Week, que acontece  no estacionamento do Riviera Shopping, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, vai continuar por mais este final de semana, indo até domingo. Originalmente, o evento, em sua primeira edição, terminaria na terça-feira passada, mas, segundo seus organizadores, o sucesso de vendas e público motivou sua permanência.

A feira é realizada  a partir de uma parceria com o shopping e o Projeto Riviera nas 4 Estações. Ela reúne embarcações nacionais e importadas e, ainda, carros, quadriciclos, motos aquáticas, veículos side-by-side, bikes elétricas, acessórios, motocicletas e moda. O Riviera Boat Week pode ser visitado sempre das 15h às 22 horas.

 

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Vereadores se reunirão em audiência pública para debater embarque de grãos

Audiência discutirá medidas para diminuir os impactos da operação de grãos no Corredor de exportação

Será realizada, na próxima quarta-feira, a audiência pública que vai discutir as medidas a serem implantadas por terminais marítimos, para mitigar os impactos da operação de grãos no Corredor de Exportação do Porto de Santos. O evento, que seria realizado na última quarta-feira na Câmara Municipal, foi transferido por conta do feriado da Proclamação da República (celebrado na terça-feira). 

Além da participação da população e dos vereadores, a audiência pública contará com representantes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que vão falar sobre as novas normas de licenciamento de instalações portuárias.

A poluição causada pela emissão de partículas nessas atividades é considerada o principal conflito na relação Porto-Cidade e, em fevereiro último, uma audiência pública na Câmara Municipal discutiu o tema. Nessa sessão, também foram destacados os projetos de ampliação e modernização previstos após os novos contratos de arrendamento dessas instalações. 

 Comissão Especial de Vereadores (CEV)  estuda impactos da emissão de partículas nas operações

(Foto: Carlos Nogueira)

A necessidade de limpeza frequente dos túneis dos armazéns e dos poços dos elevadores e cuidados com o material recolhido, além da destinação correta dos detritos e a utilização de caminhão hidrovácuo, foram algumas das demandas apontadas para minimizar o problema nessa última audiência. 

A audiência da próxima semana integra a nova etapa do trabalho realizado pela Comissão Especial de Vereadores (CEV) que estuda os impactos da emissão de partículas – durante a operação portuária – em bairros vizinhos à região do cais, como a Ponta da Praia, o Estuário e o Macuco. A CEV é presidida por Sadao Nakai (PSDB) e conta também com Adilson dos Santos Júnior (PTB), Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB), Benedito Furtado (PSB), Douglas Gonçalves (DEM), José Teixeira (PSD), Marcelo Del Bosco (PPS), Murilo Barletta (PR) e Sérgio Santana (PR). 

Na semana passada, o presidente da comissão visitou as futuras instalações do Terminal de Exportação de Santos (TES). A área de 46,8 mil metros quadrados – que engloba os armazéns 38, XL (40 externo) e XLII (42 externo) do Corredor de Exportação – foi leiloada em dezembro do ano passado pela União.

O vencedor foi o consórcio LDC Brasil, formado pelas traders Louis Dreyfus Commodities e Cargill Agrícola. O grupo se comprometeu a pagar R$ 303,069 milhões pelo direito de outorga. 

A comissão visitou ainda a instalação da ADM do Brasil e a da Caramuru, ambas no Corredor de Exportação. Os parlamentares passaram pelo armazém e seu túnel e percorreram o poço do elevador, as moegas rodoviária e ferroviária e a sala de controle da instalação portuária. 

 

 

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Problema em software afeta 45 navios e custa R$ 6 milhões

Prejuízos por problemas em sistema da Anvisa foram estimados pelo Sindicato dos Agentes Marítimos

Cerca de 45 navios tiveram suas operações atrasadas no Porto de Santos, por conta de problemas que afetaram o funcionamento do sistema da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – agora regularizado. O prejuízo chegou a US$ 1,8 milhão, o equivalente a R$ 6,1 milhões, de acordo com levantamento do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Já as dificuldades que os usuários do Porto de Santos ainda enfrentam por conta da paralisação dos auditores fiscais e dos analistas da Receita Federal tornaram-se “incalculáveis”, segundo a entidade. 

Após reuniões e debates entre as equipes de Tecnologia da Informação (TI) do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), da Anvisa e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), as inconsistências no sistema que valida o pagamento de taxas portuárias foram sanadas. 

A maioria das embarcações retidas era de navios de granéis sólidos (Foto: Carlos Nogueira)

Desde o final do mês passado, os agentes marítimos enfrentaram dificuldades para gerar a guia de recolhimento para a obtenção da Livre Prática – documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e as libera para entrar no cais. O mesmo ocorreu para a obtenção do Certificado Sanitário de Bordo e para a liberação de produtos de importação. 

“Por enquanto, o Datavisa, que é um sistema interno, está funcionando normalmente. O problema foi com o sistema PortoNet, da Anvisa, que controla a integração com o sistema Porto Sem Papel (do Ministério dos Transportes). Esse sistema demonstra, neste momento, que as petições (DUV’s) estão  transitando normalmente, o que comprova que a integração encontra-se estabelecida”, destacou o diretor-executivo do Sindamar, José Roque. 

Segundo o executivo, entre as embarcações que ficaram retidas na Barra, a grande maioria era de navios de granéis sólidos (soja, milho ou açúcar). Neste caso, cada dia de espera pode custar US$ 15 mil (R$ 48 mil).

Receita Federal

Enquanto os graneleiros foram os navios mais afetados pelos problemas técnicos da Anvisa, no caso da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, todos os cargueiros tiveram seus custos elevados. “Todas as mercadorias em trânsito pelo Porto de Santos estão sendo afetadas profundamente com as cargas permanecendo em zona primária com custos para os exportadores, importadores e armadores”, disse Roque.

Segundo o executivo, para as cargas importadas  como cevada, malte, trigo e óleo vegetal, não há regime de Despacho Antecipado, pois elas também dependem de liberação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nesses casos, elas permanecem nos armazéns aguardando o desembaraço aduaneiro que, antes da greve, demorava três dias e, agora, está levando oito dias.

“Alguns embarques possuem contratos quanto ao prazo de entrega no exterior e, na hipótese desse compromisso não ser atendido, resultará em multas aos exportadores. Não há como se falar em desenvolvimento do País com a situação desconfortável em que nos encontramos, pela magnitude do Porto de Santos e do Estado de São Paulo, onde se localiza o maior parque industrial”, destacou o executivo.

Contêineres

O prejuízos ainda são multiplicados se forem somadas as despesas com contêineres. O custo diário de uma caixa metálica de importação pode variar US$ 30 e US$ 50, entre o 11º e o 21º de retenção, respectivamente. Os valores são o equivalentes a R$ 102 e R$170. 

Já as despesas com um contêiner de 40 pés variam de US$ 60 a US$ 90 por dia, nas mesmas condições. Os cofres especiais, como os refrigerados, têm custo diário variando até a US$ 260(R$ 884) .

“Causa-nos estranheza a falta de reação do Governo com essas paralisações que afetam não só o comércio exterior, como a balança comercial brasileira. E a imagem do País começa a ficar desacreditada e desgastada, por falta de cumprimento dos compromissos comerciais assumidos, decorrente dessa infindável greve, passando a nítida impressão que se governa de costas para o Porto de Santos, que representa quase 30% da balança comercial brasileira”, destacou Roque. 

 

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Brasil e Irã tratam do aumento do comércio e investimentos na reunião da Comissão Econômica-Comercial

Brasil e Irã tratam do aumento do comércio e investimentos na reunião da Comissão Econômica-Comercial

Brasília – O ministro Marcos Pereira reuniu-se nesta quinta-feira (17), em Brasília, com uma delegação de autoridades iranianas chefiada pelo ministro da Economia e Finanças do Irã, Ali Taiebnia, para discutir ações que visam incentivar o aumento do comércio e dos investimentos entre os dois países. Foi a primeira reunião no Brasil, desde o relançamento, em 2015, da Comissão Econômica-Comercial Bilateral Brasil-Irã.

Ministro Marcos Pereira reuniu-se com o ministro da Economia e Finanças do Irã, Ali Taiebnia

Ministro Marcos Pereira reuniu-se com o ministro da Economia e Finanças do Irã, Ali Taiebnia

O ministro Marcos Pereira assinalou que o comércio bilateral está crescendo, mas que há grande potencial para aumento das vendas dos setores automotivo, de alimentos, de máquinas e equipamentos e médico-hospitalar. O ministro Ali Taiebnia destacou que o Irã é um dos países mais estáveis e desenvolvidos do Oriente Médio e que tem grande interesse em ampliar suas relações econômicas com a América Latina, especialmente com o Brasil.

Ali Taiebnia concordou que existem grandes oportunidades a serem exploradas e que o papel dos governos é verificar essas possibilidades e executá-las seja na área de comércio ou de investimentos. Durante a reunião, Marcos Pereira lembrou que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), formada por sete ministérios, entre eles o MDIC, criou um grupo de trabalho para definir ações que aprofundem as relações econômicas bilaterais.

Intercâmbio Comercial

Em 2015, as exportações brasileiras para o Irã cresceram 15,8% em relação ao ano anterior, passando de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,6 bilhão. O que representou 0,9% do total das vendas do Brasil para o mundo, no ano passado, quando 114 empresas brasileiras realizaram vendas para o mercado iraniano.  Em 2016, o comércio bilateral também registra crescimento.

De janeiro a outubro deste ano, o intercâmbio comercial, que é a soma das exportações e importações, cresceu 46,1%, alcançando US$ 1,94 bilhão.  A balança comercial é superavitária para Brasil. As exportações brasileiras são de US$ 1,879 bilhão e as importações, US$ 59 milhões, com saldo positivo de US$ 1,820 bilhão. A pauta de exportações brasileiras para o Irã é formada principalmente por milho em grãos, soja em grãos, carne bovina, açúcar em bruto, farelo de soja, chassis com motor para automóveis. O Brasil compra do Irã, principalmente, manufaturados de ferro e aço, ureia e borracha e uvas.

Fonte: MDIC

 

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“Eleição de Trump não trará prejuízos ao comércio EUA-Brasil”, afirma embaixadora americana

“Eleição de Trump não trará prejuízos ao comércio EUA-Brasil”, afirma embaixadora americana

São Paulo – A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, disse que a eleição de Donald Trump não implicará em prejuízo para as relações comerciais entre os dois países. Ela participou hoje (17) de seminário na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), na capital paulista.

“O interesse básico com os Estados Unidos em fazer parcerias não vai mudar, não importa quem esteja na Casa Branca”, disse. “Estou confiante de que continuaremos a aprofundar as relações [comerciais] com o novo presidente”, completou a embaixadora.

De acordo com a embaixadora, eleições geram incertezas, e o temor brasileiro com relação a possíveis mudanças é compreensível. “Precisamos buscar maneiras de estreitar vínculos econômicos e comerciais, o que trará benefícios para os dois países e pode ajudar a tirar o Brasil da crise”. A embaixadora mostrou-se favorável às propostas de redução do Custo Brasil para tornar o país mais competitivo.

O comércio entre os dois países, segundo a embaixadora, movimenta  US$ 100 bilhões por ano, com perspectiva de crescimento nos próximos anos. As parcerias comerciais valorizadas pelos Estados Unidos vão desde grandes empresas como Embraer a média e pequenas empresas.  A embaixadora estima que o estoque de investimentos dos Estados Unidos no Brasil gire em torno de  US$ 112 bilhões.

Hélio Magalhães, presidente do conselho de administração da Amcham, ressaltou que as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidas estiveram paralisadas por muitos anos. “Havia uma simpatia, mas nada de concreto era feito”, criticou. As novas perspectivas no Brasil, no entanto, devem acelerar os negócios, mesmo com a mudança presidencial nos Estados Unidos, na opinião de Hélio Magalhães.

Turismo

Para a embaixadora, o intercâmbio educacional e o turismo entre os dois países também devem ser mantidos. “Temos que incentivar o maior número de turistas com mecanismos que facilitem as viagens nas duas direções”, disse.

Outro laço que deve se estreitado entre os países é na questão da segurança, de acordo com Liliana Ayalde. Iniciativas como cooperação, troca de informações e o combate à lavagem de dinheiro são defendidos pela embaixadora.

“Vimos os atentados em Paris. Os terroristas não fazem distinção entre a nacionalidade das vítimas, com armas de destruição em massa. O Brasil é um forte e seguro parceiro na promoção da paz no mundo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

 

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Setor portuário abre vagas para diversos cargos

Esta é a 42ª edição da coluna Porto & Oportunidades

VAGAS PARA ENSINO SUPERIOR

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Operações Marítimas

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Gerar manifestos e abertura de escala e CEs no sistema Mercante/Siscarga. Classificar cargas perigosas e descarga trânsito (via corretor). Atualizar o sistema do Armador. Enviar avisos de chegada das cargas aos importadores. Vincular manifestos às escalas dos navios no sistema Mercante/Siscarga. Fornecer conforme procedimento documentação ao terminal e ao operador portuário. Fornecer valores para pagamentos aos importadores. Atualizar o sistema da Agência para o recebimento de taxas. Acompanhar e realizar, quando necessário, comunicação com navios e armadores. Realizar abertura de Escalas no sistema de Conta Corrente do Armador. Atualizar datas de BLs no sistema do Armador. Realizar emissão e conferência dos BLs para liberação aos embarcadores, após os devidos pagamentos. Vivência anterior com documentação relacionada à importação e exportação. Conhecimentos nos sistemas Siscomex, Receita Federal e Mercante.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Desejável Ensino Superior completo

Como se candidatar: acessar o site www.catho.com.br

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Gerente Administrativo

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Gerenciar todas as rotinas pertinentes ao setor administrativo da empresa. Responder pelas atividades de administração de pessoal, recursos humanos, qualidade, controladoria, seguros, compras, limpeza, segurança patrimonial e do trabalho. Acompanhar execução orçamentária. Participar da elaboração de contratos. Implantar novos procedimentos para melhoria de processos, dando suporte à diretoria.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Convênio com farmácia, Restaurante na empresa

Requisitos: Ter atuado como gerente em empresas do segmento portuário ou logístico.

Como se candidatar: acessar o site www.catho.com.br

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Coordenador de Projetos de Engenharia

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Atuar com gerenciamento e fiscalização das obras de ampliação de terminal portuário. Atuar no gerenciamento de projetos e atividades de montagem para o setor portuário, desenvolvimento de processos para novos produtos, bem como especificação, validação e qualificação de máquinas e equipamentos. Controle do escopo, cronograma, qualidade e orçamento do projeto, incluindo planejamento das atividades de compra e gestão de interface técnica dos empreiteiros, fornecedores, consultores externos e internos, com reporte direto ao gerente do projeto. Gestão de equipes, atuando na definição de tarefas, motivação, treinamento, orientação quanto a normas e políticas internas, buscando a formação de grupos de alta performance e direcionados ao alcance dos resultados.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Experiência na coordenação de obras. Superior em Engenharia completo. Experiência na área.

Como se candidatar: acessar o site www.catho.com.br

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Engenheiro Civil

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Atuar com gerenciamento e fiscalização das obras de ampliação de Terminal Portuário, análise e verificação de documentos técnicos, compatibilidade de projetos de diferentes disciplinas, desenvolvimento de documentos técnicos de apoio a obra, desenvolvimento de procedimentos de execução, desenvolvimento de procedimentos de inspeção, controle e critérios de aceitação, desenvolvimento de atividades de planejamento e controle da obra, verificação do projeto das estruturas portuárias.

 

Salário: A combinar

Benefícios: Desejável experiência em gerenciamento e fiscalização de obras portuárias. Ensino Superior em Engenharia Civil. Possuir registro no CREA.

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Assistente de Escrita Fiscal

Local de Trabalho: Guarujá

Responsabilidades: Apoiar a área fiscal na organização, conferência e validações de documentos. Realizar o atendimento as fiscalizações, emissão de notas fiscais, conferência e cálculo de impostos e tributos, com armazenamento adequado de arquivo XML

Salário: R$ 2.000,00

Benefícios: Assistência médica e odontológica, auxílio-creche, estacionamento, participação nos lucros, restaurante na empresa, vale-transporte

Requisitos: Ensino Superior completo ou cursando em Ciências Contábeis, Administração, Economia, Direito ou afins. Experiência na função. Conhecimentos em escrita fiscal, cálculos tributários, CNDs, recolhimento de impostos, emissão e controle de notas fiscais eletrônica.

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Exportação Júnior

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Acompanhar, apoiar e executar as operações de desembaraços na importação e exportação. Atuar com omércio exterior e demais rotinas operacionais de despacho aduaneiro.
Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Auxílio Creche, Seguro de vida em grupo, Tíquete-alimentação, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Formação Superior em Administração de Empresas ou Comércio Exterior.
Conhecimentos do pacote Office e do sistema Siscomex (importação e exportação).

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VAGAS PARA ENSINO MÉDIO

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Ajudante de manutenção

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Ajudar com mecânicos na manutenção de empilhadeiras no segmento portuário. Auxiliará nas atividades de manutenção preventiva e corretiva mecânica da assistência técnica nos serviços de lubrificação e substituição de componentes mecânicos e/ou elétricos dos equipamentos.

Salário: R$ 1.500,00

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Seguro de vida em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Ensino médio completo

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Supervisor de limpeza

Local de Trabalho: Cubatão-SP

Responsabilidades: Responsável pela equipe de limpeza de serviços de um terminal portuário.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Odontológica, Tíquete-alimentação, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Ensino médio completo e Habilitação para dirigir (Categoria A, Categoria B)

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Camareiro/Cabinista

Local de Trabalho: Navio de cruzeiros

Responsabilidades: Realizar a limpeza, arrumação e organização das cabines, prestar suporte aos passageiros do navio entre outras atividades

Salário: em média R$ 4.500,00. Nas vagas de Cruzeiro, como os salários são pagos em dólares, os valores em reais dependem da cotação do dia. Os salários descritos acima são a média, podendo ser maior ou menor dependendo da companhia. Registro será CIT- Contrato Internacional de Trabalho.

Benefícios: Não divulgado

Requisitos: Ensino médio completo, Experiência relevante na área aplicada.

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VAGAS PARA ENSINO TÉCNICO

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Importação/ Exportação - Despacho Aduaneiro

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Atuar em empresa de comércio exterior, análise de documentos de importação e exportação, registro de declarações nos sistemas da Receita Federal. Conhecimentos e uso de software da área (bysoft) e orientador Siscomex. Representar importadores e exportadores

Salário: De R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00

Benefícios: Auxílio-Creche, Tíquete-alimentação, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Ensino Técnico/ Superior completo na área de Comex. Ser habilitado junto a RFB como Despachante Aduaneiro (opcional). Domínio e conhecimento em registro de declarações junto ao Siscomex.

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Fiscal de Obras

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Atuar com gerenciamento e fiscalização das obras de ampliação de terminal portuário. Aplicar projeto, planejamento e acompanhamento da obra, detalhamento técnico de serviços e fases da execução, descrição das funcionalidades e aplicações práticas de insumos, gestão direta de equipes em campo.

Salário: A Combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Experiência como Fiscal de Obras e Ensino técnico completo
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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Técnico Mecânico

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades:

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica/Medicina em grupo, Tíquete-refeição, vale-transporte

Requisitos: Não informado

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Técnico em Automação industrial

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Ser responsável pelo desenvolvimento dos sistemas supervisórios, programação de CLP Rokwell, desenvolvimento de projeto de automação para planta de terminal portuário e demais atividades.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica/Medicina em grupo, Tíquete-refeição, vale-transporte

Requisitos: Ensino Técnico ou Superior em Automação Industrial. Vivência específica na área de automação industrial, no desenvolvimento de projetos de automação, sistemas supervisórios, linguagem de programação CLP.

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VAGAS SEM ESCOLARIDADE ESPECÍFICA

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Desenhista Cadista

Local de Trabalho: Santos-SP

Responsabilidades: Atuar com gerenciamento e fiscalização das obras de ampliação de Terminal Portuário. Auxiliar os técnicos com execução do planejamento de parada de manutenção preventiva. Implantação de projeto de descarga de Rocha fosfática no Terminal marítimo. Responsável pela fiscalização em campo do andamento dos projetos e elaboração de controle efetivo dos funcionários das empresas executantes da obra. Recebimento e liberação de materiais e peças para montagem. Apoio aos serviços administrativos, realizando documentação técnica de integração dos funcionários das empresas terceirizadas.
Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Experiência como desenhista.

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Técnico em Segurança do Trabalho

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Executar atividades de inspeção nos locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho. Determinar fatores de riscos de acidentes, estabelecendo normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, visando a prevenção de acidentes, a segurança e higiene nos locais de trabalho. Prevenir acidentes de trabalho e doenças profissionais

Salário: não informado

Benefícios: Assistência médica, tíquete-refeição, vale-transporte

Requisitos: Experiência na área de segurança do trabalho

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Assistente Admnistrativo Operacional

Local de Trabalho: Guarujá-SP

Responsabilidades: Atuar na área de embarque do terminal portuário, acompanhando as operações logísticas. Manter contato com agências de navegação e navios afim de criar uma rotina operacional eficiente. Geração de relatórios de registros de embarque. Contato com as equipes embarcadas, alinhando as informações com as equipes em terra. Participar de auditorias internas nos navios, e inspeções avaliando o local de armazenagem da carga Acompanhar liberação de carga e programação de transportes / logística, certificando-se que a documentação esteja correta. Atuar com rotinas de embarque em navio de carga.

Salário: De R$ 2.001,00 a R$ 3.000,00

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Cesta básica, Convênio com farmácia, Curso de idiomas, Estacionamento, Estudo de pós-graduação / MBA, Participação nos lucros, Seguro saúde, Tíquete-alimentação, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Experiência em empresas correlatas, transportadores e terminais.

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Representante comercial importação e exportação

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Atuar com prospecção, manutenção e visita a clientes importadores e exportadores de cargas marítima e aéreas.
Salário: A Combinar

Benefícios: Não divulgado

Requisitos: Desejável experiência comercial atendendo empresas na área do comércio exterior. Possuir veículo próprio, CNH e celular. Possuir carteira ativa de clientes na área de comércio exterior. A empresa oferece uma ótima comissão sobre o faturamento

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  • Empresa: Confidencial

Cargo: Visitador de Navios

Local de Trabalho: Santos

Responsabilidades: Prepara a documentação (pedido de visitas) junto a polícia federal, alfândega e ANVISA, para viabilizar a atracação do navio, além de efetuar o cadastro de RAP (requisição de atracação e prioridade) junto ao sistema supervia da CODESP e no sistema da empresa. Abre escalas dos navios Liners e Tramps no sistema Siscomex Carga, visando iniciar o planejamento de todos os envolvidos no processo de transporte marítimo de cargas. Realiza visitas de atracação dos navios, para garantir assistência aos tripulantes e manutenção dos serviços de transporte marítimo. Confecciona line-ups (fila de navios) dos portos, visando verificar prioridades e prever horário de atração dos navios clientes.

Salário: A combinar

Benefícios: Assistência Médica / Medicina em grupo, Assistência Odontológica, Cesta básica, Tíquete-refeição, Vale-transporte

Requisitos: Escolaridade não especificada, inglês intermediário.

Como se candidatar: acessar o site www.catho.com.br

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Cruise Staff (Recreador Adulto)

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Irá trabalhar na área de entretenimento, sua função é entreter os hóspedes nas áreas sociais e de lazer com atendimento superior de hotelaria. Faz apresentação de diversos eventos à bordo e também como host de espetáculos entre outros participando das mais variadas atividades de lazer outdoor ou indoor.

Salário: Entre US$ 1.000,00 e US$ 1.860,00

Benefícios: Não divulgado

Requisitos: Maior de 18 anos, inglês fluente e mínimo de dois anos de experiência na área incluindo experiência como master of ceremonies ou apresentações para grupos ou plateias de no mínimo 200 pessoas.

Como se candidatar: Acessar o site www.infinitybrazil.com.br

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Fotógrafo

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Funções Principais: Responsável pelo serviço de fotografia nos diversos eventos e em diversos lugares do navio podendo se estender às ilhas particulares ou gangways, montar e desmontar os sets de fotografia, vender fotos e equipamentos entre outras. Os serviços podem incluir também a realização de book privados assim como o trabalho de revelação e edição de imagens através de programas profissionais apropriados, montagem dos displays, vendas das fotos entre outras tarefas.

Salário: U$ 700.00 + Comissões . Total aproximado US 1,120.00

Benefícios: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos, inglês fluente e experiência na área incluindo trabalhos em festas, formaturas, bailes formais, casamentos entre outros.

Como se candidatar: Acessar o site www.infinitybrazil.com.br

 

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Cabin Steward

Local de Trabalho: A bordo

Responsabilidades: Responsável pela limpeza e arrumação dos quartos dos passageiros. Realiza também checagem e verificação do funcionamento da cabine. Em caso de alguma eventualidade deve acionar os responsáveis pelo mesmo. É responsável também pela reposição das “ammenities” nas cabines assim como o serviço de lavanderia do navio aos hóspedes. Deve ter experiência prévia na função ou departamento em navios de cruzeiro e ou hotéis de grande porte e padrão de serviço em hotelaria.

Salário: U$1,300,00 a US2,500 (incluindo gratificações em ambos os salários)

Benefícios: Não divulgado

Requisitos: Maior de 21 anos Inglês Fluente e experiência a bordo na área

Como se candidatar: Acessar o site www.infinitybrazil.com.br

 

 

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Governo prevê R$ 20 bi em investimentos em portos

Valor leva em conta projetos que serão firmados até o final de 2018, segundo ministro

O Governo espera investimentos da ordem de R$ 20 bilhões em portos até o final de 2018, disse ontem o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa. 

A carteira em análise no Governo prevê R$ 24 bilhões em 67 terminais privados e mais 20 antecipações de contrato, com investimentos adicionais de R$ 10 bilhões. Mas nem tudo será concretizado até o final de 2018, reconheceu o ministro.

No próximo dia 5, Quintella pretende apresentar propostas para desburocratizar e acelerar a análise para autorização de investimentos no setor portuário. Além dos dois terminais autorizados ontem, que totalizam investimentos de R$ 850 milhões e vão gerar perto de 1.300 empregos diretos, o Governo já autorizou investimentos de R$ 155 milhões do terminal de celulose da Fibria e de R$ 206 milhões no terminal de grãos da Cargill, ambos no Porto de Santos.

Os dois empreendimentos foram leiloados em dezembro do ano passado.

 

Licitações

Até o próximo dia 28, serão publicados os editais de licitação de duas áreas para a construção de terminais de combustíveis em Santarém (PA), com investimentos estimados em R$ 30 milhões. E, em meados de dezembro, há expectativa de ser publicado o edital para o terminal de trigo no Rio de Janeiro. 

O Governo Federal espera colocar em consulta pública outros três terminais portuários: um de celulose e outro para veículos, ambos em Paranaguá (PR) e um para celulose em Itaqui (MA). (Estadão Conteúdo)

 

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A Alfândega e a fiscalização das cargas do Porto de Santos

 

O Porto de Santos responde por cerca de 30% do comércio exterior brasileiro, considerando o valor das mercadorias importadas ou exportadas. Essa movimentação estratégica para a economia do país é fiscalizada pelos agentes da Alfândega de Santos. Os funcionários do órgão, ligado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, supervisionam a chegada de produtos do exterior ou sua partida para esse destino, acompanhando o recolhimento dos impostos cobrados nessas operações e verificando a veracidade das informações apresentadas pelos responsáveis pelos produtos.

A equipe da Aduana é formada principalmente por auditores (segundo o sindicato da categoria, há 120 deles no órgão portuário) e técnicos. A Alfândega também conta com sistemas de informação e inteligência, principalmente para combater a pirataria, o contrabando, o tráfico e outras operações ilícitas no comércio exterior.

O pedido de liberação das cargas de importação ou das de exportação – o despacho aduaneiro – é registrado no Sistema de Controle do Comércio Exterior, o Siscomex. É ele, a partir de protocolos de análise de risco e do cruzamento de informações com outros bancos de dados federais, que determina qual o nível de fiscalização a ser aplicado em cada carregamento. Na importação, há três níveis (ou canais), inspirados nas cores das luzes de um semáforo de trânsito: o verde (são dispensados o exame documental e a verificação da mercadoria; o desembaraço é feito automaticamente), o laranja (é necessário apenas o exame documental) e o vermelho (deve-se conferir os documentos da carga e ela tem de ser inspecionada).

Na exportação, há quatro canais. São eles: o verde (o desembaraço dos artigos é automático e fiscalizações são dispensadas), o amarelo (o exame documental é feito e, se nenhuma irregularidade for percebida, a verificação do artigo é dispensada), o vermelho (os documentos devem ser apresentados e o fiscal tem de inspecionar o produto) e o cinza (são aplicados os mesmos critérios que no vermelho, além de ser exigido o exame preliminar do valor aduaneiro da carga).

Em caso de irregularidade, o produto é apreendido e, dependendo da gravidade, é leiloado ou destruído.

 

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PROGRAMA PODE REDUZIR EM ATÉ 60% CUSTOS OPERACIONAIS DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO

publicado em 16 de novembro de 2016

Ministro interino anunciou nesta quarta (16) que Mapa vai aderir ao OEA Integrado dia 13 de dezembro

As empresas exportadoras e importadoras que aderirem, de forma voluntária, ao Programa Operador Econômico Autorizado – OEA Integrado – Agro poderão reduzir os custos operacionais entre 40% e 60%, segundo dados apurados na Suécia, pioneira na implantação do sistema. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai aderir oficialmente ao programa, coordenado no Brasil pela Receita Federal, no próximo dia 13 de dezembro, em São Paulo, anunciou nesta quarta-feira (16) o ministro interino Eumar Novacki. O OEA Integrado está alinhado ao Agro+, plano de desburocratização, simplificação e modernização do agronegócio.

“Esse procedimento vai premiar empresas que trabalham em conformidade com as normas do ministério”, disse Novaki, acrescentando que o país precisa avançar na modernização do comércio exterior agrícola. No primeiro trimestre do próximo ano, o OEA Integrado deverá envolver duas cadeias do agronegócio: o de exportação de carnes e a de importação de insumos para agroquímicos. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, o programa piloto já deve estar em operação em janeiro.

 

 

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CEPAL apresenta as perspectivas do comércio exterior da América Latina e Caribe até 2020

CEPAL apresenta as perspectivas do comércio exterior da América Latina e Caribe até 2020

Brasília – A incerteza econômica e o lento crescimento da demanda mundial nos últimos anos continuam afetando negativamente o desempenho do comércio exterior da América Latina e do Caribe. Esta dinâmica e os impactos econômicos e sociais da globalização são analisados no relatório que a CEPAL divulgará em Santiago do Chile na próxima semana.

A Comissão Regional da ONU apresentará na quarta-feira, 23 de novembro seu relatório anual Panorama da Inserção Internacional da América Latina e Caribe 2016, em que faz uma análise detalhada do comportamento das exportações e importações da região nos últimos meses e apresenta estimativas para o restante do presente ano, assim como uma visão de médio prazo que abrange até 2020.

O relatório será apresentado pela Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em uma coletiva de imprensa às 15h do Chile (16h de Brasília) na sede central do organismo. O lançamento será transmitido ao vivo pelo site da Instituição.

Além de analisar a dinâmica do comércio exterior da região e revisar as tensões que envolvem a globalização, em sua edição de 2016, o Panorama da Inserção Internacional da América Latina e Caribe inclui um capítulo dedicado ao Acordo de Associação Transpacífico (TPP, em sua sigla em inglês), um importante mega-acordo que enfrenta um cenário incerto na atual conjuntura.

Este documento foi preparado pela Divisão de Comércio Internacional e Integração da CEPAL.

Os meios de comunicação estão convidados a assistir ao lançamento desse relatório que será realizado na Sede da CEPAL em Santiago do Chile (Av. Dag Hammarskjöld 3477, Vitacura, Sala Raúl Prebisch) e será transmitido ao vivo pelo site da Instituição.

Uma edição informativa eletrônica do documento e um comunicado de imprensa estarão disponíveis no site da CEPAL na quarta-feira, 23 de novembro às 15h do Chile (16h de Brasília).

Mais informações em: www.cepal.org.

Fonte: CEPAL

 

 

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Auditores da Receita Federal retomam greve nesta quarta-feira (16)

Protesto da categoria deve atrasar liberação de cargas nos terminais do Porto de Santos

16/11/2016 - 15:08 - Atualizado em 16/11/2016 - 15:46

Os auditores fiscais da Receita Federal prometem mais dois dias de greve nesta semana. quarta (16) e quinta-feira (17) , a categoria pretende paralisar totalmente as atividades na Alfândega do Porto de Santos. Com isso, neste período, cerca de 2 mil contêineres devem ser retidos no cais santista. O atraso na arrecadação de impostos deve chegar a R$ 200 milhões. Nesta quarta-feira, pela manhã, também está previsto um protesto dos analistas tributários na porta da Aduana. 

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados no dia em que seu despacho é apresentado – devido ao protesto, o aval acaba saindo apenas dias ou semanas depois, acumulando o serviço.

Durante os dias de greve todas as atividades são paralisadas, exceto a liberação de cargas vivas

(Foto: Luigi Bongiovanni)

O impacto operacional e tributário da greve dos próximos dias será somado aos prejuízos causados pelas outras paralisações das atividades dos auditores. Elas aconteceram nos dias 18, 19, 20, 25 e 26 de outubro. Já neste mês, a categoria ficou de braços cruzados nos dias 1, 3, 8, 9, 10 e ontem.

A greve dos auditores no Porto de Santos já prejudicou a arrecadação de cerca de R$ 1 bilhão em impostos. O valor leva em conta os impostos cobrados sobre cargas e que só são recolhidos quando as mercadorias são efetivamente liberadas, processo que tem sido atrasado devido ao protesto. A previsão é de que, no cais santista, a liberação de até 20 mil contêineres tenha sido atrasada nesses dias. 

Durante os dias de greve, os auditores permanecem do lado de fora das repartições sem assinar a folha de ponto. Na prática, tanto na Delegacia da Receita Federal quanto na Alfândega, todas as atividades são paralisadas, com exceção da liberação de cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimento de bordo.

Ao menos US$ 1,3 milhão (R$ 4,1 milhões) é o prejuízo estimado com a paralisação dos auditores no Porto, considerando a demora na liberação de navios que precisam atracar no complexo. Esse número é calculado pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Segundo a entidade, esse custo é absorvido pelos exportadores e afeta ainda mais a competitividade do País no mercado internacional. 

Os problemas afetam tanto a importação quanto a exportação. No primeiro caso, além do represamento dos contêineres, há a incidência de custos de armazenagem e sobre estadia do equipamento, com despesas adicionais aos importadores que, posteriormente, serão repassadas ao consumidor final. Além disso, a retenção das caixas metálicas pode provocar limitações de espaços nos terminais.

Reivindicação

Há quatro meses em protesto, os auditores reclamam do não cumprimento do acordo firmado com o Governo. Eles também são contra as modificações propostas ao projeto de lei que trata da recomposição salarial e da regularização de normas que garantem a independência e a autonomia do trabalho da categoria.

O acordo, firmado em março deste ano entre o Sindifisco Nacional e o Governo Federal, foi fruto de mais de um ano de negociações e foi encaminhado ao Congresso em julho. Desde então, segundo a categoria, o material vem sendo desfigurado na Câmara dos Deputados. 

 

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Brasil não será punido por reconhecer ou não a China como economia de mercado, diz consultor

Brasil não será punido por reconhecer ou não a China como economia de mercado, diz consultor

Da Redação

Brasília – O Brasil deverá aguardar a posição a ser assumida pelos Estados Unidos e pela União Europeia antes de tomar uma decisão sobre o reconhecimento ou não  da China como economia de mercado. Mas, caso o governo brasileiro escolha por uma opção diferente daquela adotada pelos americanos e europeus, não existe possibilidade alguma de o Brasil sofrer algum tipo de retaliação por quem quer que seja por tomar posição distinta.

O governo brasileiro não deverá se “antecipar” no sentido de tomar alguma posição antes de saber com exatidão como os Estados Unidos e a União Europeia, por exemplo, passarão a tratar a China. Em teoria, a tendência é de que, no Brasil, haja apenas a inversão do ônus da prova para quem peticiona por antidumping.

Gilvan Brogini, Consultor Externo da Barral MJorge

Gilvan Brogini, Consultor Externo da Barral MJorge

Em outras palavras, a China será tratada como economia de mercado, a não ser que os peticionários –no caso, as indústrias brasileiras- demonstrem que, em relação àquele setor em que atuam, as regras de mercado não prevalecem na China. A opinião de Gilvan Brogini, Consultor Externo da Barral Mjorge ao a analisar a possibiliade de o Brasil reconhecer ou não a China como economia de mercado.

Na opinião de Gilvan Brogini, “o presidente Michel Temer não deverá tomar posição alguma a respeito dessa questão –o reconhecimento ou não da China como economia de merado-. Ao menos, não em termos formais, como ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na prática, o reconhecimento “político” feito naquela ocasião pelo ex-presidente seguirá do mesmo jeito, sem impacto sobre o sistema antidumping brasileiro”.

Ao analisar a possibilidade de o governo brasileiro vir a optar pelo não reconhecimento da China como economia de mercado, o consultor e especialista em comércio exterior afirmou não acreditar na hipótese de a China vir a adotar medidas de represálias contra o Brasil: “a adoção de represálias comerciais está se tornando cada vez mais complicada de se fazer no atual contexto das relações econômicas internacionais”.

Ao reforçar seu raciocínio, Gilvan Brogini destaca que “também não acredito que a China trate o Brasil como ‘prioridade’ dentre os países que, no mundo inteiro, insistam em não dar tratamento de economia de mercado aos chineses. De outra forma, acredito que se a China tiver de tomar alguma ‘atitude’ o fará contra os Estados Unidos e a União Europeia, que são mercados consumidores muito mais interessantes. E essa atitude a ser tomada, se o for, deve ser no âmbito da Organização Mundial do Comércio, como a abertura de um painel contra esses membros”.

Segundo ele, “é importante destacar que desde 2004 há esse memorando reconhecendo a China como economia de mercado. Se a China fosse retaliar o Brasil por conta de esse reconhecimento, na prática, não ter significado absolutamente nada, o país asiático já teria tomado medidas concretas nesta última década. Nada ocorreu e o Brasil continuou a aplicar medidas antidumping contra produtos chineses sempre com base em dados (preço e custos) de terceiros países.

Gilvan Brogini adianta que “existe uma cláusula, o artigo 15, no Protocolo de Acessão da China que determina que, quinze anos após o acesso do país asiático à OMC, prazo que expira mês que vem, algumas prerrogativas dadas aos demais Membros da OMC deixarão de valer. São prerrogativas que afetam, basicamente, a forma como a China é tratada em processos antidumping. O que há portanto, é apenas uma questão de interpretação: como essa cláusula –artigo 15- do Protocolo de Acessão deve ser implementada a partir de então?”

Por outro lado prossegue o consultor, “membros da OMC, como Estados Unidos e União Europeia, sinalizam, entre outras coisas, que a China também teria se obrigado por uma série de outros compromissos ao aceder à OMC e não teria ‘feito a sua parte’ para deixar de ser tratada como não economia de mercado em processos antidumping. Por esse motivo, reitero que, em minha opinião, a única saída para a China será acionar o sistema de solução de controvérsias da OMC”.

Em relação especificamente ao Brasil, Gilvan Brogini ressalta que “pelas mesmas razões, a posição tomada pelo Brasil não afetará de modo algum o que os outros decidirem fazer. Cito um exemplo: imaginemos que: de um lado, Estados Unidos e União Europeia decidam que nada vai mudar e que a China continuará a não ser tratada como economia de mercado em processos antidumping, e, de outro, o Brasil resolva tratar a China como economia de mercado nesses processos. Como o impacto disso envolve apenas os fluxos comerciais de importação (mais produtos chineses devem vir para o Brasil), em nada isso afeta os fluxos comerciais que irão, ou deixarão de ir, para aqueles outros Membros da OMC. Nesse exemplo, a grosso modo, quem perde é só o Brasil”.

 

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Saiba como exportar mais de 3.000 produtos para os Estados Unidos sem pagar tarifas

Saiba como exportar mais de 3.000 produtos para os Estados Unidos sem pagar tarifas

São Paulo – O Itamaraty traduziu para o português o “Guia do SGP EUA”, publicado em inglês pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que pode ser visto aqui.

O Sistema Geral de Preferências (SGP) dos EUA é um programa que concede isenção tarifária a 3.500 produtos de países em desenvolvimento. No caso do Brasil, atualmente, são 3.278 linhas tarifárias com acesso ao mercado norte-americano com tarifa zero. O Guia do SGP detalha as regras de funcionamento do programa e orienta o exportador brasileiro a melhor aproveitar os benefícios disponíveis.

Entre os produtos elegíveis à isenção de 100% da tarifa, estão itens agrícolas, tais como carnes, frutas, verduras, nozes, mandioca, grãos, mariscos; e industriais, a exemplo de ferramentas, químicos, tubos, couros, artigos de madeira, móveis, minérios, autopeças e máquinas.

Os itens estão classificados no sistema harmonizado americano em HTS-8, e não na NCM. Para saber se o produto brasileiro é elegível, identifique o código do HTS-8 correspondente à descrição do produto de interesse nesta tabela. Veja tabela preparada pelo Governo brasileiro.

Para ter direito às isenções tarifárias do programa, o comprador do produto brasileiro (importador norte-americano) deve ser orientado a preencher o formulário da aduana norte-americana (Customs and Border Protection – CBP), e incluir o prefixo “A” antes da linha tarifária em HTS-8, de modo a informar que está importando produto beneficiado pelo SGP para não pagar tarifa.

Dúvidas podem ser elucidadas na seção de perguntas frequentes sobre o SGP do Portal do Itamaraty. Comentários podem ser transmitidos por correio eletrônico para dacess@itamaraty.gov.br
deint@mdic.gov.br
apexbrasil@apexbrasil.com.br

 

Fonte Internet: Portal Siscomex

 

 

 

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Renovação de arrendamento do Concais avança

O contrato para a utilização da área da União, firmado entre a empresa e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), se encerra em 2018

 

Temporada de Cruzeiros movimenta o Terminal

(Foto:Carlos Nogueira)

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil aprovou, em caráter preliminar, o plano de investimentos apresentado pelo Concais para a renovação antecipada do arrendamento do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, que fica em Outeirinhos, no Porto de Santos. O contrato para a utilização da área da União, firmado entre a empresa e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), será encerrado em 10 de maio de 2018, mas pode ser prorrogado, caso a empresa tenha seus projetos aprovados pelo Governo Federal. 

A partir desta aprovação preliminar da pasta, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União, o Concais terá 30 dias, prorrogáveis por igual período, para apresentar um plano de ação à Autoridade Portuária. O material deverá conter o cronograma de execução dos investimentos propostos. 

Além disso, a empresa deverá propor ações mitigadoras para as questões de acessibilidade, segurança e conforto dos passageiros no acesso terrestre ao terminal, bem como medidas para regularização de aspectos ambientais, sanitários e de segurança do trabalho na instalação portuária.

A Codesp terá 30 dias para analisar o material. Caso o parecer da Autoridade Portuária seja favorável à renovação do arrendamento, o material aprovado será considerado parte integrante do contrato, compondo as obrigações contratuais da arrendatária.

Em 60 dias, a instalação deverá apresentar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) das intervenções propostas na área portuária. O material deverá ser entregue à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que terá de analisá-lo e verificar se o Concais se mantém em dia com o pagamento de tarifas e demais obrigações. 

Em seguida, a Antaq deverá avaliar as alterações propostas na área do terminal, além dos direitos e obrigações das partes envolvidas no aditivo contratual. 

Procurado, o Concais informou que, por se tratar de uma aprovação preliminar, é preciso aguardar avaliação da Antaq para a empresa se posicionar.

 

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Tecon amplia movimentação de contêineres em 15,5%

Terminal registrou crescimento de 15,5% no último trimestre

Mesmo diante da queda na movimentação de caixas metálicas no Porto de Santos, o Terminal de Contêineres (Tecon), administrado pela Santos Brasil, ampliou em 15,5% suas operações, informou a empresa nesta semana. No terceiro trimestre deste ano, a instalação, localizada na Margem Esquerda do complexo marítimo, em Guarujá, escoou 251.998 cofres e garantiu uma fatia que corresponde a 39,5% da movimentação do cais santista. 

Entre julho e setembro, 641.045 contêineres entraram ou saíram do País pelo Porto de Santos. Os dados são da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o complexo. 

De acordo com a empresa, o crescimento das operações no Tecon Santos é reflexo do volume gerado por dois serviços de navegação que atuam nas rotas para a costa oeste da América do Sul e para a África e que começaram a utilizar o terminal no final do ano passado. Além disso, houve um aumento no número de contêineres dos serviços de navegação compartilhados que atracam na unidade. Esses serviços passaram a contar com novos armadores em sua composição.

 

O Tecon está instalado na Margem Esquerda do Porto, em Guarujá (Carlos Nogueira)

Os contêineres movimentados pela Santos Brasil em seus três terminais – Santos, Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) – no terceiro trimestre deste ano, totalizaram 275.682 unidades. O crescimento de volume acumulado até setembro foi de 11,3%, segundo a empresa.

O aumento consolidado no volume do terceiro trimestre foi registrado, principalmente, nas operações de longo curso com importação, exportação e transbordo, que apresentaram altas de 18,1%, 22,0% e 15,1% respectivamente. As operações de cabotagem responderam por 23,2% do total movimentado no período e o transbordo por 32,6%. 

A receita líquida consolidada pela Santos Brasil foi de R$ 222,6 milhões no terceiro trimestre. No acumulado do ano, totalizou R$ 622,1 milhões. No período, a empresa apresentou redução de 5,4% no custo médio por contêiner movimentado ou armazenado nos terminais portuários em relação ao observado no mesmo período do ano anterior.

 

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Com 95% das obras concluídas, Tiplam inicia testes de embarque de granéis

Unidade da VLI no Porto se prepara para seus primeiros carregamentos de granéis sólidos vegetais

  • Novos berços de atracação do Tiplam (Divulgação/VLI)Divulgação/VLINovos berços de atracação do Tiplam
  • Vista aérea do terminal ampliado (Divulgação/VLI)Divulgação/VLIVista aérea do terminal ampliado
  • Obras de ampliação do Tiplam (Divulgação/VLI)Divulgação/VLIObras de ampliação do Tiplam
  • Novos armazéns já estão funcionando (Divulgação/VLI)Divulgação/VLINovos armazéns já estão funcionando
  • Obras chegam a 95% de conclusão (Divulgação/VLI)Divulgação/VLIObras chegam a 95% de conclusão
  • Novos berços de atracação de navios (Divulgação/VLI)Divulgação/VLINovos berços de atracação de navios
  • Equipamentos de embarque de carga (Divulgação/VLI)Divulgação/VLIEquipamentos de embarque de carga
Ainda neste mês, o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), unidade da VLI no Porto de Santos, iniciará mais uma etapa de seu projeto de expansão, que já está 95% concluído. Trata-se do início da fase de testes de embarques de granéis sólidos de origem vegetal e de açúcar na instalação. Para isso, está prevista a entrega de dois armazéns e de um berço de atracação, além de equipamentos utilizados no carregamento de embarcações. 

 

Localizado na Área Continental de Santos, o terminal fica às margens do Canal de Piaçaguera (via de navegação que sai em frente à Alemoa), ao lado do cais da Usiminas. O projeto de expansão do Tiplam, que tem investimentos de R$ 2,7 bilhões, será concluí-do em junho do próximo ano, de acordo com o gerente da instalação, Alessandro Gama. 

O plano de ampliação do Tiplam prevê a implantação de três novos berços (além dos dois dedicados ao embarque de açúcar e grãos, haverá um terceiro para a descarga de fertilizantes), totalizando quatro pontos de atracação de navios. Hoje, há um berço para a descarga de enxofre, rocha fosfática, fertilizantes e amônia. 

Em junho, a VLI já havia iniciado os testes operacionais do novo pátio de enxofre, que possui capacidade para armazenar 66 mil toneladas do produto. Atualmente, o terminal opera um armazém de enxofre com espaço estático para 60 mil toneladas. 

 Com a finalização total das obras de expansão em 2017, o volume anual do terminal portuário saltará de 2,6 milhões de toneladas para 14,5 milhões, acrescentando 12 milhões de toneladas de capacidade ao sistema portuário de Santos e oferecendo uma opção para o escoamento de cargas no País.

“Agora, no mês de novembro, a gente está concluindo mais uma etapa que é a entrega das duas moegas ferroviárias, a entrega do armazém 1 para grãos, do armazém 3 para açúcar e o berço 2 onde eu posso embarcar os dois produtos. Essa é a segunda etapa do nosso projeto de expansão”, explica o executivo do terminal. Também haverá a entrada em operação de um carregador de navios e transportadores de correias. 

O armazém 1 tem capacidade estática para abrigar 83 mil toneladas de grãos. Já o armazém 3 pode receber até 83 mil toneladas de grãos ou 114 mil toneladas de açúcar. Com a estrutura entregue neste mês, o terminal amplia em 5 milhões de toneladas a capacidade de embarque por ano. 

Segundo Gama, durante essa fase de testes, haverá o embarque de produtos “para valer”. Esta etapa deve durar 30 dias, período em que serão feitos ajustes nos equipamentos do terminal. 

Além dos investimentos em infraestrutura, também foi necessária a obtenção de licenças para a realização dos testes operacionais para esse circuito. Entre os já emitidos estão Habite-se, expedido pela Prefeitura de Santos, que libera a utilização das estruturas construídas no terminal, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), para o sistema de combate a incêndio e a licença de operação para testes com carga da Cetesb. O Tiplam também conta com autorização para o recebimento de açúcar no armazém 3 emitida pela Receita Federal.

Próximas etapas

Segundo o gerente do terminal, ainda há mais duas etapas a serem concluídas. Uma é a entrega, em fevereiro, de outros dois armazéns, além do berço 3. Já a outra será em junho do ano que vem. 

“Além desses quatro armazéns e do pátio de enxofre que a gente inaugurou no meio do ano, a gente vai ter mais um armazém de fertilizantes com 60 mil toneladas de capacidade, interligado com o berço 4, que é a ultima entrega do nosso projeto, em junho do ano que vem”, destaca Gama. 

O executivo explica que a fase final de ampliação do terminal envolve, principalmente, a finalização de montagem eletromecânica e testes de automação. Ajustes e reposições de equipamentos também estão entre as intervenções programadas.

Terminal aposta em modal ferroviário

Para movimentar todo o volume de cargas esperado no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), unidade da VLI no Porto de Santos, seriam necessários 1.500 caminhões. No entanto, o terminal pretende utilizar o transporte ferroviário no acesso de mercadorias à instalação. Para isso, a área interna da pera ferroviária possui 600 mil metros quadrados. 

“Em Santos, os terminais não foram integrados para operar em ferrovias, enquanto no Tiplam a gente conseguiu fazer uma pera ferroviária para poder descarregar os vagões sem desmembrar”, explica o gerente do terminal, Alessandro Gama. 

Segundo o executivo, durante a construção do Tiplam, foram enfrentados vários desafios de engenharia e de inovação, com a utilização de equipamentos que impedem a emissão de partículas durante as operações. Um dos espaços que mais requereram atenção de fundação é a moega ferroviária. 

Trata-se de uma estrutura para descarregamento das cargas trazidas pelos trens. Parte dessa estrutura fica sob a linha férrea, abaixo do nível do mar. Ao chegar um trem, os vagões são abertos por baixo e a carga é retirada, sendo direcionada para as correias transportadas até os armazéns ou diretamente para os navios.

O edifício da moega tem 14 metros de profundidade, sendo 8 metros abaixo do nível do mar. Para a construção desta estrutura foi necessário utilizar uma metodologia conhecida como jet grouting, onde uma “nata” de cimento e de areia é injetada no solo a cerca de 20 metros.

Dragagem

A VLI está realizando a dragagem do Canal de Piaçaguera, que visa retomar sua produtividade original. Uma das tecnologias utilizadas é a de construção de células especiais dentro do mar, ou seja, cavas submersas, para posteriormente receber o material dragado do canal.

Além disso, a empresa também está investindo no aprofundamento dos berços de atracação do terminal. Nos dois primeiros pontos que serão entregues, o 2 e o 3, a profundidade é de 12 metros. No entanto, a expectativa é de que eles alcancem 13,5 metros. 

 

 

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Embaixador brasileiro em Washington afirma que Trump não mudará as relações com o Brasil

Embaixador brasileiro em Washington afirma que Trump não mudará as relações com o Brasil

Washington – O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sergio Amaral, disse que as relações entre os dois países não vão passar por mudanças depois da posse do novo presidente norte-americano, Donald Trump, marcada para 20 de janeiro de 2017.  “Pode haver ênfase em um aspecto ou outro, mas as relações [entre os dois países] são elementos de continuidade”, afirmou, lembrando que o relacionamento é vantajoso para os dois lados.

Em entrevista hoje (11) a Valter Lima, apresentador do programa Revista Brasil, transmitido pela Rádio Nacional de Brasília e Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o embaixador Sergio Amaral observou que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos são “sólidas, de amizade e de cooperação”.

O diplomata lembrou que o Brasil não é parte de nenhum problema que tenha sido mencionado na campanha eleitoral norte-americana. “Ao contrário, somos parte de uma solução, temos intercâmbios importantes e os Estados Unidos têm superávit conosco”.

Sergio Amaral disse que tanto empresas americanas que ainda não entraram no Brasil estão tendo interesse em investir no país, quanto as antigas – que estão há décadas no mercado brasileiro – procuram aumentar os investimentos. E as empresas brasileiras também já investiram US$ 24 bilhões no mercado americano e geraram 80 mil empregos, explicou.

Outro ponto favorável ao Brasil, nas relações com os Estados Unidos, é a agenda positiva brasileira. “Não somos fontes de [problemas] relevantes de imigração, não estamos envolvidos em tráfico de drogas nem de armamentos, portanto temos uma agenda bastante positiva”, afirmou o embaixador.

Ao explicar por que o Brasil representa atratividade para empresas americanas, Sergio Amaral ressaltou que o “governo e sociedade brasileira estão fazendo esforços conjuntos para restaurar a vitalidade da economia, retomar o crescimento, reduzir o endividamento e o déficit fiscal, portanto estamos passando por um processo de saneamento da economia”.

Republicanos e Democratas

O embaixador Sergio Amaral relativizou o senso comum que diz que, nos Estados Unidos, os republicanos são mais abertos para o comércio, enquanto os democratas são mais protecionistas. No atual momento, segundo ele, “essas distinções estão sendo muito atenuadas”.

No caso das relações do Brasil com os Estados Unidos não houve essa distinção. “Sempre tivemos uma relação quase linear”, disse. O diplomata observou também que, especialmente nas eleições deste ano, os discursos tanto do candidato republicano (Donald Trump) quando da candidata democrata (Hillary Clinton) “tinham posições cautelosas na área do comércio e o próprio presidente eleito vem mantendo postura mais protecionista”.

De qualquer forma, segundo o embaixador, nenhuma queixa pode ser feita contra o Brasil, por proteger seu mercado, porque a situação atual mostra que os Estados Unidos estão com saldo favorável nas relações comerciais entre os dois países.

Fonte: Agência Brasil

 

 

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Zona Franca de Manaus recebe reconhecimento da Federação Mundial das Zonas Francas

Zona Franca de Manaus recebe reconhecimento da Federação Mundial das Zonas Francas

Manaus – A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, recebeu, nesta quinta-feira (10), das mãos do presidente da Federação Mundial das Zonas Francas (Femoza), Juan Torrents, uma placa em reconhecimento à parceria de 13 anos do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) visando à contribuição e ao fortalecimento de demais unidades de Zonas Francas (ZFs) existentes no mundo. Na ocasião, foram discutidos ainda assuntos como melhores práticas adotadas nas ZFs mundiais, ampliação de parcerias e possíveis aplicações na implantação da Zona Franca Verde (ZFV).

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Após entregar a placa à superintendente Rebecca Garcia, Torrents abordou planos da Femoza para incrementar a relação entre as ZFs mundiais e atrair investimentos. “Estamos concluindo um estudo sobre as melhores práticas adotadas nas Zonas Francas para divulgar essas ações. Também iremos criar um portal chamado ‘Linkezon’ direcionado a investidores e que vai reunir informações das zonas francas de 25 países do mundo, destacando as características e as vantagens de cada uma delas”, explicou.

A superintendente da Suframa agradeceu a homenagem prestada pela Femoza e elogiou as diversas iniciativas que estão sendo desenvolvidas pela instituição. “Receber uma homenagem por uma entidade desse porte reforça o histórico exitoso da nossa relação e mostra que a Zona Franca de Manaus tem força e não vive sozinha, tem uma lógica de integração forte com outras áreas. Estamos cada vez mais buscando nos inserir num contexto internacional em que possamos aprender sobre novos modelos de gestão aplicados nas Zonas Francas parceiras e isso irá fortalecer muito nosso modelo de desenvolvimento”, disse Rebecca.

A superintendente ressaltou que a autarquia está à disposição para o compartilhamento da experiências. “É muito importante esse propósito de integração da zonas francas. Queremos muito aprender com os erros e acertos das outras ZFs e também estamos prontos para apresentar a nossa Zona Franca de Manaus, um modelo exitoso e que possui uma característica singular em relação às outras zonas francas que é a marca da sustentabilidade, da preservação ambiental”, ressaltou. Torrents acrescentou que sempre usa a ZFM como exemplo positivo, frisando, justamente, a relação do modelo com o meio ambiente.

Cases

Durante a reunião, Torrents também apresentou o histórico e a importância das zonas francas para o desenvolvimento econômico. “A primeira zona franca do mundo foi inventada há dois mil anos em Cartago por um gênio fenício que conseguiu incrementar o comércio com outros locais ao separar um local livre de impostos, os quais só eram pagos quando vendidos. Hoje, as zonas francas são soluções para um dos maiores problemas dos governos do mundo: criar empregos. Além disso, atraem investimentos externos e contribuem para a qualificação da mão de obra, transferência de tecnologia e incremento da economia local”, explicou.

Ao ressaltar que qualquer atividade econômica legal tem potencial para a implantação de uma zona franca, Torrents apresentou casos de sucesso de várias zonas francas do mundo e citou casos de ZFs que não atuam no comércio ou na indústria e cujo foco é na especialização de serviços como assistência médica e saúde e logística de distribuição, entre outros.

Ainda a respeito das tendências das zonas francas, o presidente da Femoza destacou a importância de que os locais também contemplem moradias, hospitais, lojas e áreas de lazer para facilitar a vida do trabalhador e incrementar a produção. “

Não é mais aceitável que um trabalhador tenha que acordar às 5h para poder chegar ao trabalho às 7h, devido à distância entre moradia e local de trabalho. É essencial também que as zonas francas tenham infraestrutura adequada para evitar grandes deslocamentos”, explicou.

Convites

Tendo em vista a implantação da Zona Franca Verde nas Áreas de Livre Comércio, a superintendente Rebecca Garcia convidou Torrents a realizar uma apresentação detalhada sobre o melhor processo de instalação de uma zona franca. “Essas experiências irão nos ajudar a evitar erros e adotar acertos e vêm no momento ideal porque o projeto Zona Franca Verde está no começo”, frisou Rebecca.

Na lógica da integração e de consolidação de parcerias, Torrents convidou a Suframa a participar de um evento de promoção comercial a ocorrer no ano que vem, na Bulgária, a fim de divulgar as potencialidades de negócios do modelo Zona Franca de Manaus e atrair investimentos.

 

 

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Codesp implantará gates nos acessos viários a Santos e Guarujá

Medida integra fase local do programa Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog), do Governo Federal

Em até 50 dias, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, planeja abrir uma licitação para a contratação do projeto-executivo de uma das etapas do programa Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog), do Governo Federal, na região. Essa fase engloba a implantação de gates(portões) para o acesso automatizado de caminhões às duas margens do Porto de Santos. 

O plano é semelhante ao que será implantado por uma empresa santista no Porto de Vitória, no Espírito Santo. 

Os avanços do Portolog e as ações de preparação do cais santista para o aumento no movimento de caminhões, durante a próxima safra de grãos, serão debatidos a cada duas semanas no Comitê de Logística do Porto de Santos. As reuniões, que ocorrem na sede da Docas, têm a participação de operadores portuários e empresas do setor, além de associações empresariais e de trabalhadores e órgãos governamentais. O próximo encontro será no dia 22. 

  • O Portolog está sendo implantado por etapas (Foto:Vanessa Rodrigues)

O Portolog permitirá o acompanhamento das cargas das zonas produtoras até os terminais marítimos. Ele está sendo implantado em etapas. Além de áreas públicas do Porto, terminais e pátios, o programa cobre os corredores rodoviários do País. Para tanto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) participam da iniciativa.

De acordo com o diretor de Operações Logísticas da Codesp, Celino Fonseca, a ideia é que o sistema a ser implantado no Porto seja integrado ao programa de agendamento dos pátios reguladores e o das câmeras da Ecovias, a concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). As imagens das câmeras de vigilância da Docas, espalhadas na área portuária, também farão parte do programa. 

“Esse projeto-executivo que iremos contratar prevê a implantação de gates na entrada da Cidade e também do lado do Guarujá. A ideia é que, no futuro, o sistema seja semelhante aos que nós vimos nos Estados Unidos”, destacou.

Fonseca se refere ao programa de controle automatizado de acesso de caminhões do Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, na costa leste dos Estados Unidos. O complexo portuário foi visitado por autoridades e executivos do cais santista na etapa internacional da 14ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no final do mês passado. A viagem e o seminário são uma iniciativa do Grupo Tribuna.

Tentativas

Há dois anos, a Codesp tenta contratar uma empresa para fornecer e implantar as antenas de radiofrequência do projeto. Mas, nas quatro tentativas, a licitação precisou ser cancelada por questões administrativas. 

O plano era que a firma escolhida tivesse de elaborar, em 36 meses, o projeto de funcionamento do sistema e os softwares necessários. As antenas terão sensores que vão ler as placas dos veículos de carga e as etiquetas eletrônicas (tags) a serem instaladas neles. Os dados registrados serão transmitidos para a Autoridade Portuária, que, dessa forma, acompanhará o deslocamento da mercadoria. 

Em Vitória, a Ergos Group irá instalar um sistema de controle de acessos. Também cuidará da infraestrutura necessária para a implantação das tecnologias OCR (que fazem a leitura de caracteres nas placas dos veículos e nos contêineres) e a automação dos gates. A companhia, com sede em Santos, é a subsidiária brasileira da Certus Port Automation, responsável pela automatização de portos como o de Roterdã, na Holanda.

 

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Problema em sistema da Anvisa atrasa pelo menos 30 atracações

Segundo agentes de navegação, prejuízos com a demora podem chegar a US$ 1,35 milhão

Ao menos 30 navios aguardam para atracar no Porto de Santos desde a última sexta-feira. O processo é prejudicado por problemas no sistema central da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um dos órgãos responsáveis pela liberação das cargas e das embarcações que operam no complexo marítimo. 

Segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), os prejuízos podem chegar a US$ 1,35 milhão, o equivalente a R$ 4,3 milhões, por conta dos atrasos e do período em que as embarcações ficaram inoperantes. 

A Anvisa é um dos orgãos que libera a entrada de navios no cais santista (Foto:Luigi Bongiovanni)

De acordo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, desde o final do mês passado, os agentes marítimos enfrentam dificuldades para gerar a guia de recolhimento para a obtenção da Livre Prática. O documento atesta as condições sanitárias das embarcações e as libera para entrar no cais. 

O mesmo ocorre para a obtenção do Certificado Sanitário de Bordo e para a liberação de produtos de importação. Por conta de um problema entre os sistemas Datavisa, da agência sanitária, e Porto Sem Papel (PSP), do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, não há o reconhecimento do pagamento das taxas necessárias para o procedimento. 

Na última segunda-feira, ao acionar o suporte da Anvisa e citar a necessidade de liberação de um navio naquele dia, uma agência foi informada que o órgão levará 15 dias para avaliar a questão - tempo suficiente para o cargueiro, que estava na barra, ir à Europa e voltar. 

No posto portuário santista, os funcionários alegam que não têm competência técnica para solucionar o problema. Por isto, os casos são avaliados na Capital Federal e foi acionado um plano de contingência para normalizar a situação. 

Entre as embarcações retidas na Barra, a grande maioria é de navios de granéis sólidos (soja, milho e açúcar). Neste caso, cada dia de espera pode custar US$ 15 mil (R$ 48 mil). 

Problema recorrente

Segundo o Sindamar, esses problemas têm se tornado recorrentes e comprometem o trabalho dos usuários do sistema. A entidade também critica a centralização do sistema.

“A Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) só concede a atracação após a obtenção da Livre Prática e após garantida a segurança das condições sanitárias de bordo e da tripulação. Esse procedimento da Autoridade Portuária é normal, se considerarmos os riscos de saúde pública. Porém, imagine se já estivéssemos com a temporada de cruzeiros iniciada, o caos que teríamos com navios na barra e os passageiros agoniados e reclamando para o desembarque, além daqueles que estariam aguardando o embarque no Terminal de Passageiros?”, questiona o executivo do Sindamar.

A Anvisa confirma que os sistemas utilizados para a liberação de mercadorias e produtos em portos, aeroportos e fronteiras estão “instáveis” e que está “trabalhando para minimizar eventuais atrasos e restabelecer integralmente os sistemas”. Mas não informou quando o problema será solucionado. 

 

  

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QUEDA NA VENDA DE CALÇADOS PARA OS ÁRABES

publicado em 11 de novembro de 2016

As exportações de calçados do Brasil para os dois países árabes que integram a lista dos 20 principais destinos do produto nacional no exterior caíram no acumulado do ano até outubro. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o recuo nas vendas para a Arábia Saudita foi de 23,4% em receita no período, sobre iguais meses de 2015, e a comercialização aos Emirados diminuiu 29,8%.

As indústrias brasileiras faturaram US$ 13,7 milhões com exportações aos sauditas de janeiro a outubro, meses nos quais embarcaram ao país 1,5 milhão de pares de calçados. A queda no volume enviado foi de 12,9%. A Arábia Saudita foi o 12º mercado do calçado brasileiro no exterior e comprou sapatos por preços 12% menores neste ano do que em 2015. O valor médio do calçado vendido ao país árabe foi de US$ 8,67.

 

 

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Greve de auditores no Porto afeta arrecadação de R$ 1 bilhão

Categoria pretende manter a paralisação de suas atividades no complexo marítimo santista nesta quarta e quinta-feira

09/11/2016 - 14:53 - Atualizado em 09/11/2016 - 15:41

A greve dos auditores fiscais no Porto de Santos já prejudica a arrecadação de cerca de R$ 1 bilhão em impostos. A cifra, calculada pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), leva em conta os impostos cobrados sobre cargas e que só são recolhidos quando as mercadorias são liberadas, processo que tem sido atrasado devido ao protesto.

Auditores fiscais realizaram protesto na frente do prédio da Alfândega no Porto (Foto:Nirley Sena)

A paralisação das atividades dos auditores aconteceu nos dias 18, 19, 20, 25 e 26 do mês passado, na última segunda-feira e ontem. A categoria ainda promete cruzar os braços hoje e amanhã.

A previsão é de que, no cais santista, a liberação de até 20 mil contêineres tenha sido atrasada nesses dias.

A Receita Federal informou que não comenta essas cifras. 

Além dos impactos na arrecadação tributária, os prejuízos englobam os custos operacionais dos atrasos e até mesmo do represamento de mercadorias. Isso faz com que os navios deixem o cais santista com espaço livre e sem as cargas programadas. 

Ao menos US$ 1,3 milhão (R$ 4,1 milhões) é o prejuízo estimado com a paralisação dos auditores no Porto, considerando a demora na liberação de navios que precisam atracar no complexo. Esse número é calculado pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Segundo a entidade, esse custo é absorvido pelos exportadores e afeta ainda mais a competitividade do País no mercado internacional. 

Segundo cálculos feitos pelo Sindifisco, protesto já afetou a movimentação de 20 mil contêineres nos terminais do Porto de Santos (Foto:Carlos Nogueira)

“Os atrasos nas liberações das mercadorias em contêineres, além do retardamento na arrecadação dos tributos federais, causam um maior desequilíbrio na balança comercial brasileira, se considerarmos que os navios e exportadores estão sendo afetados e que os navios não estão saindo de Santos com a ocupação física totalmente completa, o que gera prejuízos em suas escalas”, destacou o diretor-executivo do Sindamar, José Roque. 

Segundo o representante dos agentes, os usuários do cais santista têm enfrentado problemas tanto na importação quanto na exportação. No primeiro caso, além do represamento dos contêineres, há a incidência de custos de armazenagem e sobreestadia do equipamento, com despesas adicionais aos importadores que, posteriormente, serão repassadas ao consumidor final. 

Além disso, a retenção das caixas metálicas pode provocar limitações de espaços nos terminais. “Outra preocupação diz respeito aos equipamentos especiais, como reefer, flat rack, open top, que pela sua escassez e demora no desembaraço,  resulta em perdas de embarques por indisponibilidade no mercado”. 

Exportação

Na exportação, segundo Roque, o maior problema está no desembaraço das mercadorias para os lotes que caírem nos canais amarelo e vermelho. Nesses casos, há necessidade de conferência documental e física das cargas.

“Há uma redução nos embarques de exportação, o que já está sendo percebido pelos armadores, agentes e exportadores. Para o exportador, que tem prazo para a entrega da mercadoria, isso acarreta uma desconfiança do comprador e, dependendo das condições contratuais de venda  e compra, poderá resultar em multas por atraso no adimplemento dessas obrigações contratuais”, explicou o executivo. 

Outra dificuldade enfrentada pelas agências marítimas é a lentidão na transferência de contêineres entre as duas margens do Porto. Antes da paralisação, as remoções aconteciam em até quatro dias. Hoje, podem levar até 15 dias, o que provoca a perda de conexões com navios destinados ao exterior.

Entre os cargueiros, os mais afetados são os graneleiros, que transportam açúcar, milho, farelo e soja. Neste caso, o custo diário da embarcação chega a US$ 15 mil (R$ 48 mil), valor absorvido pelo exportador brasileiro, encarecendo sua competitividade com outros players no exterior.

“Esse cenário é recorrente e parece que há uma inércia injustificável diante das intermináveis paralisações com que o segmento marítimo se defronta e dos prejuízos causados aos armadores e agentes marítimos, que não conseguem manter suas escalas, além dos atrasos causados nos embarques e entregas de mercadorias, prejudicando toda a política comercial e investimentos desenvolvidos pelas empresas”, destacou José Roque. 

Reunião definirá se manifestação vai continuar

Os auditores fiscais da Receita Federal se reunirão amanhã para decidir sobre a continuidade da greve. De acordo com o delegado do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) em Santos, Renato Tavares, as paralisações são uma forma de pressionar o Governo Federal para a redução da interferência política nas questões salariais da categoria. 

Há quatro meses em protesto, os trabalhadores reclamam do não cumprimento do acordo firmado com o Governo. Eles também são contra as modificações propostas ao projeto de lei que trata da recomposição salarial e da regularização de normas que garantem a independência e a autonomia do trabalho da categoria.

O acordo, firmado em março deste ano entre o Sindifisco Nacional e o Governo Federal, foi fruto de mais de um ano de negociações e foi encaminhado ao Congresso em julho. Desde então, segundo a categoria, o material vem sendo desfigurado na Câmara dos Deputados.

“São quatro anos sem reajuste salarial. Isso não pode ser meio de troca política. Receita Federal é órgão técnico e não político”, destacou o delegado sindical. 

Em Santos, há cerca de 180 auditores, 120 na Alfândega e 60 na Delegacia da Receita Federal. A estimativa do sindicato local é que 70% da categoria participaram da greve desta semana, com 30% se mantendo disponível para atender emergências e casos especiais.

Durante o período de greve, no Porto de Santos, são liberados somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e o fornecimento de bordo. 

“Seria importante que o Governo colocasse empenho na aprovação deste acordo salarial para que ele seja aprovado de maneira breve. Assim, o País voltará a respirar financeiramente”, destacou Tavares. 

 

 

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Proprietário do iate naufragado tem até sexta para se pronunciar à Marinha

 

Capitania dos Portos aguarda plano de reflutuação da embarcação. Cetesb não identificou novas manchas de óleo após vistoria

Área onde ocorreu o naufrágio foi isolada com barreiras de contenção (Foto: Divulgação/Cetesb)

O proprietário do iate Duga, que naufragou em Guarujá após um incêndio a bordo, tem até a próxima sexta-feira (11) para apresentar o plano de reflutuação do barco à Marinha do Brasil. Em vistoria realizada nesta terça (8), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) não encontrou novas manchas de óleo diesel no mar. 

O incidente ocorreu na madrugada de sábado (5), enquanto a lancha estava atracada em um píer do condomínio de luxo Marina Guarujá, localizado no Bairro Cidade Jardim Tom. Após o sinistro, o barco foi à pique e, dos tanques de combustível dele, vazaram aproximadamente 100 litros de óleo diesel, que se dispersaram pelo Canal de Bertioga. 

Nesta terça, a Autoridade Marítima informou que está valendo o prazo de cinco dias para que o dono do Duga, um empresário de Barueri (Grande São Paulo), formalize o plano para reflutuá-lo e rebocá-lo até um estaleiro. A Marinha, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), também disse que começará a colher os depoimentos de testemunhas do incidente até o fim desta semana. 

A Cetesb afirmou que técnicos ambientais realizaram uma nova vistoria no local do naufrágio nesta manhã enquanto mergulhadores avaliavam os destroços. A equipe solicitou a manutenção das barreiras de absorção instaladas em três pontos em um dos canais de navegação do condomínio. Novas manchas de óleo não foram identificadas. 

A embarcação sinistrada possui cerca de 20 metros de comprimento, tem capacidade para transportar até 18 pessoas e está avaliada em mais de R$ 5 milhões. O incêndio, que não deixou feridos, mobilizou duas equipes do Corpo de Bombeiros de Guarujá, que combateram o fogo por quase 5 horas. 

Embarcação de luxo ficou destruída após incêndio em Guarujá (Foto: Leandro França/Reprodução)

 

 

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As regras para a definição do calado do complexo santista

 

Para não correr o risco das embarcações rasparem no leito, sob o risco de baterem seu casco em alguma rocha ou objeto (e até naufragar), uma medida de segurança é adotada. O navio deve manter uma distância segura do leito marítimo (ou fluvial). Para isso, é definido um limite da profundidade a ser atingida por seu casco (especificamente, por sua quilha). A altura da parte do casco que permanece submersa é o calado desse cargueiro.

No Porto de Santos, o canal de navegação apresenta, atualmente, cerca de 15 metros de profundidade na maioria de seus trechos. E, nesses pontos, os cargueiros devem manter, pelo menos, 1,8 metro de folga. Assim, o limite máximo para o calado é de 13,2 metros.

A medida de segurança é definida a partir de pesquisas feitas por autoridades e centros de estudos internacionais, como a Associação Mundial para a Infraestrutura do Transporte Marítimo (conhecida como Pianc). Para determinar essa folga, o órgão leva em conta a embarcação, o nível do mar e o sedimento que forma esse leito.

Navios com até 13,2 metros de calado podem trafegar no canal (Foto:Carlos Nogueira

O cálculo da folga considera as obras de dragagem e as irregularidades do leito da via de navegação. Há de se compensar o assoreamento (depósito de sedimentos) ocorrido desde que a profundidade foi medida, assim como alterações no leito devido às correntes.

Outro aspecto a ser analisado é a variação da densidade da água. Em um rio, um navio afunda mais do que em um estuário e mais ainda do que em alto-mar. Isso ocorre pois, onde a água tem maior densidade, ele flutua mais – a água salgada é mais densa que a doce.

A determinação da folga também leva em consideração os efeitos das ondas. Ao passar por elas, a embarcação a percorre ficando com a proa (frente) e a popa (ré) desniveladas. Assim, a parte que fica no ponto mais baixo da onda (seu vale) acaba afundando mais.

Há ainda a necessidade de se manter uma folga sobre a quilha a fim de facilitar a navegação. A Pianc recomenda pelo menos 5% do calado ou 0,6 metro (o que for maior) a fim de atender essa medida. No deslocamento de um navio, essa medida pode variar de 0,6 a 1,2 metro, dependendo da velocidade e do material do fundo do canal.

 

 

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Dragagem do Porto é retomada antes da previsão da Codesp

Nas próximas quatro semanas, trabalhos serão concentrados no trecho 1 e cerca de mil metros cúbicos de sedimentos serão retirados

08/11/2016 - 13:37 - Atualizado em 08/11/2016 - 16:19

A dragagem do canal de navegação do Porto de Santos foi retomada na noite de ontem, sete dias antes da previsão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), divulgada na semana passada. Os trabalhos foram iniciados pelo trecho 1 do canal de navegação, que fica entre a Barra e o Entreposto de Pesca, onde, por conta do maior índice de assoreamento (deposição de sedimentos), devem ser retirados mil metros cúbicos de material nas próximas quatro semanas. 

A draga Pearl River, responsável pelo serviço, chegou ao Porto de Santos no último sábado. Ontem, pela manhã, iniciou inspeções na Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e foi liberada. Os trabalhos foram iniciados à noite. 

A Pearl River armazena até 24.130 metros cúbicos de sedimentos na cisterna (Foto:Carlos Nogueira)

Além dos itens de segurança, foram analisados pela Autoridade Marítima os documentos da draga e de sua tripulação. A embarcação recebeu um atestado de inscrição temporária e autorização para operação em áreas jurisdicionais brasileiras. 

Com capacidade para armazenar até 24.130 metros cúbicos de sedimentos em sua cisterna (porão), a Pearl River já atuou na dragagem do Porto de Itaguaí (RJ). Trata-se de uma draga tipo Hopper, de sucção, autotransportadora. 

Ela tem 182,2 metros de comprimento e 28 metros de largura. O edital de licitação da Codesp exigia um equipamento com capacidade de dragar 20 mil metros cúbicos de sedimentos por dia. 

De acordo com o diretor de Engenharia da Autoridade Portuária, Antonio de Pádua Andrade, após a dragagem do trecho 1, os trabalhos serão concentrados no trecho 4, que fica entre o Armazém 6 e a Alemoa. 

“Nessa região, há uma elevação localizada perto da BTP (Brasil Terminal Portuário). A estimativa é que, em cerca de três meses, 2,2 mil metros cúbicos de sedimentos sejam dragados ali”, explicou o executivo. O projeto da Autoridade Portuária prevê a extração de até 4,3 milhões de metros cúbicos de lama do fundo do canal no período de um ano.

 

 

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Após decisão judicial, posto de escalação do Ogmo será desativado

 

A unidade que será desativada é a que fica na região de Outeirinhos

Instalação na região de Outeirinhos será devolvida para a Codesp (Foto: Vanessa Rodrigues)

O Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) anunciou na segunda-feira (7) mudanças importantes na rotina dos trabalhadores portuários avulsos do Porto de Santos. Por conta de uma decisão judicial, o Ogmo deverá devolver as instalações do Posto de Escalação 2 (P2) e parte do Posto de Escalação 3 (P3) para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A cessão gratuita dos imóveis em áreas da União ao Ogmo pela Codesp era questionada na Justiça. Com isso, haverá mudança na escalação dos avulsos do cais santista.

A partir do próximo dia 17, o engajamento ao trabalho dos avulsos será transferido para os postos de Escalação 1 e 3, já no primeiro horário de escala, às 7h.

Já a partir do dia 21, o atendimento administrativo, como medicina ocupacional, recursos humanos, treinamento, disciplina e segurança do trabalho, que antes ficava no P3, agora irá funcionar na Av. Conselheiro Nébias, 255, na Vila Mathias.

A parede de Sintraport da 2ª seção (Embraport) irá para o P1. Já as paredes das 3ª e 4ª seções passarão a ser escaladas no P3.

Para a estiva, as paredes do 23 ré e do 27 (Embraport) passarão a ser escaladas no P1 e as paredes do 9, 12 vante, 12 ré, 18 vante, 18 ré e 23 vante irão para o P3.

O P1 fica na Rua Antonio Prado, s/nº, no Saboó, e o P3 na Av. Governador Mario Covas Junior, esquina com o Canal 6, no Estuário.

 

 

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PORTO DE SANTOS TEM QUEDA NO MOVIMENTO APÓS 21 MESES DE ALTA

publicado em 3 de novembro de 2016

Fluxo de mercadorias no cais santista recua pela 1ª vez desde dezembro de 2014; números são impactados por excesso de demanda em 2015

O Porto de Santos registrou em setembro/2016 a 1ª queda no movimento acumulado (comparação com o mesmo período do ano anterior) desde dezembro de 2014. Foram 88,52 milhões de toneladas movimentadas em 2016, recuo de 0,1% em relação ao mesmo período de 2015, quando a marca chegou a 88,64 milhões t. O registro negativo já era projetado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo. “A marca demonstra a estabilidade do Porto de Santos, lembrando que no ano passado houve um ‘ponto fora da curva’, que foi o excesso de demanda de milho no período”, comenta o diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva.

O fluxo de exportação permanece em alta, com crescimento de 1,8% no período, contra um recuo de 5% na importação. Como destaque, o açúcar e o complexo soja mantém a tendência de alta, com crescimento de 18% e 8% respectivamente. Na direção contrária, o milho recuou 18,5% em relação ao mesmo período de 2015. Outros produtos com destaque na pauta de exportações foram a carne bovina (+10,5%) e sucos cítricos (+8%). Nas importações, o produto de maior participação foi o adubo, que atingiu 2,3 milhões t, com aumento de 38,8%. Apresentaram também crescimento no período o gás liquefeito de petróleo (38,7%), o trigo (46,9%), a soda cáustica (12,7%) e a amônia (10,3%).

 

A movimentação de contêineres também registrou queda, somando 2,65 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), quantidade 6,9% inferior a registrada no mesmo período de 2015 (2,84 milhões teu).

Balança comercial

A participação de Santos na corrente comercial do país alcançou, até setembro de 2016, a marca de US$ 70,1 bilhões, equivalente a 28,9% do total brasileiro (US$ 242,6 bilhões). As exportações somaram US$ 39,9 bilhões e as importações US$ 30,2 bilhões. A China e Estados Unidos permanece, como principais parceiros comerciais do Brasil no comércio pelo Porto de Santos. Nas exportações, completam os dez países de maior participação: Argentina, Holanda, Indonésia, México, Alemanha, Bélgica, Irã e Japão. Nas importações: Alemanha, Japão, Coréia do Sul, França, México, Itália, Índia e Espanha.

Os produtos de maior destaque financeiro na pauta de exportações foram a soja, com uma participação de 13,2%, principalmente, para China, Tailândia e Taiwan; açúcar, com 11,6%, tendo como principais destinos a Índia, China e Argélia; e café em grãos (7%), indo principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Itália.

No fluxo de importação destacaram-se o óleo diesel, com 1,89%, vindo principalmente dos Estados Unidos, Suiça e Reino Unido, e caixas de marchas, com participação de 1,34%, vindas do Japão, Indonésia e Coreia do Sul.

Movimento mensal

Em setembro de 2016, o movimento de cargas no Porto de Santos registrou 9,90 milhões de toneladas, recuo de 9,9% em relação ao mesmo mês de 2015 (quando foi registrada a 5ª maior movimentação mensal histórica: 11,0 milhões t). As exportações atingiram 6,86 milhões t, ficando 17,1% abaixo do movimento registrado em setembro de 2015 (8,28 milhões t). Já as importações somaram 3,04 milhões t, apresentando um crescimento de 11,9% sobre o mesmo mês do ano passado (2,71 milhões t).

Fluxo de navios

O número de navios no Porto de Santos registrou 3.596 atracações entre janeiro e setembro de 2016, queda de 7,1% em relação ao mesmo período de 2015 (3.871 atracações). No mês, são com 387 atracações contra 423 em setembro de 2015.

 

 

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Auditores fiscais protestam contra projeto que muda carreira tributária e aduaneira

Auditores fiscais protestam contra projeto que muda carreira tributária e aduaneira

Brasília – Auditores fiscais da Receita Federal protestaram hoje (3) em Brasília contra as alterações no Projeto de Lei (PL) 5864/2016 que trata da Carreira Tributária e Aduaneira da Receita Federal e institui o Programa de Remuneração Variável do órgão.

Segundo o sindicato da categoria, foi apresentado um substitutivo ao texto original do acordo encaminhado pelo governo federal. Entre as mudanças propostas, figura o compartilhamento das atribuições dos auditores fiscais com os analistas tributários, cargo complementar dentro do órgão.

Para o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), a medida altera a carreira e desestrutura o trabalho na Receita Federal.

Segundo o presidente do Sindifisco do Distrito Federal, Waltoedson Dourado de Arruda, no projeto original haveria uma reafirmação de que os auditores seriam as únicas autoridades tributárias e aduaneiras da União. “Entendemos que, no futuro, haverá uma grande confusão dentro da Receita porque o auditor, por lei, é quem executa as fiscalizações e tem o poder decisório nos processos administrativos. No futuro, todos esses cargos vão pleitear novas atribuições. Então, vemos que há uma tentativa de mudança para um futuro trem da alegria dentro da Receita Federal e isso enfraquece o órgão”, disse o auditor.

Interferência política na Receita

Para Arruda, há uma tentativa de interferência política na Receita, “tentativa de indicar pessoas ligadas a partidos políticos em um órgão que é extremamente técnico e ligado ao interesse do Estado e da sociedade”.

Além das atribuições das carreiras, também há a questão remuneratória que contempla os analistas fiscais e que vai trazer um grande impacto no orçamento, segundo Arruda. Ele explica que está prevista uma redução na gratificação acordada com o governo federal e que viria do Fundo de Desenvolvimento e Administração da Arrecadação e Fiscalização (Fundaf).

“Acreditamos que devem ser valorizados todos os servidores, mas isso deveria ser tratado à parte, porque o projeto original foi fruto de um acordo [com o governo] e de uma mobilização de oito meses no ano passado”, disse Arruda.

O relatório do projeto de lei deve ser votado na próxima terça-feira (8) na Câmara dos Deputados, numa comissão especial. O Sindifisco espera conseguir mobilizar o Executivo e parlamentares para que as alterações sejam retiradas do texto. Em Brasília, os auditores protestaram hoje (3) no Aeroporto Juscelino Kubitschek. Os protestos aconteceram também nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais.

Paralisações de dois ou três dias

Além dos protestos, a categoria está em greve há três semanas, fazendo paralisações de dois ou três dias durante a semana. Caso o texto seja aprovado no Congresso, a greve poderá ser intensificada.

“Estamos preocupados porque nós temos uma grande responsabilidade no momento do ajuste fiscal em que a arrecadação já está caindo”, disse o presidente do Sindifisco-DF.

Segundo ele, em 2015, com a mobilização de oito meses para consensuar o acordo, houve uma redução de lançamentos das fiscalizações de R$ 75 bilhões no segundo semestre. Com a greve atual, a estimativa já é de perda de R$ 2 a R$ 3 bilhões na arrecadação.

Entre as atribuições dos auditores fiscais da Receita Federal estão a fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes; constituir o crédito tributário; arrecadação de tributos; julgamento de processos administrativos fiscais; controle aduaneiro do comércio exterior em portos, aeroportos e fronteiras; combate ao contrabando, ao descaminho e à lavagem de dinheiro; e gerenciamento técnico e administrativo das repartições da Receita Federal.

Fonte: Agência Brasil

 

 

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OMC: acordo de livre comércio UE-Mercosul poderá impulsionar as economias dos dois blocos

OMC: acordo de livre comércio UE-Mercosul

poderá impulsionar as economias dos dois

blocos

Genebra – As negociações para um acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul são complexas, mas o acordo pode futuramente trazer um impulso para a economia dos dois blocos, disse à Lusa o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. “Todas as negociações comerciais são complexas, levam tempo. Essas são negociações de peso e que podem trazer impulso importante para a economia dos dois blocos”, afirmou.

Em setembro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, disse que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE deve ser concluído no período de um ano e meio a dois anos. Ele declarou que os países do bloco estão dispostos a levar as negociações adiante, mas ainda há resistências protecionistas por parte de algumas nações europeias.

“A Espanha, a Itália, Portugal e a Suécia estão amplamente a favor e eu confio que consigam maioria para poder acelerar o processo”, afirmou Serra em setembro.

Atualmente, há outros acordos comerciais internacionais da UE que estão em fase de negociação ou mesmo de ratificação parlamentar, como é o caso do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Canadá (conhecido como Ceta).

O Parlamento Europeu tem prevista uma votação para 17 de janeiro de 2017. Se for aprovado, o Ceta será aplicado a 95%, pois para estar plenamente em vigor é necessária a ratificação dos parlamentos dos 28 países da UE, o que poderá levar anos.

Outro exemplo é o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, em inglês), que ainda está sendo negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Os negociadores da UE e dos Estados Unidos iniciaram conversações em 2013 para criar a maior área de comércio livre no mundo, mas as conversações continuam difíceis.

“As negociações comerciais avançam em vários caminhos ao mesmo tempo – bilateral, regional e multilateral. Os países – e a UE como bloco – procuram as oportunidades onde quer que elas estejam. Um sistema comercial saudável deve avançar em todas as frentes ao mesmo tempo”, destacou Azevedo.

Entretanto, segundo o diretor-geral da OMC, quando iniciativas regionais tratam de temas que não são cobertos pelas regras globais, “pode-se criar um cenário em que diferentes acordos tratam do mesmo tema de maneira distinta. Isso pode dificultar e encarecer os fluxos comerciais. Essa situação faz com que avanços globais na OMC sejam cada vez mais importantes”.

“Ao mesmo tempo, vejo que iniciativas comerciais – e o comércio em si – têm sido alvo de um crescente sentimento antiglobalização”, disse.

Segundo o diretor, é preciso “comunicar melhor os benefícios do comércio”, “reconhecer e atuar nos casos em que há problemas” e “agir para fazer com que o comércio beneficie mais os pequenos também, por meio de novas reformas do sistema comercial global”.

Roberto Azevedo estará em Lisboa para a WebSummit, que será realizada entre 7 e 10 de novembro com o objetivo de discutir esses temas, inclusive como a tecnologia pode ajudar mais pessoas a ingressar nos fluxos comerciais.

“Certamente, podemos fazer mais para tornar o comércio mais inclusivo”, afirmou Azevedo.

Fonte: Agência Brasil com informações da Agência Lusa

 

 

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Consultor vê o Irã “mais atrativo que o Mercosul em todos os sentidos; é só descobrí-lo”

Consultor vê o Irã “mais atrativo que o

Mercosul em todos os sentidos; é só descobrí-

lo”

Da Redação

Brasília – “O Fórum de Negócios Brasil-Irã deve abordar novos horizontes. O desconhecimento mútuo dos respectivos mercados mina várias excelentes perspectivas e um evento dessa magnitude é a oportunidade para se iniciar a construção de um grande network comercial totalmente diferenciado, que fuja dos modelos hoje explorados nessas relações e parta para setores que precisam ser melhor intercambiados. Nada ou pouco se fala de investimentos recíprocos em franchising e serviços, por exemplo e chegou a hora de fazê-lo.  O Irã tem tudo para ser para o Brasil um país mais atrativo que nossos vizinhos do Mercosul, em todos os sentidos. É só uma questão de descobrí-lo”.

A avaliação foi feita por Jorge Mortean, consultor da Mercator Business Intelligentsia, uma empresa de consultoria sediada em São Paulo, especializada em relações internacionais e que tem a missão de promover e assessora intercâmbios entre o Brasil, Oriente Médio, Ásia Central e Cáucaso, ao analisar o Fórum de Negócios Brasil-Irã, que será realizado nos dias 17 e 18 de novembro, em Brasília.

Segundo ele, o fluxo de comércio entre os dois países (de janeiro a setembro as exportações brasileiras para o Irã totalizaram US$ 1,731 bilhão e as vendas iranianas ao Brasil foram de pouco mais de US$ 36 milhões) encontra-se aquém das potencialidades das economias brasileira e iraniana.

Desconhecimento recíproco

Em seu entendimento, esses números modestos se devem em grande parte ao baixo nível de conhecimento existente entre os dois parceiros: “o desconhecimento geopolítico é infinitamente maior pela nossa parte. O brasileiro desconhece os potenciais e os atrativos do Irã, não somente enquanto mercado, mas também como player regional. Infelizmente, a mídia internacional reflete somente a política externa do país, o que atrapalhava sua imagem até o momento em que as sanções econômicas foram levantadas. Mas o Irã é muito maior e mais atrativo que sua política externa: são praticamente 80 milhões de habitantes, com um poder de paridade de compra per capita uma vez e meia maior que o nosso, com uma classe média grande e abastada e, além disso, estamos falando de uma economia que deve fechar este ano com 4,3% de crescimento do PIB”.

Jorge Mortean considera limitada a pauta exportadora atualmente explorada pelos dois países: “basicamente, nós exportamos aos iranianos carnes bovinas e de aves, açúcar, grãos de milho e soja e peças automotivas. Do Irã importamos subprodutos de polietileno, pistache, tâmaras e frutas secas. É muito pouco considerando-se a ampla gama de produtos exportados pelo Brasil e pelo Irã para os mais diversos países”.

Diversificação das exportações

Nesse contexto, o consultor da  Mercator Business  analisa a participação pouco significativa dos produtos industrializados na pauta exportadora dos dois países. Para modificar esse panorama, sublinha Jorge Mortean, “é preciso um trabalho recíproco em cima de eventos setoriais e promover o envio de missões empresariais que seja fomentado tanto pelos respectivos governos e suas agências de cooperação econômica, bem como pela própria iniciativa privada. Só através de muita informação, inteligência de mercado e viagens para sondar mercados é que atravessaremos tais barreiras”.

O especialista em Estudos Regionais do Oriente Médio vê com otimismo a meta estabelecida pelos governos do Brasil e do Irã de levar, nos próximos anos, o intercâmbio comercial bilateral ao patamar de US$ 5 bilhões/ano. Segundo ele, “essa meta é factível e estamos caminhando nesse sentido. Só não temos avançado mais rapidamente porque o setor financeiro está em um ritmo diferente para reinserir o Irã no seu sistema internacional. Transações bancárias e financeiras vêm voltando aos poucos à normalidade do padrão internacional”.

Na visão do analista, negócios relevantes estão em curso e ele diz estar ciente da assinatura de um acordo de intenção de compras com a Embraer, envolvendo 20 aviões (sendo 10 encomendas firmes, mais 10 opções extras) e perspectivas de bons negócios também existem  envolvendo a indústria automobilística, entre outros setores.

Presença relevante

Para Jorge Mortean, “o Brasil sempre esteve muito presente no Irã, comercialmente inclusive. Não podemos ignorar que diplomaticamente o Irã nos é muito importante; nossas relações são centenárias. Antes da Revolução Islâmica (1979), o Banco do Brasil tinha uma agência operando em Teerã. A invasão do país persa pelo Iraque, em 1980, e sua permanência até 1988, fez com que a economia iraniana se tornasse pouco atrativa. Porem, logo que a guerra acabou, a Embraer chegou a vender alguns aviões modelo Tucano para a força aérea iraniana, no início dos anos 1990. De lá para cá, vimos a Petrobrás abrir seu escritório regional em Teerã, que infelizmente acabou sendo fechado no final de 2009, por conta da pressão de acionistas americanos. Os anos 2000 foram o período onde nossas relações estiveram mais estreitas: a Voskswagem Brasl passou a fabricar o modelo Gol no país, houve a introdução de franquias brasileiras (Yogoberry e Tramontina), registrou-se aumento importante do intercâmbio econômico. Levamos produtos, serviços e investimentos importantes, que competem tanto com marcas nacionais iranianas como com  as internacionais. E só de pensar que tudo isso não representa nem 5% daquilo que ainda podemos trocar comercialmente, faz do Irã um país mais atrativo que nossos vizinhos do Mercosul, em todos os sentidos. É só uma questão de descobrí-lo”.

Consultoria

Fluente na língua persa, o farsi, Jorge Morteon é um geógrafo formado pela Universidade de São Paulo USP) e mestre em Estudos Regionais do Oriente Médio, com experiência de dois anos no Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Teerã e por sua vasta experiência tem um conselho a dar aos empresários brasileiros interessados em realizar negócios com o Irã: “aproximar-se de uma consultoria especializada no país é de fundamental importância para iniciar ou fomentar negócios, pois seu know-how específico vai fazer com que as fronteiras culturais de negócios sejam ultrapassadas. Além disso, uma consultoria especializada auxiliará no que diz respeito às legislações e aos regulamentos de investimentos e trading, análises setoriais e conclusão de negócios”.

 

 

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MDIC e Fiemg promovem em Belo Horizonte o

150º. Encontro de Comércio Exterior

Brasília – O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços realiza nesta sexta-feira (4), em Belo Horizonte, o Encontro de Comércio Exterior (Encomex). O evento é realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em sua edição de número 150, o encontro tem como objetivo promover a participação do empresariado mineiro no comércio internacional e, consequentemente, ampliar o número de empresas brasileiras que exportam.

O Encomex integra o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), que promove um amplo diálogo e coordena ações de 16 entidades parceiras nacionais, alinhadas com outras cerca de 120 instituições estaduais.

O PNCE já opera em 20 unidades da federação, onde a figura do Comitê Estadual do PNCE planeja, executa e monitora as ações de apoio às exportações no estado. Em Minas Gerais, o Comitê é composto por dez entidades (AC Minas, Banco do Brasil, Central Exporta Minas, Correios, Fecomércio, Fiemg, INDI, Jucemg, Sebrae e Senac).

A 150ª edição do Encomex é a primeira alinhada ao conceito de trilha da internacionalização, nova metodologia do PNCE. Desta forma, os temas principais do evento serão: inteligência comercial, adequação de produto, promoção comercial, crédito e financiamento, logística e o regime de exportação drawback.

Os painéis nesses temas serão conduzidos pelas seguintes instituições: Ministério das Relações Exteriores (MRE), Apex-Brasil, Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Sebrae Nacional, BNDES, Banco do Brasil, Ministério da Fazenda, Correios, entre outras. Além disso, haverá uma área de atendimentos individuais, onde técnicos das instituições ofertantes e do Comitê Estadual irão tirar dúvidas e complementar as informações repassadas nos painéis.

Recorte setorial

Outra grande novidade é o recorte setorial do Encomex. A 150ª edição será voltada para as empresas de Minas Gerais dos setores produtores de alimentos e bebidas e confecções. Os conteúdos abordados nos painéis serão adequados às características destes setores, de forma a tornar as informações mais precisas e específicas e consequentemente mais úteis para os empresários. É importante ressaltar que os demais setores produtivos de Minas Gerais serão atendidos pelas ações do PNCE previstas para o próximo ano.

O evento será realizado na sede da Federação da Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a partir das 8h, e terá a participação do secretário de Comércio Exterior, Abrão Miguel Árabe Neto, e do presidente da FIEMG, Olavo Machado Junior.

 

 

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Empresa de desmanche de navios é autuada em Santos

Local em que os funcionários trabalhavam não tinha as condições de seguranças exigidas pelos Fiscais do Trabalho

Os Auditores Fiscais do Trabalho, com apoio da Polícia Federal, realizaram a Operação Desmonte na tarde desta segunda-feira (31). Os profissionais retornaram a um canteiro de desmanche de navios instalado na margem esquerda do Porto de Santos. No mês passado, os Auditores-Fiscais do Trabalho estiveram no mesmo local e encontraram uma série de irregularidades de segurança e saúde do trabalho. A obra de desmanche foi embargada e foram lavrados 24 autos de infração contra a empresa. 

Empresa mantinha 20 trabalhadores sem carteira assinada (foto: Divulgação/Ministério do Trabalho)

Segundo o auditor-fiscal  Rodrigo Fuziy, a denúncia partiu do sindicato. “Falaram que havia um local de desmanche de navios com trabalhadores sem registro e também com problemas de saúde e segurança do trabalho. Na nossa fiscalização, nós confirmamos essa situação, com mais ou menos 20 trabalhadores sem registro e em condições bem precárias de segurança e higiene. Principalmente a questão do próprio acesso ao navio, que estava bem perigoso”, contou.

No entanto, a empresa continuou todas as suas atividades, descumprindo a ordem direta dos servidores federais. Os fiscais constataram desobediência do embargo pelo responsável da empresa, tendo este sido encaminhado para registro da ocorrência na Polícia Federal. O responsável afirmou que os funcionários terão suas carteiras assinadas e que vai realizar as adequações estipuladas pelo órgão público.

Os Auditores-Fiscais do Trabalho apontaram algumas melhorias na última visita, como a instalação de um banheiro e o fornecimento de uniformes. Também conversaram com os funcionários, explicando a obrigação da empresa pagar normalmente os salários durante a interrupção das atividades e de obedecer o embargo, já que eles poderiam perder a vida operando nessas condições. Por fim, a empresa será autuada pelo descumprimento da ordem dos Auditores-Fiscais do Trabalho.

 

 

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Pedido da Rumo Logística para renovar concessão da malha ferroviária entrava

Renovações de importantes concessões de ferrovias e rodovias estão travadas

Uma das principais apostas da Rumo Logística com a compra da ALL - maior empresa ferroviária do Brasil - foi a renovação antecipada da concessão da malha paulista por mais 30 anos. Filé mignon da empresa, por ligar a maior região produtora de grãos do País ao Porto de Santos, esse trecho é considerado estratégico para o projeto de expansão da Rumo, braço logístico do Grupo Cosan. O problema é que os planos não saíram como o previsto, e a renovação tem enfrentado uma série de entraves e incertezas.

Embora o vencimento da concessão seja apenas em 2028, a decisão antecipada é necessária para sinalizar aos investidores, que estão ansiosos com a situação. Desde a aquisição, há cerca de um ano e meio, as ações da Rumo quase dobraram, de R$ 3,47 para R$ 6,85, especialmente por causa da expectativa da renovação da concessão e reestruturação financeira da companhia, altamente endividada.

A euforia do mercado tem fundamento. Logo após o fechamento do negócio, o empresário Rubens Ometto Silveira Mello, dono da Cosan, teve da ex-presidente Dilma Rousseff a promessa de que a renovação seria feita. Mas, com a troca de governo, a direção das conversas mudou.

Hoje, renovações de importantes concessões de ferrovias e rodovias, que estavam em andamento no governo anterior, estão travadas. A paralisação do processo, no entanto, não estava na conta da Cosan, controladora da Rumo, que dava a renovação como certa.

Além do governo de Michel Temer querer tomar pé da situação antes de decidir que caminho seguir, o Tribunal de Contas da União (TCU) não está tão empenhado em acelerar o processo de uma concessão que ainda vai demorar para terminar. Outro ponto é que há uma série de pendências que a ALL ainda precisa cumprir referente à concessão atual.

Problemas

Considerada uma ferrovia complicada, mas estratégica do ponto de vista de escoamento de grãos do Centro-Oeste para o Porto de Santos, a ALL acumulou nos últimos anos uma lista de problemas que hoje pesam contra a renovação. Só na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), há 147 processos contra a empresa por descumprimento de contrato.

Entre eles, o aumento do número de acidentes associado à redução da velocidade da ferrovia - indicadores que apontam falta de investimentos na malha. Em 2009, foram 167 ocorrências. No ano passado, esse número já estava em 495 acidentes. Este ano, começou a reduzir e, até setembro, somava 236. Outro ponto que incomoda o governo e o TCU é a subutilização e sucateamento de parte da malha da empresa, de 12.900 quilômetros. 

Em outubro, a Rumo concluiu a reestruturação na companhia, que deixou o nome ALL para trás. Além do alongamento da dívida e aumento de capital, de R$ 2,6 bilhões, o grupo conseguiu o aval do BNDES para financiamento de R$ 3,5 bilhões, aporte para a expansão da ferrovia, um projeto que soma R$ 8,5 bilhões. Agora, só falta renovar a concessão para expansão plena. Procurada, a assessoria informou que a Rumo não comenta o assunto.

No setor portuário, a renovação das concessões tem sido uma forma de aumentar o volume de investimentos no setor. Em seis renovações autorizadas pela Secretaria de Portos, o volume de investimento atrelado ao contrato de renovação soma mais de R$ 5,3 bilhões.

 

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Porto deve se preparar para os impactos do avanço do mar

 

Efeitos do fenômeno, que é relacionado com as mudanças climáticas, serão discutidos pela Autoridade Portuária

 

*Repórter enviado especial para Nova Iorque

O aumento do nível do mar e seus impactos em regiões costeiras já preocupam importantes portos dos Estados Unidos, como Nova Iorque e Nova Jersey (na costa leste) e Los Angeles e Long Beach (na costa oeste), e da Europa, caso de Roterdã (Países Baixos). Mas não estão na pauta dos complexos marítimos brasileiros, inclusive do Porto de Santos. Esse cenário, porém, vai mudar. Segundo representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) e do Ministério dos Transportes, esse fenômeno, relacionado com as mudanças climáticas percebidas nos últimos anos, terá de ser debatido no complexo santista, que deverá preparar-se para seus efeitos.

A medida foi defendida pelo diretor de Operações Logísticas da Codesp, Celino Ferreira da Fonseca, e pelo diretor do Departamento de Revitaliza-ção e Modernização Portuária da Secretaria de Portos, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Rossano Reolon, na última semana, durante sua visita ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey.

Fonseca e Reolon integraram a equipe de autoridades e empresários do Porto de Santos que conheceram o complexo norte-americano entre quarta e sexta-feira passadas. A viagem concluiu a programação da edição deste ano (a 14ª) do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que ocorreu no último mês, no Mendes Convention Center, na Cidade. O evento é realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos.

Entre os temas debatidos durante a visita técnica, estava a elevação do nível do mar (em inglês, Sea Level Rise ou SLR) e as consequências para os complexos portuários marítimos e suas operações. Atualmente, o complexo de Nova Iorque e Nova Jersey discute os impactos do fenômeno em suas atividades e como proteger suas instalações e a própria região costeira de seus reflexos. 

A questão foi comentada por representantes da autoridade portuária com a comitiva do Santos Export no encontro ocorrido na quarta-feira e tema central da reunião que o grupo teve, na última quinta-feira, com técnicos da consultoria norte-americana Aecom. A empresa foi contratada para preparar um plano de proteção contra o SLR para os portos de Los Angeles e Long Beach (ambos na Califórnia), para regiões de Nova Jersey e ainda para a Ilha de Manhattan (um dos distritos de Nova Iorque), incluindo suas áreas portuárias.

Tema foi debatido pela comitiva do Santos Export, nos EUA, enquanto uma forte ressaca atingia a região
(Foto: Carlos Nogueira)

Planejamento

Logo após o encontro com os técnicos da Aecom, o diretor de Operações Logísticas da Codesp admitiu a necessidade de incluir essa questão entre os pontos que devem ser tratados para o desenvolvimento do Porto de Santos. Segundo o dirigente, o aumento do nível do mar e as medidas necessárias para proteger a infraestrutura do complexo devem ser incluídos no seu planejamento.

“Essa é uma questão que temos de analisar. Não se trata de um problema urgente, mas não podemos ignorá-lo. Ficou claro, especialmente pela experiência que tivemos aqui (com o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey e os projetos em desenvolvimento pela Aecom), que devemos enfrentá-lo e passar a considerar esse problema no planejamento do Porto. Esse tema, eu levarei para as reuniões da Direx (a diretoria-executiva da Codesp)”, afirmou Celino da Fonseca.

O diretor reconheceu que, nos atuais projetos de infraestrutura do Porto, o efeito do aumento do nível do mar não é considerado.

Estudos

O SRL até foi citado na série de pesquisas encomendada pela Companhia à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), no final do ano passado, para analisar as condições de navegação no canal do complexo e o aumento do processo de erosão nas praias da região – fenômeno que tem relação com a elevação do nível do mar. Mas os impactos desse processo na região e formas de evitá-lo não devem ser pesquisados nesses trabalhos. Os estudos foram contratados a fim de definir quais os maiores navios que podem escalar na região, mesmo com o aprofundamento do canal.

Questionado por que complexos norte-americanos e europeus se preocupam com esse assunto enquanto, no Brasil, ele não tem sido tratado, o dirigente portuário destacou que as atuais demandas de infraestrutura podem explicar essa situação. “É claro que temos de analisar questões como o aumento do nível do mar. Mas no Brasil, os portos ainda precisam de tanto investimento, de tanta infraestrutura. Em Santos, ainda estamos debatendo um novo acesso rodoviário para o Porto (a reformulação viária da Entrada de Santos), uma demanda da década passada. Diante dessa urgência, de obras mais urgentes, a gente até entende por que ainda não debatemos esse ponto, que é uma demanda com efeitos não tão imediatos”.

Segundo o diretor, o debate sobre o SRL não deve ser feito pela Codesp isoladamente, mas tem de contar com a participação das administrações municipais locais, do Estado e da União. Atualmente, a Prefeitura de Santos conta com um grupo de estudo que analisa os impactos das mudanças climáticas – e, consequentemente, do aumento do nível do mar, na Cidade.

Fenômeno

O diretor do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária do Governo Federal, Rossano Reolon, também defende que a questão do aumento do nível do mar passe a ser tratada pelos portos, inclusive no cais santista. Segundo ele, que também preside o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, tal fator deve ser considerado nos planos de desenvolvimento do complexo. O fato de isso não ocorrer é reflexo da falta de uma cultura de planejamento do setor.

“Realmente, hoje, o Porto de Santos não trabalha com isso (o SLR). Mas essa é uma visão que deve ser mudada. O País precisa de seus portos para crescer e, para isso, eles devem se planejar, devem estudar como serão suas operações em 30 anos, quais os desafios que terão de superar nas próximas décadas. Temos de ter uma cultura de planejamento. E com isso, abordar questões como o aumento do nível do mar. E não podemos fugir disso, pois não adiantará. Uma hora teremos de enfrentar essa situação e será melhor se estivermos preparados”, afirmou Reolon.

Impactos

Na reunião com a consultoria Aecom, a elevação do nível do mar foi tratada por vários técnicos da empresa. Um deles foi o vice-presidente sênior de firma, Edward Schmeltz, que abordou os impactos desse processo nos portos e nas zonas costeiras. Segundo ele, o fenômeno deve intensificar as inundações nessas regiões e ocorrência de tempestades e ventos mais violentos, levando à interrupção das operações portuárias e aumentando o desgaste da infraestrutura de costado e berços de atracação.


SRL também deverá afetar o transporte de sedimentos – com um maior volume de água em movimento, maior será a quantidade de sedimentos carregados. Como consequência, devem ser ampliados os processos erosivos e de assoreamento, afetando as condições de navegação nos canais portuários. Com isso, a demanda por serviços de dragagem deve crescer.


Segundo Schmeltz, essas serão consequências gerais do aumento do nível do mar. Para definir como uma região específica será afetada, há a necessidade de um estudo aprofundado, argumentou. “A tendência é que esses reflexos ocorram, mas temos de analisar a situação de cada porto, de cada área costeira. Em alguns casos, os efeitos serão maiores e a necessidade de adaptações também. Em outros, não. De qualquer forma, essas regiões devem ser resilientes. E isso não é importante apenas em relação a sua infraestrutura. Elas devem ser resilientes socialmente e economicamente, de modo a lidar com esse fenômeno”, explicou.

Soluções

Durante a reunião com a comitiva do Santos Export, técnicos da Aecom mostraram algumas das soluções projetadas para proteger áreas da Ilha de Manhattan do aumento do nível do mar. Entre as propostas apresentadas, estão a implantação de barreiras (muretas) nos locais a serem inundados, de modo a evitar o avanço das águas, e a construção de calçadões em um nível superior ao solo atual. Essa estrutura também ajudaria a conter a maré.

Segundo o vice-presidente associado da Aecom, Brian Stobbie, que participou do encontro, as medidas apresentadas buscam conter tanto a elevação do mar como as ondas causadas por tempestades mais violentas, que serão mais frequentes com as mudanças climáticas e o SLR. “Estamos analisando essas obras, que serão implantadas nos próximos anos. Essa é a solução inteligente a ser adotada, uma vez que não fazer nada só vai garantir um prejuízo de bilhões a Nova Iorque”, disse Stobbie.

 

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Governo norte-americano vai estudar gargalos brasileiros

Na pauta, estão problemas operacionais e processuais dos principais portos nacionais, entre eles, o de Santos

 

*Repórter enviado especial para Nova Iorque

O Governo dos Estados Unidos se prepara para retomar os trabalhos com o do Brasil a fim de estudar como melhorar as operações nos portos brasileiros, inclusive Santos. Washington aguarda um posicionamento do Ministério dos Transportes para concluir um plano de trabalho que irá analisar, entre outros temas, os principais gargalos operacionais e processuais nos complexos marítimos nacionais e medidas para reduzir ou até eliminar esses obstáculos, afirmou o assessor sênior para Questões Internacionais do Administração Marítima do Departamento de Transportes norte-americano, Tony Padilla.

O representante de Washington se encontrou com empresários e autoridades do Porto de Santos na última quinta-feira, durante visita do grupo ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, o principal da costa leste norte-americana. A ida da comitiva ao complexo complementa a programação deste ano do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. Organizado pelo Grupo A Tribuna> e pela Una Marketing de Eventos, o seminário foi realizado no mês passado, no Mendes Convention Center.

Padilla encontrou o grupo do Santos Export durante suas reuniões com os executivos da consultoria Aecom e os da empresa de tecnologia Eaglerail, em Manhattan, Nova Iorque.

Em entrevista a A Tribuna, o assessor do Departamento de Transportes falou sobre o trabalho de parceria entre os dois países e as oportunidades que podem surgir para o Porto de Santos nesse processo. “Esse acordo pretende avaliar as operações dos complexos marítimos, inclusive do Porto de Santos, seu nível de tecnologia, os processos de gestão adotados e até o fluxo de financiamento disponibilizado (para o apoio a exportações e importações). Estamos com empresas americanas e órgãos do governo para analisar esses pontos e propor ações de melhoria, quando necessárias”, explicou.

Representante do Departamento de Transportes norte-americano apresentou o trabalho de parceria 
(Foto: Fernanda Luz/A Tribuna)

Essa iniciativa integra o projeto Parceria em Transportes Brasil-EUA, lançado há dois anos pelas duas nações. O setor portuário é tema de um dos quatro grupos de trabalho criados pelos dois governos, como parte desse acordo. Os outros três tratam de rodovias e estradas, ferrovias e melhores práticas de gerenciamento de emergências.

A equipe que trata dos portos se reuniu pela última vez no semestre passado, informou o representante do Departamento de Transportes. Desse encontro, participaram representantes da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), da Marinha do Brasil e, do lado norte-americano, técnicos dos departamentos de Transporte e de Comércio, da agência de desenvolvimento comercial (USTDA) e de empresas de consultoria, como a AECOM, e dragagem.

Com as mudanças ocorridas no governo brasileiro nos últimos meses, especificamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a posse do vice-presidente Michel Temer e reforma ministerial ocorrida na sequência, que levou à extinção da Secretaria de Portos e à transferência de suas responsabilidades para o Ministério dos Transportes (que passou a ser denominado como Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil), os trabalhos acabaram interrompidos. Mas devem ser retomados em breve, espera Tony Padilla. “O Governo do Brasil passou por mudanças. Estamos aguardando uma manifestação do Ministério (dos Transportes) para continuarmos nossas atividades”, explicou.

Quando os trabalhos forem retomados, o próximo passo do grupo que cuida dos portos será oficializar seu plano de ação. Já há uma proposta pronta, informou Padilla. Segundo ele, a partir desse ponto, é possível ter as análises do setor concluídas em até 18 meses.

Visita

O grupo do Santos Export iniciou sua visita técnica ao Porto de Nova Iorque e Nova Jérsei na última quarta-feira. Nesse primeiro dia, os empresários e as autoridades brasileiras foram recebidos por representantes da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey nos escritórios do órgão, na zona portuária de Nova Jersey. 

No encontro, foram debatidos os planos de investimento em infraestrutura do complexo norte-americano, que investe US$ 4,4 bilhões (quase R$ 14 bilhões) na dragagem de seus canais de navegação, na adequação de pontes e na expansão de sua malha ferroviária, a fim de ampliar sua intermodalidade.

A comitiva também visitou terminais de contêineres na região. No dia seguinte, houve reuniões com os executivos da Aecom e a Eaglerail. 

Com a primeira empresa, foram debatidos os impactos do aumento do nível do mar em áreas costeiras e portuárias. No encontro com representantes da companhia de tecnologia, foi apresentada a proposta da firma para melhorar o transporte de cargas entre o Porto de Santos e a região de São Paulo. Seus dirigentes defendem a implantação de um sistema teleférico de contêineres.

A programação da viagem do Santos Export foi concluída ontem, com visitas às áreas portuárias de Nova Iorque.

 

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Setor portuário abre vagas para diversos cargos

Esta é a 39ª edição da coluna Porto & Oportunidades

 

VAGAS PARA ENSINO MÉDIO/TÉCNICO

  • Empresa: Empresa multinacional

Cargo: Técnico de Logística
Local de Trabalho: Santos
Responsabilidades: elaboração de passagem de serviço com detalhes das operações realizadas e previstas; análise de serviço, identificando não conformidades em andamento e realizar a continuidade com seu tratamento; identificar e ajustar informações em Requisições de Transporte (RTs) para melhor atendimento operacional logístico
Salário: R$ 1.700
Benefícios: assistência médica; assistência odontológica; tíquete-refeição e vale-transporte
Requisitos: técnico em Administração ou Logística, em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), comprovando com diploma ou certificado em cópia autenticada
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.vagas.com.br/ (Vaga v1423404)

 

VAGAS PARA ENSINO SUPERIOR

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Importação / Exportação - Despacho Aduaneiro
Local de Trabalho: Santos
Responsabilidade: atuar em empresa de comércio exterior, análise de documentos de importação e exportação e registro de declarações nos sistemas de comércio exterior da RFB; conhecimentos e uso de software da área (bysoft) e orientador Siscomex e representar importadores e exportadores junto a RFB
Salário: de R$ 2.001 a R$ 3.000
Benefícios: auxílio creche, tíquete-alimentação, tíquete-refeição e vale-transporte
Requisitos: ensino técnico/superior completo na área de Comex; ser habilitado junto a RFB como Despachante Aduaneiro (opcional); domínio e conhecimento em registro de declarações junto ao Siscomex
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.catho.com.br/vagas/analista-de-importacao-exportacao-despacho-aduaneiro/11097140/

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Importação de Despacho Aduaneiro
Local de Trabalho: Santos
Responsabilidades: atuar com digitação de DI, registro de LI e follow-up. Conhecimentos em sistema I-broker e Siscomex.
Salário: a combinar
Benefícios: assistência médica/medicina em grupo; participação nos lucros; seguro de vida em grupo; tíquete-alimentação; tíquete-refeição e vale-transporte
Requisitos: experiência comprovada em digitação de DI e Registro de LI
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.catho.com.br/vagas/analista-de-importacao-de-despacho-aduaneiro/11236741/

 

  • Empresa: Confidencial

Cargo: Analista de Operações Marítimas
Local de Trabalho: Santos
Responsabilidades: gerar manifestos e abertura de escala e CEs no sistema Mercante/Siscarga; classificar cargas perigosas e descarga trânsito; atualizar o sistema do Armador; fornecer conforme procedimento documentação ao terminal e ao operador portuário; acompanhar e realizar, quando necessário, comunicação com navios e armadores; entre outras
Salário: a combinar
Benefícios: assistência médica/medicina em grupo; assistência odontológica; seguro de vida em grupo; tíquete-refeição e vale-transporte
Requisitos: vivência anterior com documentação relacionada à importação e exportação; conhecimentos nos sistemas Siscomex, Receita Federal e Mercante e desejável ensino superior completo
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.catho.com.br/vagas/analista-de-operacoes-maritimas/11189561/

 

  • Empresa: Firma do seguimento de transporte rodoviário de cargas e movimentação de mercadorias

Cargo: Analista Financeiro
Local de Trabalho: Santos
Responsabilidades: atuar com fluxo de caixa previsto x realizado, conciliação bancária, ciclo financeiro, projeção de faturamento e elaboração de relatórios gerenciais
Salário: não informado
Benefícios: assistência médica/odontológica; vale-refeição; vale-alimentação; participação nos lucros; seguro de vida e vale-transporte (opção de auxílio combustível)
Requisitos: grande vivência na área financeira; superior completo em Administração ou áreas relacionadas, desejável MBA em Finanças ou Controladoria; conhecimento do pacote Office com ênfase em Excel, no mínimo intermediário; desejável conhecimento em sistema integrado.
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.vagas.com.br/   (v1411166)

 

VAGAS SEM ESCOLARIDADE ESPECÍFICA

 

  • Empresa: operadora de cruzeiros

Cargo: Cozinheiro
Local de Trabalho: a bordo
Responsabilidades: responsável pelo preparo dos mais variados pratos servidos a bordo do navio. É o líder de uma equipe composta por outros
Salário: não informado
Benefício: não informado
Requisitos: maior de 18 anos, inglês fluente e experiência de no mínimo 2 anos na cozinha de restaurante
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.infinitybrazil.com.br

 

  • Empresa: operadora de cruzeiros

Cargo: Técnico de Luz
Local de Trabalho: a bordo
Responsabilidades:  manutenção de luz e montagem dos diversos sets nos diversos shows produzidos no navio assim como em situações de conferências ou outras atividades que exijam a presença de técnico e respectivo equipamento para adequação no espaço; faz montagem desde pocket shows até grandes espetáculos a bordo
Salário: US$ 1.800
Benefício: não informado
Requisitos: maior de 21 anos, inglês avançado e experiência mínima de 02 anos na área e amplo conhecimento em diversos tipos de mesas de luz e montagem em diferentes ambientes de médio à grande porte
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.infinitybrazil.com.br

 

  • Empresa: operadora de cruzeiros

Cargo: Técnico de som
Local de Trabalho: a bordo
Responsabilidades:  montagem dos diversos sets de som  nos diversos shows produzidos no navio assim como em situações de conferências ou outras atividades que exijam a presença de técnico e respectivo equipamento para adequação no espaço
Salário: US$ 1.700
Benefício: não informado
Requisitos: maior de 21 anos, Inglês avançado, experiência mínima de 02 anos na área e amplo conhecimento em diversos tipos de mesas de som e montagem em diferentes ambientes de médio à grande porte
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.infinitybrazil.com.br

 

  • Empresa: operadora de cruzeiros

Cargo: Técnico de Palco
Local de Trabalho: a bordo
Responsabilidades:  trabalha na área de entretenimento, responsável por todo o auxilio na montagem dos equipamentos; auxilia tanto em áudio como em luz conforme descrição das atividades de light technician e áudio technician
Salário: US$ 1.350 a US$1.650
Benefício: não informado
Requisitos: maior de 21 anos, inglês fluente e experiência de no mínimo 01 ano na área
Como se candidatar: enviar currículo através do site www.infinitybrazil.com.br

 

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Importação deve anular contribuição do setor externo no PIB

A menor contribuição do setor externo é mais uma notícia ruim que a economia brasileira carrega para 2017

São Paulo- A contribuição do setor externo deverá ser nula ou até mesmo negativa para o crescimento da economia brasileira no ano que vem diante da expectativa de retomada das importações, revertendo uma tendência vista nos últimos dois anos e que ajudou a amortecer parte da recessão vivida pelo país.

A menor contribuição do setor externo é mais uma notícia ruim que a economia brasileira carrega para 2017, quando já se espera baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Num momento de reação muito modesta da demanda doméstica, a menor contribuição do setor externo não é positiva para a economia”, afirmou a economista da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro.

“Se tivéssemos uma contribuição maior do setor externo, especialmente via aumento de exportações, isso poderia ajudar mais a atividade econômica e, consequentemente, o emprego”, disse.

Em 2017, o crescimento do PIB estimado pela consultoria de 1,5 por cento terá ajuda de apenas 0,2 ponto porcentual do setor externo e de 1,3 ponto porcentual da demanda doméstica.

Neste ano, na retração do PIB esperada pela Tendências de pouco mais de 3 por cento, o setor externo deve contribuir positivamente com 2,3 ponto porcentual, mas o mercado doméstico, afetado pelo fraco consumo e elevado desemprego, deve anular totalmente esse ganho, com queda de 5,5 ponto porcentual.

Na projeção feita pelo banco Itaú, o avanço esperado de 2 por cento para o PIB em 2017 deverá ser impulsionado somente pela demanda doméstica, com contribuição de 2,5 ponto porcentual. Na contramão, o setor externo deverá varrer parte deste ganho com queda de 0,5 ponto porcentual.

“Com a atividade econômica voltando, deve haver um crescimento das importações, reduzindo o saldo da balança comercial”, afirma o economista do banco Itaú Rodrigo Miyamoto.

Segundo o banco, pela métrica do PIB, a importação vai ter crescimento de 4 por cento no ano que vem, enquanto que a exportação deve avançar num ritmo menor, de 1,2 por cento.

O aumento da importação deve ocorrer sobretudo pela expectativa de que retomada do crescimento econômico, apesar de modesto, eleve os investimentos e a necessidade de compra de máquinas e equipamentos do exterior.

Ao mesmo tempo, as exportações não devem apresentar o dinamismo esperado por causa da fraqueza dos preços das commodities.

A menor projeção da balança comercial ainda tem como pano de fundo a recente queda do dólar, afetando a rentabilidade das exportações. A moeda norte-americana deixou a faixa de 4 reais em janeiro para atual patamar de 3,10 reais.

“Essa valorização do real não estava no radar. Ninguém imaginava que a moeda brasileira chegaria no patamar atual”, afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

No relatório Focus, do Banco Central, os analistas preveem superávit comercial de 45 bilhões de dólares em 2017, ante os 46,83 bilhões de dólares esperados há quatro semanas. A AEB estima no máximo saldo positivo de 35 bilhões de dólares.

 

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Porto de Santos terá teleférico para transporte de contêineres

Projeto do equipamento será apresentado na concorrência que o Estado abrirá nas próximas semanas

*Repórter enviado especial a Nova Iorque

Transportar contêineres entre os terminais do Porto de Santos e a Região Metropolitana de São Paulo não mais em caminhões ou trens, mas por um sistema de trilhos suspensos, reduzindo o impacto ambiental da operação e melhorando as condições de tráfego nas estradas que atendem o complexo marítimo. O projeto, que será apresentado na concorrência que o Governo do Estado abrirá nas próximas semanas, para selecionar um estudo sobre modelos de transporte de cargas entre o cais santista e o Planalto, foi revelado a empresários e autoridades do complexo marítimo na tarde de ontem, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O empreendimento foi desenvolvido pela empresa de tecnologia norte-americana Eaglerail Container Logistics e anunciado por seu proprietário e chefe-executivo de Marketing, Mike Wychocki.

A reunião com o empresário foi um dos compromissos da comitiva brasileira ontem, durante sua visita ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, o principal da costa leste dos Estados Unidos. A viagem ao complexo integra a programação da edição deste ano (a 14ª) do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O seminário foi realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos no mês passado, no Mendes Convention Center, em Santos.

Segundo Wychocki, o projeto de um sistema de transporte de contêineres por trilhos suspensos, uma espécie de teleférico de cargas, será apresentado na concorrência que a Dersa, empresa de transportes do Governo do Estado, abrirá nas próximas semanas para contratar um estudo sobre como melhorar a movimentação de cargas entre a Região Metropolitana de São Paulo e os terminais do Porto de Santos. A licitação é financiada pelo Banco Mundial. A EagleRail, explicou o executivo, participará do certame em parceria com o grupo brasileiro de engenharia Promon.

O empreendimento prevê a implantação de um terminal no Planalto, nas proximidades do Rodoanel e do Ferroanel de São Paulo, onde haverá a integração intermodal do sistema teleférico com rodovias e ferrovias. Desse ponto, sairá a malha de trilhos aéreos (suspensos por pilares) que descerá a Serra do Mar até chegar a Cubatão e à Área Continental de Santos. O trajeto a ser percorrido a partir desse ponto ainda será definido. Uma opção é ele entrar na região portuária pela Ilha Barnabé e, então, se subdividir, com um ramal indo para a Margem Esquerda (Guarujá) e outro para a Margem Direita (Santos), atravessando o canal do estuário por uma ponte.

Viagem aos Estados Unidos integra a programação da 14ª edição do Santos Export
(Foto: Fernanda Luz/A Tribuna) 

Acesso aos terminais

Conforme Wychocki, o sistema deve chegar até cada um dos terminais de contêineres do complexo, percorrendo ramais distintos para cada instalação. De acordo com o executivo, a ideia já foi discutida com instalações e operadores ferroviários que atuam no Porto de Santos.

O estudo preparado pela Eaglerail engloba um sistema que transportará 500 contêineres por hora, a uma velocidade de 24 quilômetros por hora, indo do cais santista até o Planalto em cerca de duas horas. O projeto ainda prevê que as cargas de importação sejam retiradas sem serem alfandegadas. O processo de liberação da Alfândega ocorreria apenas no terminal do Planalto, que seria autorizado pela Receita Federal para esse tipo de operação.

O projeto visa facilitar a movimentação de contêineres no cais santista, que deve crescer nos próximos anos, mesmo com a atual crise financeira do País afetando o comércio internacional, prevê o executivo.

“A operação de contêineres vai crescer e Santos terá de se preparar para isso. Qual a solução? Podemos construir mais rodovias, ampliar as malhas ferroviárias até o cais. Ou então podemos inovar e melhorar. E é essa nossa proposta: oferecer um sistema de transporte mais limpo, veloz, automatizado e que reduzirá os congestionamentos nas estradas e aumentará a capacidade dos portos”, afirmou Mike Wychocki perante os empresários e as autoridades, reunidos em uma sala em um dos prédios de escritório da Sexta Avenida em Mahattan, Nova Iorque.

A apresentação foi acompanhada por representantes do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e da Administração Marítima do Departamento de Transportes do Governo dos Estados Unidos, além de demais dirigentes da Eaglerail.

Ainda durante a exposição à comitiva de empresários e autoridades do Santos Export, o proprietário e chefe-executivo de Marketing da Eaglerail Container Logistics, Mike Wychocki, destacou que o sistema apresentado por sua empresa visa preencher uma lacuna ainda ignorada pelo mercado. 

Segundo ele, o setor de transportes marítimo tem avançado na ampliação de navios, equipamentos de movimentação de cargas nos portos e nas tecnologias adotadas em trens e caminhões, mas não desenvolve sua intermodalidade. E também não tem encontrado respostas para o transporte dos contêineres vazios – que têm Intermodalidade

O transporte por trilhos aéreos é utilizado em países como China e Japão, para a movimentação de passageiros, há mais de 100 anos, lembrou o empresário. E tem sido aproveitado para o mesmo fim, recentemente, nos Estados Unidos e em Israel. Como vantagem, explora um espaço não aproveitado (a parte aérea de rodovias, por exemplo), é movido à eletricidade (sem emissão de poluentes na atmosfera) e automatizado, destaca o empresário. E, segundo ele, sua utilização para o deslocamento de cargas é viável.

“É um sistema positivo. Mas seu principal ganho é o baixo impacto ambiental. Só precisamos instalar os pilares e a carga passa sobre a vegetação, sem quaisquer danos. E o mesmo modelo pode ser utilizado sobre rios, canais e o mar, podendo atender terminais offshore”, explicou o executivo da Eaglerail.

A empresa de tecnologia também está em negociações para implantar o modelo de transportes em outros portos do Brasil – em Itaguaí (RJ), há conversas com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – e de outros países. 

Há ainda tratativas avançadas no complexo de Nova Iorque e Nova Jersey, em Durban, na África do Sul, em Rizhou, no norte da China. Aliás, o porto asiático, que opera 3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), deverá ser o primeiro a contar com esse modelo de movimentação de contêineres. Uma carta de intenções com sua administração para a elaboração do projeto inicial já foi assinada.

Agenda

Também na quinta-feira (27), empresários e autoridades da comitiva do Santos Export se reuniram com executivos da empresa de engenharia Aecom. Na pauta do encontro, os impactos do aumento do nível do mar nas regiões costeiras e, principalmente, nos portos marítimos.

Atualmente, a Aecom elabora planos de resiliência costeira para a ilha de Manhattan, em Nova Iorque, regiões de Nova Jersey e o Porto de Long Beach, na costa oeste dos Estados Unidos. No início do mês, a empresa foi contratada pelo Porto de Los Angeles (vizinho ao de Long Beach) para desenvolveu sua estratégia de proteção.

 

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Governo amplia desoneração sobre importações para as empresas optantes pelo Simples Nacional

Governo amplia desoneração sobre importações para as empresas optantes pelo Simples Nacional

Brasília – As micro e pequenas empresas que operam no Simples Nacional podem a partir de hoje se beneficiar do regime aduaneiro especial de drawback, que consiste na desoneração de tributos incidentes sobre as importações e aquisições no mercado interno vinculadas a um compromisso de exportação. A desoneração sobre importações para optantes do Simples não era pacífica para os órgãos de fiscalização tributária.

Com a publicação da Lei Complementar nº 155 na edição desta sexta-feira (28) do Diário Oficial da União, empresas enquadradas no Simples terão segurança jurídica para a utilização do regime de drawback. A medida permitirá que as micro e pequenas empresas tenham maior competitividade para seus produtos no mercado internacional.

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Comércio Exterior, 5.200 micro e pequenas empresas das mais de 430 mil firmas industriais optantes pelo Simples Nacional efetuaram exportações no ano passado. Agora, a expectativa é de que essas empresas aproveitem o drawback para impulsionar suas vendas externas.

O número de potenciais novos usuários do regime pode ser ainda maior, uma vez que sua utilização representa um estímulo ao engajamento na atividade exportadora por parte daquelas empresas que hoje somente vendem seus produtos no mercado interno.

Drawback

O regime aduaneiro especial de drawback foi criado pelo Decreto-Lei nº 37/1966 e posteriormente aperfeiçoado por outras legislações, resultando atualmente no Drawback Integrado nas modalidades suspensão e isenção.

O Drawback permite a suspensão ou isenção do Imposto de Importação, do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o PIS/PASEP, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) na importação ou na aquisição no mercado interno de insumos a serem empregados ou consumidos na industrialização de produtos a serem exportados e, exclusivamente na modalidade suspensão, há a desoneração do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), incidente sobre as compras externas amparadas pelo regime.

Em 2015, US$ 48 bilhões foram exportados com o emprego do mecanismo de drawback, o que representa 25,2% das vendas externas totais do Brasil no período. A base de empresas usuárias, em torno de 1.600 firmas, contempla uma diversificada lista de setores produtivos, dentre os quais pode-se registrar o de carne de frango congelada, o automotivo e o químico.

A Lei Complementar também confere segurança jurídica para que empresas optantes pelo Simples Nacional se beneficiem do Reintegra – Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, cujo objetivo é reintegrar valores referentes a custos tributários federais residuais existentes nas cadeias de produção dos bens manufaturados exportados e que não são desonerados pelas sistemáticas de desoneração vigentes.

Investimento

Dentre diversos avanços, a Lei regulamentou também o investimento anjo no Brasil. As novas regras valem para o investidor minoritário que aportar recursos para o desenvolvimento de empresas iniciantes inovadoras, conhecidas como startups. O investidor, para efeitos legais, não será considerado sócio e não será responsabilizado por dívidas contraídas pela empresa.

Antes da nova regulamentação, havia uma grande insegurança jurídica com relação ao investimento anjo, uma vez que o investidor podia ser responsabilizado com seus bens pessoais pelas dívidas contraídas pela empresa, sem que ele tivesse cometido qualquer tipo de fraude.

Segundo o secretário de Inovação e Novos Negócios, Marcos Vinícius de Souza, “A expectativa é que os investimentos em startup aumentem consideravelmente com a nova lei. O investidor anjo é uma pessoa física que aporta capital nos primeiros momentos de vida de uma empresa iniciante e inovadora. Além dos recursos financeiros, esses investidores auxiliam as jovens empresas com a sua experiência e a sua rede de contatos.

Quase todas as maiores empresas de tecnologia do mundo foram apoiadas por investidores anjo no início de suas operações, por isso é fundamental dar a segurança jurídica necessária para que esse tipo de investimento floresça no país”.

Fonte: MDIC

 

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Fiesp promove seminário sobre ATA Carnet, passaporte para exportação e importação temporária

 

 

 

 

 

Fiesp promove seminário sobre ATA Carnet, passaporte para exportação e importação temporária

Da Redação

Brasília –  A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove nesta sexta-feira (28) o ”Seminário sobre Exportação Temporária ATA Carnet”, com o objetivo de mostrar o que é o ATA Carnet, sua finalidade e como emitir e também prestar esclarecimentos sobre o papel desempenhado pela Receita Federal no contexto desse instrumento que funciona como um passaporte aduaneiro internacional que permite a exportação temporária de bens, livre de impostos de importação, pelo período de um ano. O regime harmoniza as legislações dos 75 países signatários, o que facilita as operações. O Brasil foi o primeiro país do Mercosul a aderir ao sistema.

O Seminário será realizado na sede da Fiesp em São Paulo, das 9h ao meio-dia e constará de duas palestras. A primeira delas  terá como tema “O que é o ATA Carnet, sua finalidade e como emitir”, a cargo de Vladimir Guilhamat (Diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp), e de Sarah Saldanha Oliveira (Gerente de Serviços de Internacionalização da Confederação Nacional da Indústria-CNI). A segunda palestra, sob o título “O ATA arnet: o papel da Receita Federal do Brasil”, será ministrada por Débora Toscano (Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil).

No último dia 6 de outubro, a CNI, por meio  das federações das indústrias dos estados, começou a emitir o ATA Carnet (acrônimo das expressões em francês Admission Temporaire e Temporary Admission, em inglês). Segundo a CNI, o ATA Carnet agiliza os trâmites na aduana brasileira e no exterior, reduz o tempo de despacho e permiti que produtos e equipamentos entrem e saiam de um país sem a incidência de impostos por um ano. Em 2015, os 178 mil carnês emitidos no mundo cobriram mercadorias avaliadas em US$ 30 bilhões.

Na opinião de Diego Bonomo (gerente-executivo de Comércio Exterior da CNI), “economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e Japão, operam com ATA Carnet desde a década de 1960. Na década de 1980, os demais países dos BRICS passaram a aceitar o documento. Entendemos que o início da operação no Brasil tem também um papel funamental para contribuir no posicionamento do país como ator presente no processo de internacionalização mundial”.

Por outro lado, Débora Toscano explica que a demanda pelo uso do doumento no Brasil cresceu recentemente: “nos últimos anos, o governo vinha recebendo pedidos tanto de exportadores nacionais quanto internacionais para integrar essa sistemática. A Receita Federal atendeu esses pedidos para fomentar o comércio exterior”.

Nessa fase inicial de implantação, o ATA Carnet será emitido apenas pelas federações das indústrias de sete estados:  Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Essas federações, através dos C entros Internacionais de Negócios (CIN), atenderão os pedidos de empresas de todo o Brasil. Até o início de 2017, o sistema de emissão presencial funcionará em todas as 27 federações de indústrias estaduais. O ATA Carnet também poderá ser solicitado pela  Internet.

 

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Maior porto da costa leste dos EUA investe US$ 4,4 bi em acessos

 

*Repórter enviado especial a Nova Iorque

Na disputa pelos novos navios que passaram a navegar pela costa leste dos Estados Unidos, após a ampliação do Canal do Panamá, o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey investe US$ 4,4 bilhões (R$ 13,8 bilhões, com base na cotação da moeda ontem) em um pacote de obras para melhorar sua infraestrutura. Entre as intervenções, estão o aprofundamento de seu canal de navegação, a elevação de uma ponte rodoviária e a melhoria de sua logística, com a construção de ramais ferroviários em terminais portuários e de uma instalação intermodal. 

A ideia é manter o complexo, o segundo do país em movimentação de contêineres, como o mais importante da costa do Atlântico.

“Somos o mais importante porto da costa leste dos Estados Unidos e vamos manter essa posição. Esses novos navios têm de ter condições de atracar aqui e estamos providenciando isso. E se há esse investimento é porque aqui, esses recursos têm retorno garantido”, afirmou o diretor-assistente do setor de Desenvolvimento de Negócios do Porto, do Departamento de Comércio Portuário da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey (APNINJ), Sam Ruda.

O executivo apresentou a estratégia comercial do complexo norte-americano a empresários e autoridades do Porto de Santos na manhã de ontem, durante visita do grupo aos escritórios da APNINJ na zona portuária de Nova Jersey. A viagem complementa a programação da edição deste ano (a 14ª) do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O seminário, realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos, aconteceu no mês passado, no Mendes Convention Center, em Santos.

Elevação da Ponte Bayonne demanda investimentos de US$ 1,3 bilhão deve ser concluída no final de 2017
(Foto: Fernanda Luz/A Tribuna)

Programa de dragagem

Na apresentação à comitiva do Santos Export, Ruda destacou o programa de dragagem de aprofundamento do complexo, concluído no mês passado e financiado pelo governo federal, a um custo de US$ 2,1 bilhões. No total, 38 milhas náuticas (70,4 quilômetros) de seus canais de navegação foram dragadas de 45 pés (13,7 metros) para 52 pés (15,84 metros) de profundidade – 50 pés (15,24 metros) previstos em projeto mais dois pés (0,6 metro) de margem de segurança. Com essas dimensões, os acessos aquaviários permitem a navegação de navios de até 18 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

Esse tipo de embarcação, tradicionalmente utilizada no transporte de cargas entre o Extremo Oriente e a costa oeste dos Estados Unidos, pelo Oceano Pacífico, ampliará suas escalas nos portos do Oceano Atlântico – e da costa leste norte-americana – com a conclusão, em junho passado, das novas eclusas do Canal do Panamá, que permitem a navegação de navios de maiores dimensões. Cargueiros maiores já eram recebidos nos terminais de Nova Iorque e Nova Jersey – em março do ano passado, o Zim Tianjin, de 10 mil TEU, atracou nas instalações do Global Container Terminal (GCT) – mas eram viagens esporádicas e eles vinham pelo Canal de Suez (que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo).

“Esses grandes navios, de 14 mil TEU, 18 mil TEU, vão começar a vir com maior frequência para o Atlântico e nós temos de garantir que eles venham para cá. Somos o maior porto da costa. É nossa obrigação estarmos prontos para recebê-los”, afirmou o representante da Autoridade Portuária.

Ajuste de pontes

Além do aprofundamento, o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey investe no ajuste das pontes construídas sobre seus canais de navegação, ampliando seus vãos de modo a permitir a passagem desses grandes navios. O principal projeto é a elevação da Ponte Bayonne, que liga a região de Staten Island (Nova Iorque) à zona portuária de Bayonne (Nova Jersey). A obra, que demanda investimentos de US$ 1,3 bilhão, teve início no ano passado e deve ser concluída no final de 2017. Seu grande diferencial é que a maior parte da estrutura da ponte, construída em aço nos anos 30, está sendo aproveitada. Ela ganhará novos acessos rodoviários, mais altos, e sua pista foi elevada em 64 pés (19,5 metros), até atingir 215 pés (65,5 metros) do nível do mar. E todo esse trabalho é feito enquanto a pista original permanece aberta à circulação de veículos.

Segundo Sam Ruda, apenas após a entrega da via superior é que a parte inferior será desmontada.

Comitiva ainda visitou o Global Container Terminal (GCT), em Nova Jersey
(Foto: Fernanda Luz/A Tribuna)

Expansão ferroviária

O programa de melhorias da administração portuária ainda prevê a expansão de sua malha ferroviária, com a construção de ramais em terminais de contêineres. O objetivo é ampliar a participação do modal nas operações do complexo. Atualmente, 16% dos contêineres movimentados entre a região e o interior do país são transportados em vagões. Nos próximos cinco anos, esse índice deve crescer para 20%. Segundo o diretor-assistente, aumentar a utilização ferroviária é uma das “principais estratégias” da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey (APNINJ).

“Buscamos expandir o transporte ferroviário pois ele é estratégico, tem menor custo e menos impacto (ambiental). É um compromisso nosso, que pode ser comprovado tanto nos novos ramais como no novo terminal intermodal que será implantado”, explicou o diretor-assistente do setor de Desenvolvimento de Negócios do Porto, do Departamento de Comércio Portuário da APNINJ , Sam Ruda, referindo-se à instalação a ser construída para o embarque e desembarque de contêineres em composições ferroviárias na área do porto. 

O programa de Nova Iorque e Nova Jersey para atrair os grandes navios ainda envolve a otimização de sua gestão e dos procedimentos de liberação de cargas. Para isso, a Autoridade Portuária criou um grupo de trabalho, formado por autoridades e empresários locais, para analisar e propor mudanças no cotidiano do complexo.

Após a reunião nos escritórios do porto em Nova Jersey, a comitiva do Santos Export conheceu dois de seus terminais de contêineres na região. Foram visitados o GCT Bayonne e o Port Newark Conteiner Terminal. Ambos contam com operações semiautomatizadas, com sistemas de automação em seus pátios de carga.

A programação do grupo no Porto de Nova Iorque e Nova Jersey continua hoje, com reuniões com consultores portuários. Pela manhã, está previsto um encontro com a equipe da Aecom, para debater estratégias de proteção da infraestrutura portuária diante do aumento do nível do mar previsto para este século. À tarde, a comitiva será recebida por especialistas da EagleRail, que apresentará novas tecnologias na movimentação de contêineres.

 

 

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Greve de auditores causa prejuízos no cais santista

Cerca de 3 mil contêineres ficaram retidos no Porto de Santos nestes dois dias de paralisação

 

 

A greve de auditores da Receita Federal, que aconteceu entre os dias 18 e 20 e foi repetida na terça-feira (25) e quarta-feira (26), já causou a retenção de 3 mil contêineres no Porto de Santos. A estimativa é de que R$ 200 milhões deixaram de ser arrecadados neste período pela Aduana. Já a demora na vistoria de porões de navios que aguardam para atracar no complexo soma US$ 1 milhão, o equivalente a mais de R$ 3,1 milhões, desde o início da paralisação. 

O levantamento dos prejuízos dos usuários é do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Segundo a entidade, esse custo é absorvido pelos exportadores e afeta ainda mais a competitividade do País no mercado internacional. 

Os auditores fiscais reivindicam reposição salarial. Para isso, iniciaram operação padrão e paralisações em 14 de agosto. Já os analistas tributários iniciaram o movimento dias depois, pelo mesmo motivo. 

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados no dia em que seu despacho é apresentado – devido ao protesto, o aval acaba saindo apenas dias ou semanas depois, acumulando o serviço.

A demora na inspeção de porões afeta a operação de navios graneleiros, que precisam deste procedimento para obter autorização a fim de atracar nos terminais. O custo diário de uma embarcação que transporta açúcar, soja ou milho é de US$ 15 mil, o equivalente a R$ 46,6 mil. 

De acordo com o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, as incertezas causadas pelas paralisações têm provocado a diminuição de escalas dos navios no Porto de Santos, além de prejudicar as receitas de toda a cadeia de intervenientes nas operações portuárias.

“Os processos de remoção dos contêineres de exportação, entre margens,  para a transferência de carga para um determinado navio, que levavam entre três e quatro dias antes da greve, atualmente demoram, em média, 10 dias, o que provoca a perda de conexões com navios destinados ao exterior”, destacou o executivo. 

Já na importação, além do represamento dos contêineres, somam-se os custos de armazenagem e estadia das caixas metálicas. Essas despesas adicionais são assumidas pelos importadores que, posteriormente, as repassam ao consumidor final. 

Conferência de cargas

Segundo Roque, na exportação, o desembaraço das mercadorias está ameaçado, no caso de lotes que caem nos canais amarelo e vermelho, onde há necessidade de conferência física e documental dos produtos. Isso prejudica os embarques, assim como   o preenchimento do espaço disponível nos navios.  

 

Fonte: Atribuna

 

 

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PF flagra funcionário de empresa aérea embarcando droga em bagagem

Caso ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, nesta terça-feira (25)

 

A Polícia Federal prendeu, na terça-feira (25), no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um funcionário de uma empresa aérea que estava sendo investigado por suspeita de introduzir drogas dentro de bagagens. 

De acordo com a PF, o homem foi surpreendido no momento em que colocou seis tijolos de cocaína em uma bolsa, que já havia passado pelos procedimentos de fiscalização e que seguiria para Londres, na Inglaterra. O homem introduzia a droga na área restrita do aeroporto atada ao seu corpo e o peso bruto do entorpecente somou quase 7 quilos.

Já na madrugada desta quarta-feira, (26), servidores da Receita Federal encontraram uma brasileira de 21 anos, que desembarcou de voo procedente de Barcelona, na Espanha, portando substância suspeita no fundo falso da bagagem.

Acionados, os policiais conduziram a passageira para realização de perícia no material, que foi identificado como metanfetamina. A brasileira é natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e declarou ter recebido a mala na cidade de Amsterdã, na Holanda, onde permaneceu por cerca de uma semana.

Os presos foram conduzidos aos presídios estaduais onde permanecerão à disposição da Justiça.

 

Fonte: Atribuna

 

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Auditores fiscais voltam a paralisar atividades no Porto de Santos

Com a greve, mais de mil contêineres ficam parados diariamente no cais santista

 

Os auditores fiscais da Receita Federal prometem paralisar as atividades nesta terça (25) e quarta-feira (26) em todo o País. A categoria pede recomposição salarial e usa o movimento para pressionar o governo.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) de Santos, durante o período de greve, serão liberados somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimento de bordo no cais santista.

Já na Delegacia da Receita Federal haverá paralisação total das atividades.Com a greve, mais de mil contêineres ficam parados diariamente no cais santista, o que representa um atraso na arrecadação dos tributos de mais de R$ 100 milhões por dia de paralisação. Já na Delegacia da Receita Federal em Santos deixaram de ser lançados este ano R$ 160 milhões em tributos e contribuições e em nível nacional este valor chega a R$ 52 bilhões. Ao longo do ano, a arrecadação nacional já apresenta queda de R$ 120 bilhões. 

Em Santos, há cerca de 180 auditores fiscais, 120 auditores na Alfândega e 60 na Delegacia da Receita Federal. Destes, de acordo com o sindicato da categoria, 90% estão em greve.  

 

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Cais santista conta com uma agenda ambiental portuária

Gerenciamento ambiental no porto organizado e fora dele estão entre as medidas na Agenda

 

O conflito Porto-Cidade é um dos principais problemas vividos pelos complexos portuários e com o Porto de Santos, não é diferente. Para tratar deste problema, o cais santista conta com uma agenda ambiental que serve de diretriz para adotar estratégias e criar programas de sustentabilidade voltados à região.


A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) criou a agenda ambiental em 2014. O projeto contou com a participação de 50 entidades, que representam o meio acadêmico e os empresários locais. Os estudos demoraram oito anos para serem concluídos.


Entre os tópicos que se destacam no projeto, estão o gerenciamento ambiental do complexo, as emissões de poluentes durante as operações, efluentes líquidos, além da dragagem dos acessos aquaviários do cais santista, resíduos sólidos, os passivos ambientais, a relação porto-cidade, a relação porto-atividades pesqueira e boas práticas ambientais a serem adotadas pelos usuários.


Para cada tema, foram feitos diagnósticos da situação e identificados os problemas do setor. Assim, foram definidas ações a serem adotadas e elaborados planejamentos para cada situação.


O estudo previu 13 medidas. Entre elas, estão: implementar unidades de gerenciamento ambiental no porto organizado e fora dele; promover o controle ambiental da atividade portuária; desenvolver o gerenciamento costeiro na região; regulamentar os procedimentos operacionais e capacitar profissionais para a gestão ambiental portuária, entre outros.


A elaboração da Agenda Ambiental do Porto de Santos, que tem 212 páginas, envolveu a Codesp, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado, e a Universidade Católica de Santos (UniSantos), por meio de seu Grupo de Pesquisa de Gestão Ambiental (GPGA).

 

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Porto precisa planejar ações contra o aumento do nível do mar

Especialistas apontam medidas necessárias para minimizar os impactos das mudanças climáticas no cais santista

As medidas que serão necessárias para evitar os impactos das mudanças climáticas no Porto de Santos devem, obrigatoriamente, passar por um planejamento que vai definir o cenário para os próximos 50 e 100 anos. No entanto, ações consideradas simples, que já podem ser tomadas pela iniciativa privada, são capazes de minimizar futuros problemas. Entre elas, estão as obras de levantamento de cais, além do uso racional de água e energia elétrica. 

O seminário internacional O porto, a cidade de Santos e as adaptações climáticas: como enfrentar os futuros desafios ambientais discutiu o tema, na segunda-feira (24), em Santos. O encontro foi promovido pela projetista e consultora de portos Ramboll Environ, com o apoio da Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais (CPEA), e da Acciona, construtora e gestora global de obras de infraestrutura. 

“Existem muitas coisas que podem ser feitas no curto prazo. Primeiro, é tomar consciência de que essa é uma coisa que nos impacta e está aí. A segunda é que a engenharia precisa estar preparada para propor novas obras de acordo com esse paradigma futuro de aumento do nível do mar. Tem o levantamento do cais, a questão da estocagem de contêineres e a localização de armazéns, que muitas vezes estão em áreas vulneráveis para esse aumento”, destacou o presidente da Ramboll Environ no Brasil, Eugenio Singer. 

Em seminário, especialistas debateram a necessidade de planejamento e investimentos portuários
(Foto: Nirley Sena/A Tribuna)

De acordo com o executivo, mesmo diante da escassez de recursos públicos, deve ser iniciado um planejamento urgente. No futuro, esses estudos terão impacto fundamental na competitividade do complexo marítimo. 

“Passando pelo Porto, a gente sabe a quantidade de ações que têm de ser feitas para torná-lo competitivo e proteger a Cidade e o cidadão, mas é possível a gente tomar ações imediatas para evitar esses efeitos danosos contra a questão do aumento do nível do mar, o aumento de temperatura, a falta de água. Isso tudo impacta no custo Brasil e nessa perda de competitividade”, destacou Singer. 

Efeitos

Para Sérgio Pompeia, presidente da CPEA, é preciso conhecer o problema, estudar e saber como as mudanças climáticas afetam a Cidade. “Será que a dragagem tem influência nesse processo? Lógico que tem, mas é uma influência secundária. O que está acontecendo em Santos é a quantidade de chuva, as ressacas e o nível do mar aumentando”, destacou.

Diante desta constatação, é preciso definir quais obras são necessárias para conter os impactos do aumento do nível do mar. “Se você engordar uma praia, vai ganhar território para essa cidade e isso é muito importante, pois a protege e pode garantir ganhos de espaço urbano. Se colocar um dique para proteger determinada região, isso pode ser um tremendo problema ou pode ser uma solução urbana”, explicou Pompeia. 

Para o gerente de Segurança do Trabalho e Sustentabilidade da Acciona, Thiago Cesar Benini, planejar o futuro é uma necessidade urgente e mostra o quanto o Brasil está atrasado em relação aos países mais desenvolvidos. “Tem que ser feito um planejamento integrado já, agora, para pensar daqui a 50, 100 anos, para melhorar a cidade de Santos e chegarmos a um nível em que Estados Unidos e a Europa já estão em Portos”.

 

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Auditores fiscais voltam a paralisar atividades no Porto de Santos

Com a greve, mais de mil contêineres ficam parados diariamente no cais santista

 

Os auditores fiscais da Receita Federal prometem paralisar as atividades nesta terça (25) e quarta-feira (26) em todo o País. A categoria pede recomposição salarial e usa o movimento para pressionar o governo.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) de Santos, durante o período de greve, serão liberados somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimento de bordo no cais santista.

Já na Delegacia da Receita Federal haverá paralisação total das atividades.Com a greve, mais de mil contêineres ficam parados diariamente no cais santista, o que representa um atraso na arrecadação dos tributos de mais de R$ 100 milhões por dia de paralisação. Já na Delegacia da Receita Federal em Santos deixaram de ser lançados este ano R$ 160 milhões em tributos e contribuições e em nível nacional este valor chega a R$ 52 bilhões. Ao longo do ano, a arrecadação nacional já apresenta queda de R$ 120 bilhões. 

Em Santos, há cerca de 180 auditores fiscais, 120 auditores na Alfândega e 60 na Delegacia da Receita Federal. Destes, de acordo com o sindicato da categoria, 90% estão em greve.  

 

 

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Câmara encerra sessão sem concluir votação dos destaques do pré-sal

Votação foi encerrada pouco depois das 22 horas desta segunda-feira (24)

A Câmara dos Deputados não concluiu a votação do projeto de lei que muda as regras de exploração do pré-sal. O plenário rejeitou diversos destaques apresentados à proposta, mantendo o texto original, que retira da Petrobras a obrigação de ter que investir nos campos do pré-sal, mas ainda resta uma emenda a ser apreciada.

Pouco depois das 22 horas desta segunda-feira (24), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu encerrar a votação. O último destaque a ser apreciado, de autoria da bancada do PT, manteria a obrigação de a Petrobras operar todos os blocos do pré-sal. Com isso, a votação não pôde ser encerrada e, portanto, o projeto ainda não pode seguir para sanção presidencial.

Maia encerrou a votação porque oferece, nesta noite, um coquetel aos parlamentares da base governista e ao presidente Michel Temer. O evento foi organizado às vésperas da votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto, que limita o crescimento dos gastos da União, marcada para amanhã (25). O presidente da Câmara disse que pretende concluir a votação do projeto do pré-sal logo após a votação da PEC, ainda na terça-feira (25).

Durante a votação, o PSOL apresentou destaque ao projeto de lei para tentar manter a Petrobras como operadora única do pré-sal, mas a proposta foi rejeitada por votação simbólica.

Também foi derrubada emenda que tornaria obrigatória a exploração, pela Petrobras, de blocos no pré-sal com estimativa de volume de óleo equivalente acima de 1 bilhão de barris. Além disso, o plenário votou contra emenda que condicionaria a vigência da nova lei do pré-sal à realização de um referendo popular. Essas duas emendas foram rejeitadas por 263 votos a 85.

O texto principal do projeto de lei foi no dia 5 de outubro, por 292 votos a favor, 101 contra e uma abstenção. O projeto, que conta com o apoio da atual diretoria da Petrobras e do governo, prevê que a estatal tenha o direito de escolher em quais campos de petróleo do pré-sal deverá investir. 

Pela legislação atual, a Petrobras atua como operadora única dos campos de pré-sal, com uma participação mínima de 30% nos consórcios. Com a aprovação da nova lei, a empresa passará a ter o direito de abrir mão de campos que não julgar interessantes economicamente. A proposta foi apresentada pelo senador licenciado e atual ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP).

 

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Santos Export visitará Porto de N.York e N. Jersey

Complexo marítimo prepara expansão de sua infraestrutura

 

Os projetos do principal complexo portuário da costa leste dos Estados Unidos, o de Nova York e Nova Jersey, para receber navios de maiores dimensões e seus planos para melhorar sua logística e otimizar a integração com a cidade de Nova York, a capital do mundo ocidental, serão conhecidos por empresários e autoridades do Porto de Santos nesta semana, quando vão realizar uma visita técnica ao complexo norte-americano.

A viagem complementa a programação deste ano do Santos Export - Fórum para a Expansão do Porto de Santos, organizado pelo Grupo Tribuna e a Una Marketing de Eventos. Essa edição do seminário, a 14ª, foi realizada nos últimos dias 19 e 20 de setembro, no Mendes Convention Center, na Cidade.

A visita ao complexo de Nova York e Nova Jersey terá início na manhã de quarta-feira (26), quando o grupo será recebido na sede da autoridade portuária, em Newark, Nova Jersey. Em reunião com executivos da companhia norte-americana, a equipe brasileira será apresentada a planos de dragagem, ações para aumento da intermodalidade e projetos de sustentabilidade locais. 

Complexo de N. York e N. Jersey é o principal porto da Costa Leste dos EUA
(Foto: Divulgação)

Criada em 1921 pelos governos estaduais de Nova York e Nova Jersey, a autoridade portuária administra as operações dos terminais do complexo e cuida de sua infraestrutura. Entre seus mais recentes projetos, estão o aprofundamento de berços e do canal de navegação e a modernização de seus terminais de contêineres, com a implantação de novos acessos ferroviários. As medidas visam preparar as instalações para a vinda de navios de maiores dimensões. 

Nesse sentido, a gestora do porto tem trabalhado no aumento da altura da Ponte Bayonne, que cruza o canal de navegação. Apenas neste ano, seu orçamento prevê investimentos de US$ 175 milhões apenas em infraestrutura portuária. Se somados os recursos que serão destinados a outras áreas de atuação, a cifra chega a US$ 3,5 bilhões.

A companhia também tem ações para reduzir os impactos ambientais de suas operações e proteger as instalações do aumento do nível do mar previsto para este século.

A autoridade portuária ainda é responsável por administrar boa parte do sistema de transportes da cidade de Nova York, incluindo túneis, um terminal rodoviário, um serviço de trens e cinco aeroportos (quatro deles internacionais).

A programação da viagem prossegue na quarta-feira com uma visita ao GCT Bayonne Marine Terminal, instalação especializada na movimentação de contêineres, em Nova Jersey.

Na quinta-feira, estão previstos encontros com consultores, para debater o impacto do aumento do nível do mar nos portos e novas tecnologias para a movimentação de contêineres.

Na sexta-feira, último dia da viagem, haverá uma visita à área portuária de Nova York.

 

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Porto de Santos responde por 84% dos embarques de café

Segundo levantamento do Cecafé,1,19 milhão de toneladas do grão passaram pelos terminais do complexo

 

Um total de 19,9 milhões de sacas de 60 quilos de café – 1,19 milhão de toneladas do grão – foi embarcado no Porto de Santos neste ano, até o mês passado. Com isso, o cais santista segue como a principal porta de saída da commodity no País, escoando 84,1% da safra brasileira do produto. Mas esse volume poderia ser maior, se não houvesse o impacto da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura três meses. 

A paralisação impacta diretamente na liberação dos certificados de exportação, necessários para o embarque da carga. A informação é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que realiza levantamentos mensais sobre o comércio internacional da commodity. 

De acordo com a entidade, as exportações de café somaram 2,5 milhões de sacas no mês passado em todo o País. No entanto, o volume esperado era de 3 milhões de sacas. Esta marca foi obtida em agosto. 

“Temos convicção de que (a redução) é algo pontual. Assim que tudo for regularizado, os números serão atualizados, refletindo a normalidade registrada em agosto e mantendo o crescimento contínuo conquistado pela eficiência e pela sustentabilidade de nossos processos produtivos, que resultam em um café cada vez mais qualificado e interessante para o consumidor no mundo todo”, afirma o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes. 

Quase 20 milhões de sacos de 60 quilos de café foram exportados pelo cais santista
(Foto: Alberto Marques/A Tribuna)

O total exportado de janeiro até setembro computou 23,7 milhões de sacas, com receita de US$ 3.5 milhões. Já a soma dos últimos 12 meses, entre outubro do ano passado e setembro deste ano, registrou 34 milhões de sacas com total de receita de US$ 5.1 milhões. 

No mês passado, o destaque foi para os cafés industrializados (torrado e solúvel), que somaram 302.295 sacas. O volume é 7,7% maior do que os embarques registrados em setembro do ano passado. 

Mesmo com esse incremento, os cafés verdes mantiveram a liderança das exportações, com 2,1 milhões de sacas de arábica e 30.486 de robusta. No entanto, registraram queda de 24,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Todo esse volume foi responsável por uma receita cambial de US$ 409,496 milhões.

O preço médio da saca registrado em setembro foi de US$ 163,59, com alta aproximada de 1.8% em relação ao mês anterior, quando o custo foi de US$ 160,62.

Em relação às exportações de cafés diferenciados, aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado, o volume embarcado no mês passado foi de 359.250 sacas. Já no acumulado dos três primeiros trimestres, este tipo da commodity representou 18.6% dos embarques, com um total de 4,4 milhões de sacas, alcançando preços médios de US$ 189,95.

Destinos

Os principais destinos do café exportado pelo Brasil são os Estados Unidos, com 4,6 milhões de sacas no período de janeiro a setembro, a Alemanha, com 4,2 milhões de sacas, a Itália, que adquiriu 1,9 milhão de sacas, e o Japão, que foi responsável pela compra de 1,7 milhão de sacas. No acumulado dos três primeiros trimestres, 120 países consumiram o café brasileiro.

Os 10 maiores países importadores de cafés diferenciados brasileiros responderam por 81,3% dos embarques. Os Estados Unidos são responsáveis por 21% dessas exportações, o equivalente a 910.037 sacas. O Japão aparece em segundo lugar, com 14%, 628.692 sacas, seguido pela Alemanha com 12%, 519.434 sacas.

 

 

 

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