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Alex Muniz acredita em um grande crescimento

economico na baixada santista, O porto de Santos

o maior da america latina vem crescendo com apoio

de grandes empresas sendo instalada na região,

tambem com descoberta de petróleo na bacia de Santos,

A Petrobras com o pré-sal garante uma mudança inédita

para a baixada Santista. Acredito que muitos funcionarios

poderão ser treinados e qualificados pelas empresas com

seleções de vagas, assim evitando a vinda de pessoas

qualificadas de outras regiões dando chance para a baixada santista.

 

 

 

Receita Federal

 

 

 

CARRETOS / FRETES 

BAIXADA SANTISTA

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ALUGUEL PARA FESTAS ZN

APARTIR DE 600 REAIS

DAS 12 HS ATÉ AS 22 HS

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NOTICIAS

 

NOTICIAS

 

 

 

Secretaria de Portos autoriza estudos para arrendamentos

Para o complexo santista serão elaborados nove levantamentos

A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) autorizou a realização de 28 estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea), para o arrendamento de áreas nos portos de Santos, Rio de Janeiro (RJ), Suape (PE) e São Francisco do Sul (SC). Para o complexo santista, serão elaborados nove levantamentos, voltados à demanda de instalações para a movimentação de granéis líquidos (óleos, combustíveis, compostos químicos e sucos cítricos) e sólidos vegetais (soja e milho).

As portarias com as liberações foram publicadas pela SEP na edição de ontem do Diário Oficial da União. De acordo com a pasta federal, essas autorizações estão previstas nos Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs), conforme os editais de chamamento público nº 1, 2, 3, 4, 5 e 6, publicados no Diário Oficial da União no último dia 13 de julho.

Esses 28 estudos serão realizados por 10 empresas. Há várias que receberam o aval para estudar a demanda de mais de um porto. Em Santos, na pesquisa sobre as operações de granéis sólidos vegetais, vão atuar a RPeotta Engenharia e Consultoria Ltda, a Eagle Serviços Diferenciados Ltda., a Linktech International Gestão de Tecnologia e Inovação Ltda.,a DTA Engenharia Ltda. e a Freight Consultoria e Projetos Ltda. 

Terminais de líquidos na Ilha Barnabé: quatro firmas vão avaliar demanda desse tipo de carga em Santos

A LinkTech e a RPeotta também foram liberadas para analisar a movimentação de líquidos. Essa tarefa também será realizada pela Raízen Combustíveis S.A. e o Consórcio VEG.

Essas empresas terão 60 dias para apresentar os estudos, que serão avaliados por uma comissão a ser nomeada pelo ministro dos Portos, Edinho Araújo. Após essa análise, os trabalhos poderão ser selecionados para subsidiar o arrendamento das áreas de cada um dos PMIs.

Além das firmas autorizadas, a SEP recebeu doação de EVTEA da Bunge Alimentos referente à área no Porto do Rio de Janeiro a ser arrendada para a movimentação de trigo. Ainda com relação a doação de estudos, a empresa Vasconsult Consultoria, Engenharia e Pesquisa manifestou à SEP interesse em doar EVTEA para o arrendamento da área para movimentação de trigo no Porto de Suape.

 

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Explosão em Porto de Tianjin deixa 50 mortos na China

Centenas de veículos e contêineres armazenados na área portuária de Tianjin foram atingidos pela explosão

Várias explosões gigantescas na quarta-feira(12), em um depósito do Porto de Tianjin, norte da China, deixaram pelo menos 50 mortos, mais de 700 feridos e um cenário de destruição, com edifícios incendiados, carros queimados e contêineres derrubados.

A primeira explosão foi sentida a vários quilômetros de distância do local. Uma bola de fogo iluminou o céu e cobriu a região do porto com uma nuvem de fumaça.

“Quando senti a explosão, pensei que era um terremoto”, disse Zhang Zhaobo, morador da região. “Corri até o meu pai e vi que o céu estava vermelho. Todos os vidros quebraram e senti muito medo”, relatou.

“A bola de fogo era enorme, talvez de 100 metros de altura”, declarou Huang Shiting, de 27 anos, que mora em uma casa nas imediações da zona portuária. “Ouvi a primeira explosão e todo mundo saiu de casa. Depois aconteceu uma série de explosões. As janelas explodiram e muitas pessoas que estavam dentro de suas residências ficaram feridas. Elas saíram correndo para as ruas, cobertas de sangue”, contou.

A agência estatal de notícias Xinhua anunciou 50 mortos, incluindo 12 bombeiros, e 701 pessoas hospitalizadas, 71 delas em estado crítico.

Segundo a conta no Weibo (o equivalente chinês do Twitter) do Centro Chinês de Vigilância de Terremotos, a magnitude da primeira explosão seria o equivalente a três toneladas de TNT, enquanto a segunda atingiria 21 toneladas do mesmo explosivo.

Várias horas depois, as colunas de fumaça ainda eram observadas entre os escombros deixados pelas explosões.

A mineradora Vale, que exporta para a China, informou que não tem conhecimento de impactos em seus navios e embarques por causa da explosão. Segundo a Vale, nenhum dano foi observado nos terminais de minério de ferro.

 

  • (AFP)AFP
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  • (Reprodução/Twitter)

 

Sob controle

O incêndio estava “sob controle inicial” durante a tarde de quinta-feira, 13 (madrugada no Brasil), segundo a Xinhua, após o envio de mil bombeiros, 143 veículos de combate às chamas e uma unidade militar especializada em guerra química e bacteriológica, que auxilia nas operações. Mas até o momento as autoridades não têm ideia do que pode ter provocado a detonação dos explosivos. 

A Xinhua descreveu as instalações onde ocorreu a explosão como um centro de armazenamento e distribuição de mercadorias perigosas, algumas químicas. Executivos da empresa proprietária, Tianjin Dongjiang Port Rui Hai International Logistics, estão sob custódia policial.

 

 

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Tráfego no Porto de Santos é interrompido por conta da neblina

Assim que complexo portuário for reaberto, haverá comboio de navios

 

O tráfego de embarcações no Porto de Santos foi interrompido às 3h10 deste sábado (15) por conta da forte neblina. Entradas e saídas de navios não estão sendo autorizadas pela Capitania dos Portos.

O Porto deve ser reaberto quando a neblina sumir. Com o tráfego liberado, serão realizados "comboios": saem seis navios para outros seis entrarem.

Haverá prioridade para o MSC Naomi, que faz neste sábado sua primeira escala no complexo portuário santista. Ele atracará na Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa, na margem direita, onde carregará 3,8 mil contêineres. No mesmo local, às 13 horas, haverá uma recepção, com homenagem a autoridades da região.

 

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Codesp vai priorizar a dragagem de trechos assoreados

Compromisso foi assumido para evitar redução do calado

A draga Lelystad, da Van Oord Operações Marítimas, iniciará, nos próximos dias, a correção de pontos de assoreamento no canal do Porto de Santos. São locais onde sedimentos, como areia e lama, acabam depositados, tornando o estuário mais raso. A medida é necessária para evitar a redução do calado operacional (a metragem vertical da parte submersa da embarcação) no complexo.

Em paralelo, será executado um levantamento das profundidades (a batimetria) de todos berços e acessos aos pontos de atracação do cais santista, o que será analisado nas próximas semanas.

As obras e os estudos são uma determinação da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). A decisão foi tomada na quinta-feira (13), após uma reunião entre a Autoridade Marítima, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a estatal que administra o cais santista) e a Praticagem de São Paulo.

O encontro foi marcado após os práticos relatarem que navios tocaram o fundo do estuário entre 7 de julho e 1º de agosto. Foram três as ocorrências. A primeira aconteceu nas proximidades do berço da BTP, na Alemoa, no Trecho 4 do canal de navegação. 

A segunda ocorreu perto do ponto de atracação do Armazém 19, na região de Outeirinhos, onde estão os armazéns açucareiros, no Trecho 3 do canal. Já o terceiro ponto relatado pela Praticagem fica nas proximidades do berço do Armazém 38, no Corredor de Exportação, na Pontada Praia, no Trecho 2 do estuário.

Atualmente, o canal tem quase 15 metros de profundidade em boa parte de sua extensão. Com isso, os navios que trafegam no Porto devem atender a duas restrições. Da entrada da Barra até a Alemoa, embarcações com até 13,2 metros de calado podem trafegar. Das proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP) em diante, a restrição é de 11,2 metros.

Mas, segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Gomes, comandante da CPSP, as batimetrias dos quatro trechos do canal apontaram pequenos pontos de assoreamento com 14,1 metros de profundidade. Eles estão principalmente no Trecho 2, entre o Entreposto de Pesca e a Torre Grande.

Na curva próxima ao Armazém 12, no Trecho 3, foram encontrados pontos com profundidade reduzida, variando entre 14,4 e 14,5 metros. Com essa medida, como há a necessidade de o navio ter uma distância de segurança do fundo do canal, o calado poderia ser reduzido para 13 metros.

Tal medida só foi evitada pois a diretoria da Codesp prometeu que esses locais assoreados seriam dragados prioritariamente.

“A Lelystad vai direcionar esforços principalmente no Trecho 2 até o dia 30 de setembro. Ela precisa alcançar, no mínimo, 14,7 metros para recuperar a profundidade”, explicou o capitão dos portos. Após essa data, será realizada uma nova reunião para avaliar as condições do canal de navegação do cais santista.

Procurada, a Codesp informou que a draga Lelystad irá atuar nos pontos assoreados nos próximos dias. 

O limite do calado Canal de Navegação do Porto de Santos

 

 

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Codesp prepara resposta ao TCU sobre cobranças de faturas antigas

Estatal garante que de R$ 1,1 milhão em dívidas, R$ 900 mil já foram cobrados na Justiça

Estatal iniciou levantamento de dados

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) iniciou um levantamento de dados para prestar esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a cobrança de 245 faturas não pagas por empresas que atuam no cais santista. Os documentos, que foram gerados entre 1999 e 2010, somam R$ 1,1 milhão, mas, de acordo com a estatal, o pagamento de R$ 900 mil já foi exigido na Justiça.

Na última terça-feira(28), A Tribunadivulgou, com exclusividade, que o TCU deu um prazo de 15 dias para a Docas informar o motivo pelo qual as 245 faturas não foram pagas pelos devedores. Mesmo antes de ter sido notificada oficialmente sobre a determinação, a estatal, após a reportagem, já iniciou o levantamento das informações.

As contas a receber foram identificadas após uma análise do tribunal. Um relatório elaborado pela auditoria do órgão, identificou que a Codesp não adotou medidas administrativas eficazes para recolhimento, análise de contestações ou encaminhamentos para cobranças judiciais.

Além disso, a corte de contas também identificou que a estatal cancelou documentos sem comprovação de que houve algum tipo exigência do pagamento, o que está em desacordo às determinações do Conselho de Administração (Consad) da Docas. O não encaminhamento de faturas dos exercícios 2009 e 2010 para cartório de protestos também foi apontado pelo TCU, assim como a falta de medidas judiciais para cobrança de empresas inadimplentes.

Mas, para o diretor-presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira, os apontamentos do TCU não ão considerados irregularidades. Isto porque eles apenas constavam no relatório e não no acórdão do tribunal. Esta análise foi apreciada pelo ministro Raimundo Carreiro, que acolheu as propostas de encaminhamento com alterações.

“Um processo de apuração de eventuais, irregularidades conduzido pelo TCU, inicia-se com o relatório de um auditor federal de controle externo. Nele, são apontadas todas as possíveis irregularidades apuradas. Esse relatório é submetido a um coordenador de unidade técnica que, após sua análise, o despacha para um ministro relator. O relator, por sua vez, elabora um voto que é submetido ao Plenário do TCU, que finalmente publica o acórdão, com a decisão oficial do Tribunal”, destacou o presidente da Codesp, em nota.

Caputo também destacou que, apesar do ministro Raimundo Carreiro identificar falhas de procedimentos, não há indício de favorecimento de empresas envolvidas ou de culpa de gestores. “Em outro ponto do voto, o ministro cita: não há elementos concretos para comprovação da responsabilidade por negligência por quem quer que seja, ainda mais considerando as datas dos fatos geradores das cobranças”, destacou o presidente da Codesp. 

Determinações 

Além do levantamento de informações que deverão ser prestadas ao TCU, o órgão também determinou que a Codesp implante um sistema de controle e acompanhamento das demandas judiciais.

No entanto, segundo Caputo, esta demanda já foi atendida. “Todas as medidas administrativas para melhorar o controle interno de cobrança de faturas foram implementadas, sendo, inclusive, editadas duas resoluções estabelecendo novas rotinas de contestação e de cancelamento de notas fiscais e faturas, bem como para o aperfeiçoamento do próprio sistema de cobrança”.

 

 

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Tietê-Paraná deve retomar operações até o fim do ano

Hidrovia está paralisada desde maio do ano passado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou que a retomada das operações na hidrovia Tietê-Paraná, paralisadas desde maio do ano passado, possa ocorrer até o final do ano, se forem concretizadas as previsões de maiores volumes de chuva no Estado, por conta fenômeno El Niño. 

“Deveremos ter um El Niño forte, a expectativa dos institutos de pesquisas do clima é que deve chover no final do ano e, então, o mais rápido possível recompor a hidrovia Tietê-Paraná, o que reduz custo de logística”, afirmou. “Vai depender das chuvas, vamos tentar abreviar o mais rápido possível”, completou Alckmin, em Campo Grande (MS).

O governador lembrou que a paralisação da Tietê-Paraná ocorreu após a forte estiagem do ano passado e que o Governo Federal por meio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) priorizou a produção de energia nas hidrelétricas ao longo da hidrovia. 

“Temos mais de R$ 1 bilhão de investimento, Estado e União, na proteção de pilares e pontes e para aprofundamento do calado. E trabalhamos com o ONS para subir as barragens de Três Irmãos e Ilha Solteira”, explicou.

Alckmin defendeu o setor da agricultura e da pecuária e afirmou que “quem está segurando a peteca do emprego e da economia é o agronegócio”. Ainda segundo o governador paulista, a valorização do dólar beneficia o setor de proteína animal por conta das exportações.

 

 

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Navio oceanográfico com robô submarino chega ao País

Embarcação foi oficialmente apresentado, na quinta-feira(23), no cais da Marinha, em Niterói (RJ)

Navio pode alcançar profundidade de até 4 mil metros

O maior navio de pesquisa da história da oceanografia brasileira chegou ao País trazendo a reboque um misto de esperança e preocupação para a comunidade científica nacional. Medindo 78 metros e equipado com o que há de mais moderno em instrumentação de pesquisa oceanográfica - incluindo um robô submarino com capacidade para mergulhar até 4 mil metros de profundidade -, o Vital de Oliveira foi oficialmente apresentado em uma solenidade, na quinta-feira(23), no cais da Marinha, em Niterói (RJ).

A embarcação de R$ 162 milhões foi comprada por meio de uma parceria público-privada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Defesa, a Petrobrás e a Vale. As empresas são os sócios-majoritários, tendo arcado com dois terços do valor (43% e 23%, respectivamente). O outro terço foi dividido entre os ministérios.

Cientistas brasileiros estão entusiasmados com a chegada do navio, que promete expandir significativamente os horizontes da oceanografia nacional. Com 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil é o país melhor posicionado geograficamente e cientificamente para explorar o Atlântico Sul, que é um dos oceanos menos estudados da Terra. Sem navios de grande porte à disposição, porém, as pesquisas brasileiras têm sido limitadas às proximidades da costa. Para ir além das águas territoriais, só “pegando carona” em embarcações estrangeiras.

“Fazemos muita oceanografia costeira, mas pouca oceanografia de grande escala, de importância global”, diz o pesquisador Carlos Garcia, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Para ele, passou da hora de o Brasil “ocupar cientificamente” seu lugar no oceano.

Com capacidade para transportar 40 pesquisadores e um raio de ação de 13 mil km, o Vital de Oliveira promete dar ao Brasil essa tão sonhada autonomia logística e tecnológica de exploração oceânica. “Finalmente vamos fazer ciência de gente grande no mar”, disse ao Estado o coordenador para Mar e Antártica do MCTI, Andrei Polejack.

 

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13° Santos Export está com inscrições abertas

Evento acontece entre os dias 10 e 11 de agosto, no Mendes Convention Center, em Santos

Estão abertas as inscrições para a 13ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, que acontece entre os dias 10 e 11 de agosto, no Mendes Convention Center, em Santos. Este ano, o evento vai discutir as soluções para os problemas de acessos viário e aquaviário ao cais santista.

Até a próxima quinta-feira, dia 30, ocorrem as inscrições promocionais, no valor de R$ 400,00. Os interessados devem acessar o site da Una Marketing de Eventos (www.unaeventos.com.br/forumsantosexport), preencher a ficha e salvar o boleto bancário que será gerado. Em seguida, aguardar a confirmação que chegará por e-mail.

O evento é considerado como o maior e mais significativo para o setor portuário no País. Anualmente, reúne especialistas, autoridades federais, estaduais e regionais para abordar temas estratégicos para o desenvolvimento do cais santista. O fórum é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e realizado pela Una. 

Entre os nomes já confirmados está o do presidente do conselho de administração do Grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, que abordará os investimentos do Porto de Santos e os seus benefícios na palestra de abertura, marcada para ocorrer às 19 horas do dia 10, após solenidade com a presença de autoridades. 

O ministro dos Portos, Edinho Araújo, também já é presença confirmada. Na última semana, ele recebeu em mãos o convite dos organizadores e de uma comitiva formada por executivos locais. O chefe da pasta participará do início do fórum e, no dia seguinte, dos debates ao tratar das políticas do Governo Federal para o cais.

Etapa internacional

Após o fórum em Santos, uma comitiva de autoridades e empresários viajará até os Estados Unidos. A ideia é conhecerem as ações que possibilitaram o desenvolvimento, nos últimos anos nos complexos de Los Angeles, Long Beach e Oakland, todos na costa oeste, para trocar experiências e trazer cases de sucesso. A etapa internacional do evento será no final de setembro. 

 

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Mapeamento otimiza operações de embarque e desembarque no cais

Meta da Santos Brasil é saltar de 110,6 MPH para 121,6 MPH até o próximo ano

Foram instaladas 14 câmeras em 10 portêineres

Depois de automatizar os portões de acesso ao terminal, criar mecanismos robóticos para execução de processos e integrar o sistema a aplicativos de mensagens instantâneas, o pessoal de Tecnologia da Informação (TI) da Santos Brasil vai mudar a dinâmica no cais. Um mapeamento virtual vai ajudar no embarque e desembarque de contêineres.

 A meta da empresa, responsável por operar o Terminal de Contêineres (Tecon), na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos, é saltar de 110,6 Movimentos por Hora (MPH) para 121,6 MPH até o próximo ano com o auxílio desse novo recurso. A ideia é inspirada em outras já praticadas em portos da Europa, mas o projeto local é interno.

 O procedimento do embarque da carga envolve o trabalho realizado pelo operador do portêiner (guindaste que faz o transporte do contêiner entre o costado e o navio) e de fiscais que estão à disposição dele, pelo menos um em solo e outro embarcado. Eles estão conectados, sempre, de alguma forma para realizarem a operação.

O diretor de TI da empresa, Ricardo Abbruzzini Filho, explica que o processo atual depende da troca de informação entre os três funcionários. Isto é, para o operador do guindaste saber onde deve colocar ou retirar o contêiner, é preciso que os fiscais o informem via rádio, o que o torna o procedimento lento e sujeito a erros.

Agora, com o sistema digital, o funcionário terá, na cabine de operação do portêiner, uma tela com essas informações mapeadas. O programa é capaz de ler os contêineres em terra e, informar em qual posição ele deve ser encaixado - e o contrário também. 

Para que isso fosse possível, a equipe de Abbruzzini teve que instalar 14 câmeras com tecnologia capaz de reconhecer números e objetos nos 10 portêineres que a empresa tem em operação. Com informações já cadastradas no sistema, elas são capazes de identificar o caminhão e o contêiner, destrinchando os dados. 

Equipamentos estrangeiros foram comprados, mas toda a parte sistemática que operacionaliza o projeto - que deve estar plenamente em operação até o final do ano - é fruto do trabalho da equipe de Ricardo, como ele faz questão de ressaltar. O objetivo foi valer o índice que ele mais se orgulha: economizar 60% nos gastos. 

Inovação 

Com orçamento anual superior a R$ 14 milhões e uma equipe de 80 profissionais, o diretor de TI da Santos Brasil orgulha-se dos cases de sucesso. Entre eles, estão os gates (portões de acesso) automatizados que reduziram para 20 segundos o tempo necessário para que os caminhões entrem no terminal. 

Entre outros exemplos realizados pelo pessoal de tecnologia da Santos Brasil, estão a automação de processos para clientes (que antes eram manuais e envolviam mais de um setor), o sistema de pesagem de carga nos guindastes, a utilização de aplicativos de mensagens instantâneas e o controle de cargas do modal ferroviário. 

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Leitura digital agiliza movimentação de cargas soltas

Atividade que demorava um pouco mais de uma hora é realizada em até 5 minutos

Com menos de dois anos de operação no terminal, a equipe de tecnologia e manutenção da Embraport, que fica na Margem Esquerda (Área Continental) do cais santista, desenvolveu um novo sistema de reconhecimento digital para movimentar cargas soltas. A demanda surgiu depois de constatar a demora para fazer a conferência, por exemplo, de trilhos desembarcados no cais da empresa. 

O resultados foram imediatos: ao invés de utilizar pouco mais de uma hora para conferir cada carga, o funcionário realiza o serviço em até 5 minutos. Esse patamar só foi alcançado depois da adaptação de equipamentos, agora capazes de lerem os códigos acoplados em cada unidade de carga. 

Ao digitalizar o processo, o cliente também passou a ser beneficiado. De acordo com o diretor da Embraport, Reynaldo Pincette, um relatório, em tempo real, é gerado para que todos os envolvidos naquele processo possam estar cientes do que está ocorrendo. Isso possibilita o controle do produtos por todos os intervenientes.

Até março, um fiscal da empresa tinha a missão de anotar todos os números de série das cargas em uma prancheta e depois reportar estas informações manualmente à importadora da carga, para que fosse possível monitorar o deslocamento do material. 

Isso deixou de ser feito depois que o pessoal de Tecnologia da Informação (TI) desenvolveu um programa capaz de fazer a leitura dos códigos existentes em cada carga. Por meio de um coletor de dados, disponibilizado para o conferente registra as informações de maneiras mais ágeis, facilitando o processo. 

Desde o início da operação foram movimentados 38 mil trilhos no terminal da empresa, conforme Pincette. Pelo método antigo, com base no cálculo de horas trabalhadas, seriam gastos quase 80 dias para catalogar todas as peças. Com o novo recurso, a empresa ganha aproximadamente 20 dias para focar esforços em outra área. 

Mais leve

Paralelamente, a equipe de tecnologia da Embraport conseguiu eliminar uma etapa na pesagem obrigatória de contêineres. Isso porque os técnicos da empresa acoplaram aos transtêineres (guindastes que fazem o transporte da carga no pátio) um sistema próprio capaz de calcular o peso da carga que é transportada. 

Ao todo, 14 equipamentos já possuem o sistema de pesagem. Até o final do ano, a empresa quer instalar nos oito restantes. 

Antes, toda o conteúdo removido do navio era encaminhado em uma carreta até a balança e, depois, armazenada ao pátio. Desde abril, o contêiner vai direto para o guindaste, que o colocará na posição correta. "Essa tecnologia reduz cerca de 10% o consumo de combustível e emissão de particulados", destaca Reynaldo.

 

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Codesp realiza leilão de peças do cais santista

A venda pública terá início às 10 horas e acontecerá na Marginal da Via Dutra, em Guaruçhos

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) realiza, na próxima sexta-feira (24), um leilão público de bens que não servem mais aos interesses da estatal que administra o Porto de Santos. No total, são 27 lotes, que poderão receber os lances presencialmente ou pela internet. A venda pública terá início às 10 horas e acontecerá na Marginal da Via Dutra, na altura do quilômetro 224, em Guarulhos, 

As cargas que estão disponíveis para arremate são veículos, uma embarcação, lotes de sucata, equipamentos de informática, além de guindastes elétricos sobre trilhos. As mercadorias podem ser inspecionadas em visitação até a próxima quinta-feira, em horário comercial, em armazéns, pátios e depósitos da região.

Entre os veículos que serão leiloados estão três caminhões da marca Ford, modelos F-4.000, de 1983 (lote 5), um F-3.000, de 1986 (lote 6), e um F-11.000, de 1987 (lote 7). Além disso, oito tratores e um reboque para este tipo de veículo estão entre as peças.

Também, no lote 2, pode ser arrematado o Batelão Japuí. Este tipo de embarcação é utilizada para transporte de materiais provenientes de dragagem. Já no lote 3, podem ser adquiridos dois guindastes elétricos sobre trilhos.

No lote 17 estão equipamentos de informática, itens de escritório e material fotográfico. Computadores, monitores impressoras, fax, máquinas fotográficas e telefones também fazer parte da lista de bens que serão leiloados.

Entre as sucatas, podem ser arrematadas telhas e janelas de alumínio, no lote 19, cinco toneladas de cobre, no lote 20, e tubos de aço de carbono, no lote 24.

Pagamento

O pagamento deve ser feito no ato do lance, no caso dos compradores que estiverem no local. Os valores ofertados deverão ser pagos em cheque. 

No caso dos lances on-line, será emitido um boleto para pagamento. As cargas devem ser retiradas a partir do dia 3 de agosto, com trinta 30 dias de prazo, com exceção dos lotes 2 e 26, com prazo de 90 dias e o lote 3, com prazo de 120 dias. As informações sobre o leilão estão no site da Codesp.

 

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Ministro assina contrato para instalação de terminal no Porto de Paranaguá

A fase de construção vai gerar cerca de 300 empregos diretos, além de 700 empregos nas operações

45 hectares é a área que será ocupada pelo terminal

O ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, assinou, na última quinta-feira (9), contrato para instalação de Terminal de Uso Privado (TUP) na área da poligonal do Porto de Paranaguá, no município de Pontal, no Paraná. A previsão é de que a Subsea 7 do Brasil, empresa de origem norueguesa que atua no ramo de óleo e gás, invista R$ 103 milhões.

A operação anunciada no porto paranaense deve gerar cerca de 300 empregos diretos na fase de construção e 700 empregos na fase de operação. “Como é bom, em tempos de ajuste fiscal, assinar um contrato de investimento”, celebrou o ministro. 

O porto será para movimentação de tubos de aço carbono, rígidos e semirrígidos, bem como estruturas e demais componentes de sistemas submarinos. O vice-presidente sênior da Subsea 7, Victor Bomfim, lembrou que o momento atual é de dificuldades para o setor de óleo e gás, sobretudo pela crise enfrentada pela Petrobras. 

Ele relatou que a cidade de Macaé (RJ) lembra Detroit, nos Estados Unidos, que entrou falência depois da crise de 2008. “É muito difícil investir neste momento, é preciso muita coragem. Mas as perspectivas são boas porque existe óleo de qualidade. É preciso, porém, ver regulamentação sobre a lei do petróleo”, afirmou Bomfim. 

Segundo o executivo, a cadeia de petróleo e gás responde por cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, este ano, esse porcentual ser reduzido à metade. “É muita obra parada. Se não houver movimento rápido, passaremos por perda de valor e de capacitação”, afirmou.

Área

Para implantar a nova operação, a empresa adquiriu um terreno de 2,6 mil hectares. Desse total, 45 hectares serão para o terminal. “Investimentos como este no sistema portuário trarão modernização e eficiência nas operações, tornando nossos portos mais competitivos, gerando empregos e renda neste momento de ajustes da economia”, disse o ministro dos Portos. “Estamos acelerando os processos internos para autorizar novos empreendimentos como este e para liberar as primeiras licitações de novos arrendamentos, bem como renovações antecipadas de contratos”, relatou Edinho Araújo.

 

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Fazenda define que taxa de arrendamentos portuários será de 10% ao ano

Ainda este ano, estão previstos para serem leiloados 29 arrendamentos portuários

O Ministério da Fazenda anunciou nesta terça-feira, 14, que o custo médio ponderado de capital (Weighted Average Cost of Capital - WACC) para os arrendamentos portuários será de 10% ao ano.

Em 2015 estão previstos para serem leiloados 29 arrendamentos portuários do Bloco 1 em duas etapas. A primeira deve contar com oito arrendamentos, sendo cinco arrendamentos no Pará e três arrendamentos em Santos; a segunda, com 21 arrendamentos, sendo 15 arrendamentos no Pará e seis arrendamentos em Santos.

A Fazenda ressaltou que o cálculo manteve a metodologia descrita na nota técnica nº 64 STN/SEAE/MF, de maio de 2007, e já conhecida pelos entes envolvidos no processo e pelas autoridades de controle. A nota diz ainda que o WACC será usado como taxa de desconto para o cálculo da tarifa máxima ou do valor de outorga para os próximos leilões e que o valor não corresponde à taxa efetiva de retorno do investimento, que depende das características intrínsecas à concessão, acionista e à estrutura de capital. "O resultado mais provável será uma TIR (Taxa Interna de Retorno) efetiva do projeto diferente do valor acima apresentado."

O ministério ressaltou que o cálculo envolve escolhas difíceis entre simplicidade e rigor e subjetividade e transparência. Segundo nota divulgada, o cálculo contou com parâmetros uniformizados considerados na nota número 02/2015/STN/SEAE/MF, referente ao setor de concessões rodoviárias. De acordo com a nota, são eles; prêmio de risco de mercado: média de janeiro/1995 a maio/2015 Standard ? Prêmio de risco de mercado; Prêmio de Risco Brasil: mediana de janeiro/1995 a maio/2015 do EMBI+; Taxa de inflação norte-americana: média de janeiro/1995 a maio/2015 do Consumer Price Index (CPI). A Fazenda ressaltou também que as premissas utilizadas na última nota publicada para o setor portuário (Nota número 853/2013/STN/SEAE/MF) foram mantidas.

"Os cálculos do WACC envolvem escolhas difíceis entre simplicidade e rigor; e subjetividade e transparência. Assim, não é incomum que as metodologias e os dados utilizados pelos diferentes agentes difiram em alguma medida. Por isso, estimativas de WACCs calculadas por diferentes agentes dificilmente serão exatamente iguais, o que é ainda outro fator de diversidade nos lances dos leilões", diz a nota.

 

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Navio-Escola Brasil inicia uma nova missão

Embarcação é o cenário dos principais treinamentos dos oficiais que seguem a carreira militar e o local para troca de conhecimentos navais

Essa será a 29° edição da Viagem de Instrução

Formar e treinar novos oficiais, trocar conhecimentos com forças navais amigas, representar o País e estreitar relações com nações de todo o mundo. Estes são os objetivos do Navio-Escola (NE) Brasil, que inicia uma nova missão ao fim deste mês.

Antes de seguir viagem pelos oceanos, a embarcação passa pelo Porto de Santos para realizar os últimos testes. Afinal, serão quase seis meses em navegação.

O NE Brasil (U27, no código militar) é considerado um dos navios mais modernos da esquadra brasileira. Ele é usado como uma unidade de ensino prático, justamente para formar e capacitar oficiais recém-saídos da Escola Naval.

Esses marinheiros são conhecidos como Guardas-marinha e são o motivo da anual Viagem de Instrução, que chega à edição de nº 29. O roteiro deste ano começa no próximo dia 26 e integra 15 países na Europa, e Américas do Norte e do Sul. Pelo menos 18 portos serão visitados. 

A tripulação é composta por 33 oficiais, 222 praças (corpo auxiliar) e três servidores civis. Eles serão os responsáveis por capacitar os 182 alunos provenientes da Escola Naval do Rio de Janeiro. Oficiais de nações amigas também integrarão a viagem.

Todos serão comandados pelo capitão-de-mar-e-guerra Antônio Carlos Cambra, que assumiu o posto em janeiro deste ano. Esta é quarta passagem dele pelo navio. A primeira foi quando ainda era um Guarda-marinha, recém formado, em 1991.

“As lembranças daquela época são as melhores possíveis. Foi uma oportunidade para não só aprender técnicas e aplicar, na prática, aquilo dito nas aulas da Escola Naval. Pude enriquecer culturalmente, devido ao contato com colegas de outros países”.

Não por acaso, o navio é considerado também um embaixada brasileira flutuante. A cada escala realizada, é programada uma integração com oficiais da marinha nativos daquele país e, claro, da troca de conhecimentos em uma recepção à bordo da embarcação.

Por isso, não é praxe encontrar comidas típicas brasileiras, além de elementos folclóricos durante essas ações. É justamente para aproximar as culturas. Mas é quando a embarcação está navegando que os conhecimentos dos Guardas-Marinha são colocados à prova.

O navio é adaptado com salas de aula e centros de treinamento de simulação tática, sensores, controles de avarias e propulsão, além de combate. Do amanhecer ao final da tarde ocorrem os treinamentos que, em algumas vezes, podem avançar pela madrugada. A ideia é que, ao final da viagem, todos os alunos se tornem oficiais e assumam postos nas unidades da Marinha pelo País como segundo-tenentes. 

São 33 oficiais, 222 praças (corpo auxiliar) e três servidores civis que capacitarão 182 alunos da Escola Naval

Roteiro

A partir do próximo dia 26, o Navio-Escola Brasil inicia a viagem de quase seis meses pelo mundo. A embarcação visitará ao menos 15 países das Américas do Norte e Sul, além da Europa. Ao todo, são 18 complexos portuários previstos inicialmente para escalas. 

A viagem começa já com a travessia do Atlântico. Do porto do Rio de Janeiro, sede do 1º Distrito Naval brasileiro, o navio segue para Funchal, em Portugal. São ao menos 10 dias de navegação ininterrupta, seguida de outros três em terra em cada país visitado.

Integram o roteiro europeu passagens por portos da França, Itália, Espanha, Holanda e Inglaterra. Portugal será visitada pela segunda vez antes de o navio seguir para os Estados Unidos, onde fará escala em duas cidades: Nova Iorque e Jacksonville.

Em novembro, a embarcação passará pelo Canal do Panamá para poder chegar ao Pacífico. Localizado no país da América Central, a hidrovia interliga os dois oceanos por meio de eclusas. Ela é utilizada por embarcações do mundo todo para encurtar trajetos.

De acordo com o comandante da embarcação, o capitão-de-mar-e-guerra Antônio Carlos Cambra, a passagem pelo Canal do Panamá não é novidade. No entanto, ela volta a ocorrer após dois anos da última realizada por uma nova tripulação de Guardas Marinha. 

No Oceano Pacífico, a embarcação visitará Colômbia, Equador, Peru, Chile. Em dezembro, é a vez de contornar o continente ao extremo Sul para voltar o Atlântico e, enfim, passar por Argentina e Urugai. O retorno ao porto do Rio de Janeiro está previsto para ocorrer antes do Natal.

Roteiro da viagem de instrução do Navio-Escola Brasil. Embarcação segue viagem por 15 países e 18 portos

 

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Lancha que naugrafou em Guarujá será retirada esta semana

Proprietário da lancha prestará depoimento nesta terça-feira

O proprietário da lancha Rabugento III, que naufragou após ser destruída por um incêndio nas proximidades da Ilha da Moela, na última sexta-feira, prestará depoimento nesta terça-feira (14) à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). Ele também deverá apresentar o plano de reflutuação da embarcação, que era esperado desde o último fim de semana. A expectativa é de que a retirada do barco aconteça nesta semana. 

A Autoridade Marítima espera esclarecer as circunstâncias que ocasionaram o sinistro. A lancha tem aproximadamente 13 metros de comprimento. Ele foi à pique a 2,5 quilômetros de distância da orla de Guarujá, de onde foi possível observar a densa fumaça que era produzida pela queima da embarcação. 

A preocupação da Marinha, no entanto, está nos 200 litros de combustível que estavam armazenados nos tanques da lancha e que naufragaram junto com ela. Ele havia sido reabastecida momentos antes, uma vez que seguia viagem até a Riviera de São Lourenço, em Bertioga, onde o proprietário e a esposa deveriam passar o feriado prolongado. 

Conforme o monitoramente realizado pela CPSP no último fim de semana, não há sinais de poluição hídrica na região onde ocorreu o naufrágio. Na área, que precisou ser sinalizada para evitar acidentes com outras embarcações, foram encontrados fuligem e materiais queimados que voltaram à superfície nos dois últimos dias

A expectativa, porém, é de que a reflutuação da  Rabugento III ocorra ao longo desta semana. O resgate deverá ser realizado por uma empresa especializada contratada pela seguradora da embarcação. O reboque será acompanhado por oficiais da Capitania dos Portos até a marina de origem, a Submar, também localizada em Guarujá.

 

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Dragagem do Porto de Santos vai custar R$ 369 milhões

Menor proposta é da empresa EEL - Infraestruturas Ltda

Canal de navegação do cais santista

A empresa EEL - Infraestruturas Ltda. foi a que apresentou a menor proposta de preço para a execução da dragagem do Porto de Santos. A firma cobrou R$ 369.091.930,90 e garantiu a liderança na licitação realizada na quinta-feira(9) pela Secretaria dos Portos (SEP). Agora, ela deverá apresentar documentos que comprovem a regularidade fiscal e a capacidade técnica para, assim, ser declarada a vencedora do certame.

A dragagem prevê o aumento da profundidade do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação do cais santista, dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7. Os locais de atracação terão uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes, a empresa escolhida terá de realizar os projetos básico (que indica os elementos necessários para o empreendimento) e executivo (mais detalhado, com dados sobre como os trabalhos devem ocorrer). 

A licitação ocorreu pelo modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, inicialmente são avaliados os preços ofertados pelas empresas participantes para o serviço. Apenas a firma com menor preço tem sua documentação técnica conferida.

De acordo com a SEP, além da EEL - Infraestruturas, outras cinco concorrentes participaram da licitação. No entanto, a pasta não informou os valores cobrados pelas outras firmas. Destacou apenas que os descontos ofertados variaram entre 0,0001% e 1,550%

Agora, a empresa que apresentou a menor proposta deverá apresentar uma série de documentos exigidos pela SEP. Só com a comprovação da capacidade técnica e fiscal, ela poderá ser declarada vencedora da licitação. 

O resultado do julgamento da licitação será publicado no site da SEP e no portal de compras do Governo Federal, nos endereços www.portosdobrasil.gov.br ewww.comprasgovernamentais.gov.br, respectivamente. A partir daí, é aberto um prazo para que as concorrentes entrem com recursos administrativos, caso achem necessário. 

Esta já é a terceira tentativa de contratação da dragagem do cais santista. O Governo planeja realizar essa licitação desde fevereiro do ano passado. Nas duas primeiras vezes, as concorrentes apresentaram propostas acima do limite estabelecido pela pasta. Como não houve negociação, os certames foram considerados fracassados.

A SEP, então, passou a planejar a terceira licitação para o dia 27 de março último. No entanto, na noite anterior, uma das concorrentes, a Coencil Construções e Empreendimento Civis Ltda., recorreu à Justiça Federal de Brasília e obteve uma liminar para interromper o processo, alegando que os documentos de habilitação exigidos no edital para firmas estrangeiras não estavam “claros”. 

A liberação da licitação aconteceu no último dia 22, quando o juiz federal Reginaldo Márcio Pereira, do Tribunal Regional Federal da 1º Região, também de Brasília, destacou que os atos administrativos em questão “são revestidos dos atributos de legitimidade, de legalidade e impessoalidade”.

Concessão

Além da licitação, a SEP também estuda a possibilidade de tornar privada a gestão dos canais de acesso aos portos do Brasil. Para isso, já foram realizadas duas audiências públicas e dezenas de contribuições foram encaminhadas pela comunidade portuária. A ideia é discutir a melhor modelagem para a concessão.

No caso dos canais de navegação, além da dragagem, a SEP adianta ter como pretensão que futuras concessionárias incluam itens como sinalização, balizamento e, se necessário, alargamento do canal. Não há prazo para a abertura dos primeiros editais de concorrência para concessões, nem definição de como essas empresas serão remuneradas.

 

 

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Engenheiro aponta causas da erosão nas praia de Santos

A profundidade do Canal do porto é um dos fatores citado por Élio Lopes

 

O aumento da largura e da profundidade do canal do Porto, as alterações de tamanho e energia das ondas e a intensificação da ocorrência de eventos climáticos extremos, associados à subida do nível do mar, são alguns dos fatores apontados pelo engenheiro Élio Lopes como causadores da erosão nas praias de Santos. 

Essas considerações foram feitas pelo Movimento de Apoio na Restauração da Erosão da Ponta da Praia (Maré) durante reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), na última terça-feira(30). Representantes da Prefeitura, da Codesp, de universidades locais e da sociedade civil participaram do debate. 

Para ele, se a profundidade do canal aumentar, há o risco de que os eventos citados para a Ponta da Praia venham a se intensificar. “A dúvida, no presente momento, está afeita à magnitude que cada uma das componentes acima citadas representará na geração dos impactos negativos”.

Neste cenário, Lopes aponta a necessidade de estudos sobre a contenção, o controle e a recuperação da região da Ponta da Praia. 

 

 

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Ministério Público Federal quer restringir dragagem do Porto

Procurador propõe menor largura para o canal, impedindo tráfego nos dois sentidos

A acelerada erosão constatada nas praias do Embaré, da Aparecida e da Ponta da Praia, em Santos, está na mira de uma nova ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) nos últimos dias. O processo pede a restrição da dragagem do Porto de Santos pela Justiça. Com isso, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) somente poderá manter a largura do canal de navegação do cais santista em 170 metros no Trecho 1, que vai da Entrada da Barra até o Entreposto de Pesca.

Segundo a causa, protocolada pelo procurador da República Antonio José Molina Daloia, a dragagem faz com que correntes e ondas maiores e mais velozes impactem a faixa de areia, levando à erosão. A ação foi distribuída para a 3ª Vara da Justiça Federal em Santos, que irá avaliar, aceitando ou não o pedido do MPF.

O pleito de Daloia surge cerca de uma semana antes de uma nova licitação da dragagem do complexo marítimo. Na próxima quinta-feira, a Secretaria de Portos pretende escolher a empresa que realizará o serviço aprofundamento e a manutenção das profundidades e da largura do cais santista. 

Mas, para o MPF, a dragagem é a principal causa da erosão na Ponta da Praia. Essa obra foi iniciada em fevereiro de 2010, depois de obtenção da licença ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas pediu providências ao Ministério Público no mês passado.

A Codesp, o Ibama e a União são citadas como rés da ação. O MPF pede a anulação parcial da licença ambiental concedida para o alargamento do Trecho I do canal. Solicita à Docas e ao Governo Federal que mantenham a largura do canal em 170 metros (abandonando os 220 metros verificados em algumas áreas), adequando os projetos em andamento. Também destaca a necessidade de confecção de relatórios sobre a batimetria (verificação de profundidade), a velocidade das correntes e a energia das ondas locais a cada dois meses, publicando-os na internet.

Restrição da largura do Trecho 1 do canal do Porto, para 170 m, impedirá o tráfego marítimo nos dois sentidos

Além disso, qualquer estudo elaborado para o licenciamento ambiental de dragagem deverá incluir as praias de Santos, São Vicente e Guarujá como áreas de influência direta do empreendimento. O MPF ainda quer uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento das determinações.

Segundo o processo, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da dragagem é omisso em vários pontos. Um parecer do Instituto Geológico, vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, observou que as praias da região não foram colocadas como área de influência direta da operação.

Limitação

A limitação sugerida pelo MPF leva em conta um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, de 2007, que identificou a largura de segurança do canal de navegação. Foram feitas duas análises: uma com um navio pós-panamax, com largura de 42,8 metros, e outra com um petroleiro com 43 metros de boca. No primeiro caso, a largura mínima para o canal foi de 125 metros. Já no segundo, 170 metros. Essa limitação permite o fluxo de navios apenas em um único sentido. 

Por nota, a assessoria de imprensa da Codesp afirmou que a empresa não se posicionaria a respeito do processo. “Tendo em vista o assunto ser alvo de ação civil pública, a Codesp, por enquanto, não comentará o caso fora da esfera judicial. A empresa informa que já foi notificada pela Justiça e fará sua defesa dentro do prazo determinado”, diz o comunicado.

 

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Caminhões receberão chip para impedir roubo de cargas

 

Grupo de trabalho terá 60 dias para regulamentar o Sistema Nacional de Prevenção

O governo federal pretende iniciar em setembro o recadastramento e a instalação de chips na frota de caminhões brasileira, com o objetivo de combater o roubo de cargas.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (2), durante reunião dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Casa Civil da Presidência, Aloizio Mercadante, e dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, com representantes de instituições ligadas à segurança e aos transportes, além de deputados.

Foi criado um grupo de trabalho que terá 60 dias para regulamentar o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas.

A intenção do governo é promover a integração entre as polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária, utilizando a estrutura criada no ano passado durante a Copa do Mundo nas 12 cidades-sede do evento, os centros integrados de Comando e Controle.

 

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Estudantes querem automatizar operação de contêiner em Santos

Alunos do curso de Automação Industrial da Fatef pesquisam como agilizar a movimentação de cargas

Projeto prevê retirada das pessoas da área operaciona

Automatizar o embarque e o desembarque de contêineres no Porto de Santos é o principal objetivo de um projeto de pesquisa desenvolvido por alunos do curso de Automação Industrial da Faculdade de Tecnologia de São Vicente (Fatef). O plano é que os portêineres, equipamentos que movimentam os contenedores entre o cais e os navios, passem a ser operados a distância, garantindo maiores segurança e produtividade a essa atividade nos terminais especializados. 

O projeto faz parte do trabalho de conclusão de curso (TCC) de cinco alunos da instituição de ensino. Eles resolveram focar o estudo no setor portuário como uma forma de conhecer mais a área e, possivelmente, ingressar nesse mercado de trabalho. 

“O objetivo maior do projeto é dar segurança. Ele tira totalmente o operador da linha de risco, aumenta a produtividade e garante a redução de custos para o terminal”, explica Elisa Kimie Yamaoka, aluna do 5º semestre de Automação Industrial. 

A ideia é que os portêineres sejam programados para realizar as operações, tornando desnecessária a presença de operadores na cabine do equipamento, que fica a uma altura de cerca de 60 metros (o equivalente a um prédio de 12 andares). Todos os movimentos poderão ser acompanhados de um centro de controle e supervisão, que deverá ser instalado dentro do próprio terminal. 

Sistemas automatizados para a movimentação de contêineres já são utilizados em outros portos, como Roterdã, nos Países Baixos. Em Santos, não. No complexo marítimo, em todos os terminais especializados, a operação de portêineres segue o padrão tradicional, com profissionais manejando o equipamento a partir da cabine suspensa. Nessa atividade, o contêiner é movimentado após ser preso a uma plataforma ligada a cabos, deslocados ao longo dos trilhos da lança do portêiner. Dessa forma, ele é levado entre o cais e o navio (embarque) ou faz o caminho inverso (desembarque). 

“A gente quer esse portêiner automatizado. Ele é todo programado em linguagem computacional, em comunicação com o sistema supervisório. Há uma tela que mostra, em tempo real, tudo o que está acontecendo na área. Através da programação, nós conseguimos direcionar onde o contêiner vai parar, quais são as posições, as sequências. Assim que chega o contêiner (no cais), o sistema já é acionado e o portêiner sabe onde tem que ir. Quando termina, a lança sobe novamente e fica em estado de repouso. Tudo está praticamente automatizado”, explicou Elisa Yamaoka. 

Estudantes do curso de Automação Industrial montaram maquete de portêiner para analisar trabalho no cais

 

Planejamento 

Segundo os alunos da Fatef, o sistema de automação respeitará a programação feita pelo ship planner – que é o planejador das operações, o profissional responsável pelo plano de embarque e descarga do navio porta-contêineres, de acordo com as características da embarcação mercantil. 

“O navio usa o ship planner e o sistema usaria esse planejamento para saber os detalhes da operação. O operador (do portêiner), lá em cima, sabe a numeração do contêiner que está lá embaixo de acordo com o mapa. (No sistema automatizado) ele só vai visualizar, não vai ficar apertando botão. Os próprios sensores vão identificar se o contêiner já vai estar lá embaixo”, explicou o aluno Julio Cezar Matoso. 

Segundo os estudantes, com a automação, será possível definir o tempo necessário para a movimentação de cada contêiner. E o terminal especializado poderá programar quantos movimentos por hora (MPH) serão executados pelos equipamentos. 

“Todos os passos da operação serão definidos. A gente poderá programar em quanto tempo deverão ser feitos os movimentos, em quantos segundos os contêineres serão içados pelos eletroímãs. Tudo isso é bem detalhado no programa”, explicou Elisa. 

Esses novos procedimentos poderão aumentar a eficiência das operações e, consequentemente, reduzir os custos dos terminais. “A ideia é que, com a automação, haverá um menor número de operadores. Hoje, existem escalas, trocas de operadores. Com o novo sistema, um operador poderá supervisionar a atividade de quatro ou cinco portêineres em um navio. Ele praticamente só iria corrigir os erros”, destacou Julio Cezar Matoso. 

Desafios

Segundo os alunos, foram vários os desafios para a elaboração do projeto de pesquisa. Entre eles, entender como operam o setor portuário e equipamentos como os portêineres. 

“Tivemos de saber como funciona (o portêiner) para fazer maquete. A parte de programação e a tela do sistema supervisório foram complicadas. Tivemos de trabalhar os dois juntos. Era preciso haver uma comunicação entre elas e a estrutura que foi feita. São três coisas diferentes que têm que se casar para funcionar perfeitamente”, afirmou Elisa. 

 

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Antaq trabalha na fiscalização e regulamentação dos portos do País

O escritório funciona no prédio do Tráfego da Codesp, no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A

Posto da Antaq em Santos funciona em prédio da Codesp

O transporte marítimo brasileiro e, consequentemente, os portos do País, inclusive Santos, são regulamentados e fiscalizados por um órgão específico, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), subordinada à Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP). Criada em 2001, a entidade também é responsável por implementar as políticas formuladas pela SEP, pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit) e pelo Ministério dos Transportes em toda sua área de abrangência.

Desde a promulgação da Lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos, a Antaq atua diretamente para garantir o cumprimento das regulamentações do setor, mediando o interesse dos usuários e das empresas de navegação para que não haja uma infração contra a economia, além de trabalhar para preservar o interesse público.

Com o novo marco regula-tório portuário, as fiscalizações dos arrendamentos e dos operadores portuários e a coordenação das novas licitações para exploração de áreas e terminais – as primeiras desde a promulgação da lei estão previstas para o próximo semestre – passaram a ser de responsabilidade da agência reguladora. Antes essa atividade era realizada pelas autoridades portuárias. No caso de Santos, era uma atuação da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A Antaq atua nas navegações fluvial, lacustre, de travessia, de apoio marítimo, de apoio portuário, de cabotagem e de longo curso. Também supervisiona os portos organizados, os terminais portuários privativos (TUP) e o transporte aquaviário de cargas especiais e perigosas. E ainda é responsável por promover estudos e pesquisas no setor sobre tarifas, preços e fretes (em confronto com os custos e os benefícios econômicos transferidos aos usuários pelos investimentos realizados) e fomentar análises referentes à composição da frota mercante do Brasil e ao fretamento de embarcações estrangeiras. Internacionalmente, a entidade também deve representar o Brasil em eventos destinados ao setor.

Como reflexo de suas novas atribuições após aprovação do marco regulatório portuário, o órgão inaugurou, em Santos, um posto avançado em janeiro de 2014. O escritório funciona no prédio do Tráfego da Codesp, no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A.

A Antaq tem personalidade jurídica de direito público, independência administrativa, autonomia financeira e funcional e mandato fixo de seus dirigentes. Mas deve observar os direitos específicos do Comando da Marinha (Ministério da Defesa), atuando sob sua orientação em assuntos de Marinha Mercante que interessarem à defesa nacional e à segurança da navegação. 

 

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Redex e depots lutam por incentivos tributários

ABTTC apresenta pedido ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para incluir recintos no programa Reporto

O pedido de inclusão dos Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) e dos terminais de reparo e armazenagem de contêineres vazios (Depots), no Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), foi levado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na última quinta-feira(25). O pleito foi apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (Abtra), que espera ter a proposta aprovada de modo que essas instalações possam ter isenções tributárias na compra de novos equipamentos, a partir de janeiro próximo. 

O Reporto permite ao setor adquirir, nos mercados interno ou externo, com suspensão de tributos, máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens para execução de serviços de carga, descarga, armazenagem e movimentação de mercadorias. Sistemas suplementares de apoio operacional, proteção ambiental, segurança e monitoramento (de pessoas, produtos, veículos e embarcações) também estão inclusos no regime, assim como equipamentos para dragagem, treinamento e formação de trabalhadores.

Para as aquisições no mercado interno, ficam suspensos os pagamentos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a contribuição para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Isto pode gerar uma redução de até 37% no preço final dos equipamentos. No caso das importações, os mesmos impostos podem ser suspensos, mas apenas para a aquisição de máquinas que não possuam similares nacionais. 

O Reporto é válido até 31 de dezembro próximo. Mas por conta dos planos do Governo Federal de licitar áreas portuárias, dentro do Programa de Investimentos em Logística (PIL), é grande a possibilidade de que o regime seja renovado, já que as concessões devem atrair grandes investimentos privados nos próximos anos.

“Agora, temos uma expectativa positiva de que as empresas representadas pela ABTTC estejam no Reporto. É uma questão de isonomia porque o retroporto já deveria estar inserido. E é incompreensível não estar até hoje”, destacou o presidente da ABTTC, Martin Aron. 

Segundo o executivo, os membros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC foram bastante receptivos à proposta de inclusão das empresas. Agora, o assunto será analisado em uma reunião entre secretários-executivos dos ministérios ligados ao comércio exterior brasileiro. 

“O Reporto tem sido renovado todos os anos porque a infraestrutura do País precisa cada vez mais de incentivos. E, no retroporto, as nossas empresas perdem competitividade porque não têm as mesmas condições”, destacou Aron.

Redução da carga tributária para recintos retroportuários facilitará investimentos em novos equipamentos

Eficiência

Para o gerente executivo da ABTTC, Wagner Rodrigo Cruz de Souza, a inclusão dos Redex e Depots no Reporto pode aumentar a produtividade das instalações retroportuárias e, indiretamente, até contribuir com a redução de congestionamentos na Cidade. “Enquanto os terminais do Porto realizam 100 ou 120 MPH ( movimentos por hora), no retroporto, a média é de 30 MPH. Com a compra de novos equipamentos, será possível aumentar essa eficiência e garantir operações mais rápidas”, explicou.

Empilhadeiras capazes de suspender até 27 toneladas, muito utilizadas em terminais retroportuários, podem ser encontradas no mercado por US$ 1,5 milhão. Por conta do alto valor, algumas das máquinas em operação são usadas há muito tempo e apresentam problemas mecânicos constantemente. “Algumas empilhadeiras estão velhas, com muito uso e precisam de manutenção. Têm até 10 ou 12 anos de uso. Com essa isenção de impostos de mais de 30%, o terminal que compraria duas pode comprar até três pelo mesmo preço”, destacou o gerente da ABTTC. 

 

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Integração entre JUP e Porto Sem Papel deve acontecer até o final do ano

 

Esta é a expectativa da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra)

 

Projeto eliminou mais de 140 formulários em papel

A integração entre a Janela Única Portuária (JUP) e o programa Porto Sem Papel (PSP), desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP), deve acontecer até o final do ano. Esta é a expectativa da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), entidade idealizadora do sistema. 

O Porto sem Papel é um sistema de informação que tem como objetivo reunir em um único meio de gestão as informações e a documentação necessárias para agilizar a análise e a liberação das mercadorias nos portos brasileiros. A SEP já implantou o projeto nos 34 portos públicos e, com isso, eliminou mais de 140 formulários em papel que foram convertidos para um único documento eletrônico.

“O nosso próximo passo é a integração da JUP com o PSP. Essa questão está andando bem, estamos interagindo bastante com o Governo Federal, com SEP, no sentido de que a JUP é complementar ao PSP, que atua na relação do navio com a Autoridade Portuária e a JUP contém as informações e a rastreabilidade de toda carga que passa pelos recintos alfandegados. Um faz a parte do mar e outro faz a parte de terra. A integração dá a SEP uma visão global de toda a atividade portuária no maior porto do País”, explicou o secretário-executivo da Abtra, Matheus Miller.

 

O pedido de integração da JUP ao PSP já foi levado ao ministro dos Portos, Edinho Araújo. A avaliação da SEP é de que o novo programa exerce uma função complementar aos sistemas gerenciados pela pasta, como o PSP e o Portolog. Eles são responsáveis pelo controle de estadia das embarcações e de informações de carga nos 35 portos públicos, além do controle de chegada e agendamento de caminhões nos terminais dos principais portos públicos brasileiros.

“O conjunto de sistemas que compõem a JUP já otimiza e permite dar maior agilidade e eficiência no que se refere a movimentação de cargas entre Porto-operador-terminal, além de facilitar o fluxo de informações gerando mais eficiência na execução dos trabalhos pelos órgãos anuentes”, informou a pasta que comanda os portos brasileiros, através de nota. 

Adesão

Miller explica que qualquer órgão público que tenha interesse e legitimidade para fazer anuência ou analise de risco nos processos de comercio exterior pode se juntar à JUP. “Agora, estamos em vias de assinar com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, que monitora e rastreia as operações de comercio exterior com o objetivo de controlar os impostos estaduais incidentes na exportação e na importação”. 

 

 

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SEP fará licitação da dragagem no próximo dia 9

Data foi anunciada pela Secretaria de Portos na tarde de sexta-feira(26)

A sessão de licitação da nova dragagem do Porto de Santos será realizada no próximo dia 9, anunciou na tarde de ontem a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), responsável pelo certame. A concorrência, de cerca de R$ 300 milhões, seria realizada em 27 de março passado, mas acabou suspensa por uma liminar obtida por uma das concorrentes. A medida judicial teve seus efeitos cancelados na última segunda-feira(22).

A dragagem a ser licitada pela SEP prevê o aumento da profundidade do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação, dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7. Os locais de atracação terão uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes, a empresa escolhida terá de realizar os projetos básico (que indica os elementos necessários para o empreendimento) e executivo (mais detalhado, com dados sobre como os trabalhos devem ocorrer), 

O edital da concorrência está disponível no endereço eletrônico da Secretaria de Portos (www.portosdobrasil.gov.br) e no site de compras do Governo (www.comprasgovernamentais.gov.br). Também pode ser obtido na sede da pasta federal (SCN, Quadra 4, Bloco B, Centro Empresarial VARIG, Pétala D, Sala 1.102), em Brasília, no horário comercial.

As propostas devem ser apresentadas até as 10 horas do dia 9 de julho, no próprio site de compras.

A licitação ocorrerá pelo modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, inicialmente são avaliados os preços ofertados pelas empresas participantes para o serviço. Apenas a firma com menor preço tem sua documentação técnica conferida. A estratégia é utilizada para agilizar o processo. De acordo com a SEP, podem participar da disputa companhias nacionais e internacionais, individualmente ou em consórcios.

O Governo planeja realizar essa licitação desde fevereiro do ano passado. Após tentativas que acabaram sem empresas interessadas e alterações no edital, a Secretaria de Portos planejava realizar a concorrência em 27 de março passado. Na noite anterior, porém, uma das concorrentes, a Coencil Construções e Empreendimento Civis Ltda., recorreu à Justiça Federal de Brasília e obteve uma liminar para interromper o processo, alegando que os documentos de habilitação exigidos no edital para firmas estrangeiras não estavam “claros”.

Ao suspender os efeitos da liminar, na última segunda-feira, o juiz federal Reginaldo Márcio Pereira, do Tribunal Regional Federal da 1º Região, também de Brasília, destacou que os atos administrativos em questão “são revestidos dos atributos de legitimidade, de legalidade e impessoalidade”. 

Região sul

Também ontem, a Secretaria de Portos comunicou a homologação dos processos licitatórios para a contratação das dragagens dos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), respectivamente das concorrências RDC Eletrônico SEP/PR nº 5/2014 e RDC Eletrônico SEP/PR nº 6/2014. Os resultados dos dois certames ocorreram ontem.

Os trabalhos no complexo marítimo paranaense serão feitos pela DTA Engenharia Ltda. pelo valor de R$ 394,29 milhões. Já no porto gaúcho, o escolhido foi o consórcio formado pelas empresas Jan de Nul do Brasil (do grupo belga Jan de Nul) e Dragabrás, que pediu R$ 368,62 milhões pelo serviço.

 

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Janela Única Portuária agiliza operações do Porto de Santos

 

Desenvolvida pela Abtra, a Janela Única Portuária facilita troca de dados sobre cargas

Facilitar a troca de informações sobre mercadorias embarcadas ou desembarcadas no Porto de Santos, em um portal utilizado por recintos alfandegados e autoridades, é o objetivo do sistema Janela Única Portuária (JUP), implantado há cerca de dois meses no cais santista. Entre as vantagens deste programa, estão a agilidade de operações, a confiabilidade dos dados de mercadorias e a possibilidade de rastrear as cargas até a entrega no seu destinatário final. 

A JUP começou a ser desenvolvida há cerca de dois anos pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra). A necessidade da implantação do sistema surgiu após a constatação de que os processos de análise de risco e controle de cargas contavam com vários portais.

“No ano passado, nós já tínhamos cerca de seis portais contendo todos esses processos de análises de risco, controle e rastreabilidade de cargas em regime aduaneiro, tanto em exportação como em importação. Então, a gente percebeu a necessidade de unificar todas essas informações e processos em uma janela única. E aí, nós construímos a unificação dos portais na Janela Única Portuária da Abtra”, explicou o secretário-executivo da entidade, Matheus Miller.

Segundo o executivo, a JUP é um sistema portuário comunitário criado após uma demanda das empresas e que facilita a transmissão de informações de forma eletrônico. Nele, atuam tanto os recintos alfandegados, como os órgãos anuentes na atividade portuária, como a Receita Federal, o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria da Fazenda do Estado, Exército, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e outros, dependendo de cada carga. 

"É o que a gente chama de transferência de arquivos eletrônicos. Isso deu uma maior agilidade à análise de risco, porque você retira o papel, unifica os portais e forma um grande concentrador de informações sobre as cargas, as pessoas e os veículos que estão nas áreas alfandegadas da jurisdição do Porto de Santos”, explicou Miller.

1- Previsão de atracação dos navios, 2- Navios atracados, 3- Operação Portuária de contêiner (importação e exportação), 4- Movimentação interna de contêineres - Declaração Eletrônica de transferência, 5- Localização de Contêineres, 6- Contêineres e cargas em fiscalização, 7- Contêineres armazenados em recintos alfandegados, desova de cargas contêinerizadas, inspeção não invasiva de Contêineres (escâneres), 8- Contêineres e cagas abando nadas, 9- Pesagem de Contêineres e cargas, 10 e 11- Movimentação de veículos de carga, 12- Movimentação de pessoas, 13- Administrativo, 14- Agendamento para entrega e retirada de cargas, 15- Fiscalização dos órgãos intervenientes.

Vantagens

A JUP possibilita acompanhar todas as etapas percorridas pela carga, desde a previsão de chegada do navio que a transporte no canal de acesso ao porto, até sua saída do recinto alfandegado, em direção ao destinatário final.

Uma das principais vantagens do sistema, segundo Miller, é a transmissão eletrônica de informações entre operadores portuários, recintos alfandegados e órgãos públicos, como a Autoridade Aduaneira, a Autoridade Portuária, o Ministério da Agricultura e a Anvisa.

Informações como a previsão de chegada de embarcações, a lista de navios atracados, o trânsito entre operador e recinto e a posição da carga no pátio podem ser inseridas e visualizadas na JUP, assim como imagens escaneadas e os processos de pesagem, controle de veículos que entram e saem e movimento de pessoas nas áreas alfandegadas.

“Todas essas funcionalidades atendem a normas e acordos de cooperação técnica firmados com os diversos órgãos, o que demonstra que se trata de uma ferramenta legalmente reconhecida e desenvolvida para cada tipo de análise de risco”, explicou o secretário-executivo da Abtra. 

 

Operação que levava 36 horas, passou a ocorrer em três horas

Tempo

O tempo necessário para a liberação de cargas de importação com madeira também foi reduzido após a implantação do sistema Janela Única Portuária (JUP). Antes, eram necessários três dias para a anuência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Agora, o processo é concluído em apenas um dia. As informações são do diretor de Operações Portuárias e Logísticas da Santos Brasil, empresa que administra o Terminal de Contêineres (Tecon), na Margem Esquerda do Porto de Santos (Guarujá), Ricardo Molitzas. 

Segundo o executivo, os procedimentos de expedição de cargas de importação também estão mais ágeis. De 36 horas, o tempo necessário passou para apenas três horas. Molitzas ainda destaca a possibilidade de as análises do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ocorrer em meio virtual, além da vantagem de todas ações dos órgãos estarem num único portal. 

“Diversos processos podem ser melhorados via integração sistêmica. Sabemos que o próximo passo deve ser a integração da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é muito positiva, pois, com a integração dos sistemas, devemos ter processos mais ágeis e dinâmicos, levando a ganhos de eficiência para todo o setor, para o comércio exterior e para o País”, destacou o executivo.

Para o empresário Antonio Carlos Fonseca Cristiano, presidente do Grupo Marimex, que opera um terminal de contêineres em Santos, a transparência e a confiabilidade das informações obtidas com a JUP não só agilizam as operações dos recintos alfandegados, como melhoram o relacionamento da iniciativa privada com as autoridades do Porto. “Ela (a JUP) cria um ambiente favorável de tranquilidade na informação. Além disso, temos a Abtra para qualquer tipo de apoio que se faça necessário”, destacou. 

A padronização dos procedimentos dos terminais e a maior interação entre os órgãos anuentes, já que os sistemas utilizados não eram integrados, são a principal impacto da utilização do sistema nas atividades do Porto de Santos, para o diretor da Embraport Reynaldo Pincette.

“A partir da implantação da JUP conseguimos rastrear a carga desde a entrada no Porto, acompanhando todos os procedimentos pelos quais ela passa durante a permanência nesta jurisdição, até a saída para o cliente”, destacou.

 

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Codesp coordena simulado de combate a incêndio

Exercício faz parte do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto de Santos

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) coordenou, na última quarta-feira (24), um exercício de combate a incêndio com mobilização do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Porto de Santos. O simulado ocorreu nos armazéns 22 e 23, arrendados à empresa Bandeirantes Logística Integrada, cujos funcionários participaram da atividade. O objetivo da operação foi avaliar o tempo de resposta a situações de emergência.

 

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Começa o treinamento de profissionais para operação do Portolog

Curso conta com a participação de 100 pessoas

O treinamento de profissionais para a operação do Sistema Portolog no Porto de Santos foi iniciado esta semana na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em São Paulo. O curso formará 100 participantes, entre técnicos de terminais portuários, pátios reguladores, da Codesp e da Secretaria de Portos.

O Portolog é um sistema que objetiva sincronizar a chegada dos caminhões e das cargas aos terminais do complexo marítimo santista.

 

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Canal do Panamá inicia testes em novas eclusas

As novas eclusas do canal no lado do Pacífico começaram a ser inundadas na última segunda-feira(22)

25/06/2015 - 16:18 - Atualizado em 25/06/2015 - 16:25
Eclusas começaram a ser inundadas no dia 22

O novo conjunto de eclusas do Canal do Panamá, que permitirá a passagem de navios de maiores dimensões pela via interoceânica, passou pelas primeiras provas de funcionamento na última terça-feira (23), informou o consórcio responsável por construir as estruturas.

Os testes envolvem a abertura e o fechamento das comportas. As avaliações realizadas na terça-feira foram feitas nas eclusas de Agua Clara, em Gatún, na província de Colón, no lado do canal às margens do Oceano Atlântico.

“Hoje (terça-feira,23) foi concluída, com sucesso, a primeira prova eletromecânica do movimento da comporta 8 na câmara baixa da nova esclusa do setor Atlântico”, informou, em um comunicado, o consórcio Grupo Unidos Por el Canal (GUPC), contratado para a expansão do canal. “Estamos orgulhosos dos avanços da obra. As provas seguem conforme o cronograma estabelecido”, relatou o GUPC. 

Para passar pelas avaliações, as eclusas começaram a ser inundadas. Há duas semanas, essa operação teve início nas estruturas do lado do Atlântico. Na última segunda-feira, os trabalhos começaram na região do Pacífico. A fase de testes irá durar de três a quatro meses em cada eclusa. A primeira prova com a passagem de um navio será no final do ano ou no começo do próximo.

As obras para a ampliação do Canal do Panamá começaram em 2007. Elas envolvem a construção de eclusas maiores, possibilitando a passagem de cargueiros de maiores dimensões. As estruturas originais, com 33,5 metros de largura e 12,8 metros de profundidade, permitem a navegação de navios capazes de carregar até 4,4 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). As novas, com 55 metros de largura e 18,3 metros de profundidade, podem receber embarcações de até 12 mil TEU.

 

 

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São Sebastião perde posto da Anvisa e prefeito critica decisão

Agência Nacional de Vigilância Sanitária alega baixa demanda e otimização de recursos humanos

O prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi (PSC), acionou o Ministério Público para que sejam apuradas as causas do fechamento do posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que atendia o complexo portuário da cidade, no Litoral Norte do Estado. A medida foi tomada pois, segundo a Prefeitura, a autoridade sanitária não se manifestou sobre o encerramento das atividades da unidade.

Cinco servidores atuavam no local. Três deles foram removidos para Santos e dois permaneceram no escritório até a última sexta-feira(19), quando a unidade foi fechada. Um deles, um agente de saúde pública, cargo de nível médio, será transferido para o posto do cais santista. O outro, um médico, está de licença e já protocolou seu processo de aposentadoria.

O fechamento do posto portuário motivou uma manifestação na Câmara de São Sebastião na última sexta-feira(19). O caso já é acompanhado pela equipe do Ministério Público Federal (MPF) de Caraguatatuba (vizinha a São Sebastião). No ano passado, o MPF instaurou procedimento preparatório de inquérito para averiguar o então possível fechamento da unidade, após representação do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social do Estado de São Paulo (Sinsprev).

No Litoral Norte do Estado, o Porto de São Sebastião tinha um posto da Anvisa com cinco funcionários

A Secretaria de Saúde de São Sebastião divulgou nota oficial lamentando o fechamento da unidade da Anvisa na cidade. Conforme o comunicado, o posto tem como responsabilidade garantir o controle sanitário do porto, bem como a proteção à saúde do viajante e dos meios de transporte, fiscalizando o cumprimento de normas sanitárias e a adoção de medidas preventivas e de controle de surtos, epidemias e agravos à saúde pública. Também deve controlar a importação, a exportação e a circulação de matérias-primas e mercadorias sujeitas à vigilância sanitária, cumprindo a legislação brasileira, o Regulamento Sanitário Internacional e outras normas brasileiras.

“Cada ente federativo tem sua competência definida quanto às ações de vigilância sanitária, de modo que ao município não compete exercer as prerrogativas da Anvisa e vice-versa”, explicou o prefeito Ernane Primazzi.

Segundo o chefe do Executivo, até o momento, a administração municipal não recebeu nenhuma informação oficial da Anvisa sobre o fechamento do posto de fiscalização, nem como será executada a fiscalização a partir de agora. “Vou aguardar a manifestação por parte do órgão, até a próxima semana. Caso isso não ocorra, vamos acionar juridicamente a Anvisa para que apresente um plano de contingência ”, disse o prefeito.

Justificativa

De acordo com a Anvisa, o processo de desativação do posto portuário de São Sebastião foi iniciado em 2013 e concluído no último dia 6 de abril. O motivo foi a pequena demanda local, na comparação com as atividades do órgão no Porto de Santos, e uma necessidade de otimização de recursos humanos e redução de custos operacionais. 

Sobre a baixa demanda de trabalho, a agência informou que, nas operações de portos públicos no sistema Porto Sem Papel (PSP), São Sebastião é o vigésimo complexo portuário entre os 33 que utilizam o sistema, com média de 30 operações mensais. 

Segundo a Autoridade Sanitária, os navios solicitam a Livre Prática (documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e autoriza a atracação) no PSP. Por este motivo, não há necessidade de entrega física de documentação para análise.

Desde 2013, não há emissão de certificados sanitários de embarcações no complexo. Isto porque o porto foi retirado da lista de exigências da Organização Mundial de Saúde. Contudo, restam as solicitações de certificados nacionais de embarcações, que podem ser atendidas com inspeções agendadas, a exemplo do que é feito em outras unidades nos portos brasileiros. 

Segundo a Anvisa, no Porto de São Sebastião não há atividades de navios de cruzeiro ou entrada de artigos importados sob anuência da vigilância sanitária. Sobre as demais ações de transporte, não há registro de inspeções de controle de vetores desde 2012. 

 

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Porto 17 debaterá obra com Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias

A meta da pesquisa é saber até que fundura o canal do porto pode e deve ser dragado

Os estudos necessários para o aprofundamento do canal do Porto de Santos serão debatidos por empresários do complexo marítimo e dirigentes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e da Praticagem de São Paulo na próxima semana, durante visita aos laboratórios do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), no Rio de Janeiro. A entidade e, possivelmente, a Universidade de São Paulo (USP) devem ser contratadas para realizar esses levantamentos.

A ida ao Rio de Janeiro integra as ações do projeto Santos 17, elaborado por executivos do setor e capitaneado pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp). A iniciativa prevê o custeio, pelas empresas, dos estudos que são precisos para ampliar a profundidade do Porto. Tradicionalmente, esses trabalhos são pagos pelo Governo, mas os terminais querem assumir essa responsabilidade para agilizar sua elaboração, de modo que, se a obra for viável, ela possa ser concluída até 2017.

Inicialmente, o objetivo dessas pesquisas era verificar a viabilidade de se aprofundar o canal do estuário dos atuais 15 para 17 metros. Agora, a meta é saber até que fundura ele pode e deve ser dragado. Os testes a serem realizados vão definir quais os maiores navios que podem entrar no canal (considerando suas curvas a distância das margens) e as dimensões que a via de navegação deverá ter para recebê-los. 

A visita ao INPH, órgão subordinado à Secretaria de Portos (SEP), foi definida em uma reunião ocorrida na última terça-feira, na sede da Codesp, informou a companhia. Participaram do encontro dirigentes do Sopesp (representando o Santos 17), diretores da Praticagem, o presidente da Docas, Angelino Caputo, e o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da administradora portuária, Luís Cláudio Santana Montenegro.

 

 

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Importação de vinhos segue em alta em 2015

 

Mesmo com a burocracia e taxas elevadas, a expectativa segue positiva

 

Ao que tudo indica, nem mesmo o aumento dos impostos e taxas sobre a importação de vinho no Brasil vão desmotivar a compra e consumo no país. Em 2014, pesquisas confirmaram que a importação do produto atingiu um crescimento de 12,5%. Para este ano, a tendência é manter ou elevar este número. O Chile segue como líder dos importados no mercado interno e apesar do vinho nacional estar conquistando o paladar do brasileiro, Itália, França, Espanha e Argentina também têm uma considerável fatia em terras tupiniquins.

O consumo de vinhos no Brasil ainda não é uma tradição, mas nos primeiros sinais de temperaturas mais baixas, a procura pela bebida aumenta. O Managing Director, da DC Logistics Brasil, Guilherme Mafra, comenta que a importação do produto foi realizada já há três meses do inverno e agora é que as empresas começam a lucrar com as vendas. “Esta antecipação é comum, pois existem regras e burocracias específicas para a importação de vinho no Brasil que demandam mais tempo”. Para ter uma ideia o licenciamento para importar vinho no País só é liberado após uma análise de amostra da bebida feita pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

A Decanter, de Blumenau (SC), uma das maiores importadoras de vinhos finos do Brasil e com ampla rede de Enotecas, lojas especializadas em todo o país, pretende aumentar as vendas em 2015. De acordo com o diretor da Decanter, Edson Hermann, um dos principais desafios encarados pela empresa e por outras importadoras é a alta do dólar e a inflação acima da média, o que influencia diretamente nessa área.

 

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Justiça Federal libera licitação de terminal no Cais do Saboó

Rodrimar pode continuar suas operações na área até que a gleba seja licitada

A Justiça Federal suspendeu a liminar que impedia a licitação de uma área de 61,4 mil metros quadrados, atualmente arrendada pela Rodrimar, no Cais do Saboó, no Porto de Santos. A empresa poderá continuar suas operações portuárias na área até que a gleba seja licitada.

A liminar foi obtida pela Rodrimar, que entrou na Justiça para manter seu contrato de arrendamento, firmado com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) em 1991. Na ação, a empresa pediu para que o prazo do seu contrato fosse fixado em 50 anos, contados a partir da vigência da Lei n.º 8.630, a antiga Lei dos Portos, de 1993. A ideia era que não houvesse a realização de um novo processo licitatório para a renovação. 

Inicialmente, a 16ª Vara Federal do Distrito Federal concedeu liminar favorável à empresa, para evitar o risco de interrupção dos serviços portuários. Mas a Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região recorreram.

A Advocacia Geral da União (AGU) destacou que é de interesse público a modernização da infraestrutura portuária. Apesar de reconhecer que os contratos firmados anteriormente devem ser respeitados, o órgão defendeu que o “direito adquirido e o ato jurídico perfeito” não devem prevalecer “contra o interesse coletivo”. 

A 16ª Vara Federal do Distrito Federal acolheu os argumentos apresentados pela AGU, revogando a liminar concedida anteriormente. A decisão recomendou “a permanência da autora na prestação dos serviços, com vistas a preservar a própria continuidade do serviço público, somente até que sobrevenha a conclusão do procedimento licitatório”.

A Secretaria de Portos (SEP) informou que está tomando conhecimento da decisão judicial. De qualquer maneira, a área operada pela Rodrimar está no segundo lote de licitações do bloco 1 do Programa de Investimentos em Logística (PIL), anunciado pelo Governo na semana passada. 

Continuidade

A Rodrimar enfatiza que a decisão judicial preservou as atividades do terminal até análise final da matéria ou eventual conclusão da licitação da área. “Apesar de o juiz federal colocar como meta a licitação da área, a decisão possui natureza precária e não examina de modo conclusivo e terminativo o mérito da ação, cujo o desfecho poderá ser em sentido oposto, ou seja, pelo reconhecimento do direito de adaptação do contrato, com a consequente extensão de seu prazo contratual”, destacou o diretor de Relações Institucionais do terminal, Ricardo Mesquita.

“Reiteramos que o contrato de arrendamento da Rodrimar se encontra preservado em todos os seus aspectos, devendo o assunto ser objeto de nova manifestação pela 16ª Vara Federal de Brasília ao final da produção de prova pericial requerida pelas partes”, destacou o executivo.

 

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Falta de servidores atrasa apreensões, diz inspetor-chefe

Confisco de mercadorias no complexo santista pode levar até seis meses

No Porto de Santos, a Alfândega apreende as mercadorias falsificadas, as não declaradas e também as abandonadas. No entanto, segundo o inspetor-chefe Cleiton Alves dos Santos João Simões, a falta de servidores da Receita Federal no complexo marítimo faz com que o confisco desses produtos aconteça em um ritmo mais lento do que é necessário, levando de quatro a seis meses. 

Mercadorias que ficam nos terminais por mais de 90 dias, sem qualquer manifestação de seus importadores, são consideradas abandonadas, de acordo com as normas da Receita Federal. No ano passado, 5 mil toneladas de cargas esquecidas foram apreendidas. Já entre janeiro e maio últimos, o volume foi de 1,2 mil toneladas. 

Não é que diminuiu o abandono. Diminuiu a quantidade de gente para identificar essas cargas. Precisamos priorizar servidores para a área de despacho e o nosso volume é muito pequeno”, explicou Simões. Segundo ele, o ideal é que o efetivo da Receita Federal no Porto de Santos seja dobrado. 

Atualmente, a Alfândega conta com 122 auditores e 124 analistas no cais santista. Neste total, incluem-se os funcionários das áreas administrativas, que não fazem inspeções de mercadorias. Em 1997, existiam 107 auditores fiscais responsáveis apenas pelos despachos de cargas.

Alfândega do Porto de Santos conta, atualmente, com 122 auditores e 124 analistas

Apesar do aparente aumento, o efetivo não é suficiente. Isso porque, há 17 anos, apenas 38,4 milhões de toneladas foram movimentadas no cais santista. Deste total, 20,6 milhões de toneladas eram de importação. Para se ter uma ideia do tamanho da evolução do Porto de Santos, no ano passado, 111,1 milhões de toneladas de cargas passaram pelo complexo e, desse volume, 34,5 milhões de toneladas de produtos foram desembarcados. 

“A Receita tem um estudo e estima que a Alfândega de Santos está entre 38% e 40% do que seria considerado ideal (em número de servidores). Vão chamar excedente do concurso de 2014, que são 272 para o Brasil inteiro, mas o volume para Santos é indefinido”, explicou Simões. 

Destinação

As cargas que são apreendidas pela Aduana têm quatro tipos de destinação. O caminho mais conhecido é o leilão de mercadorias. Neste caso, o inspetor da Alfândega estima que o processo entre a apreensão dos produtos e a aquisição por novos donos leve cerca de um ano.

Os produtos contrafeitos que não passam por um controle de qualidade e podem causar riscos à saúde dos usuários são recolhidos e destruídos. Normalmente isto acontece com materiais que soltam tinta, pequenas peças ou produtos químicos.

Já quando os artigos têm boa qualidade, eles são incorporados ao patrimônio público. Materiais de escritório, de construção, móveis e eletrodomésticos podem ser repassados para outros órgãos das esferas municipal, estadual e federal. Recentemente, uma carga de pisos de porcelanato foi apreendida e incorporada ao patrimônio da Aeronáutica e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). 

Há também as cargas que estão em bom estado e que podem ser utilizadas, como roupas, por exemplo. Estas peças podem ser doadas para entidades assistenciais, como o Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Santos. 

 

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Tecnologia adotada no Porto de Santos afasta quadrilhas

Câmeras de vigilância e rede de escâneres garantem maior rigor na fiscalização, destaca inspetor-chefe

 

O aumento do rigor na fiscalização de mercadorias importadas no Porto de Santos está fazendo com que quadrilhas especializadas em fraudes aduaneiras fujam da região, escolhendo outros portos para receber suas cargas falsificadas ou não declaradas. O principal motivo é a tecnologia existente no complexo marítimo para combater esse tipo de crime, especificamente câmeras e 16 escâneres que identificam o conteúdo dos contêineres sem a necessidade de abri-los. 

No ano passado, 7,8 mil toneladas de produtos foram apreendidos pela Alfândega do cais santista. Em outros anos, o volume foi bem maior. Em 2013, quando os escâneres começaram a ser utilizados pelos terminais de contêineres, 14,5 mil toneladas de contrafeitos foram retidos.

Para o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Santos, Cleiton Alves dos Santos João Simões, os números mostram a fuga de criminosos do complexo santista. “Quando os escâneres eram novidade, os números de apreensões eram muito maiores. É como uma brincadeira de gato e rato. Nós detectamos como eles agem e eles mudam a tática. Com a tecnologia, só de olhar, sem abrir o contêiner, você consegue enxergar o que está dentro e isso faz com que essas apreensões fiquem mais fáceis. É claro que o outro lado também sabe disso e ele faz de tudo para burlar. Se ele ia trazer uma máquina escondida, ao invés de declarar cadeira, ele vai declarar algo mais parecido com máquina para tentar enganar”, afirmou. 

A Receita Federal fechou o cerco aos contrabandistas em setembro de 2013, quando determinou que 100% das cargas de importação deveriam ser inspecionadas no momento do desembarque. Inicialmente, o plano era de que a própria Aduana seria responsável pela compra de seis escâneres, a serem utilizados pelos terminais. Mas, por conta do alto valor de investimento, esta demanda foi repassada para a iniciativa privada. 

O resultado saiu melhor do que o esperado. Isto porque 16 equipamentos foram adquiridos pelos terminais, vários deles com o uso compartilhado por mais de uma instalação. “Por conta da legislação e de nosso aspecto físico em Santos, nós temos 16 escâneres. E isso é uma quantidade excelente, se for comparar com o Porto de Roterdã, por exemplo, que tem menos escâneres que o Porto de Santos. Isso faz com que a gente tenha possibilidade de escanear o máximo de contêineres possível”, explicou o inspetor-chefe.

Imagens de câmeras e escâneres são analisadas no Centro de Operações e Vigilância

Além disso, a Aduana conta com uma lancha equipada com câmeras que conseguem identificar contêineres antes mesmo do desembarque. Foi assim que uma carga avaliada em mais de R$ 1 milhão foi apreendida na semana passada, em um terminal da Margem Esquerda (Guarujá) do cais santista. Todas as imagens, inclusive as dos escâneres, são analisadas na Central de Operações e Vigilância (COV), na sede da Alfândega.

Diante do aumento de apreensões após a entrada em operação dos escâneres, Simões acredita que bandidos especializados neste tipo de fraude estão escolhendo outros portos para importar seus produtos. “Às vezes, a gente vê que determinado tipo de mercadoria não tem vindo por Santos, mas vem por outros portos. E a gente vê que há apreensões em outros portos dessas mercadorias”.

Um exemplo disso, conta o inspetor, é a importação de bolas de futebol falsificadas. Nos dois últimos anos, a Aduana fez uma série de apreensões deste tipo de mercadoria. Agora, os importadores fraudulentos desistiram de trazer essas cargas pelo cais santista e escolheram o Porto de Paranaguá (PR) para importar os brinquedos.

Sistema cruza dados em todos os portos, diz inspetor

Inteligência

No entanto, não basta apenas escolher um outro complexo portuário para importar produtos contrafeitos ou contrabandeados. A Receita Federal conta com um esquema que cruza as informações de apreensões em todos os portos brasileiros. 

Segundo o inspetor da Alfândega do Porto de Santos, “a Receita tem um grupo no Rio de Janeiro, o Centro Nacional de Risco Aduaneiro, onde toda essa informação é repassada para o Brasil inteiro. Todos os portos estão sabendo. É uma rede de informações”. 

De acordo com Cleiton Alves dos Santos João Simões, “vem muita coisa com falsa declaração de conteúdo. Quando declara cadeira, mas traz computador, por exemplo. Aí você enxerga perfeitamente que é outra coisa. Ou quando fala que está trazendo piso, mas traz piso e uma máquina”, explicou. 

 

 

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Marinha abre investigação para apurar morte de piloto de moto aquática

Acidente vitimou o empresário Nelson Castanheira Diniz, de 56 anos, no início da noite de sábado, em São Vicente. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos

Colisão ocorreu em pilastra da Ponte dos Barreiros

A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente que vitimou fatalmente um piloto de moto aquática no início da noite de sábado (20). O homem, de 56 anos, morreu depois de colidir em uma das pilastras da Ponte dos Barreiros, em São Vicente. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A Autoridade Marítima foi informada pela Polícia Militar do ocorrido às 20h50, mais de três horas depois do ocorrido. De acordo com a Marinha, serão necessários 90 dias para que os investigadores possam saber o que de fato aconteceu por meio do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). Não há informações se a moto estava regular. 

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Vicente, o empresário Nelson Castanheira Diniz pilotava o veículo. Ele morava em Praia Grande e aproveitava o sábado de sol para se divertir na região do Mar Pequeno, onde estão as principais marinas da cidade. Ainda não se sabe se havia alguém acompanhando-o na hora do fato. 

Nelson foi socorrido por moradores da região que flagraram o choque. Ele foi levado às pressas até uma garagem náutica, onde foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Encaminhado em estado grave para o Hospital Municipal, o antigo Crei, ele não resistiu e morreu ainda na emergência. 

O corpo de Diniz foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos, onde ele deverá ser reconhecido pela família. Ele deixa esposa e um filho menor de idade.

Moto aquática de empresário foi guardada em marina de São Vicente. Veículo não teve danos

 

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Novo navio de contêineres é batizado no Porto de Santos

Navio Vicente Pinzón faz parte do plano de renovação de frota da Aliança Navegação e fará navegação de cabotagem (navegação costeira)

Navio foi batizado esta tarde no Porto de Santos

A Aliança Navegação batizou neste sábado (20), no Porto de Santos, o navio Vicente Pinzón, o mais novo cargueiro de sua frota. A embarcação, que tem capacidade para transportar 4.848 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) faz parte de um investimento de R$ 700 milhões na construção de seis novos porta-contêineres.

O batismo foi realizado no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, que fica em Outeirinhos. Logo após o evento, a embarcação segue para o Terminal de Contêineres (Tecon) administrado pela Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá) do cais santista. Lá, ele faz o embarque de 725 contêineres. Já no terminal Embraport, que fica na Área Continental de Santos, a operação será para carregar 338 caixas metálicas. 

O Vicente Pinzón tem 255 metros de comprimento e 37,3 metros de largura. O calado máximo (distância entre a superfície do mar e a parte mais inferior de um casco na água) é de 12,5 metros. No total, estão disponíveis 600 tomadas para contêineres refrigerados. 

O cargueiro começou a ser construído em janeiro de 2013 e foi entregue em 9 de julho do ano passado, pelo estaleiro Shangai Shipyad. Na mesma data, teve início a sua viagem inaugural. O navio partiu da China, em direção ao porto de Manaus (AM). 

A embarcação faz parte do serviço de cabotagem da Aliança, que conta com 13 navios em operação e atendimento a 15 portos entre Buenos Aires e Manaus. No total, são 104 escalas mensais. 

O Vicente Pinzón fará a rota Anel 1.Além de Santos e Manais, os portos de Vila do Conde (PA), Pecém (PA), Suape (PE), Salvador (BA), Sepetiba (RJ), Rio Grande (RS), Imbituba (SC) e Itapoá (SC) também serão locais de escalas. 

“Em um país como o Brasil, com mais de 7.400 quilômetros de litoral e 80% da população vivendo a 200 quilômetros da costa, a cabotagem é a alternativa mais viável de transporte e parte fundamental da cadeia logística, oferecendo ganho de produtividade para as cargas transportadas, competitividade, segurança, além de proporcionar vantagens socioambientais”, explicou o diretor-superintendente da Aliança Navegação e Logística, Julian Thomas. 

O executivo explica que, como a operação de um navio de cabotagem é muito mais intensa do que a de um navio de longo curso, os novos porta-contêineres possuem características especiais. Entre elas estão a climatização interna otimizada para os trópicos, o sistema de navegação eletrônico, que dispensa cartas de navegação tradicionais, além de passadiço provido de três radares, além de dois sistemas de ecobatímetros (aparelhos utilizados para sondagens) instalados especialmente para a navegação no Rio Amazonas.

Embarcação faz parte da renovação da frota da empresa e servirá à cabotagem



Renovação de frota

Thomas destaca que a embarcação faz parte de um plano de construção de novos navios da Aliança. Entre 2013 e 2014, a armadora reestruturou a frota de cabotagem com a compra de quatro cargueiros com capacidade para 3.800 TEU e 500 tomadas para contêineres refrigerados. 

Além disso, também foram construídos dois navios com capacidade para 4.800 TEU e 650 tomadas para carga refrigerada, formando um investimento total de R$ 700 milhões. Todos já foram entregues e integrados à frota da empresa.

“Esta renovação da frota permite à Aliança a infraestrutura operacional necessária para garantir o nível de serviço no transporte marítimo e multimodal com geração de serviços de alto valor agregado às cadeias logísticas dos clientes. Assim, pretendemos alcançar um crescimento de volume em torno de 10% em relação ao ano passado”, explicou Thomas.

Os novos navios são equipados com uma tecnologia para segurança da tripulação e da carga. Além disso, eles consomem 60% menos combustível por contêiner carregado em comparação com outros cargueiros. 

“Para exemplificar o componente ambiental, a movimentação da Aliança na cabotagem de 2009 até 2013 foi próxima a 2 milhões de contêineres, o que equivale a 1,2 milhão de caminhões a menos nas estradas. Enquanto um caminhão é responsável pela emissão de 50 gramas de CO2 por tonelada por quilômetros, o navio libera na atmosfera 15 gramas por tonelada por quilômetro. Esta diferença equivale à redução de 1,5 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera desde 2009”, explicou.

 

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Novo navio de contêineres é batizado no Porto de Santos

Navio Vicente Pinzón faz parte do plano de renovação de frota da Aliança Navegação e fará navegação de cabotagem (navegação costeira)

 
Embarcação faz parte da renovação da frota da empresa e servirá à cabotagem



Renovação de frota

Thomas destaca que a embarcação faz parte de um plano de construção de novos navios da Aliança. Entre 2013 e 2014, a armadora reestruturou a frota de cabotagem com a compra de quatro cargueiros com capacidade para 3.800 TEU e 500 tomadas para contêineres refrigerados.

Além disso, também foram construídos dois navios com capacidade para 4.800 TEU e 650 tomadas para carga refrigerada, formando um investimento total de R$ 700 milhões. Todos já foram entregues e integrados à frota da empresa.

“Esta renovação da frota permite à Aliança a infraestrutura operacional necessária para garantir o nível de serviço no transporte marítimo e multimodal com geração de serviços de alto valor agregado às cadeias logísticas dos clientes. Assim, pretendemos alcançar um crescimento de volume em torno de 10% em relação ao ano passado”, explicou Thomas.

Os novos navios são equipados com uma tecnologia para segurança da tripulação e da carga. Além disso, eles consomem 60% menos combustível por contêiner carregado em comparação com outros cargueiros.

“Para exemplificar o componente ambiental, a movimentação da Aliança na cabotagem de 2009 até 2013 foi próxima a 2 milhões de contêineres, o que equivale a 1,2 milhão de caminhões a menos nas estradas. Enquanto um caminhão é responsável pela emissão de 50 gramas de CO2 por tonelada por quilômetros, o navio libera na atmosfera 15 gramas por tonelada por quilômetro. Esta diferença equivale à redução de 1,5 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera desde 2009”, explicou.

 

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Tráfego de navios fica interditado cerca de três horas

Interdição aconteceu devido as condições de visibilidade

O tráfego no Canal de Navegação do Porto de Santos ficou interrompido por cerca de três horas nesta sexta-feira(19). A interdição aconteceu pela baixa visibilidade, além do mar agitado. A paralisação afetou a operação de três navios que atrasaram suas manobras no cais santista.

A interdição teve início às 9h10 e durou até às 11h40. Depois disso, por questões de segurança, o calado operacional (distância entre a superfície do mar e a parte inferior de um casco na água, ou seja, a metragem vertical da parte da embarcação que fica submersa) foi reduzida de 13,2 metros para 12,5 metros.

Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o estado do mar pode ocasionar toques do navio no fundo do mar." A interdição acontece quando as condições de segurança para a navegação não permitem a praticalidade do navio." afirma.

Previsão

Para este sábado, o instituto Climatempo aponta a possibilidade de nevoeiro e chuva pela manhã. Mais tarde, o tempo deve permanecer nublado e a melhora completa só deve acontecer domingo.

 

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Ministro vem a região para discutir concessões portuárias

18 / 06 / 2015 | 14h01
DA REDAÇÃO

Titular da SEP vai participar do encerramento do 10º Fórum Brasil de Comércio Exterior e Logística

Os debates sobre o pacote de concessões portuárias da União continuam hoje, na Baixada Santista, com a vinda do ministro-chefe da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo (PMDB), à região.

A agenda do titular da SEP começou às 10 horas, na Prefeitura de Guarujá, com uma reunião com a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), vereadores e empresários. No encontro, serão discutidos os planos do município para o setor e as obras programadas pelo Governo Federal para a zona portuária da cidade, principalmente a construção da segunda etapa da Avenida Perimetral da Margem Esquerda, via expressa que facilitará o acesso à área dos terminais marítimos.

Em seguida, o ministro e a prefeita vão realizar uma visita ao retroporto de Guarujá, onde a Prefeitura pretende instalar um condomínio logístico, ao novo acesso à região do cais e ao Terminal de Contêineres (Tecon), administrado pela operadora Santos Brasil.

Às 18 horas, Edinho Araújo virá a Santos, para participar do encerramento do 10º Fórum Brasil de Comércio Exterior e Logística, a ser realizado no Clube de Regatas Vasco da Gama. Em seu discurso, o ministro abordará os planos de concessões de terminais para o Porto. Apenas na primeira fase do pacote, nove instalações serão licitadas.

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Terminais do retroporto ganham sistema próprio de agendamento

Software é voltado às instalações que movimentam e armazenam contêineres vazios

Organizar e padronizar os procedimentos de retirada e entrega de contêineres vazios são os objetivos do sistema de agendamento criado pela Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC). Por enquanto, o software é utilizado apenas em uma instalação especializada na movimentação e armazenagem de caixas metálicas sem carga (depots), localizada no Porto de Santos, mas já há entendimentos para aplicá-lo em outras empresas.

O Sistema Eletrônico de Agendamento - Depot (Sead-d) começou a ser desenvolvido em 2009. Em dezembro do ano passado, passou a ser utilizado na Grieg Retroporto, que fica na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto.

De acordo com o gerente executivo da ABTTC, Wagner Rodrigo Cruz de Souza, além de diminuir o tempo de espera para o acesso de caminhões aos terminais retroportuários, a ideia é organizar a chegada dos contêineres e ainda todo o fluxo logístico necessário para a operação. Outro ponto que é considerada uma vantagem do sistema é a possibilidade de prever a movimentação da instalação para os próximos dias.

“O sistema de agendamento também oferece dados que podem ser utilizados para verificar se há a necessidade de o depot operar durante 24 horas”, explicou o gerente da associação empresarial.

O software permite que os depots agendem retiradas e entregas de contêineres vazios em janelas de uma hora. Trata-se de um banco de dados único, que pode ser usado por transportadoras de carga, cooperativas ou associações de caminhoneiros.

Cada empresa responsável pelo transporte do contêiner deve cadastrar usuários, que poderão utilizar o sistema. Na hora da inserção dos dados, é preciso indicar quantos caixas metálicas serão entregues ou retiradas e ainda dados do motorista que será escalado para o serviço. No caso dos contêineres refrigerados, até a temperatura que deve ser mantida no equipamento tem de ser especificada.

As informações inseridas geram um formulário, que apresenta um código específico para cada atividade. Ele é entregue ao caminhoneiro, que deve levá-lo ao gate de entrada do terminal para que seu acesso seja liberado. 

Plano da ABTTC prevê expandir o sistema para outras empresas retroportuárias que operam contêineres

Otimização

Segundo o gerente administrativo da Grieg Retroporto, Luiz Belarmino de Souza, a utilização do sistema da ABTTC ajudou a otimizar as operações do terminal, que é especializado na movimentação de contêineres vazios.

No entanto, Souza explica que ainda é preciso inserir a cultura do agendamento na mentalidade dos envolvidos na atividade retroportuária. “Tivemos casos de transportadoras que entregaram o agendamento para o caminhoneiro marcado para 15 horas, mas ele resolveu chegar de manhã. Na primeira vez nós alertamos e até atendemos, mas na próxima, ele teve que esperar a hora marcada”, explicou o gerente administrativo.

Atualmente, a Grieg opera uma média de 8,5 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por mês. Mas nem sempre essa marca é atingida, já que tudo depende do volume de movimentação de cargas do cais santista.

A meta da empresa é fazer com que cada caminhão que chega ou sai com contêineres vazios seja atendido em um limite de 15 minutos. “Este é um tempo mais do que suficiente para o período entre a chegada no gate e a saída. Com isso, conseguiremos uma média de 100 a 150 movimentos por dia”. 

Próximos passos

Diante da boa aceitação da Grieg e das transportadoras que prestam serviços ao terminal retroportuário, a ABTTC pretende estender o serviço de agendamento de contêineres vazios a outros depots do Porto. Por enquanto, a estratégia é mostrar as vantagens do serviço às instalações retroportuárias.

“Temos também um plano de trabalho para (incluir) os Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), ainda embrionário, mas já sabemos que não serão necessárias muitas alterações”, explicou o gerente executivo da ABTTC.

Redex são instalações alfandegadas voltadas à exportação. Nelas, são feitos serviços de estufagem (carregamento) de contêineres e a entrega das caixas metálicas aos terminais portuários. Por isso, uma das alterações que deverão ser feitas no sistema de agendamento é a criação de um campo para a recepção de cargas fracionadas que serão acondicionadas nos cofres. 

 

 

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Novo diretor e novos planos para o Ogmo

Querginaldo Alves de Camargo já presidiu o órgão gestor entre 2008 e 2010

Querginaldo Camargo presidiu o Ogmo entre 2008 e 2010

Implantar a Escala Web, projeto que visa escalar trabalhadores portuários avulsos (TPAs) através da internet, e ainda ampliar os cursos de capacitação portuária são os planos do novo diretor-executivo do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos, Querginaldo Alves de Camargo. O executivo, que já foi presidente da entidade, assumiu o cargo mo sábado(6) pelos próximos três anos. 

Ele ocupa a vaga da ex-diretora Sandra Gobetti Correia, que permaneceu na função por seis anos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), Roberto Teller, houve o “encerramento de um ciclo”. 

“Aproveitamos a oportunidade do Camargo estar disponível no mercado, inclusive escolhendo entre várias oportunidades que ele teve. Nós fizemos muito rapidamente esta proposta para poder aproveitar esse pequeno intervalo da saída dele do grupo Ecoporto para outra colocação que ele já estava avaliando. Nós o capturamos para aproveitar a oportunidade. Ele vai ser nada mais do que a sequência de todo esse trabalho de sucesso que a Sandra implantou ao longo desses anos”, explicou Teller, responsável pela entidade que mantém o Ogmo. 

Para Querginaldo, trata-se de um “novo velho desafio”. Isto porque ele já presidiu o órgão gestor entre 2008 e 2010. Além disso, esteve na diretoria da entidade pelos dois anos seguintes, até 2012. 

Agora, ele estará na linha de execução das atividades do Ogmo. “O desafio é manter tudo o que já foi feito. Não vai ser fácil manter tudo o que a Sandra já construiu. A credibilidade que ela criou, mas também vamos dar a tranquilidade aos trabalhadores de forma geral, para o mercado de operadores portuários e aos próprios trabalhadores avulsos. Acho que essa credibilidade e essa tranquilidade e transparência serão os maiores desafios, com certeza”.

Entre os planos, o novo diretor-executivo do Ogmo aposta na implantação do projeto Escala Web. Trata-se de uma nova ferramenta que dá ao trabalhador uma alternativa para se escalar. E isto poderá ser feito à distância ou até mesmo sem sair de casa, através da internet. 

Será preciso apenas acessar o portal do Ogmo, de um computador ou celular conectado à rede. Os trabalhadores que preferirem, poderão continuar indo até um dos postos de escalação, que continuarão operando normalmente. 

Novas tecnologias em embarcações e equipamentos fazem crescer as exigências aos profissionais

Perfil

Para Querginaldo, os próximos dois anos não serão nada fáceis. Este será o período em que será necessário preparar o trabalhadores portuários para novos processos de manipulação de carga, tecnologia e automação, que exigem conhecimentos, habilidades e comportamentos. 

“A formatação de novos cursos tem tudo a ver com a especialização do Porto, a migração de cargas, novos mercados, novos operadores, novas concorrências. O trabalhador avulso vai ter que estar qualificado para suprir essa demanda. Os novos cursos têm que ser discutidos com a Marinha e com os operadores portuários”, explicou o novo diretor-executivo do Sopesp.

Questionado sobre os seus primeiros atos no cargo, Querginaldo destacou a implantação do programa Escala Web. A ideia é definir um cronograma para a implantação do sistema, que já foi desenvolvido. “Quero conhecer a equipe e arregaçar a as mangas e trabalhar muito com eles”.

 

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Lances para leilão realizado pela Alfândega podem ser feitos até terça-feira

São cerca de 300 lotes que podem ser arrematados por empresas quanto pela população

Mini Van e Pick Up são mercadorias em leilão

O prazo para fazer um lance no próximo leilão da Alfândega se encerra nesta terça-feira(9) às 16h. Serão cerca de 300 lotes com mercadorias abandonadas ou apreendidas pela Alfândega do Porto de Santos. O leilão acontece de forma eletrônica na quarta-feira(10). Os lances podem ser feitos tanto por empresas (pessoa jurídica) quanto pela população (pessoa física).

Para participar, os interessados deverão usar um certificado digital válido. Caso ainda não tenha o cadastro, ele deve ser feito pelo site da Receita Federal (idg.receita.fazenda.gov.br). As dúvidas podem ser tiradas na Alfândega do Porto de Santos, que pôs à disposição servidores para tirar dúvidas dos interessados no leilão. Os esclarecimentos podem ser dados pelo telefone (13) 3208-2009, das 9 às 12 e das 14 às 17 horas.

Mercadorias

Entre as cargas que poderão ser adquiridas, estão motocicletas, uma carreta, banheira de hidromassagem, automóveis, eletrônicos, compostos químicos, roupas, artigos de informática, bebidas, acessórios e outros. Conforme o edital do leilão nº 0817800/000004/2015, os valores mínimos para cada lote variam de R$ 100,00 a R$ 2 milhões.

Para a população (pessoas físicas) foram separados 33 lotes, entre eles estão automóveis e bebidas alcoólicas. No lote 28 está disponível para lance, um utilitário da Toyota, modelo Tundra Crewmax (2014) prata com lance inicial de R$ 115.000,00. Outro veículo que pode ser arrematado é uma Mini Van Cargo(2012) , da marca Hafei, com lance a partir de R$ 6.750,00 no lote 286. Além de dois quadriciclos movidos a gasolina nas cores vermelha (lote 119) e azul (lote 120), com lances a partir de R$ 1.000,00. 

Já no lote 88, pode ser adquirida uma banheira de hidromassagem com lance mínimo de R$ 1.500,00. Nos lotes com cargas de bebidas alcoólicas, podem ser arrematadas garrafas de whisky (Black Label, Red Label e Campari) nos lotes 100 e 101, com lances iniciais de R$ 550,00 e R$ 680,00 respectivamente. Além do lote 104, que tem garrafas de champagne, vinho e whisky com lance a partir de R$ 240,00.

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Polícia Federal vai investigar furtos de cabos do Porto

Intervenção foi pedida pela Codesp. Crimes começaram há 7 meses

 

Mais de 50 quilômetros de fios da usina foram furtados

A Polícia Federal (PF) iniciou investigações para identificar os responsáveis pelos furtos aos cabos das linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fica em Bertioga e é responsável por fornecer a maior parte da eletricidade consumida no Porto de Santos. Os trabalhos seguem em parceria com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil. 

Nos últimos sete meses, mais de 50 quilômetros de fios foram alvo de ações de marginais. No caso mais audacioso, em janeiro passado, 9,4 quilômetros de linhas simplesmente desapareceram. Todas as ações comprometeram, mesmo que temporariamente, o fornecimento de energia elétrica ao cais santista – o mais importante porto do Brasil, responsável por mais de um quarto da balança comercial – e, consequentemente, as operações de seus terminais. 

Segundo o delegado-chefe da PF em Santos, Júlio César Baida Filho, a corporação passou a investigar os furtos após o assunto ter sido levado à Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), pela própria Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos). “O assunto, o fato criminoso, a princípio, é uma atribuição da Polícia Civil e estava sendo investigado por várias delegacias. Agora, a determinação é de que a DIG investigue o caso e nós estamos à disposição para auxiliar, como já estamos fazendo”, explicou o delegado-chefe da PF. 

Inicialmente, equipes das polícias civis de Bertioga, Guarujá e Santos (municípios por onde passam os fios) foram notificadas para investigar os furtos das linhas de transmissão. 

Segundo Baida, a ação conjunta começou a ser estruturada no último dia 28. “Nós trabalhamos muito bem em parceria com a Polícia Civil e temos certeza de que vamos identificar as pessoas responsáveis por esses furtos”, destacou. 

Segundo comerciantes especialistas em eletricidade, os cabos de linhas de transmissão têm alto valor comercial, por serem feitos de cobre. Mas furtar uma quantidade tão grande sem ser percebido não é uma tarefa das mais simples, uma vez que os cabos têm cerca de 40 centímetros de diâmetro e são necessários até caminhões para transportá-los. 

Além de conhecer bem a mata por onde passam os fios, os bandidos têm conhecimentos de eletricidade. Eles desarmam o sistema após jogar uma corrente de ferro entre os cabos, causando um curto-circuito. Com isso, conseguiram retirá-los sem ser eletrocutados.

Estratégia

A principal estratégia da Codesp para evitar novos furtos é a troca dos cabos de cobre pelos de alumínio, com menor valor de mercado. Com dificuldade para deter os criminosos, a Docas busca desestimular a prática do crime. A estatal não informa qual o cronograma do trabalho e nem quando as substituições serão concluídas. 

Segundo a companhia, as áreas por onde passam as linhas de transmissão, com 30 quilômetros de extensão, estão sendo patrulhadas por quatro viaturas da Guarda Portuária, principalmente no período noturno. Mas estas medidas, a princípio, não intimidam os ladrões, já que os casos de furto se repetem no local. 

 

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Sopesp aponta reflexos da crise econômico nas novas demandas do mercado

Cenário financeiro do Brasil forçará o Ogmo acelerar projetos de capacitação, acredita Roberto Teller

A crise econômica atravessada pelo Brasil forçará o Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) a acelerar seus projetos de capacitação de trabalhadores portuários. A opinião é o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), Roberto Teller. O executivo leva em conta a necessidade de aumento da produtividade das operações do Porto de Santos.

“A crise econômica que o Brasil está enquadrado vai acentuar algumas buscas por melhorias de produtividade porque o Brasil certamente tem que estar cada vez mais inserido nessa luta por produtividade em relação a toda a economia mundial. Então, isso vai fazer com que a gente acelere diversos programas de capacitação porque todos os colaboradores tem que estar capacitados para o processo de conteinerização que está sendo muito violento no mundo, de todos os produtos, além do Brasil ser o principal exportador de commodities, como grande celeiro do mundo, que ele é”, destacou o presidente do Sopesp.

Para Teller, as mudanças no cenário econômico fazem com que o trabalhador portuário avulso precise se qualificar para as novas demandas de mercado. Além disso, as novas tecnologias empregadas em embarcações e equipamentos mudam o perfil do profissional, que precisa estar atento às novidades. 

“Nós somos campeões de exportação de soja, carne, frango e, cada mais, por exemplo, quando a China também permitir que a nossa carne entre lá, esses volumes vão explodir cada vez mais. Tudo isso, o nosso pessoal, nossos colaboradores, o trabalhador avulso, tem que estar adequado e capacitado para essas novas tecnologias da conteinerização, dos navios de grãos que também tem avançado muito em tecnologia. 

Eles têm que ser capacitados em informática, computação porque o trabalho deixa cada vez mais de ser braçal e passa a ser um trabalho mais intelectual, mais cerebral e a gente tem que prover essa capacitação”. 

 

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Seminário debate o sistema de Posicionamento Dinâmico

01 / 06 / 2015 

As novidades desta tecnologia foram discutidas por especialistas do setor na 2ª edição da DP Brasil

Uma das carreiras que um oficial de Marinha Mercante pode seguir é o de Operador de Posicionamento Dinâmico (DPO), um sistema que garante precisão e segurança durante manobras de embarcações em alto-mar. As novidades desta tecnologia foram discutidas por especialistas do setor nas últimas terça e quarta-feira, na 2ª edição da DP Brasil, realizada no Rio de Janeiro. 

O Posicionamento Dinâmico é um sistema usado nas embarcações que necessitam de maior segurança e não podem realizar movimentos bruscos durante operações em alto-mar, como as que ocorrem nas proximidades de plataformas e unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (em inglês Floating Production Storage and Offloading, FPSO) de petróleo. Assim, a utilização do DP se torna fundamental nos navios que operam em áreas offshore, como a Bacia de Campos, a Bacia de Santos e a zona do pré-sal. Para isso, são usados equipamentos que, direta e indiretamente, atuam na capacidade de manutenção de posição em uma embarcação. 

“Quando a gente fala em trabalhar com lançamentos de linhas, que são dutos que a gente coloca no fundo do mar, cabos de fibra ótica, todas essas questões de perfuração, a gente precisava que as embarcações ficassem quase que paradas. Então, o sistema de Posicionamento Dinâmico veio auxiliar nisso. O navio não fica parado totalmente porque sempre tem pequenos movimentos, mas são movimentos controlados. Então, existe um sistema, que utiliza sensores, GPS, DGPS e sistema acústico e faz com que a embarcação fique na latitude e na longitude onde você quer que ela fique”, explicou o coordenador geral da Fundação Homem do Mar e do Centro de Simulação Aquaviária (CSA), José Mário Santos Calixto.

Profissionais e especialistas de Marinha Mercante se reuniram no 2 o DP Brasil, realizado no Rio de Janeiro

Redundância

As embarcações que utilizam a tecnologia DP são divididas em classes. No caso de navios DP1, existe apenas um sistema em funcionamento. Já no DP2, quando um falha, há outro que pode assumir o controle, e no DP3, são três em operação.

Os equipamentos devem estar online ou imediatamente disponíveis, de tal forma que uma falha inesperada de um item ou um ato inadequado não provoque um desvio de posição inesperado. Se isto acontecer, a operação, que pode ser uma sondagem, por exemplo, pode ser prejudicada, colocando em risco o meio ambiente, os suprimentos e a toda a tripulação.

Segundo Calixto, “existem embarcações que trabalham em inspeções em dutos que hoje estão no fundo do mar. Por exemplo, daqui a 10 ou 15 anos, como estão esses dutos? Você vai precisar de embarcações que cheguem e fiquem esperando o robozinho (ROV) fazer a inspeção dele e depois vai para o outro ponto. O DP dá uma certa estabilidade”.

Para seguir a carreira de DPO, é necessário fazer um curso oferecido no CSA e requerer a certificação junto ao Instituto Náutico de Londres. E é necessário atualizá-la de cinco em cinco anos. Por isto, procurar se atualizar na profissão é essencial.

Segundo o assessor técnico do International Marine Contractors Association (IMCA), Andy Goldsmith, são quatro os pré-requisitos necessários para se tornar um operador do sistema DP. “Treinamento, experiência, conhecimento e habilidade, com instruções diretas, são fundamentais. Somente a certificação não fornece a competência”, explicou.

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Alta tecnologia na formação dos oficiais da Marinha Mercante

01 / 06 / 2015 | 13h30
FERNANDA BALBINO

Simuladoresse tornamas novassalas de aula para o treinamento de marítimos

A evolução da navegação mundial, com o uso cada vez maior de recursos eletrônicos nas embarcações, e o aumento das atividades offshore no País forçaram a definição de novas estratégias para a qualificação de oficiais da Marinha Mercante. E a ferramenta escolhida para melhorar o treinamento desses profissionais é a tecnologia, principalmente os sistemas de simulação, que reproduzem situações reais de emergência que podem ser enfrentadas pelos aquaviários em alto-mar. 

No Rio de Janeiro, o Centro de Simulação Aquaviária (CSA) foi idealizado há dez anos, pelo Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), para a qualificação de profissionais da área. Ele é administrado pela Fundação Homem do Mar (FHM) e oferece cursos para os bacharéis em Ciências Náuticas formados pela Escola de Formação de Oficiais de Marinha Mercante (Efomm).

No CSA, a principal premissa é mostrar ao aluno, que já é um profissional da Marinha Mercante, situações que podem ser enfrentadas no dia a dia do trabalho no mar. Para isso, a ferramenta mais utilizada é a simulação. O ambiente em que são aplicados esses exercícios conta com um passadiço (a ponte ou sala de comando, de onde se navega a embarcação) de um navio de apoio a operações offshore, composto por um console de vante e outro de ré – que podem ser usados como dois navios independentes. Os equipamentos levam em consideração a intensidade da corrente e do vento, a altura das ondas, a influência da maré e a interação com o fundo e com outras embarcações.

O balanço do navio e as condições meteorológicas, com a possibilidade de chuva, neve, gelo, relâmpagos e trovões, também podem ser reproduzidos no ambiente, assim como o nível de iluminação – luz do dia, crepúsculo ou escuridão. Há ainda a possibilidade de visualizar as constelações, conforme a região geográfica do exercício que está sendo realizado. 

O cenário na sala se torna tão real que, em alguns casos, alunos ficam até enjoados, mareados, como se estivessem a bordo. E a ideia é justamente esta: proporcionar ao aquaviário as mesmas situações enfrentadas durante uma emergência no mar. 

“A simulação sempre foi utilizada neste sentido. Talvez aqui, no Brasil, a gente não tivesse essa consciência de usar pessoas pilotando navios dentro de uma sala de simulação e analisar as condições. Talvez fosse surreal, fora da realidade. E no local real, fosse tudo diferente. Não, a simulação está aqui para isso. Na aviação, já existe há muito tempo. Dentro do simulador, é muito factível, por exemplo, criar situações de emergências”, explicou o coordenador geral do FHM e do CSA, José Mário Santos Calixto.

 
Simulador do CSA, no Rio de Janeiro, reproduz sala de controle de um navio de apoio para atividades offshore

Simuladores

Simuladores de praças de máquinas e programas de resposta a incidentes, destinado à atividades de prevenção e combate à poluição, integram a estrutura do CSA. Eles são usados em cursos voltados à proteção do meio ambiente e à segurança da navegação. 

A entidade também utiliza equipamentos que permitem a simulação de carregamentos e descargas em embarcações de granéis líquidos. A operação pode gerar situações críticas, em que é necessário tomar decisões rápidas ou ainda fazer cálculos exatos para garantir a estabilidade do navio. 

“Temos o curso de Gerenciamento de Recursos. Esse tipo de curso é voltado para o comportamento do tripulante em caso de situações de emergências. A ferramenta da simulação é excelente para análise”, explicou o coordenador-geral do CSA.

Segundo José Mário Santos Calixto, a principal mudança nos programas de qualificação profissional do setor aquaviário, ao longo dos anos, foi a entrada da tecnologia. “Na verdade, as embarcações sempre foram muito tecnológicas quando comparadas a outros veículos, como os carros, por exemplo. Mas, nesses últimos anos, com o advento das áreas de exploração, as embarcações offshore começaram a ter bastante equipamentos, que logicamente tem um valor agregado bastante grande a bordo.

Dentro do próprio passadiço, por exemplo, a carta (a carta náutica, o mapa com informações sobre a geografia da costa ou de um rio), que era de papel, passou a ser eletrônica. Os próprios radares foram ganhando características que melhoram sua performance. Os equipamentos para sistema de referência também. A todo momento, eles foram se atualizando”.

Treinamentos

Neste novo cenário da navegação, a qualificação passou a ser mais do que um diferencial. Tornou-se uma necessidade. Para o coordenador do CSA, é importante que o oficial de Marinha Mercante tenha em mente que, na profissão, a atualização deve ser constante, mesmo que não sejam exigidas novas capacitações. 

“Há treinamentos que são feitos pois o aquaviário precisa de uma certificação exigida por um órgão. E existem os que são importantes de serem feitos mesmo que nenhum órgão fiscalizador cobre isso, como o da situação de emergências”, destacou o coordenador geral do Centro de Simulação Aquaviária, José Mário Santos Calixto.

 

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Estivadores fazem paralisação de sete horas no Porto de Santos

01 / 06 / 2015 | 12h42
DA AGÊNCIA BRASIL

Sandro Olímpio, diretor do Sindestiva, contabiliza que 180 trabalhadores aderiram ao protesto

Os estivadores do Porto de Santos, responsáveis pela colocação e retirada de cargas nas embarcações, fazem hoje (1°) uma paralisação que começou às 6h e está programada para terminar às 13h. De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a greve afeta os terminais públicos de contêineres e prejudica quatro dos 50 navios atracados no porto nesta segunda-feira.

Sandro Olímpio, diretor do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva), contabiliza que 180 trabalhadores aderiram ao protesto, sendo que 80 estão a bordo das embarcações e 100 fora dos terminais. Esses profissionais atuam nos terminais de contêineres do porto público, operados pela Brasil Terminais, Ecoporto, Santos Brasil e Libra Terminais.

O diretor do sindicato explica que a categoria reivindica aumento salarial de 15% além da reposição inflacionária, aumento do vale-refeição de R$ 21 para R$ 30 por dia e melhores condições de saúde e higiene. Eles pedem também que a quantidade de trabalhadores seja mantida, e que metade seja contratada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o restante em contratos avulsos.

As empresas que operam os terminais, de acordo com Sandro, sinalizaram a intenção de contratar pela CLT todos os empregados. Porém, os estivadores preferem manter a paridade em meio a meio, pois o trabalho avulso é melhor remunerado e gera mais oportunidade de serviço. “[As empresas] querem vincular 100 homens e deixar 2 mil desempregados. Temos hoje 2,4 mil trabalhadores. Assim, [os avulsos] ficam sem poder 'rodiziar' dentro dos terminais de contêineres, onde a remuneração é maior. O trabalhador vai passar fome”, disse ele.

De acordo com o Sindicato dos Estivadores, a negociação com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado São Paulo (Sopesp), que representa as empresas Brasil Terminais, Ecoporto, Santos Brasil e Libra Terminais, ocorre desde 28 de fevereiro, mas não tem avançado. “Da nossa pauta de reivindicações, eles não atenderam nenhuma. Nem o índice [de reajuste salarial] eles querem dar”, declarou Sandro.

Nos demais terminais do Porto de Santos, como os de uso privado, houve acordo com os estivadores e as atividades estão normais hoje. “Foi uma briga, porque queriam vincular os funcionários. Mas fechamos acordo e ficou meio a meio [entre contratados e avulsos], por isso está tudo tranquilo. Lá as atividades estão normais. Os únicos que emperram as negociações são os terminais de contêineres do porto público”, explicou Sandro.

A Agência Brasil tentou contato com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado São Paulo (Sopesp), mas até o momento da publicação da matéria não obteve resposta. O Sindicato dos Estivadores informou que uma assembleia para decidir sobre novas paralisações vai depender da resposta vinda das empresas.

 

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Ladrões furtam mais 400 metros de cabos da Usina de Itatinga

Nos últimos sete meses 50 quilômetros de fios foram alvo de ações de marginais

Usina de Itatinga fica na cidade de Bertioga

Outra vez, foram furtados cabos das linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fica na cidade de Bertioga, a 30 quilômetros do cais, e é responsável por fornecer a maior parte da eletricidade consumida no Porto de Santos. Desta vez foram levados 400 metros de cabo.

Por volta das 23h30 de domingo (24) foi sentido uma queda de energia no Porto de Santos, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), a energia foi restabelecida na tarde desta segunda-feira(25)

Nos últimos sete meses 50 quilômetros de fios foram alvo de ações de marginais. A Codesp já traçou planos para diminuir estas ações. A Codesp procura substituir os fios por similares de menor valor comercial, mas não dá um prazo para a conclusão das trocas. Além de patrulhas de quatro viaturas da Guarda Portuária, principalmente no período noturno. Equipes das polícias civis de Bertioga, Guarujá e Santos (municípios percorridos pelos fios) foram notificadas para investigação. Mas estas medidas, a princípio, não intimidam os ladrões, já que os casos de furto continuam no local. 

Usina 

A usina, construída em 1910, é destinada à geração da energia necessária às operações portuárias, à iluminação do cais, aos armazéns e aos escritórios da administração portuária. A transmissão da eletricidade é feita por cabos de cobre, que atravessam uma mata de difícil acesso em Bertioga.

Atualmente, Itatinga é responsável por 15 dos 23 megawatts consumidos pelas instalações do cais santista. Os 8 megawatts (quase 35%) restantes são obtidos por concessionárias de energia elétrica, cujos sistemas de transmissão chegam ao complexo e estão interligados com os da Docas. Na Margem Direita (Santos) a compensação é feita pela CPFL. Já na Margem Esquerda (o Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, e Área Continental de Santos), as redes são segregadas e os terminais recebem energia, além da usina, das concessionárias CPFL e Elektro.

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Companhia Docas suspende licitação do Portolog

Certame prevê a compra das antenas de radiofrequência que serão utilizadas no sistema

Projeto prevê monitorar o transporte das cargas

Após quatro adiamentos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, decidiu suspender a licitação para a compra das antenas de radiofrequência que serão utilizadas no sistema de Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog). De acordo com a estatal, a medida foi necessária porque o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda analisa itens do edital da concorrência a pedido de concorrentes. 

Assim que a avaliação for concluída, o certame será retomado, mas não há previsão para que isso aconteça.

O Portolog prevê o acompanhamento das cargas das zonas produtoras até os terminais marítimos. Para isso, a Codesp precisa contratar uma empresa que irá fornecer e implantar as antenas de radiofrequência do projeto. A firma escolhida ainda terá de elaborar, em 36 meses, o projeto de funcionamento do sistema e os softwares necessários.

As antenas terão sensores que vão ler as placas dos veículos de carga e as etiquetas eletrônicas (tags) a serem instaladas neles. Os dados registrados serão transmitidos para a Autoridade Portuária, que, dessa forma, acompanhará o deslocamento da mercadoria. 

Conforme o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Cláudio Santana Montenegro, o fato de as antenas ainda não terem sido adquiridas não compromete a implantação do sistema. Enquanto a instalação desses aparelhos não acontece, as informações sobre a chegada dos veículos ao complexo são inseridas manualmente (com a digitação das placas) ou através dos leitores OCR dos terminais.

“Além disso, ainda não há uma implicação em atrasos para a implantação da tecnologia de radiofrequência (RFID), pois a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) lançará, em breve, a resolução que prevê o recadastramento do registro de todos os transportadores rodoviários de carga (RNTRC) e a implantação das tags de radiofrequência na frota de caminhões – que servirão para a identificação do agendamento do Porto de Santos. Com a programação do recadastramento, alinharemos a implantação das antenas nas áreas públicas e nos terminais arrendados”, disse o diretor.

Segundo Montenegro, em novembro, o sistema Portolog entrará em uso obrigatório e substituirá o atual sistema de controle dos agendamentos para o Porto de Santos. 

Adiamentos

A licitação das antenas já sofreu quatro interrupções. Na primeira tentativa de realizar a concorrência, em julho passado, dúvidas em relação às exigências e à tecnologia a ser adotada foram o motivo da revogação. Em dezembro último, a estatal apresentou novamente o edital. Mas ele teve de ser cancelado por conta de uma questão administrativa, relacionada a sua publicação no site de compras da União.

Em março, participantes do processo licitatório entraram com recursos no TCU, contestando detalhes técnicos do edital. Isso motivou a Docas a suspender o processo por 30 dias. Nesse período, o órgão pediu mais informações sobre o caso, o que levou a Autoridade Portuária a adiá-lo por mais um mês. 

Esse último prazo venceu ontem, sem uma definição do Tribunal, o que levou a Codesp a suspender a licitação. Segundo a companhia portuária, a disputa poderá ser retomada após o parecer do TCU, que não tem prazo para ser emitido.

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ABNT vai revisar normas para evitar incêndios em tanques

Após questionamento do setor, entidade quer atualizar medidas de segurança em terminais de líquidos inflamáveisJO

 

Após incêndio, setor questiona a eficiência das atuais regras

As normas para armazenamento de líquidos inflamáveis e de combustíveis em todo o Brasil serão submetidas a uma revisão a partir do próximo mês. O objetivo é atualizá-la com o panorama obtido após o incêndio ocorrido em abril no terminal da Ultracargo, no Distrito Industrial da Alemoa, em Santos. 


A informação é do relator de regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Paulo de Tarso Martins Gomes. Ele esteve em Santos, ontem, para participar do seminário Incêndio Alemoa - O que ocorreu e o que precisa mudar, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de São Paulo, para discutir as responsabilidades do sinistro. 

A norma que será submetida ao processo de revisão é a NBR 17505. Esta é uma reivindicação do próprio setor, que questiona a eficiência das atuais regras para a construções de terminais semelhantes ao da Ultracargo e que são comuns no complexo portuário santista e em cidades próximas, como em Cubatão. 

“Os incêndios na Ilha Barnabé foram decisivos para fazermos uma atualização. O da Alemoa não poderia ser diferente”, afirmou Paulo de Tarso, que também é presidente da Associação Brasileira de Transportes e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP). Segundo ele, o resultado da investigação das causas do sinistro também influenciará no processo.

Após o incêndio, que durou nove dias, técnicos em segurança, empresários, engenheiros, bombeiros e brigadistas questionaram a proximidade dos tanques da empresa, a altura de contenção, a quantidade de água armazenada, além do próprio sistema de combate ao fogo, que se mostrou ineficiente diante da proporção do caso. 

 

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Embraport terá armazém para serviços logísticos

Construção do galpão, que começa neste mês, custará R$ 11,8 milhões

 
Galpão será construído no interior do terminal da empresa

Até o final do ano, o Terminal Embraport, instalação privada do Porto de Santos especializado na operação de contêineres, terá um novo armazém alfandegado. Ele começa a ser erguido neste mês na área da empresa, na Margem Esquerda do complexo marítimo, ao lado da Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, O investimento é de R$ 11,8 milhões. 

O armazém terá 5 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 4.500 posições pallets (em cada posição, é possível colocar uma pilha de pallet com mercadorias). E ainda pode ser expandido para 12 mil metros quadrados. As obras devem levar de cinco a seis meses. 

O local concentrará os serviços logísticos oferecidos pela Embraport – a consolidação e a desconsolidação de cargas fracionadas, com a estufagem ou a desova direta de contêineres para caminhões, o crossdocking.

A consolidação de cargas, que ocorre em operações de exportação, se caracteriza pelo acondicionamento de um único ou vários lotes de produtos em determinado contêiner (sua estufagem). Já a desconsolidação é o trabalho inverso, acontecendo na importação, com a retirada (desova) de um único ou vários lotes de carga de um determinado contenedor.

“O conceito da Embraport é ser um terminal multimodal, que oferece serviços por via marítima, rodoviária e ferroviária. Além disso, estamos realizando importantes investimentos para atrair novos clientes e posicionar a Embraport como um provedor logístico completo, com conceito de one stop shop, ou seja, oferecendo serviços integrados, como LCL, crossdocking, ferrovia, entre outros. Neste quesito, o novo armazém será um grande diferencial para as operações do terminal”, destacou o CEO da Embraport, Ernest Schulze. 

 
Inicialmente, projeto prevê 5 mil metros quadrados, mas poderá ser ampliado para 12 mil metros quadrados

Expansão

O executivo explica que, entre este e o próximo ano, a empresa estará concentrada nas operações do terminal. A meta é ter certeza de que tudo funciona perfeitamente na instalação portuária. Hoje, a Embraport conta com uma capacidade de movimentação de 1,2 milhão TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). 

“O próximo passo é olhar para o desenvolvimento do mercado e, em caso positivo, direcionar recursos para a fase 2, que expandirá a capacidade do terminal para 2 milhões de TEU ”, explicou Ernest Schulze. 

No entanto, ainda é difícil prever quando essa expansão deverá ocorrer. Tudo depende das demandas de mercado.

“A questão é o quão rápido a economia vai se desenvolver para que coloquemos a fase 2 em execução. Se olharmos para Embraport em cinco ou dez anos, não estaremos concentrados apenas na movimentação de contêineres. O objetivo é ser um provedor logístico, com serviços específicos relacionados ao nosso negócio para desenvolver outros negócios”, destacou o CEO do terminal.

 

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Santos ganha simulador inédito na América Latium

Laboratório implantado pelo Senai foi inaugurado nesta sexta-feira (15)

 

Reproduzir as experiências, os riscos e as necessidades que envolvem os embarques, os desembarques e a movimentação de cargas em um terminal marítimo é o objetivo do primeiro laboratório de simulação de operações portuárias da América Latina, que foi inaugurado nesta sexta-feira (15), às 11 horas, na escola Senai Antonio Souza Noschese, na Vila Mathias, em Santos. Na instalação, os alunos vão aprender a operar quatro dos mais modernos aparelhos utilizados no transporte de contêineres no Porto de Santos.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Estado, Paulo Skaf. 

Nesta manhã, a escola também inaugurou seu laboratório de áreas classificadas por risco de explosão e uma oficina de panificação, todos na mesma unidade. Os três espaços representaram um investimento de R$ 3,96 milhões. Apenas o laboratório voltado ao ensino portuário custou R$ 2,7 milhões e utiliza tecnologia norte-americana. Ele permitirá a capacitação de operadores de carga e de guindastes portuários e offshore.

Por enquanto, os equipamentos de simulação serão destinados a alunos de dois cursos: Técnico em Portos e Operador de Empilhadeiras. Mas a escola já planeja abrir vagas de capacitação para outros públicos interessados.

 
Novo laboratório do Senai-Santos conta com aparelhos que reproduzem vários tipos de operações

O laboratório portuário ocupa três salas, sendo duas delas utilizadas por alunos e outra, por professores. Como em todo simulador, a ideia é reproduzir com fidelidade os movimentos e as dificuldades operacionais. A diferença, neste caso, é que até quatro equipamentos podem ser utilizados pelos estudantes simultaneamente e os aparelhos contam com as mesmas tecnologias e estruturas das máquinas encontradas em terminais de contêineres.

O primeiro contato dos alunos com o simulador ocorre na sala onde estão quatro réplicas fieis de equipamentos de movimentação de caixas metálicas. Para aprender o processo de acoplagem e empilhamento de contêineres, os alunos utilizam o aparelho que reproduz um portêiner do tipo Super Post-Panamax, que operam os maiores navios no planeta, com 22 ou mais fileiras de contentores. 

Os alunos também podem simular a operação de empilhadeiras Reach Stacker, pilotando o equipamento com a utilização de pedais, marchas, volante. Todos os comandos podem ser dados em português ou inglês, como acontece no dia a dia da atividade portuária.

Outro equipamento reproduzido é o RTG, um pórtico que se desloca sobre pneus e é utilizado para movimentar contêineres nos pátios de terminais. O quarto aparelho simula um guindaste MHC sobre pneus, usado para deslocar contêineres e cargas de projeto (peças industrias de grandes dimensões) em pátios de armazenagem e no cais. 

 
Simulador de dez monitores, mostra cenáro de terminal

Realismo

Em uma segunda sala do laboratório, está a menina dos olhos do Senai, um simulador com dez televisores de 65 polegadas, capazes de reproduzir em 180 graus o cenário de um terminal de contêineres. O espaço conta com câmeras e rádio para contato visual com conferentes de pátio, exatamente como acontece no mundo real. 

No equipamento, a cadeira do operador fica sobre uma plataforma vibratória, que simula uma eventual trepidação durante os trabalhos. O sistema ainda reproduz as condições climáticas que podem prejudicar as operações, como chuva e neve, de modo a preparar os estudantes para qualquer eventualidade. 

Todos os exercícios são planejados e monitorados de uma terceira sala, onde fica a estação de supervisão da operação. Neste local, os professores utilizam um sistema capaz de checar os erros cometidos pelos alunos, durante a operação portuária. 

 

 

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SEP terá de modificar editais de licitação das 29 áreas portuárias

07 / 05 / 2015 | 16h05

O programa de concessões começará por Santos, passou a ser analisado pelo TCU em 2013

A Secretaria de Portos (SEP) irá adaptar os editais de licitação das 29 áreas portuárias de acordo com as recomendações, determinações e alertas do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme o ministro dos Portos, Edinho Araújo, a orientação é de que essas alterações sejam feitas rapidamente, dada a importância dos novos arrendamentos para o País. 

“Orientei a área técnica da SEP para que atenda no menor prazo possível as determinações do acórdão, realizando as adequações necessárias, e preparando os lotes para as licitações. Após as adequações, o primeiro passo será discutir a ordem de licitação das 29 áreas de Santos e do Pará, e definir prazos, pois consideramos esses investimentos prioritários e inadiáveis”, destacou.

O programa de concessões, que começará por Santos, passou a ser analisado pelo TCU no final de 2013. O órgão fez 19 questionamentos sobre as propostas e os editais de licitação.

Os ministros aceitaram as respostas apresentadas para 15 dessas perguntas. Os quatro itens que acabaram questionados são relativos à justificação e à fundamentação das tarifas, ao estabelecimento de um teto tarifário para todos os estudos de viabilidade e, ainda, à inclusão em todos os contratos de arrendamentos de uma cláusula de revisão tarifária periódica, pontos que foram discutidos na sessão plenária de ontem. 

O TCU retirou a exigência de tarifa-teto para os novos arrendamentos. Mas determinou que o Governo estabeleça mecanismos de proteção aos direitos dos usuários e preste essas informações ao órgão. 

Pelas novas contas, o investimento previsto nessas áreas caiu de R$ 2,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões. Os custos operacionais, antes estimados em R$ 6,3 bilhões, ficaram em R$ 5,9 bilhões. E a projeção de receita caiu de R$ 18,7 bilhões para R$ 17,2 bilhões. O único item ampliado foi a estimativa de pagamentos anuais às autoridades portuárias, de R$ 102 milhões para R$ 115 milhões. 

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TCU libera o primeiro leilão em portos públicos

06 / 05 / 2015 | 20h12
DE A TRIBUNA ON-LINE

Licitações de 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará deverão gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a realização do primeiro leilão de arrendamento de terminais em portos públicos. A decisão foi anunciada na noite desta quarta-feira (6) após um ano e meio de tramitação. Com a liberação do leilão, poderão ser arrendadas 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará. 

Considerada uma das prioridades do Governo Federal desde a promulgação da nova Lei dos Portos, a licitação deverá gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos. De acordo com a Secretaria de Portos (SEP), quando os 29 terminais portuários previstos para esta fase estiverem em operações pelos novos arrendatários, eles poderão movimentar cerca de 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

O ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, comemorou a decisão do TCU. Ele apontou que os investimentos nos terminais de Santos e do Pará são “prioritários e inadiáveis” e que a preocupação dos lotes para licitação será feita no “menor prazo possível”. 

Lei dos Portos 

O novo marco regulatório dos portos foi lançado pelo governo em dezembro de 2012. A Medida Provisória foi aprovada em maio de 2013, horas antes de perder validade, depois de sessões turbulentas e que avançaram a madrugada na Câmara. Desde então, nenhuma área foi licitada.

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TCU libera o primeiro leilão em portos públicos

06 / 05 / 2015 | 20h12
DE A TRIBUNA ON-LINE

Licitações de 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará deverão gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a realização do primeiro leilão de arrendamento de terminais em portos públicos. A decisão foi anunciada na noite desta quarta-feira (6) após um ano e meio de tramitação. Com a liberação do leilão, poderão ser arrendadas 29 áreas nos portos de Santos e do estado do Pará. 

Considerada uma das prioridades do Governo Federal desde a promulgação da nova Lei dos Portos, a licitação deverá gerar R$ 4,7 bilhões de investimentos. De acordo com a Secretaria de Portos (SEP), quando os 29 terminais portuários previstos para esta fase estiverem em operações pelos novos arrendatários, eles poderão movimentar cerca de 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

O ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, comemorou a decisão do TCU. Ele apontou que os investimentos nos terminais de Santos e do Pará são “prioritários e inadiáveis” e que a preocupação dos lotes para licitação será feita no “menor prazo possível”. 

Lei dos Portos 

O novo marco regulatório dos portos foi lançado pelo governo em dezembro de 2012. A Medida Provisória foi aprovada em maio de 2013, horas antes de perder validade, depois de sessões turbulentas e que avançaram a madrugada na Câmara. Desde então, nenhuma área foi licitada.

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TCU votará concessões no próximo dia 6, afirma ministro

04 / 05 / 2015 | 16h05
DA ESTADÃO CONTEÚDO

O caso tramita no TCU há cerca de um ano e meio

Edinho Araújo participou da feira na Agrishow, na quinta-feira(30)

O ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Edinho Araújo (PMDB), afirmou na quinta-feira (30) que o Tribunal de Contas da União (TCU) adiou, para a próxima quarta-feira(6), a decisão sobre a modelagem do processo de arrendamento de áreas nos portos de Santos (SP) e do Pará, previsto para esta semana. 

O caso tramita no TCU há cerca de um ano e meio. E o Governo espera ter a aprovação do órgão agora, de modo que os 29 pedidos de arrendamento de áreas públicas nos dois portos entrem no pacote de “novas” concessões a ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT) neste mês. 

“Esperávamos uma decisão do TCU para ontem (quarta-feira), mas ficou adiada para a próxima quarta-feira. Vamos aguardar para poder licitar os arrendamentos”, disse o ministro na manhã de ontem, durante visita à feira Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). 

O Governo estima investimentos de R$ 4,7 bilhões com os arrendamentos em Santos e no Pará. Os novos terminais, que formam o chamado bloco 1 das concessões portuárias, poderão escoar mais 47 milhões de toneladas de cargas por ano. 

Além de comentar o processo dos arrendamentos, o ministro reafirmou que uma nova modelagem para a dragagem dos portos, principalmente o de Santos, será a prioridade da sua área no pacote de concessões. “A dragagem dos canais é uma questão recorrente”, afirmou o ministro. 

Edinho evitou comentar se o envolvimento de grandes empreiteiras na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pode afastar investidores nas concessões e disse que as investigações ficam por conta da Justiça. “Temos de punir pessoas e não as empresas”, concluiu. 

Movimento

Edinho Araújo disse ainda que o movimento de cargas no Porto de Santos cresceu 13% no mês passado, ante abril do último ano, mesmo com as dificuldades logísticas após o incêndio no terminal de combustíveis da Utracargo, localizado na retroárea do complexo marítimo. “Mesmo com os oito dias parados por conta do incêndio, houve um movimento 13% superior entre os meses de abril”, afirmou o ministro, sem citar o volume movimentado. 

Edinho comemorou ainda a ampliação do modal ferroviário para a chegada de cargas em Santos. “Ao final do primeiro trimestre, tivemos uma inversão e 55% das cargas já foram ferroviárias e 45% rodoviárias, uma mudança extremamente importante”, disse o ministro. (EC)

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Ser ferroviário, um sonho de criança realizado

04 / 05 / 2015 | 14h02
FERNANDA BALBINO

Apaixonado por trens, Paulo Estevão da Silva é um dos maquinistas que trabalham no Porto

Paulo Estevão Lucas da Silva realizou sonho de criança

Aos sete anos, ele sonhava com a possibilidade de entrar em uma daquelas gigantes locomotivas que faziam manobras nas proximidades de sua casa, no Macuco, em Santos. Tempos mais tarde, Paulo Estevão Lucas da Silva não só realizou esse sonho, como passou a comandá-las. A paixão pelos trens se tornou sua profissão. Agora, aos 62 anos, ele celebra o Dia do Ferroviário (comemorado na última quinta-feira,30) com grande orgulho, principalmente por sua história como maquinista no Porto de Santos. 

Paulo trabalha na Portofer, empresa que cuida do serviço ferroviário no complexo marítimo e é controlada pela América Latina Logística (ALL) – que, há um mês, se fundiu à Rumo Logística, do Grupo Cosan, formando a Rumo ALL. Nela, também são empregados o filho e quatro sobrinhos do ferroviário, contaminados por seu amor pelos trens.

Entrar no setor foi difícil, segundo o maquinista. Sua jornada começou quando conseguiu uma vaga na Companhia Docas de Santos (CDS, que antecedeu a Companhia Docas do Estado de São Paulo, Codesp, na gestão do Porto), graças a uma indicação do pai, que era guarda portuário. 

“Era um grupo muito fechado naquela época. Só os muito bem indicados iam para a área ferroviária. Eu ainda passei um tempo como operador de armazéns na Docas”, explicou Paulo. Nesta função, ele era responsável pela acomodação das cargas de grãos nos galpões que, até então, eram operados pela companhia. 

Só em 1994 (quando a CDS já tinha sido substituída pela Codesp), ele foi transferido para o setor de ferrovias da estatal. Lá, começou a atuar como lavador e lubrificador de locomotivas, função que exerceu por um ano e meio. “Depois, comecei a substituir ajudantes de maquinista que estavam de férias. Só durante o período em que não estavam. Mas fiquei nessa até 1998”, explicou. 

Um ano depois, Paulo recebeu uma nova promoção. Desta vez, passou a exercer a função de maquinista. Nela, ele é responsável por receber as composições que chegam ao Porto, trazendo toneladas de produtos agrícolas de diversas partes do Brasil, e conduzi-las até os terminais onde os vagões são descarregados para exportação. E a realização do sonho aconteceu no momento em que houve a privatização das ferrovias, quando o serviço no complexo portuário passou para as mãos da Portofer. 

Quando se fala em desestatização, o primeiro temor dos trabalhadores é o desemprego. Mas para Paulo, essa era uma possibilidade que não existia. “Quando a pessoa faz o que gosta, faz da melhor maneira possível, não tem espaço para medo. E o nosso trabalho já estava sendo muito bem acompanhado, antes mesmo da privatização. Foi um processo natural”, relembra.

Evolução

Com a nova fase, surgiu também a evolução do trabalho e o desafio de operar máquinas mais modernas. E ele também teve de evoluir. Um dos desafios foi concluir o Ensino Médio, através de um programa de capacitação da empresa. 

“Depois da privatização, a ALL reestruturou pátios e trocou trilhos para receber máquinas mais pesadas, as americanas. Antes, também não passava de 30 vagões e esse número pulou para 80”, explica o maquinista. 

Além da paixão pela profissão, que torna seus dias de trabalho em momentos de prazer, o maquinista não esquece seu papel social. “Eu ajudo o meu País a crescer”, afirma. Paulo se refere ao escoamento de boa parte da produção agrícola brasileira que, literalmente, passa por suas mãos diariamente a caminho do exterior. Esse orgulho faz com que o maquinista não pense tão cedo em aposentadoria. 

“Enquanto a empresa me quiser, eu vou continuar. Espero que a saúde permita, que eu trabalhe por mais muito tempo. Não vivo sem isso”.

Acompanhado pelo filho, Franklin, funcionário na Rumo ALL, o maquinista fala com paixão de sua profissão 

 

 

Filho nos trilhos

Dos campos de futebol para os pátios de manobra de vagões no Porto de Santos. Franklin Stevens Dias Lucas da Silva, de 38 anos, mudou de vida quando decidiu seguir os caminhos do pai, o maquinista Paulo Estevão Lucas da Silva. Hoje, ele é um dos líderes da Rumo ALL no cais santista, se orgulha da carreira e não pretende trocar de profissão. 

Como grande parte dos garotos brasileiros, Franklin queria ter uma carreira no futebol. E conseguiu, chegando a jogar em times europeus. Mas decidiu voltar ao Brasil após uma temporada de um ano e meio em Portugal. 

“Meu sonho era a bola. Mas quando estava buscando uma nova colocação, surgiu a oportunidade de vir para a ferrovia. Aí o sangue falou. Vi que era isso que eu queria fazer e não deixei escapar a chance. Assim, já se vão 11 anos”, conta o líder de pátio da Rumo ALL no Porto de Santos. 

O cargo já é o terceiro ocupado por Franklin na empresa. Em alguns momentos, ele se torna chefe do próprio pai, que foi e ainda é seu modelo e maior professor. 

Devido à uma política da empresa, o contato profissional entre parentes não é grande. Como são separados por turmas, apenas em caso de trocas de turnos pai e filho se encontram nos pátios de manobras. “Meu pai já criou uma história aqui dentro. Agora é a minha vez de fazer um bom trabalho e ser reconhecido”, conta o filho, sob os olhares atentos e orgulhosos de Paulo Estevão Lucas da Silva. 

Vestir a camisa

Dos campos, Franklin levou o amor pela camisa que veste para ganhar a vida. “Coloco essa camisa e me sinto o dono da empresa. Faço de tudo para que o trabalho saia perfeito. Penso na minha empresa, na minha família e no meu País”.

Participar do escoamento do agronegócio brasileiro também é motivo de grande orgulho para o líder de pátio. Essa é uma das características que ele herdou, durante os anos em que ser ferroviário era apenas ouvir as histórias que o pai contava. 

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Rumo-ALL pretende investir R$ 7,4 bilhões em linhas ferroviárias

29 / 04 / 2015 | 16h12
DA ESTADÃO CONTEÚDO

Operadora planeja melhorar suas linhas ferroviárias, que ligam os terminais do Porto de Santos ao Interior

A operadora logística Rumo ALL, controlada pelo Grupo Cosan, divulgou seus planos de investimento para a expansão de seus serviços ferroviários. Para os próximos 18 meses, os aportes previstos são de R$ 2,8 bilhões. Outros R$ 4,6 bilhões serão injetados até 2019, totalizando R$ 7,4 bilhões. 

O anúncio dos investimentos, ocorrido na quinta-feira passada, foi o primeiro feito pela Rumo desde sua fusão com a concessionária ferroviária América Latina Logística (ALL), aprovada pelas autoridades em fevereiro último.

Com boa parte de sua malha ferroviária deteriorada, reflexo da falta de manutenção nos últimos anos, a ALL está altamente endividada. O desafio do novo controlador é recuperar a reputação da ferrovia – que corre o risco de ter sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação Moody’s – e torná-la lucrativa. 

O foco dos controladores nos 18 primeiros meses será o aumento da eficiência operacional e a redução de custos. O plano inicial prevê a substituição e a reforma de locomotivas e vagões, além da recuperação de vias, o que deve gerar ganhos de volume transportado, além de melhoria dos acessos aos portos de Santos e Paranaguá (PR). Entre 2009 e o ano passado, a velocidade média dos trens que circularam pela malha da empresa despencou pela metade e a companhia foi alvo de 300 autuações.

“Vamos trabalhar para colocar a companhia nos eixos”, disse Júlio Fontana, presidente da Rumo ALL. A fusão entre ALL e Rumo, aprovada pelo Cade em fevereiro, tornou a Cosan controladora da companhia. No atual bloco de controle, Cosan, TPG, Gávea e BNDESPar somam 42,2% de participação. O restante das ações está nas mãos dos antigos acionistas e em circulação no mercado.

Operadora planeja melhorar suas linhas ferroviárias, que ligam os terminais do Porto de Santos ao Interior

Até 2019

Os outros R$ 4,6 bilhões que serão investidos na malha entre 2017 e 2019 estão condicionados às negociações para extensão do prazo da concessão da ferrovia. Além desses R$ 7,4 bilhões previstos para expansão das operações nos próximos quatro anos, outros R$ 4,3 bilhões serão injetados até 2019 para manutenção da atual estrutura (o chamado investimento recorrente), totalizando R$ 11,7 bilhões até 2019.

Para a primeira fase de investimentos, cerca de 60% dos financiamentos previstos já estão contratados e o restante deve vir do BNDES, de agências de crédito à exportação e do Fundo Centro-Oeste. Já para a estrutura de longo prazo, a Rumo trabalha com a previsão de que 77% sejam provenientes do BNDES e mercado de capitais, enquanto o restante virá de fontes como agências de apoio à exportação. 

A expectativa dos atuais executivos é de que, no curto prazo, o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumente em R$ 500 milhões, ficando entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,2 bilhões até o fim de 2016. As projeções da companhia indicam que, a partir de 2017, já haverá geração positiva de caixa, levando em conta os resultados e a maturação do investimento do primeiro ciclo, atingindo Ebtida entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,5 bilhões ao fim de 2019.

Com os investimentos, a Rumo ALL pretende ampliar o transporte de grãos para exportação: de 22 milhões de toneladas, em 2014, para cerca de 39 milhões de toneladas em 2025.

Ações

Na quinta-feira, quando os planos foram anunciados, as ações da Rumo Logística caíram 9,7%, a R$ 1,49, ficando no topo das perdas do Ibovespa. O projeto de investimento frustrou a expectativa da equipe de análise do Itaú BBA, que esperava uma menor necessidade de aporte e uma maior estimativa de Ebitda.

À frente da empresa desde o início do mês, Fontana disse que trocou os principais executivos da companhia e dividiu as operações da ALL em duas (Norte e Sul), para dar maior celeridade às mudanças consideradas necessárias para a melhoria de resultados e operações. (Estadão Conteúdo)

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Práticos se recusaram a manobrar navio, no último dia 30. Embarcação havia passado pela Guiné

 
Diretor-presidente da Anvisa

A possibilidade de uma exposição ao vírus ebola fez a Praticagem de São Paulo se recusar, no último dia 30, a subir a bordo do navio Tasman, que havia passado pela Guiné (país considerado o marco zero da doença na África) semanas antes e aguardava para entrar no Porto de Santos. A partir de uma consulta por rádio, o posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Santos tinha liberado a atracação do cargueiro. A medida, prevista em lei, foi criticada pelos práticos, que defendem inspeções presenciais nas embarcações procedentes de regiões endêmicas.

Como a Autoridade Sanitária manteve que não era necessário ir a bordo para liberar o navio, a saída encontrada pela agência de navegação foi o envio de um médico para atestar as condições sanitárias do Tasman. Somente então, os práticos foram a bordo e orientaram sua entrada. A postura da Praticagem, porém, foi contestada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jaime Cesar de Moura Oliveira. Em entrevista exclusiva a A Tribuna, ele defende as decisões do posto local do órgão e pede que o caso seja investigado pela Marinha do Brasil. Confira a seguir.

Qual sua avaliação sobre a exigência da Praticagem de a a Anvisa ir a bordo do navio?

Nós vemos essa questão, primeiramente, com preocupação e também como um indicativo da necessidade de uma atuação mais rigorosa dos órgãos que fiscalizam a Praticagem, a Marinha. O Brasil, assim como vários países, adotou uma série de providências de prevenção em relação aos riscos de transmissão do ebola. Essas providências que foram tomadas são baseadas em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do regulamento sanitário internacional. Essas orientações têm por base a não criação de obstáculos ao trânsito internacional de pessoas e de bens, a menos que haja um justo motivo pra isso. Neste caso, não há justificativa técnica nenhuma para que o navio tendo recebido a Livre Prática da Anvisa desde 25 de março, não possa continuar os seus procedimentos de atracação e as operações que ele tem que fazer no Porto de Santos. 

Como o sr. analisa a atuação da Praticagem no episódio?

Eu acho que foi uma atitude sem base técnica, precipitada e que traz prejuízos à operação do Porto. Traz sinalizações inadequadas para a comunidade internacional a respeito de como o Brasil vem tratando a prevenção contra o ebola. 

A solução que foi adotada, de levar um médico a bordo, afeta, de alguma forma, a credibilidade da Anvisa?

Não, de forma alguma afeta a credibilidade da Anvisa. Eu acho que ela desperta críticas a respeito da própria postura dos práticos em relação às orientações e determinações das autoridades nacionais na área de saúde – não só da Anvisa como do Ministério da Saúde. Mais do que isso, a providência adotada a respeito de levar um médico a bordo do navio em nada acrescenta ou diminui a avaliação de riscos. Não tem nenhum tripulante a bordo que se enquadre no conceito de caso suspeito. A informação passada pelo comandante do navio era de que não havia nenhuma pessoa com febre na tripulação, nenhuma pessoa com qualquer tipo de hemorragia, nenhuma pessoa apresentando sinais de infecção, seja por essa ou por qualquer outra doença. 

Durante a elaboração do plano de contingência do ebola, um dos questionamentos da comunidade portuária era o motivo pelo qual a Anvisa não fazia as inspeções presenciais. Por que a Anvisa não vai a bordo dos navios procedentes de regiões endêmicas? Há alguma chance de uma mudança de procedimento ou não há necessidade disso?

Não. Não há necessidade de mudança nesse procedimento. E o melhor indicativo disso é que as ações de prevenção adotadas pelo Governo Federal em relação ao ebola tiveram apenas resultados positivos até o momento, sem nenhum caso detectado no País. Uma outra razão é que a Anvisa irá a bordo em qualquer momento em que forem identificados fatores que justifiquem a presença da autoridade sanitária a bordo. Mas ela nunca irá a bordo em situações como essa, em que nenhum desses fatores está presente. 

Quais são os fatores que levariam técnicos da Anvisa a bordo de navios?

A comunicação de algum caso suspeito ou algum tripulante apresentando sintoma que o caracterize com suspeita de ebola. Você tem tripulantes que, às vezes, estão com outros tipos de sintomas, mas sequer são caracterizados como casos suspeitos porque, por exemplo, nunca estiveram em países onde tem surto. Então não é qualquer situação de bordo que justifica. Tem uma definição técnica para caso suspeito. A Anvisa só vai a bordo onde houver risco que justifique, por exemplo, um caso suspeito ou uma situação não caracterizada que pode representar risco sanitário. Não sendo essas situações, não existe motivo nenhum para a presença da autoridade sanitária a bordo. 

Qual será o posicionamento da Anvisa se voltar a ocorrer a recusa da manobra de navios procedentes de áreas endêmicas?

Nós vamos reiterar esse mesmo posicionamento que estamos tendo e vamos reiterar que a Marinha, que é responsável pela atividade de praticagem, adote providências no sentido de apurar se a atuação dos práticos está sendo desenvolvida de forma correta e adequada dentro da legislação do País. 

O que foi feito depois da elaboração do plano de contingência do ebola? Houve continuidade?

Houve o estabelecimento do plano de contingências não só para portos como para aeroportos. Houve a implantação do plano de contingência. Houve simulados realizados em vários portos e aeroportos. E continua toda a vigilância sanitária com medidas de monitoramento dos viajantes e dos meios de transporte e orientação, quando se busca algum tipo de informação a respeito do ebola.

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Auditores da Receita Federal de Santos cruzam os braços nesta quarta-feira

28 / 04 / 2015 | 18h55
DE A TRIBUNA ON-LINE

Paralisação deve comprometer andamento das atividades portuárias. Protesto marca início de uma série de reivindicações da categoria

Os auditores fiscais da Receita Federal de Santos irão paralisar as atividades nesta quarta-feira (29). Trata-se do dia dos “braços cruzados”, decisão tomada em assembleia realizada na semana passada e que faz parte do início da Campanha Salarial 2015 da categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil -  Delegacia Sindical de Santos (Sindifisco-DS Santos), Elias Carneiro, os auditores não irão liberar carga no Porto de Santos. 

"A proposta é que eles entrem às 8 horas nos prédios da Alfândega e da Receita Federal e não liguem suas estações de trabalho", diz.  Assim, os dois locais terão as atividades interrompidas durante o dia.

Entre as reivindicações da categoria está a implementação de tabela remuneratória composta por seis padrões, com reajuste salariais e uma diferença de 4,5% entre eles. Pedem também regulamentação da lei que instituiu indenização devida aos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, em exercício nas unidades situadas em localidades estratégicas vinculadas à prevenção, controle e prevenção das fronteiras.

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Operações no Porto serão normalizadas até quinta-feira

13 / 04 / 2015 | 14h51
LEOPOLDO FIGUEIREDO

A informação é do diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Cláudio Montenegro

As operações do Porto de Santos afetadas pelo incêndio nos tanques da Ultracargo, extinto na sexta-feira(10), devem ser normalizadas até quarta(15) ou, no máximo, quinta-feira(16). A informação é do diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Companhia Docas do Estado de São Paulo

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Combate a incêndio na Alemoa entra no sexto dia com um tanque em chamas

07 / 04 / 2015 | 06h59
DE A TRIBUNA ON-LINE

Bombeiros ainda não utilizaram o produto "cold fire", pois a quantidade adquirida é insuficiente

 
Um tanque continua em chamas na manhã desta terça-feira

http://images.comunidades.net/rec/recintoalfandegadoalex/IMG_20150407_174906198.jpg

O incêndio em tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, na Alemoa, em Santos, entrou no sexto dia nesta terça-feira (7). Já são 118 horas ininterruptas de combate ao fogo.

De acordo com a última atualização do Corpo de Bombeiros, as chamas se concentram em apenas um tanque, mas o fogo ainda não está totalmente controlado, pois existe o risco de o incêndio voltar a se alastrar. Um segundo tanque, que está com rachaduras e vazamentos, tem fogo nas tubulações. Os diques de contenção, por vezes, espalham as chamas.

Os bombeiros voltaram a usar a estratégia de não atacar diretamente o incêndio. No momento, o objetivo é resfriar os demais toneis.

O produto importado que seria mais potente do que o Líquido Gerador de Espumas (LGE) e que era a esperança para acabar de vez com o incêndio nos tanques da Ultracargo ainda não está sendo usado na manhã desta terça-feira.

Segundo o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, chegaram à Alemoa quatro mil litros do cold fire (fogo gelado, em tradução livre). A quantia seria insuficiente para iniciar a operação isoladamente. Mais deste produto deverá chegar a Santos durante o dia.

Em apenas 24 horas de combate ao incêndio foram consumidos 50 mil litros de LGE, o mesmo produto usado desde os primeiros minutos do trabalho das equipes de bombeiros e brigadistas.

Palumbo explica que recebeu mais espuma durante toda a madrugada. Enquanto isso, o resfriamento dos tanques tem sido mantido para evitar que o fogo se alastre.

“Vamos concentrar todos os equipamentos que chegarem para traçar nova estratégia. O ataque deve ser cirúrgico, porque os materiais devem ser inseridos ao mesmo tempo no tanque em chamas. Se usarmos agora vamos desperdiçar o que temos”.

Pó químico

Além do cold fire, importado pela Ultracargo por indicação do Gabinete de Integração criado pelas autoridades municipais e estaduais para definir ações emergenciais, os bombeiros deverão iniciar a aplicação de um pó químico seco cedido pela Infraero

“(O pó) é semelhante ao extintor utilizado em veículo, só que vem num veículo de grande porte, que lança o produto a dezenas de metros. É utilizado para combater incêndios em aviões e aeroportos”, explicou Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos.

 
Incêndio nos tanques de combustíveis da empresa da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, está no sexto dia

Combate

O trabalho envolve 118 bombeiros militares, 36 caminhões e quatro embarcações, sendo navios rebocadores - um dos bombeiros e outro da Petrobras. Cerca de 50 mil litros de espuma foram utilizados no combate direto ao incêndio. Nove caminhões, divididos em três frentes, propulsavam a substância em direção ao fogo. “O resultado da estratégia está sendo positivo e, se nada mudar até hoje, não teremos mais incêndio”, disse Palumbo.

Ele stava apreensivo em garantir que o fogo seria extinto até hoje, atestando apenas a possibilidade disso acontecer, porque dependendo da condição do tempo, o cenário poderia mudar. “Se o vento continuar ameno e não espalhar as chamas, hoje a situação (do incêndio) pode estar resolvida”.

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Embraport inicia operações ferroviárias em seu terminal

06 / 04 / 2015 | 16h51
FERNANDA BALBINO

Empresa tem contrato para receber cargas de Manaus por navio e enviá-las de trem ao Interior de São Paulo

Maior terminal de contêineres privado do País, a Embraport iniciou ontem as operações ferroviárias de seu pátio, no Porto de Santos. Os primeiras 21 caixas metálicas que utilizaram as linhas férreas da instalação vieram de Manaus (AM) a bordo de um navio e seguiram para Sumaré, no Interior do Estado, em vagões. 

Localizado na Margem Esquerda do Porto, na Área Continental da Cidade, o terminal tem a expectativa de transportar 200 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano pelas linhas férreas. Esses produtos poderão ter origem ou destino em cidades do interior de São Paulo ou ainda em outros três estados. 

Com a ligação entre a Embraport e a malha férrea da concessionária MRS, há conexão com as cidades de Sumaré e Suzano (SP), além de localidades no Vale do Paraíba (SP). no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. 

 
Terminal investiu R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária de seu pátio, na Área Continental de Santos

Utilizando as linhas da concessionária América Latina Logística (ALL), a origem ou o destino das mercadorias podem ser Araraquara (SP) ou Rondonópolis (MT), por onde sai boa parte da produção de grãos do Centro-Oeste. A movimentação de granéis sólidos vegetais na Embraport está planejada para uma nova etapa, a ser implantada no futuro. 

“O principal objetivo é criar atratividade para importadores, exportadores e armadores, criar uma atratividade logística para o terminal. Se olharmos nos últimos anos, o crescimento no volume de cargas no Porto de Santos tem sido significativo e toda essa carga chega ou sai do Porto, na sua grande maioria, pelo modal rodoviário. Mas a gente observa que, nos últimos anos, não houve um crescimento na infraestrutura de acesso ao Porto. Então a utilização da ferrovia, além de contribuir para não ter aumento no fluxo de caminhões aqui na Baixada, ajuda na questão do meio ambiente, já que o modal ferroviário emite 68% menos CO2 do que o rodoviário”, explicou o diretor de Novos Negócios da Embraport, Fábio Siccherino. 

Segundo o executivo, a primeira operação ferroviária do terminal envolveu um carregamento de eletrônicos da LG. A fabricante, que atua na Zona Franca de Manaus, tem como objetivo movimentar 250 contêineres por semana pela ferrovia da Embraport. Essas cargas chegarão ao Porto a bordo de navios de cabotagem e seguirão para centros de distribuição instalados no interior do Estado, principalmente em Sumaré. 

A utilização das linhas férreas dependerá do volume de mercadorias. No total, a Embraport planeja manter duas saídas semanais para Suzano, Sumaré e o Vale do Paraíba. Para isso, foram investidos R$ 40 milhões na infraestrutura ferroviária do terminal. 

“A gente vem falando muito de mudar a matriz logística do País, diminuindo a utilização do modal ferroviário e incrementando esses outros modais, pela questão ambiental e dos custos, que são mais baratos. Esse é um passo importante para o Porto de Santos porque dá mais uma opção de escoamento”, afirmou o diretor. 

Armazém

A Embraport prevê concluir, em setembro, a construção de um armazém de cinco mil metros quadrados para o recebimento de cargas soltas. Trata-se da segunda fase da implantação ferroviária na instalação. 

“No futuro, nossa intenção não é só receber carga de contêiner. Eu poderia receber carga ferroviária que embarcaria em contêiner. Ela chegaria solta na ferrovia e eu a armazenaria em contêineres e os embarcaria”, explicou o executivo.

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Incêndio na Alemoa impede navio de etanol atracar no Porto de Santos

06 / 04 / 2015 | 17h15
DA ESTADÃO CONTEÚDO

Embarcação de bandeira panamenha é uma das dez que estão aguardando na barra de Santos

O incêndio nas instalações da Utracargo está afetando os embarques de etanol pelo Porto de Santos. Pelo menos um navio, o Bow Architect, de bandeira panamenha, está com carregamento atrasado, impedido de atracar no Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (Tegla), por causa do fogo que começou na última quinta-feira (2). Segundo as fontes a embarcação deve receber 17,5 mil toneladas do biocombustível.

O Bow Architect, contudo, é apenas um dentre os 10 navios que estão aguardando na barra de Santos para poder atracar e embarcar outros produtos no Tegla, de acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Já a agência marítima Williams Brazil diz que são 13 no total, mas que esse número deve aumentar por conta dos que estão para chegar.

Mais cedo, a Codesp informou que somente o Tegla está com as atracações de navios suspensas. Voltado à operação de produtos químicos, derivados de petróleo, gás e etanol, o terminal de granéis líquidos fica separado da chamada área organizada do Porto de Santos, que é uma "faixa" contínua de terminais. 

Segundo a Codesp, os trabalhos nos outros 54 terminais ocorrem normalmente e, até agora, também não há relatos de problemas com o embarque de commodities agrícolas como açúcar e grãos, mesmo com o acesso ao porto dificultado. A saída e a entrada de caminhões estão proibidas nesta segunda-feira, 06, pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, visando a reduzir ao máximo os impactos no tráfego portuário. Já a Avenida Augusto Barata, que é o acesso pela margem direita do Porto, continua fechada desde quinta-feira.

O incêndio atingiu seis tanques da Ultracargo e já dura quase 100 horas. Na manhã de hoje, o Corpo de Bombeiros informou que o fogo pode ser extinto ainda nesta segunda-feira, após o uso de mais de 5 bilhões de l

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Sexta-feira, 20 de Março de 2015 - 17h19
Em alta

Porto de Santos bate recorde de movimentação no bimestre

De A Tribuna On-line
N/A
Bimestre teve movimentação recorde
O porto de Santos bateu mais um recorde, dessa vez, foi a movimentação de fevereiro que chegou a 8,5 milhões de toneladas, 9,5% acima do mesmo período de 2014 (7,8 milhões t). O bimestre também foi de recorde, que após iniciar 2015 com a melhor marca entre os meses de janeiro, o complexo movimentou 16 milhões de toneladas neste periodo de dois meses.
 
Os números são decorrentes do melhor fevereiro da história do complexo portuário santista, com 8.541.527 toneladas. As exportações cresceram 4,9% em relação às de fevereiro do ano passado. Proporcionalmente, as importações subiram mais (21%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira(20) pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora federal do Porto. A persistir a elevação média de 9,2% no volume geral de carga, o ano terminará com 121,4 milhões de toneladas em circulação. A melhor marca anual da história é de 2013, com 114 milhões de toneladas, seguida pela de 2014, com 111,1 milhões.
 
O destaque foi a soja, que dos 5,858 milhões de toneladas de cargas exportadas por Santos em fevereiro, mais da metade foi composta por soja (2,029 milhões, com crescimento individual de 4,4%) e açúcar (1,093 milhão e alta de 15,6%).Entre outras cargas, Em termos percentuais, tiveram alta expressiva os embarques mercadorias como café em grãos (33,5%), farelo de soja (53,9%) e óleo combustível (28,5%).
 
*Mais informações sobre o balanço, na edição de sábado(21) do Jornal A Tribuna

 

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Quinta-feira, 19 de Março de 2015 - 14h06
Verba

Congresso confirma corte de dinheiro para os portos

Rafael Motta
N/A
O Congresso Nacional confirmou, no final da noite de terça-feira(17), a redução de 71,3% no volume de investimentos que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) poderá fazer neste ano, na comparação com o valor previsto para 2014. Isso ocorreu com a aprovação do Orçamento da União, que se tornará válido após sanção pela presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Dessa forma, ficam mesmo reservados R$ 156,5 milhões pelo Governo para financiar as atividades da Autoridade Portuária até dezembro – outros R$ 56,9 milhões são oriundos de receita própria da estatal. Ao todo, R$ 213,4 milhões, 95,8% deles destinados a projetos de “transporte marítimo”, como consta no projeto de lei orçamentária.
 
Apesar de não terem como ampliar as fontes de receita para projetos no Porto, os deputados federais que representam a Baixada Santista afirmam para A Tribuna que não se limitarão a acompanhar o desenvolvimento de projetos para o complexo portuário: pretendem manter contatos com a direção da Codesp e com o ministro dos Portos, Edinho Araújo, no sentido de que a verba seja usada em obras mais urgentes.
 
“Sejamos realistas: as restrições (orçamentárias) serão feitas, mas que ocorram com um mínimo de coerência e atendam o interesse público em primeiro lugar”, diz o deputado João Paulo Papa (PSDB). “É preciso lutar para que os cortes (de despesas) ao longo do ano sejam inteligentes. O que não trouxer resultados econômicos imediatos deve ser adiado”.
 
Papa, que foi prefeito de Santos entre 2005 e 2012, acredita que essa condição lhe dará facilidade para conversar com dirigentes da Codesp, no sentido de “que o orçamento (para o setor) não seja reduzido ainda mais. Vou apelar para que haja bom senso e visão de comunidade, pois esses projetos influenciam o dia a dia de Guarujá e de Santos”.
 
O deputado Beto Mansur (PRB), que integra a Mesa Diretora enquanto primeiro-secretário da Câmara Federal, considera que “os contratos em andamento serão mantidos, mas é lógico que terão redução de recursos. Na concepção do Governo, uma Avenida Perimetral é menos importante que o Minha Casa, Minha Vida (financiamento de moradias para população de baixa renda) e, por isso, vai andar mais devagar. Mas não estará parada”.
 
Mansur espera que a redução no ritmo dos trabalhos não prejudique o desenvolvimento comercial do Porto. “Margem esquerda, fase final de Outeirinhos... São obras extremamente necessárias para o País exportar mais e arrecadar mais”.
 
N/A
Av. Perimetral em Guarujá tem R$ 10 milhões previstos, mas nem sempre se utiliza toda a verba disponível
Pressão Política
 
Colega de partido de Mansur, o deputado federal Marcelo Squassoni manifesta preocupação com o avanço nas obras das avenidas perimetrais de Santos e Guarujá e com a dragagem do canal de navegação – cuja profundidade, para operadores de cargas, é insuficiente para receber navios de porte cada vez maior.
 
O parlamentar, contudo, tem esperança em um instrumento de pressão política: a união da bancada dos 70 deputados eleitos pelo Estado de São Paulo, coordenada pelo experiente deputado Milton Monti (PR, em seu quinto mandato consecutivo e, em tese, da base governista).
 
“Propus que o Porto de Santos seja posto em discussão como tema prioritário pelos deputados (do grupo). Poderemos ter emendas orçamentárias por parte da bancada. Não será um valor específico e dependerá de sua força política, mas temos tamanho para isso”, considera Squassoni.
 
Sem definição
 
Até o fechamento desta edição, a Codesp não havia informado se estavam definidos os projetos em que investirá neste ano, nem o valor a aplicar neles.
 
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão também não respondeu a partir de quando o dinheiro estará liberado para uso.

 

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Quinta-feira, 12 de Março de 2015 - 11h18
Santos

Caminhoneiro perde o controle e bate em outro na Avenida Mário Covas

De A Tribuna On-line
N/A
Um caminhoneiro que estava na Avenida Mário Covas, no sentido Centro-Ponta da Praia, em Santos, perdeu o controle do veículo, subiu no canteiro central, passando pela cliclofaixa, e bateu em um semi reboque estacionado. O acidente aconteceu por volta das 11 horas desta quinta-feira (12). Ninguém se feriu. O trânsito, que chegou a ser desviado por conta de uma interdição, está liberado no momento. Não há lentidão no local, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

 

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Quarta-feira, 11 de Março de 2015 - 14h01
Modelo

Governo iniciará modernização da Anvisa por Santos

José Claudio Pimentel
O posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Santos, além de receber novos servidores ainda este mês, será submetido a um processo de modernização para otimizar seus trabalhos no Porto. As mudanças ocorrem após entraves na liberação de mercadorias e embarcações pelo órgão, alvo de reclamações constantes.
 
Essas medidas serão anunciadas oficialmente pelos ministros Edinho Araújo (Portos) e Arthur Chioro (Saúde) na manhã da próxima sexta-feira(13), em uma solenidade a ser realizada na sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.
 
Segundo fontes ligadas aos ministérios, as novidades que serão implementadas no posto local da Anvisa fazem parte de um modelo piloto, que começará a ser implementado no País a partir de Santos. Se o resultado for positivo, a ideia do Governo é levar a estrutura montada no cais santista para os demais complexos portuários brasileiros.
 
Na terça-feira(10), representantes das duas pastas federais, agentes marítimos, operadores portuários, sindicalistas e agentes de órgãos como a Alfândega e a Polícia Federal se reuniram a portas fechadas na sede da Codesp. O encontro serviu para acertar os últimos detalhes do pacote de medidas, que está em fase final de aprovação.
 
“Trata-se de um pleito já conhecido do setor. Serão melhorias estruturais e de pessoal à Anvisa”, afirmou o presidente da Docas, Angelino Caputo e Oliveira, em entrevista a A Tribuna logo após o encontro. Sem informar detalhes, ele confirmou que o projeto a ser executado em Santos ocorrerá de maneira experimental.
 
De acordo com Caputo, as mudanças vão ocorrer de maneira rápida, mas gradativa, com o intuito de solucionar os problemas que o setor enfrenta. A reunião, inclusive, serviu para que os ministérios pudessem absorver as necessidades mais recentes, afim de saná-las até sexta-feira(13).
 
O diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, participou do encontro de ontem. E saiu dele esperançoso. Isso porque os agentes marítimos estão entre os principais afetados pelo quadro reduzido de funcionários no posto da Anvisa no Porto. 
 
Segundo Roque, as mudanças previstas serão benéficas. “Caso o pacote não atenda integralmente as carências de hoje, combinamos de aprimórá-lo rapidamente para evitar que a situação não caia no esquecimento. Precisamos de muito mais estrutura”, afirmou. 
 
N/A
Agentes da Anvisa são responsáveis por fiscalizar as condições sanitárias de cargas e navios do Porto
 
Pacotão 
 
O setor portuário espera que as medidas a serem anunciadas na sexta-feira mantenham ou até aumentem a quantidade de servidores realocados para Santos. Em entrevista recente para A Tribuna, o novo chefe do posto da Anvisa na Cidade, Rogério Lopes, informou que oito novos funcionários auxiliariam nos trabalhos administrativos do órgão.
 
Os servidores atuarão na emissão das licenças de importação (documento da agência atestando a qualidade sanitária dos produtos inspecionados e, assim, permitindo a entrada da mercadoria no Brasil) e na liberação da Livre Prática (que oficializa as condições sanitárias das embarcações na escala no cais santista).
 
Sobre as licenças de importação, planeja-se expedí-las em até cinco dias. Atualmente, o tempo médio para a operação é de 20 dias. A agilização desse trâmite poderá reduzir as despesas com aluguéis de contêineres, além de custos de armazenagem, de acordo com depachantes aduaneiros.

 

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Quarta-feira, 11 de Março de 2015 - 15h03
Embarcação

Unifesp adquire lancha para pesquisas e projetos marinhos

De A Tribuna On-line
N/A
Lancha será utilizada para projetos e pesquisas
Leandro Maia
Colaborador
 
O Instituto do Mar, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), receberá nos próximos meses uma nova lancha, que será destinada as pesquisas e projetos da Universidade. A lancha Florida 270, com capacidade para 10 pessoas, está em fase de conclusão no estaleiro da Florida Marine, em Diadema.
 
A embarcação foi adquirida através do Finep, modalidade de financiamento do Governo empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas, para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. A lancha ficará em definitivo com o Instituto.
 
Para o Professor do Departamento de Ciências do Mar da Unifesp Augusto Cesar, a chegada da embarcação vai melhorar na independência dos pesquisadores. "Antes contávamos com embarcações de instituições parceiras ou alugávamos as embarcações, agora teremos autonomia nos projetos, e podemos contribuir com as outras instituições", afirma o professor.
 
Com a lancha os pesquisadores e seus colaboradores vão poder retirar amostras e fazer análises dos animais e do meio ambiente. Entre as linhas de pesquisa do instituto estão os estudos das operações portuárias, a interação homem-tecnologia-ambiente, análises radiométricas ambientais em áreas de extração de petróleo e gás, ecologia marinha, conservação de recursos pesqueiros, estudo de impactos ambientais entre outros projetos.

 

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Quinta-feira, 05 de Março de 2015 - 14h01
Atraso

SEP adia pregão da dragagem do Porto em 10 dias

Da Redação
N/A
Ofertas podem ser entregues até o dia 27
A apresentação das propostas das empresas interessadas em fazer a dragagem do canal do Porto de Santos foi adiada em exatos 10 dias. Uma correção no edital da licitação, promovida pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República, com base na revisão orçamentária do Governo, fez com que as ofertas possam ser entregues até o dia 27, quando serão abertas. 
 
De acordo com a SEP, a alteração nas planilhas de gastos para o serviço foi necessária devido à aplicação da Lei nº 13.043/2014, que estabelece a desoneração da folha de pagamento relativa ao Plano Brasil Maior. A mudança incluiu a suspensão do recolhimento de 20% do INSS sobre a folha de pagamentos e a inclusão de 2% sobre a Renda Bruta, relativa à contribuição previdenciária, no cáculo dos Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) do contrato.
 
“Essa alteração interfere na formulação das propostas", informou, em nota, a pasta.  Com a modificação, o custo previsto para o empreendimento caiu de R$ 378,5 milhões para R$ 374,9 milhões.
 
As alterações no texto do edital já foram publicadas no Diário Oficial da União e o novo edital está disponível no endereço eletrônico oficial da Secretaria (www.portosdobrasil.com.br).
 
Conforme a legislação, foi necessário adiar o trâmite do certame, que ocorrerá por plataforma virtual. As propostas alteradas já podem ser recebidas pelo endereço www.comprasnet.gov.br. O resultado inicial será conhecido a partir das 10 horas do dia 27, uma sexta-feira. A SEP afirmou não ser possível determinar quantos registros de propostas foram apresentados até a alteração do edital.
 
Dragagem
 
A obra licitada pela Secretaria de Portos prevê ampliar a profundidade do canal de navegação (parte central) do estuário e das bacias de acesso aos berços de atracação, dos atuais 15 metros (em média) para 15,4 ou até 15,7 metros. Os próprios locais de atracação ficarão com uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes do início desses trabalhos, o vencedor da licitação terá de elaborar os projetos básico e executivo (mais detalhado) da dragagem.
 
A concorrência será realizada no modelo de Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Nele, os preços são avaliados primeiro e apenas a participante selecionada tem a documentação conferida, a fim de agilizar o procedimento. A disputa é aberta a empresas e consórcios, tanto nacionais como estrangeiros.

 

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Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 14h08
Projeto

Porto terá pátio para caminhões em Guarujá

José Claudio Pimentel
N/A
Prefeita do Guarujá se reuniu com o titular da SEP
O Porto de Santos contará com mais um estacionamento rotativo de caminhões. O projeto foi definido pelo ministro dos Portos, Edinho Araújo (PMDB), terça-feira(3), durante reunião com a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), em Brasília. Segundo a chefe do Executivo, já está acertada a realização de um estudo para a exploração do pátio, que atenderá os veículos de carga com destino aos terminais da cidade. A unidade terá cerca de 500 vagas.
 
No encontro, também ficou definido que a elaboração desse estudo será debatida em uma reunião entre representantes da Prefeitura, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República nos próximos dias. A data ainda não está determinada. 
 
“Finalmente teremos uma área para caminhões, eliminando os impactos causados por esses veículos na Cidade, principalmente no Distrito de Vicente de Carvalho”, afirmou a prefeita, por telefone, em entrevista a A Tribuna. Maria Antonieta comemorou o andamento das conversas sobre o assunto, iniciadas ainda na primeira visita do ministro à Baixada Santista, em janeiro último.
 
A chefe do Executivo propõe que o pátio rotativo seja instalado no terreno ao lado do novo acesso à Margem Esquerda do Porto. A área pertence ao Grupo Fassina e fica às margens da Rodovia Conêgo Domênico Rangoni (SP-55), principal via para chegar a essa região do complexo marítimo. 
 
A ideia inicial, já conversada entre as partes, não é comprar a gleba, mas alugá-la, como ocorreu com o terreno onde o novo acesso rodoviário à Margem Esquerda, recém-inaugurado, foi construído. Hoje, a Companhia Docas paga R$ 70 mil mensais ao Grupo Fassina e à multinacional Dow Química, proprietárias dos lotes nos quais a via foi aberta. Os custos com o estacionamento também ficaria a cargo da Autoridade Portuária. 
 
Atualmente, o Porto de Santos conta com quatro estacionamentos rotativos. Dois deles estão em Cubatão, um terceiro fica em Santos e o último, em Sumaré, nas proximidades de Campinas. 
 
Outros assuntos
 
A prefeita Maria Antonieta também aproveitou o encontro com o ministro dos Portos, para tratar sobre a implantação de um serviço hidroviário de transporte de cargas no Porto de Santos. A medida favoreceria o desenvolvimento do Centro Industrial e Naval de Guarujá (Cing), onde hoje localizam-se o terminal da Saipem e o estaleiro da Wilson Sons, entre outros. 
 
“Como não é possível entrar com caminhão ali (no Cing), pedimos que seja feito um terminal de transbordo às margens da rodovia, numa área da Codesp”, disse a prefeita. Ela refere-se a um terreno que pode ser utilizado para as operações de carregamento, para barcaças, das cargas que seriam levadas ao Cing e que hoje enfrentam problemas para chegar ali por via terrestre. 
 
Além disso, Maria Antonieta pediu agilidade na renovação de contrato de arrendamento portuário da Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto. A empresa já fez o pedido de antecipação dessa renovação, que aguarda a avaliação da SEP.
 
Segundo a prefeita de Guarujá, a empresa responde por grande parte do total arrecadado de Imposto Sobre Serviço (ISS) na cidade e é um gerador de empregos estratégico. “Ela precisa iniciar a sua modernização e a viabilização de novos investimentos”, destacou.

 

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Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 15h18
Ditadura militar

Documentos da Docas de Santos são investigados

Da Redação
A Companhia Docas de Santos (CDS), que construiu e explorou o Porto de Santos de 1888 a 1980, tem sua atuação durante a ditadura militar investigada pela Comissão Estadual da Verdade, da Assembleia Legislativa de São Paulo.
 
Em depoimento na última segunda-feira, durante audiência da comissão, na Capital, antigos trabalhadores da companhia disseram ter sido perseguidos e demitidos após greves na empresa. E relataram a presença de militares dentro da firma portuária, na época.
 
“Temos vários casos de trabalhadores que foram punidos, não com demissão, mas que sofreram uma sorte de perseguições. Há trabalhadores, por exemplo, que levaram 20 dias de suspensão”, disse Antonio Fernandes Neto, que pesquisou a história dos portuários de Santos durante a ditadura. 
 
Um dos pedidos feitos por portuários, durante a audiência, foi para que a Docas abrisse seus documentos referentes à ditadura militar. O pedido deverá ser encaminhado pela comissão à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que assumiu as funções da CDS em 1980, quando a concessão para a exploração do Porto de Santos terminou.
 
A Docas de Santos continua em atividade, mas não atua mais no Porto de Santos. Ela diversificou seus negócios, atuando nas áreas petrolífera, de energia elétrica, reparos navais e logística portuária especialmente no Rio de Janeiro.
 
Representando a Codesp na audiência, Rodrigo Octavio Franco Morgero, do Departamento Jurídico da empresa, disse que esse tema era desconhecido pela direção: “Desconhecemos, em caráter oficial, a presença de qualquer órgão de repressão dentro da companhia”, afirmou ele, durante a audiência pública.
 
Sobre o pedido feito pelos trabalhadores de abertura dos arquivos, Morgero não saber soube dizer se ele poderá ser atendido pela empresa, mas que isso será analisado.

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Quarta-feira, 04 de Março de 2015 - 16h32
Operação

Marinha do Brasil realiza operação "Amazônia Azul" 2015

De A Tribuna On-line
N/A
Embarcação em operação "Amazônia Azul"
Intensificar a fiscalização do cumprimento de leis e regulamentos nas águas brasileiras, essa é a missão da operação "Amazônia Azul". Realizada pela Marinha do Brasil (MB) sob a coordenação do Comando de Operações Navais, a operação teve inicío no último dia 1 e se estende até dia 7 deste mês. A ação conta com cerca de 15 mil militares, 50 navios, 10 aeronaves e 200 embarcações da Esquadra, dos Distritos Navais,Diretoria de Hidrografia e Navegação e das Capitanias dos Portos distribuídos por todo litoral e nas águas interiores.
 
Durante esse período, a operação acontece simultaneamente em diversos pontos da costa brasileira e das águas interiores (rios e lagos),onde estão sendo realizados  atividades dePatrulha e de Inspeção Naval além de diversos treinamentos operativos com opropósito de aprimorar a capacidade de comando e controle nas águas brasileiras. Para a Marinha uma operação deste porte serve de legado para atuação da Força Naval em grandes eventos, como nas Olimpíadas de 2016.
 
Outras instituições colaboram co, a operação, como a Força Aérea Brasileira, a Secretaria de Receita Federal, o Departamento de Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação daBiodiversidade ( ICMBio), a PETROBRAS e a TRANSPETRO.
 
Amazônia Azul
 
O nome da operação faz referência a uma imensa região marítima, situada na fronteira leste do Brasil, que devido a seu potencial estratégico e econômico assemelham-se ao da floresta Amazônica. 
 
Na área da "Amazônia Azul" circulam 95% do comércio exterior e dela se extrai aproximadamente 90% da produção de petróleo, segundo a Marinha do Brasil.

 

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Terça-feira, 03 de Março de 2015 - 14h01
Escoamento

Safra começa e plano logístico do Porto vence primeiro desafio

Leopoldo Figueiredo
N/A
Protestos de caminhoneiros na região do Porto 
Os primeiros carregamentos da safra agrícola começam a chegar ao Porto de Santos. E, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, os resultados iniciais mostram que deve ter sucesso a estratégia do Governo para evitar a formação de congestionamentos nas estradas de acesso à região, nesses meses de escoamento da produção de grãos – soja e milho principalmente.
 
Um primeiro desafio já foi superado. Com o protesto dos caminhoneiros da semana passada, havia o temor de que, quando os bloqueios nas estradas fossem encerrados, o volume de veículos de carga com destino a Santos aumentaria, gerando filas nos acessos ao Porto. O movimento dos motoristas na região já foi dissolvido, as cargas deram entrada nos terminais e, de acordo com a Docas, não houve qualquer transtorno.
 
Esse batismo de fogo do Plano Safra 2015, do Governo, e as expectativas positivas para o transporte dos grãos foram alguns dos assuntos discutidos em uma reunião na última sexta-feira, em Brasília, para debater o escoamento da produção agrícola até Santos. Estavam presentes dirigentes da Codesp, da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
 
Santos é estratégico para as exportações agrícolas brasileiras. Tradicionalmente, o complexo santista responde por dois terços dos embarques de açúcar no País. E dados do Governo Federal apontam que, em 2014, os terminais da região carregaram 18% da soja exportada pelo Brasil. Segundo projeções da Docas, neste ano, Santos deve movimentar 17 milhões de toneladas de açúcar (1,7% a menos do que no exercício anterior), 16,76 milhões de toneladas de soja (1,8% a mais), 8,3 milhões de toneladas de milho (6,5% a menos). A soma das três cargas representa 37,4% das 112,44 milhões de toneladas previstas para 2015.
 
Agendamento
 
No encontro de sexta-feira, os principais dados sobre o Porto foram apresentados pelo diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luís Cláudio Santana Montenegro. Ele destacou a necessidade de um controle rigoroso sobre a chegada dos caminhões e a importância de se continuar cumprindo as regras de agendamento. 
 
“Nessa reunião, avaliamos como foi esse início da safra e repassamos as medidas adotadas para garantir o acesso ao Porto de Santos sem problemas. Estamos acompanhando todo o transporte e vamos continuar. Vamos manter um controle forte e não iremos tolerar o descumprimento das regras de agendamento. Mas posso dizer que, em relação a Santos, estamos tranquilos”, afirmou Montenegro, em entrevista a A Tribuna logo após o encontro. 

 

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015 - 15h06
Movimentação

No Brasil, operação de contêineres cresce 5,4%

Leopoldo Figueiredo
Santos receberá o primeiro posto da Antaq
Terminais de Santos, movimentaram 32,54% do total
Apesar da desaceleração da economia brasileira, a movimentação de contêineres nos portos do País cresceu 5,4% no ano passado, em relação ao resultado do exercício anterior. Considerando as operações dos complexos públicos e dos terminais de uso privado (TEU), a soma chegou a 9 milhões 342 mil 363 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 478.567 a mais do que em 2013.
 
Principal porto brasileiro, Santos se manteve na liderança desse tipo de operação, respondendo por quase um terço (32,54%) do total nacional.
 
Os números integram o Anuário Estatístico Aquaviário de 2014, elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e divulgado pela diretoria do órgão regulador na última quarta-feira. O levantamento está disponível no endereço eletrônico da entidade (www.antaq.gov.br), na página de Estatísticas.
 
Desses 9,342 milhões de TEU transportados nos portos, 4,731 milhões (50,7%) foram embarcados – para o exterior ou para outras regiões do País –, segundo o balanço da Antaq. Os 4,61 milhões de TEU (49,3%) restantes foram desembarcados. Os dois tipos de operação registraram aumentos – 8,52% e 2,38%, respectivamente – na comparação com os dados do ano anterior.
 
O crescimento na utilização de contêineres é um bom sinal para a economia do País, apesar do desaquecimento verificado, principalmente, a partir do terceiro trimestre do ano passado – o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever uma expansão de apenas 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014. Tradicionalmente, os cofres de carga são destinados ao transporte de mercadorias industrializadas, ou seja, de alto valor agregado. O aumento nessa movimentação mostra, portanto, a intensificação do comércio internacional desses itens.
 
Esse uso é comprovado ao se analisar o tipo de artigo conteinerizado e sua tonelagem no ano passado. Conforme os dados da Antaq, as mercadorias mais transportadas em 2014 foram peças plásticas (6,18 milhões de toneladas, o equivalente a 7,5% do peso líquido do total desses itens). Na sequência, vieram os produtos siderúrgicos (4,85 milhões de toneladas, 5,9%) e os de apoio (4,83 milhões de toneladas, 5,9%). 
 
O balanço do Agência Nacional de Transportes Aquaviários também aponta que os contêineres responderam por 10,5% da tonelagem de cargas operadas nos portos, no ano passado. Das 969,64 milhões de toneladas transportadas nas instalações brasileiras, 101,9 milhões de toneladas foram embarcadas ou desembarcadas no interior dos contenedores. O restante foi operado como granel sólido (589,95 milhões de toneladas, 60.8% do total), graneis líquido ou gasoso (231,75 milhões de toneladas, 23,9%) ou carga geral não conteinerizada (46,03 milhões de toneladas, 4,7%).
 
Liderança santista
 
N/A
Dados divulgados pela Antaq
Considerando o local onde esses contêineres foram embarcados ou desembarcados, Santos se manteve como o porto que mais realizou esse tipo de operação no Brasil. De acordo com os dados da Antaq, o cais santista respondeu por 3,04 milhões de TEU. O resultado aponta uma queda de 4,8% ante a soma do ano anterior (a tabela ao lado traz a relação completa de instalações e suas respectivas movimentações).
 
Os números da agência são menores do que os divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, no mês passado. Conforme o balanço da estatal, o complexo movimentou 3,684 milhões de TEU,com uma alta de 6,84%.
 
Essa diferença ocorre por dois motivos. O primeiro é que a Antaq, em seu anuário, separa as atividades dos portos públicos da dos terminais de uso privado. Consequentemente, os volumes carregados ou descarregados no Terminal Embraport, TUP instalado na Margem Esquerda do Porto, ao lado da Ilha Barnabé, são contabilizados a parte.
 
No levantamento da agência, a unidade da Embraport aparece em quinto lugar nas operações de contêiner do País, com 529.639 TEU. Considerando apenas os TUP, ela fica em segundo lugar, perdendo apenas para o Terminal Portonave, em Navegantes (SC), que registrou 676.675 TEU.
 
De menor impacto, o segundo motivo para essa divergência é a diferença nos critérios adotados pela Companhia Docas e pela Antaq para contabilizar as operações portuárias. 

 

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015 - 16h04
Modernização

SEP apresenta diretrizes e recomendações para modernizar a gestão da Companhia Docas

De A Tribuna On-line
N/A
Para Ministro, objetivo é melhorar a gestão portuária
Os representantes das Companhias Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Rio de Janeiro (CDRJ) e Pará (CDP) receberam nesta terça-feira(24) as diretrizes e recomendações da SEP para os novos processos, que fazem parte do Projeto de Modernização da Gestão Portuária, um conjunto de ações que visa a melhoria de gestão das Companhias Docas. 
 
O projeto está em andamento desde maio do ano passado. A primeira etapa foi mapear os processo dentro das companhias, para identificar oportunidades de melhorias e introduzir novas ferramentas de tecnologias de informação, propondo integração de etapas e processos na gestão dos portos. 
 
A empresa Deloitte teve seus serviços de consultoria contratados, segundo a orientação do novo marco regulatório do setor, a Lei 12.815, para o desenvolvimento e implementação de melhorias na gestão portuária. Em outubro de 2014, a empresa apresentou os dados realizados nos processos internos das Companhias. A Deloitte vai acompanhar a primeira fase de implantação dos modelos, priorizando ações e estabelecendo cronograma.
 
Para Ricardo Ono, diretor da Deloitte, o projeto é um desafio grande, pois ele passa por uma mudança cultural de gestão da Companhia Docas "Uma das nossas principais preocupações nesse trabalho foi de deixar claro qual o papel das Companhias Docas. O que se espera das Companhias e que tipo de supervisão a SEP deveria ter. Nós entendemos que uma das causas da ineficiência são as sobreposições e áreas de atuação que não estão claramente definidas”, afirma.
 
Segundo o Ministro dos Portos, Édinho Araujo, o objetivo é melhorar a gestão portuária, tornando os processos mais eficientes.“Vamos implementar as mudanças e as recomendações de planos de melhoria para a modernização dos processos administrativos internos às Companhias Docas. Estamos monitorando todas as fases do projeto. Algumas dessas inovações já estão em curso na CODESP, como o plano de remuneração variável dos dirigentes, condicionado ao cumprimento de metas de gestão”, afirma o Ministro.
 
A SEP está analisando as propostas de modelos apresentadas, e assim que for definido serão iniciadas as ações referentes as novas estruturas organizacionais, e a produção de novos normativos e revisão dos já existentes, com base nas mudanças a serem implementadas.

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 15h16
Estudos

Pesquisa busca agilizar acesso de caminhões a terminais do Porto

Fernanda Balbino
Agilizar a entrada de caminhões nos terminais de contêineres do Porto de Santos é o objetivo do projeto coordenado por professores do curso de Gestão Portuária da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Baixada Santista - Rubens Lara, que fica em Santos, no bairro da Aparecida. Com etiquetas eletrônicas instaladas nos caminhões, os docentes buscam liberar a entrada desses veículos nos gates (portões) de acesso às instalações e ainda guardar as principais informações da carga. Em uma segunda etapa, o plano é disponibilizar esses dados para empresas interessadas em localizar as mercadorias ou os autos.
 
A primeira fase do projeto já está em testes. Os pesquisadores trabalham em uma maquete. Nela, buscam verificar se é possível, com a instalação de um leitor de radiofrequência no solo, liberar o acesso de um caminhão nos gates. O equipamento fará a leitura das informações contidas na etiqueta eletrônica fixada no veículo.
 
A pesquisa envolve três docentes. Dois deles são do curso de Gestão Portuária. Mário de Souza Nogueira Neto é responsável pela disciplina Gestão de Produção e Operações e Renato Márcio dos Santos, por Sistema Portuário Brasileiro.
 
O terceiro, André Vizini, atua no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, onde estuda o aluno Luiz Henrique Moreira Barbosa, que também participa do projeto. Além da parte tecnológica, eles trabalharam no desenvolvimento da maquete que testa a viabilidade dos equipamentos. 
 
De acordo com os professores, o projeto começou com a identificação de um problema já conhecido no Porto de Santos: a demora no acesso dos caminhões aos terminais portuários. A questão é motivo de discussão entre caminhoneiros e empresas, já que os motoristas pedem o pagamento de estadia por conta dos longos períodos de espera para entrar nas instalações. Para eles, a demora ocorre, principalmente, na liberação da entrada dos veículos. Com isso, além da perda de tempo, os condutores reduzem o número de viagens que podem fazer em um dia e, consequentemente, seu ganho. 
 
“É bom lembrar que a tecnologia já existe no mercado. Nosso objetivo é ampliar seu benefício com a utilização portuária. Não estamos reinventando a pólvora, mas fazendo uma aplicação de uma tecnologia existente. O fato é que, se ninguém fizer, a gente fica parado no tempo”, disse o professor Renato dos Santos.
 
N/A
Professores do curso de Gestão Portuária Mário de Souza Nogueira Neto e Renato Marcio dos Santos
 
Radiofrequência
 
A tecnologia utilizada no projeto é a de identificação por radiofrequência ou RFID (sigla em inglês de Radio Frequency Identification. Trata-se de um método de reconhecimento automático através de sinais de rádio, lendo dados armazenados em etiquetas. 
 
O estudo analisa como seria a operação com a instalação dessas etiquetas nos caminhões que seguem em direção ao Porto. No cenário avaliado, assim que o veículo se aproxima do gate do terminal, ocorre a leitura das informações. Os dados inseridos podem ser as características físicas e descrições das mercadorias, além de números de documentos como notas fiscais. 
 
“Este tipo de equipamento garante uma agilidade maior na carga e na descarga. Provavelmente vai reduzir o tempo de espera, as filas e a questão da confiabilidade da informação. Toda vez que você evita digitar um dado, você obviamente está se certificando que essa é uma operação confiável”, explicou o professor Mario de Souza.
 
Mas segundo os docentes, o fato de a digitação de dados nos ate passar a ser um item dispensável, para liberar o acesso de caminhões, não significa que a tecnologia poderá substituir um operador.
 
“As pessoas pensam que, com tecnologia, você desemprega o trabalhador e isso não é verdade. Está mais do que provado que, quando você emprega tecnologia, emprega pessoas qualificadas para poder dar suporte naquela tecnologia. A gente precisa tirar do mercado essa visão. Você força aquele trabalhador que já está lá naquela área, que é o especialista naquela operação, a se adequar. E, poderá até receber salários melhores”, destacou o professor Renato Márcio dos Santos. 

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015 - 18h15
Na frente

Porto de Santos é responsável por 27% da movimentação de carga em 2014, diz Antaq 

De A Tribuna On-line
N/A
Santos foi responsável por 27% do total movimentado
A movimentação do setor portuário brasileiro cresceu 4% em 2014 em relação a 2013, e o Porto de Santos foi responsável por 27% de participação do total movimentado no conjunto dos portos organizados. O Brasil movimentou no ano passado, por via marítima, 969 milhões de toneladas de cargas, segundo os números divulgados nesta quarta-feira(25) no Anuário Estatístico Aquaviário, produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
 
Apesar do fraco desempenho do comércio em 2014, o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, credita esse aumento de movimentação das principais commodities, como o minério de ferro, que teve expansão de 5% em relação a 2013, fertilizantes e adubos (11%), carvão mineral (26%), alumina (12%) e soja (4%).
 
A carga com maior movimentação foi a de mineirio de ferro (36%), combustíveis/óleos minerais(21%), contêineres(11%), soja(5%), bauxita(4%), milho fertilizantes(3%) e adubos(3%). Sendo que de acordo com o tipo da carga, o granel sólido teve o maior destaque representando 61% do movimentado nas instalações de todo o país, seguido pelo granel líquido, com 24%, e de 15% de participação de carga geral.
 
Cabotagem
 
A navegação de cabotagem (entre os portos brasileiros) representou 25% sobre o total de cargas movimentadas, valor que equivale a 213 milhões de toneladas, sendo 4 % a mais do que em 2013.
 
Os principais destaques de mercadorias movimentadas entre portos brasileiros foram a de combustível, com 66% do total, seguido por bauxita (13%) e contêineres (10%). Só a bauxita correspondeu a 28 milhões de toneladas.

 

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 19h46
Acidente

Embarcação com duas pessoas a bordo naufraga no Porto de Santos

De A Tribuna On-line

Uma embarcação naufragou no final da tarde desta terça-feira (24), com duas pessoas a bordo, nas proximidades do berço 1 do Brasil Terminal Portuário, em Santos. O acidente ocorreu por volta das 16 horas. A embarcação SS MARINER II pertence à empresa Salvador Santos Marine. Duas pessoas, o condutor e o passageiro, foram resgatados ilesos.

Após ter sido acionada, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) enviou peritos ao local, que constataram que a embarcação colidiu com algum objeto submerso, avariando a rabeta (parte localizada de baixo dos motores da popa), por onde começou a entrar água. Em razão do incidente, a embarcação começou a naufragar.

No momento do acidente estavam a bordo duas pessoas, o condutor e o passageiro, que foram resgatados sem ferimentos. O naufrágio, segundo informações da Capitania dos Portos, não oferece risco e segurança da navegação. Ainda conforme a Autoridade Portuária, apesar do navio estar carregado com 50 litros de óleo diesel no tanque de combustível, até o momento, não há indícios de poluição ambiental no local. Por segurança, barreiras de contenção foram colocadas no mar, nas proximidades do local onde a embarcação está afundada.

Os dados preliminares do acidente, colhidos pelos peritos da CPSP, instruirão o Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que será instaurado, e com prazo de conclusão de até 90 dias. O referido Inquérito apurará as causas determinantes do acidente, bem como possíveis responsáveis.
 

 

 

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 14h12
Começo em alta

Movimentação do Porto cresce 8,9% em janeiro

Leopoldo Figueiredo
N/A
Terminais santista operaram 285 mil TEU no último mês
O Porto de Santos iniciou o ano com um crescimento de 8,9% em sua movimentação de cargas. Foram 7,5 milhões de toneladas de produtos embarcados ou desembarcados no mês passado, contra 6,8 milhões de toneladas em janeiro de 2014. Esse é o segundo melhor resultado para o mês na história do complexo portuário, perdendo apenas para os primeiros 31 dias de 2013, quando 7,9 milhões de toneladas passaram pela região.
 
O montante de janeiro levou o Porto a ampliar sua participação na balança comercial brasileira, chegando a 26,8% (US$ 8,2 bilhões) dos US$ 30,5 bilhões importados ou exportados pelo País. Tradicionalmente, ela oscila em torno de 25%.
 
Esses dados constam o balanço operacional do Porto referente ao mês passado, divulgado no início da noite de sexta-feira(20)pela Companhia Docas do Estado de São Paulo(Codesp).
 
Segundo o levantamento, os terminais do Porto embarcaram 4,9 milhões de toneladas, 14,4% a mais do que em janeiro de 2014 (4,2 milhões de toneladas). Entre as cargas de exportação, destacaram-se o farelo de soja(+39,8%), o álcool(+5,6%) e o café em grãos (+22%). As importações totalizaram quase 2,6 milhões de toneladas, ficando 0,2% abaixo do resultado obtido no ano passado. Os destaques foram a amônia (+30,6%), o enxofre(+41,2%) e o sal (+32,2%). A queda mais significativa foi registrada nas operações com trigo(-63%).
 
O movimento de contêineres no complexo cresceu 3,2%, somando 285.037 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20pés).
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015 - 12h58
Memória

Museu do Porto de Santos recupera negativos fotográficos raros

De A Tribuna On-line
N/A
Negativos fotográficos são feitos em vidro e revelam passado do maior porto da América Latina
O Museu do Porto de Santos finalizou um minucioso projeto de preservação de cerca de 700 negativos fotográficos raros, em vidro, que resgatam imagens da primeira metade do século XX do maior porto da América Latina e um dos mais importantes do mundo.

A ação inédita disponibiliza as imagens reveladas para consulta em um banco de dados na internet e foi concretizada a partir do Edital de Museus do Programa de Ação Cultural (ProAC), oferecido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, por meio do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP). 
 
Os negativos fotográficos são feitos em vidro e revelam centenas de imagens que ajudam a preservar a memória da cidade e a contar a trajetória do maior porto da América Latina.

Segundo Antônio Carlos da Mata Barreto, gerente do Complexo Cultural do Porto, os materiais são do início do século XX e documentam, com perfeição, cenas históricas da formação e do cotidiano do Porto de Santos, que iniciou suas atividades na década de 1890. “É um acervo importantíssimo não apenas para a história da cidade de Santos e do Estado de São Paulo, mas também para a história econômica do Brasil. Preservar essa memória, ainda mais com imagens raras registradas por meio de uma técnica primária de fotografia, e ajudar a contá-la para as novas gerações, é uma grande responsabilidade que vai ao encontro da valiosa missão do museu", afirma. 
 
O acervo de negativos em vidro está disponível para consulta online. O museu está sediado no Complexo Cultural do Porto de Santos(Av. Conselheiro Rodrigues Alves, s/nº, Macuco), espaço composto também por uma biblioteca com mais de três mil volumes e pela Pinacoteca Gaffrée & Guinle. A edificação foi construída em 1902 para ser residência dos dirigentes da então Cia. Docas, atual Codesp.
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 15h21
Submerso

Trabalhar a bordo de um submarino, missão para quem tem nervos de aço

Fernanda Balbino
N/A
 
O submarino Tapajó, esteve recentemente em Santos
Imagine ficar até 50 dias no mar, a 200 metros de profundidade, sem ver a luz do sol ou se comunicar com a família, e ainda em atividades de patrulha, que exigem atenção na busca por alguma ameaça externa. Parece cenário de filme, mas é a realidade de quem trabalha a bordo dos submarinos da Marinha do Brasil. O espaço é limitado. A tensão é constante. Mas o comandante do submarino Tapajó, capitão de fragata José Neto, garante não trocar sua vida submersa por nada.
 
Tapajó conta com 61,2 metros de comprimento e um casco com apenas 6,2 metros de diâmetro. Nessa estrutura, podem atuar até 49 tripulantes, que se distribuem pelos cinco compartimentos da embarcação: a sala de torpedos, a das baterias(alimentadas pelos geradores e que fornecem a eletricidade necessária aos equipamentos do submarino), o comando, a área de manobras e a praça de máquinas. E esses espaços ainda têm outras funções. Sobre a sala das baterias, por exemplo, estão os alojamentos dos marinheiros e dos oficiais, os banheiros e a cozinha. Já o refeitório (que não chega a ter 10 lugares) é organizado sobre o depósito dos torpedos. 
 
Devido às dimensões do submarino e à necessidade de sempre haver uma equipe em sua condução, a tripulação trabalha em turno. E são poucas as situações em que todos são chamados para atuar. Isso ocorre principalmente quando há um cenário de perigo ou durante um conflito.
 
Apesar dos desafios que envolvem a operação dessas embarcações, elas são estratégicas em qualquer armada, tanto durante um confronto como em atividades regulares de patrulhamento. A importância de um submarino está no fato de ele poder navegar e até conter ameaças de forma silenciosa e sem ser visto. Para isso, além dos sensores, são utilizados equipamentos de detenção eletromagnética e ainda os famosos periscópios, para a observação das áreas próximas.
 
“A vida no mar é sempre cheia de apuros. Isso é que é legal. A grande nuance do submarino é que todo dia é um dia tenso”, afirmou o comandante José Neto, que soma 18 anos dedicados às missões submarinas.
 
Surpresas e Tensões
 
A vinda do Tapajó ao Porto de Santos, no mês passado, integrou uma dessas atividades. A escala no complexo marítimo fez parte de uma viagem de treinamento, iniciadano Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro. De lá até o cais santista, foram dois dias e meio de viagem, que contou com algumas surpresas e “tensões”, como destacou o oficial.
 
“Na vinda pra cá, a gente teve uma falha elétrica que obrigou um painel a parar de alimentar o navio, parar de alimentar a propulsão. Num dado momento, eu perdi toda a iluminação e a máquina, ou seja, a sustentabilidade do submarino”, explicou o comandante José Neto.
 
Imprevistos acontecem como em qualquer atividade profissional, comentou o capitão de fragata. O problema é que, em um submarino, essas questões precisam ser resolvidas a dezenas de metros de profundidade. E como na vida, os problemas nunca aparecem sozinhos. Eles surgem por uma sucessão de falhas e a tomada de decisão precisa ser rápida, já que, nessa situação, a embarcação e toda a tripulação estão em perigo.
 
“Tentei me manter em uma cota (profundidade) tirando e colocando água (nos reservatórios que garantem a flutuabilidade da embarcação). Mas observei que estava em uma profundidade em que poderia pousar no fundo e, com tranquilidade, resolver o problema, sem ter que ficar tirando e colocando água. Também deu um pouco mais de tranquilidade porque o clima aqui estava
tenso”,contou o comandante.
 
No fundo
 
O “posar no fundo” significa que o Tapajó desceu à profundidade máxima. Neste caso, ele tocou o solo a 132 metros do nível do mar. Foi assim, com a embarcação estabilizada, que a tripulação se concentrou na solução de todos os problemas.
 
Resolvidas as questões elétricas e de uma bomba hidráulica (itens indispensáveis para a navegação), todas as atividades voltaram ao normal e a viagem prosseguiu até Santos.
 
Segundo o comandante, tão difícil quanto solucionar os problemas mecânicos do submarino, é administrar as condições psicológicas da tripulação dentro da embarcação. “Um navio tem sua flutuabilidade e a integralidade do casco. Se nada acontecer com o casco, se ele não romper, em tese, ele sempre vai estar flutuando. Com o submarino, eu ando embaixo d’água. No momento em que abandono a superfície e entro no mundo que a gente chama de Netuno, embaixo d’água, se algo errado acontecer, acabou. Vou pro fundo”.
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015 - 16h42
Submarino

Tripulação recebe treinamento intenso e contínuo  

Fernanda Balbino
N/A
Tripulante na área de manobras do submarino
O treinamento de um submarinista é intenso e contínuo. Além de exercícios dentro da embarcação, a tripulação é obrigada a fazer, semestralmente, o treino de saída em um tanque de salvamento, que imita as condições de pressão do fundo do mar, explica o comandante do Tapajó, o capitão de fragata José Neto. Na atividade, os marinheiros têm de conseguir abandonar a submarino em até três segundos.
 
Esse preparo envolve bastante disciplina e exige de marinheiros e oficiais em boas condições de saúde.
 
“O mais importante do processo seletivo para o submarinista é a parte médica, onde é possível descobrir se o candidato tem alguma restrição por saúde. Será que as minhas vias aéreas são normais ? Vou poder mergulhar ? Vou lidar bem com as diferenças de pressão ? Muita gente no meio do caminho não consegue. Não sabe se tem algum problema. Tem que ter uma acuidade visual adequada para enxergar no periscópio, porque não tem espaço para óculos. O teste psicotécnico vai dizer se eu tenho aptidão para a função. Pode haver aspiração, mas não aptidão. Isso frustra, mas é só seguir para outra carreira na Marinha. Eu tive sorte e não pretendo sair”, afirma o capitão de fragata José Neto.
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015 - 15h30
Porto de Santos

Posto da Anvisa em Santos tem nova chefia

Da Redação
N/A
posto local receberá mais seis funcionários
O escritório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) no Porto de Santos tem um novo chefe. O servidor Rogério Gonçalves Lopes, que está na Cidade desde o final do mês passado, assumiu quarta-feira(18) o comando da Autoridade Sanitária no complexo marítimo. E o posto ainda terá um reforço de seis funcionários, que serão deslocados de outras unidades da Anvisa e começarão a atuar na região ainda neste mês, na liberação de mercadorias e embarcações no complexo.
 
Em Santos, a Anvisa estava sem comando desde o final do ano passado, quando o ex-chefe do escritório Francisco das Chagas Alexandre de Assis optou por deixar o cargo. A partir daí, começou um revezamento na chefia da unidade. Uma servidora de Brasília foi deslocada temporariamente para ajudar nos trabalhos do cais santista.
 
Mas, no final de janeiro, Rogério Lopes foi designado o novo representante da Autoridade Sanitária em Santos. Ele já foi o responsável pelo escritório da Anvisa no Porto de Paranaguá (PR). Quando o órgão anunciou a escolha de um novo titular para o posto local, também divulgou que outros seis servidores seriam transferidos para a Cidade.
 
As transferências têm o objetivo de agilizar a emissão das licenças de importação, dos atuais 20 dias para cinco dias, reduzindo, assim, seus custos logísticos. Hoje, no Porto, o tempo médio para a emissão deste aval varia de 20 a 22 dias. Medicamentos e produtos relacionados à saúde necessitam dessa liberação para entrar no Brasil. Só depois dessa aprovação, os artigos passam pelas inspeções da Receita Federal.
 
A vinda de novos servidores vai ajudar a resolver o problema de falta de pessoal da Anvisa, que é apontado como um dos principais entraves para as operações no cais santista. Além dos atrasos na liberação de mercadorias, há queixas que se referem à certificação de Livre Prática, o documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e exigido para sua atracação no complexo marítimo.
 
O problema é reconhecido pela própria Anvisa que, em ofício, informou ao Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo(Sindamar) a necessidade de contratação de 30 novos servidores, a fim de atender as demandas do principal porto do País. O ideal, segundo a autoridade, é manter 55 funcionários em Santos.
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