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Alex Muniz acredita em um grande crescimento

economico na baixada santista, O porto de Santos

o maior da america latina vem crescendo com apoio

de grandes empresas sendo instalada na região,

tambem com descoberta de petróleo na bacia de Santos,

A Petrobras com o pré-sal garante uma mudança inédita

para a baixada Santista. Acredito que muitos funcionarios

poderão ser treinados e qualificados pelas empresas com

seleções de vagas, assim evitando a vinda de pessoas

qualificadas de outras regiões dando chance para a baixada santista.

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alexmunizcosta2@gmail.com

 

Alex Muniz - Coordenador de Recinto Alfândegado


 

 

 Noticia  

 

 

 

Quarta-feira, 02 de Julho de 2014 - 14h29
35,8 quilômetros

Entrega do Trecho Leste do Rodoanel é adiada para o final do mês

José Claudio Pimentel

Foi adiada, pela quarta vez, a entrega do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, o anel viário de São Paulo. Agora, Agência Reguladora de Transporte do Estado (Artesp), espera que a SP Mar, concessionária responsável pela obra, obtenha a licença ambiental do empreendimento. Só com este aval, o primeiro trecho (de 35,8 quilômetros) da via, entre Mauá e a Rodovia Ayrton Senna, em Arujá, poderá ser entregue. A previsão é de que isto aconteça até o final deste mês.

Por dia, a multa pelo atraso na conclusão da obra, prevista em contrato, é de R$ 417 mil. Ela está sendo contabilizada desde o mês de março.

Contrariando as expectativas do governador do Estado, Geraldo Alckmin, o trecho inicial da pista não foi entregue na última semana. Ele representa 87% de toda a porção Leste.

A entrega dos oito quilômetros restantes, que correspondem à conexão com o Trecho Norte, em Guarulhos, prevista para o final deste mês, também foi adiada. Será no próximo semestre, mas ainda não há data programada.

A justificava da SPMar, concessionária responsável pela construção e pela administração das pistas, é de que ela aguarda o laudo ambiental para poder liberar o tráfego de veículos. Enquanto isso não acontece, a companhia admite que ainda finaliza os “últimos detalhes” para liberar a via.

Entre as pendências, estão a instalação de sinalização, a construção de um centro de controle e de barreiras de proteção em áreas de encosta.

A agência reguladora, que acompanha a construção do Trecho Leste, financiado inteiramente pela iniciativa privada, explica que, assim que for comunicada pela concessionária sobre a conclusão dos serviços, será realizada uma inspeção nas pistas. Posteriormente, elas serão liberadas.

Por isso, espera-se que esse trâmite ocorra ao longo dos próximos 30 dias. A ideia é que, neste período, ocorram intervenções, se necessárias.

Penúltimo

O Trecho Leste é a terceira parte do Rodoanel paulista e será responsável por reduzir o tempo de viagem entre a Baixada Santista e o Aeroporto Interncional de Guarulhos. Dos 43,5 quilômetros, 16,8 quilômetros serão de pontes e viadutos, distância superior à da Ponte Rio-Niterói.

A previsão inicial era concluir as obras em março. No entanto, ela foi adiada por pelo menos quatro vezes. De acordo com a SP Mar, os motivos foram problemas geológicos, restrições ambientais e questões técnicas.

No início dos trabalhos, a concessionária foi multada em pelo menos R$ 251 mil pela demora na execução do projeto. Sobre as penalidades totais para o atraso, a Artesp diz que vai calculá-las assim que a obra for entregue.

 

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014 - 14h45
Desaceleração

Movimentações em portos da América Latina crescem 1,7% em 2013

AFP

As movimentações de carga nos portos da América Latina e do Caribe cresceram 1,7% em 2013, percentual que indica uma desaceleração do comércio exterior da região. Um total de 46,6 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) foram movimentados durante o ano passado nos complexos portuários latinos.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O ranking de movimentação de contêineres registra a atividade de 80 terminais da região.

Em 2010 e 2011 a expansão da atividade portuária foi de 14% ao ano. Já em 2012, o crescimento do setor foi de apenas 5,9%. A retração na atividade em relação aos anos anteriores se concentrou sobretudo em portos de cinco países do Caribe.

Na Colômbia, a queda anual foi de 6,9%, enquanto na Jamaica e na Venezuela, a redução foi de 8,2% nas operações, respectivamente. Já no Panamá a baixa foi de 4,1% e a República Dominicana foi o País que mais reduziu a movimentação de cargas através dos portos. Neste caso, a retração foi de 21,7%.

Por outro lado, os terminais de cinco países da América do Sul e de um da América Central mantiveram seu nível de crescimento. Argentina teve alta de 9,8% em comparação a 2012. O Brasil cresceu 6,2%, enquanto Uruguai ampliou a movimentação de cargas em 9,7%. Chile, Equador e Costa Rica ampliaram em 6%, 3,9% e 37,5% as operações portuárias, respectivamente.

O porto com maior crescimento em 2013 na região foi o de Caldera, na Costa Rica, com um avanço de 246%. Em seguida, surge Coronel, no sul do Chile, com alta de 135%, e Itapoá (SC), que cresceu 72,1%.

As maiores quedas foram nos portos de Puerto Plata, com redução de 83,2% e Santo Domingo, na República Dominicana, que registrou redução de 58,5% e de São Francisco do Sul (SC) que reduziu em 37,2% suas operações. (France-Presse)

 

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 Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 11h39

Total de sete

Porto de Santos conta com mais cinco câmeras para monitorar veículos

De A Tribuna On-line
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está disponibilizando em seu site mais cinco câmeras para acompanhamento do tráfego de veículos no Porto de Santos. As imagens mostram a situação do trânsito em tempo real e somam-se às duas já disponibilizadas desde o ano passado. Ao todo, já são sete equipamentos.
Por meio das imagens é possível acompanhar o trânsito em tempo real no complexo santista
O serviço de câmeras ao vivo no site da Docas começou no ano passado, quando foram disponibilizadas as imagens do acesso à margem direita do Porto pelo Viaduto Dr. Paulo Bonavides (Alemoa) e da Rua Idalino Pinez, conhecida como Rua do Adubo, que é a entrada para os terminais portuários localizados na margem esquerda, em Guarujá. Agora podem ser vistos outros cinco pontos, localizados na altura dos portões (gates), 4, 5, 8, 15 e 18. Todos ficam na margem direita do complexo santista.
Para acessar as imagens, basta entrar no site da estatal (www.portodesantos.com.br) e clicar no link câmeras on line (em destaque próximo ao centro da página inicial).

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Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 09h02

A partir de hoje

Codesp desenvolve treinamento para técnicos do porto africano de Cotonou

De A Tribuna On-line
Um grupo de técnicos do Porto de Cotonou participa, a partir de segunda-feira,  de programa de capacitação oferecido pela Codesp, Autoridade Portuária de Santos, nas áreas de gestão portuária, logística, segurança e meio-ambiente e marketing portuário.
O treinamento é resultado de Acordo de Cooperação Técnica com o governo do Benim em diferentes setores, promovido em conjunto com o governo do Brasil, através da Agência Brasileira de Cooperação. Para contemplar a cooperação no setor portuário, a Docas firmou com o país africano um projeto denominado Fortalecimento Institucional do Setor Portuário do Benim.
A iniciativa prevê a capacitação de 32 técnicos do Benim. Os cursos foram estruturados pela estatal e divididos em 4 módulos com fases desenvolvidas em Cotonou e em Santos.
“Este é o segundo grupo de 10 técnicos africanos que recebemos”, informa Esmeraldo Tarquínio Neto, superintendente da Codesp e presidente do Centro de Excelência Portuária (Cenep) de Santos. A programação se estenderá sexta-feira, com aulas, palestras e visita a terminais marítimos.
Os módulos consideraram o diagnóstico realizado em Cotonou por técnicos da Companhia e colaboram para que o porto africano possa aumentar sua eficiência, reduzir custos, melhorar condições de saúde e segurança, além de estimular a atração de cargas.

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Segunda-feira, 19  de Maio de 2014 - 08h01

Transporte público

Primeiro VLT que circulará na região chega ao Porto de Santos nesta segunda-feira

De A Tribuna On-line
 
 
 
 
 

O primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que circulará na Baixada Santista, deve chegar ao Porto de Santos nesta segunda-feira. A data foi divulgada pelo responsável técnico da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), Luiz Carlos Pereira Grillo, na última sexta-feira. O desembarque do trem deve ocorrer no cais do Saboó.
O modelo é o Tramlink, da Vossloh, com sete carros e capacidade para 400 passageiros. O primeiro trem deixou o Porto de Bilbão, na Espanha, no último dia 7 de abril. Além dele, outros dois serão fabricados na Espanha. Os 19 restantes, dos 22 previstos no contrato, serão fabricados no Brasil pela Vossloh Cogifer.
O cronograma de entregas dos veículos será finalizado em agosto de 2015. A operação comercial no primeiro trecho tem previsão para início de fevereiro. Já os testes iniciais deverão ocorrer em julho deste ano.
Os veículos contam com 2,65 metros de largura por 44 metros de comprimento. A velocidade média de 25km/h (a máxima é de 80km/h). Eles possuem ar condicionado e piso 100% baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldade de locomoção.

 

 

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Segunda-feira, 12  de Maio de 2014 - 21h09

Investigação

Após acidente, responsáveis por navio e balsa prestam depoimento

Da Redação

A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) começou a ouvir nesta segunda-feira os responsáveis pelo navio Copenhagen, de bandeira de Antigua e Barbuda, que colidiu com a balsa FB-23, da Dersa, na madrugada do domingo. Prestaram depoimentos o comandante da embarcação, o imediato (o subcomandante) e o  chefe de máquinas.
A colisão entre o cargueiro e a balsa aconteceu por volta das 2 horas de domingo, quando o navio deixava o cais santista. Não houve vítimas ou danos ambientais.
Segundo o capitão dos portos, o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, “não há divergências entre os depoimentos. Vamos caminhar, agora, para a verificação da situação dos equipamentos das instalações elétricas.”
As testemunhas confirmaram as informações iniciais de que o navio sofreu uma perda de energia.
Leia a matéria completa na edição desta terça-feira, em A Tribuna.

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12/05/2014       

 

 

Fórum debate desafios e perspectivas da cabotagem

 

 

Temas como burocracia, valores do bunker e mais profissionais competentes foram os destaques .Leia Mais

O seminário sobre Cabotagem realizado pelo Deputado Federal, Edinho Bez no auditório da CNT (Confederação Nacional do Transporte) em parceria com a ABAC (Associação Comercial dos Armadores de Cabotagem), AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima) e a Câmara dos Deputados discutiu os desafios e perspectivas do modal na última quinta-feira (8), em Brasília.

O evento que contou com diversos painéis como “A visão do armador de cabotagem”; “A importância da cabotagem”; “Os ganhos ambientais” entre outros fatores, apresentando o ponto de vista de cada empresa em relação ao uso e a importância do modal.

Entre os convidados da mesa de debates esteve o Ministro de Estado da Secretaria de Portos da Presidência da República, Antônio Henrique Pinheiro da Silveira que falou sobre o trabalho dos representantes de estado no setor, os problemas de infraestrutura que o mercado vive e as incertezas e problemas que os arrendamentos e as dragagens de portos tem apresentado.

“O crescimento da cabotagem nos últimos sete anos tem ficado na média dos 3% ano a ano, uma média de 26%. Sobre o plano nacional de dragagem, eu queria dizer que toda a responsabilidade de sucesso ou fracasso é minha”.

Para o deputado Bez, não existe desenvolvimento e crescimento sem investimento em infraestrutura nacional. “O foco hoje é investimento em infraestrutura nacional e nós ainda vamos nos reunir com um grupo de autoridades para discutir essas prioridades do segmento para que a cabotagem possa se desenvolver ainda mais no País”.

Durante todo o seminário diversas empresas colocaram resultados e opiniões sobre o segmento. No que diz respeito a problemas, os mesmo foram apresentados por todas: os gargalos logístico. Entre os entraves apresentados que inibem o desenvolvimento do modal os destaques foram para a burocracia e falta de infraestrutura nos portos, alto custo do combustível naval e formação de oficiais de Marinha Mercante em número suficiente para acompanhar a demanda do mercado.

 

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Quinta-feira, 08  de Maio de 2014 - 18h11

Brazuca

Mais de 3 mil bolas de futebol falsificadas são apreendidas no Porto de Santos

Da Redação

Uma operação especial para impedir a importação de produtos contrafeitos com tema da Copa do Mundo de 2014 identificou um contêiner com produtos falsificados no Porto de Santos.
Foram descobertas 3,8 mil falsificações de brazucas, as bolas do campeonato mundial de futebol, e 7 mil brinquedos não declarados. A carga está avaliada em R$ 140 mil e será destruída. Esta é a primeira grande apreensão de produtos falsificados relacionados à Copa do Mundo no Porto de Santos, neste ano. Em março do ano passado, 200 mil cafusas, bolas da Copa das Confederações, foram retiradas no cais santista por serem falsas. Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira, em A Tribuna.

 
Bolas estavam em contêiner apreendido no Porto. O material e brinquedos não declarados serão destruídos

 

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08/05/2014       

 

Autoridades se reuniram para tratar de alternativas para a melhoria da logística portuária

Encontro debateu as ações conjuntas adotadas para evitar congestionamentos nas vias de acesso ao Porto de Santos.Leia Mais

Os ministros da Agricultura Pecuária e Abastecimento Neri Geller, e dos Transportes Cesar Borges, bem como Antonio Henrique Silveira, da SEP (Secretaria Especial de Portos), se reuniram em Brasília para fazer um balanço das ações conjuntas adotadas para evitar congestionamentos nas vias de acesso ao Porto de Santos. Os planos foram elaborados devido aos gargalos apresentados no escoamento da safra anterior, em 2013. Para a safra de grãos 2013/14 as três pastas elaboraram planos de ação visando evitar a repetição de problemas. Em março deste ano, o movimento de cargas no Porto de Santos foi recorde; 10,4 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria de Portos, 95% dos caminhões com destino ao Porto de Santos estavam agendados em abril.

Os principais pontos mencionados durante o encontro foram a redução dos custos do frete e do tempo de espera dos caminhoneiros nos terminais portuários. De acordo com Cesar Borges, as medidas efetuadas “permitiram queda de 10% no valor do frete para o Porto de Santos, já que tempo de espera no local diminuiu”.

Os ministros também apresentaram vários planos, de infraestrutura e organizacionais, que inclui a finalização em dois meses de um novo acesso à margem esquerda do porto de Santos, que está sob tutela da iniciativa privada, a implantação de um projeto de automação do controle de entrada e saída de veículos, o uso de etiquetas inteligentes e a duplicação da via que liga Campinas a Santos gerenciada pela América Latina Logística.

César Borges também mencionou outros projetos que vão ajudar no escoamento da safra brasileira. De acordo com o ministro, o escoamento da produção de soja de Mato Grosso será realizado pela calha norte, com destino ao porto de Vila do Conde, situado próximo à cidade de Miritituba (PA).

Além dos investimentos no transporte aquaviário, César Borges também citou os projetos para transporte rodoviário. Segundo o ministro, a BR 163, até Sinop, será duplicada e a duplicação da via de Sinop até Miritituba está sendo estudada. Borges também afirmou que no dia 22 serão inaugurados 850 km na rodovia norte-sul, que ligam a Palmas (TO) a Anápolis(GO).

 

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07/04/2014

 

 
Líderes do Porto de Houston visitam Associação 
 
Comercial de Santos
 
 
DCI - São Paulo - C3
  Dois representantes da Autoridade do Porto de Houston, nos Estados Unidos, visitaram a Associação Comercial de Santos (ACS) na manhã da última sexta-feira. Eles foram recebidos pelo vice-presidente da ACS, John Olav Wolthers, e pelos diretores Vicente do Valle, Edison Monteiro e Marcio Calves, na sala de reuniões da ACS. O objetivo da visita do gerente-geral da Autoridade Portuária de Houston, John A. Moseley, e o representante da entidade no Brasil, John C. Cuttino, era descobrir e criar oportunidades entre o porto americano e o santista, com foco principalmente no comércio de trigo, fertilizantes, dutos e café.  Moseley explicou que o Porto de Houston é o maior dos Estados Unidos em termos de volume. "Anualmente essa posição é consolidada, nosso trabalho é totalmente dedicado ao crescimento".  Para o representante do Porto de Houston no Brasil, John C. Cuttino, os investimentos na indústria petroquímica brasileira irá gerar grande crescimento nos próximos anos. Além disso, ele reforçou que o status do comércio entre os dois portos é positivo.  De acordo com o vice-presidente da ACS, John Wolthers, a visita teve extrema importância. "Foi uma reunião muito interessante, no sentido de iniciarmos um contato de exportadores de café baseados em Santos com os compradores da região do Texas. Como Houston e Santos são portos irmãos, estamos buscando um trabalho sinérgico entre ambos".  Segundo Vicente do Valle, o contato reforça o elo entre os portos. "Nosso interesse é fomentar o comércio entre Santos e a cidade americana, além de trocar informações operacionais".  O gerente-geral de estratégia e logística da Vale, Gustavo Rodrigues Zaitune, ressaltou a importância da troca de informações entre os participantes. "O diálogo nos permite entender as operações e o funcionamento do Porto de Houston, além de descobrir as demandas e possíveis soluções".  Para o coordenador de originação de trigo da Bunge, Ricardo Rodrigues, a reunião serviu também para estreitar as relações entre as empresas e o porto americano. "A partir desse encontro também é possível acompanhar a evolução de algumas situações, como a importação de trigo, por exemplo".  Após a reunião, os participantes seguiram para um almoço no Clube XXII, também no Centro da cidade, onde se encontraram com o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), Renato Barco.  

 

Fonte: Porto de Santos

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Segunda-feira, 05  de Maio de 2014 - 08h56

Capacidade

Sem manutenção, portos limitam entrada de navios em Santos

Estadão Conteúdo
O investimento bilionário feito pelo governo federal nos últimos anos não foi capaz de ampliar a capacidade da maioria dos portos para receber a nova geração de navios. Sem manutenção adequada, alguns portos já perderam o ganho obtido com a dragagem de aprofundamento, que custou R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, segundo dados da Secretaria de Portos (SEP).
Cada um centímetro perdido na profundidade do canal significa deixar de carregar, por exemplo, oito contêineres (ou R$ 24 mil) por navio. Quanto maior a profundidade de um porto maior é o tamanho das embarcações que podem atracar nele - ou seja, mais produtos podem ser carregados numa única viagem e menor tende a ser o custo logístico.
As limitações, no entanto, têm afetado portos como Santos (SP), Salvador (BA), Itapoá (SC) e Rio Grande (RS), entre outros. Quase todos passaram por obras do Programa Nacional de Dragagem (PND), lançado em 2007 para adequar os portos à nova frota de navios. Pelas regras da época, o governo federal ficava responsável pela dragagem de aprofundamento e as Companhias Docas, que administram os portos, fariam a manutenção. "Mas o resultado não foi o esperado", afirma o secretário de infraestrutura portuária da Secretaria de Portos, Tiago de Barros Correia.
Segundo ele, o PND I foi um aprendizado, com alguns casos emblemáticos de contratos, problemas de execução da obra e dificuldades de homologação da nova profundidade. No Porto de Rio Grande, por exemplo, a dragagem dos canais ainda não trouxe grandes resultados.
As novas profundidades obtidas com a obra não foram homologadas pela Marinha, o que significa limitar a entrada de navios maiores no porto. Segundo a administração de Rio Grande, a homologação só deve ocorrer no segundo semestre de 2014.
Risco
"O governo investiu pesado para ampliar a capacidade do porto, mas com a falta de homologação, as áreas correm o risco de assorearem novamente", afirma o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli. O próximo a aguardar a homologação da Marinha é o Porto de Santos, que teve de refazer a dragagem depois que uma ressaca assoreou o canal de acesso e reduziu o calado (distância da lâmina d’água até a quilha do navio) dos navios que atracam no estuário de 13 2 de até 12,3 metros.
A dragagem feita de forma emergencial foi concluída semana passada. A profundidade do canal foi para 15 metros, mas, para garantir a segurança, o calado autorizado tem de ser, pelo menos 10% menor que a profundidade. A nova medida, no entanto, ainda dependerá de aprovação da Marinha. Neste momento, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está fazendo a batimetria do canal, que deve durar três semanas, e só depois o relatório será enviado para a Marinha.
Segundo Correia, da SEP, a dificuldade de homologação tem sido decorrente da falta de profundidade linear das áreas dragadas. "Como as máquinas são grandes, não conseguem entregar todas as áreas com 15 metros exatos, por exemplo. Alguns locais podem ter 16 metros, outros 14,9 metros. Por isso, a Marinha não homologa a nova profundidade."
Para um executivo do setor, que prefere não se identificar, as batimetrias realizadas no País fogem dos padrões recomendados pela Organização Hidrográfica Internacional (OHI, na sigla em inglês). "Sendo assim, é natural que a Marinha não abra mão da segurança, que é o que se espera dela."
Os problemas nos portos, no entanto, vão além da demora na homologação. Há um descompasso entre a profundidade dos terminais e dos canais de acesso - o que significa que os navios têm de obedecer à medida mais baixa. Em Santos, os berços de atracação tem profundidade que varia de 11,5 a 14 metros - o canal tem 15 metros.
Em Salvador e Aratu, a dragagem foi contratada para elevar a profundidade para 15 metros. "Mas a obra não foi completa e os usuários continuam reivindicando melhorias. Apenas um berço teve ampliação da profundidade para 13,9 metros. Os demais continuam com medidas entre 8 e 12 metros", afirma o diretor executivo da Associação dos Usuários de Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa. O secretário da SEP explica que houve casos, no PND I, em que a responsabilidade pela dragagem dos berços era da iniciativa privada ou das Companhias Docas.
No Porto Itapoá, em Santa Catarina, a situação é contrária: o berço de atracação tem 16 metros, mas o canal de acesso não passa dos 14 metros. A limitação fica ainda mais grave devido a uma restrição numa curva de 90 graus no canal que só permite navios com calado de 11 metros, explica o diretor do porto, Márcio Guiot. Assim, o terminal é obrigado a reduzir o calado dos navios que atracam em seu cais para 11 metros. Ou seja, os benefícios de se ter uma profundidade natural elevada estão perdidos.
O terminal privado, um dos mais modernos do País, está localizado na Baía da Babitonga, onde também há o porto público de São Francisco do Sul, que foi beneficiado pelo PND I. "Precisamos de uma readequação da largura do canal e uma suavização da curva. Eliminando as restrições, o ganho por navio poderia chegar a R$ 4,8 milhões", afirma Guiot.

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Segunda-feira, 05  de Maio de 2014 - 08h53

Programa Nacional

Secretaria de Portos muda dragagem para evitar erros

Estadão Conteúdo
Para evitar os erros do passado recente, a Secretaria de Portos (SEP) mudou as regras do novo Programa Nacional de Dragagem (PND), que vai investir R$ 3,8 bilhões no setor. Uma das alterações tem o objetivo de facilitar a homologação das profundidades pela Marinha do Brasil.
O secretário de infraestrutura portuária da SEP, Tiago de Barros Correia, explica que os novos contratos vão incluir uma margem de tolerância. "Se a profundidade necessária é 15 metros, vamos colocar 15,45 metros para evitar o risco da homologação não sair ou ter a homologação de medida abaixo do previsto." Segundo ele, como as máquinas são muito grandes, não é possível conseguir dragar todo o canal de forma linear.
A decisão, no entanto, implica aumento dos custos, pois o governo terá de pagar pelos 15,45 metros para ter a homologação de uma medida menor.
Outra alteração é que, nesse programa, a SEP será responsável pela dragagem em todo o porto. Mas Correia alerta: "Só vamos fazer a dragagem se o cais estiver reforçado". Sem esse cuidado, a dragagem pode provocar desmoronamentos.
Segundo um executivo setor, que tem amplo conhecimento sobre as estruturas dos portos brasileiros, há várias construções que beiram 100 anos de idade e que não aguentariam nem uma dragagem para 12 metros. "Antes de dragar é preciso preparar os terminais para as profundidades desejadas assim como realizar todos os esforços estruturais para receber os novos navios."
Apesar das mudanças, as primeiras licitações do novo PND de Santos e Fortaleza não foram concluídas. "As propostas ficaram com preço acima do estabelecido", diz o secretário da SEP. Ele explica que os prestadores de serviço tinham uma percepção de risco que vinha do primeiro PND.
Os riscos são decorrentes de serviços adicionais que podem surgir no meio do caminho. Isso ocorreria no caso de algum tipo de rocha mais resistente que exija o derrocamento, a retirada de embarcações ou soluções exclusivas para solo contaminado. O governo vai fazer uma nova tentativa para licitar os serviços do Porto de Santos. A expectativa é de que o edital seja publicado ainda na primeira quinzena deste mês.

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 20h45

Contêineres

Operação de cabotagem da Mercosul em Santos cresce 27 %

Fernanda Balbino

A chegada da Copa do Mundo, a renovação da frota de embarcações e a confiança no setor de cabotagem fizeram a armadora Mercosul Line a aumentar em 27% sua movimentação de contêineres no País no primeiro trimestre do ano. Foram 165 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) transportados em linhas nacionais. No mesmo período do ano passado, o volume foi de 130 mil TEUs.
Os bons números fazem a armadora ter expectativas positivas para a movimentação de contêineres entre portos brasileiros – a cabotagem – neste ano. Segundo Roberto Rodrigues, presidente da Mercosul Line, esse modelo de transporte tem se tornado mais confiável para os embarcadores.
Os números dão uma ideia do avanço da cabotagem no País. Em 2001, apenas 21 mil TEU foram movimentados por embarcações entre portos brasileiros. Dez anos depois, o volume já era quatro vezes maior, de 84 mil TEUs. “À medida que o setor amadurece, o modelo ganha mais espaço e se torna mais constante e mais confiável”, explicou o presidente da Mercosul Line.
Neste ano, a produção de aparelhos de TV, em função da Copa do Mundo, já impulsiona a movimentação de cargas. Os televisores são produzidos na Zona Franca de Manaus (AM) e transportados para as regiões Sul e Sudeste em embarcações.
Este é o principal eixo da cabotagem no País. De Porto de Santos, partem componentes, embalagens e aço para Manaus. Materiais de construção, produtos de higiene e limpeza, além de alimentos congelados, também saem do cais santista em direção à região Norte.
Na contra-mão, são embarcados os produtos eletrônicos, produzidos na capital amazonense. Aparelhos de som e de DVDs e televisores são os grandes destaques, assim como máquinas de lavar e secadoras de roupa. De acordo com o presidente da armadora, motocicletas também têm na cabotagem uma boa opção para transporte até as regiões Sul e Sudeste. “O segmento duas rodas ainda está começando, mas é promissor para a cabotagem”.
Já no Nordeste, o Porto de Suape (PE) é o que recebe as cargas vindas do Sul do País. Para lá, são transportados materiais de construção, frutas, insumos e carnes congeladas.

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 20h42

Em reunião

Juízes querem ampliar conhecimento sobre o Porto

Da Redação

Uma comitiva formada por 12 juízes da Justiça Estadual e três da Estadual se reuniram com o novo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo. O encontro, na sede da estatal, teve o objetivo de ampliar o conhecimento do grupo sobre o Porto de Santos, sua gestão e operação.
Na reunião, Caputo, que assumiu o cargo na última quinta-feira, lembrou das dificuldade que a empresa encontra para concretizar projetos devido às disputas jurídicas que surgem nas licitações. Uma de suas metas, disse, é aprimorar os processos administrativos, a fim de inibir essas práticas.

 

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30/04/2014       

Representantes do MDIC se reúnem em evento organizado pela ABTRA

 

Participantes visitaram ainda instalações alfandegadas da Usiminas, BTP e Embraport .Leia Mais

porto-de-santos

 

Representantes do Departamento de Comércio Exterior, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), se reuniram em um evento em organizado pela ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos alfandegados), em conjunto com aAbepra (Associação Brasileira dos Portos Secos), a Abratec (Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público) e o SDAS (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região). Eles trataram do tema “Processo de Importação e Operações de Reporto”.

O objetivo é atualizar os despachantes aduaneiros e operadores de comércio exterior sobre os procedimentos na importação de mercadorias abrigadas por regimes especiais, sobretudo pelo Regime Tributário para  Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária, conhecido como Reporto.

Paralelamente ao evento, a ABTRA acompanhou a equipe do Decex em visita técnica a instalações alfandegadas da Usiminas, BTP e Embraport para conhecer os processos realizados no Porto de Santos.

 

 

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Quarta-feira, 30  de Abril de 2014 - 07h35

Último dia

Prazo para declarar Imposto de Renda termina hoje

 
De A Tribuna On-line

Os contribuintes só têm até esta quarta-feira para acertar as contas com o Fisco. Termina às 23h59min59s o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo o balanço mais recente da Receita Federal, cerca de 21,7 milhões de contribuintes haviam entregado o documento até as 17h desta terça-feira, o que equivale a 80,4% dos 27 milhões de declarações esperadas neste ano. Na Baixada Santista, dos 370 mil documentos, 287 mil haviam sido entregues até ontem. Quem não entregar até este horário, terá que desembolsar, no mínimo, R$ 165,74 ou 20% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.
Está obrigado a declarar quem recebeu R$ 25.661,70 em rendimentos tributáveis no ano passado, o que dá R$ 1.974,28 por mês, incluído o décimo terceiro salário. Também deve declarar quem recebeu mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte ou obteve ganhos de capital e lucros na bolsa de valores.
O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet desde 26 de fevereiro, mas a transmissão dos formulários começou em 6 de março, assim como a liberação do aplicativo que permite o preenchimento da declaração em tablets e smartphones.
Os contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica recebem, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida. Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.
As regras para o preenchimento da declaração foram divulgadas em 21 de fevereiro no Diário Oficial da União. Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração no início do prazo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistência, erro ou omissão no preenchimento.
Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.
O contribuinte pode tirar dúvidas sobre o Imposto de Renda pela internet. Está disponível no canal da Receita Federal no Youtube um vídeo com explicações sobre as novidades da declaração deste ano e com dicas para evitar erros no preenchimento das informações.

 

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29/04/2014       

Porto de Santos registra movimento recorde sem congestionamentos

 

Marca mensal de 10 milhões de toneladas é a primeira a ser superada no primeiro semestre do ano.Leia Mais

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O Porto de Santos registrou recorde na movimentação de cargas no mês de março. A soma foi de 10,4 milhões t, ficando 11,1% acima do mesmo período do ano passado. O diretor presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), Angelino Caputo e Oliveira, destacou que a performance foi obtida, principalmente, pelo desempenho dos embarques de soja, que apresentaram um crescimento de 40% sobre o volume embarcado nesse período do ano passado e sem a ocorrência de congestionamentos no trânsito. Essa é a primeira vez que a marca mensal de 10 milhões de toneladas é superada no primeiro semestre do ano.

O complexo soja se destacou na movimentação mensal, que já é a quarta melhor da história do porto, registrando 3,7 milhões de toneladas no mês e somando no trimestre 5,8 milhões de toneladas. As exportações se destacaram com um aumento de 12,1% em relação a março do ano passado e 0,4% no acumulado do trimestre. O segundo produto mais exportado foi o açúcar. As importações também apresentaram crescimento, que chegou a 8,6% no mês e 2,6% no trimestre. Nos dois fluxos de comércio, a carga geral conteinerizada apresentou um aumento de 3,9% no mês e 7,4% no trimestre.

O número de navios cresceu 4,8% no mês em relação a 2013 (485 contra 463 embarcações), mas manteve redução no trimestre, com queda de 1,7% (1.315 navios em 2013 e 1.292 em 2014). Quanto à balança comercial, Santos somou US$ 26,9 bilhões, 24,1% do total da Corrente de Comércio brasileira (US$ 111,3 bilhões). As importações chegaram a US$ 14,2 bilhões e as exportações US$ 12,7 bilhões.

 

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23/04/2014       

 

Novo presidente da Codesp assume cargo amanhã

 

Ministro dos Portos empossou Angelino Caputo e Oliveira.Leia Mais

Angelino Caputo, eleito presidente pelo Conselho de Administração da Codesp no último dia 11, é funcionário de carreira do Banco do Brasil, engenheiro eletricista de formação, com pós-graduação em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e cursou MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela FGV- DF (Fundação Getúlio Vargas). Até ser indicado para presidir a Autoridade Portuária de Santos, Oliveira ocupava cargo de assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, desde julho de 2013, onde atuou na formulação e implantação de propostas para a modernização da gestão portuária, alinhadas com o novo marco regulatório do setor. Ele também é membro do Conselho de Administração da Codesp, nomeado em outubro de 2013. Angelino Caputo e Oliveira substitui Renato Barco, que estava no cargo de diretor presidente desde junho de 2012.

 

 

Fonte: Guia Maritimo

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Quarta-feira, 16  de Abril de 2014 - 17h23

Colisão com moto aquática

Médico e condutor de lancha envolvida em acidente são ouvidos pela Capitania dos Portos

De A Tribuna On-line

O médico responsável pelo atendimento ao advogado Renato Salvino, morto após ter se envolvido em um acidente com moto aquática, na tarde do último sábado, prestou depoimento nesta quarta-feira. Ele foi o segundo ouvido no caso, que é investigado pela Capitania dos Portos. Salvino era lutador de jiu-jítsu e conhecido como Renato Gardenal.
Na terça-feira, o condutor da embarcação Fabiana XXVII, também envolvido no acidente, apresentou sua versão à Autoridade Portuária. O depoimento durou cerca de três horas. O condutor da lancha já havia prestado depoimento no dia do acidente, no 1º DP de Santos.
No próximo dia 25, o proprietário da moto aquática, que também se encontrava na ocasião do acidente, deverá ser ouvido pela Marinha. Ele também pilotava uma moto aquática no momento da colisão. 

 
 
Colisão entre moto aquática e embarcação ocorreu no último sábado, nas proximidades do Armazém 33

Acidente
O acidente aconteceu na tarde do último sábado, nas proximidades do Armazém 33, na Ponta da Praia. A moto aquática conduzida por Salvino colidiu com uma lancha, por volta das 15h45. Na embarcação eram conduzidos passageiros de Santos ao Guarujá. Já a moto seguia em direção a São Vicente, saindo do canal de navegação, junto a outras do mesmo tipo.
Segundo informações da Capitania dos Portos, com a colisão, o condutor da moto foi lançado ao mar. Ele chegou a ser resgatado por um tripulante e por passageiros da embarcação e levado até o cais – Portão 19 da Codesp -, onde foi atendimento pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Na última segunda-feira, a Autoridade Portuária teve acesso às imagens de câmeras de segurança do local. A Marinha trabalha com a hipótese de que a vítima apostava corrida enquanto conduzia a moto aquática que bateu na lancha de madeira.
As imagens do acidente foram registradas por câmeras de monitoramento dos terminais marítimos e anexadas ao inquérito.
A Marinha também solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) um exame toxicológico para verificar se a vítima havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

 

 

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Terça-feira, 15  de Abril de 2014 - 07h37- Atualizado às: 18h41


 
Santos

Vagões tombam na Avenida Perimetral e grãos ficam espalhados na pista

De A Tribuna On-line

Três vagões de um trem de carga tombaram na madrugada desta terça-feira, na Avenida Perimetral, próximo à Bacia do Mercado, em Santos. Um dos vagões atingiu parte da mureta da calçada. Não houve feridos nem danos ambientais.
Com o acidente, grande quantidade de grãos foi parar em um bueiro e espalhou-se pela pista. Parte da mureta e da tela de proteção ficaram totalmente destruídas. 

 
 Acidente ocorreu na madrugada desta terça-feira. Ainda pela manhã, era possível ver a carga espalhada

 

Equipes da concessionária ALL trabalharam no local durante todo o dia para a limpeza da área. Até o meio da tarde, ainda era possível ver a grande quantidade de grãos que derramou após o acidente.
Em nota, a ALL informou, por volta das 18 horas, que equipes ainda realizam os serviços, que devem ser concluídos até o final da noite. A linha férrea já foi liberada. As causas do acidente estão sendo investigadas.

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15/04/2014 as 10:50 hs

      

Governo cancela leilão de dragagem do Porto de Santos

 

Todas as propostas foram consideradas acima do orçamento disponível.Leia Mais

 

 

 

O leilão de licitação para a operação de dragagem do Porto de Santos foi cancelado pelo governo, que considerou todas as propostas acima do orçamento disponível. Cinco empresas ofereceram serviços, com valores variando de R$ 447 milhões até R$ 629 milhões. Uma análise de orçamento será feita para ver o que pode ter ocorrido de errado para que o processo seja reiniciado.

A dragagem garante o aprofundamento dos canais de acesso aos portos e é fundamental para que embarcações de grande porte, com capacidade para receber um volume maior de carga, possam atracar no Porto de Santos.

Com obras de dragagem, a profundidade do canal de acesso a Santos já chegou a quase 15 metros, comportando navios de calado acima de 13 metros, que transportam até 60 mil toneladas de grãos, por exemplo. No final do ano passado, porém, as obras de dragagem do Porto de Santos foram suspensas. Desde então, a profundidade no berço de atracação, próximo ao cais, já reduziu um metro.

 

 

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Sexta-feira, 11  de Abril de 2014 - 09h50- Atualizado às: 12h22

Mudança

Ministro exonera Renato Barco do cargo de presidente da Codesp

De A Tribuna On-line
 
  
O engenheiro Renato Barco foi exonerado do cargo de presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), após decisão do ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira na noite desta quinta-feira. Na função desde agosto de 2012, ele será substituído por Angelino Caputo e Oliveira, membro do Conselho de Administração (Consad) da estatal. Antes de chegar a presidência, depois da saída de José Serra, Barco chegou a ser titular da área de Planejamento e Controle. Durante dois meses, inclusive, ele o executivo chegou a acumular a função de diretor presidente.
A troca de comando será oficializada na manhã desta sexta-feira durante a reunião do Consad. O novo presidente assume o posto mais alto da Autoridade Portuária pouco mais de seis meses após ser designado conselheiro da empresa. Em outubro de 2013, Oliveira assumiu a vaga do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, destituído da função devido às irregularidades apontadas pela Polícia Federal na chamada Operação Porto Seguro.
Para o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a substituição evidencia a intenção do ministro de Portos em promover uma profunda reestruturação organizacional no alto escalão da Codesp. "O Renato Barco tem todo o nosso respeito e a nossa admiração, mas encaramos sua saída, assim como a de outros, como um processo natural de renovação em termos de administração publica".
A mudança demonstra a intenção do chefe da pasta federal em promover uma reforma administrativa na estatal. Ao assumir a Secretaria de Portos (SEP), no início de outubro do ano passado, Silveira ordenou aos técnicos da pasta a elaboração de estudos e projetos visando implementar diretrizes inovadoras nas gestões dos portos públicos. "As Docas vão ter novo modelo de gestão", disse ele após a cerimônia de posse já como homem de confiança do Governo Dilma.
Currículo
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Angelino Caputo é assessor especial da Casa Civil desde julho de 2013, onde atua na formulação e implantação de propostas para a modernização da gestão portuária, alinhadas com o novo marco regulatório do setor.
É engenheiro eletricista formado pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Engenharia de Redes de Computadores pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e cursou MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/DF).
Com 30 anos de experiência profissional, ocupou diversos cargos executivos nas áreas de planejamento estratégico, assessoramento em gestão, arquitetura tecnológica, gestão tecnológica e regulação do mercado de telecomunicações.
No Banco do Brasil, desenvolveu sua carreira na área de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), onde alcançou o cargo de executivo da área de Telecomunicações.
Entre 2011 e 2013 atuou como executivo da Diretoria de Clientes do BB, coordenando projetos que revisaram a estratégia de atuação do banco no mercado de varejão, introduzindo a atuação comercial como “foco no cliente”, que mais tarde resultou no atual programa BOMPRATODOS.

 

 

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Quinta-feira, 10  de Abril de 2014 - 14h30

Evitar acidentes

Com campanha educativa, Capitania orienta praticantes de Stand Up Paddle

 

De A Tribuna On-line
O crescimento da prática do Stand Up Paddle (SUP) no Litoral Paulista, aliado aos possíveis riscos à navegação no canal do Porto de Santos, tem gerado preocupação à Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), que já chegou a receber comunicados formais de comandantes de navios e da Praticagem, órgão responsável pela manobra de embarcações dentro do complexo santista.
Diante do cenário, a Autoridade Portuária deu início a uma campanha de orientação e conscientização dos praticantes do esporte. O objetivo é impedir os abusos e evitar acidentes, já que muitos usuários já foram flagrados remando a uma distância dos cargueiros considerada indesejável e de risco.
 
Comandantes de navios já enviaram comunicados formais a Capitania dos Portos
"Num primeiro momento, estamos passando por uma orientação e buscando a educação dos praticantes de SUP. Futuramente, após essa conscientização, aqueles que venham ainda a gerar situação de risco poderão ser advertidos. Na prática, estamos fazendo um trabalho de divulgação de mandamentos de segurança aos praticantes, uma trabalho que é feito junto a guardarias de Stand Up ou com a divulgação de folders na orla. As embarcações da Capitania, com o término da Operação Verão, terão ainda a possibilidade de concentrar mais as atividades ali na Ponta da Praia", destacou o capitão dos Portos, o capitão de mar e guerra, Ricardo Gomes.
Dentro desse enfoque educativo, a Capitania pretende estender o trabalho aos usuários das canoas havaianas ou do caiaque, que também serão público alvo de campanhas. 
Trajeto
Em relação ao SUP, um dos alertas feitos pelo comandante refere-se ao trajeto feito, normalmente, pelos praticantes. "Observa-se muito o trânsito para a Praia do Góes a partir da Ponta da Praia. Esse trânsito acaba acontecendo dentro do canal em diagonal. O ideal é que seja feita a travessia na área mais próxima ao Forte em perpendicular e mesmo assim é necessário observar o trânsito de embarcações. São navios de 336 metros é um deslocamento grande. Já existe dificuldade de navegação natural naquela área e a presença do praticante pode gerar situação de risco para ele e para as embarcações", explicou, lembrando que um acidente envolvendo o usuário e um navio de grande porte pode ser fatal.
"Se cair, ele pode ser puxado e ter contato com a hélice ou casco, ocasionando um acidente fatal. Em outra situação, ele aproveita a marola para ir remando junto com o navio, ficando bem próximo ao costado do navio. O simples contato com a estrutura pode ocasionar ferimentos graves", disse.
Até agora, não houve o registro de acidentes no canal de navegação do Porto de Santos. A Capitania mencionou apenas duas ocorrências em outras regiões. No último dia 24 de fevereiro, um praticante de Stand Up se acidentou na raia olímpica da USP. Já em 28 de março, no Rio de Janeiro, outro praticante causou transtornos na circulação das barcas na Baía de Guanabara.
Fiscalização
A ação da Autoridade Marítima é necessária, já que, por enquanto, ainda não existem regras específicas para a prática do SUP. De acordo com a Capitania, a Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha diretamente responsável pela normatização do emprego das embarcações de esporte e/ou recreio, está realizando a atualização da NORMAM-03 (Normas da Autoridade Marítima para amadores, embarcações de esporte e recreio e para cadastramento e funcionamento das marinas, clubes e entidades desportivas náuticas) e emitiu uma orientação às Capitanias, Delegacias e Agências que a Capitania dos Portos de São Paulo divulgará tempestivamente através de portaria.
Dez mandamentos
A Capitania conta com 10 mandamentos de segurança no mar para os usuários de Stand Up Paddle. São eles:
1- Mantenha distância das praias e dos banhistas; 
2- Navegando, não se aproxime a menos de 200 metros das embarcações motorizadas; 
3 - Aos primeiros sinais de cansaço, reme sentado e retorne ao seu local de origem; 
4 - Utilize, sempre, os equipamentos de segurança, "leash" (cordinha) e para os menores de 12 anos é obrigatório a utilização do colete salva vidas; 
5 - Antes de navegar, não consuma bebida alcoólica;  6 - Não "surfe" nas marolas das embarcações; 
7 - Evite o cruzamento nos canais de navegação. Caso seja necessário, cruze perpendicularmente e o mais breve possível;
8 - Travessias de balsas, ferry boats e barcas são perigosas. mantenha distância destes locais; 
9 - Fique atento aos sinais sonoros e não utilize fones de ouvido;
10 - Não reme na direção da proa das embarcações.

 

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Terça-feira, 08  de Abril de 2014 - 17h17

Privatização

Plano de concessão integral de portos fica para 2015

Da Redação

Caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita, o Governo vai discutir, a partir do próximo ano, a possibilidade de privatizar em um único bloco portos administrados pelo poder público. Estuda-se adotar um modelo semelhante ao anunciado no fim de 2012 para os portos de Ilhéus, na Bahia, e de Imbituba, em Santa Catarina.

A informação foi dada na última sexta-feira, em Washington, capital dos Estados Unidos, pelo ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, durante encontro com potenciais investidores. “Temos trabalho em dois portos pequenos, em Santa Catarina e na Bahia, e em 2015 essa questão vai voltar em um debate mais aberto”, disse Silveira, sem mencionar as operações que poderiam ser concedidas de maneira integral para a iniciativa privada.

O ministro participou de encontro com representantes de empresas do setor promovido pelo Brazil-US Business Council. Antes de Washington, ele esteve no Panamá, no Fórum Econômico Mundial sobre América Latina.

Nos dois eventos, ele apresentou o atual plano de modernização dos portos, que prevê o arrendamento de áreas dentro de cada unidade, mas não a concessão integral a um operador. Por enquanto, os únicos casos em que este modelo pode ser adotado são os de Ilhéus e Imbituba. O primeiro pode ser concedido ainda este ano, enquanto o segundo está em fase de estudos, afirmou Silveira. 

 
 Secretaria de Portos avalia arrendar todo o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, à iniciativa privada

Por enquanto, o Governo pretende licitar 159 áreas em 25 portos, que atrairiam investimentos de R$ 17,2 bilhões até 2017. Outro programa prevê a autorização para construção e exploração de terminais de uso privado (TUP) de carga. Desde dezembro, foram aprovados 18 empreendimentos, no valor de R$ 8 bilhões. “Recebemos novos pedidos continuamente, que são processados de maneira automática”.

Silveira disse ainda esperar que o Tribunal de Contas da União (TCU) dê sinal verde, dentro de duas semanas, para o início das licitações de arrendamento das 159 áreas. “Falei com os técnicos do tribunal na semana passada e eles me informaram que já concluíram o relatório final e que os prospectos são positivos”. Mas o ministro reconheceu que não há garantia de que suas expectativas se cumprirão.

Se a decisão sair em duas semanas, o leilão de arrendamento de áreas do Porto de Santos poderá ser realizado no próximo mês, estimou Silveira. Esse é o primeiro projeto da fila do programa de concessões, lançado há um ano e três meses. O do Pará viria cerca de um mês depois.

Mas o otimismo de Silveira pode ser exagerado. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na última terça-feira, com base em conversas com auxiliares da presidente Dilma Rousseff, o próprio Palácio do Planalto duvida que o programa avance neste ano.

Os processos estão suspensos, à espera de decisão do TCU sobre as licitações dos portos de Santos e Pará e sobre um questionamento mais amplo relativo à suspeita de favorecimento da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa contratada para desenvolver os projetos de concessão.

Burocracia

Em sua apresentação a investidores em Washington, o ministro Antonio Henrique Silveira também abordou a importância do sistema Porto sem Papel, programa que reúne em um única “janela” de gestão as informações e a documentação necessárias para agilizar a análise e a liberação das mercadorias no âmbito dos portos brasileiros, dessa forma reduzindo a burocracia.

O titular da Secretaria de Portos citou que já implantou o projeto nos 37 portos públicos, eliminando mais de 140 formulários em papel que foram convertidos para um único documento eletrônico.

Silveira foi questionado sobre o processo de licitação das obras de dragagem do Porto de Santos, cujas propostas seriam abertas nesta terça-feira, em Brasília. Podem participar da concorrência empresas e consórcios nacionais e internacionais.

Segundo o ministro, a reação dos empresários internacionais às oportunidades de negócios nos portos brasileiros foi positiva. “Tivemos uma boa receptividade e os investidores se mostraram interessados em conhecer o funcionamento do sistema portuário brasileiro, especialmente no que se refere às ações voltadas para a redução da burocracia”, afirmou.

 

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08/04/2014       

Portos de Santos e de Livorno assinam acordo de cooperação

Complexos estabelecerão um canal de informação regular e poderão trocar informações entre sí.Leia Mais

 

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As autoridades portuárias de Santos e Livorno (Itália) assinaram um Acordo de Cooperação objetivando desenvolver  intercâmbio técnico e econômico entre os dois portos.

Através desse acordo, Santos e Livorno devem estabelecer um canal de informação regular, no que se refere a notícias econômicas e comerciais, principalmente, aquelas relacionadas ao tráfego marítimo entre os portos e suas regiões.  Os dois portos que possuem alguns problemas em comum, como a necessidade de um gerenciamento mais aprimorado para a chegada das cargas em suas instalações portuárias vão poder se auxiliar, mutuamente, na busca de soluções.

O Secretário Geral da Autoridade Portuária de Livorno, Massimo Provinciali, chefe da delegação italiana, destacou que a troca de informações auxilia para que problemas já vivenciados por um porto possam ser equacionados por outro com maior agilidade. O intercâmbio de estudos e experiências nas áreas técnicas que lidem com a modernização de equipamentos, maquinário e todas as construções e instalações portuárias é um dos aspectos contemplados no acordo.

Segundo o representante no Brasil da Agência di Promozione Economica della Toscana, Celso Azzi, o porto de Santos cresceu exponencialmente nos últimos anos e solucionou grandes problemas. Santos, hoje, é alvo de inspiração para muitos portos, pelo tanto que avançou. Azzi conta que há pequenos portos na Itália que, com o cumprimento de metas, conseguiram superar portos de maior porte.

 

 

Fonte: Guia Maritimo

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08/04/2014       

Feira direcionada a carga reefer acontece em maio

Depois de oito eventos de sucesso na Europa e África, Cool Logistics chega ao Brasil esse ano.Leia Mais

 

Nos dias 14 e 15 de maio acontece em São Paulo, no Hotel Blue Tree Faria Lima, o fóum Cool Logistics America, realizado em parceria com a Update Comunicação, responsável pelo Guia Marítimo. Direcionado ao mercado de cargas refrigeradas, sendo um encontro de referência para produtores e exportadores de carnes, frutas, frutos do mar e flores o evento que já aconteceu na Europa e África acontece agora no Brasil.

Com principais tema incluindo as perspectivas e soluções para o transporte de contêineres refrigerados, o evento contará com a presença de José Perottoni, Diretor de Logística e Mercado Externo da brf AS, bem como Luiz Roberto Barcelos, diretor institucional da Agrícola Famosa, entre outros que discutirão também os principais desafios deste mercado. Os mais recentes a se juntar ao line up, representando os gransde players do comércio latino de perecíveis e logística foram a CMA CGM e o Porto de Itapoá.

O formato da logística no setor marítimo no futuro será o principal tema de debate em São Paulo, que terá entre os palestrantes: Julian Thomas, Diretor Superintendente de operações da Costa Leste da América do Sul da Hamburg Sud e da Aliança; Mario Velado, Diretor Comercial Geral da Maersk Line no Brasil e Mauricio Padron, Diretor Comercial Regional da América do Sul da empresa especializada na operação de refrigerados Lauritzen Cool Logistics. A expansão do Canal do Panamá e seu impacto específico no fluxo de carga refrigerada do mercado latino-americano e a infraestrutura portuária também serão pontos importantes de discussão.

 

Fonte: Guia Maritimo

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Sexta-feira, 04  de Abril de 2014 - 15h27

Interrupção

Telefônica obtém liminar e consegue suspender concorrência do VTMIS

Da Redação

Uma liminar da Justiça obtida pela Telefônica fez com que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) interrompesse a licitação para implantar o programa de monitoramento de tráfego marítimo (VTMIS ou, na tradução do inglês, Sistema de Informações Gerenciais do Tráfego de Navios) do cais santista. A previsão era de que a empresa vencedora do certame fosse conhecida na última quinta-feira. A estatal promete recorrer.

A liminar foi emitida pela juíza Ariana Consani Brejão Degregório Gerônimo, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Santos, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela deferiu o pedido da Telefônica, empresa responsável por serviços de telecomunicação no Estado, para impugnar a obrigatoriedade de um consórcio apresentar Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), Índice de Liquidez Geral (ILG) e Índice de Liquidez Corrente (ILC) – itens que demonstram a boa situação financeira – para participar da concorrência.

Segundo a Docas, a concorrente também argumentou que o edital de licitação não informava a data da assinatura do contrato e não exigia dados para comprovar que as empresas participantes tinham recursos orçamentários para o projeto. A estatal considerou tais argumentações “inadmissíveis” e destacou que, nos últimos meses, esclareceu pontos questionados pela companhia.

 
O VTMIS permitirá à Codesp monitorar o tráfego de embarcações no canal do Porto de Santos

DISPUTA

As propostas para a implantação do VTMIS tinham de ser apresentadas à Codesp até a última terça-feira. Ao menos 10 empresas o fizeram. Entre elas, não estava a Telefônica, que foi a única a obter um mandado de segurança. A decisão da Justiça, que surpreendeu a todos, fez com que a Codesp devolvesse imediatamente os envelopes lacrados para as firmas disputam a chance de implantar o sistema.

A Docas reitera que vai recorrer na Justiça contra a situação. A Telefônica limitou-se a dizer, por meio da nota oficial, que irá se manifestar apenas no âmbito do processo.

Sem uma data para retomar o certame - que depende dessa disputa judicial –, a previsão de implantar o monitoramento do tráfego aquaviário no cais santista ainda este ano pode ser comprometida. O VTMIS é encarado como prioridade pela gestão atual da Secretaria de Portos, conforme esclareceu o ministro Antônio Henrique da Silveira no último mês.

Caso a Docas insista no certame público, a liminar prevê ainda multa de R$ 100 mil.

SEGURANÇA LOGÍSTICA

O Vessel Traffic Management Information System (VTMIS), segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo e a Secretaria de Portos (SEP), possibilitará o monitoramento e o gerenciamento, em tempo real, das embarcações no Canal do Estuário e nas áreas de fundeio do Porto de Santos. Com isso, esperam-se maiores segurança e eficiência no complexo.

O VTMIS é considerado um sistema de auxílio, controle e supervisão do tráfego de embarcações na área portuária e no entorno. A utilização dele permitirá o aprimoramento operacional das atividades de acesso marítimo. A curto prazo, também são aguardados ganhos de capacidade e redução dos congestionamentos na terra ou no mar.

Em Santos, haverá quatro pontos de monitoramento (Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu, na região de Conceiçãozinha e na Ilha Barnabé) que abastecerão o Centro de Controle do VTMIS, a ser implantado na antiga Ponte de Inspeção Naval, na Ponta da Praia. O sistema terá radar, câmeras inteligentes de longo alcance e transponder AIS (Automatic Identification System), um programa de identificação automática de embarcações, além de sensores meteorológicos.

O radar, além de auxiliar a navegação, complementará o AIS na detecção de embarcações menores ou outras que não emitam sinais de transponder. A intenção é também colaborar com as polícias Civil e Federal caso ocorra alguma ação criminosa em que os bandidos utilizem embarcações.

Conforme o edital da licitação para implantação do VTMIS (n 7/2013), o sistema deve ser instalado e estar operacional em 44 meses a partir da contratação da empresa (ou consórcio) vencedora.

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Quinta-feira, 03  de Abril de 2014 - 21h52

Acidente

Navios colidem no Porto de Santos durante manobra no canal de acesso

De A Tribuna On-line

Dois navios cargueiros que atracavam no Porto de Santos se chocaram na tarde desta quinta-feira. O acidente ocorreu durante uma manobra de entrada no canal de acesso. Ninguém ficou ferido.
De acordo com informações da Capitania dos Portos, a colisão entre as embarcações ocorreu por volta das 16 horas. Porém, a batida só foi comunicada à Autoridade Portuária às 19 horas.
O acidente envolveu os navios Djanet, de bandeira Liberiana, e Hua Qiang, de bandeira chinesa. Conforme informações da Capitania dos Portos, a colisão entre as embarcações, na entrada da Barra, resultou em pequenas avarias nas superestruturas. Apesar do choque, não houve feridos e, tampouco, poluição hídrica.
A Autoridade Portuária instaurou inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que terá o prazo de conclusão de até 90 dias para investigar o caso..
As embarcações deverão passar por perícia na manhã desta sexta-feira. Enquanto isso, elas seguem atracadas, operando normalmente. Os dois navios só poderão deixar o Porto de Santos após a Marinha realizar a apuração preliminar do acidente.

 

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Quinta-feira, 03  de Abril de 2014 - 15h29

Porto de Santos

Obras do novo acesso viário ao Porto começam ainda este mês

Da Redação

 

 

 

A construção da nova via de acesso à Margem Esquerda do Porto de Santos, em Guarujá, começará este mês. A medida foi anunciada pela prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, durante visita à feira Intermodal South America, na Capital. A nova rua, patrocinada pelos próprios terminais da região, servirá para desafogar a Rua Idalino Pinês (Rua do Adubo) – atualmente, a única via para essa parte do complexo portuário santista.

“Assinamos na segunda-feira com todos os terminais. As obras deverão começar ainda este mês”, adiantou a prefeita. A expectativa é de que o empreendimento, avaliado em R$ 1,5 milhão e que será realizada no mesmo traçado da Fase 2 da Avenida Perimetral de Guarujá, seja entregue em até 90 dias – se as condições climáticas ajudarem.

A pista terá de três a quatro faixas e ligará a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (principal acesso à Margem Esquerda) à Avenida Santos Dumont (onde estão os terminais). Será uma alternativa à Rua do Adubo, hoje a única ligação permitida para veículos de carga entre a estrada e a avenida.

A nova via será responsável, segundo estimativas, por retirar 25% do tráfego de caminhões da Rua do Adubo. A intenção é que o novo acesso seja preferencial a caminhões que transportam granéis (líquidos e sólidos) e aos veículos com destino aos terminais nas proximidades dos terminais de Granéis de Guarujá (TGG) e Marítimo de Guarujá (Termag).

A nova via terá 600 metros de comprimento e 50 metros de largura. Cerca de 40% do terreno onde ela será construída pertencem à Dow Química. O restante é de propriedade do Grupo Fassina. As duas empresas receberão cerca de R$ 70 mil de aluguel mensal, custeado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

A Intermodal, onde a prefeita estava ao anunciar a obra, teve início na última terça-feira e termina ainda nesta quinta-feira. Segunda maior feira de logística e transporte de cargas do mundo, ela é realizada no Transamérica Expo Center, no bairro paulistano de Santo Amaro.

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Quarta-feira, 02  de Abril de 2014 - 16h15

Cenário positivo

Para a Antaq, licitações em áreas portuárias saem ainda este ano

Da Redação

Contrariando as expectativas do Palácio do Planalto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, acredita que todos os quatro blocos de licitações em áreas portuárias do Brasil vão ocorrer ainda este ano. Segundo ele, os primeiros leilões, destinados aos complexos portuários de Santos e do Pará, estão prestes a serem aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Póvia trabalha com um cenário positivo. “Nós já fizemos os ajustes necessários. O TCU deverá aprovar, a qualquer momento, com algumas ressalvas, se houver”, disse para A Tribuna durante a abertura da 20ª edição da Intermodal South America, na capital paulista. A esperança é de que os técnicos que analisam o processo peçam alterações mínimas, apenas em “números” para ajustes.

Nesta quarta-feira, os certames previstos para arrendar áreas de Santos e Pará - que pertencem ao chamado Bloco 1 - aguardam ao menos três decisões do TCU. Duas são referentes às licitações e uma, sobre suspeita de tratamento privilegiado à Estruturadora Brasileira de Projeto (EBP). A empresa foi contratada pela Secretaria de Portos (SEP) e pela própria Antaq para preparar todos os estudos de viabilidade para a licitação das áreas. Essa questão deve ser apreciada pelo TCU durante esta quarta-feira.

 
 
 
Os estudos sobre a licitação das áeras à serem licitadas podem ser aprovados pelo Tribunal de Contas da União logo

Quanto questionado pelos jornalistas se o modelo apresentado pela EBP poderia ser suspenso e trocado pelas projeções anteriores (realizadas antes da entrada da Empresa Estruturadora), Mário Póvia negou ter ciência sobre o assunto. “Eu acredito, particularmente, que esses estudos produzidos agora são melhores do que tínhamos recebido antes”, garantiu. Ele afirmou, ainda, que, apesar do “conservadorismo” do TCU, a Antaq espera a aprovação dos quatro blocos.

Auxiliares da presidente Dilma Roussef avaliaram que o programa de concessão de portos e terminais, estimulado pelo novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013), não deverá sair este ano. Oficialmente, porém, o Governo não descartou as licitações. O ministro da SEP, Antônio Henrique Silveira, rotineiramente afirma que aguarda a definição das licitações do Bloco 1 ainda para este semestre.

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Quarta-feira, 02  de Abril de 2014 - 15h29

Novo acesso

Porto está próximo do limite. Saída é a nova rodovia, diz Barco

Da Redação
 
Solução definitiva virá com novo acesso rodoviário, diz Barco

 

O Porto de Santos tem condições de escoar até 120 milhões de toneladas de cargas por ano – apenas 5% a mais do que o movimentado no ano passado. A afirmação é do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), Renato Barco, que encara a falta de opções de acesso ao cais santista como o limitante ao crescimento do mais importante complexo da América do Sul.

A alternativa, esperada por ele a médio prazo, é a construção de novas vias para ligar o Planalto à Baixada Santista e desafogar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), hoje o principal acesso viário a Santos e região.

Essa análise foi feita por Barco durante sua participação no primeiro painel da conferência Intermodal Ports & Maritime Summit, parte da programação da 20º edição da Intermodal South America, a segunda maior feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior do mundo. O evento, aberto na última terça-feira, segue até amanhã no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Pela projeção do presidente, o movimento de cargas do complexo pode crescer só 6 milhões de toneladas, pouco mais de 5% do que o escoado no ano passado, quando registrou o recorde de 114 milhões de toneladas embarcadas ou desembarcadas.

Barco considera que empreendimentos como a construção do trevo de Cubatão e a duplicação de pistas na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (principal via de ligação à Margem Esquerda do Porto, em Guarujá) são importantes, mas não suficientes. “As obras que estão sendo feitas hoje vão ajudar, mas não vão suprir toda a demanda”, admitiu. Para ele, a solução definitiva virá com a implantação de um novo acesso rodoviário.

O executivo portuário defende a efetivação de um projeto ainda em estudo pelo Governo do Estado – uma nova rodovia, que começaria em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, e iria até as imediações da Ilha Barnabé, em Santos.

Esse novo acesso poderá ainda, segundo o presidente da Codesp, segregar o tráfego. "Ele serviria para a Margem de Guarujá, enquanto que a Via Anchieta serviria apenas para a Margem Direita, onde estão os terminais de Santos", ponderou. Hoje, os caminhões com destino a Santos usam o SAI, além da Domênico Rangoni e um trecho da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (que serve de acesso a Praia Grande).

 

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 Terça-feira, 01  de Abril de 2014 - 15h57- Atualizado às: 17h20

Canal de navegação

Acidente paralisa operações por 10 horas no Porto de Santos

De A Tribuna On-line

A colisão entre a draga Utrecht. e a boia de sinalização 4 às 3h15 desta terça-feira paralisou as operações de entrada e saída de navios no Porto de Santos, segundo informações da Praticagem.

A boia 4 fica na entrada do canal de navegação do complexo. Com a batida, ela se deslocou, impedindo as operações de navios.

Segundo a Codesp, a empresa Hidrotop, responsável pela manutenção das boias de sinalização, foi chamada. Às 7 horas, o serviço de recolocação do equipamento começou. A operação terminou às 10 horas, mas o tráfego só foi liberado pela Capitania dos Portos às 13h15.

 

Segundo a Codesp, a draga não precisou de reparos e segue em operação no Porto de Santos

Após as operações serem autorizadas, a primeira manobra de fato só ocorreu às 14h30. Com isso, o tráfego de embarcações ficou interrompido durante 10 horas.

A Codesp informou que, ao todo, 12 navios deixaram de operar durante o período de paralisação. A previsão, segundo a Praticagem, é que 22 navios sejam manobrados até as 19 horas.

A draga não precisou de reparos e segue em operação. Ninguém ficou ferido.

Nota à imprensa

Em nota, a Capitania dos Portos de Santos confirmou o acidente e explicou que, por volta das 3h30 desta terça-feira, foi informada pela Praticagem sobre o deslocamento da boia 4 pela draga Utrecht. ''Imediatamente, a fim de evitar qualquer tipo de incidente na navegação do canal de acesso, a Capitania interrompeu o tráfego de navios até que a Codesp, responsável pela administração do Porto de Santos, providenciasse o restabelecimento da sinalização náutica''.

A Capitania instaurou o processo administrativo, denominado Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), e vai apurar as responsabilidades com prazo de conclusão de até noventa dias.

  

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Terça-feira, 01  de Abril de 2014 - 15h00

Maior profundidade

Dragagem emergencial no Trecho 4 realizada por terminais é retomada

Da Redação

 

 

 

 

Ainda de maneira provisória, a região do Canal do Estuário próxima às instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP) e do Ecoporto Santos, entre a Alemoa e o Cais do Saboó, começou a ser dragada. O serviço, pago pelos terminais, tem como objetivo aumentar, emergencialmente, a profundidade do trecho e, assim, possibilitar a operação imediata de navios com maior capacidade de carga.

A empresa contratada para o serviço é a holandesa Van Oord Operações Marítimas, que descolou a draga Utrecht para aprofundar o Trecho 4 (do Armazém 6 até a Alemoa). A firma é a mesma escolhida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para realizar a dragagem de manutenção do Trecho 1 (da Barra de Santos ao Entreposto de Pesca), que foi assoreado.

A Utrecht também irá dragar a entrada do Estuário, que teve a profundidade alterada em janeiro. Inicialmente, a embarcação veio a Santos apenas para realizar esse serviço, mas a Docas ainda realiza a batimetria (testes de profundidade) dessa região, para determinar o resultado da retirada emergencial de sedimentos feita em fevereiro. Dessa forma, a draga foi remanejada.

O momento, então, foi oportuno para as empresas localizadas na Alemoa e no Saboó. Elas tomaram a decisão de pagar a operação devido à demora na definição de um certame público realizado pela Secretaria Especial de Portos (SEP) e que escolherá a empresa responsável por realizar toda a dragagem do Porto de Santos (do canal de navegação, das bacias de evolução e dos berços de atracação).

Representantes do Ecoporto e da BTP foram procurados, mas não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

O presidente da Codesp, Renato Barco, explicou para A Tribuna que a Van Oord está com dois contratos distintos no Porto de Santos – um pertence à iniciativa privada (BTP e Ecoporto) e a outra à estatal. A empresa está sendo paga pelo Governo graças a um contrato remanescente, que possibilita realizar o serviço de dragagem de manutenção do Trecho 1 pelos próximos 120 dias.

O tempo é considerado mais do que suficiente, uma vez que a SEP deverá abrir os envelopes da licitação correspondente a Santos no próximo dia 8. Quando a empresa que for fazer o serviço for escolhida, o contrato com a multinacional holandesa será suspenso. Se não existirem recursos, a firma escolhida assumirá os serviços imediatamente.

O trabalho de dragagem preventivo e rotineiro serve para evitar um novo assoreamento no estuário santista, como ocorreu na entrada do canal neste ano. Após a conclusão da nova batimetria, prometida por Renato Barco para esta semana, a Codesp se reunirá com a Capitania dos Portos de São Paulo para a análise dos dados. Caberá à Autoridade Marítima determinar se o Trecho 1 voltará a ter 13,2 metros de profundidade (recuperando 0,9 metro).

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 01 de abril de 2014 | 2h 01

 

PCC usava Porto de Santos para enviar droga para a Europa; 23 foram presos

Esquema internacional. 3,7 toneladas de cocaína foram encontradas em contêineres em operação que descobriu, pela primeira vez, provas da ligação da facção com o tráfico intercontinental; mercadoria era transportada sem o conhecimento dos donos dos navios


Bruno Ribeiro e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) participava de um esquema de envio de cocaína para a Europa, a África e a América Central pelo Porto de Santos, segundo investigação da Polícia Federal. É a primeira vez que há provas de ligação da facção criminosa com o tráfico intercontinental de drogas.

Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, África e até para Cuba - Divulgação
Divulgação
Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, África e até para Cuba

 

As Operações Hulk e Oversea, iniciadas no ano passado e deflagradas ontem na capital e na Baixada Santista, resultaram na prisão de 23 suspeitos - 13 estão foragidos. Foram expedidos também 80 mandados de busca e apreendidos dez veículos, uma embarcação, 19 pistolas, dois fuzis e 3,7 toneladas de cocaína - em todo o ano passado, foram apreendidas 4 toneladas da droga no porto.

A droga era trazida da Bolívia pela fronteira com o Paraguai, atravessava São Paulo e chegava à Baixada. Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, a África e até para Cuba em navios sem o conhecimento dos responsáveis pelas embarcações.

Segundo as investigações da PF, havia a articulação de diversas células criminosas para executar o plano de transporte da cocaína. Os homens do PCC ficavam encarregados do processo final no porto. Cabia a eles encontrar os navios que atendessem às necessidades da quadrilha, como destino, e infiltrar criminosos nos barcos para fazer o carregamento da cocaína.

O relato da PF sobre a quadrilha enviado à Justiça, que resultou na expedição dos mandados de busca e apreensão e de prisão, informa que André Oliveira Macedo, ou André do Rap, de 37 anos, e seu comparsa Jefferson Moreira da Silva, o Dente, de 36, davam ordens para seus subordinados do PCC cooptarem funcionários que atuavam em Recintos Alfandegários de Exportação (Redex) para descobrir navios propícios para o transporte da droga e facilitar a entrada de traficantes.

André do Rap é apontado como líder da facção na Baixada - encarregado de tarefas de ponta, como a coleta da "rifa" (contribuições dos integrantes do PCC) e o fornecimento de armas de fogo a parceiros. Ele e Dente estão foragidos. Ambos estão com prisão temporária decretada pela Justiça Federal.

Da fronteira. O esquema começava na fronteira do Paraguai. Um dos acusados presos ontem, João dos Santos Rosa, coordenava a compra da cocaína com os países vizinhos, por intermédio de Raimundo Carlos Trindade, preso em julho do ano passado com 503 quilos de cocaína.

Eles integravam a célula que incluía o boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, vulgo Federi, também foragido e tido como o principal fornecedor da cocaína ao esquema. Outros integrantes das células tinham contato com compradores na Espanha e em outros países.

Depois que esse grupo fez a aliança com o PCC da Baixada, a rota para o tráfico internacional foi estabelecida.

A cocaína, considerada pura, era colocada em sacolas ou mochilas, que eram inseridas em contêineres por funcionários dos Redex. Há 47 Redex registrados em Santos. Um grupo entrava nos recintos e, após inserir as mochilas nos contêineres, usava lacres falsos. Quando a droga chegava ao destino, outra quadrilha atuava para recuperá-la.

Investigação. A PF suspeita que a célula que atuava entre o Paraguai e a capital tenha sido responsável por um intenso tiroteio contra policiais federais, em setembro do ano passado, na Rodovia SP-255, em Bocaina, em que um agente foi morto com um tiro de fuzil. Na ocasião, a PF já investigava o grupo.

Os policiais tentavam interceptar um avião carregado de cocaína. A ação fez com que a aeronave não conseguisse pousar e acabou caindo. O piloto conseguiu fugir do local./ COLABOROU ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

Estadã

 

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Sexta-feira, 28  de Março de 2014 - 16h33

Safra 2014

Antaq autua 13 operadoras do Porto de Santos

Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) enquadrou 13 operadoras do Porto de Santos, entre 19 de fevereiro e o último dia 21, por descumprimento das regras de agendamento obrigatório para descida de caminhões a fim de descarregar cargas nos terminais. A medida foi estabelecida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para evitar congestionamentos na região portuária durante o escoamento da safra de grãos.

Ao todo, no período, foram lavrados 24 autos de infração, que deverão ser revertidos em multa. Pelo relatório da Antaq, 2.169 caminhões, que carregavam soja, açúcar ou suco de laranja, foram autuados. O total estimado em multas é de R$ 13,5 milhões. As empresas autuadas, que incluem terminais e tradings e produtoras de suco de laranja, podem recorrer.

O Terminal T-Grão, que atende produtores de soja e milho, foi notificado seis vezes no período, totalizando 556 caminhões. As empresas Portofer (operadora ferroviária controlada pela concessionária ALL e que atua na área do Porto), Copersucar, Armazén 12-A, LDC (Louis Dreyfus Commodities), Rumo e TGG (Terminais de Granéis do Guarujá) foram autuadas duas vezes.

 

 

Desde o início do ano, caminhões devem agendar sua chegada ao cais santista

Os demais – Terminal 39 (parceria entre ALL e Caramuru), ADM, Fischer (Citrosuco), Cutrale, TEG (Terminal Exportador do Guarujá) e Teag (Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá), que tem a Cargill como operadora, receberam um auto de infração cada.

A Portofer cometeu infração de bloqueio de via, que pode gerar multa de R$ 10 mil a R$ 20 mil. As multas por descumprir agendamento variam de R$ 1.000 a R$ 2.000 por caminhão. Segundo Renato Barco, presidente da Codesp, as empresas têm questionado os agendamentos. Essas regras foram estabelecidas pela Codesp e publicadas na Resolução n° 136, no fim do ano passado, para evitar os congestionamentos excessivos durante o pico de escoamento da safra de grãos e açúcar na região portuária.

Barco afirmou que as medidas têm reduzido as filas na região portuária. “Os caminhões podem ficar nos pátios reguladores localizados em Cubatão”, disse.Mas apenas uma parte dessa fila tem se transferido das vias de acesso para os pátios reguladores, no fim da Rodovia Anchieta. O presidente disse que a Codesp deve anunciar, nesta semana, convênio com a Prefeitura do Guarujá para ampliação de acesso à Avenida Perimetral, que dá acesso aos terminais do Guarujá.

Respostas

O T-Grão confirmou que recebeu as multas e está analisando as autuações. A Copersucar informou que já prestou esclarecimentos à Antaq. A LDC disse que a questão foi equacionada. A trading ADM informou que trabalha com 100% de seus caminhões agendados e que há divergência na leitura da informação eletrônica passada à autoridade portuária.

A Rumo informou que a autuação não procede e que os veículos notificados tinham feito agendamento. O Terminal 39 deverá recorrer. A Cutrale informou que segue as regras da Antaq e da Codesp. A Portofer e Citrosuco (Fischer) não comentam o assunto. As demais não retornaram os pedidos de entrevista.

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Terça-feira, 25  de Março de 2014 - 16h51

Em São Paulo

Intermodal começa na próxima semana e quer receber 50 mil pessoas

Da Redação
 

 

 

Considerada estratégica para empresas de logística, transporte e comércio exterior, a 20ª edição da Intermodal South America já tem data para ocorrer. Ela acontecerá entre terça e quinta-feira da próxima semana (1 a 3 de abril), na capital paulista. Ao celebrar a segunda década de existência, o evento deste ano quer ser, justamente, histórico, superando patamares de negócios e visitação, além de promover debates e discussões inéditas.

Nos três dias, mais de 20 países estarão representados na feira, que acontecerá no Transamérica Expor Center, com mais de 600 marcas – o mesmo número do que no ano passado. A expectativa, porém, é de que os visitantes ultrapassem as 50 mil pessoas – provenientes, por sua vez, de mais de 30 nacionalidades. Em 2013, o balanço de público foi de aproximadamente 48.500 visitantes únicos.

“A feira tornou-se referência e deixou de ser apenas expositiva. É um ambiente propício para negócios”, garante o gerente do evento, Ricardo Barbosa. Segundo ele, na última edição da Intermodal, mais de 65% dos expositores conseguiram fechar acordos comerciais – índice avaliado por ele como satisfatório, uma vez que outros contratos podem ter sido feitos no momento pós-feira.

Barbosa conta que uma das novidades para esta segunda década é a aposta na interatividade. “Chegamos a expor as máquinas em alguns anos. Mas, dessa vez, teremos uma área ampla para o público experimentá-las”, adianta. No entanto, o que continua sendo um ponto forte da Intermodal são os seminários e debates que têm a presença de autoridades e especialistas no setor.

CONFERÊNCIA

O diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mário Povia, e o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, serão os destaques do primeiro painel do seminário Intermodal Ports & Maritime Summit, que terá o tema Infraestrutura - Avanços e Perspectivas e será realizado na manhã de terça-feira. “Eles vão falar sobre a questão dos acessos aos portos e o que tá sendo feito para melhorá-los”, explica Ricardo Barbosa.

Nesse painel, também estarão presentes os prefeitos Paulo Alexandre Barbosa (Santos), Maria Antonieta de Brito (Guarujá) e Márcia Rosa (Cubatão), além do diretor-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço e representantes dos portos de São Sebastião (SP) e do Rio de Janeiro. No segundo painel, que terá o tema Desafios Estruturais dos Portos Brasileiros e será feito na tarde de terça-feira, um dos participantes será o secretário de Desenvolvimento do Governo do Espírito Santo, Nery de Rossi.

Nos demais dias, haverá ainda um debate sobre o novo código comercial marítimo e o tradicional encontro sobre Supply Chain. “Estamos apostando ainda na questão da integração de modais, que passou a ser destaque recentemente por causa dos investimentos que deverão receber do Governo”, diz o diretor da feira.

As conferências acontecem sempre de manhã e à tarde. Será cobrado um valor – a partir de R$ 500,00 – para participar de cada uma delas. As inscrições para assistir aos encontros e visitar a Intermodal são feitas pelo site do evento (www.intermodal.com.br) ou na própria feira.

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Terça-feira, 25  de Março de 2014 - 17h15

Capacitação profissional

Bélgica inicia cursos portuários pelo Porto em parceria com Governo Federal

Da Redação

Qualidade e competitividade estão diretamente relacionadas à capacitação profissional. Com essa justificativa, a Secretaria de Portos (SEP) iniciou na última segunda-feira uma nova etapa de sua parceria – voltada ao preparo de gestores portuários – com a Bélgica, país onde estão complexos portuários considerados modelos de eficiência, tecnologia e competitividade.

O Porto de Santos é o primeiro a receber a comitiva de especialistas do Centro de Treinamento Portuário de Antuérpia (Apec). Na tarde da última segunda-feira, uma solenidade entre o cônsul geral da Bélgica no Brasil, Didier Vanderhasselt, e representantes do governo brasileiro antecedeu o início das aulas que vão capacitar 32 profissionais até sexta-feira.

“A intenção é de que seja algo fixo e duradouro. Já levamos nossa gente para lá, mas é mais vantajoso para nós se trouxermos os professores para o Brasil”, explicou o secretário-executivo da SEP, Eduardo Xavier, referindo-se à redução de custos e ao alcance da capacitação.

 

 

 
Solenidade reuniu autoridades da SEP, da Codesp e do corpo diplomático da Bélgica no Brasil

Ainda segundo Xavier, o melhor preparo da mão de obra portuária, tanto a do cais quanto a do escritório, é um dos objetivos do novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013). “É mais uma frente que nós estamos inaugurando. A expectativa é de que esse conhecimento se multiplique, com aquelas pessoas que já foram capacitadas por aqui”, explica.

PROMISSOR

O início dessa capacitação feita por especialistas da Bélgica foi comemorado pelo consul-geral do país no Brasil, Didier Vanderhasselt. “Vimos de perto o interesse dos brasileiros durante as visitas aos nossos portos. Sempre com muito questionamentos, dispostos a aprender”, contou, ao lembrar que as relações comerciais entre as nações estão em bons momentos.

“Hoje há pelo menos um navio por dia que sai daqui, do Brasil, com destino à Bélgica. Isso nos faz, cada vez mais, estreitar laços”, comentou o consul. Segundo ele, a ideia é que em breve um Centro de Treinamento Portuário de Antuérpia, com especialistas do setor, seja formado no Brasil. Com isso, haverá maior facilidade na troca de informações entre os dois lados.

PARCERIA

Além de Santos, os especialistas belgas percorrerão outras regiões do País. Também com cinco dias de duração, serão realizados seminários nos portos de Vitória (ES), Fortaleza (CE), Paranaguá (PR), Salvador (BA) e Belém (PA). Cada um irá tratar de um tópico. Em Santos, o tema é gestão portuária. Os demais assuntos são serviços portuários; aspectos comerciais do porto; aspectos financeiros do porto; infraestrutura e obras portuárias; e navegação interior.

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Quinta-feira, 20 de Março de 2014 - 15h48

Mais de 300 lotes

Alfândega de Santos fará leilão de mercadorias apreendidas

Da Redação

Mais de 300 lotes com produtos apreendidos pela Alfândega do Porto de Santos serão leiloados eletronicamente no próximo dia 28. Pela avaliação do órgão, a somatória de cada peça ultrapassa R$ 16 milhões. O destaque da disputa é um Corvette original, modelo 1977, cujo lance inicial é de R$ 10 mil.

Tanto pessoas jurídicas (empresas) como físicas (população em geral) podem participar do leilão. Mas elas devem ser credenciadas pela Aduana.

Todas as mercadorias – eletrônicos, produtos de informática, vestuários e acessórios, entre outros – poderão ser examinadas pelos interessados entre a próxima segunda-feira e a quinta-feira seguinte, dia 27. Elas estão armazenadas em 18 terminais portuários e retroportuários, nas duas margens do Porto.

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O Corvette 1977 é um dos destaques do leilão que será realizado pela Aduana na próxima semana pela internet

No edital do leilão eletrônico, disponível no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), há o horário de funcionamento de cada instalação para a verificação dos produtos. O texto explica ainda que, também até o dia 27, a Receita recebe eletronicamente os lances, que serão qualificados para a disputa do dia posterior.

Só serão selecionadas as melhores ofertas para cada lote. Ou seja, apenas a proposta de maior valor e as demais que forem até 10% inferiores vão passar para a etapa de lances eletrônicos, no dia 28.

O Edital de Leilão Eletrônico está registrado com o nº 0817800/000002/2014. A Alfândega do Porto de Santos, localizada na Praça da República, no Centro, colocou à disposição servidores para tirar dúvidas dos interessados pelo telefone (13) 3208-2009, no horário das 9 às 12 e das 14 às 17 horas.
 

 

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Terça-feira, 18 de Março de 2014 - 15h26
Ampliação

Porto de Santos conta com seis áreas de expansão

Da Redação

O debate sobre a ampliação do Porto de Santos, a ser iniciado neste mês pela Secretaria de Portos, não começará do zero. O plano de expansão do complexo marítimo – o masterplan (plano-mestre, em inglês), elaborado em 2010 pelo Consórcio Louis Berger- Internave – identifica seis áreas para a implantação de novos terminais portuários e o atendimento das demandas futuras do complexo.

Essas instalações serão necessárias para escoar as 229,73 milhões de toneladas previstas para serem movimentadas pelo Porto até 2024, em um cenário otimista. Para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), a marca será alcançada pelo complexo santista, que fechou o ano passado com 114 milhões de toneladas, no prazo determinado.

Entre os terrenos apontados no estudo, estão aqueles hoje ocupados pelas favelas de Prainha e Conceiçãozinha, ambas na Margem Esquerda (Guarujá). O levantamento considera que, nesses locais, é viável a operação de granéis sólidos vegetais ou minerais e até contêineres. Os investimentos poderão ir de US$ 188 milhões a US$ 365 milhões, de acordo com a carga selecionada.

N/A
O terreno de Prainha, em Guarujá, foi um dos identificados para receber terminais de granéis ou contêineres

O masterplan também indicou a implantação de um terminal na região do Itapema, em Guarujá. As opções de cargas para operação na área são granéis sólidos vegetais ou minerais. O custo dessa instalação será de US$ 210 milhões, para movimentar 13,7 milhões de toneladas por ano, na primeira condição. Na segunda, serão US$ 261 milhões para operar 7 milhões de toneladas anuais.

De acordo com o plano, investidores também terão disponibilidade de áreas na Alemoa. Nessa região do estuário, será possível ter um terminal para movimentar anualmente 1 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com recursos de US$ 650 milhões, e outro para 1,6 milhão de toneladas, por US$ 345 milhões.

BARNABÉ-BAGRES

Terminais nas proximidades das ilhas Barnabé e Bagres (Área Continental de Santos) também foram propostos no estudo de expansão. O primeiro fica ao fundo da Ilha Barnabé. A unidade poderá movimentar 4,2 milhões de toneladas de granéis minerais por ano, a partir de um investimento de US$ 285 milhões, ou 25 milhões de toneladas de granéis vegetais, ao custo de US$ 350 milhões.

Já na Ilha dos Bagres, a proposta é de um terminal para 1,9 milhão de TEUs anuais, orçado em US$ 575 milhões. Porém, a gleba também poderá ser ocupada por estaleiros navais e instalações de apoio à cadeia de exploração de petróleo e gás.

 

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Segunda-feira, 10  de Março de 2014 - 15h24

Safra 2014

Antaq autua sete terminais que operam granéis no Porto de Santos

Da Redação

Sete terminais que operam granéis no Porto de Santos foram autuados na semana passada, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por descumprirem as regras para o escoamento da safra agrícola na região. A informação foi divulgada pela Antaq no final da tarde da última sexta-feira.

Desde que a Antaq passou a monitorar o escoamento da safra por Santos, no início do mês passado, 11 empresas foram notificadas – 10 delas, todos terminais, por receberem veículos sem agendamento e uma, a concessionária ferroviária Portofer (da ALL), pelo bloqueio de vias do complexo.

Os sete terminais notificados nesta semana foram o da Sucocítrico Cutrale, o da Louis Dreyfus Commodities, o Terminal XXXIX (da Caramuru), o da ADM do Brasil, o da Fischer, o Terminal 12A e o do T-Grão. Os dois últimos são reincidentes – é a terceira vez do T-Grão e a segunda do 12A.

Segundo a Antaq, as instalações foram notificadas por receberem veículos fora do horário agendado ou que não tinham sido programados. A autuação é a primeira etapa do processo de punição. Agora, as empresas podem apresentar uma defesa, a ser analisada pela agência reguladora, que então definirá se multará a companhia. Cada veículo recebido de forma irregular faz com que a instalação arque com um valor entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

 
A multa para cada veículo recebido de forma irregular pelos terminais varia entre R$ 1 mil e R$ 2 mil

O T-Grão informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que parte dos caminhões agendados para chegar entre segunda e terça-feiras de Carnaval atrasaram por conta de dificuldades enfrentadas no Mato Grosso, onde a chuva forte obstruiu diversas vias. O terminal relatou que dispõe de um número de vagas nos pátios menor do que seus concorrentes, o que reduz sua capacidade de implantar planos de contingência. Como solução, a instalação contratou o pátio de Sumaré para receber seus caminhões a partir do próximo fim de semana.

Questionada sobre a autuação, a Louis Dreyfus afirmou que tem 15 dias para avaliar e, eventualmente, se defender.

Os demais terminais notificados foram procurados no final da tarde da última sexta-feira. A Citrosuco e a Caramuru ficaram de responder nesta segunda-feira. O Terminal 12A, a Cutrale e a ADM não responderam.

Notificações anteriores

No último dia 28, a Antaq divulgou que já havia emitido sete notificações, envolvendo seis empresas. O T-Grão (por duas vezes), o Armazém 12A, a Copersucar, o Terminal Graneleiro do Guarujá (TGG) e a Rumo foram identificados como causadores de congestionamentos por terem recebido veículos sem agendamento.

Já a Portofer cometeu a infração de bloqueio de via. Neste caso, a sanção pode gerar uma multa de R$ 10 mil a R$ 20 mil. A concessionária ferroviária informou que foi notificada pela Antaq e apura o que ocorreu.

O TGG confirmou ter recebido o auto de infração, mas considera a multa improcedente e irá recorrer.

A Rumo Logística também considera improcedente a notificação. Ela informou que houve um erro no sistema da Codesp, que levou seus caminhões a serem considerados como fora do agendamento. O terminal promete adotar medidas legais em sua defesa.

A Copersucar informou que, como opera em escala reduzida, está gerenciando o fluxo de caminhões de forma a gerar o menor tempo de espera possível, a fim de agilizar a descarga e minimizar a ocorrência de congestionamentos.

O T–Grão informou que não iria comentar as duas autuações.

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Segunda-feira, 10  de Março de 2014 - 15h00

Dia da Mulher

Não há mais limites para as mulheres no Porto de Santos

Da Redação

Foi-se o tempo em que as mulheres eram o sexo frágil e não assumiam funções até então ocupadas por homens no trabalho. Hoje, no Porto de Santos, a mão de obra feminina tem força, poder e dribla o preconceito diariamente, seja em cargos operacionais, na movimentação de mercadorias ou na liderança de equipes, formadas predominantemente por eles.

Antes ocupando cargos administrativos, mais mulheres começam, discretamente, a exercer funções operacionais. Nas instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), inauguradas no ano passado, na Alemoa, das 73 funcionárias, sete atuam no cais. Já no Terminal Embraport, que também entrou em operação em 2013, mas fica na Área Continental de Santos, 30 delas já passam os dias nos pátios da empresa.

Com histórias e trajetórias de vida distintas, a operadora de transtêineres da Embraport Fabiana do Nascimento Almeida e a coordenadora de Gente e Gestão da ALL, Dayane Cristine de Araújo, são dois exemplos de como o complexo santista pode ser o palco perfeito para a atuação das mulheres, seja qual for o cargo a ser ocupado.

 

Fabiana Almeida é a primeira mulher a operar transtêineres no terminal Embraport

Na maioria das vezes, as 24 horas do dia são um curto período para todas as atribuições femininas – cuidar dos filhos, da casa e do marido e ainda ter tempo para trabalhar, sem perder o charme e a feminilidade. Este é um desafio que Fabiana tira de letra, mas foram necessários alguns ajustes para que tudo desse tão certo.

“Quando o meu filho nasceu e eu precisei voltar ao trabalho, resolvi que só voltaria se valesse a pena. Precisava de algo que me desse prazer e compensasse financeiramente. Foi quando tive a ideia de trabalhar no setor portuário. E posso garantir: não me arrependo”, disse a operadora de transtêineres.

A coragem para mudar de vida e abandonar a carreira administrativa em uma escola a fez procurar um curso profissionalizante para a operação de máquinas pesadas. Hoje, Fabiana é a primeira mulher a operar transtêineres (pórtico sobre rodas usado para movimentar contêineres entre o caminhão e o pátio) na Embraport.

O instalação portuária ainda estava em construção quando a operadora de transtêineres decidiu enviar um currículo e se candidatar a uma vaga. E no mesmo dia, a empresa a selecionou para uma entrevista. Hoje, Fabiana é uma das 30 mulheres que atuam na área operacional do terminal.

“O requisito era não ter experiência. Então eu, que estava atenta a uma oportunidade, vi que aquela era a minha hora. Fui contratada, treinada no Peru, por dois meses, e hoje estou muito feliz na convivência com outros homens. Não tenho do que reclamar”, afirmou.

Em casa

Fabiana já sabia como era a rotina de um operador de transtêineres. Seu marido também tem a mesma função, mas no Terminal de Contêineres (Tecon), instalação administrada pela Santos Brasil e que fica na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto. E engana-se quem pensa que ela resolveu seguir os passos do esposo. Foi Fabiana quem o incentivou a ingressar na profissão.

A portuária também faz o convite às amigas. “Muitas me perguntam como é o trabalho, quanto ganha e se vale a pena. Quando eu falo, elas se animam, mas muitas vezes o medo é grande. Quero cada vez mais amigas na área”.

Para o futuro, os planos são de subir, literalmente, na profissão. Fabiana quer passar a ser operadora de portêineres, os pórticos utilizados para movimentar contêineres entre o cais e o navio e cuja cabine de comando fica a uma altura maior do que a do transtêiner. Para isto, ela, que já é habilitada, precisa apenas se reposicionar dentro da própria empresa. “Agora, quero ir para as alturas. Para a satisfação profissional ser completa, quero operar portêineres. Já quebrei um tabu. Este é o próximo”, revela.

Mulher no comando

Aquela máxima de que a última palavra é sempre da mulher se aplica perfeitamente à rotina da concessionária ferroviária ALL no Porto de Santos. Na empresa, Dayane coordena uma equipe de 580 profissionais, 570 deles, homens.

“Temos algumas mulheres, poucas, e elas estão principalmente no meu setor. Mas lidar com homens é diferente. Eles não levam nada para o lado pessoal. Não tive problemas nem quando eu era da área operacional”, destacou a coordenadora.

Entre suas atribuições, estão os indicadores de desempenho das equipes e ainda seu desenvolvimento e treinamento. Manter a satisfação e a qualificação dos profissionais que atuam no Porto também está entre suas funções.

Dayane está há seis anos em um cargo de liderança, mas não esquece o período em que trabalhava diretamente na operação ferroviária no cais santista. Ela era a única mulher responsável por monitorar a manutenção de vagões e atuava diretamente nos departamentos de mecânica da concessionária.

“Eu fazia a listagem de todos os procedimentos que eram necessários e adotados na manutenção dos vagões. Nunca senti preconceito pela função ou por ser mulher. Justamente por este motivo, eu cheguei ao cargo de liderança em que estou hoje”, afirma a coordenadora da ALL.

 

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Sexta-feira, 07  de Março de 2014 - 15h56

Concurso Público

Alfândega do Porto de Santos recebe novos analistas

Da Redação

A Alfândega do Porto de Santos ganhou novos analistas-tributários. Até a última quinta-feira, 18 candidatos aprovados no concurso público que a Secretaria da Receita Federal fez em 2012 já tinham tomado posse de seus cargos. Segundo o inspetor-chefe da Aduana, Cleiton Alves dos Santos João Simões, a maioria rá reforçar as equipes de inspeção e fiscalização da unidade, especialmente a Central de Operações e Vigilância .

Os novos analistas foram nomeados pela Receita Federal com a Portaria nº 719, assinada no último dia 21, mas publicada na edição do dia 24 do Diário Oficial da União. O texto trouxe a convocação de 693 candidatos aprovados no concurso realizado no segundo semestre de 2012 e a designação para unidades de todo o País. Desse total, 62 foram enviados a unidades alfandegárias. As de Santos e Manaus foram as que mais receberam profissionais – cada uma teve 21. Para Paranaguá (PR), foram destinados 17 e para Itaguaí (RJ), três.

Os três candidatos aprovados que ainda não se apresentaram em Santos podem fazê-lo até 30 dias após a publicação da nomeação – até o dia 27 deste mês.

A AlfÂndega do Porto de Santos recebeu 21 novos profissionais que reforçarão as equipes de fiscalização

Com o reforço à equipe, a Alfândega do Porto de Santos passa a contar com 126 auditores-fiscais e 128 analistas-tributários. Com a apresentação dos 18 concursados, o efetivo da Aduana teve um aumento de 7,6% (considerando apenas a categoria dos analistas, o crescimento foi de 16,3%).

De acordo com o inspetor-chefe, os novos agentes também serão designados às atividades-meio (logística e tecnologia, por exemplo) do órgão. Mas a maioria atuará nas atividades-fim (repressão, despacho e vigilância), que, hoje, têm à maior demanda de pessoal, explica Simões.

Sobre novos concursos da Receita Federal, a Alfândega informou que não há planos de mais processos seletivos para analistas-tributários. Mas o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já autorizou um concurso para auditor-fiscal, conforme Portaria nº 51, do último dia 18. Foram abertas 278 vagas para todo o País.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 16h02

Limpeza

Codesp mantém serviço de varrição dos grãos na vias portuárias

 
Para evitar a proliferação de ratos nas áreas portuárias e garantir a segurança do trânsito, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) mantém um serviço de limpeza das vias do Porto de Santos. A atividade ganha maior importância na época da safra, quando mais caminhões com grãos circulam pelo complexo, deixando cair parte da carga pelo caminho. Os grãos espalhados na pista acabam prejudicando o tráfego, ao facilitar a derrapagem dos veículos. A varrição ocorre no sistema viário das duas margens do Porto – em Santos, na Avenida Perimetral, da Praça Barão do Rio Branco até o Canal 4, e no acostamento da pista sentido Canal 4 da Avenida Governador Mário Covas; e, em Guarujá, na Avenida Perimetral, incluindo seu viaduto e os acessos.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 15h40

Nesta quinta-feira

Prazo para inscrições em cursos da Santos Brasil terminou

Da Redação
A rede Formare já capacitou cerca de 13.000 jovens

Terminou hoje, ao meio-dia, o prazo para as inscrições nas novas turmas da Escola Santos Brasil Formare, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos para jovens de baixa renda de Santos e Guarujá. Neste ano, são oferecidos dois cursos: Assistente de Operações Logísticas e Assistente de Operações em Terminais Portuários.

A escola é mantida pela Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos e de outras instalações portuárias e retroportuárias na região e em outros complexos marítimos.

Cada curso terá 770 horas, indo de junho próximo até abril do ano que vem, e abordará técnicas nas áreas logísticas e portuárias. As aulas serão ministradas por funcionários da empresa e vão ocorrer de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, nas próprias instalações da operadora em Santos e Guarujá.

Os alunos vão receber uma bolsa no valor de meio salário mínimo (R$ 362,00), vale transporte, seguro de vida e planos de saúde e odontológico, além de material didático, uniforme e alimentação.

Haverá duas turmas, uma em Santos e a outra em Guarujá. A primeira terá o curso de Assistente de Operações Logísticas e a segunda, de Assistente de Operações em Terminais Portuários. Cada um terá 20 vagas.

Os candidatos vão passar por um processo seletivo.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 15h10

Cubatão

Impasse envolve área que pode receber pátio de caminhões

Da Redação

O terreno na cidade de Cubatão atualmente em estudo para a implantação de um novo pátio regulador para o Porto de Santos é alvo de uma disputa. Para a Prefeitura, ele pertence à União. Mas empresários reivindicam sua propriedade.

A área em questão tem 52 mil metros quadrados e fica às margens da Via Anchieta, no cruzamento com a interligação com a Rodovia dos Imigrantes, na entrada do Jardim Casqueiro. Como o local fica perto do Viaduto Rubens Paiva, importante para o tráfego de veículos urbanos, a Prefeitura de Cubatão determinou que seus técnicos estudassem a viabilidade da área para a implantação de um bolsão de estacionamento destinado aos caminhões que seguem ao cais santista.

O lote foi apontado pelo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), Renato Barco, como um local que pode receber um pátio regulador. Mas, para isso, é necessário definir quem é o proprietário da área.

Com mais um pátio regulador, os congestionamentos em época de safra podem diminuir

A Prefeitura garante que o terreno é da União, Mas essa informação é contestada pelo empresário Paulo de Lucca. Segundo ele, a área foi adquirida por seu pai, que, quando faleceu, a deixou como herança. Agora, ele, sua mãe e seus irmãos são os responsáveis pelo lote – tanto que pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do terreno regularmente. “Não sei de onde a Prefeitura tirou essa informação (de que a União é a proprietária da gleba). Não existe posse. Existe matrícula do imóvel e ela pertence a nós, à família”, explicou.

Segundo de Lucca, a possibilidade de o terreno pertencer à União já foi levantada outras vezes. “Não é primeira vez que isso acontece. Esse assunto já foi tratado algumas vezes, mas eu pago IPTU. Se a área fosse da União e a gente fosse posseiro, o que não é o caso, não existiria o lançamento do IPTU”, argumenta.

Questionado se chegou a verificar a situação do lote na Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o empresário afirma que nem ele ou os demais proprietários chegou a averiguar essa condição.

Zoneamento

A Administração Municipal de Cubatão informa que a área está localizada em uma zona residencial, o bairro Jardim Casqueiro. Por isso, a intenção da Prefeitura é ouvir os moradores do local sobre o projeto.

Mas os proprietários da área dão outra informação. Eles garantem que a gleba está em uma Zona de Comércio e Serviço de Apoio à Indústria, contemplada na Lei de Uso e Ocupação do Solo do município. “Ela é vizinha a uma área residencial, não está em uma área residencial. É diferente”, explica Paulo de Lucca.

O empresário afirma que, caso haja interesse do Governo Federal na implantação de um pátio para caminhões no local, o empreendimento pode ser viabilizado desde que os donos sejam ressarcidos com um aluguel. “A gente sempre é a favor do empreendimento para a área. Isso é o que a gente vem buscando há muito tempo”.

Terreno de Marinha

Procurada, a Prefeitura de Cubatão informou que o local é uma “área de ocupação”, um dos “terrenos de Marinha” – denominação dada aos lotes de aterro ou localizados a até 33 metros do ponto onde chega a média das marés altas e que são pertencentes à União.

Segundo a administração municipal, nos casos em que esses locais estão ocupados e há o interesse do Governo Federal em utilizá-los, ele pode reivindicar sua devolução a qualquer momento e a inscrição é revogada. Nessa situação, os ocupantes são indenizados por eventuais benfeitorias.

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Quinta-feira, 06  de Março de 2014 - 12h39- Atualizado às: 20h00

Transtorno

Antaq vistoria fila de caminhões e diz que terminal pode ser autuado

De A Tribuna On-line

Quem passou pela Avenida Perimetral nesta quinta-feira se deparou com uma imensa fila de caminhões que esperavam para descarregar soja no T-Grão. Muitos caminhoneiros permaneciam parados desde às 6 horas de quarta-feira, ocupando uma das faixas de rolamento da pista sentido Centro/praia.
A situação nas vias do entorno do Porto de Santos permaneceu crítica durante todo o dia.  Desde as primeiras horas da manhã, caminhoneiros aguardavam em uma faixa rotativa. Segundo a Codesp, os veículos foram autorizados a permanecer em uma das faixas da via expressa.
Não houve congestionamento no local, mas a ocupação irregular da pista durante todo o dia fez com que técnicos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fiscalizassem a região, anotando placas de caminhões parados irregularmente. Segundo a agência, o T-Grão pode ser autuado e posteriormente multado em R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo.

Desde as primeiras horas da manhã, caminhoneiros aguardam em faixa rotativa para descarregar em terminal

Agendamento
Segundo o T-Grão, em virtude do feriado de Carnaval, o número de caminhões ficou acumulado para descarregar no terminal. Outro problema apontado pela empresa são as más condições das estradas de Mato Grosso. Para a situação ser regularizada no Porto de Santos, será necessário alguns dias, segundo o terminal.
A chegada dos caminhões ao Porto de Santos deve seguir as regras de agendamento determinadas pela Codesp, em conjunto com a Secretaria Especial de Portos (SEP). Entretanto, conforme apurou A Tribuna, a prática não está sendo cumprida.
De acordo com a Codesp, um levantamento sobre as infrações verificadas nesta quinta-feira está sendo realizado e será encaminhado à Antaq. Só neste ano, seis terminais ja foram multados por desrespeitar as regras de agendamento e prejudicar as vias do Porto de Santos.

Multado
Esta não é a primeira vez que o T-Grão está relacionado a problemas com chegada de caminhões ao terminal. Em janeiro, a empresa foi multada após 106 veículos serem identificados na entrada do terminal, sem o agendamento obrigatório.
O valor total da multa aplicada pela Antaq não foi divulgado, mas variou de R$ 106 mil a R$ 212 mil.

Conforme resolução publicada no ano passado, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular.

 

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Quarta-feira, 05  de Março de 2014 - 17h32

Segurança

Polícia Civil reativa unidade náutica no Porto de Santos

Da Redação

Como resposta às recentes ações criminosas no Porto de Santos, o comando regional da Polícia Civil anunciou a reativação do Grupo de Operações Táticas-Náutico (GOE-Náutico) do Litoral de São Paulo. Com uma nova embarcação, agentes voltarão a fazer o patrulhamento do Canal do Estuário, especialmente à noite, reforçando a segurança de todo o cais santista e evitando até mesmo a ação de piratas.

O GOE-Náutico atuará ao lado do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), da Polícia Federal de Santos, e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), órgãos que já fazem a vigilância do complexo portuário.

A expectativa é que a reativação do Grupo de Operações Táticas ajude a evitar episódios como o ocorrido na última sexta-feira – quando uma quadrilha fortemente armada invadiu o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto, em Guarujá, para explodir os caixas eletrônicos que ficavam no edifício administrativo da instalação e roubar o dinheiro dos equipamentos. A ação foi bem sucedida. O bando, em dois carros, entrou por terra na instalação, furou o bloqueio nos portões, chegou ao prédio e, depois, fugiu pelo mar.

Em junho do ano passado, uma quadrilha armada explodiu um caixa eletrônico dentro do prédio de Operações (Dirop) da Codesp, no Paquetá, em Santos. O bando disparou contra dois guardas portuários durante a ação e conseguiram fugir em uma embarcação.

Canal de navegação do Porto: nova equipe da Polícia Civil vai combater a ação de criminosos no estuário e rios da região

“A reativação imediata do GOE-Náutico possibilitará evitarmos os crimes no Porto. Teremos gente a todo instante no mar”, garantiu o diretor-geral do 6º Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter), Aldo Galeano. Parado há quase 2 anos por falta de recursos, o departamento voltou à ativa há cerca de 15 dias, quando foi consertado o motor de sua única embarcação-viatura.

A novidade, entretanto, é que em até um mês, chegará ao comando da Polícia Civil uma lancha de maior porte, cedida pela Petrobras. “Sabemos que essa embarcação tem condições de fazer operações noturnas. É vital que não tenhamos impedimentos e haja investimentos em tecnologia”.

Cooperação

Por ser uma área federal, a segurança do Porto é feita diretamente pela Polícia Federal, com o Nepom. Além de botes, o órgão possui uma lancha blindada, capaz de margear a costa. “Nosso maior problema é a cobertura. A patrulha ocorre 24 horas, mas o Estuário é muito extenso”, explicou o chefe do núcleo, o delegado Ciro Moraes.

Segundo a PF, muitos crimes são da jurisdição da Polícia Civil, mas as informações são compartilhadas entre as instituições.

Um das entidades parceiras da PF e da Polícia Civil é a própria Marinha do Brasil, que apesar de não atuar diretamente na área de segurança pública, pode empregar, sempre que necessário, meios para auxiliar nos trabalhos dos outros órgãos.

“Nossa grande preocupação no Porto é a ordem do tráfego aquaviário. Crimes (como o de invasão ao Tecon) não cabem à Marinha”, explicou o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo.

A CPSP, entretanto, deverá dispor este ano do primeiro Grupamento de Patrulha Naval na história da região. A unidade auxiliará na segurança das plataformas petrolíferas da Bacia de Santos e também do Porto. “Mas sempre com ações coordenadas. Se a Polícia precisar de um navio de patrulha é possível”, lembrou.

A própria Autoridade Portuária – a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – também atua na segurança do Porto, com a Guarda Portuária (GPort). Nos últimos dias, por duas vezes, lanchas com várias pessoas a bordo foram vistas tentando se aproximar de um terminal da Margem Direita, em Santos. E elas só se afastaram quando perceberam a chegada de agentes da corporação.

Segundo as forças policiais, um projeto da Codesp é considerado essencial para o combate à criminalidade nas águas do Porto. Trata-se da implantação do sistema de monitoramento e informações do tráfego aquaviário, o VTMIS, que poderá monitorar e saber a rota de embarcações suspeitas.

Questionada, a Docas preferiu não se manifestar sobre a segurança do cais santista.

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Quarta-feira, 05  de Março de 2014 - 17h58

Licitação

Propostas de empresas interessadas no VTMIS serão abertas dia 1º

Da Redação

Em menos de um mês, serão abertos os envelopes da licitação que definirá a empresa responsável por implantar o sistema de monitoramento e informações do tráfego de navios no Porto de Santos. O tecnologia, denominada oficialmente Vessel Traffic Management Information System (VTMIS ), possibilitará que a Codesp, a Autoridade Portuária, tenha um maior controle sobre a navegação no canal do cais santista.

O VTMIS também vai ajudar na atuação das forças policiais, que ainda enfrentam dificuldades para monitorar e salvaguardar o cais santista. As polícias Civil e Federal consideram importantes o sistema, uma vez que poderão identificar possíveis rotas de fuga e localizar as embarcações por meio do monitoramento computadorizado do canal de navegação.

Após um atraso na licitação, as propostas das empresas interessadas em implantar o serviço serão conhecidas no próximo dia 1º – e não mais no dia 18 deste mês, como estava previsto. As mudanças no certame ocorreram devido a um erro no edital, publicado no final do último mês. Por isso, ele precisou ser republicado. Essa havia sido a segunda tentativa da Codesp de colocar o edital na rua. Na primeira, interessados enviaram questionamentos à Docas, que preferiu retirar o material e refazê-lo.

Sistema permitirá a coordenação do tráfego de navios na região e monitoramento do canal de navegação

Entre as atribuições da empresa vencedora do processo licitatório, estão a execução do projeto executivo do VTMIS, a gestão de seu andamento, a integração dos serviços e o fornecimento dos equipamentos, do software e do hardware. Além disso, a firma (ou consórcio) escolhida terá de capacitar os servidores da Codesp e de entidades parceiras, como a Marinha do Brasil. Tudo deverá ser feito em 44 meses.

Para que o VTMIS seja implementado, é necessária a instalação de pelo menos quatro pontos de monitoramento do tráfego marítimo. Eles estão previstos para ficar na Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu e em Conceiçãozinha, os três em Guarujá, e na Ilha Barnabé, em Santos.

O centro de comando e de controle de todos os dados ficará na antiga Ponte de Inspeção Naval, atualmente desativada, na Ponta da Praia.

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014 - 17h17
Caos durante a safra

Multa a terminal por desrespeitar agendamento no Porto de Santos poderá chegar a R$ 212 mil

De A Tribuna On-line

O terminal portuário T-Grão foi multado após a identificação de 106 veículos aguardando na entrada da porta do terminal, sem o agendamento obrigatório. O valor total da multa ainda será definido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mas poderá variar de R$ 106 mil a R$ 212 mil. De acordo com informações da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a empresa já havia sido notificada e recebeu o auto de infração na manhã desta quarta-feira. 

O desrespeito ao agendamento de caminhões em direção ao Porto de Santos foi identificado na última terça-feira, quando estradas e vias ficaram completamente travadas, com filas de mais de 30 km. Segundo apurou a Reportagem, houve reflexos na entrada de Santos e, principalmente, em Cubatão, afetando com maior intensidade trabalhadores do polo industrial e moradores da Cidade.
 

N/A
Desde a manhã de ontem, motoristas encontram congestionamentos em estradas e vias de Santos e Cubatão

Com o único acesso travado por causa dos caminhões, cerca de 50 mil moradores dos bairros Jardim Casqueiro, Parque São Luiz, Ilha Caraguatá e dos bolsões ficaram ilhados. Alguns demoraram quase duas horas só para atravessar o viaduto. Quem tentou chegar à Cidade tanto pela Anchieta quanto pela via Marginal também ficou parado.  

Conforme resolução publicada no ano passado, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular.

Hoje, a fila de caminhões em direção ao porto voltou a congestionar o Viaduto da Alemoa. Do total de veículos, pelo menos 99% são graneleiros, ou seja, integram o período de safra de grãos no complexo santista. Não é de hoje que a região sofre com o excesso de carretas durante o embarque e desembarque desse tipo de produto. E, apesar das autoridades garantirem esforços, a situação parece que irá se repetir esse ano. O pico da movimentação está marcado para março. No entanto, já possível sentir os reflexos nas vias de acesso à Baixada Santista.

Por meio de sua assessoria, o T-Grão informou que recebeu a notificação e já está analisando. 

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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014 - 15h08
931 milhões de toneladas

Movimentação de cargas nos portos brasileiros cresce 2,9%

Da Redação

O sistema portuário brasileiro fechou o último ano com uma movimentação de 931 milhões de toneladas, 2,9% a mais do que o resultado obtido em 2012, quando essa soma chegou a 904 milhões de toneladas. Os dados são da Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor, e integram o Anuário Estatístico Aquaviário Brasileiro, divulgado na manhã da última terça-feira, em Brasília.

Segundo o levantamento da agência federal, quase dois terços (63,7%) desse total – 593 milhões de toneladas – passaram por terminais de uso privado (TUPs). O restante – 338 milhões de toneladas ou 36,3% – foi escoado pelos portos organizados, que aumentaram sua participação na tonelagem nacional, na comparação com os dados de 2012. Nesse ano, os complexos marítimos públicos movimentaram 316 milhões de toneladas (34,95%), enquanto as instalações privadas, 588 milhões de toneladas (65,05%).

No ano passado, o Porto de Santos movimentou 114,07 milhões de toneladas, segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, Esse total coloca o complexo santista como o responsável por 12,61% da tonelagem de mercadorias carregadas ou descarregadas pelo sistema portuário e por 33,74% (um terço) do total dos portos públicos.

N/A
Os contêineres estão entre os itens mais operados nos portos do País

Nos últimos quatro anos, a movimentação portuária brasileira vem crescendo, aponta a agência reguladora em seu estudo. Em 2010, foram 834 milhões de toneladas; no ano seguinte, 886 milhões de toneladas; e em 2012, 904 milhões de toneladas.

Conforme a Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Antaq, os 15 grupos de mercadorias mais movimentados foram minério de ferro, combustíveis e óleos minerais e produtos, contêineres, soja, bauxita, milho, fertilizantes e adubos, açúcar, carvão mineral, farelo de soja, produtos siderúrgicos, celulose, coque de petróleo, trigo e produtos químicos orgânicos.

Cabotagem

O total de cargas movimentadas pela navegação de cabotagem (transporte aquaviário de mercadorias entre portos de uma mesma costa) chegou a 141.027.341 toneladas no ano passado. O resultado mostra um crescimento de 1,72% em relação a 2012, quando foram 138.645.183 toneladas.

A participação desse tipo de navegação, porém, ficou praticamente estagnada. Em 2013, a tonelagem de cargas operadas na cabotagem representou 15,14% do total do sistema portuário. No ano anterior, esse índice foi de 15,33%.

No longo curso, as exportações brasileiras por via marítima totalizaram 532.093.368 toneladas em 2013, 1,27% a mais em relação ao ano anterior. Já as importações chegaram a 152.053.559 toneladas, um incremento de 5% em relação a 2012.

O estudo da Antaq também avaliou as operações nas vias interiores do Brasil. O volume de cargas movimentadas nessa modalidade foi de 78,62 milhões de toneladas, 2,84% a menos do que em 2012, quando esse número ficou em aproximadamente 80,9 milhões de toneladas.

Considerando o transporte aquaviário de cargas que ocorre somente no interior do Brasil (só envolve portos fluviais, sem qualquer participação dos marítimos), houve um crescimento de 9,5%. Em 2012, foram movimentados 25,2 milhões de toneladas. No ano passado, foram 27,5 milhões de toneladas.

Já a cabotagem em vias interiores e o longo curso em vias interiores tiveram um desempenho oposto ao da navegação interior. O volume de cargas transportadas nessas modalidades caiu 6,8% e 9,5%, respectivamente, em relação a 2012.

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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014 - 17h57
Acidente

Durante operação no Cais do Saboó, cargas caem de contêiner sobre caminhão

Da Redação

Um contêiner se abriu e as mercadorias transportadas em seu interior caíram sobre um caminhão na manhã da última segunda-feira, durante uma operação de descarga do Terminal Ecoporto, no ponto 4 do Cais do Saboó, no Porto de Santos. Ninguém ficou ferido. A empresa investiga as causas do acidente.

A queda ocorreu por volta das 11 horas, durante a descarga do navio Kota Lazim. Quando o contêiner, retirado de bordo por um guindaste portuário, passou sobre um caminhão estacionado ao lado da proa (frente) do navio, as portas se abriram e a carga caiu sobre a carroceria. Segundo o Ecoporto, houve apenas danos materiais.

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Acidente ocorreu na manhã da última terça-feira, no ponto 4 do Cais do Saboó, na Margem Direita do Porto

Através de sua assessoria, o terminal informou que já investiga o ocorrido. Há a suspeita de que as mercadorias tenham sido armazenadas irregularmente no interior do contêiner. Nessa hipótese, quando a caixa foi erguida e trazida a bordo, eles teriam se soltado e se chocado contra as portas, abrindo-as.

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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014 - 18h04
Acordo

Caminhoneiros ameaçam bloquear Avenida Mario Covas

Da Redação

Caminhoneiros autônomos ameaçaram fechar a Avenida Mario Covas, em Santos, devido a demora para descarregar os contêineres na Libra Terminais, no início da tarde desta quinta-feira.

Às 17 horas, foi fechado um acordo entre a categoria e a empresa e por hora está descartado o bloqueio da via.

Mais informações na edição desta sexta-feira no caderno Porto & Mar, em A Tribuna.

 

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Quarta-feira, 12  de Fevereiro de 2014 - 14h56

Porto de Santos

Agendamento é desrespeitado. Antaq diz que multará terminal

Da Redação

O escoamento da safra agrícola deste ano já começou no Porto de Santos. Mas nem todos os caminhões que chegam ao cais santista – ou aos pátios reguladores locais – estão previamente agendados, conforme determinam as novas regras do Governo, estabelecidas para evitar congestionamentos nas estradas e no sistema viário urbano da região. Por isso, exatamente uma semana após as autoridades iniciarem o acompanhamento da chegada das cargas, ao menos um terminal deverá ser multado, enquanto motoristas permanecem em filas nos acessos ao complexo.

Pouco mais de mil caminhões que chegam à Margem Direita (Santos) do Porto apresentam irregularidades no agendamento ou, simplesmente, não marcaram previamente o horário para descarregar sua carga. A informação é da Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos da Prefeitura de Santos, que recebe, diariamente, os relatórios estatísticos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Na manhã da última terça-feira, o primeiro terminal a descumprir a regra foi identificado. Por meio de notas, a Codesp e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) admitiram a existência do problema, que foi paliativamente contornado ao longo do dia. A Antaq ainda informou que notificará o terminal. A reportagem apurou que a agência reguladora deverá aplicar uma “multa pedagógica”, afim de conscientizar a instalação infratora.

Caminhões se concentram na região da Ponta da Praia. Motoristas dizem que normas não são cumpridas

Segundo a Docas, foi a central de monitoramento da estatal, instalada justamente para acompanhar o desenrolar da safra, que identificou o excesso de caminhões na Avenida Mario Covas, na Ponta da Praia. Guardas portuários conseguiram ordenar o tráfego de veículos e, ao mesmo tempo, o terminal foi proibido de autorizar o envio deles do pátio regulador, em Cubatão.

‘MULTA TODO DIA’

O secretário de Assuntos Portuários de Santos, José Eduardo Lopes, afirmou que o relatório disponibilizado para as autoridades que coordenaram a mobilidade urbana no Porto mostra que mais terminais poderiam ter sido autuados. “Verificamos problemas todos os dias e é preciso fazer cumprir as normas”, diz, garantindo que a Prefeitura já emitiu notificações à Docas.

Enquanto isso, em fila na Ponta da Praia, o caminhoneiro Nelson Machado, proveniente do Mato Grosso, aguardava mais de 12 horas, para descarregar soja em uma instalação. “Se a lei fosse cumprida, eu não teria que esperar. Era sair do pátio regulador e entrar direto no terminal. E isso não aconteceu”, lamenta.

Situação semelhante viveu o caminhoneiro Edson Leite que, ao lado de outros motoristas, afirmou não ter sido agendado para chegar a Santos. “Não recebemos nenhuma orientação. Carregamos o caminhão e nos mandaram para o pátio de Cubatão. De lá, nos enviaram para aqui (Ponta da Praia, em Santos), onde estamos aguardando”, contou.

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Segunda-feira, 10  de Fevereiro de 2014 - 18h34

Margem Direita

Incêndio atinge terminal portuário em Santos

De A Tribuna On-line

Um incêndio atingiu na tarde desta segunda-feira o terminal da Rumo Logística, localizado no Armazém 26 da margem direita do Porto de Santos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 17h30 e foi controlado por volta das 18 horas.

As chamas já foram controladas e o motivo do incêncio ainda será apurado

A brigada de incêndio da Guarda Portuária foi a primeira a chegar ao local. No combate às chamas participaram ainda uma brigada da Coopersucar e uma viatura do Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido com as chamas e ainda não há informações do que motivou o acidente.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM) não precisou ser acionado para combater as chamas.

 

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Segunda-feira, 10  de Fevereiro de 2014 - 15h05

Congestionamentos

Antaq define o valor das multas que serão aplicadas a terminais

Da Redação

Cada caminhão que causar um congestionamento nos acessos ao Porto de Santos custará entre R$ 1 mil e R$ 2 mil ao terminal portuário que irá recebê-lo. O valor consta da Resolução nº 3.274 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), publicada na edição da última sexta-feira do Diário Oficial da União. A normativa prevê ainda que as instalações arquem com multas que podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.

Além de normas direcionadas para o tráfego de veículos, a resolução apresenta outras multas voltadas a operadores portuários, arrendatários e até à Autoridade Portuária – em Santos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Codesp. Mas, em relação ao trânsito nas vias portuárias, as sanções são direcionadas a operadores e arrendatários.

As multas previstas pela Antaq fazem parte da estratégia do Governo Federal para ordenar o escoamento da safra agrícola pelo cais santista. A agência reguladora enviou três agentes para o complexo, a fim de fiscalizar o cumprimento das regras de trânsito estabelecidas pela Secretaria de Portos e pela Codesp. Eles só aguardavam a publicação dessa resolução para começar a autuar as instalações que descumprirem as normas .

Os valores e os três tipos de sanções foram adiantados por A Tribuna na edição da última quinta-feira.

Regras estabelecidas pela União têm o obejtivo de evitar congestionamentos nas estradas de acesso ao Porto

Conforme a resolução publicada na última sexta-feira, “receber, fazer adentrar na área do porto ou encaminhar a pátio regulador cadastrado, quando houver, veículo de carga sem o devido agendamento, quando exigido, conforme regulamento do porto organizado ou da instalação portuária, bem como recebê-lo fora do período previamente agendado” fará com que o operador portuário ou o arrendatário pague de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo irregular.

De acordo com as normas da Codesp, para o escoamento da safra, todos os caminhões carregados com granéis devem passar, obrigatoriamente, por pátios reguladores antes do acesso ao cais santista. Já os veículos com outras cargas não vão precisar passar pelos pátios, mas deverão ser agendados para ter chegar aos terminais.

Cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

Ainda de acordo com a resolução, operadores portuários que receberem caminhões sem o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) também serão multados. O valor vai variar entre R$ 5 mil e 10 mil por veículo.

Mas as maiores sanções estipuladas pela Antaq são direcionadas aos operadores que permitirem o estacionamento ou trânsito de máquinas ou veículos nas vias de circulação do Porto, prejudicando o tráfego. Neste caso, as sanções podem variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

Atuação

Os técnicos da Antaq serão informados por funcionários da Codesp se as vias portuárias apresentarem trânsito intenso ou congestionamentos. As imagens captadas por câmeras espalhadas pelos acessos ao Porto são analisadas no Centro de Controle de Operações da estatal, que fica no prédio do Tráfego da Docas, no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A. Elas servem como prova da infração.

Após serem informados dos problemas viários, os técnicos da Antaq irão pessoalmente ao terminal envolvido para aplicar a sanção administrativa. Foi exatamente por este motivo que foi inaugurado, no início da semana passada, o posto avançado da Antaq no cais santista. Com ele, a agência reguladora consegue estar próxima das questões portuárias e evita gastos com o deslocamento de funcionários.

 

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Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014 - 15h13
Mais agilidade

Despachantes querem ampliar equipe da Anvisa no cais santista

Da Redação

Ampliar o número de fiscais no posto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Porto de Santos é uma das prioridades do novo presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos (SDAS), Nívio Peres dos Santos, que tomou posse no mês passado. Para isso, ele pretende ir até Brasília para negociar com diretores do órgão. Entre os argumentos que utilizará para justificar o aumento do efetivo no escritório local da Anvisa, está o fato de, atualmente, a liberação de uma carga pela entidade demorar 14 dias, em média.

“Já me reuni aqui em Santos com a coordenação da Anvisa, que tem boa vontade, mas localmente não é possível resolver. Alguns (agentes) estão de férias e de licença maternidade e o órgão está perdendo funcionários. Meu plano é ir até Brasília”, destacou o presidente do SDAS.

Nos portos, a agência é responsável por verificar as condições sanitárias dos navios e, se o resultado foi positivo, autorizar sua atracação. Também fiscaliza a importação de remédios e produtos e equipamentos hospitalares. Em 2007, quando o Porto operou 80,77 milhões de toneladas e recebeu 5.741 embarcações, o posto santista da agência tinha 40 funcionários. Agora são 26 profissionais, responsáveis por um complexo marítimo que, no último ano, teve 5.251 escalas de navios e escoou 114 milhões de toneladas.

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Quantidade de funcionários da Anvisa caiu de 40 para 26 nos últimos sete anos, segundo presidente do SDAS

Outra ação planejada pelo presidente para seu mandato (que vai até 2017) é uma campanha para a obrigatoriedade do pagamento de honorários aos despachantes aduaneiros através do sindicato. O projeto será desenvolvido em parceria com a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros, entidade composta por outras 11 associações trabalhistas.

“Hoje, ainda existem empresas que não pagam honorários aos despachantes (por meio do sindicato). Isso provoca uma evasão de divisas, porque o sindicato é o órgão que retém o imposto de renda (dos despachantes) e repassa ao Governo Federal. Algumas importadoras não entendem muito bem ou não querem fazer esse recolhimento, mas eles estão incorrendo em um problema sério, que é a sonegação do imposto de renda. Então hoje, um dos focos do nosso trabalho é a obrigatoriedade desse pagamento aos profissionais”, destacou o presidente.

Segundo Nívio Peres dos Santos, os despachantes devem ser pagos através do sindicato. Nesse caso, as importadoras fazem um recolhimento do imposto em nome do profissional e repassam a quantia à entidade trabalhista, que remete o valor à Receita Federal. “Nós temos que conversar com a Receita Federal e mostrar pra eles que, se houver essa obrigatoriedade, nós podemos duplicar o valor que é pago em impostos”, afirmou.

Burocracia

Outra ação planejada pelo presidente do SDAS é intensificar a relação com os órgãos intervenientes na atividade portuária. Ele promete se reunir mensalmente com representantes da Anvisa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Alfândega do Porto de Santos e das instalações portuárias.

Nesses encontros, Santos pretende debater como agilizar a liberação de cargas. “O Governo estuda desburocratizar os portos. Um contêiner quando chega em Santos, por exemplo, tem várias anuências. Esses órgãos causam um impacto de demora e, muitas vezes, o importador coloca a culpa no despachante ou na Alfândega, mas não é o caso”.

Para o despachante, o projeto Porto 24 horas, do Governo Federal, foi uma medida importante para dar maior rapidez à liberação das mercadorias. O programa ampliou o horário de trabalho dos órgãos de fiscalização de cargas de comércio exterior, que passaram a atuar também à noite e de madrugada, inclusive nos finais de semana.

Mas Nívio Peres dos Santos explica que a mudança não afetou os despachantes aduaneiros. “Foi criado o Porto 24 horas, mas já havia escritórios que atuavam o dia todo. Eles preparavam os documentos durante a noite, em dois, três turnos. Então, para o despachante aduaneiro, não foi um grande impacto. Para os órgãos anuentes sim, pois sabemos que eles muitas vezes têm deficiências de funcionários, que precisam ser destacados para o período noturno e, mesmo assim, ficam sem movimento”, destacou.

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Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014 - 15h51
Produtividade

Libra Terminais comemora os três últimos recordes batidos

Da Redação

A Libra Terminais Santos comemorou na última quinta-feira os três recordes de produtividade batidos no mês passado. Em cerimônia no início da tarde no pátio da empresa, no Porto de Santos, o presidente do Grupo Libra, Marcelo Araújo, o presidente da Libra Terminais, Wagner Biasoli, e o diretor geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller, agradeceram o empenho dos funcionários para a operadora atingir “esse patamar de excelência”.

No evento, todos receberam uma camiseta comemorativa, com os recordes em destaque. Segundo Araújo, o objetivo foi mostrar aos profissionais que o esforço deles é reconhecido.

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Presidente do Grupo Libra, Marcelo Araújo, se reuniu com os funcionários para agradecer o comprometimento

Foram três recordes batidos em sequência. O primeiro foi no último dia 13, com a operação do navio Maersk Laberinto, com 127 movimentos por hora (MPH). No dia 20, foi a vez do Maersk Letícia, com 156,7 MPH, que estabeleceu a melhor marca sul-americana. No dia 27, ela foi superada com os 163,8 MPH registrados no atendimento do Maersk Lins.

 

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Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2014 - 18h52
Pesquisa On-line

Maioria apoia a operação de grãos na Ponta da Praia, aponta enquete

Da Redação

A maioria absoluta dos internautas que participaram da enquete sobre as operações de grãos na Ponta da Praia, em Santos, realizada no portal A Tribuna On-line, na última semana, afirmou ser favorável a essa atividade portuária na região. Na ultima terça-feira, quando a consulta foi encerrada, o percentual de respostas positivas chegou a 69%. O resultado foi obtido por enquete na página de Porto e Mar, no portal.

De acordo com a pesquisa, os leitores favoráveis não veem impedimentos para a realização das operações de grãos realizadas no bairro. Ainda entre as opiniões, 27% se mostraram contra e 4%, indiferentes.

Em novembro do ano passado, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) sancionou uma lei que proíbe a movimentação de grãos nos terminais da região da Ponta da Praia, no Porto de Santos. Na prática, a medida impede que novos terminais destinados a operar essa carga sejam instalados no local, prejudicando os planos do Governo, que pretendia licitar essas instalações nessa parte do complexo portuário. Porém, no último dia 29, o presidente interino do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, emitiu uma liminar suspendendo a lei.

A Prefeitura alega que a proibição é necessária, pois os embarques de granéis nas proximidades de um bairro residencial geram incômodos, além da emissão de poluentes no meio ambiente.

Já para o Governo Federal, vetar o embarque de granel sólido pode interferir no escoamento da safra de grãos e de outros produtos de interesse econômico para a balança comercial brasileira.

O caso irá agora para julgamento no plenário do STF, onde a Câmara de Vereadores e a Prefeitura apresentarão suas argumentações em defesa da proibição.

O ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, afirmou que manterá o diálogo com o Município e continuará buscando reduzir os impactos das operações portuárias na região.

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Sexta-feira, 31  de Janeiro de 2014 - 14h35

Tabelamento

Contra regulação de preços, práticos pretendem ir à Justiça

Da Redação

A Praticagem de São Paulo pretende recorrer à Justiça para impedir a regulação dos preços de seus serviços. Na última quinta-feira, a entidade encaminhou à Comissão Nacional de Assuntos da Praticagem (CNAP) um pedido para o cancelamento da metodologia elaborada para a regulação. Em seu pleito, ela requer que sejam refeitos os estudos para a definição dos valores.

Segundo o órgão que reúne os práticos paulistas, há falha nos cálculos e uma tentativa de reduzir os preços por parte das armadoras.

Criada pelo Governo, a CNAP pretende estabelecer um teto para os valores dos serviços de praticagem – o prático é o profissional responsável por orientar oficiais de navios na navegação em áreas portuárias. A comissão é composta por representantes da Secretaria de Portos, dos ministérios da Defesa, da Fazenda e dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Na última quina-feira, terminou o prazo para o envio de contribuições à consulta pública organizada pela CNAP, para analisar a regulação desses preços. A proposta da comissão trata do valor das atividades desses profissionais nas zonas de praticagem 16, 14 e 12, – respectivamente as áreas portuárias de São Paulo (inclusive Santos), Espírito Santo e Bahia.

Os preços variam conforme o tamanho do navio (o volume interno, indicado pelo valor da arqueação bruta), o tipo de carga e a distância a ser percorrida pela embarcação sob a orientação do prático (um cargueiro que for atracar na entrada de um porto pagará menos do que se fosse para uma área no interior do complexo). Em Santos, o canal foi dividido em quatro trechos para o cálculo dos valores.

Prático subindo a bordo de cargueiro: profissional é responsável por orientar a navegação dos navios no porto

No complexo santista, a taxa chega a R$ 21.577,15 para uma embarcação com mais de 18 anos, uma draga, um lançador de cabo ou um navio sísmico que vá para os terminais de Cubatão. O preço proposto pelo Governo é de R$ 14.130,79, 34,5% a menos. Já o corte sugerido para a taxa desse mesmo tipo de navio que se dirija à Margem Esquerda do cais, em Guarujá, chega a 69,6%.

Para o presidente da Praticagem de São Paulo, Paulo Sérgio Barbosa, os estudos apresentam falhas matemáticas e se baseiam apenas na redução do salário dos profissionais, não na redução do Custo Brasil, já que os valores cobrados pelo serviço não impactam diretamente no preço final dos produtos.

Segundo os práticos, um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que o preço da praticagem representa 0,18% das despesas de exportadores e importadores. Com isso, a redução proposta só beneficiará os armadores, que não vão repassar os descontos a seus clientes, o dono da carga.

“Começaram com a premissa de que um prático brasileiro que atua no Porto de Santos precisa ganhar a metade do que um prático americano”, destacou o presidente.

Cálculos

Segundo Barbosa, nos Estados Unidos, o custo da infraestrutura de cada prático é de US$ 261 mil por ano. Se aplicados esses valores no Brasil, como são 65 profissionais, o serviço de praticagem no Porto de Santos demandaria cerca de R$ 40 milhões por ano. No entanto, para a CNAP, o preço ideal corresponde a 45% desse valor.

“Isso acontece porque eles acham que Praticagem é apenas um homem, um rádio e uma lancha. Mas somos uma equipe, com uma estrutura e funcionários. Além disso, para a CNAP, são necessários apenas cinco computadores e quatro impressoras para a praticagem”, afirmou Barbosa.

De acordo com o presidente da entidade, os cálculos elaboradas pela CNAP apresentam erros que inviabilizariam a aplicação em Santos. “Se essa fórmula fosse aplicada nos Estados Unidos, o prático teria que pagar para trabalhar. Se fossem feitas manobras no Amazonas, elas chegariam a R$ 1 milhão. Agora, em Santos, não se alcança a distância média apresentada e as manobras deveriam ser feitas a 220 quilômetros por hora”, afirmou.

Consequências

Para Paulo Sérgio Barbosa, caso os valores impostos pela CNAP sejam colocados em prática, haverá desemprego e queda da qualidade do serviço oferecido. A redução da receita refletirá ainda na queda de arrecadação de impostos, já que cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos são gerados com a atividade. Só no Porto de Santos, são cerca de 110 profissionais.

“O tabelamento é uma intromissão na atividade privada, que é regulada por lei. Uma redução que pode variar entre 60% e 70% no faturamento, pode inviabilizar a prestação do serviço”, destacou Barbosa.

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Sexta-feira, 31  de Janeiro de 2014 - 14h47

Mais de 13 horas

Acidente com boia interdita canal do Porto de Santos

Da Redação

O tráfego marítimo no Porto de Santos ficou interrompido por mais de 13 horas, desde a madrugada da última quinta-feira. O motivo foi o deslocamento de uma boia de sinalização, após ter sido atingida por um cargueiro, o que ocorreu por volta da 1 hora. Com isso, 14 navios deixaram de entrar ou sair do cais.

As causas do deslocamento ainda não foram identificadas. O equipamento fica na região onde é realizada a dragagem de manutenção no Trecho 1, entre a entrada da barra e o Entreposto de Pesca. A boia precisou ser deslocada para a homologação da profundidade naquela área e é um ponto onde há restrição de trânsito de embarcações.

Segundo a Praticagem de São Paulo, a boia se deslocou à 1h15. O órgão informou o fato à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o cais santista. Mas o departamento responsável pelo tráfego aquaviário só funciona a partir das 7 horas, o que atrasou o retorno das operações.

A Codesp informou que o problema foi solucionado às 11h20 por uma empresa terceirizada. Imediatamente, a estatal comunicou a Capitania dos Portos de São Paulo, que liberou o tráfego aquaviário no início da tarde.

“A primeira manobra aconteceu às 14h30 e, durante esse período, sete navios deixaram de sair, seis deixaram de entrar e um perdeu a maré para deixar o Porto”, informou o presidente da Praticagem, Paulo Barbosa.

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Quarta-feira, 29  de Janeiro de 2014 - 16h38

Obras

Começa dragagem emergencial no canal do Porto de Santos

Da Redação

A dragagem emergencial no Trecho 1 do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos foi iniciada no último sábado. A obra é necessária pois a região, localizada entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca, está assoreada (mais rasa), o que forçou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, a reduzir o calado máximo dos navios que operam no Porto de Santos.

Agora, somente embarcações com até 12,3 metros de fundura – ou até 13,3 metros com a maré alta – podem entrar no cais santista. Os serviços são executados pela Van Oord Operações Marítimas.

O calado é a distância entre a superfície do mar (ou rio) e a parte mais inferior de um casco na água, ou seja, é a metragem vertical da parte da embarcação que fica submersa. Quanto mais carregado (pesado) um cargueiro, mais ele afunda e, portanto, maior é o seu calado. Ao limitar essa dimensão, a Docas acaba reduzindo a quantidade de cargas que podem ser embarcadas em um navio e, consequentemente, diminui a competitividade do cais santista.

O assoreamento (a deposição de areia no leito de um mar ou rio, tornando-o menos profundo) só foi detectado no Trecho 1. Mas como ele fica na entrada do canal de navegação, ou seja, para acessar qualquer ponto do complexo marítimo, um navio tem de passar por essa área, a alteração no limite do calado dessa região afeta todos os navios com destino a Santos.

A redução do calado máximo permitido para os navios no Porto foi determinada pela Codesp na última quarta-feira. Até então, o limite era de 13,2 metros. Mas os sinais de assoreamento já eram conhecidos desde o final do ano passado, quando a Praticagem informou à Docas e à Marinha dificuldades no controle das embarcações, principalmente nas curvas no Trecho 1.

A draga Lelystad, da Van Oord Operações Marítimas, trabalha entre as boias 2 e 6 do canal de navegação, na região da barra

Para eliminar os pontos de assoreamento, a Codesp optou por fazer um aditivo no contrato firmado com a Van Oord. A empresa já é responsável pela dragagem de aprofundamento do acesso aos berços (área entre a calha central do canal e os pontos de atracação) da Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa, e dos novos berços da Ilha Barnabé.

De acordo com a estatal, foi feita uma batimetria (verificação da profundidade) para apurar os pontos de menor profundidade no Trecho 1 do canal. Segundo as estimativas da Autoridade Portuária, a obra será concluída em 15 dias.

Após a conclusão dos trabalhos, será feita uma nova batimetria, que será encaminhada à Marinha. Então, uma reunião entre a Codesp e a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) definirá se o calado máximo permitido voltará a ser de 13,2 metros - e um metro a mais com a maré alta.

Segundo especialistas, a cada 10 centímetros de aumento no calado máximo de um navio, a embarcação consegue carregar mais 70 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou 3 mil toneladas. Com a redução de 13,2 para 12,3 metros na maré baixa, cada cargueiro teve sua capacidade de transporte reduzida em 630 TEUS ou 27 mil toneladas, ao escalar em Santos.

Por este motivo, o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque. já prevê prejuízos para usuários do complexo santista.

“Não temos como estimar números exatos, mas sabemos que são valores relevantes. Navios estão fazendo paradas em portos como Navegantes (SC) e Itapoá (SC) para descarregar (antes de vir para Santos, uma vez que não podem entrar no Porto com o volume de cargas que tinham). Agora, o que queremos é que a Codesp nos informe os cronogramas dessa dragagem para que possamos informar agências associadas e exportadores. É preciso planejar as operações de acordo com as condições que temos em Santos”, afirmou.

Unificação dos contratos

A Van Oord será responsável apenas por eliminar os pontos mais críticos de assoreamento no Trecho 1.

A última empresa a dragar a região foi o consórcio Draga Brasil, que, além do aprofundamento, deveria fazer a manutenção das profundidades. No entanto, a Secretaria de Portos (SEP) reincidiu o contrato com o grupo no último dia 21 de dezembro.

Nenhuma empresa foi contratada para continuar a atividade porque a SEP decidiu unificar os contratos de dragagem de manutenção do canal do Porto, dos berços de atracação e de seus acessos (as chamadas bacias de evolução).

A Secretaria de Portos era responsável apenas pela dragagem do canal de navegação. O aprofundamento das bacias de evolução e dos berços estava sob a responsabilidade da Codesp. Com a unificação, uma única empresa será contratada por R$ 550 milhões para executar os serviços por três anos.

O edital para a execução das três obras será publicado na primeira quinzena do próximo mês. Já a abertura das propostas deve ocorrer na primeira quinzena de março.

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Quarta-feira, 29  de Janeiro de 2014 - 14h59

Porto de Santos

Liminar suspende proibição de grãos na Ponta da Praia

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar suspendendo a lei municipal que proíbe a movimentação de grãos nos terminais da região da Ponta da Praia, no Porto de Santos. A legislação foi sancionada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) em novembro passado. A Prefeitura defende a importância da proibição e pretende usar todos os meios jurídicos necessários para mantê-la.

A liminar foi emitida nesta terça-feira pelo presidente interino do STF, Ricardo Lewandowski. Em sua decisão, o magistrado determinou a suspensão da expressão “exceto granel sólido” na Lei Municipal Complementar nº 813, de 29 de novembro de 2013. O texto, que trata das cargas que podem ser operadas na região portuária da Ponta da Praia, alterou a Lei de Uso e Ocupação do Solo da Cidade.

Agora, o caso irá ao plenário do STF. Nessa etapa, será possível à Câmara de Vereadores e à Prefeitura apresentar suas argumentações em defesa da proibição.

A medida foi destacada pelo ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira. “Achamos que é a decisão mais acertada e esperamos que seja confirmada pelo Pleno, pois converge com a preocupação do Governo Federal de prover capacidade de movimentação portuária com redução de custos e sustentabilidade ambiental”, afirmou, em nota.

Liminar favorece projeto da SEP de licitar um terminal de grãos no Corredor de Exportações, na Ponta da Praia

Silveira disse que o Governo continuará conversando com as autoridades municipais até encontrar uma solução favorável para todas as partes. “Vamos continuar mantendo o diálogo com o Município, sempre buscando reduzir os impactos da atividade portuária até encontrar uma solução de médio prazo que atenda os anseios de todos”.

Esse é o mais recente capítulo da disputa entre a Prefeitura e o Governo Federal sobre a operação de grãos na Ponta da Praia. A polêmica começou quando a Secretaria de Portos (SEP) apresentou seus planos para licitar 11 áreas no complexo marítimo. O projeto prevê unificar armazéns que já operam grãos na região do Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, e arrendá-los como uma única instalação, que continuaria movimentando essa carga.

A emissão de poluentes e os incômodos causados pelos embarques de granéis nas proximidades de um bairro residencial fizeram com que a Prefeitura buscasse impedir a operação. A Administração Municipal chegou a indicar outras áreas onde essas cargas poderiam ser movimentadas. Mas a SEP não aceitou nenhuma delas. Como consequência, o prefeito decidiu alterar a Lei de Uso e Ocupação do Solo e proibir a atividade no local.

O Governo, por meio da Advocacia Geral da União (AGU) solicitou ao STF a concessão de uma liminar para suspender a lei municipal. Na avaliação da SEP, o texto, por vetar o transporte de granel sólido, pode interferir no escoamento da safra de grãos e outros produtos de interesse econômico para a balança comercial.

Para o secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, José Eduardo Lopes, caso a decisão final do Supremo não seja favorável, a Prefeitura vai recorrer através da Procuradoria do Município. “Nós lamentamos a judicialização desse assunto, sobretudo porque apresentamos propostas para transferir a movimentação de grãos e garantir uma maior capacidade operacional. Mas, vamos tomar providências, caso seja suspensa a proibição imposta pela Prefeitura”, explicou o secretário.

TCU

Além do imbróglio envolvendo a Prefeitura de Santos, a SEP precisa passar pelo Tribunal de Contas da União para poder colocar em prática seus planos de licitar 11 áreas no Porto de Santos neste ano.

No mês passado, a ministra do TCU Ana Arraes, relatora do processo que analisa o arrendamento dessas áreas portuárias, anunciou 19 condições para liberar as concorrências. O Governo pediu o reexame da sentença. Como consequência, o caso passou a ser avaliado por outro ministro. A tarefa ficou com Aroldo Cedraz, escolhido por sorteio.

O processo está em análise no TCU. Depois, passará pela unidade do Tribunal especializada em recursos e então retornará ao gabinete do ministro-relator para produção de voto. Na sequência, será colocado novamente em votação no plenário. De acordo com o TCU, não há prazos para a conclusão desse trâmite.

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Segunda-feira, 27  de Janeiro de 2014 - 14h55

Balanço anual

Movimentação de cargas cresce 9% e bate recorde no Porto de Santos

Da Redação

O Porto de Santos fechou o ano passado com a movimentação recorde de 114 milhões de toneladas de cargas. O volume representa um aumento de 9,1% em relação ao total de 2012, quando 104,5 milhões de toneladas de mercadorias foram embarcadas ou desembarcadas no complexo santista. A quantidade de cargas operadas em 2013 foi 4,5% superior à expectativa inicial para o ano da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, que era de 109 milhões de toneladas.

Os dados integram o balanço anual da Porto, elaborado pela Codesp e divulgado na manhã da última sexta-feira.

Conforme o levantamento da Docas, as exportações cresceram 10,5% e atingiram 79,4 milhões de toneladas. Já as importações aumentaram 2% e chegaram a 34,5milhões de toneladas.

Os destaques do ano foram os embarques de açúcar, com mais de 19 milhões de toneladas e crescimento de 15% em relação ao ano anterior. O complexo soja (grãos e farelos) somou 15,8 milhões de toneladas, um crescimento de quase 16%, e o milho registrou o embarque de 11,1 milhões de toneladas, um aumento próximo a 11%.

Terminais da região movimentaram 3,4 milhões de Teus no ano passado

Gasolina, óleo diesel e gasóleo também tiveram desempenhos marcantes nas exportações. A primeira registrou um aumento de 25,6% nos embarques, chegando a 1,3 milhão de toneladas. Já a combinação de óleo diesel e gasóleo teve aumento de 10% nos embarques e alcançou a marca de 2 milhões de toneladas.

Em 2013, entre as cargas importadas, o adubo registrou o maior volume, com o desembarque de 3,6 milhões de toneladas, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O enxofre apresentou a mesma tendência, com um crescimento de 5,8% e 2 milhões de toneladas operadas.

Na corrente de importação, o maior crescimento foi o do gás liquefeito de petróleo (GLP), 31,5%. O produto somou 844.862 toneladas. Já o trigo registrou um aumento de 23,9% em relação aos desembarques de 2012 e chegou a 1,5 milhão de toneladas.

De acordo com o balanço anual, o movimento de contêineres no Porto aumentou 8,7% e saltou de 3,1 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em 2012, para 3,4 milhões de TEUs no ano passado. O volume correspondente a 36 milhões de toneladas.

Um total de 5.251 navios atracaram em Santos durante o ano passado. A quantidade é 6% menor do que a registrada em 2012, quando 5.595 embarcações operaram no maior complexo marítimo do País.

Esses números indicam uma consignação média de 22,8 mil toneladas por navio, um aumento de 15,5% em relação ao ano anterior, quando cada embarcação transportou, em média, 19.698 de toneladas. Já entre as cargas conteinerizadas, a média de carregamento é de 1.489 TEUs por navio, crescimento de 21% sobre 2012, quando uma média de 1.229 TEUs foi transportada por navio.

Balança Comercial

Segundo os dados apurados pela Companhia Docas, o valor das cargas movimentadas em Santos, no ano passado, chegou a US$ 122,5 bilhões, o equivalente a 25,4% da balança comercial brasileira, que somou US$ 481,8 bilhões. Com pequena margem, as exportações, que somaram US$ 61,3 bilhões, superaram as importações, que contabilizaram US$ 61,1 bilhões.

A China foi o país que mais comprou produtos escoados pelo Porto de Santos. Foram US$ 8,7 bilhões. Os Estados Unidos surgem na segunda posição, com a compra de US$ 5,9 bilhões em mercadorias. Já a Argentina aparece em terceiro lugar com US$ 4,1 bilhões em mercadorias adquiridas.

Uma das cargas de maior destaque nas exportações santistas, a soja foi embarcada principalmente para a China, a Tailândia e a Holanda. O açúcar teve China, Bangladesh e Indonésia como destino, enquanto o café foi vendido especialmente para Alemanha, Estados Unidos e Japão.

A principal origem das importações desembarcadas no complexo marítimo é a China. O valor das cargas vindas do país asiático foi de US$ 10,5 bilhões. Aquelas trazidas dos Estados Unidos somaram US$ 9 bilhões e as da Alemanha, US$ 5,9 bilhões.

 

 

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Segunda-feira, 27  de Janeiro de 2014 - 15h39

Economia de tempo

Empresa da ALL firma parceria com MRS

Da Redação

Com o objetivo de agilizar o transporte ferroviário de contêineres entre o Porto de Santos e Campinas, a Brado Logística, braço da concessionária ALL Logística, firmou uma parceria com sua principal concorrente. Desde setembro, a empresa utiliza a malha da MRS Logística para trazer ou levar caixas metálicas até o complexo santista. Agora, ela busca clientes para ampliar o serviço entre Suzano e São José do Rio Preto, no Interior do Estado.

Desde setembro passado, entre 300 e 400 contêineres de clientes da Brado são transportadas mensalmente pelas linhas da MRS. Mas, de acordo com o diretor da Brado Logística, Silvio Fernandes, há potencial para o transporte de até 12 mil caixas metálicas por mês.

Economia de tempo e diversificação do atendimento aos clientes foram os principais fatores que levaram as empresas a firmar a parceria. Enquanto a viagem de Santos até Campinas leva cerca de 72 horas pelas linhas férreas da ALL, a mesma jornada é feita em apenas 19 horas pelo caminho operado pela MRS.

“Nós, quando utilizamos as linhas da ALL, precisamos dar uma volta inteira pela Serra, enquanto a MRS desce pelo sistema cremalheira e consegue otimizar o tempo. Esse ganho de tempo viabiliza cargas que precisam chegar rápido ao destino final e é esse o público que pretendemos atingir”, explicou o diretor da Brado Logística.

Especializada em transporte ferroviário, a Brado começou a percorrer as linhas da MRS em setembro

Os contêineres transportados pela Brado são carregados com bens de consumo, autopeças e grãos, além de papel e celulose. “Além do tempo do transporte, nas ferrovias nós podemos garantir a qualidade do serviço e a segurança da carga, fatores que não são confiáveis no transporte rodoviário, por exemplo. É uma questão de conscientização das vantagens do modal”, destacou o diretor da empresa.

Já o trecho entre Suzano e São José do Rio Preto, no Interior do Estado, pode ser operado a qualquer momento. Por enquanto, a Brado está na fase de prospecção de novos clientes que façam este trajeto.

O transporte de contêineres entre Santos e Campinas é feito nos dois sentidos. A ideia da Brado é transportar as caixas metálicas que têm origem ou destino no complexo santista.

Investimentos

Segundo Silvio Fernandes, a parceria não exigiu investimentos das concessionárias ferroviárias. O que poderá acontecer futuramente são aquisições de ativos de material rodante pela Brado, que incluem vagões e locomotivas.

Para a realização do serviço de transporte, MRS e Brado apenas firmaram um contrato. O acordo prevê que parte do frete é repassado para a responsável pelas linhas férreas. De acordo com Fernandes, a tabela com os valores ainda está em discussão entre as duas empresas.

“Para nós da Brado, essa parceria mostra que nós somos uma operadora bandeira branca, independente. Conseguimos, com ela, a diversificação das ferrovias e reduzir o tempo de trânsito para os clientes que utilizam nossos serviços. Potencial é o que não falta para esse setor crescer e isso vai ao encontro dos planos de mudar a matriz de transporte no País”, destacou o diretor da empresa.

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Sexta-feira, 24  de Janeiro de 2014 - 15h21

Nivelamento

Reforma do Retão da Alemoa inicia 2ª fase

Da Redação

A reforma da Avenida Engenheiro Augusto Barata (o Retão da Alemoa), no Porto de Santos, entra nesta sexta-feira em sua segunda fase. Com previsão de término dia 31 de março, essa etapa do projeto prevê o nivelamento da pista sentido Via Anchieta-Centro de Santos, com a substituição do pavimento de paralelepípedo por asfalto. O término total do serviço, que começou a ser executado em setembro passado, está previsto para junho deste ano.

Os trabalhos na recuperação do Retão da Alemoa, que liga o Distrito Industrial e Portuário da Alemoa até o Cais do Saboó, devem custar R$ 8,8 milhões aos cofres da Brasil Terminal Portuário (BTP), instalação de contêineres construída às margens da avenida e que iniciou suas operações no início do semestre passado. O serviço é uma doação da empresa ao Porto.

A reforma da via consiste na reconstrução de um trecho de aproximadamente um quilômetro de extensão que fica nas proximidades do terminal. De acordo com a Codesp, estatal que administra o cais santista, toda a obra está em conformidade com o projeto da Avenida Perimetral da Margem Direita (Santos), que vai avançar entre o Saboó e a Alemoa.

O projeto elaborado pela BTP engloba a reforma das quatro faixas utilizadas por motoristas que vão da Alemoa até o Cais do Saboó e as duas que operam no sentido contrário (Centro-Via Anchieta). E está prevista a construção de uma sétima faixa, que, ao lado dessas duas últimas, receberá o tráfego de saída do complexo santista.

Recuperação da pista de entrada da avenida (no 1º plano) começa hoje e deve ser concluída em 31 de março

Durante a execução da segunda fase das obras, até o final de março, o fluxo dos veículos que transitam no sentido Via Anchieta-Centro será parcialmente desviado. As três pistas já reformadas – e que atendem o tráfego de saída do Porto – serão utilizadas para receber os caminhões e carros entrando no complexo.

Além da ampliação da avenida com a construção de uma faixa adicional no sentido Centro-Via Anchieta, do nivelamento das pistas da avenida e da substituição do pavimento, o projeto conta com a implantação de rede de drenagem para escoamento da água, intensificação da iluminação no local e semáforo para conversão.

A obra foi dividida em cinco fases de implementação. Elas serão concluídos em nove meses, segundo a BTP. Durante este período, a Guarda Portuária será responsável pela gestão do tráfego no local.

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Quinta-feira, 23  de Janeiro de 2014 - 15h56

Setor Náutico

Guarujá recebe 8º Boat Xperience

Da Redação

Se as altas temperaturas deste verão despertaram o interesse em adquirir uma embarcação, esta é a hora de se programar. De hoje a domingo e do próximo dia 31 a 2 de fevereiro, as novidades do setor náutico estão expostas em Guarujá. O 8  Boat Xperience, que acontece na Marina Astúrias, traz opções para quem quer comprar ou apenas sonhar com seu próprio barco.

Na última edição do evento, a sétima, em julho e agosto passados, foram expostas 82 embarcações. Destas, 53 estavam disponíveis para test-drive no mar. Conforme os organizadores, 9 mil pessoas visitaram a feira e realizaram 500 test-drives. Os negócios gerados chegaram a mais de R$ 53 milhões.

Segundo o organizador do Boat Xperience, Caio Ambrósio Filho, a expectativa para esta edição é aumentar entre 10% e 15% o volume de negócios. Com isso, a feira deve superar a marca de R$ 60 milhões em vendas.

Oitava edição da feira náutica é realizada no Porto Marina Astúrias

O Porto Marina Astúrias, onde ocorre o salão náutico, fica o na Rua Francesca Sapocheti Castrucci, 805, nas Astúrias, em Guarujá. A entrada custa R$ 20,00. Menores de 12 anos e maiores de 60 anos não pagam. O horário de funcionamento é das 11 às 20 horas.

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Quinta-feira, 23  de Janeiro de 2014 - 15h39

12,3 metros

Falta de dragagem leva Docas a reduzir calado no Porto de Santos

Da Redação

O calado máximo dos navios que operam no Porto de Santos foi reduzido, ontem, para 12,3 metros – podendo chegar a 13,3 metros com a maré alta. A decisão foi tomada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) por conta do assoreamento e da falta da dragagem de manutenção nos trechos já aprofundados. Com a diminuição, usuários se queixam de prejuízos financeiros e da degradação da imagem do maior porto da América Latina no mercado internacional.

De acordo com o secretário de Infraestrutura Portuária da Secretaria de Portos (SEP), Thiago Barros, a Docas pode, nos próximos dias, contratar uma empresa para executar emergencialmente a dragagem de manutenção. A expectativa da estatal é eliminar os pontos mais críticos de assoreamento em 15 dias.

Quando concluída a intervenção, será feita uma batimetria (verificação das profundidades) e os resultados serão avaliados para que o calado máximo dos navios volte a ser de 13,2 metros.

A comunidade portuária foi informada sobre a restrição ontem, pela Codesp. Apesar dos pontos de assoreamento estarem localizados apenas no Trecho 1 do cais santista, que vai da barra até o Entreposto de Pesca, todo o Porto será afetado – uma vez que todas as embarcações passam, obrigatoriamente, por esta região.

Assoreamento e ausência de dragagem na área de entrada do Porto motivaram a diminuição no calado

No ano passado, após a conclusão da dragagem de aprofundamento do canal de navegação (calha central) no Trecho 1 do cais santista, foi verificada a profundidade de 14,9 metros na região. Com a margem de segurança estabelecida pela Marinha, navios com fundura de até 13,2 metros - e um metro a mais com a maré alta -, foram autorizados a operar no complexo, pelo menos até a última quarta-feira.

Apesar da decisão da Docas ter surpreendido a comunidade portuária, o imbróglio que envolve a dragagem de manutenção no Porto de Santos se arrasta há meses. A confusão começou no ano passado, quando o consórcio Draga Brasil, responsável pelo aprofundamento e pela manutenção das profundidades no canal, interrompeu as operações e pediu um aumento no preço definido para o serviço. O pleito não foi aceito e o contrato, encerrado no dia 21 de dezembro.

Nenhuma empresa foi contratada para continuar a atividade. Isso ocorreu pois a SEP decidiu unificar os contratos de dragagem de manutenção do canal do Porto, dos berços de atracação e de seus acessos (as chamadas bacias de evolução, região que fica entre a calha central e os pontos de atracação).

A Secretaria de Portos era responsável apenas pela dragagem do canal de navegação. O aprofundamento das bacias de evolução e dos berços estava sob a responsabilidade da Codesp. Com a unificação, uma única empresa será contratada por R$ 550 milhões para executar os serviços por três anos.

De acordo com o secretário de Infraestrutura da SEP, o edital para a execução das três obras será publicado na primeira quinzena do próximo mês. A abertura das propostas deve ocorrer na primeira quinzena de março.

“O processo licitatório já passou da primeira etapa, que foi a consulta pública para a definição do termo de referência. Seis empresas contribuíram e a agora será elaborada uma nota técnica”, explicou Barros.

Sinais

Segundo Carlos Alberto de Souza Filho, diretor da Praticagem de Santos, ]os práticos (profissionais que orientam os oficiais de navios na navegação pelas áreas portuárias) que atuam no complexo santista já haviam percebidos os efeitos hidrodinâmicos causados pelo assoreamento do canal de navegação.

Dificuldades de controle das embarcações, principalmente em curvas, exigiram uma dose extra de cuidado. A informação foi transmitida à Marinha e à Codesp no final do ano passado.

Segundo Souza Filho, os riscos de encalhe de navios seriam grandes, caso a decisão de reduzir o calado não tivesse sido tomada. “Assim como todos, ficamos tristes com a redução, principalmente pelas repercussões econômicas que ela traz. Mas a natureza do nosso trabalho é manter a segurança e, sob esse ponto de vista, a medida de redução de calado foi muito acertada”, destacou o diretor da Praticagem.

A decisão de restringir o calado foi tomada após o alerta da Praticagem e depois de uma batimetria encaminhada pela SEP, informou o capitão dos portos de São Paulo, capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes. Em 15 dias, Codesp e Marinha se reunirão novamente. Se o canal for dragado e as batimetrias mostrarem um aumento da profundidade, os calados máximos voltarão aos 13,2 metros.

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Quarta-feira, 22  de Janeiro de 2014 - 15h54

Porto de Santos

Porto tem 23 áreas inscritas para seleção de pátios reguladores

Da Redação

Um total de 23 áreas foi apresentado para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, durante o período de chamada pública para a implantação de pátios reguladores de caminhões. Nos próximos dias, a Autoridade Portuária pretende concluir as visitas técnicas de conhecimento a esses terrenos, que ficam em 12 cidades, e suas avaliações, que serão encaminhadas em um relatório à Secretaria de Portos (SEP).

Neste documento, serão indicadas as áreas mais apropriados para a implantação dos bolsões de estacionamento.

A utilização de pátios reguladores é apontada pela SEP como uma saída para minimizar os impactos do escoamento da safra agrícola pelo Porto de Santos nas cidades da Baixada Santista. A ideia é represar o grande fluxo de caminhões que seguem em direção aos terminais graneleiros antes de os veículos descerem a Serra, de modo a evitar que causem congestionamentos nas estradas que atendem os municípios da região.

Conforme o regramento da Codesp, por exemplo, caminhões com soja terão de necessariamente passar por esses bolsões de estacionamento e permanecer lá até que haja vagas para descarga nos terminais do cais santista.

Segundo o ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, a intenção do Governo Federal é implantar essas instalações no mês que vem.

Os pátios podem ser uma saída para evitar os congestionamentos causados durante o escoamento da safra

O edital para a seleção de pátios publicado pela Autoridade Portuária impôs que a área a ser indicada deve estar localizada próxima às rodovias Anchieta e Imigrantes ou ao Rodoanel Mário Covas, em áreas do planalto. Ela ainda pode estar localizada às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na Baixada Santista.

Os terrenos que podem se tornar pátios reguladores precisam ter um mínimo de 50 mil metros quadrados de área comprovados em documentos de posse. Também deverão ser oferecidas, pelo menos, 400 vagas de estacionamento para caminhões.

Segundo o ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, inicialmente, nove áreas foram indicadas por seus proprietários. No entanto, outros 14 terrenos foram inscritos, segundo a Codesp.

As primeiras nove áreas foram apresentadas por seis proprietários, já que dois ou mais terrenos podem pertencer ao mesmo dono. Elas estão localizadas nas cidades de Cubatão, São Vicente, São Bernardo do Campo, Sumaré, Guararema, Ribeirão Pires, Mauá e Suzano. As três últimas ficam nas proximidades do Rodoanel Mário Covas, em seu trecho Leste.

Já as outras 14 áreas pertencem a apenas três empresas. Elas ficam nas cidades de Santos, Cubatão, Lorena, São Bernardo do Campo, Guarujá e Bertioga. Estes terrenos ainda não foram vistoriados pelos técnicos da Companhia Docas.

Vistorias

As inspeções feitas pela Codesp vão servir para analisar a viabilidade técnica para a implantação dos pátios. Além da localização, as áreas dos terrenos e o estado de conservação serão avaliados por técnicos da estatal, que serão responsáveis pelos credenciamentos.

Mas o fato de uma área ser credenciada não significa que ela irá abrigar um pátio regulador. Com a grande quantidade de manifestações, os empreendimentos podem não se tornar viáveis economicamente para os proprietários, que decidirão se vale a pena implantar os bolsões de estacionamento.

De acordo com o regulamento elaborado pela Codesp, o proprietário da área precisa garantir a instalação de cabines para o acesso de caminhões. Essas guaritas contarão, obrigatoriamente, com sensores com tecnologia OCR (Optical Character Recognition ou, na tradução do inglês, reconhecimento ótico de caracteres).

Já este sistema deverá ser interligado ao programa de agendamento de caminhões da Codesp. Além disso, o dono do pátio regulador deverá prover informações aos caminhoneiros com relação aos procedimentos adotados no transporte das cargas até o Porto de Santos.

Em termos de infraestrutura, o pátio regulador deverá ter vigilância 24 horas, com câmeras em toda a área, que deve ser cercada de muros de, no mínimo, dois metros de altura. Drenagem de solo, iluminação e vias de acesso adequadas para o trânsito pesado de mercadorias também fazem parte das exigências, assim como postos de abastecimento, sanitários, locais de descanso e lazer dos caminhoneiros.

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Terça-feira, 21  de Janeiro de 2014 - 14h55

Porto de Santos

SEP e caminhoneiros traçam planos para chegada da safra

Da Redação

O risco de novos congestionamentos nas estradas de acesso ao Porto de Santos, durante o escoamento da safra agrícola a partir do próximo mês, uniu Governo Federal e caminhoneiros da região. Representantes do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) estiveram na Capital Federal para ouvir os planos do Governo e ainda apresentar sugestões ao grupo designado para cuidar do assunto.

Em pouco mais de dez dias, a Baixada Santista poderá reviver uma situação que aconteceu no ano passado e dificultou a vida de moradores e turistas. No primeiro trimestre de 2013, com o grande volume de caminhões graneleiros em direção ao cais santista, as estradas de acesso ao Porto ficaram completamente congestionadas.

Os atrasos fizeram até com que importadores chineses desistissem de cargas programadas para serem embarcadas em Santos. E, para que as cenas não se repitam neste ano, o Governo designou um grupo composto por representante dos ministérios dos Transportes e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Portos (SEP) para propor soluções para o problema.

Para analisar a rotina do maior porto da América Latina e os impactos do escoamento da safra agrícola, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo (Fetrabens) participou de uma reunião em Brasília. A entidade foi recebida por representantes da SEP e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 
A chegada descontrolada de caminhões carregados e a falta de infraestrutura congestionaram os acessos ao Porto

De acordo com o diretor financeiro do Sindicam, Alexsandro de Vasconcelos Freitas, o Governo pediu informações e apresentou os planos para evitar novos congestionamentos. “Participamos da reunião porque somos filiados à Fetrabens. Informamos quais são as deficiências relacionadas à safra e também expomos a nossa preocupação com relação ao aumento do volume de soja que será exportada. Eles informaram os planos, mas deixaram claro que as ideias só devem ser completamente implantados em cerca de um ano e meio, o que nos deixou bastante preocupados”, destacou o dirigente sindical.

As deficiências apresentadas pelos caminhoneiros estão relacionadas às dificuldades envolvendo o transporte de contêineres vazios quando o fluxo de veículos graneleiros é intenso. Os horários restritos de depots (armazéns de recepção, reparo, vistoria e entrega de contêineres vazios) também restringem ainda mais as operações, segundo o sindicalista.

Planos

Os caminhoneiros autônomos não transportam grãos, mas são diretamente afetados pelos congestionamentos causados pelos graneleiros que não podem ser recebidos por terminais portuários. Segundo o representante do Sindicam, o Governo irá disponibilizar um número de telefone para que os profissionais possam conferir se a carga está realmente agendada e se é possível seguir viagem até o cais santista.

Mesmo com o plano da central de agendamento, a entidade já destacou dois funcionários que farão um monitoramento nas vias. Eles ficarão localizados em pontos estratégicos nos acessos ao Porto e vão informar aos caminhoneiros quais são as melhores alternativas de rotas em momentos de congestionamentos.

"Esta ideia de confirmar o agendamento é deles (do Governo). Mas, até que ela seja implantada, nós vamos manter dois funcionários nossos como apoio para quem já está na rua e não pode perder tempo. O Governo nos informou que o pico será de fevereiro a julho, então vamos mantê-los nesse período para facilitar a vida do caminhoneiro”, explicou o diretor do Sindicam.

Também ficou definido que a Fetrabens fará cartilhas de orientação aos motoristas que trafegam em direção ao Porto de Santos. A ideia é dar ciência aos profissionais dos problemas que podem acontecer e, ao mesmo tempo, dar dicas que serão elaboradas pela entidade.

Agendamento

“O Governo nos pediu apoio com as informações e, de concreto, nos falou sobre como vai acontecer o agendamento e as regras dos caminhões graneleiros. De resto, ainda são planos”, destacou o sindicalista.

A regra citada por Alexsandro Freitas é a determinação da Codesp de que todos os caminhões carregados com granéis passem, obrigatoriamente, por pátios reguladores antes do acesso ao cais santista. Já os veículos com outras cargas não vão precisar a passar pelos pátios, mas deverão ser agendados para ter acesso aos terminais.

Segundo a norma, cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

 

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Sexta-feira, 17  de Janeiro de 2014 - 15h36

Novas regras

Governo estuda multa de até R$ 20 mil

Da Redação

As multas aos terminais portuários que descumprirem as regras da Codesp e causarem congestionamentos nas estradas que dão acesso ao Porto de Santos poderão variar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil reais por veículo irregular. Até a próxima terça-feira, a comunidade portuária poderá se manifestar através da consulta pública aberta pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Esta é uma das ferramentas que serão usadas para evitar novos problemas no escoamento da safra agrícola.

“Neste ano temos a obrigatoriedade de agendamento, a fiscalização intensiva, o envolvimento intensivo e a possibilidade de multas que podem aumentar conforme recorrência. Todo um aparato está sendo colocado no sentido de orientar e reprimir procedimentos que venham prejudicar a vida da cidade”, destacou o ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, que esteve na última quinta-feira, em Santos.

As multas propostas pela Antaq integram as ações do governo para evitar congestionamentos, especialmente durante os embarques da safra agrícola. Os valores que foram propostos pela agência reguladora ainda podem ser alterados.

A multa é uma forma de evitar novos congestionamentos durante o período de escoamento da safra

De acordo com a proposta da Antaq, as administrações portuárias serão multadas se permitirem que máquinas ou veículos estacionem ou trafeguem dentro do porto, prejudicando o tráfego de cargas e as operações. Também poderão ser multados operadores portuários, arrendatários de áreas públicas nos portos. Os terminais portuários também serão penalizados se máquinas ou veículos que estiverem sob sua responsabilidade estacionarem ou causarem transtornos.

Antaq em Santos

Está prevista para ainda este mês, a entrada em operação do posto avançado da Antaq no Porto de Santos. Ele será instalado no prédio do Tráfego, que abrigava a antiga diretoria de Operações, no Paquetá. Para o diretor da agência reguladora, Fernando Fonseca, esta é outra ferramenta que evitará novos congestionamentos durante o escoamento da safra.

Isto porque três técnicos da Antaq serão destacados apenas para a fiscalização das operações e de possíveis transtornos causados pelo escoamento de grãos. Com o posto avançado santista, a Antaq pretende atuar de forma mais ativa na fiscalização de arrendamentos e operadores. Além disso, a empresa visa reduzir os gastos com o deslocamentos e as diárias de servidores que precisam ir até Santos com frequência para exercer suas funções.

A implantação do posto santista da Antaq é um reflexo das novas atribuições da agência reguladora, após a aprovação do novo marco regulatório portuário, em junho último. A fiscalização dos arrendamentos e dos operadores portuários e a coordenação de novas licitações foram retiradas do poder da Codesp e passados para o órgão federal.

“A atuação da Antaq passa por outras ações como a implantação de um escritório dentro do Porto de Santos. Dois a três servidores atuarão de forma integral para esse processo de fiscalização. Nós não visamos multas, a nossa ideia é que os terminais se conscientizem e não causem novos congestionamentos”, destacou Fonseca.

Além de Santos, serão implantados postos 12 postos avançados. Eles serão instalados nos portos de Manaus (AM), Santarém (PA), Macapá (AP), Itaqui (MA), Suape (PE), Aratu (BA), Rio de Janeiro (RJ), Itaguaí (RJ), Itajaí (SC), Imbituba (SC) e Rio Grande (RS) e Pecém (CE).

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Sexta-feira, 17  de Janeiro de 2014 - 15h10

Escoamento da safra

Codesp recebe 9 propostas de pátios reguladores no planalto

Da Redação

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos recebeu nove manifestações de interessados em implantar um pátio de regulador de caminhões no planalto. De acordo com o ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, na tarde de hoje, a Secretaria de Portos (SEP) se reunirá com algumas dessas empresas para as primeiras tratativas que visam a entrada em operação dos bolsões de estacionamento a partir do próximo mês.

O ministro dos Portos chegou a Santos ontem, no período da tarde. Ele se reuniu com representantes de terminais graneleiros e com os prefeitos das cidades de Santos, Guarujá e Cubatão. Hoje, ele se reunirá com autoridades estaduais no Palácio dos Bandeirantes, no período da manhã.

“Vim apelar pelo empenho de todos no sentido de que possamos obter os resultado positivo tanto para a atividade econômica portuária como para as cidades que são afetadas nesse processo”, destacou o ministro, se referindo à ideia do governo de minimizar os impactos do escoamento da safra no Porto de Santos.

O primeiro trimestre do ano passado foi marcado por intensos congestionamentos nos acessos ao cais santista. A causa apontada pelo governo foi o escoamento de soja e a ineficiência portuária. Neste ano, para minimizar os transtornos, a SEP aposta na implantação de pátios reguladores e, mesmo com a previsão de escoamento de quase 50 milhões de toneladas apenas de granéis agrícolas, espera que o fluxo de caminhões não cause prejuízos às cidades da região.

Planos para o escoamento da safra foram apresentados pelo ministro Antonio Henrique Silveira, na última quinta-feira

No último dia 6 de dezembro, a Codesp convocou empresas interessadas em implantar pátios reguladores no planalto. Agora, a estatal vai avaliar as áreas e enviar as informações para a SEP, que vai avaliar a viabilidade dos terrenos.

“Estamos no processo que iniciou-se em dezembro de se estabelecer a coordenação para que a safra flua tranquilamente pelo Porto de Santos, sem os contratempos que tivemos nos últimos dois ou três anos. Esse encontro reuniu pátios reguladores, terminais, SEP, Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e representantes do Ministério dos Transportes e da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), no sentido de estabelecer algumas regras e procedimentos para se evitar os transtornos nas cidades”, afirmou o ministro.

Entre as regras está a determinação da Codesp de exigir que todos os caminhões carregados com granéis passem, obrigatoriamente, por pátios reguladores antes do acesso ao cais santista. Já os veículos que transportam outras cargas não vão precisar a passar pelos pátios. Eles apenas deverão ser agendados para ter acesso aos respectivos terminais.

Segundo a norma, cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

Os terminais de grãos deverão considerar o agendamento dos caminhões, desde a origem das viagens, para entrada deles nos pátios reguladores. Os veículos só poderão se dirigir às instalações quando existirem vagas nos estacionamentos.

Movimento

De acordo com o gerente de Operações da Ecovias, Eduardo di Gregório de 11 mil a 11,2 mil caminhões utilizam as estradas que dão acesso ao Porto de Santos diariamente. Segundo dados da concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, em períodos de escoamento de safra, o volume passa a variar entre 12,3 mil e 12,7 mil veículos.

“Toda mobilização é bem-vinda para que se minimizem os impactos da operação portuária durante a safra. Mas, o ideal é que fossem implantados pontos de apoio no planalto para que o tráfego seja represado já no início do escoamento da safra”, destacou o gerente da Ecovias.

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Quarta-feira, 15  de Janeiro de 2014 - 15h14

Programa de Modernização

Transpetro lança sexto navio petroleiro

Estadão Conteúdo

A Transpetro, subsidiária da Petrobras que cuida das operações logísticas da petrolífera, começou na última terça-feira a operar o navio petroleiro José Alencar.

A embarcação é a sexta construída dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação nos últimos dois anos.

Orçado em R$ 11,2 bilhões, o programa prevê a construção de 49 navios e 20 comboios hidroviários. Desse total, já foram entregues sete navios. Outros 12 estão em fase de produção.

A expectativa da Transpetro é totalizar sete embarcações entregues este ano, um recorde desde o lançamento do Promef.

Em sua primeira viagem, a embarcação saiu do estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), onde foi construído, para ser carregado com nafta no Terminal da Ilha d´Água (RJ). De lá, seguirá para o terminal de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

Em sua 1º viagem, o navio fará escalas nos terminais da Transpetro na Ilha d´Água (RJ) e em São Sebastião (SP)

Em nota, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ressaltou que a indústria naval brasileira está consolidada. “A entrega do primeiro lote de encomendas do Promef é uma prova disso. Agora, o grande foco é a gestão, a qualidade para que a produtividade seja maior e melhor, em busca da competitividade internacional”, afirmou.

Com 183 metros, o navio José Alencar tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis.

 

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Quarta-feira, 15  de Janeiro de 2014 - 14h54

Marca histórica

Libra Terminais registra novo recorde operacional

Da Redação

A Libra Terminais Santos registrou um novo recorde operacional na última segunda-feira, durante os trabalhos no navio conteineiro Maersk Laberinto em suas instalações no Porto de Santos. O embarque e o desembarque de contêineres no cargueiro foi feito a uma velocidade de 127 movimentos por hora (mph). A marca histórica foi anunciada na tarde de ontem pela empresa, operadora portuária do Grupo Libra.

O mph é um tradicional índice para mensurar a performance de um terminal de contêineres. Ele leva em conta os movimentos realizados pelos portêineres (equipamentos que levam os contêineres entre o cais e a embarcação) durante a operação de um navio – o embarque de um contêiner é contado como um movimento, assim como o desembarque e a colocação e retirada das tampas dos porões dos navios.

O novo recorde supera o anterior em 5 mph. Esse foi registrado em novembro passado e também envolveu uma operação no Maersk Laberinto. Nessa oportunidade, o carregamento e a descarga de seus contêineres atingiu 122 mph. Com bandeira de Hong Kong, o Laberinto tem 300 metros de LOA (comprimento máximo, do navio) e 45 metros de boca (largura).

O recorde de segunda-feira foi atingido graças ao volume de ternos (equipe de trabalho, que atuam com um portêiner) utilizados. “Operamos com quatro ternos, do início ao fim, conseguindo uma performance acima de 30 mph por terno em média, também outro importante recorde atingido”, destacou o diretor geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller.

O Laberinto no cais da Libra, em Santos: navio garantiu dois recordes para a operadora portuária

Segundo o executivo, a marca recorde também foi possível devido aos funcionários da empresa – “altamente capacitada”, destaca – e à utilização de programas de otimização da área do terminal (para a armazenagem de carga) e do fluxo operacional. “Também é importante salientar a equalização na distribuição dos ternos efetuado pelo armador”, afirmou Teller.

O diretor-geral acrescenta que, “este ano, já fizemos outros três navios acima de 90 mph e estamos na incessante busca da excelência operacional com a devida eficiência, entregando, assim, o melhor nível de serviços requerido por nossos clientes”.

A empresa explora três terminais no Porto de Santos, o T-33, o T35 e o T37, todos na Margem Direita do complexo marítimo.

 

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Quarta-feira, 15  de Janeiro de 2014 - 17h59

Safra 2014

Governo garante fiscais nos portos no período da grande safra

Da Redação

O ministro da agricultura, Antonio Andrade, garantiu que medidas serão tomadas pelo Governo para evitar que o escoamento da safra de grãos este ano seja caótica, como foi no ano passado. Uma das ações planejadas pelo Ministério é manter de três a quatro fiscais agropecuários nos portos para agilizar a emissão de certificados e os embarques. A declaração aconteceu em reunião realizada na Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) , na última terça-feira.

A Associação prevê que o Brasil vai exportar, neste ano, 44 milhões de toneladas de soja, 19 milhões de toneladas de milho e 13,5 milhões de toneladas de farelo de soja pelos principais portos do Brasil. Essa carga, nos cálculos da entidade, demandará a emissão de 16.981 certificados fitossanitários e o carregamento de 1.295 navios. O pico do escoamento está previsto para maio, quando 164 embarcações terão que ser carregadas nos portos brasileiros.

O diretor-geral da entidade, Sérgio Mendes, afirmou que o Ministério está "convencido" de que, além do reforço de fiscais nos portos para emitir esses certificados para exportação, é preciso que haja plantões durante os finais de semana para manter a agilidade das operações.

"Pedimos também para que o Governo crie um plantão 'SOS' de fiscais, para que, independentemente de haver profissionais de férias, doentes, de licença, exista um plantão permanente para atender urgências", explicou Mendes.

 

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Terça-feira, 14  de Janeiro de 2014 - 15h57

Secretaria de Portos

Municípios portuários vão se revezar no CAP

Da Redação

Enquanto os empresários já definiram suas indicações, trabalhadores e a Prefeitura de Guarujá ainda precisam escolher os nomes que serão encaminhados à Secretaria de Portos (SEP) para ocupar uma cadeira no Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos.

A portaria da SEP determina que, quando um porto tem suas áreas em mais de uma cidade, deve haver um rodízio entre os representantes desses municípios no CAP. No caso do complexo santista, as prefeituras de Santos (Margem Direita) e Guarujá (Margem Esquerda) deverão se revezar de dois em dois anos.

Diante da nova regra, as duas administrações municipais decidiram enviar, nos próximos dias, uma indicação conjunta à SEP. Nela, o representante santista será o titular enquanto o guarujaense ficará na suplência. Em 2016, as posições se invertem.

Pela Prefeitura de Santos, o indicado é o secretário municipal de Assuntos Marítimos e Portuários, José Eduardo Lopes. Neste caso, ele manterá sua participação no CAP. “Entendemos que esse rodízio é ruim para as duas cidades, mas optamos por enviar uma carta conjunta das duas prefeituras (Santos e Guarujá)”, explicou Lopes.

José Eduardo Lopes, secretário municipal de Assuntos Marítimos e Portuários de Santos

Consultada, a Prefeitura de Guarujá informou, através de sua assessoria de imprensa, que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Portuário ainda não escolheu seu representante.

Trabalhadores

As vagas restantes no conselho – os últimos 25% – são destinadas aos trabalhadores portuários. Serão duas para os representantes dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs, classificação dada a estivadores, conferentes, vigias, guindasteiros e trabalhadores do bloco, entre outras profissões) e duas para as demais categorias portuárias.

De acordo com a portaria, os avulsos serão indicados pela Federação Nacional da Estiva (FNE) e pela Federação Nacional dos Conferentes, Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios nas Atividades Portuárias (Fenccovib). Já a Federação Nacional dos Portuários (FNP) será responsável pela indicação de dois conselheiros que representarão os trabalhadores locais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, Everandy Cirino dos Santos, apenas o nome do presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, está confirmado no CAP.

“Ainda vai acontecer, nos próximos dias, uma reunião onde serão sugeridos os outros nomes. Como eu já tive uma posição contrária a essa nova característica do CAP consultivo, ainda estou pensando em abrir mão dessa indicação”, destacou Cirino, referindo-se à perda de poder do conselho, que, com a nova Lei dos Portos, deixou de ser deliberativo (as determinações tinham de ser seguidas pelos demais agentes públicos) e passou a ser consultivo (as decisões não precisam ser acatadas).

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Terça-feira, 14  de Janeiro de 2014 - 15h40

Porto de Santos

Novo Conselho de Autoridade Portuária começa a ser formado

Da Redação

O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos já tem 14 de seus 30 novos membros indicados, considerando tanto titulares como suplentes. As entidades ligadas ao setor deveriam encaminhar formalmente os nomes selecionados à Secretaria de Portos (SEP) até o último dia 27, mas muitas ainda pretendem se manifestar nos próximos dias. Por isso, a SEP publicará uma nova portaria ampliando o prazo para as indicações em mais 30 dias.

A identidade do próximo presidente do colegiado ainda não foi definido pela pasta, responsável pela administração dos portos brasileiros.

A indicação de novos conselheiros era aguardada pelo CAP desde julho do ano passado, quando foi publicado o Decreto nº 8.033. O texto regulamentou a Lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos, e mudou o formato do colegiado, que passou a contar com três blocos (antes eram quatro) e uma maior participação do poder público. Mas a seleção dos novos integrantes só foi possível com a Portaria nº 244, de 27 de novembro último. Nela, foram definidas as entidades que indicam os conselheiros e o prazo para a seleção.

Após a formalização dos nomes, a SEP deverá publicar a composição do conselho. Em seguida, poderá ser marcada uma reunião em um prazo de 15 dias, que será a primeira do CAP com a nova composição.

Criado pela antiga Lei dos Portos, órgão reúne representantes do poder público, empresários e trabalhadores do setor

Os empresários terão 25% de participação no CAP. Duas cadeiras serão destinadas para os arrendatários de terminais, uma aos operadores portuários e outra, para os usuários do complexo.

Os dois representantes dos arrendatários serão indicados pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) e pela Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP). O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) indicará o ocupante da terceira cadeira. E Associação Comercial de Santos irá escolher o quarto integrante.

Entre as entidades, a Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) já escolheu, através de eleição, os representantes dos empresários no CAP santista. De acordo com o presidente da entidade, Wilen Manteli, o presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Henry James Robinson, será o titular. Já o suplente é o diretor de Relações Institucionais da Rumo Logística, José Di Bella, ex-presidente da Codesp.

“Optamos por uma eleição para escolhermos os nomes das pessoas que terão como foco a transparência e o desenvolvimento do Porto de Santos. Isto torna os indicados mais responsáveis e ainda faz com que eles prestem conta das discussões”, destacou o presidente da ABTP. Segundo ele, ainda nesta semana, será enviada uma correspondência à SEP com os nomes dos indicados.

Sem alterações

A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) será representada pelo presidente da Santos Brasil (operadora do Terminal de Contêineres do Porto, o Tecon), Antonio Carlos Sepúlveda. O suplente será o assessor jurídico da Marimex, José Edgar Laborde Gomes. De acordo com o secretário-executivo da Abtra, Matheus Miller, o nome de Sepúlveda já foi enviado à SEP.

“A Abtra foi selecionada para indicar representantes em 29 CAPs e já indicamos 15. Isso mostra a credibilidade da iniciativa privada em participar desse fórum de discussão, onde temos cadeira cativa”, destacou Miller.

O Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp) também já indicou seus membros. A entidade preferiu manter seu presidente, Querginaldo Alves Camargo, da operadora Fertimport (do Grupo Bunge), como titular e optou pelo seu diretor Flávio Rodrigues, diretor da Rodrimar, como suplente.

Já a Associação Comercial de Santos escolheu o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), Martin Aron, como titular. Já o suplente é o diretor-executivo da própria Associação Comercial, Marcio Calves.

Governo

O diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Marcelo Bueno, que já frequentava as reuniões do CAP no ano passado, continuará na função de conselheiro. Ele será o indicado pelo Palácio dos Bandeirantes para a vaga destinada ao Governo do Estado.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, definiu as indicações para suas vagas em meados do mês passado. O diretor-presidente da estatal, Renato Ferreira Barco, se mantém como conselheiro titular. E o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras, Paulino Moreira da Silva Vicente, segue como suplente.

O capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, que assumiu o comando da Capitania dos Portos de São Paulo na última sexta-feira, será o representante da Marinha no CAP.

Procurada, a SEP informou, através de sua assessoria de imprensa, que os representantes da União no CAP de Santos serão servidores da própria pasta e de outros ministérios. Um técnico da Receita Federal representará o Ministério da Fazenda, enquanto um funcionário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocupará a cadeira do Ministério da Saúde.

O conselho ainda terá um membro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (presente no Porto através do Serviço de Vigilância Agropecuária, o Vigiagro), no bloco governamental. Até o fechamento desta edição, nenhum desses nomes havia sido definido ainda.

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Segunda-feira, 13  de Janeiro de 2014 - 17h37

Investimento

Maersk Line cria nova empresa dedicada ao tráfego intra-Américas

Da Redação

A dinamarquesa Maersk Line, maior armador no transporte de contêineres do mundo, anunciou na última quarta-feira, a criação da Sealand, um empresa regional dedicada ao tráfego intra-Américas. A companhia iniciará as atividades em 1º de janeiro de 2015 e terá uma estrutura similar às outras unidades regionais da companhia: a MCC (intra-Ásia) e a Seago Line (intra-Europa).

Ainda neste ano, a Maersk Line iniciará a transição das suas atividades intra-américas para a nova empresa.

Peter Gyde, presidente da armadora, informou que a movimentação brasileira nesse tráfego é de cerca de 1,1 milhão de Teus (unidade de um contêiner padrão de 20 pés), cerca de 20% das trocas comerciais do Brasil com o resto do mundo via transporte marítimo de contêineres.

Ele explicou que a Sealand trará uma oferta de serviço única, dedicada ao atendimento das necessidades específicas dos clientes regionais. Ela irá se concentrar no transporte de longo curso para Europa, Ásia e Oriente Médio.

Serviços operacionais específicos da Maersk Line como finanças, operações terrestres e recursos humanos serão compartilhadas com a Sealand.

A nova empresa terá equipes locais de vendas e suporte ao cliente na América do Norte, Central e do Sul, e no Caribe. Será dirigida pelo executivo Craig Mygatt, veterano da Maersk Line. A sede ficará nos Estados Unidos.

"Escutamos os nossos clientes, que nos disseram que valorizam os serviços da Maersk Line, mas que existe a necessidade de uma maior estabilidade e compromisso. Essa foi uma das principais razões para o aprimoramento e reestruturação de nossas soluções intra-Américas", disse Mygatt, em nota divulgada pelo armador.

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Segunda-feira, 13  de Janeiro de 2014 - 15h21

Solenidade

Capitania dos Portos tem novo comandante

Da Redação

Intensificar a fiscalização de embarcações no litoral paulista e ainda intermediar discussões para aumentar a eficiência do Porto de Santos estão entre as prioridades do novo comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes. Ele substitui o capitão-de-mar-e-guerra Marcelo Ribeiro de Souza, que seguirá para Washington (Estados Unidos), onde atuará na Junta Interamericana de Defesa (JID).

Gomes foi empossado na última sexta-feira, em uma cerimônia realizada pela manhã na sede da CPSP, no Cais da Marinha, entre os armazéns 27 e 29 do Porto. A solenidade foi presidida pelo comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Liseo Zampronio. Empresários portuários e autoridades da região também estiveram presentes.

O novo comandante da CPSP é carioca e tem 45 anos. Ele já exerceu postos de comando em Natal (RN) e no Líbano, onde coordenou uma missão de paz com 240 oficiais brasileiros.

Entre as prioridades do comandante Gomes à frente do órgão, está a fiscalização de embarcações que circulam nas praias da região. “Os acidentes (com lanchas, iates e motos náuticas) ocorrem por imprudência, imperícia ou negligência. Contra a imperícia, a gente faz um trabalho de formação daquele condutor da embarcação. Na parte da negligência, você tem uma atuação na fiscalização dos materiais da embarcação. Você faz as inspeções e as vistorias tentando minimizar isso. Agora a parte da imprudência, essa é a mais difícil e depende muito da conscientização”, destacou.

N/A
Cerimônia reuniu Ribeiro (à esq.), Gomes (centro) e Zampronio (à dir)

Outra preocupação do oficial é tornar o complexo santista mais eficiente. Neste caso, ele pretende intermediar as relações entre a Autoridade Portuária (Codesp) e a Diretoria de Hidrografia da Marinha, órgão que analisa as batimetrias – exames que atestam a profundidade do canal de navegação.

“É imprescindível que as operações (em Santos) ocorram em segurança e da melhor maneira possível. Por isso, vou participar das discussões, ser uma parte que pode solucionar o problema (e homologar as novas profundidades do canal). Considero-me um aliado institucional”, disse.

Comandante Ribeiro

Emocionado, o ex-capitão dos portos, Marcelo Ribeiro de Souza, teve algumas de suas metas cumpridas listadas durante a cerimônia. Entre elas, foram destacas as parcerias com as prefeituras de Santos, São Vicente, Praia Grande e Bertioga para garantir a fiscalização de praias na região.

Agora, Souza irá se preparar para atuar na JID. Ele ficará no órgão durante dois anos, de agosto de 2015 até agosto de 2017. (FB)

 

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Segunda-feira, 13  de Janeiro de 2014 - 14h59

Turbina

Porto realiza operação inédita para carga de 106 toneladas

Da Redação

Uma carga de projeto, com 106 toneladas, foi a protagonista de uma operação inédita no Porto de Santos. Desembarcada por volta das 14 horas do último domingo no terminal Embraport, na Margem Esquerda do complexo marítimo, na Área Continental da Cidade, a peça foi transportada pelo canal de navegação até as instalações da Libra Terminais, na Margem Direita, na Ponta da Praia.

A carga é uma peça de uma das turbinas da futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Pará. Denominada como cubo, ela tem um formato circular, com 8,85 metros de diâmetro e 4,1 metros de altura.

Pelas dimensões, já pode-se perceber a complexidade da descarga, que começou a ser preparada em setembro do ano passado pela operadora logística Brasil Projects. Foram feitas tratativas com a Codesp, estatal que administra o cais santista. A Guarda Portuária e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também foram acionadas para a operação, assim como a Alfândega.

A turbina fará parte das instalações da futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará

Fabricada na Coréia do Sul e embarcada no último dia 5 de dezembro em Busan, o principal porto do país, a peça chegou a Santos na última quinta-feira, a bordo do navio CMA CGM Don Carlos. O cargueiro atracou no terminal Embraport, que atualmente recebe embarcações da armadora.

As cargas trazidas no Don Carlos foram descarregadas na Embraport. Menos o Cubo. Isso porque as vias de acesso ao terminal não têm a largura suficiente para que ele passasse.

A saída, de acordo com o gerente operacional da Brasil Projects, André Costa, foi levá- la para a Margem Direita, onde o acesso permite seu transporte. Por isto, a peça foi retirada pela cábrea (balsa que conta com um guindaste)Pará, colocada no convés dessa embarcação e levada pelo canal até o ponto 1 do Terminal 35 (T35), da Libra Terminais.

“Com as dimensões da peça, que é bem larga, a alternativa encontrada foi o transporte para outro terminal, já que não havia viabilidade para uma operação rodoviária”, explicou Costa.

No costado do T35, a peça foi colocada pela cábrea em cima de um caminhão para seguir para o Interior do Estado, onde passará por um processo de usinagem e, depois, irá para o Pará. No entanto, o transporte rodoviário da carga só poderá ocorrer a partir de terça-feira. O motivo é a Operação Verão implantada no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) pela concessionária Ecovias.

“Teremos, ao todo, que transportar 12 ou 13 peças como esta. Já recebemos seis parecidas enquanto a Libra ainda descarregava os navios da CMA CGM (no ano passado, a armadora passou a escalar na Embraport). Uma ainda terá dimensões maiores e chegará posteriormente”, explicou o gerente operacional da Brasil Projects.

Operação

A operação de descarga da peça estava prevista para começar às 7 horas de ontem. No entanto, os trabalhos só foram iniciados às 13 horas.

Conforme apurou A Tribuna, o atraso ocorreu pois a cábrea Pará, usada no serviço, tinha sido contratada para uma operação na última quinta-feira, na Margem Esquerda. E esse trabalho só conseguiu ser concluído na manhã de ontem. Por isso, a cábrea só conseguiu chegar na Embraport cerca de cinco horas após o combinado.

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Sábado, 11  de Janeiro de 2014 - 20h58

Esportes náuticos

Total de embarcações retiradas do mar já é maior do que na Operação Verão passada

De A Tribuna On-line

Balanço parcial da Operação Verão da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) nas praias do Litoral Paulista aponta que, neste primeiro mês de fiscalização, 36 embarcações foram retiradas do mar por problemas diversos. Ao todo, foram feitas 100 notificações e 800 abordagens a condutores em alto-mar. Ao longo de toda a operação da temporada anterior (2012/2013), 35 barcos foram retirados da água na região.

Fiscalização da Capitania dos Portos começou em 14 de dezembro do ano passado

As informações são do capitão dos Portos de São Paulo, Ricardo Fernandes Gomes. Em entrevista à TV Tribuna, ele ressaltou as regras específicas para o tráfego das embarcações nas praias e a preocupação com a segurança dos banhistas. ''Há regras específicas para a entrada e saída de embarcações nas proximidades. A grande preocupação é com a distância inferior a 200 metros. Elas têm que proceder de maneira perpendicular à linha da praia, a 5 km/hora''.

Neste sábado, na região de Guarujá, sete embarcações foram notificadas e três apreendidas.

A Operação Verão da Capitania dos Portos entrou em vigor no dia 14 de dezembro de 2013. Segundo a Marinha, a Baixada Santista lidera o ranking do descumprimento de normas. O Canto do Tortuga e a Praia da Enseada, em Guarujá, são considerados alguns dos pontos mais preocupantes para a fiscalização.

Um total de 15 embarcações e cerca de dez viaturas da Capitania dos Portos fazem patrulhas por mar e por terra. O objetivo é conscientizar banhistas e esportistas náuticos sobre a importância das regras de segurança no mar, como a proibição da ingestão de álcool e o tráfego indevido por parte de quem estiver no comando das embarcações.
Nos primeiros dias de janeiro, a CPSP já havia retirado 25 embarcações das praias da região.

 

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Sexta-feira, 10  de Janeiro de 2014 - 16h03

Entrevista

"Após passar por Santos, sou um oficial muito melhor", diz Marcelo Ribeiro

Da Redação
Prestes a completar 32 anos de carreira na Marinha do Brasil, o capitão-de-mar-e-guerra Marcelo Ribeiro de Souza se despediu nesta sexta-feira de manhã da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), órgão que comandou no último um ano e meio. Ele dará lugar ao capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes, em cerimônia hoje no Cais da Marinha, a sede da Capitania dos Portos em Santos. E depois seguirá para Washington, nos Estados Unidos, onde atuará na Junta Interamericana de Defesa (JID).

Na bagagem, levará as experiências vividas em Santos, local que aprendeu a gostar e que, segundo ele, o tornou um melhor oficial, um militar “preparado para a guerra”, mas que tem um ponto fraco, a saudade dos dois filhos. Por trás do capitão-de-mar-e-guerra firme, sério e prudente, por trás da farda, há um pai que se emociona apenas ao falar de suas crianças.

Confira a entrevista em que o comandante Ribeiro falou sobre seus desafios, a experiência obtida, o amor por sua família e seu futuro na Marinha.
Quais eram suas expectativas em relação à Capitania dos Portos de São Paulo antes de comandá-la?

Esta é uma organização militar que dá uma grande visibilidade, uma capitania dos portos de primeira classe. Quando você é designado para um desafio dessa natureza, em um local com 166 anos de existência, uma responsabilidade e uma área de jurisdição grande, surgem alguns desafios. Precisamos interagir com a comunidade marítima e dar respostas ao público externo. A CPSP é responsável pela salvaguarda da vida humana no mar, pela segurança do tráfego aquaviário dentro do maior porto da América Latina, e isso em muito aumentou minha expectativa.

Quais foram os desafios de sua gestão?

O maior desafio é você conseguir conscientizar as pessoas nas tarefas principais da CPSP. A salvaguarda da vida humana no mar, a segurança do tráfego aquaviário e a conscientização para se evitar a poluição hídrica por embarcações me nortearam durante todo o tempo. A nossa atividade converge muito com a razão de ser de uma região que cresce em torno do Porto. Busquei fazer parte das soluções aos desafios que se apresentavam. Para isso, buscamos parcerias. Houve uma integração com vários setores da comunidade marítima, visando dar solução aos problemas que nós tínhamos, bem como buscar melhorar a eficiência do porto e suas condições operacionais.

E o que o senhor considera como os maiores feitos?

Fizemos parcerias com prefeituras da região para a ampliação da capacidade de fiscalização de embarcações e garantir a segurança no mar. Também foi um período em que o Porto de Santos aumentou sua capacidade de movimentação de cargas com a homologação do novo calado máximo de embarcações para alguns trechos. Todos os dias, temos um desafio diferente em todos os sentidos.

Qual foi a parte mais difícil nesse período à frente da Capitania?

O mais difícil está ligado a nossa atividade-fim. É a conscientiza-ção mesmo. Estamos em São Paulo, a força motriz do País, onde está abrigado o maior porto da América Latina. E as pessoas têm grande poder aquisitivo e adquirem cada vez mais bens de consumo, como embarcações. Além dos desafios portuários, das manobras dos navios mercantes e a intensa troca de mercadorias, eu sou o primeiro em número de embarcações de esporte e recreio no País. Em número de documentos de embarcação para amadores, também, e ainda em quantidade de motos aquáticas, já que 25% delas (no País) ficam na minha área de jurisdição. Então, é preciso buscar a conscientização para que elas possam fazer uso desses equipamentos com segurança, e o desafio é constante. Não dá para esquecer o caso da menina Grazielly (morta aos três anos após um atropelamento por uma moto aquática na praia de Bertioga, em 18 de fevereiro de 2012). O que dizer para essa mãe? O que fazer para amenizar essa dor? Não há nada. Só devemos evitar que novas mortes como essa aconteçam. Houve outros resgates também, como o do barco Xaréu (resgate dos corpos de três pescadores em agosto do ano passado). São coisas como estas que ficam na memória.

"Essa experiência (estar à frente da Capitania) vai ficar marcada na minha vida, sem dúvida", declara o ex - comandante

Quando o senhor resolveu entrar para a Marinha?

Tenho um primo que é capitão-de-mar-e-guerra da reserva. Eu tinha 12 anos quando ele apareceu de branco, me falando que havia entrado para a Marinha. Naquele momento, com 14 anos, eu prestei o concurso e passei. Eram 10 mil candidatos para 200 vagas e a prova era feita no Maracanã, no Rio de Janeiro. Hoje, continuo com a mesma motivação. Esse foi o meu terceiro comando. Formei-me oficial em 1988 e, no ano seguinte, fiz a viagem de instrução no navio-escola Brasil como guarda-marinha. Fui a 2º tenente em outubro de 1989. Meu primeiro comando, recebi em 2003, quando comandei um rebocador de alto-mar em Trindade (RJ), cuja a missão era busca e salvamento. Também cobri a área do Ceará até Alagoas, que é uma área difícil. Fiz muitos dias de mar na esquadra. Em 2009, fui designado para comandar uma base naval voltada para reparo e manutenção em Rio Grande (RS) e, em 2012, fui chamado para a CPSP.

O que mudou em sua vida após a passagem por Santos?

Em termos de experiência, eu tenho certeza que, com 32 anos de carreira, após passar por Santos, sou um oficial muito melhor. Atuar de forma multidisciplinar, dar respostas rápidas à sociedade, atuar com a imprensa, me relacionar com diversos órgãos e instituições me fizeram crescer muito em termos gerenciais para tratar em paralelo de vários assuntos. Esse meu terceiro comando já é motivo de orgulho e eu faço o que a Marinha espera. Minha obrigação é trabalhar, mas essa experiência vai ficar marcada na minha vida, sem dúvida.

Neste período em Santos, o senhor acabou ficando longe de sua família. como é enfrentar a saudade?

Eu sou separado desde 2010. Tenho dois filhos, a Isadora, de seis anos, e o João, que tem 15 anos. Eu falo deles e me emociono. Meus filhos são o meu oxigênio e a minha motivação. Mas, às vezes, me falta esse oxigênio. A Marinha não me ensinou a ser tão forte. Eu estou preparado para a guerra, mas é muito difícil me preparar para ficar longe deles. Eu acho que eu não tenho conseguido ser aquele pai presente, mas faço o que posso. Quando eles estão aqui, vão comigo para a CPSP, assistem as minhas entrevistas. O que me importa, além da instituição, é deixar os valores que eu preciso passar para eles. O meu maior desejo é que, se um dia ele ouvirem falar do pai deles, que eles saibam que eu fui digno daquilo que a Marinha me proporcionou desde os 14 anos. Meu maior desafio é honrá-los.

Qual será sua missão a partir do mês que vem?

Fui designado para a Junta Interamericana de Defesa de agosto de 2015 até agosto de 2017. Ela é um fórum formado por 27 países. Seu propósito é estudar assuntos relativos à segurança e à defesa, bem como assessorar a Organização dos Estados Americanos. Mas antes de ir pra lá, preciso fazer alguns cursos para galgar outros postos. Para que eu possa entrar no processo de quadro de escolha para almirantado, preciso do curso de Política e Estratégica Marítima, que é feito no Rio de Janeiro, e considerado um doutorado em Ciências Náuticas. Esse, eu vou fazer entre fevereiro e dezembro deste ano. Em paralelo, é feito um MBA de Relações Internacionais.

Na capitania, o senhor será Sucedido pelo capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes. que conselho o senhor dá a ele para que tenha sucesso nessa missão?

Não existe uma receita de bolo. O importante é mostrar que você faz parte da solução dos desafios que se apresentam e que suas decisões são técnicas e sempre visam a segurança. No momento em que você mostra que suas decisões não são personalistas, mas baseadas em princípios técnicos, você vai angariar a confiança das pessoas. Ele (o capitão-de-mar-e-guerra Ricardo Fernandes Gomes) é um oficial com uma grande experiência. Ele foi o primeiro oficial que comandou uma fragata no Líbano, em missão de paz. Realmente, essa é uma situação diferente, muito incerta, com tiros, bombas. Ele comandou 243 chefes de família em um local onde existe uma instabilidade muito grande. Não há controle de ameaça em um local desses. Ele é um oficial muito competente.

 

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Quinta-feira, 10  de Janeiro de 2014 - 08h40

Congestionamentos

Docas define regras do novo sistema de agendamento

Da Redação

Para evitar congestionamentos nas rodovias que dão acesso ao Porto de Santos nos períodos de escoamento de safra de grãos, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) determinou que todos os caminhões carregados com granéis que seguem em direção ao complexo santista passem, obrigatoriamente, por um pátio regulador.

Os veículos que transportam outras cargas – inclusive o açúcar, uma das principais commodities exportadas por Santos – não vão precisar a passar pelos pátios. Esses caminhões apenas deverão ser agendados para ter acesso aos respectivos terminais.

Essas regras integram a Resolução nº 136 da Companhia Docas, publicada pela estatal no último dia 30.

Segundo a norma, cada terminal terá uma cota de recepção de caminhões a ser elaborada pela Codesp. Essa quantidade será definida por uma janela de tempo (período fixo e contínuo de seis horas), de acordo com a capacidade operacional da empresa e a capacidade máxima de utilização de seu estacionamento interno.

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Agendamento será implantado para evitar os congestionamentos que ocorreram no início do ano passado

As instalações e os consignatários das cargas serão responsáveis por obedecer e informar a seus clientes e fornecedores as regras de obrigatoriedade do cumprimento da nova regra.

Os terminais de grãos deverão considerar o agendamento dos caminhões, desde a origem das viagens, para entrada deles nos pátios reguladores. Os veículos só poderão se dirigir às instalações quando existirem vagas nos estacionamentos.

De acordo com a resolução, não será permitida, sob nenhuma hipótese, que os caminhões parem ou estacionem nas vias de acesso ou nas portas dos pátios reguladores e secundários de apoio.

A partir do próximo dia 1º, o descumprimento da resolução, em casos identificados pela Codesp, com danos ao tráfego nas rodovias, às vias públicas municipais ou às áreas portuárias, implicará na aplicação das sanções pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Elas podem ir desde multas até a suspensão das atividades dos terminais.

Verificação de placas

O Governo do Estado anunciou, na tarde de ontem, que instalará sensores com tecnologia OCR (Optical Character Recognition ou, na tradução do inglês, reconhecimento ótico de caracteres) nas praças de pedágio das estradas que dão acesso ao Porto de Santos. Os equipamentos vão “ler” a placa dos caminhões. Essas informações serão enviadas à Autoridade Portuária, que irá verificar se os veículos estão agendados.

A ideia é garantir que sigam para o Porto apenas os veículos agendados e com previsão de chegada sincronizada com a escala do navio que levará sua carga. Mas a Codesp precisará desenvolver um sistema que permita a troca de informações entre o sistema OCR e seu controle de agendamento.

De acordo com a Artesp, ao receber a informação de que há um caminhão com destino ao Porto em alguma das rodovias monitoradas, a Codesp poderá entrar em contato com o terminal de destino para verificar o agendamento. Se o veículo não estiver programado, para evitar penalidades, a instalação pode se comunicar com a transportadora a fim de evitar a chegada do caminhão ao Porto. A saída poderá ser retê-lo em algum estacionamento ou determinar seu retorno à origem até que o agendamento seja feito.

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Quarta-feira, 08  de Janeiro de 2014 - 14h41

Porto de Santos

TCU indicará novo ministro para analisar concessões

Da Redação

Um novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) será indicado para analisar o projeto do Governo Federal de concessão de áreas portuárias em Santos e no estado do Pará. Segundo a assessoria do TCU, a escolha do magistrado deve ocorrer nas próximas duas semanas, antes do dia 22, quando ocorrerá a próxima plenária do órgão.

A reavaliação do projeto integra a estratégia do Governo para destravar o processo de concessões, bloqueado pelo TCU no último dia 10. Nessa data, o tribunal terminou sua análise do plano de licitações de áreas portuárias e seus ministros aprovaram, por unanimidade, a revisão de vários de seus aspectos. No total, 19 condições foram apresentadas para que as concorrências fossem abertas.

Segundo estimativa da Secretaria de Portos, que coordena as concessões, para atender as exigências do TCU e refazer os estudos que serviram de base para o projeto, são necessários pelo menos seis meses.

Para tentar alterar a sentença, a Advocacia Geral da União (AGU) deu entrada em um pedido de reexame do processo no último dia 30. Pelo regimento interno do Tribunal de Contas, um novo ministro é escolhido para a reavaliação do caso. A seleção é feita por um sistema eletrônico, a fim de garantir a isenção do procedimento.

Entre as áreas que o Governo quer licitar, estão terrenos do Corredor de Exportação, na margem direita

Junto com o pedido, a AGU questiona pelo menos duas exigências do TCU. Uma delas é a determinação de uma tarifa-teto para os arrendamentos. A outra é a utilização de um trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) como referência para as taxas a serem cobradas para o arrendamento dos terminais. Sobre esse estudo, o Governo argumenta que não deve utilizá-lo pois ele trata de tarifas cobradas pelas administrações portuárias sobre serviços como a utilização do canal de navegação e a atracação de navios, e não pela exploração de terrenos portuários (que occorre com os arrendamentos).

Análise inicial

A primeira análise das concessões portuárias feita pelo TCU foi conduzida pela ministra Ana Lúcia Arrais, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ferrenho crítico da nova Lei dos Portos (que baseou o plano de licitações) e provável candidato pelo PSB nas eleições presidenciais deste ano.

Em seu relatório, Ana Lúcia considerou insuficientes os estudos apresentados pelo Governo para os arrendamentos e pediu mais informações técnicas sobre os projetos. No caso das licitações previstas para Santos, exigiu que os critérios adotados fossem adequados ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto, aprovado pelo próprio Governo, e às alterações realizadas no último mês pela Prefeitura de Santos na Lei de Uso e Ocupação do solo.

No acordão, a ministra chegou a destacar que “é forçoso concluir que o poder concedente deve absorver as recomendações e regras do zoneamento”. As mudanças realizadas na legislação santista proibiram a movimentação de grãos no Corredor de Exportação, região do Porto vizinha ao bairro residencial da Ponta da Praia. Consequentemente, impediram os planos do Governo, que pretende, nessa área, licitar um terminal de granéis sólidos vegetais (na prática, grãos) e renovar o contrato de operação de outra instalação, destinada à mesma carga.

A Prefeitura é contrária à operação de grãos no local devido à poluição emitida durante os embarques, que chega à zona residencial.

Pelo mesmo motivo, o PDZ do Porto, aprovado em 2006, prevê que terminais de grãos sejam retirados das proximidades da Ponta da Praia e remanejados para áreas vizinhas aos bairros da Alemoa, Saboó e Valongo.

O Governo também pretende responder a essa questão envolvendo o desrespeito ao PDZ e ao Plano Diretor. Suas argumentações serão apresentadas nos próximos dias, para que os ministros do TCU possam analisar o caso na plenária do dia 22.

De acordo com o TCU, não há prazo para o pedido de reexame ser respondido.

 

 

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Terça-feira, 07  de Janeiro de 2014 - 15h13

Aguardando licitações

Cosan planeja disputar novos terminais no Porto de Santos

Da Redação

Com os planos do Governo Federal de arrendar áreas no Porto de Santos para a implantação de novos terminais, a Cosan Logística inicia o ano ampliando sua estratégia comercial e aguardando o momento das licitações. A empresa, criada pelo Grupo Cosan para identificar oportunidades de negócios no setor de infraestrutura, tem interesse em explorar instalações portuárias especializadas na movimentação de grãos, fertilizantes, celulose e líquidos no complexo santista.

“Com as novas oportunidades que estão aparecendo com os novos leilões portuários e ferroviário, nós resolvemos ampliar o leque de negócios da nossa empresa para outros produtos que não só açúcar. Temos bastante coisa para concorrer em Santos. Tirando o terminal de contêineres, a gente está estudando todos os demais”, destacou o presidente da Cosan Logística, Júlio Fontana.

Além dos terminais portuários, a empresa está atenta às novas oportunidades no setor ferroviário. Mas, no caso dos portos, a necessidade de revisão dos estudos feitos pela Empresa Brasileira de Projetos (EBP), que basearam os planos da Secretaria de Portos (SEP) para o arrendamento das instalações marítimas, fez com que os processos de licitação fossem adiados.

A revisão dos estudos foi pedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no último dia 10 de dezembro. No total, o órgão determinou 19 ajustes nos editais licitatórios. Para fazê-los, a SEP deve levar pelo menos seis meses, um tempo que não gostaria de desperdiçar.

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Grupo Cosan tem interesse em participar da licitação do novo terminal de graõs que a SEP planejava implantar

Sobre a determinação do TCU, Fontana disse: “É chato porque toda hora você tem que ficar voltando para trás e começar tudo de novo. Eu não diria que a gente (Cosan Logística) teve problemas (com as minutas de editais da EBP). Mas tivemos dúvidas e discordamos de muitas coisas, diga-se de passagem”.

O presidente da Cosan Logística participou de reuniões para avaliar os planos de licitação e apontar melhorias aos textos, propostas que foram enviadas ao Governo. No total, considerando as várias manifestações do setor, os planos de arrendamentos nos portos de Santos e do estado do Pará motivaram 3 mil contribuições à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do segmento.

“Nós fizemos contribuições em todos os níveis. Fizemos reuniões com a EBP, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e os ministérios envolvidos, passando as nossas contribuições para ver se a gente consegue fazer alguma coisa que tenha mais o pé no chão e que não dê em nada vazio. Da forma como está hoje, está muito difícil você ter alguns terminais. Com os números que foram apresentados (nos estudos da EBP), não se obtém resultados viáveis”.

Terminal de Grãos

Além de aguardar as modificações nos planos de licitação, a Cosan Logística está na expectativa para a definição do local que abrigará o novo terminal especializado na movimentação de grãos no Porto de Santos.

Quando anunciou seus planos para as novas concessões de áreas, o Governo pretendia implantar uma instalação para embarque de grãos na região do Corredor de Exportação, ao lado do bairro residencial da Ponta da Praia, em Santos, unificando armazéns que já trabalham com esse tipo de carga no local.

Devido à poluição que tal atividade emite e à proximidade com a área residencial, a Prefeitura foi contra tal medida e, no último dia 29 de novembro, sancionou uma lei alterando a Lei de Uso e Ocupação do Solo, de modo que tal operação ficasse proibida na região.

Inicialmente, o Planalto ia ignorar a posição da Cidade e manter seus planos para a unidade de grãos. Mas o TCU, ao apresentar suas exigências para liberar a publicação dos editais de licitação, determinou que os planos de concessão estivessem de acordo com a legislação municipal. Portanto, para atender o Tribunal de Contas, Brasília terá de encontrar uma outra área para a instalação ou abandonar o projeto, necessário para o escoamento da safra agrícola pelo complexo santista.

Atualmente, a Secretaria de Portos questiona as exigências do TCU e não indicou um novo local para o terminal de grãos.

“Para grãos, a gente está, agora, na expectativa sobre a questão da lei municipal, que está colocando isso em um imbróglio muito grande. Isso nos deixou bastante apreensivos. Mas também estamos olhando firmemente a questão de fertilizantes e celulose. Estamos estudando os cinco terminais que estão em leilão e vão movimentar esses produtos”, afirmou Júlio Fontana.

 

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Terça-feira, 07  de Janeiro de 2014 - 15h37

Novo equipamento

Terminal da Rumo ganha nova moega

Da Redação

A interligação dos armazéns e a entrada em operação do moegão estão entre os planos da Rumo Logística para suas instalações no Porto de Santos neste ano. A empresa, unidade do Grupo Cosan responsável pelo transporte e pelo embarque de suas cargas, também aguarda a autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para a unificação de suas áreas e segue com as obras da cobertura de seus berços de atracação no cais santista.

A Rumo, especializada nos embarques de açúcar, pretende concluir a construção do moegão ainda neste mês. O equipamento, espécie de funil que recebe as cargas vindas em caminhões e vagões e as lança no sistema de esteiras que as transporta até o armazém, já está em fase de testes. Ele servirá para escoar parte da demanda da empresa e também do terminal da Copersucar, vizinho ao da Rumo e que perdeu sua capacidade de escoamento de cargas após um incêndio, em outubro do ano passado.

De acordo com o presidente da Cosan Logística, Júlio Fontana, a Rumo vai absorver a demanda da Copersucar na próxima safra. “Estamos fazendo uma obra emergencial para poder disponibilizar uma parte da nossa capacidade de carga para eles (a Copersucar), mas essa obra ainda não está concluída”.

Já a cobertura dos berços da Rumo entra na fase de instalação das estruturas metálicas. A ideia da empresa é garantir a conclusão do serviço para que ele atenda à demanda da safra 2015/2016.

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Rumo planeja unificar instalações no Porto, o que permitirá a ampliação de sua capacidade de embarque

O projeto inclui dois tipos de estruturas: uma fixa, que será implantada no berço de atracação da unidade Sul, e outra móvel, para o terminal Norte. A fixa terá 138 metros de comprimento e 76 metros de altura, bloqueando chuvas com até 41 graus de inclinação.

A retrátil, chamada de ecoloading, será ativada em dias com condições climáticas desfavoráveis. É uma grande capa que será colocada sobre a boca dos porões dos navios para bloquear a chuva.

A cobertura dos armazéns será responsável por aumentar em 30% a capacidade de embarque de açúcar, já que as operações ficam, pelo menos, 90 dias por ano paralisadas pelas chuvas. Mas, segundo Fontana, trata-se de uma obra complexa. “Estamos entrando em ritmo de começar a subir as estruturas metálicas. Assumir um prazo é difícil porque não posso instalar as estruturas com navio embaixo”, explicou o executivo.

Unificação

A Rumo aguarda a autorização da Antaq, o órgão regulador do setor, para a unificação de seus três contratos de arrendamento de áreas no Porto de Santos.

Se o projeto for aprovado, dois desses contratos terão seus prazos ampliados, um deles por 20 anos.

O projeto de unificação é discutido desde 2012 na Codesp e já foi aprovado pelo Conselho de Administração (Consad) da estatal. Em contrapartida, a operadora portuária se compromete a investir cerca de R$ 442 milhões em sua infraestrutura até 2015.

De acordo com Fontana, o montante será utilizado em obras que já foram anunciadas e vão integrar fisicamente as três áreas. Com isso, é estimado o aumento da capacidade de exportação da unidade em 50%, dos atuais 9 milhões para 13,5 milhões de toneladas por ano.

 

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Terça-feira, 07  de Janeiro de 2014 - 15h52


 
Porto de Santos

Após incêndio, Copersucar conclui plano de reconstrução neste mês

Da Redação

O Terminal Açucareiro Coperucar (TAC) pretende concluir, ainda neste mês, os planos para a retomada de suas operações no Porto de Santos. As intervenções são necessárias por conta do incêndio que destruiu parte de suas instalações em 18 de outubro passado. A estimativa da empresa é retomar suas condições operacionais a partir de fevereiro do ano que vem.

Segundo a Copersucar, 180 mil toneladas da commodity em estado bruto foram atingidas pelas chamas. Mas os embarques de açúcar branco não foram afetados. O produto ensacado é operado no Terminal de Estufagem de Contêineres (TEC), na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto.

A empresa está entre as maiores exportadoras de açúcar do Brasil. Suas instalações no cais santista tinham capacidade para estocar 320 mil toneladas da carga. Elas englobam seis armazéns – dois internos, o 20 e o 21, e quatro externos (que ficam na retroárea do complexo), o VI, o XI, o XVI e o XXI.

Antes do incêndio, o TAC respondia por 25% dos embarques da commodity realizados no complexo marítimo e, levando em conta a participação santista no mercado internacional, 7,5% das exportações mundiais do produto. Os danos causados pelas chamas não se limitaram aos limites do cais santista, abalando o setor sucroalcooleiro.

De acordo com a Copersucar, as ações emergenciais começaram a ser tomadas logo após o acidente e as obras de reconstrução já foram iniciadas. Mesmo com a redução na capacidade de armazenagem e embarque do terminal, os planos para a exportação da atual safra não serão afetados. Cerca de 7 milhões de toneladas serão escoadas pela empresa.

Entre novembro do ano passado e março deste ano, a empresa embarcará 3,2 milhões de toneladas de açúcar, sendo cerca de 700 mil toneladas em seu próprio terminal.

Os volumes restantes estão sendo embarcados por outros terminais, como o da Rumo Logística, que confirmou a parceria com a Copersucar. Outra parte das cargas de açúcar está sendo transportada até o Porto de Paranaguá (PR). Para a próxima safra, a previsão é de 4 milhões de toneladas embarcadas no TAC, após a conclusão das intervenções. O plano de reconstrução será implantado em fases. A partir deste mês, com as obras emergenciais, o TAC poderá manter o ritmo de 250 mil toneladas por mês.

Já em maio próximo, a Copersucar espera ampliar a capacidade anual de transporte para 330 mil toneladas por mês (ou 4 milhões de toneladas por ano). Já em fevereiro do ano que vem, o plano é alcançar as 10 milhões de toneladas de açúcar embarcadas anualmente.

Intervenções

Os projetos da Copersucar previstos para serem concluídos neste mês incluem a reativação da moega do Armazém XXI, o que vai permitir o recebimento de carga ferroviária. O mesmo armazém será coberto provisoriamente para que seja preservada a sua capacidade de armazenagem.

As fases seguintes englobam a recapacitação das demais moegas e a reconstrução definitiva dos armazéns. Com isso, o TAC terá um crescimento gradual de suas capacidades de recepção e armazenagem, até a recuperação definitiva das instalações, em fevereiro do ano que vem.

 

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Segunda-feira, 06  de Janeiro de 2014 - 15h21

 
Vazamento
 

Acidente em terminal devido as altas temperaturas provoca nuvem tóxica

Da Redação

Um vazamento em um contêiner armazenado nas instalações retroportuárias da Santos Brasil no bairro da Alemoa, em Santos, provocou uma nuvem de gás tóxico na manhã de ontem na região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o vazamento do composto persulfato de amônio – produto líquido usado por indústrias têxtis e de papel – começou por volta das 6h30 e foi controlado uma hora depois.

O forte calor que atingiu a Baixada Santista na última sexta-feira e ontem provocou o vazamento, segundo a Defesa Civil da Cidade. O contêiner estava no terminal aguardando para ser distribuído, segundo informou a assessoria de imprensa da Santos Brasil.

O vazamento foi percebido pelos funcionários da empresa, que acionaram o Corpo de Bombeiros. Em seguida, a Defesa Civil compareceu ao local. “Por se tratar de um produto líquido, ele não pôde ser embalado dentro do container. Assim, a temperatura elevada de ontem e hoje (sexta-feira e sábado) causou o vazamento. Depois da situação controlada pelos Bombeiros, fizemos os trabalhos de rotina e acionamos a Cetesb para as devidas medidas de segurança ambientais", explicou Daniel Onias Nossa, da Defesa Civil.

A Santos Brasil afirmou que as operações na unidade voltaram ao normal ainda durante a manhã.

O terminal retroportuário – o Centro Logístico Industrial Aduaneiro (Clia) Santos da empresa – fica próximo à entrada da Cidade e abriga as operações de logística da Santos Brasil. Contêineres de clientes ficam neste local antes de serem distribuídos pelo País. Conforme a assessoria, a Santos Brasil irá aguardar as investigações para definir quem arcará com os custos. Até ontem, não havia cálculos sobre as perdas financeiras.

Passou mal

Por conta do forte odor do composto, uma funcionária passou mal durante o procedimento de segurança para conter o vazamento. Ela foi socorrida e levada ao Pronto Socorro Central da Cidade pelo Resgate dos Bombeiros. A empresa informou que ela passa bem.

Segundo a assessoria da Santos Brasil, não ocorreram danos ambientais.

 

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Segunda-feira, 06  de Janeiro de 2014 - 14h38


 

Posto da Antaq em Santos inicia atividades neste mês

O posto avançado da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em Santos já tem data prevista para entrar em funcionamento. No próximo dia 20, três servidores que atuam no escritório paulistano do órgão vão passar a ocupar uma sala no prédio do Tráfego da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no Paquetá, ao lado do Armazém 12-A. O edifício já abrigou a antiga Diretoria de Operações (Dirop) da estatal.

A unidade de Santos será o primeiro posto avançado que a Antaq criará no País. Sua implantação é um reflexo das novas atribuições da agência reguladora, após a aprovação do novo marco regulatório portuário, em junho último. A fiscalização dos arrendamentos e dos operadores portuários e a coordenação de novas licitações foram retiradas do poder da Codesp e passados para o órgão federal.

No total, serão 13 postos avançados. Eles serão implantados em Santos e nos portos de Manaus (AM), Santarém (PA), Macapá (AP), Itaqui (MA), Suape (PE), Aratu (BA), Rio de Janeiro (RJ), Itaguaí (RJ), Itajaí (SC), Imbituba (SC) e Rio Grande (RS) e Pecém (CE).

Com o posto avançado santista, a Antaq pretende atuar de forma mais ativa na fiscalização de arrendamentos e operadores. Além disso, a empresa visa reduzir os gastos com o deslocamentos e as diárias de servidores que precisam ir até Santos com frequência para exercer suas funções.

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Posto avançado da Antaq ocupará uma sala no prédio da antiga Dirop, ao lado do Armazém 12-A

“Com destaque, insurgiu-se a necessidade da criação do posto avançado em Santos, por ser aquele porto o principal do País em termos de movimentação, sendo que por outro lado, a representação da Antaq em São Paulo está situada na Capital, por conta das atribuições que a agência também tem quanto à fiscalização das empresas de navegação”, destacou o diretor da Antaq Fernando Fonseca.

Fiscalização

A criação do posto avançado na Cidade foi uma das 42 medidas idealizadas por um grupo interministerial que vai agir para impedir novos congestionamentos no cais santista, no período de embarque da próxima safra de grãos, que começa no mês que vem. Essa equipe é formada por técnicos dos ministérios dos Transportes e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Secretaria de Portos (SEP), que estudam formas para evitar o caos viário originado com o aumento do número de caminhões carregados com a safra, vindo em direção ao Porto de Santos.

Neste contexto, o posto avançado da Antaq na região fiscalizará a atuação dos terminais, que deverão controlar a descida de caminhões em direção à Cidade, de acordo com seu agendamento de cargas.

Durante uma apresentação ao Comitê de Logística do Porto de Santos, representantes da Antaq destacaram que pretendem agir de forma incisiva na punição de instalações que descumprirem as regras e causarem congestionamentos. Para isto, a agência pretende aplicar multas e ameaça até cancelar arrendamentos.

Para o presidente da Codesp, Renato Ferreira Barco, a instalação de um posto avançado da Antaq no Porto servirá apenas para encurtar uma distância de 80 quilômetros entre o cais santista e a Capital.

“Nós já cultivamos um ótimo relacionamento com a Antaq, que sempre está aqui quando é solicitada a sua presença. Não vejo nisso um empecilho para a Codesp. Muito pelo contrário, vejo como uma boa solução para problemas do Porto de Santos, já que hoje a Autoridade Portuária precisa informar à Antaq os fatos observados que podem prejudicar a operação portuária”, destacou Barco.

 

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Quinta-feira, 02  de Janeiro de 2014 - 15h45

 

Em 2014, arrendamentos em foco no Porto de Santos

Da Redação

As 19 determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o primeiro bloco de arrendamentos portuários em Santos e no Pará não surpreenderam empresários e especialistas do setor. Para 2014, eles esperam a conclusão das análises que darão origem aos novos editais. A expectativa é de que eles fiquem prontos em seis meses. Esta é a grande expectativa para o Ano-Novo no Porto de Santos.

Durante o período de consulta pública aberto para os arrendamentos em Santos e no Pará, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) recebeu cerca de 3 mil sugestões, dúvidas ou críticas. Na audiência pública realizada em Santos, a maior parte das manifestações era relacionada à qualidade dos estudos realizados pela Empresa Brasileira de Projetos (EBP). A relação entre o pequeno prazo para a realização dos estudos e o alto valor cobrado pela empresa já havia sido alvo de críticas do setor.

“Eu não fiquei surpreso. Esta negativa do TCU foi uma consequência da lei (12.815, a nova Lei dos Portos) que desconsidera as decisões no âmbito local. A fragilidade técnica dos estudos da EBP também ficou clara e, há muito tempo, essa questão já havia sido levantada pelo setor”, destacou o consultor portuário, Sérgio Aquino, que é ex-presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos.

Em seu voto, a relatora do TCU, ministra Ana Arraes, destacou “a desigualdade de condições oferecidas aos eventuais participantes para elaboração dos estudos, uma vez que a EBP já vinha participando das reuniões realizadas pelo governo federal, o que lhe conferiu vantagem competitiva em decorrência da assimetria de informações”. Para o consultor portuário, Marcos Vendramini, o parecer do órgão corrobora a tese de que houve favorecimento e que os estudos não foram suficientes para os arrendamentos de 11 áreas no complexo santista.

“Agora, eles (a EBP) precisarão apresentar os dados que não levantaram, já que eles não foram expostos nos estudos publicados. Tudo o que eles apresentaram foi baseado em pressupostos e a ministra do TCU observou claramente isto. Resta saber como este complemento vai acontecer”, afirmou Vendramini.

Para Aquino, os estudos que antecedem os arrendamentos deveriam ter sido feitos por técnicos do próprio governo. Neste sentido, funcionários da Autoridade Portuária, da Antaq e da Secretaria de Portos (SEP) seriam os responsáveis, já que eles sabem exatamente a realidade do sistema portuário brasileiro e, em especial, das instalações que serão licitadas.

Vendramini relembra uma preocupação já levantada por empresários durante as audiências públicas. Com a necessidade de refazer os estudos, surge a preocupação com a subcontratação de outras empresas para ajudar a conclusão do material.

Esta possibilidade preocupa interessados em concorrer no processo licitatório porque informações privilegiadas podem vazar e favorecer algum grupo. “Muitas empresas se manifestaram durante as audiências para informar que foram procuradas pela EBP, que tinha informações privilegiadas sobre todo o processo de arrendamento. Isto pode acontecer novamente. Quem garante que não?”, questiona o consultor portuário.

Futuro

Na corrida do Governo Federal contra o tempo pelos arrendamentos portuários, a pressa foi apontada pelos consultores como o fator que determinou a retomada dos estudos. No entanto, mesmo com a vontade de melhorar o sistema portuário brasileiro, ainda existem outros desafios a serem ultrapassados. Acessos logísticos e dragagem de aprofundamento são exemplos deles.

“Agora é a hora do governo parar e reanalisar o que estava sendo feito. Ele pode fragmentar os lotes e agilizar alguns processos como o de celulose ou do cais do Saboó, que não apresentaram grandes problemas. O ideal é que os lotes com os mesmos perfis fossem agrupados, assim, teríamos licitações só de contêineres ou só de granéis, por exemplo”, destacou Aquino.

 

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Sexta-feira, 03  de Janeiro de 2014 - 14h57

Monitoramento

Codesp volta a abrir licitação para instalação do VTMIS

Da Redação

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, republicou o edital da licitação para a implantação do sistema de monitoramento e informações do tráfego de navios (VTMIS) no cais santista. As propostas das empresas interessadas no serviço serão abertas no próximo dia 18 de março. A expectativa da Autoridade Portuária é concluir o processo licitatório até o final do ano.

Denominado oficialmente Vessel Traffic Management Information Syste (VTMIS ou, na tradução do inglês, Sistema de Gestão de Informações do Tráfego de Embarcações), o sistema possibilitará que a Autoridade Portuária tenha um maior controle sobre a navegação no estuário de Santos.

A reabertura da licitação era uma das prioridades da Docas no ano passado, segundo o diretor-presidente da Codesp, Renato Barco. Na primeira vez que a estatal abriu a concorrência, muitos interessados enviaram questionamentos sobre os critérios do procedimento à Codesp, que então preferiu retirar o material e refazê-lo.

Agora, as empresas que haviam adquirido o edital poderão retirar a versão atualizada do texto sem custos. Novos interessados poderão obtê-lo após o pagamento de R$ 80,00.

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Tráfego de embarcações no canal de Santos será monitorado por radares, camêras e um transponder

O projeto executivo, a gestão de seu andamento, a integra-ção dos serviços e o fornecimento dos equipamentos, do software e do hardware estão entre as obrigações da empresa vencedora. Além disso, a firma (ou consórcio) escolhida será responsável por capacitar os servidores da Codesp e de entidades parceiras, como a Marinha do Brasil (por meio da Capitania dos Portos de São Paulo), a operar o sistema.

Para que o VTMIS seja implementado, será necessária a instalação de quatro pontos de monitoramento do tráfego marítimo. Eles serão colocados na Ilha da Moela, na Ponta de Itaipu e em Conceiçãozinha, os três em Guarujá, e na Ilha Barnabé, em Santos.

O centro de controle de todos os dados ficará na antiga Ponte de Inspeção Naval, hoje desativada, na Ponta da Praia, em Santos. Lá, acontecerá o processamento e a supervisão das informações, além das comunicações com as embarcações, por meio de um sistema de rádio VHF marítimo.

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Centro de controle do VTMIS ficará na antiga Ponte de Inspeção Naval

Equipamentos

O VTMIS também contará com um sistema de radar, câmeras inteligente de longo alcance e um transponder AIS (Automatic Identification System, um sistema de identificação automática), além de sensores meteorológicos.

O radar, além de auxiliar a navegação, guiará o AIS na detecção de embarcações menores ou que não emitam sinais de transponder. Os dois equipamentos vão ajudar as câmeras inteligentes a filmar embarcações monitoradas.

Já os sensores meteorológicos vão servir para coletar dados climáticos e de visibilidade nas vias de navegação. Eles serão instalados em uma estação meteo-oceanográfica, que coletará dados sobre o clima e os movimentos de maré com o auxílio de dois marégrafos. Assim, os operadores da central poderão estimar, de forma precisa, a profundidade dos berços do Porto, auxiliando na atracação de navios.

Investimento'

O investimento previsto inicialmente para a implantação do VTMIS em Santos era de R$ 19,4 milhões, desde que fosse implementado através do Reporto (programa de isenção de impostos do Governo). Mas, para privilegiar questões ambientais, o valor da implantação do sistema poderá chegar a R$ 36,5 milhões.

Deste total, R$ 20 milhões serão custeados pela Secretaria de Portos (SEP), montante a ser aportado ao longo de 42 meses. Já o restante virá do caixa da Codesp.

 

 

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Sexta-feira, 03  de Janeiro de 2014 - 15h15

Açúcar

Diminui filas de navios nos portos brasileiros

Estadão Conteúdo

O total de navios que aguardavam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 36 para 32 na semana encerrada na última terça-feira, 31 de dezembro, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o próximo dia 12.

De acordo com o levantamento da empresa, foi agendado o carregamento de 1,11 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada em Santos, de onde vão sair 670,23 mil toneladas, ou 60% do total. Tradicionalmente, o cais santista responde por dois terços das exportações brasileiras.

Paranaguá (PR) responderá por 27%, com 302,80 mil toneladas.

Maceió (AL) terá embarques de 111,50 mil toneladas (10%) e Recife (PE), de 31,85 mil toneladas (3%).

Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 30 mil toneladas. No da Rumo, os embarques devem somar 540,48 mil toneladas no período analisado, e no da Cargill, 99,75 mil toneladas.

A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP (açúcar bruto de alta polarização), com 1,05 milhão de toneladas a granel. Os embarques do tipo A-45 somam 31,85 mil toneladas e os de açúcar refinado cristal B-150, 34 mil toneladas. O açúcar cristal e o A-45 são embarcados ensacados.

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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013 - 15h32
Acessos

Pátios vão evitar congestionamentos no próximo ano

Da Redação

Com a chegada do novo ano e as projeções da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apontando que, em 2014, o Porto de Santos movimentará 7% a mais de cargas, chegando a 122 milhões de toneladas de mercadorias – sendo quase 50 milhões de toneladas apenas de granéis agrícolas–, surge a preocupação com novos congestionamentos nos acessos ao complexo santista. Mas o problema, que chegou a níveis recordes em fevereiro, março e abril deste ano, levando ao caos o sistema viário, não deverá se repetir. Pelo menos é o que garante o diretor-presidente da Codesp, Renato Barco.

Segundo o executivo, pátios reguladores que serão implantados na região e no Interior do Estado vão evitar o colapso.

No início deste ano, entrar ou sair da Baixada Santista virou uma tarefa quase impossível. O grande fluxo de caminhões vindos das regiões produtoras do Centro-Oeste, carregados com soja e milho em direção ao Porto de Santos, fez com que o acesso à Cidade ficasse completamente congestionado.

As dificuldades no trânsito levaram importadores chineses a desistir de comprar commodities que seriam embarcadas no Porto de Santos. E esses mesmos problemas fizeram com que parte das cargas programadas para serem carregadas nos terminais da região fosse levada para o Porto de Paranaguá (PR).

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Chegada descontrolada de caminhões no início do ano congestionaram as estradas da região

Além da demora, os congestionamentos impulsionaram o preço do frete rodoviário – naturalmente mais caro que o ferroviário e o aquaviário, a ponto de representar um gasto maior, em um embarque de soja, do que o total gasto para transportar a carga de navio do cais santista até a Ásia ou a Europa.

“Sem dúvida nenhuma, o que houve de mais marcante neste ano foram, indiscutivelmente, os congestionamentos. E até hoje não se sabe exatamente por qual razão eles aconteceram. Claro que existiram fatos que colaboraram para eles terem acontecido, mas no frigir dos ovos, muita coisa não tem resposta”, afirmou o presidente da Codesp.

Barco se refere ao volume de granéis movimentados no segundo semestre, sem a incidência de congestionamentos nos acessos viários ao Porto. Enquanto em março, no auge do caos, foram embarcadas 9,3 milhões de toneladas de mercadorias pelo complexo, em agosto, o cais santista registrou a marca de 11,4 milhões de toneladas e sem grandes filas. “Houve movimento pesado, sim, não só de caminhões como de carros, mas nada que pudesse chegar perto daquilo que foi vivido principalmente no começo do ano”, afirmou Barco.

Medidas

Após o caos viário, a Codesp intensificou o agendamento de cargas com os terminais portuários. Além disso, a questão chamou a atenção do Governo Federal, que criou um grupo interministerial para cuidar dos problemas de acesso ao maior porto brasileiro. Nessa força-tarefa, a Secretaria de Portos (SEP) e os ministérios dos Transportes e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento atuam em conjunto para solucionar o problema.

O grupo elaborou um pacote com 42 medidas, que deverão ser adotadas até fevereiro próximo, para evitar novos congestionamentos nos acessos a Santos. Entre elas, a principal é a implantação de novos pátios reguladores no Planalto.

Para isto, a Codesp já abriu chamada pública para que proprietários de grandes áreas se apresentem para a implantação dos bolsões. Vale lembrar que, para abrir um pátio regulador, não são necessárias grandes intervenções. Por isso, com as áreas, a Codesp estima utilizar os pátios já no primeiro trimestre do próximo ano.

“Até o dia 20 (de janeiro), interessados podem se manifestar. Temos informações de empresas que vão se posicionar favoravelmente. Assim, acho que (as filas de caminhões nos acessos ao Porto) não voltam a se repetir. Há medidas sendo tomadas, principalmente a ação conjunta de vários órgãos do Governo, que entenderam a gravidade da situação”, afirmou Barco.

Em breve, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) fará a cessão de duas áreas para que a Codesp as utilize como pátios de apoio. A primeira, em Campinas, tem 180 mil metros quadrados. A segunda, com 150 mil metros quadrados, fica em Ribeirão Pires.

Um terceiro pátio será implantado. E em Santos. Ele ficará no terreno da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) na Alemoa, sob a responsabilidade da Autoridade Portuária desde abril do ano passado. De acordo com Barco, a área começará a ser utilizada no início do próximo ano.

“Sobre essa área, de 226 mil metros quadrados, na Alemoa, estamos resolvendo problemas ambientais e já temos um projeto para atender à demanda imposta pelo Ibama. A ideia é utilizarmos este terreno ainda nos primeiros meses do ano”, explicou o presidente da Companhia Docas.

A ideia da Codesp e do Governo é que os caminhões carregados sejam barrados nesses pátios e só possam seguir viagem se o pátio seguinte ou o Porto tiverem condições de recebê-los. Respeitando essas regras, em caso de filas, elas se formarão nos pátios mais distantes, longe dos acessos ao Porto de Santos e à Baixada Santista.

 

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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013 - 15h06
Porto de Santos

Portolog vai sincronizar chegada de cargas e navios nos terminais portuários

Da Redação

Apontado como uma das saídas contra o caos viário nos acessos ao Porto de Santos, durante o escoamento da safra agrícola, o Portolog - Cadeia Logística Portuária Inteligente irá sincronizar as datas de chegada dos navios e das cargas nos terminais do cais santista. O serviço será feito em conjunto com o agendamento já implantado pela Codesp, estatal que administra o cais santista. Aos terminais que descumprirem as novas regras, estão previstas a aplicação de multas e até suspensões.

Intensificado no primeiro semestre deste ano, o agendamento da Docas prevê o envio, pelos terminais portuários, de suas programações de recebimento de cargas. Esses dados são cruzados com a capacidade de armazenamento dessas instalações.

Agora, com o projeto Portolog, apresentado pela SEP há duas semanas, todo trajeto da mercadoria poderá ser rastreado. A programação e o credenciamento de veículos também serão feitos antecipadamente pela transportadora responsável pelo trajeto da carga.

“O princípio do Portolog é o mesmo do agendamento da Codesp. A diferença é que esse novo sistema é muito mais informatizado e permite captar informações desde a origem da carga, com ligações diretas e janelas através do computador”, destacou o presidente da Codesp, Renato Barco.

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O sistema Portolog foi apresentado pelo ministro da Secretaria de Portos, Antônio Henrique Silveira (à direita)

No próximo mês, o Portolog começará a ser implementado de forma experimental. O programa entrará em funcionamento definitivo em fevereiro.

De acordo com as regras a serem implantadas pelo Governo, antes de chegar ao Porto, os caminhões serão direcionados para pátios de triagem localizados no Planalto. Os veículos ficarão retidos nessas áreas até que sejam agendados no Portolog. Em seguida, se houver vaga, serão encaminhados para um dos pátios localizados na Baixada Santista. Lá, eles serão recepcionados automaticamente e informados do horário de saída para os terminais portuários.

“Este sistema, aliado às obras que segregam o tráfego de trens e caminhões na Margem Esquerda (Guarujá) e às adaptações que fizemos na Rua do Adubo (acesso viário à Margem Esquerda), nos faz acreditar que teremos um novo ano sem grandes problemas, sob o ponto de vista viário no Porto de Santos. Não acreditamos em novos congestionamentos como os desse ano”, destacou Barco.

Punições

Questionado sobre a eficácia do programa, voltado mais à identificação dos causadores dos congestionamentos do que ao impedimento das filas, o presidente da Docas destacou as tratativas que visam à punição de instalações que chamam mais cargas do que podem receber. “A grande novidade é que os estudos estão muito evoluídos para a aplicação de sanções pesadas aos causadores dos congestionamentos. Pátios reguladores e auxiliares vão receber veículos que serão encaminhados para essas áreas à medida que surgirem sem agendamento”, informou Barco.

Também está prevista a instalação de uma unidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em Santos, para atuar na fiscalização das instalações. A ideia da agência reguladora é cobrar o cumprimento do agendamento de forma incisiva, aplicando multas e, em caso de reincidência, suspensão de operações.

 

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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013 - 15h05
Canal

Governo inicia consulta pública da licitação da dragagem de Santos

Da Redação

A Secretaria de Portos (SEP) iniciou ontem os preparativos para a abertura da licitação da dragagem de manutenção do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos, dos berços de atracação e de seus acessos. Até o próximo dia 12, o termo de referência do edital da concorrência ficará disponível para consulta pública.

Os projetos básico e executivo e a execução da obra serão atribuições da empresa vencedora da licitação. Isto inclui também estudos e as operações de mobilização e desmobi-lização, além da dragagem de manutenção no canal de acesso e em seus 59 berços. Conforme publicado em A Tribuna, na edição do último dia 29, o serviço está orçado em R$ 550 milhões e a vencedora o executará por três anos.

Atualmente, a SEP é responsável apenas pela dragagem do canal de navegação. O aprofundamento das bacias de evolução (o trecho do canal que fica entre a calha central e os pontos de atracação) e dos berços é de responsabilidade da Codesp, a Autoridade Portuária de Santos.

No entanto, o contrato de aprofundamento vigente, que também inclui a manutenção do canal de navegação, se encerra amanhã. Firmado com o consórcio Draga Brasil, o serviço foi suspenso pela SEP.

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Novo contrato da dragagem de manutenção do Porto de Santos terá três anos de validade

A empresa vencedora da futura licitação, parte do segundo Plano Nacional de Dragagem, será responsável por manter a profundidade já alcançada pelo consórcio Draga Brasil, que foi contratado para aprofundar o canal de navegação a 15 metros.

“Nós aguardamos ansiosos a publicação deste edital pela SEP, principalmente por conta do fim do contrato com a Draga Brasil. Com a natureza geográfica do Porto de Santos, as atenções se voltam para a manutenção das profundidades”, destacou o diretor-presidente da Codesp, Renato Ferreira Barco.

Nessa fase de consulta, a SEP disponibiliza o documento para comentários e sugestões da sociedade. A pasta espera colher subsídios e informações para o processo licita-tório. Interessados em contribuir com sugestões podem ter acesso ao termo de referência no endereço eletrônico www.portosdobrasil.gov.br. Já as manifestações poderão ser encaminhadas para o e-mail licitacao.santos@portosdobrasil.gov.br.

BERÇOS E ACESSOS

A licitação emergencial para a execução de obras de dragagem de aprofundamento apenas dos berços de atracação do Porto e de suas áreas de acesso não faz mais parte dos planos da Autoridade Portuária. A ideia de contratar uma nova empresa para o serviço foi descartada após 12 tentativas de convites, todos sem sucesso.

Com isso, a Docas decidiu esperar o novo certame da SEP, que definirá a firma responsável pela dragagem do canal de navegação, dos acessos e dos berços santistas.

Após admitir dificuldades financeiras, a Bandeirantes Dragagem, selecionada para a execução da dragagem dos berços e seus acessos, teve o contrato encerrado com a Docas. As condições financeiras foram apontadas pela empresa como o grande problema para a execução da obra. Isto porque a empresa foi contratada ao pedir R$ 16,1 milhões para dragar os berços do Porto por um período de 12 meses. Este prazo foi contado a partir da contratação, em outubro do ano passado.

Diante do problema, a estatal decidiu abrir uma concorrência em caráter emergencial para garantir a execução do serviço, imprescindível para manter a segurança das operações. De acordo com Barco, 12 empresas foram convidadas a participar do processo licitatório. Onze recusaram o convite e uma outra apresentou um preço impraticável.

“Diante disso e na iminência da publicação do edital da dragagem de canal, berços e acessos da SEP, resolvemos esperar o andamento das coisas. Por isto é tão importante unificar todas as dragagens. Assim, teremos uma única empresa responsável pela manutenção da profundidade no Porto de Santos”, destacou o presidente da Codesp.

 

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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013 - 15h19
Obras

Porto espera entrega de três novos projetos

Da Redação

O primeiro semestre do próximo ano será marcado pela entrega dos projetos executivos de três obras prioritárias para o Porto de Santos – a passagem rodoviária subterrânea na região do Valongo, o Mergulhão; o trecho da Avenida Perimetral da Margem Direita que vai da Alemoa até o Mergulhão; e o trecho que vai do Canal 4 à Ponta da Praia.

“A nossa estimativa é que, neste semestre, nós tenhamos recebidos esses projetos executivos. Com eles em mãos, partimos para as licitações das obras”, destacou o diretor-presidente da Codesp, Renato Ferreira Barco.

O primeiro projeto a ser entregue será o da Avenida Perimetral no bairro da Ponta da Praia, no dia 28 de fevereiro. As obras, que vão levar 24 meses, contemplarão a remodelação da Avenida Mário Covas e a instalação de um viaduto no trecho entre o Canal 5 e a Avenida Pedro Lessa. A ideia é criar um novo acesso aos veículos que seguem aos terminais instalados nessa região.

Em maio, está prevista a conclusão do projeto executivo do Mergulhão. O equipamento, que se estende por 1,6 quilômetro, desde a entrada do Ecoporto Santos até o Armazém 8, no Valongo, terá três pistas em cada sentido. Com o remanejamento da ferrovia no local, a obra eliminará o principal gargalo viário na área do Porto de Santos.

Já no final do primeiro semestre, está prevista a conclusão do projeto executivo do trecho 1 da Avenida Perimetral da Margem Direita, que vai da Alemoa ao Mergulhão, com uma extensão de, aproximadamente, 2,5 quilômetros. Serão construídos dois viadutos para garantir o tráfego contínuo em um local que concentra a maior demanda de fluxo de entrada e saída na região portuária em Santos.

Ainda neste ano, será assinado o contrato para a elaboração do projeto executivo da segunda fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda (Guarujá). O empreendimento terá 33 mil metros quadrados de área, entre viadutos e pontes.

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Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013 - 16h41
Comemoração

Capitania presta homenagens a autoridades

Da Redação
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Civis e militares receberam a medalha Amigo da Marinha

A Marinha do Brasil comemora o Dia do Marinheiro nesta sexta-feira, data do nascimento de seu patrono, o almirante Joaquim Marques Lisboa, conhecido como Marquês de Tamandaré. A data foi celebrada na última quinta, na Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), com homenagens a civis e militares que prestaram serviços relevantes à Armada.

Pela manhã, às 8h30, aconteceu a tradicional aposição floral no busto do Almirante Tamandaré, que fica no jardim da orla, nas proximidades do Canal 5.

Falecido no Rio de Janeiro (RJ) em março de 1897, o patrono da Marinha deixou em seu testamento o último pedido. “Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: Aqui jaz o velho marinheiro!”

Em seguida, às 10h30, aconteceu a troca de insígnias de militares promovidos. As medalhas de Mérito Militar e Mérito Marinheiro também foram entregues, assim como a Medalha Amigo da Marinha.

A última foi criada para homenagear personalidades civis e militares de outras forças, sem vínculo funcional com a Marinha do Brasil. Instituições que atuam na divulgação da mentalidade marítima e na defesa dos interesses da Força Armada também podem ser indicadas ao prêmio.

Ontem, foram homenageadas 14 pessoas. A diretora do Fórum Federal de Santos, a juíza federal Alessandra Nuyens Aguiar Aranha, foi uma das agraciadas, assim como o comandante do Núcleo da Base Aérea de Santos (Nubast), Alexandre Jannuzzi Peçanha, o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Bechara Abdala Pestana Neves, o diretor de Operações Ambiental da Prefeitura de Bertioga, Bolivar Barbanti Junior, e o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Santos, Cleiton Alves dos Santos João Simões.

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Flores foram colocadas no busto do Almirante Tamandaré, na orla

O delegado da Polícia Marítima (Depom) em Santos, Ciro Tadeu de Moraes, o tenente-coronel da Polícia Miliar (PM) Eduardo Nocetti Holms e o comandante do 2º Batalhão de Infantaria Leve – 2º BIL, Fernando Civolani Lopes, também estavam entre os homenageados pelos serviços prestados à Marinha.

A lista de agraciados ainda segue com o delegado-chefe da Polícia Federal (PF) em Santos. Reinaldo Campos Sperandio, o delegado da PF Júlio César Baida Filho, o chefe do Estado-Maior da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, Julio César Natividade, e o gerente de Planejamento e Gestão da Petrobrás, Luiz Amaury Rediguieri, assim como o gerente-geral da Petrobrás em Santos, Osvaldo Kawakami, e o presidente do Clube do Leme (associação que reúne executivos do setor de navegação na região), Wlademir Xavier.

 

 

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Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2013 - 17h16

Debate discute logística dos portos pelo País

Da Redação

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, participou na última quarta-feira, no Senado, da audiência pública “Investimento e gestão: desatando o nó logístico do país". O senador Fernando Collor (PTB-AL) presidiu a sessão, realizada pela Comissão de Infraestrutura.

Para Brito, a Lei 12.815/2013, o novo marco regulatório dos portos, trouxe mudanças importantes para o setor. Uma delas é que os terminais de uso privado agora têm a liberdade para movimentar carga própria ou de terceiros.

Com a nova legislação, o objetivo do Governo é dar maior eficiência ao setor portuário. “Eliminar gargalos existentes, reduzir custos, otimizar os portos organizados, facilitar a implementação dos terminais privados e promover o aumento da competitividade visando melhorar a prestação de serviços são algumas metas do novo marco regulatório”, disse Brito.

O diretor-geral também destacou que “precisamos melhorar nossa eficiência. Para isso acontecer, é preciso que se tenha competição, tecnologia e investimentos. Além disso, é importante que se vença alguns desafios. Um deles é melhorar os acessos terrestres. O outro é reduzir a burocracia. Devemos, ainda, investir na integração intermodal e dar profissionalismo à nossa gestão portuária.”

Além do diretor-geral da ANTAQ, participaram do encontro o diretor da Construtora Sultepa, Ricardo Lins Portella Nunes, o engenheiro Silvio dos Santos, do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) da Universidade Federal de Santa Catarina, e a economista da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Priscila Santiago.

 

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Terça-feira, 03 de Dezembro de 2013 - 17h32

 

Receita Federal Novo sistema de fiscalização deve agilizar os processos de liberação de cargas Da Redação Agilizar a fiscalização das cargas movimentadas no Porto de Santos e, consequentemente, sua liberação para embarque ou para seu importador. Esta é a expectativa da Secretaria da Receita Federal (SRF) com a entrada em operação de sua nova ferramenta, a Central de Operações e Vigilância (COV). O sistema concentra as imagens de 1,5 mil câmeras instaladas na região portuária em um único local, onde os servidores da Alfândega podem analisá-las virtualmente. Idealizada em 2004 e inaugurada no último dia 19, a COV integra o Plano Nacional de Segurança Aduaneira, que inclui projetos em informa-tização e uso da tecnologia para a agilização dos despachos aduaneiros. A central surge como exigência da Lei 12.350/2010 e da Portaria da Receita Federal nº 3518/2011. Conforme reportagem publicada em A Tribuna no dia 20 passado, o monitoramento é feito através de computadores e vídeos, que permitem a visualização das imagens de câmeras e escâneres de cargas à distância. O sistema também possibilita o acesso a dados das mercadorias e a todo o controle das operações aduaneiras nos recintos alfandegados. “No Porto de Santos, há câmeras nas áreas de desova (retirada da carga de um contêiner) e estufagem (armazenagem de cargas em um contêiner), de modo a trazer mais segurança para a cadeia logística, já que (as imagens das operações) ficam gravadas e podem ser verificadas em momento posterior, caso necessário. São aproximadamente 1,5 mil câmeras”, explicou o inspetor da Alfândega do Porto de Santos, Cleiton Alves dos Santos João Simões, em entrevista a A Tribuna na última semana. A agilidade na fiscalização esperada pela Receita Federal será possível pois, com a central de vigilância, quando for necessário inspecionar um carregamento, isso poderá ser feito através das próprias câmeras de segurança. Pelo menos em alguns casos. “Esclarecemos que a conferência física deve ocorrer nos casos previstos na legislação. Agora, ela poderá ser presencial ou remota, via COV. O servidor responsável pelo despacho deve ter a convicção de que está tudo certo para liberar. Algumas vezes, apenas a imagem do escâner pode ser suficiente. Em outras, pode-se juntar a análise da imagem do escâner com a verificação remota. Em outros casos, a conferência física precisará ser presencial”, destacou Cleiton Simões. Segundo o inspetor-chefe, quatro servidores da Divisão de Vigilância e Controle Aduaneiro (Divig) se revezam em plantões para garantir a fiscalização virtual durante as 24 horas do dia. Eles podem consultar todos os sistemas informatizados da Receita Federal, além de liberar ou bloquear as cargas de importação ou de exportação. Transmissão O desenvolvimento da COV contou com a ajuda da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), que desenvolveu um sistema unificado para a transmissão dos sinais das câmeras e dos escâneres das empresas, até os computadores da Aduana. A adoção de um sistema padronizado, compartilhado pelos terminais, acabou reduzindo os custos para a armazenagem e a transmissão desses dados. “Os recintos têm a obrigação de enviar as imagens das câmeras para a Alfândega. Acharam mais econômico fazer um condomínio com transmissão centralizada, coordenada pela Abtra. Além das imagens das câmeras, chegam à COV as imagens dos contêineres escaneados. Os servidores da Receita designados para fazer a análise de risco verificam as imagens das câmeras em conjunto com as do escâner”, explicou o inspetor. Os escâneres referidos foram instalados no último mês de setembro, também atendendo a uma exigência da Receita Federal. Uma norma da SRF exige que todos os contêineres que desembarcam no cais santista sejam inspecionados com o uso desses equipamentos. Armazenagem Conforme as regras da Aduana, as imagens captadas por câmeras e escâneres devem ficar armazenadas por 90 dias na COV. Porém, para a garantia da segurança aduaneira, a Alfândega de Santos determinou, através de portarias, o armazenamento de dados de controle pelo prazo de cinco anos. ----------------------------------------

 

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Segunda, 02 Dezembro 2013 18:17

Nova rota entre Amazonas e Oriente garante acréscimo de 9% às importações

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Vindo da Ásia com aproximadamente mil contêineres de insumos e produtos manufaturados para atender a demanda do comércio e das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), atraca na tarde desta terça-feira (3), no Terminal Portuário Chibatão, o navio Bux Harmony.

 

A embarcação com capacidade para 2,7 mil TEUs e 215 metros de comprimento, faz parte da frota do armador CMA-CGM, onde integra o recém implantado sistema Brasex, que vai elevar em 9% a movimentação de cargas e produtos na rota entre Amazonas/Oriente em 2013.

Foto: Hudson Fonseca/Grupo Chibatão Porto Chibatão é um complexo portuário privado com grande participação no estado do Amazonas

De acordo com o gestor do Porto Chibatão, Jhony Fidelis, com a implantação do novo serviço – que inclui ainda portos na Costa Leste da América do Sul, Caribe e América Central – a periodicidade de navios da armadora que operam em Manaus passa a ser semanal.

“Isso significa que a economia, especialmente a do Amazonas, está aquecida, não apenas pelas festas de final de ano, mas pelas boas perspectivas para 2014, com acréscimo na produção em diversos setores do PIM”, avalia Fidelis.

Ainda de acordo com o gestor, o porto, o maior e o principal da Região Norte do País em área e em movimentação de cargas, prossegue com o programa de contratar mão de obra especializada e de renovação tecnológica os equipamentos.

“Estamos aprimorando os processos administrativos e operacionais para atender com mais eficiência os armadores e também a economia do Estado e da região”, acrescentou.

 

 

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Sábado, 30  de Novembro de 2013 - 15h56

 
Santos

Prefeito sanciona lei que proíbe operação de grãos na Ponta da Praia

Leopoldo Figueiredo
N/A
Ministro e prefeito de Santos se encontraram na 5ª-feira

A lei que proíbe a operação de grãos e outros granéis sólidos na área insular de Santos, onde está a Margem Direita do Porto, foi sancionada nesta sexta-feira pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa. A medida visa evitar que novos terminais de soja e fertilizantes sejam instalados na Cidade – exatamente o que pretende o Governo Federal com seu primeiro pacote de licitações de áreas portuárias. Os editais das concorrências para o arrendamento de áreas do cais santista devem ser publicados em cerca de três semanas.
A proibição está entre as alterações propostas pela Prefeitura à Lei de Uso e Ocupação do Solo. As modificações foram aprovadas pela Câmara de Vereadores nesta semana e, na noite desta sexta-feira, sancionadas pelo chefe do Executivo. Os textos com essas alterações estão na edição de hoje do Diário Oficial do Município.
A medida aprovada veda a implantação de terminais portuários para a operação de granéis sólidos, como soja, açúcar, sal, farelos cítricos e fertilizantes, na área insular. Mas faz uma ressalva para as instalações localizadas entre a Avenida Conselheiro Nébias (que encontra o Porto no Centro) e a Rua Octávio Correia (que chega à zona portuária na Ponta da Praia) – o trecho entre o Armazém 8 e o Terminal 35 (Libra Terminais), onde estão os armazéns açucareiros e a unidade de movimentação de sal em Outeirinhos. De acordo com a Prefeitura, essas unidades estão regularmente instaladas e, portanto, sua atividade será permitida. Mas essas empresas terão de pagar uma outorga onerosa.
Ao sancionar a lei, o objetivo do prefeito Paulo Alexandre é impedir a operação de soja na zona portuária rente às áreas residenciais da Ponta da Praia, eliminando o forte odor e a emissão de partículas decorrente da movimentação desses produtos. Segundo Barbosa, o índice de poluição no bairro é o maior do Estado. A qualidade do ar nessa região é pior até do que em Cubatão, onde fica o principal polo industrial do Litoral Paulista.
O chefe do Executivo defende que a armazenagem e o embarque dessas cargas sejam transferidos para a Área Continental de Santos, local natural para a expansão do cais santista. Mas o próprio ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, descartou tal opção neste momento, argumentando que levaria alguns anos para a construção de terminais na região proposta e o complexo portuário não pode deixar de atender essa carga, estratégica para a balança comercial brasileira, durante tanto tempo.
Como contrapartida, o secretário municipal de Assuntos Marítimos e Portuários de Santos, José Eduardo Lopes, propôs que, enquanto os terminais da Área Continental fossem construídos, outras instalações do Porto, com capacidade ociosa, poderiam absorver a movimentação de grãos destinada aos armazéns da Ponta da Praia. O projeto foi encaminhado no último dia 13 à Secretaria de Portos (SEP) e à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

 

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Sexta-feira, 29  de Novembro de 2013 - 16h07

 
Porto de Santos

SEP publicará editais de licitação de terminais em três semanas

Da Redação

Os editais de licitação para o arrendamento de 11 áreas no Porto de Santos serão publicados em cerca de três semanas, segundo o ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira.

O titular da Secretaria de Portos (SEP) esteve em Santos ontem, na cerimônia de inauguração das instalações da Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa, na Margem Direita do complexo. Em seu discurso, Silveira informou que o resultado da análise técnica feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o pacote de licitações deve ser concluído e votado pelo órgão em uma reunião no próximo dia 10.

Aguardado desde o início do mês, o parecer do TCU é visto como a última etapa, composta por quatro fases. A primeira é a atual, onde o orgão interessado elabora um relatório sintético sobre os estudos de viabilidade técnica e econômica do empreendimento, com informações sobre seu objeto, área e prazo de concessão. Investigações, levantamentos, projetos, obras e despesas ou investimentos já efetuados, vinculados à outorga também são analisados, assim como estudos de impactos ambientais gerados com o início das operações.

“No próximo dia 10, haverá uma reunião para examinar os relatórios sobre os arrendamentos em Santos e no Pará. Uma vez confirmadas, lançaremos os editais até meados de dezembro”, explicou o ministro dos Portos.
Grãos na Ponta da Praia

Os impactos ambientais decorrentes das operações com granéis sólidos são considerados o grande ponto de discordância entre o Governo Federal e a Prefeitura de Santos. Um dos projetos mais polêmicos deste primeiro pacote de licitações é o que destina terminais da Ponta da Praia para a movimentação de grãos.

A ideia do Governo é criar duas instalações graneleiras no bairro. Uma, explorada pela operadora ADM e a outra reuniria armazéns graneleiros da região – com a maior área, haveria uma maior capacidade de embarque. Mas para a Administração Municipal, isso pioraria ainda a qualidade do ar no bairro, considerada pela Cetesb a pior do Estado, devido a emissão de partículas decorrentes deste tipo de operação.

Conforme divulgado por A Tribuna, há cerca de duas semanas, a Prefeitura enviou uma nova proposta à SEP, apontando a possibilidade de outros terminais instalados no cais santista absorverem a demanda de movimentação de granéis.

De acordo com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, presente na cerimônia de ontem, a lei municipal que altera a Lei de Uso e Ocupação do Solo, proibindo novos contratos de terminais graneleiros na Ponta da Praia, foi aprovada na Câmara nesta semana e será sancionada em breve.

Questionado sobre a mudança na legislação, o ministro dos Portos se limitou a dizer que “está analisando” a possibilidade apresentada pela Prefeitura, mas não entrou em detalhes

 

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Quinta-feira, 28  de Novembro de 2013 - 16h03

 
Porto de Santos

Construção de pátio em São Paulo pode ajudar a reduzir congestionamentos

Da Redação

Um pacote com 42 medidas que deverão ser adotadas até fevereiro próximo pode ajudar a evitar novos congestionamentos nos acessos à Baixada Santista e ao Porto de Santos, especialmente durante os meses de escoamento da safra agrícola. É o que garante o coordenador do grupo interministerial que estuda o assunto, o assessor especial do Ministério dos Transportes, Francisco Rocha Neto.

Entre as providências, estão a implantação de uma filial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em Santos e a construção, na grande São Paulo, de um pátio regulador para servir os usuários do complexo marítimo.

Essas medidas foram apresentadas por Rocha Neto na tarde de ontem, durante reunião do Comitê de Logística do Porto de Santos, na sede da Codesp. O material será entregue nos próximos dias aos ministros Antônio Henrique Silveira (Portos), César Borges (Transportes) e Antônio Andrade (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Durante o encontro de ontem, o assessor recebeu críticas e sugestões da comunidade portuária e prometeu estreitar relações com as prefeituras da região.

O grupo interministerial coordenado por Rocha Neto surgiu no início deste ano, quando graves congestionamentos, causados pelos caminhões que traziam a safra agrícola para o Porto, levaram o caos às estradas da região. Em março, no pico do colapso, importadores chineses chegaram a cancelar a compra de soja brasileira após atrasos no embarque de mercadorias.

“O Brasil passou vergonha e tudo isso aconteceu, comprovadamente, por ineficiência nossa. Nós (o grupo interministerial) sabemos que não será possível eliminar o problema, mas precisamos minimizá-lo”, destacou o coordenador.

Para o representante da pasta dos Transportes, a principal medida a ser adotada é a definição do local – de preferência no alto da Serra do Mar – onde será instalado um novo pátio para a recepção de caminhões que se destinam ao cais santista. Nas próximas semanas, a Codesp, Autoridade Portuária de Santos, deverá publicar um edital para a manifestação de empresas interessadas em viabilizar o empreendimento. O ideal é que ele seja construído fora da Baixada Santista, para que retenha os veículos antes de descerem a serra.

“O edital está quase pronto e esse é um grande passo. Conseguindo reter o caminhão no Planalto, não vai ter multa. O objetivo é fazer com que ele não desça se não houver capacidade de recebê-lo. Queremos evitar paralisar operações e multar terminais”.

Antaq em Santos

Na segunda semana de janeiro, está prevista a instalação de uma filial santista da Antaq. A ideia é que a agência reguladora acompanhe melhor o cotidiano do complexo marítimo.

Ainda não se sabe o local onde o posto avançado será implantado. Mas entre suas primeiras atribuições, está a elaboração de normas para que os terminais façam o agendamento de veículos antes que eles venham em direção ao cais santista. Em caso de descumprimento, a agência promete multar e até suspender o arredamento das instalações.

Com o novo marco regulatório do setor portuário, a Lei nº 12.815, a Antaq ampliou suas atribuições, enquanto a Codesp, estatal que administra o complexo santista, teve seu poder de decisão ainda mais reduzido. Por este motivo, técnicos da agência reguladora se instalarão na Cidade para fiscalizar as operações portuárias.

“Com as mudanças no marco regulatório, a Codesp pode fiscalizar, mas não pode autuar. Por isso, a necessidade de uma unidade santista da Antaq, que poderá, inclusive, fiscalizar o acesso de veículos que seguem para o Porto de Santos”, destacou Rocha Neto.

 

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Quinta-feira, 28  de Novembro de 2013 - 11h39


 
Alex Muniz comenta que no inicio de 2007 esta area é era um mangue e antigamente éra um lixão, conforme informado pela empressa o terreno passou por um tratamento de resido limpando a area do mangue. Comenta tambem que este é mais um  terminal para fazer o Porto de Santos melhor.
 
Visita

Ministro dos Portos vem a Santos e inaugura terminal da BTP

De A Tribuna On-line
O ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira,  esteve na manhã desta quinta-feira em Santos e participou  da cerimônia de inauguração oficial da BTP. O evento contaria com a presença da presidente Dilma. Mas, na noite da última terça, ela cancelou sua vinda a Santos. Essa seria a primeira visita que a presidente faria ao cais, desde a sua eleição em 2010.
Apesar da cerimônia de inauguração da Brasil Terminal Portuário ter sido nesta quinta-feira, a instalação, dedicada à movimentação de contêineres, iniciou suas operações no último dia 14 de agosto, recebendo navios da armadora italiana MSC.
O ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, participou da cerimônia do terminal da BTP
O ministro dos Portos, Antônio Henrique Silveira, participou da cerimônia do terminal da BTP
O terminal, com 490 mil metros quadrados, começou a ser implantado em 2007. O empreendimento representou um investimento de R$ 1,8 bilhão. Desse total, 20% foram destinados à recuperação ambiental do terreno onde a instalação foi construída, já que antigamente o local era conhecido como Lixão da Alemoa.
O projeto do terminal prevê a movimentação tanto de contêineres como de granéis líquidos. Quando totalmente implantado, será possível operar 1,2 milhão de TEUs (sigla de twenty-feet equivalent unity, traduzido como unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos por ano.re.me/gNEeu

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Segunda-feira, 25  de Novembro de 2013 - 15h41

 
Investigação

Operação da Polícia Federal desmantela quadrilha que agia no Porto de Santos

De A Tribuna On-line

Três pessoas foram presas nesta segunda-feira pela Polícia Federal após uma investigação conjunta de combate à sonegação fiscal, descaminho e evasão de divisas no Porto de Santos. De acordo com informações da polícia, empresários, despachantes aduaneiros e servidores da Alfândega estavam envolvidos no esquema. Duas pessoas ainda estão sendo procuradas.
A investigação, segundo informações da Polícia Federal, teve início em 2010. “Foram identificadas, através de fiscalizações, remessas, algumas cargas sendo recebidas no Porto de Santos, de maneira suspeita”, afirmou o chefe da delegacia da Polícia Federal em Santos, Júlio Cesar Braida. Ainda conforme o chefe da PF, foram realizadas ainda interceptações de documentos e telefônicas, além de análise de produtos.
Ainda conforme Braida, mercadorias eram introduzidas no Brasil, por meio de empresas “fantasmas”, para ocultar o verdadeiro importador. “Também foi identificado um segundo grupo dedicado a mandar dinheiro para fora, por meio de informações falsas”, explicou.
Foram cumpridos 24 mandados de busca nesta segunda-feira, sendo 12 na Baixada Santista, em Santos e São Vicente; nove em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Cinco mandados de prisão também foram expedidos. Três deles já foram cumpridos.
A Polícia Federal estima que durante dois anos, cerca de R$ 500 milhões de divisas tenham saído do País, sem registro, fora do controle da Receita Federal. 

 

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Porto gente
 
Domingo, 24 Novembro 2013 21:02

Terminais de contêineres de Santos contratam trabalhadores para função de estivador

   
Cinco terminais de contêineres que operam no Porto de Santos estão contratando trabalhadores portuários para a função de estivador. Os terminais Santos Brasil, Libra, Ecoporto, Rodrimar e Brasil Terminal Portuário (BTP) oferecem salário de R$ 3.500,00 mensais, mais benefícios.

 

Estas empresas já divulgaram locais e documentos necessários para as inscrições. Os trabalhadores que já demonstraram interesse por estas contratações no Sindicato devem também procurar os locais definidos pelas empresas. Os locais de inscrição e para apresentação dos documentos também estão disponíveis no Órgão Gestor de Mâo de Obra (Ogmo), conforme os anúncios efetuados pelas empresas.

A vinculação de trabalhadores nas empresas, com registro na carteira de trabalho, com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi ajustada entre o Sindicato dos Estivadores e a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), recentemente. Pelo acordo, assinado entre o sindicato e os terminais, se prevê a contratação mista, com metade de trabalhadores vinculados e a outra metade como avulsos.

O acordo para o uso da mão de obra tem validade por 15 meses, a partir de dezembro deste ano. Cada terminal determinará o número de vinculados.

“Esta é uma grande oportunidade para os trabalhadores que quiserem se vincular como estivadores nos terminais de contêineres”, diz o diretor executivo do Sopesp, José dos Santos Martins.

As informações são do Sopesp.

 

Alex Muniz

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A Tribuna

 

Sexta-feira, 22  de Novembro de 2013 - 18h49

 
 
Operação
 

Movimento do Terminal de Contêineres cresce 9,3% de janeiro a setembro

Da Redação
O principal terminal do Porto de Santos, o Tecon registrou um aumento de 9,3% referente a movimentação de cargas entre janeiro e setembro deste ano. Somente no terceiro trimestre, o incremento foi de 3,2%.
As operações de transbordo (quando o produto é desembarcado de um navio para ser reembarcado em outro) impulsionaram esse crescimento em um total de 39,3%.
A Codesp, a Autoridade Portuária de Santos, registrou que o Tecon teve 54,4% de marketshare (participação de mercado) no complexo santista nos meses de julho e agosto. Em setembro, chegou a 54,67%.
O volume das operações de armazenagem também cresceu em 5,6% em relação ao terceiro trimestre de 2012 e 16,6% maior no acumulado do ano. Nas operações de logística, o aumento foi de 14,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Já o Terminal de Exportação de Veículos (TEV), também administrado pela Santos Brasil, manteve a tendência de recuperação do volume movimentado no segundo trimestre. Ao todo, passaram pela instalação 65.015 veículos, 30,1% a mais do que no mesmo período de 2012.
Somando todas as unidades de negócio da empresa - Tecon Santos, Tecon Imbituba, em Santa Catarina, e Tecon Vila do Conde, em Barcarena (PA) -, o volume de caixas metálicas também foi positivo, superando 3,1% na quantia operada no cais no terceiro trimestre, com 314.5 mil contêineres transportados. No acumulado do ano, o crescimento foi de 9,3%, com 904,7 mil cofres movimentados. Segundo a Santos Brasil, o mix de contêineres cheio-vazio apresentou recuperação em relação ao segundo trimestre, chegando a 75,6% de cheios.
RECEITA
A receita líquida da Santos Brasil no terceiro trimestre foi de R$ 335,9 milhões, com queda de 5,2% em relação aos R$ 354,3 milhões registrados no mesmo período de 2012. Porém, houve um crescimento de 7,5% no acumulado do ano em
comparação ao período de janeiro a setembro de 2012.
O EBITDA (total de lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) no período foi de R$ 110,6 milhões. No acumulado dos nove meses, foram R$ 399,0 milhões. Os investimentos da empresa totalizaram R$ 13,9 milhões entre julho e setembro, sendo o Tecon Santos o principal destino do montante. No segmento de logística, os recursos foram direcionados a obras civis nos centros logísticos industriais aduaneiros (Clias, recintos voltados ao beneficiamento de cargas de comércio exterior) da empresa.
As melhorias foram feitas para otimizar o fluxo interno e permitir a implantação de scanners para inspeção das mercadorias.

Alex Muniz

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Quinta-feira, 21  de Novembro de 2013 - 19h13

 
Logística

Ministros debatem escoamento da safra

De A Tribuna On-line
Os ministros Antonio Henrique Silveira (Portos), César Borges (Transportes) e  Antonio Andrade (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) vão se reunir em Brasília, na próxima semana, para discutir medidas que minimizem os problemas provocados nas cidades pelo escoamento da safra de grãos no ano que vem.
No semestre passado, no início do escoamento da safra 2013, o Porto de Santos registrou congestionamentos constantes  em seus acessos rodoviários - as rodovias Anchieta e Cônego Domênico Rangoni - devido ao excesso de caminhões, utilizados para o transporte da soja das zonas produtoras do Centro-Oeste até os terminais do cais santista. Os engarrafamentos prejudicaram tanto a atividade portuária como o cotidiano dos moradores da Baixada Santista, que ficavam presos nas estradas ao tentar se deslocar entre as cidades da região.
Com a expectativa de uma safra ainda maior, cresce o temor de autoridades e empresários de que os congestionamentos voltem a ocorrer e ainda mais intensos. Obras são planejadas para melhorar o acesso ao Porto, mas elas só devem ser concluídas nos próximos anos.
Durante sua participação no Seminário SEP de Logística. em Fortaleza (CE), o ministro dos Portos reconheceu que não há tempo para a entrega de obras para melhorar o acesso aos terminais até o início do ano. A solução será otimizar a gestão da chegada dessas cargas. “Estamos planejando uma gestão intensiva para que haja a menor interferência possível do escoamento da safra vida urbana”, disse Silveira.
Segundo o titular da Secretaria de Portos, é necessária a interação permanente entre os órgãos públicos envolvidos. “Devemos avaliar caso a caso, em cada área, para diminuir a tensão”.
Silveira destacou ter “uma preocupação conjuntural, principalmente na relação porto-cidade. Vamos dar um primeiro passo na coordenação de esforços para que o processo possa ser feito da forma mais ágil possível”.

 

Resumo de Alex Muniz

 

Alex Muniz, morador na cidade de Santos, Coordenador de Recinto Alfandegado, acredita que um bom planejamento na parte de agendamento entre cliente e terminal deve desafogar a baixada Santista, dividindo entre margem direita e margem esquerda. Tendo a quantidade de veículos autorizados temos como controlar o conjestionamento.

Obs. O que acontece é que os clientes acabam enviando a quantidade maxima de veículos desafogando o cliente e prejudicando a cidade de Santos, como já falado a melhor forma é o agendamento inteligente, visando o cliente em distribuir para as margens e quantidades autorizadas. 

Obs. Neste ano notamos algumas notificações de multas para alguns terminais, porem no meu modo de analizar noto que a multa é minima, tambem deve ser multado o proprio cliente ao desrrespeitar a obrigação de quantidade de veículos, é simples assim, dessa forma não precisamos de muitos investimento de imediate, tendo um tempo para ser pensado em alguma solução, ex, projeto de estacionamento subterraneo em santos.........

 

Alex Muniz 

 

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Quinta-feira, 21 de novembro de 2013 - Fuso horário: GMT -3
Serviços > Imprensa
IMPRENSA Clipping da Assessoria de Comunicação Social
Porto de Santos cresce com exportações em forte alta 21/11/2013
 
 
DCI - Serviços - A8
A movimentação de cargas pelo Porto de Santos bateu novo recorde em outubro e acumulou 96,4 milhões de toneladas, alta de 10,8% ante 2012, impulsionada pelo desempenho das exportações, com 70,3% de participação no total geral e 13,4% de aumento no período. As importações cresceram 5,1%. Com isso, a projeção do movimento total para 2013 fica em torno de 113 milhões de toneladas. Na movimentação física, os destaques nas exportações ficam com açúcar (21,3%), soja (15,3%), milho (20,6%) e álcool (18,9%). As importações contaram com alta de 35,3% nas descargas de minério de ferro e de 35,6% de gás liquefeito de petróleo.

 

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Terça-feira, 19  de Novembro de 2013 - 12h26

 
Plano Nacional de Segurança

Para fiscalizar e garantir a vigilância, Alfândega de Santos inaugura nova Central de Operações

De A Tribuna On-line
N/A
Inspetor crê que COV trará mais segurança
A Receita Federal do Brasil inaugurou, nesta manhã, uma nova Central de Operações e Vigilância (COV) na Alfândega (ARF-Santos) do Porto de Santos.  Exclusivo ao monitoramento dos recintos alfandegados do cais santista, a nova estrutura faz parte do Plano Nacional de Segurança Aduaneira (PNSA).
"É uma central em que a gente capta as imagens de mais de 1.500 câmeras instaladas aqui, no Porto de Santos. E daqui, da Central de Operações, a gente consegue verificar, fazer a conferência, por exemplo, para trazer mais segurança", explica o inspetor-chefe da ARF, Cleiton  Simões.
Por meio de computadores e vídeos que permitem a visualização das imagens das câmeras e dos escâneres de cargas à distância, a nova COV possibilita às autoridades brasileiras o acesso imediato aos dados dos sistemas de controle das operações aduaneiras em todos os terminais do complexo portuário.
Segundo a Receita, além dos dados obtidos por meio dessas ferramentas tecnológicas, a fiscalização aduaneira tem dentro da Central a possibilidade de consultar todos os sistemas informatizados da própria RFB e de efetuar a liberação ou o bloqueio das cargas de importação ou de exportação à distância.
 
Novas regras
Os atuais requisitos para a manutenção do alfandegamento dos recintos e terminais portuários em Santos, fez com que a Receita Federal obrigasse, por meio de normativas, todas as administradoras desses locais a instalarem sistemas de controle de acesso, monitoramento por câmeras e equipamentos para escaneamento.
Na região do Porto de Santos, para atendimento dessas exigências de uma maneira mais econômica, algumas empresas se uniram por meio de um projeto viabilizado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados  (ABTRA) - e aprovado pela Alfândega - viabilizando a compra desses equipamentos.

 
 

Alex Muniz

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Segunda-feira, 11  de Novembro de 2013 - 12h20

Visita ao Guarujá

Ministro dos Portos viabiliza construção de novo acesso ao Porto

De A Tribuna On-line
N/A
Ministro e prefeita assinam convênio em Guarujá
Com a expectativa de reduzir os enormes congestionamentos na Rua Idalino Pinez, mais conhecida como a Rua do Adubo, em Guarujá, e na Rodovia Cônego Domênio Rangoni, a Prefeitura de Guarujá e a Secretaria Especial de Portos (SEP) se reuniram na manhã desta segunda-feira para assinar um convênio que tem a promessa  de melhorar o trânsito em Vicente de Carvalho e facilitar o tráfego de caminhões em direção à Margem Esquerda do Porto.
A prefeita Maria Antonieta de Brito e o ministro dos Portos, Antônio Henrique da Silveira, com representes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), assinaram o acordo que visa a construção de um novo acesso ligando a Rodovia Conêgo Domênico Rangoni e a Avenida Santos Dumont para desafogar o trânsito na Rua do Adubo - local de constantes congestionamentos.
O convênio prevê que as empresas portuárias, por meio de consórcio, fiquem responsávels pela execução do projeto e a construção do novo acesso em área das empresas Fassina e Dow Quimica, que, posteriormente, fará parte da fase 2 da Avenida Perimetral do Porto de Guarujá.
N/A
Obra visa desafogar o trânsito na Rua do Idalino Pinez, mais conhecida como Rua do Adubo
Segundo a Prefeitura, a obra será custeada pelas empresas que operam no Porto, em Guarujá. Após a conclusão dos trabalhos, a Codesp fará a manutenção da rede de drenagem, pavimentação e sinalização durante o seu funcionamento.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras de Guarujá, Duino Verri Fernandes, estima que a Cidade registre uma redução de 40% no número de veículos que trafegam diariamente na Rua do Adubo.
“O impacto da atividade portuária no dia a dia da cidade deve ser mínimo, de forma a evitar transtornos para a vida do cidadão”, afirmou o ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira.
Já para a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta Brito, essas intervenções beneficiam toda a cidade e não só a região portuária. “Nós estamos sempre buscando soluções para dotar a cidade de infraestrutura capaz de acompanhar o desenvolvimento econômico”, disse.

 

 

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 Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013 - 10h44


 
Contrato até 2015

Estivadores e empresas do Porto de Santos oficializam acordo inédito

De A Tribuna On-line
O Sindicato dos Estivadores de Santos e as empresas que compõe a Câmara de Contêineres em Terminais Especializados do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) assinaram, no final da tarde desta terça-feira, um acordo histórico na sede do Sopesp. O contrato  coletivo de trabalho de estiva pela primeira vez permite o vínculo empregatício e tem vigência entre 1º de dezembro de 2013 e 28 de fevereiro de 2015.
 
O acordo, de 16 páginas, foi assinado pelo presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodney Oliveira da Silva, bem como pelos representantes das empresas Libra Terminais, Santos Brasil, Tecondi (Ecoporto), Rodrimar e Brasil Terminal Portuário (BTP). 

N/A
Acordo, considerado histórico, foi assinado no final da tarde desta terça-feira na sede do Sopes
 
Entre as cláusulas estão previstos todos os itens de negociação entre as partes, entre eles as jornadas de trabalho, a vigência, salário básico para os contratados por vínculo empregatício, adicionais, vales, assistência à saúde e complementações, além de kit com material escolar para os filhos dos trabalhadores, seguro de vida, entre outros benefícios.
 
Na mesma reunião também foi assinado entre as partes o quinto acordo coletivo de trabalho portuário avulso, com vigência entre 2013 e 2015.

 

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Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013 - 17h22

Alfândega arrecada mais de R$ 5 milhões em leilão

De A Tribuna On-line

A Alfândega do Porto de Santos arrecadou R$ 5.359,786 no leilão de mercadorias apreendidas realizado na manhã desta quarta-feira. O pregão virtual, que foi destinado a pessoas físicas (cidadãos comuns) e jurídicas (empresas), ofertou 281 lotes. Desse total, 114 foram arrematados.

Com lance inicial de R$ 200 mil, o lote 189 composto por 20 toneladas de bijuterias foi arrematado por R$ 340 mil.  Outro carregamento que despertou interesse dos participantes foi o de número 211 com 218 bicicletas. O lote tinha lance inicial de R$ 54 mil, mas foi comprado por R$ 115 mil.

O leilão desta quarta-feira foi o décimo primeiro, e o último realizado pela Alfândega do Porto de Santos este ano. Com ele, o total arrecadado em 2013 subiu para quase R$ 46 milhões.

 

Lote 211, composto por 218 bicicletas, foi arrematado por R$ 115 mil

 

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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013 - 14h49
 
 
Dúvidas
 

Explicações sobre planos de licitação saem na sexta-feira

Fernanda Balbino

Serão publicadas na próxima sexta-feira as respostas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) às dúvidas e críticas feitas durante a audiência pública do último dia 30, que discutiu os planos do Governo para o arrendamento de 11 áreas do Porto de Santos. Empresários e associações questionaram, na sessão, pontos das minutas de editais divulgadas pela agência reguladora. Agora, os investidores aguardam o retorno do órgão e a abertura das licitações, prevista para o próximo mês.

Os arrendamentos das 11 instalações de Santos serão os primeiros desde a publicação da Lei nº 12.815/2013, a nova Lei dos Portos. De acordo com a Antaq, que, com o novo marco regulatório, ficou responsável pelas licitações de terminais, os editais devem ser publicados no dia 25 do próximo mês. Já o leilão está previsto para o dia 25 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

As respostas aos questionamentos serão publicadas no site da Antaq, no endereço eletrônico www.antaq.gov.br. Na página inicial, o interessado deverá clicar no número 4, no alto à esquerda. Em seguida, no link Audiência Pública, local onde serão postadas as informações relativas ao evento.

Apesar das críticas da Prefeitura, Governo Federal mantém planos de operar granéis sólidos vegetais
Apesar das críticas da Prefeitura, Governo Federal mantém planos de operar granéis sólidos vegetais na Ponta da Praia

Entre os questionamentos, estão as críticas feitas pela Prefeitura de Santos ao arrendamento de áreas portuárias da Cidade. A Administração Municipal enviou uma nota técnica à Antaq com oposições a itens das minutas dos editais. A maior crítica é relacionada à implantação de um grande terminal de granéis sólidos de origem vegetal na Ponta da Praia. Moradores da região reclamam da liberação de partículas que causam poluição e mau cheiro em uma área residencial da Cidade.

Por enquanto, as críticas da Prefeitura não sensibilizaram a Antaq, nem a Casa Civil, que coordena os trabalhos. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, declarou, há duas semanas, que irá renovar o contrato da ADM do Brasil, que fica naquela região. Mesmo assim, manteve o plano de licitar uma instalação de grãos na Ponta da Praia.

Questionado, o secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, José Eduardo Lopes, declarou que a decisão da Casa Civil não muda a posição da Prefeitura. “O Município é contra a movimentação de grãos na Ponta da Praia. Não importa se a intenção é criar um ou dois terminais”.

A Prefeitura também é contra outras duas iniciativas. De acordo com Lopes, a implantação de um armazém de fertilizantes em Outeirinhos poderá causar perigo de contaminação em todo o complexo, em caso de vazamentos ou acidentes. Já a movimentação de celulose no Paquetá pode comprometer o projeto Porto Valongo Santos, de revitalização dos armazéns 1 ao 8, que ficam ao lado do futuro empreendimento.

Abtp

A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) também manifestou publicamente seu descontentamento com detalhes do processo de arrendamento de áreas do Porto de Santos. A entidade identificou 16 pontos – que considerou como deficiências jurídicas – na minuta padrão do edital colocada em consulta pública. Entre eles, estão os prazos de arrendamento propostos pelo Governo. Alguns lotes poderão ser explorados por sete, 10 ou 15 anos, períodos considerados pequenos para o retorno dos investimentos dos empresários.

 

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Terça-feira, 24 de Setembro de 2013 - 15h50
 
 
 
Porto de Santos
 

Dúvidas e suposições nos estudos para a licitação de terminais

Fernanda Balbino

Dúvidas e inconsistências. Estes foram os resultados das análises das minutas de três editais de licitação de instalações do Porto de Santos que o Governo pretende arrendar em novembro. Apenas no STS 7, STS 22 e STS 36, o consultor portuário Marcos Vendramini encontrou 93 itens que permitem questionamentos.

No total, na região, estão previstas as licitações de 11 terminais, que fazem parte do primeiro pacote de arrendamentos proposto pelo Governo Federal após a promulgação da Lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos.

O consultor fez uma análise minuciosa dos lotes STS 7 e STS 36, áreas do complexo santista que serão arrendadas para a implantação de terminais destinados à movimentação de fardos de celulose. O primeiro engloba o Armazém 32, no Macuco, com 31,5 mil metros quadrados. Já o segundo reúne os armazéns 9, 10 e 11 e o pátio do 12, somando 17,5 mil metros quadrados, no Paquetá.

O lote STS 22, que visa a movimentação de açúcar e outros granéis sólidos agrícolas, na região de Conceiçãozinha, na Margem Esquerda (Guarujá), também foi analisado pelo consultor.

Todos os estudos que basearam os projetos de arrendamento de áreas do Porto de Santos foram elaborados pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP). A empresa, formada por bancos, foi designada pela Secretaria de Portos (SEP) para a execução dos trabalhos.

Esses levantamentos da EBP, porém, foram amplamente criticados por entidades e empresários interessados em investir no complexo santista.

As principais críticas de Vendramini são direcionadas à metodologia utilizada nos estudos da EBP. Os critérios estabelecidos pela empresa definiram, entre outros itens, preços, previsão de movimentação e as projeções de expansão do mercado de celulose no País, além da capacidade de escoamento do produto pelo Porto.

“Existem coisas fundamentais sobre o estudo que não aparecem nele. Foram achados números, mas não se sabe como ou qual base foi utilizada para encontrá-los. São coisas jogadas”, afirmou o consultor.

Para Vendramini, a quantidade de “presunções” nos textos é uma prova de que há falhas no estudo. A palavra “presume-se” aparece muitas vezes para definir as áreas que serão arrendadas e o potencial de movimentação das instalações.

“Foi utilizado o termo‘presume-se’ para justificar o índice de conteinerização da carga de celulose em 20% em 2024. Pergunta: quais as observações internacionais – países ou rotas – que levaram a tal presunção?”, questiona o consultor.

 

Acessos

Considerado o maior gargalo do Porto de Santos atualmente, o acesso terrestre ao complexo e suas limitações também podem ser abordados na análise da minuta do edital de licitação do lote STS 36, que prevê a operação de celulose no Paquetá.

“Apesar de a Portaria 38, que autorizou a empresa a realizar os estudos, obrigá-la a apresentar as condições operacionais do terminal, tal estudo informa que não se sabe exatamente quantos caminhões acessam o terminal. Como chegou-se à capacidade de 380 caminhões de 25 toneladas por semana? Qual o regime de chegada dos mesmos?”, citou o consultor.

As premissas e a lógica que levaram a EBP a concluir que a participação do Porto de Santos nas exportações de celulose crescerá a taxas superiores à média nacional também são questionadas. O mesmo acontece com os projetos futuros descritos no edital, já que não são revelados quando e onde eles serão implantados.

 

Granéis

Na minuta do Lote 22, que prevê um terminal para granéis sólidos na Margem Esquerda, também existem questionamentos. Os prazos considerados para o cumprimento das etapas de projeto, construção e obtenção das licenças necessárias também são considerados duvidosos por Vendramini.

“Investidor precisa de certeza. Não dá para dizer que presume-se crescimento de um mercado, sem que se saiba como chegaram a esta conclusão e se ela é correta”, explicou o consultor.

O processo de licitação de áreas portuárias é coordenado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor. No início da semana passada, a Antaq foi questionada sobre as dúvidas levantadas e os pontos criticados pelo consultor. Não houve qualquer resposta até o fechamento desta edição. 

 
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Quinta-feira, 18 de julho de 2013 - 17h39
 
 

Cargueiro

 

Gigante Cap San Nicolas chega ao Porto de Santos nesta sexta-feira

O navio Cap San Nicolas, da Hamburg Sud, o maior, em capacidade, a parar no Porto do Santos, chegará a Cidade no início da madrugada desta sexta-feira. Com atracação prevista para esta quinta-feira, a chegada do cargueiro ao cais santista foi atrasada devido ao nível da maré. A embarcação, que pode movimentar 9,600 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), aguarda liberação na barra. 

A chegada do Cap San Nicolas marca uma nova era do Porto de Santos, desde que foram concluídas as obras de dragagem de aprofundamento do canal de navegação (calha central) do compleo, o que permite o recebimento de cargueiros maiores. 

O navio supera o maior cargueiro a vir ao Porto até hoje, o Cosco Vietnam, que esteve na região em meados do ano passado e é capaz de carregar 8,5 mil Teus. Já em comprimento, o Vietnam ainda segue imbatível, apesar de as dimensões do Cap San Nicolas também impressionarem. 

O navio da Hamburg Sud tem 333,2 metros de comprimento e 14 metros de calado. Já o Vietnamapresenta 335 metros de comprimento e 14,5 metros e calado.

Cap San Nicolas também se destaca em relação ao maior navio a vir a Santos após a homologação da nova profundidade dos trechos 1 e 2 do canal marítimo, o CMA CGM Carmen. Ele, que atracou no terminal T35 da Libra no mês passado, pode levar 8,5 mil Teus e conta com 12,9 metros de calado. Apenas o tamanho se destaca em relação ao cargueiro da Hamburg Sud. Mas, nada tão significativo, já que tem 334 metros de comprimento.

O navio que chega hoje ao Porto é o terceiro gigante a atracar no complexo desde que o Trecho 1 (que vai da barra até o Entreposto de Pesca) foi oficializado com 14,9 metros e o Trecho 2 (do entreposto até as torres de energia, ao lado do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini), com 14,5 metros. As dimensões garantem uma profundidade operacionalde13,2metros.

O primeiro foi o OOCL Qingdao, com 323 metros de comprimento, 14,5 metros de calados e capacidade para transportar 8 mil Teus. Ele ingressou no complexo em 11 de junho.

Operação

Batizado recentemente na Coreia do Sul, o Cap San Nicolas chegou a Barra de Santos na manhã de ontem, onde permaneceu aguardando a atracação. A entrada no Porto está prevista para a manhã de hoje, quando o navio seguirá para o Terminal de Contêineres (Tecon) da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá). 

Na instalação, serão operadas 3.500 caixas metálicas. Segundo a Santos Brasil, a operação vai durar cerca de 36 horas. A movimentação dos cofres será feita por quatro portêineres (equipamentos que transportam contêine-res entre o navio e o cais). O cargueiro deve deixar o terminal por volta das 7 horas do próximo sábado.

Antes de vir a Santos, o Cap San Nicolas passou por Itajaí, no litoral catarinense. Itapoá (SC), Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR) serão outros pontos de atracação do navio. 

Características

Além da sua capacidade de movimentação, o Cap San Nicolas apresenta outras peculiaridades, como as 2.100 tomadas reefers para contêineres refrigerados. A utilização de modernos conceitos de engenharia naval com destaque para a tecnologia ambiental também são outros diferenciais.

De acordo com a Hamburg Sud, a embarcação foi projetada para uma velocidade de 21 nós, enquanto a maioria dos navios com a mesma capacidade opera com velocidades maiores. "Com a otimização dos motores principais, a potência é reduzida para 40.670 quilowatts, o que melhora o desempenho operacional, gerando um efeito positivo no consumo de combustível", disse a empresa, destacando outros detalhes, como o uso de métodos modernos no tratamento de água de lastro. 

Cap San Nicolas integra uma série de seis navios idênticos, que deverão entrar em operação até janeiro de 2014.

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Quarta-feira, 17 de julho de 2013 - 15h29
 
 

Operações

 

Embarques sobem 20% e Porto de Santos bate recorde no semestre

Lyne Santos

Com destaque significativo para as exportações de açúcar, o Porto de Santos atingiu novo recorde no primeiro semestre deste ano ao movimentar 53,7 milhões de toneladas por seus terminais. O volume atingido é 14,3% maior do que o observado no mesmo período de 2012, quando 47 milhões de toneladas passaram pelas instalações do complexo santista. 

O resultado positivo é reflexo, sobretudo, do incremento de 20,2% nos embarques registrados de janeiro a junho. Ao todo, foram enviadas ao exterior 37,9 milhões de toneladas. 

E quando o assunto é exportação, o destaque normalmente fica para o açúcar, movimentado pela Rumo e Copersucar. Dessa vez, a commodity alcançou a marca das 8,2 milhões de toneladas, crescendo níveis superiores a 60%. No ano passado, foram escoadas 5,1 milhões de toneladas da carga nos primeiros seis meses. 

Apesar do aumento na exportação de açúcar, o milho foi o protagonista do semestre com crescimento de 396,5% nas exportações, passando das 323,1 mil toneladas para 1,6 milhão de toneladas. Além dessas cargas, o chamado complexo soja (grãos e farelos) e o álcool também deram a sua contribuição. 

Os embarques de soja cresceram 7,3% no acumulado de janeiro a junho deste ano com 12 milhões de toneladas. No primeiro semestre de 2012, foram 11,2 milhões de toneladas. As exportações de álcool também subiram 92,1%. Foram 891,6 mil toneladas contra 464 mil toneladas. 

Já a carga conteinerizada registrou aumento de 6,3%, chegando a 1,5 milhão de Teus (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), mais um número recorde para o período.

O valor das mercadorias de exportação enviadas ao exterior por Santos totalizou US$ 30,6 bilhões, contra US$ 29,9 bilhões apurados em 2012. 

 
 
 
Créditos: Arquivo - Alexsander Ferraz
Porto de Santos atingiu novo recorde no primeiro semestre deste ano ao movimentar 53,7 milhões de toneladas


Os dados integram o balanço do semestre enviado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) ontem. O material também destaca as importações, que cresceram 2,3% com um total de 15,8 milhões de toneladas, que geraram US$ 28,9 bilhões, montante superior ao do acumulado no primeiro semestre do ano passado (US$ 27,2 bilhões). 

Nesse fluxo de negócios, o minério de ferro teve a sua relevância com aumento de 51,5% ao serem adquiridas 892,3 mil toneladas. De janeiro a junho do ano passado, foram 589 mil toneladas importadas.

Mesmo com recordes na movimentação de cargas, a atracação de navios teve redução de 6,3% neste semestre. Segundo a Codesp, a queda é efeito da dragagem de aprofundamento que elevou a profundidade do canal de navegação do complexo santista e permitiu que os navios fossem carregados em sua totalidade. 

As importações e as exportações totalizaram US$ 59,5 bilhões, representando 25,6% da balança comercial brasileira. Conforme o panorama apresentado pela Docas, o desempenho nacional, incluindo todos os modais de transportes, totalizou US$ 231,9 bilhões, contra US$ 227,3 bilhões em 2012.

Junho

O primeiro semestre de 2013 foi marcado por recordes mensais. Em junho, foi atingida a marca das 9,3 milhões de toneladas, volume 11,6% maior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram movimentadas 8,3 milhões de toneladas.

As exportações somaram 6,4 milhões de toneladas, ultrapassando em 12,4% a quantidade embarcada no exercício anterior (5,7 milhões de toneladas). As principais cargas operadas foram o complexo soja, que obteve aumento de 25,5% e o açúcar, com alta de 16,9%.

Já nas importações, houve um incremento de 9,9%, com 2,8 milhões de toneladas. Já no sexto mês de 2012, foram 2,6 milhões de toneladas. Os destaques ficaram com os crescimentos apontados pelo enxofre, de 134,0%; pelo sal, de 113,6%; e pelo trigo, de 58,4%.

Os embarques e desembarques de contêineres aumentaram 4,9%, com 281,6 mil Teus contra 268,5 mil Teus. 

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Terça-feira, 16 de julho de 2013 - 15h23
 
 

Pesquisa

 

Porto de Santos é o segundo em ineficiência no país

Da Redação

O Porto de Santos ficou em penúltimo lugar em uma avaliação de investimentos nos 12 maiores complexos portuários do País. O estudo, realizado pelo Instituo de Logística e Supply Chain (Ilos) listou deficiências nos acessos viários, insuficiência em armazenagem e burocracia como os prinicipais problemas do cais santista. O levantamento também detectou o potencial crescimento da navegação mercante costeira (cabotagem) no Brasil.

Entre 2007 e 2012, o complexo santista cresceu apenas 1 ponto na opinião daqueles que o utilizam para importar e exportar produtos. "Apesar das críticas, houve melhora, sim. O operacional e a importância ainda se destacam", afirma o diretor do instituto, Paulo Fleury, que também é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

No ano passado, o cais santista recebeu 6,8 pontos dos avaliadores (em 2009, 6,5 pontos e, em 2007, de 5,7 pontos). O cais santista é o 11º colocado entre os maiores do país. São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi o que mais cresceu no período (média de 2 pontos) e, hoje, está em primeiro lugar. Em aspectos nacionais a avaliação, todavia foi positiva. 

Segundo o pesquisador, que há mais de cinco anos realiza um panorama periódico do setor portuário brasileiro, Santos enfrenta problemas estruturais, o que afeta toda a cadeia logística nacional. "Se chegar ao Porto fosse mais fácil e armazenar a carga também, o contexto seria outro", garante. Para ele, a burocracia vai além da questão local.

 
 
 
Créditos: Arquivo - Carlos Nogueira
Porto de Santos ficou em penúltimo lugar em uma avaliação de investimentos


"Temos o exemplo do Porto 24 Horas. Ele entrou em operação, mas adiantou algo? Não". As críticas de Fleury, no entanto, não concentram-se na ineficiência do projeto (que prevê o funcionamento a todo o instante dos órgãos fiscalizadores). Para o professor, a dificuldade é sistemática, pois abrange todos os níveis de poder Marítimo e Portuário.

Embora os índices apuradores evidenciem a melhora no setor, em uma maneira geral, ainda há falhas em relação ao custo, tarifas e stauração. "Mesmo assim, a burocracia preocupa mais que a infraestrutura", afirma o pesquisador. O que menos incomodava os entrevistados, porém, era a impossibilidade dos terminais privados contratarem trabalhadores próprios (regra que caiu com a promulgação da Lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos).

Respiro

Para desafogar o sistema viário e ferroviário do país, a perspectiva é de que a cabotagem (navegação mercante na costa brasileira) cresça na próxima temporada. "E apresente uma constante alta", prevê o professor Fleury. Na pesquisa coordenada por ele, o modal registrou aumento de 36% na aprovação, agradando 68% dos entrevistados - que dizem avaliar maneiras para utilizá-lo.

Além disso, devido a falta de investimentos até então, a cabotagem agrada pouco mais da metade dos usuários. Aqueles que utilizam o serviço para granel líquido lideram a aprovação (6,8 pontos, de um máximo de 9), em seguida está o granel sólido (6,7 pontos) e, por último, os contêineres (6,2 pontos).

Panorama

Todos os portos brasileiros analisados cresceram na opinião dos profissionais que atuam nas mais diversas áreas. Em 2007, a média das instalações foi de 6,3 pontos. Em 2009, ela passou para 6,9 pontos e, no passado, fechou em 7,3 pontos. Já em relação à carga, a evolução dos complexos foi notada tanto pelos embarcadores de contêineres, como os de granéis líquidos e sólidos.
 

 

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Sábado, 9 de fevereiro de 2013 - 09h53
 

 

Manifestação do Settaport sobre a MP 595 é repudiada

Joaquim Ordonez

Revolta e indignação. Essas foram as reações dos dirigentes de sindicatos de trabalhadores portuários com as declarações do presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários de Santos (Settaport), Francisco Nogueira, a respeito da MP 595, publicadas nesta sexta-feira em A Tribuna.
> Comente esta matéria com o editor Joaquim Ordonez no Blog Papo com Editores
Nogueira disse que, em reunião na última segunda-feira, em Brasília, dirigentes dos Settaport de seis estados concluíram que a MP não representa ameaça aos trabalhadores portuários, necessitando, porém, de alguns ajustes nos itens sobre a instalação de novos terminais portuários.
Para o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, Marco Antônio Sanches, diante do atual quadro de apreensão, as declarações de Nogueira foram “inoportunas”.
Compartilhando da mesma opinião, o presidente do Sindicato do Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes, disse que a manifestação do Settaport não deve ser levada em consideração. Já Everandy Cirino dos Santos, presidente do Sindaport, se disse surpreso."Não esperava esse tipo de comportamento. É lamentável ver que lideranças de outras entidades se prezam a praticar um sindicalismo notadamente predatório”. O presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora, esclarece que a representatividade das categorias também é motivo de discórdia entre os portuários e o Settaport. "São embates jurídicos que poderiam ser evitados se cada macaco ficasse no seu galho”.
Um dos mais revoltados é o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva. "Defender a MP é o mesmo que ficar ao lado do Governo e do grupo de empresários liderados por Eike Batista que fizeram o texto da regulamentação”. Segundo ele, Nogueira está “ brincando com fogo” e a estiva vai reagir para garantir o mercado de trabalho.
O presidente do Sintraport, Robson Apolinário. também criticou. “Ele (Nogueira) deu um tiro no pé ao tornar público sua inaptidão e incapacidade como gestor de uma entidade sindical, bem como seu desconhecimento com as questões macros que envolvem os portos”. Para Apolinário, o Settaport pratica o chamado "sindicalismo burguês”.
Greve
Ao contrário do Settaport, as lideranças dos demais sindicatos querem evitar que a MP seja aprovada da forma como foi concebida e ameaçam deflagrar uma greve caso não sejam atendidos. Há, entre eles, o consenso de que a MP vai acabar com o porto público e reduzir o mercado de trabalho.
Uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, uma das idealizadoras da MP, foi agendada pela deputada estadual Telma de Souza (PT) para quinta-feira.

 
 
 
Créditos: Claudio Vitor Vaz
Estivadores estão entre as categorias que lutam contra a MP

 

 

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Quarta-feira, 14 de novembro de 2012 - 15h53
 
 

Últimos ajustes

 

Dilma define anúncio do pacote portuário na próxima semana

Da Redação

O pacote de concessões para o setor portuário está perto de ser anunciado pela Presidência da República. Após ter sido rejeitada, a proposta elaborada pela Casa Civil foi formatada pessoalmente pela chefe do Executivo. A data para a divulgação do plano será definida pela presidente Dilma Rousseff após retornar de sua viagem à Espanha, na próxima segunda-feira.

Os últimos ajustes no pacote dos portos foram definidos no sábado passado, no Palácio da Alvorada. Ministros e técnicos do Governo foram convocados para debater o plano de incentivos para o setor.

Participaram dessa reunião o ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

O pacote prevê investimentos da ordem de R$ 40 bilhões. Os recursos serão aplicados pela iniciativa privada nos próximos cinco anos. O plano prevê também a autorização para novos terminais privativos, mesmo sem a predominância de carga própria.

Neste caso, serão necessárias mudanças em marcos regulatórios do setor, já que esse tipo de terminal foi banido pelo Decreto 6.620, há quatro anos. Mesmo assim, as medidas que serão apresentadas pelo Governo são vistas como leves em termos de mudanças regulatórias. No entanto, com relação aos investimentos, são consideradas ambiciosas.

A criação de uma nova estrutura responsável pela modelagem dos contratos dos portos foi cogitada pelo Governo. Ela teria os mesmos moldes da extinta Portobras, responsável pela gestão dos complexos portuários entre 1975 e 1993. No entanto, a presidente Dilma foi convencida da falta de necessidade da implantação de uma nova estatal.

A ideia era de que a empresa estipulasse metas a serem cumpridas pelas docas e, ainda, realizasse investimentos emergenciais de infraestrutura nos portos. O plano também não agradou empresários do setor, que consideraram a nova estrutura um retrocesso.

Custos

A União entende que a Praticagem gera um custo desnecessário para o Brasil. A ideia é tornar mais flexíveis as regras para definir quem pode executar essa atividade, inclusive criando cursos rápidos para qualificar mão de obra.

Uma comissão interministerial, composta pela Secretaria de Portos (SEP), pelo Ministério dos Transportes e pela Casa Civil, deve substituir a Marinha na formação dos profissionais.

Já os conselhos de autoridade portuária (CAP) de todo o País podem perder algumas atribuições. Uma delas é a de homologar as tarifas portuárias. Outra trata do planejamento do arrendamento de áreas.

O Governo entende que a composição dos conselhos gera conflitos de interesses. Com os blocos formados por operadores, usuários, trabalhadores e representantes do governo, a atuação dos CAPs se torna ineficiente e direcionada. A tendência é que os conselhos funcionem apenas em caráter consultivo.

Ainda não se sabe o que será feito com os contratos de arrendamento firmados antes da Lei nº 8.630/1993, de Modernização dos Portos, e que estão vencidos ou por vencer. A ideia de relicitá-los já era tida como certa, até uma mudança nos planos, quando se decidiu ajustá-los por até 25 anos. Agora, novas licitações podem acontecer, mas haverá exceções.

 

 

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Terça-feira, 13 de novembro de 2012 - 16h27
 
 

Porto de Santos

 

Codesp conclui retirada de restos da Pedra de Teffé

Fernanda Balbino

A retirada dos destroços da Pedra de Teffé, que estavam no fundo do canal de navegação do Porto de Santos, foi concluída ontem. No entanto, a área do estuário entre o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (Armazém 25) e os silos do Armazém 26, onde estavam os restos da rocha, permanecerá isolada até que uma batimetria seja realizada e analisada pela Codesp. O laudo da verificação deve ser conhecido ainda hoje.

A varredura será necessária para comprovar que os pedregulhos foram completamente retirados do canal estuário. Se ainda restarem vestígios de pedras, eles serão retirados isoladamente. De acordo com a estatal, ontem foi instalada a sinalização que indica o isolamento. Ela restabelece as condições do período de obras.

Mesmo com o interdição da área, a atracação de navios de passageiros em frente à instalação de cruzeiros não será prejudicada. Na última quinta-feira, o navio Aida Cara, que abriu a temporada de cruzeiros no Porto de Santos, não pode atracar em frente ao Terminal Giusfredo Santini. Segundo a Codesp, isto ocorreu por conta dos equipamentos que eram usados para a retirada da pedra.

Já os passageiros do navio MSC Magnifica, que chega hoje ao complexo santista, não precisarão se deslocar de ônibus para o embarque e o desembarque. Isto vai acontecer porque os equipamentos que foram utilizados na retirada de Teffé já foram deslocados para os trabalhos que acontecerão na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos. Lá, os obstáculos a serem retirados são os restos da Pedra de Itapema, localizados em frente ao Forte do Itapema, na direção do Armazém 12 do complexo.

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira - 29/8/12
Após a implosão da Pedra de Teffé, seus resíduos foram recolhidos por dragas e levados em barcaças

Imediatamente após a retirada completa dos resíduos da Pedra de Tefée, os equipamentos foram posicionados para a remoção das partes da Pedra de Itapema, que deve começar hoje. As boias sinalizadoras para a obra foram instaladas durante o fim de semana. A expectativa da Docas é concluir o serviço em cerca de 30 dias.

Conforme A Tribuna divulgou na última sexta-feira, a previsão da Codesp era de que a retirada dos restos da Pedra de Teffé fosse concluída até o domingo. Porém, de acordo com a Codesp, “problemas técnicos e manutenções necessárias” durante o serviço fizeram com que os trabalhos continuassem ontem.

O mesmo motivo foi alegado para o adiamento de um outro prazo dado pela estatal. Inicialmente, a estimativa era de que os trabalhos terminariam no início do mês passado. Mas um novo cronograma apresentado em outubro prorrogou a obra por mais 30dias.

Volume

Segundo a Autoridade Portuária, foram retirados cerca de 25 mil metros cúbicos de destroços de Teffé. Esta é uma contagem preliminar, já que os trabalhos dos últimos dias ainda não foram contabilizados.

Parte do material retirado será depositado em cavas ao longo do canal. Outra porção será usada para o fechamento do Canal da Mortona, um antigo estaleiro do Porto onde ficavam as embarcações que precisavam de reparos.

A retirada da Pedra de Teffé é feita pela Ster Engenharia, que venceu a licitação realizada pela Secretaria de Portos (SEP) para a execução do serviço. A empresa também é responsável pela remoção da Pedra de Itapema, em Guarujá.

A remoção das pedras, aliada ao serviço de dragagem, integra o projeto de aprofundamento e alargamento do canal do Porto. Os trabalhos deixarão a calha central (faixa central navegável) do canal com 15 metros de profundidade (eram 13 metros) e 220 metros de largura (eram 150 metros).

 

 

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Segunda-feira, 5 de novembro de 2012 - 14h41

 

 

 

 
Decisão
 

 

Terminal Localfrio retoma operações no Porto de Santos

 

Da Redação

 

A Localfrio, que fica na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos, retomou suas atividades na manhã deste sábado. A decisão foi da desembargadora Consuelo Yoshida, em resposta a um mandato de segurança impetrado pela empresa, na semana passada. Com isso, movimentações e armazenagens de cargas estão liberadas no terminal.

De acordo com a liminar, proferida na última quinta-feira, o cancelamento da autorização da instalação portuária foi suspenso até que as informações sobre as irregularidades sejam analisadas pela Justiça.

A Localfrio solicitou na Justiça a revogação e a anulação do ato administrativo da Superintendência da Receita Federal que, no último dia 24, cassou o alfandegamento (permissão para operar cargas procedentes do exterior ou a ele destinadas) da unidade de Guarujá. Consequentemente, todas as atividades da empresa foram suspensas.

 
 
 
Créditos: Paulo Freitas
Movimentações e armazenagens de cargas foram retomadas nas instalações alfandegadas do terminal


De acordo com o argumento apresentado pela Receita, em comunicado publicado no Diário Oficial da União, o alfandegamento foi cassado porque a Localfrio descumpriu dois itens previstos na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003 (no inciso III, alíneas d e g), que tratam de alfandegamentos e legislação tributária.

O primeiro fala sobre “a prática de ato que embarace, dificulte ou impeça a ação da fiscalização aduaneira”. Já o segundo se refere a “ação ou omissão dolosa tendente a subtrair ao controle aduaneiro, ou dele ocultar, a importação ou a exportação de bens ou de mercadorias”.

A área alfandegada em questão tem 75.278 mil metros quadrados e 467 tomadas para armazenagem de contêineres reefer. Também integram o terminal cinco câmaras frigoríficas com 24 mil metros quadrados para armazenagem em temperaturas que variam entre -25 e 18 graus. A empresa planejava investir em torno de R$ 60 milhões para aumentar a movimentação de contêineres no terminal.

Além dessa instalação, a Localfrio conta com outra unidade em Guarujá, atualmente em fase de expansão. No entanto, esse segundo terminal, cujo terreno foi adquirido há cerca de um ano, não é alfandegado.

 

 

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Quinta-feira, 1 de novembro de 2012 - 15h39
 
 

Visita

 

Eike Batista apresenta informações de obras à SEP

De A Tribuna On-line

O empresário Eike Batista e a diretoria do grupo EBX Holding, responsável pelas obras do porto do Açu e do porto Sudeste, no Estado do Rio de Janeiro, esteve na manhã desta quinta-feira na Secretaria de Portos (SEP), em Brasília. Durante a visita, os executivos apresentaram ao Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, informações sobre a construção dos complexos portuários.

Segundo o grupo, a movimentação do porto do Açu poderá chegar a 350 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Com o investimento de R$ 40 bilhões, a estrutura contará com 17 km de cais, 40 berços e 26 metros de profundidade.

O porto Sudeste, outro investimento realizado pela companhia, também terá como seu principal produto o minério de ferro. De acordo com Eike Batista, a MMX investiu R$ 2,4 bilhões e pretende movimentar em seu terminal cerca de 50 milhões de toneladas nos primeiros anos. O complexo portuário ficará próximo ao porto de Itaguaí.

 
 
 
Créditos: Divulgação / SEP
O empresário Eike Batista esteve com o Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, nesta quinta-feira

 

 

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Quinta-feira, 1 de novembro de 2012 - 17h06
 
 

Porto de Santos

 

Contrato vence, mas empresa permanece no Cais do Saboó

Fernanda Balbino

A área que abriga o terminal da Sucocítrico Cutrale no Cais do Saboó, no Porto de Santos, deve ser desocupada para que seja licitada pela Codesp, estatal que administra o cais santista. Pelo menos é o que deveria acontecer, já que o contrato de arrendamento para a movimentação e a armazenagem de sucos cítricos a granel firmado entre a empresa e a Docas se encerrou nesta quinta-feira.

No entanto, a Cutrale ainda espera permanecer no local – assim como outros terminais que estão na mesma situação e postergam a saída do Porto de Santos ao final dos prazos dos contratos de arrendamento de suas áreas portuárias.

O contrato assinado pela Cutrale para arrendar uma área de 6.569 metros quadrados no Saboó se encerrou há três anos. Foi quando a Codesp prorrogou o prazo por mais 36 meses, com base na Resolução nº 525, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A norma diz que os contratos de arrendamento podem ser prorrogados em caráter excepcional, pelo período máximo de 36 meses, para preservar a continuidade dos serviços. Evitar prejuízos à sociedade e à atividade portuária são os motivos da tolerância.

Esperava-se que, neste período extra, a Autoridade Portuária tomasse as providências necessárias para a abertura de um novo processo licitatório. A burocracia e a morosidade dessas concorrências, que demoram cerca de dois anos para serem concluídas, são fatores que devem ser levados em conta no arrendamento da área.

Um estudo de viabilidade técnica e econômica (EVTE) também deve ser apresentado para provar a funcionalidade do empreendimento. Porém, nada aconteceu.

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira
Atualmente, o processo licitatório de uma área portuária leva cerca de dois anos, segundo a Codesp


Consultada, a Codesp informou, através de sua assessoria de imprensa, que aguarda a definição do pacote de concessão de portos do Governo Federal – que deve ser anunciado este mês – para iniciar o processo licitatório para um novo arrendamento da área.

Apesar de as novas regras para a exploração de portos estarem na iminência de serem divulgadas, o prazo para o encerramento do contrato da Cutrale já estava previsto há muito mais tempo.

Em 2009, ao conceder mais três anos para a exploração da área pela empresa, a Docas planejava transformar a maior parte do Cais do Saboó em um só terminal e, assim, tornar a área mais produtiva.

De acordo com o gerente-geral da Cutrale, Edimauro Guimarães, a intenção da empresa é prorrogar ou renovar o contrato e permanecer no local. Para isto, sua área jurídica estuda formas legais.

Outros arrendamentos

O caso da Cutrale não é o único em que os prazos expiram e as operações continuam sob domínio das mesmas empresas. Outros dois contratos venceram no mês passado, mas, segundo a própria Codesp, em nenhum deles, novas empresas são responsáveis pelo serviço.

De acordo com a estatal, desde 24 de setembro, a Fischer S/A Agroindústria e o Pool Corredor de Exportação continuam em suas instalações portuárias graças a liminares judiciais.

O primeiro contrato compreende a área de 14.440 metros quadrados do Armazém XL (40 externo), na Ponta da Praia. O espaço é destinado a embarques de sólidos vegetal ou animal a granel, além da estocagem de trigo, açúcar e óleo.

O segundo contrato tem a mesma destinação, mas fica em uma área de 14.490 metros quadrados, no Armazém XLII (42 externo), exatamente atrás da área administrada pela Fischer.

 

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Governo quer recriar a 'Portobrás'
31/10/2012
O Estado de São Paulo - Economia - B4
O governo federal deve criar uma autoridade portuária para centralizar em Brasília o planejamento estratégico do setor. A nova estrutura, que pode ser uma empresa enxuta, será responsável pela modelagem dos contratos com as metas a serem cumpridas pelas Companhias Docas estaduais, e realizar investimentos emergenciais de infraestrutura nos terminais. Essa é uma das principais novidades preparadas pelo governo no plano dos portos que será lançado pelo governo. As definições finais serão fechadas na semana que vem entre a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a presidente Dilma Rousseff. O pacote de "revolução" dos portos, como o assunto é tratado no Palácio do Planalto, deve ser anunciado até o início de dezembro. Técnicos do governo relataram ao Estado que uma das poucas qualidades do modelo "antigo" de gestão portuária do País era a centralização do planejamento estratégico do setor. Entre 1975 e 1993, a gestão era feita pela Empresa de Portos do Brasil S. A. (Portobrás). Criada no governo de Ernesto Geisel (1974-1979), a Portobrás foi abandonada no fim dos anos 1980, diante da crise no Estado brasileiro, fortemente endividado. O mote das discussões em Brasília, desde junho, tem sido o de criar um modelo ágil, com gestão eficiente e homogênea, de forma a permitir o acesso ao setor privado. As Companhias Docas, consideradas burocráticas e heterogêneas, não serão extintas, mas sim pressionadas a aumentar rapidamente sua eficiência. O governo prevê que os portos brasileiros devem receber entre 38 e 41 milhões de toneladas de carga a mais, todos os anos, a partir de 2013. Hoje, a movimentação é de cerca de 260 milhões de toneladas por ano. Pressão O governo vai fazer as Docas assinarem contratos de gestão com a autoridade portuária, com metas e indicadores de desempenho. Isso, na leitura do governo federal, vai forçar uma profissionalização das companhias, que poderão optar por partilhar a gestão com a iniciativa privada. Uma das missões da autoridade portuária será estabelecer o diálogo entre os administradores de terminais brasileiros, para permitir melhoras na navegação de cabotagem, considerada fraca no País. Outra atribuição da autoridade será integrar os portos às rodovias e ferrovias que serão construídas, segundo o cronograma do governo, até o fim da década. O governo vai imprimir um esforço enorme nos portos: a ideia é repetir os prazos das concessões de rodovias e ferrovias, isto é, pretende ver mudanças a curto prazo. A visão é que os terminais brasileiros, em geral, não estão preparados para fazer o escoamento de diferentes cargas, e não apenas grãos, e também estimular investimentos na dragagem dos portos. O governo também vai comprar briga com a Marinha, responsável pelos "práticos" - os trabalhadores que ajudam nas manobras dos navios que chegam aos portos. Eles não são funcionários das Docas, mas trabalham nos portos e têm função primordial. O governo entende que a praticagem constitui um custo desnecessário para o Brasil, e a ideia é tornar mais flexíveis as regras para definir quem pode trabalhar na área, até mesmo criando cursos rápidos para qualificar mão de obra.

 

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Brasil está prestes a mudar a Lei da Praticagem e representante da categoria faz comparação polêmica entre Comandantes e Práticos: “Eles são pilotos de ônibus; nós, de Fórmula-1.”

O Brasil está prestes a mudar o centenário e milionário serviço de praticagem — que consiste no apoio para que navios cheguem aos portos com profissionais, os práticos, treinados para conduzi-los nos estreitos canais de acesso aos terminais. A Marinha reconhece que poderá dispensar, já a partir do ano que vem, a contratação do serviço de assessoria aos comandantes de navios habituados a certos terminais portuários.

Outra mudança efetiva poderá surgir de um comitê que está sendo criado pelo governo para rever os altos custos, que, segundo levantamento dos armadores, são até 1.000% superiores aos registrados em países vizinhos, o que compromete a competitividade nacional. Além disso, cria uma elite de cerca de 400 profissionais no país que, não raro, recebem até R$ 150 mil mensais, ou até R$ 300 mil mensais no Maranhão.

Empresários do setor de navegação afirmam que os custos dos serviços de praticagem nos portos brasileiros estão entre os mais altos do mundo. E citam o preço para atracar navio médio (de 20 mil a 30 mil toneladas) no Porto de Paranaguá (PR): R$ 28.241,18 (pouco mais de US$ 14 mil) para operação que leva em média duas horas. Nos Estados Unidos, em portos com características próximas às de Paranaguá, dizem eles, como o de Brownsville, no Texas, no Golfo do México (também terminal de escoamento de grãos), o preço da atracação é US$ 5.712 (cerca de R$ 11 mil).

— Não queremos que os práticos ganhem mal, mas os valores que cobram aqui são estratosféricos — diz um empresário que não quis ser identificado.

De acordo com os armadores, a diferença é ainda maior na comparação com portos chilenos: lá são cobrados US$ 1.287. Ou seja, o serviço brasileiro é 987% mais caro.

‘Competitividade menor das empresas’

O Sindicato Nacional de Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) afirma que o custo da praticagem “afeta diretamente a competitividade das empresas”. Para atracar um navio no Porto de Manaus, o preço dos serviços dos práticos, segundo os armadores, chega a R$ 250 mil. Eles podem ter de esperar três dias por um profissional.

— Um prático, em média, ganha sete vezes mais que o comandante de um navio. E não podemos dizer que a responsabilidade deles seja maior. Se o navio bate, mesmo na manobra, o responsável é o Comandante, não o Prático — afirmou André Mello, um dos diretores do Syndarma.

No Porto de Santos, o maior e mais movimentado da América Latina em contêineres, a praticagem é oferecida por uma única empresa, a Praticagem de São Paulo, uma sociedade de cotas que tem os próprios profissionais como sócios. A prática se repete pelo país.

— Todo esse processo nós fazemos baseados na legislação; não é algo da nossa cabeça — diz Paulo Barbosa, Diretor-Superintendente da Praticagem de São Paulo, rebatendo as acusações, que diz serem comuns, das companhias de navegação.

Ao todo, 52 práticos são responsáveis pela movimentação dos navios em Santos e no Porto de São Sebastião (SP). Eles fazem, em média, 36 manobras de atracação e desatracação por dia. Na temporada de cruzeiros, o número chega a 60 manobras diárias.

— Com a formação que temos hoje (52 práticos), daria para fazer até 180 manobras — diz Barbosa.

Barbosa, de 54 anos, é ex-oficial da Marinha Mercante e há 18 anos dedica-se à praticagem. Na sexta-feira passada, repórteres do GLOBO acompanharam a manobra de atracação de um navio com uma carga de veículos com bandeira de Cingapura e tripulação filipina, desde a barra do Porto de Santos até o terminal. Com 190 metros de comprimento e capacidade para 47 mil toneladas, a embarcação foi comandada por Barbosa durante 1h30m até completar a atração. Pelo serviço, a empresa cobrou R$ 13.345,00.

Esses custos, porém, podem estar com os dias contados. Nos próximos dias, começará a funcionar um comitê com Marinha, práticos, armadores, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e os ministérios da Fazenda e do Planejamento para enfrentar o assunto. O Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, diretor de Portos e Costas, adiantou que o objetivo é diminuir os custos, sem abrir mão da qualidade e da segurança da operação. Segundo ele, em 2013, os primeiros comandantes habituados a determinados portos poderão dispensar os serviços dos práticos. Antes, precisarão passar por um teste. Essa possibilidade existia na legislação, mas nunca foi utilizada.

— Esse tipo de crítica (sobre os custos) carece de dados mais sólidos, haja vista que as diversas organizações envolvidas no serviço de praticagem (entidades, autoridades, empresas e outros) diferem sensivelmente entre os países, que também têm legislações diversas. O que se pode afirmar é que os preços de praticagem, de uma maneira geral, são elevados no mundo inteiro. Além disso, pela legislação brasileira em vigor, os preços dos serviços de praticagem são negociados pelas partes interessadas, ou seja, praticagem e armadores. Em casos excepcionais, onde não haja acordo, é que caberá à autoridade marítima estabelecer um preço entre as partes — diz o Vice-Almirante.

‘Serviço é de interesse público’

Os práticos rebatem as críticas. Otávio Fragoso, Diretor do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e Vice-Presidente sênior da Associação Internacional de Praticagem (Impa, na sigla em inglês), afirma que a praticagem no Brasil não é mais cara que a média mundial. Ele diz que a FGV fez estudo, contratado pelo próprio Conapra, que prova que, em média, os custos de Santos, por exemplo, são 10% a 31% superiores à média mundial, o que seria, em grande parte, decorrente do câmbio.

— Muitos afirmam que aqui é caro, mas não provam. Basta mostrar uma nota fiscal por um serviço em outro porto — afirmou Fragoso, na última sexta-feira, durante a atracação de navio de contêineres de 260 metros no Porto do Rio, oriundo da Ásia, que pagou R$ 8 mil pelo serviço, conduzido pelo Prático Durvalino Ferreira. — Para navios brasileiros de cabotagem, o custo é muito menor, não chega a R$ 2 mil.

Fragoso disse que o serviço é complexo, pois envolve o interesse público. Para ele, não se deve pensar em privatizá-lo. Seria o mesmo que fazer dos controladores de voo empregados das companhias aéreas, compara.

— Um Comandante de navio pensa em milhas; nós, em metros. Eles são pilotos de ônibus; nós, de Fórmula-1.

Ele também rebate críticas aos salários do setor. Diz que os práticos recebem pró-labore, de R$ 5 mil a R$ 18 mil. O restante é variável. Em um mês bom, receberiam até R$ 80 mil, diz Fragoso.

— A discussão é infundada. Podemos discutir o valor da praticagem, mas, garanto, o preço brasileiro está na média mundial. E este preço não afeta a competitividade do país. Se reduzirmos os preços, o frete do navio vai cair? Garanto que não, há um oligopólio no setor

 

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Sexta-feira, 26 de outubro de 2012 - 18h50
 
 

Partes de um moinho

 
'Peças gigantes' chamam a atenção no Centro de Santos
De A Tribuna On-line

Uma cena chamou a atenção de pedestres e motoristas que passaram pelo Centro de Santos na manhã desta sexta-feira. Duas peças gigantes, que seguiram para o Porto de Santos, foram vistas na altura do número 510 da Rua João Pessoa e aguçaram a curiosidade das pessoas. Os equipamentos são partes de um moinho e possuem 9 metros diâmetro e 9 metros de altura. Eles são transportados por uma 'carreta centopeia', composta por um conjunto modular de 12 eixos.

A carga saiu de São Paulo na semana passada, com destino a Santos. "É uma operação lenta e que exige muitos cuidados. Temos o auxílio de vários órgãos, como a Polícia Militar, CET, companhias de energia elétrica, TV a cabo e de telefonia, devido ao tamanho dos equipamentos", explica o gerente de contratos da Locar Guindastes e Transportes S/A, Alberto Henrique Costa, responsável pelo transporte dos equipamentos.

Segundo o representante da empresa, mais quatro peças devem chegar ao Porto de Santos nos próximos dias. Os equipamentos tem como destino o Chile. "Duas já foram carregadas (em São Paulo) e estão em trânsito (para complexo portuário). As duas restantes estão sendo preparadas para o transporte", disse Costa.

O transporte desse tipo de equipamento é feito lentamente e deve seguir algumas normas. Em São Paulo, por exemplo, a travessia só pode ser realizada no período noturno, quando é liberado o trânsito desse tipo de carregamento nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê. Outro fator que explica a baixa velocidade da operação é o peso da carga, que junto com a carreta, pesa mais de 129 toneladas.

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira
As duas peças integram um carregamento composto por seis equipamentos que tem como destino o Chile
 

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Cassada, Localfrio é impedida de receber novas cargas
25/10/2012
 
O terminal não pode mais receber cargas para importação ou exportação, de acordo com a determinação da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil A Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil determinou que a empresa Localfrio S.A. Armazéns Gerais e Frigoríficos está impedida de receber novas cargas. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de ontem, de acordo com a lei 10.883 de 29 de dezembro de 2003. A proibição inclui a cassação de autorização e credenciamento para a movimentação e armazenagem de mercadorias sob controle aduaneiro da instalação portuária de uso público. Segundo o superintendente José Guilherme Antunes de Vasconcelos, a empresa também está impedida de receber cargas contendo mercadorias importadas ou destinadas à exportação, inclusive em regime de trânsito aduaneiro. As cargas que já estão armazenadas devem ter o despacho para consumo ou trânsito para outro terminal iniciado em até 30 dias. O setor jurídico da Localfrio foi procurado pela reportagem do Dl, que manifestou apenas que os membros estavam em reunião, mas nenhum esclarecimento foi dado. O DL também procurou o Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo para apurar sobre a situação dos funcionários, que são atendidos pelo sindicato, mas o Settaport não quis se pronunciar sobre o assunto.

 

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Quinta-feira, 25 de outubro de 2012 - 07h16
 
 

Investimentos

 

Expansão naval traz empresas multinacionais a Santos

Lyne Santos

A retomada da indústria naval no Brasil e os planos de expansão do Porto de Santos atraíram uma nova empresa para o País: a Imtech Marine, líder global no mercado de equipamentos elétrico e eletrônico de embarcações. Interessada nas oportunidades de negócios criadas pelo desenvolvimento econômico nacional, ela abriu seu primeiro escritório no Brasil no mês passado, em Santos.

Hoje, a companhia apresentará oficialmente seus planos para o cais santista e o mercado brasileiro. Será às 19 horas, em uma cerimônia na Associação Comercial de Santos, no Centro da Cidade.


A atuação da Imtech no País terá dois focos, a realização de projetos e a prestação de serviços. Essas são as duas principais vertentes da empresa, fundada há 150 anos na Europa, explicou o diretor do escritório de Santos, Frederico Abdalla.

A parte de serviços refere-se à substituição ou à manutenção dos equipamentos elétricos ou eletrônicos de navios de todos os tipos – cargueiros, de cruzeiros ou barcos de esporte e recreio. O atendimento é feito a bordo por técnicos da firma. Hoje, quatro profissionais atuam no cais santista.

“Temos um sistema mundial integrado, o GSS, por onde recebemos a comunicação de bordo ou de alguma de nossas filiais informando que uma embarcação, seja nosso cliente ou não, está com problema. Pelo sistema, eles localizam o escritório mais próximo do próximo porto de escala da embarcação e que possua as peças para substituição ou reparo. E essa filial é acionada”, detalhou Abdalla.

A especialidade da Imtech é a automação de sistemas de navios, como os de radar, comunicação por satélite, aquecimento, ventilação, ar-condicionado e combate a incêndio. “Muitas empresas prestam serviço pontualmente, algumas no quesito rádio, outras na manutenção de radares, mas nenhuma presta todo o serviço. Então a nossa especialidade é a automação do sistema”.

Quando o assunto são os projetos, o diretor explica que a empresa atua em parceria com estaleiros na confecção de embarcações. A Imtech vai a bordo do navio junto com o estaleiro que o constrói e assume a responsabilidade pelas partes elétrica e eletrônica – do cabeamento ao combate a incêndios.

“Quando o estaleiro é contratado por um armador para confeccionar determinada embarcação, esse armador geralmente aceita ou concorda na criação da embarcação com a Imtech”, destacou o diretor.

A parte de serviços será o grande foco do escritório de Santos. Já os pedidos de projetos devem ser tratados na filial do Rio de Janeiro, que está sendo implantada. A partir do próximo ano, a empresa planeja abrir mais duas unidades no Brasil, uma em Recife (PE) e outra em um município do Rio Grande do Sul.

Com todo esse know-how, a Imtech pretende participar da licitação para a implantação do sistema de monitoramento e informações de tráfego de navios (VTMIS) no Porto de Santos. A empresa já conta com experiência na fabricação do sistema em diversos outros países, em parceria com outras companhias.

“Temos 20 radares instalados num projeto grande na Estônia, três centros de comunicação em Portugal, um na Bulgária, um na costa da Alemanha e um simulador em Hamburgo (também na Alemanha). Não sei se teremos tempo hábil, mas temos a intenção de participar em Santos sim”, disse Frederico Abdalla.

Além do VTMIS, as ações da Imtech no Brasil também incluem a participação em um projeto de transporte por barcaças, em desenvolvimento pela mineradora Vale. A firma está envolvida na construção das embarcações. “A Europa oferece logística de distribuição de mercadorias inland. Isso é feito por meio dos rios e nós somos especialistas nas embarcações usadas nesse serviço, as barcaças. E isso está se acelerando no Brasil”.

E foi justamente a demanda brasileira por novos projetos e a retomada da indústria naval que fizeram a Imtech decidir se instalar no País. “Temos a informação lá fora de que o Brasil está crescendo muito no departamento de estaleiros. Os estaleiros nacionais voltaram a estar ativos, o que não acontecia no passado. Viemos vislumbrando essa necessidade de uma empresa que presta serviço numa característica geral”.

Em Santos, a Imtech fica na Avenida Afonso Pena, 314, no Embaré.

 

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Quarta-feira, 24 de outubro de 2012 - 09h34
 
 

Carga Inteligente

 

Governo pesquisa terminais do Porto para novo projeto federal

Fernanda Balbino

Até a próxima sexta-feira, parte da equipe responsável pelo projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente, do Governo Federal, vai percorrer terminais e instalações do Porto de Santos em busca de informações para a implantação do sistema de controle de cargas. O grupo, formado por técnicos da Secretaria de Portos (SEP) e da Universidade Federal de Santa Catarina, estima que o programa entre em funcionamento em dezembro do ano que vem.

O projeto foi apresentado à representantes da comunidade portuária de Santos na tarde desta terça-feira, durante reunião do Comitê de Logística do Porto, na sede da Codesp. O Carga Inteligente, como é chamado, é um desdobramento do programa Porto Sem Papel, implantado pela SEP no ano passado. A principal diferença é que a carga é o grande foco, não a estadia de embarcações nos complexos portuários.

Leia a matéria completa na edição desta quarta-feira de A Tribuna

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira
 
 
 
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Terça-feira, 23 de outubro de 2012 - 09h38
 
 

Rumo Logística

 

Terminal dá novo impulso à ferrovia

Fernanda Balbino
Pelo menos mil caminhões vão deixar de utilizar diariamente as estradas que dão acesso ao Porto de Santos. Isso será possível graças à entrada em operação da primeira fase do Terminal Intermodal da Rumo Logística, em Itirapina, no Interior do Estado. O empreendimento, que será capaz de armazenar carga e enviá-la de trem ao complexo santista, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira.

A construção da instalação integra o plano da empresa – braço logístico do Grupo Cosan, líder no setor sucroalcooleiro brasileiro – de investir R$ 1,4 bilhão para aumentar a participação do modal ferroviário no escoamento de sua produção de açúcar. Cerca de 90% destes recursos já foram investidos e o restante será aplicado nos próximos dois anos.

Confira a matéria completa na edição desta terça-feira de A Tribuna
 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira

 

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 Terça-feira, 16 de outubro de 2012 - 10h39

 
 Conheça o Porto 

Fórum debaterá gestão de portos na Inglaterra

Da Redação

Alunos do Ensino Superior e o público em geral terão hoje a chance de conhecer os modelos de gestão e os projetos de expansão dos portos do Reino Unido. Essas informações serão apresentadas durante a 3ª edição do Fórum Conheça o Porto, que ocorrerá às 19 horas, no auditório do campus Dom Idílio José Soares da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

O evento é uma realização de A Tribuna e uma iniciativa do Grupo Marimex, com o apoio da Praticagem de Santos.

Ao todo, cerca de 150 pessoas se inscreveram – as vagas eram limitadas – para participar dos debates, que vão contar com a presença de autoridades e empresários do Porto de Santos.

Os debatedores serão o presidente do Grupo Marimex, Antonio Carlos Fonseca Cristiano, o diretor-geral da Libra Terminais Santos, Roberto Teller, o presidente da Praticagem de Santos, Fabio Mello Fontes, o diretor Comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Carlos Kopittke, e o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Miller.

Eles vão contar um pouco da experiência obtida no mês passado, quando estiveram na Inglaterra para visitar os principais portos do país.

As discussões serão mediadas pelo editor de Porto & Mar, de A Tribuna, Leopoldo Figueiredo, que também integrou o grupo durante o roteiro pelos complexos britânicos.

A viagem internacional complementou a programação da 10ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O seminário ocorreu nos últimos dias 13 e 14 de agosto, no Casa Grande Hotel, em Guarujá, e foi uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e uma realização da Una Marketing de Eventos.

As duas primeiras edições do fórum Conheça o Porto foram promovidas no ano passado e tiveram como temas o mercado de trabalho no cais santista e a liderança da China no setor portuário.

O fórum também integra o projeto Conheça o Porto, voltado para jovens com idade entre 12 e 17 anos, matriculados em escolas públicas ou particulares da região. Criado por A Tribuna em 2010, o programa promove passeios de escuna pelo canal do estuário com os estudantes, permitindo que eles conheçam de perto as peculiaridades do maior porto da América Latina. Mais de 6 mil alunos já participaram das atividades.

O campus Dom Idílio da UniSantos fica na Av. Conselheiro Nébias, 300, em Santos.

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira
Os planos do Porto de Southampton serão discutidos nesta noite

 

 

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 Evento aborda potenciais e oportunidades para a Bacia de Santos

Redação/ Maria Fernanda Romero - 16/10/2012

Começa nesta terça-feira (17), o principal encontro de negócios da Bacia de Santos, que ocorre até sexta-feira (19) em Santos, São Paulo. A sexta edição da Santos Offshore, abordará o desenvolvimento da exploração e produção de petróleo e gás natural offshore, para a qual são estimados investimentos de US$ 25 bilhões de dólares nos próximos três anos.
 
Pela primeira vez integralmente organizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, o evento reunirá mais de 100 expositores entre IOCs (Empresas Petrolíferas Internacionais) e NOCs (Empresas Petrolíferas Nacionais), Drilling Contractors (Empresas de Perfuração), operadores logísticos e de atividades subsea (submarina), fornecedores de máquinas e equipamentos, entidades financiadoras e consultorias.
 
Segundo os organizadores, a feira, que espera receber mais de 10 mil visitantes, se consolida como o maior evento do setor de E&P Offshore do estado de São Paulo e a plataforma definitiva para realizar negócios no pré-sal na Bacia de Santos.
 
Na quinta-feira (18), serão promovidas duas sessões simultâneas, uma com foco nas oportunidades de negócios e outra no desenvolvimento de profissionais para atuarem no setor de E&P Offshore.
 
Na sexta-feira (19), serão realizados seminários técnicos sobre infraestrutura de E&P e Logística, que também ocorrem em duas sessões simultâneas. Em “Desafios & Soluções Tecnológicas para a produção de novos Campos na Bacia de Santos” serão apresentadas técnicas ligadas à ampliação da infraestrutura de E&P para exploração do pré-sal na Bacia de Santos. Já em “Alternativas ao Escoamento da Produção e a Logística de apoio Offshore”, serão discutidos tecnologias, serviços, gargalos e soluções para traslado da produção na região.
 
Com apoio inédito do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e patrocínio da Petrobras, a Santos Offshore tem o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Secretaria de Energia do Estado de São Paulo.
 
Mais informações: www.santosoffshore.com.br
 
Alex Muniz estará presente no evento.

 

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Fundo de Marinha Mercante aprova adicional para a OSX

 

 

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou financiamento adicional de até R$1,5 bilhão para a OSX, empresa de construção naval de Eike Batista, informou a companhia nesta segunda-feira.

Os recursos serão usados para a construção do estaleiro que está sendo erguido na área do Porto do Açu, no norte fluminense, projeto de logística do grupo EBX. Os investimentos na construção do estaleiro totalizam R$4,8 bilhões.

O financiamento que acaba de ser aprovado se soma a outro, de R$2,7 bilhões, também disponibilizado pelo FMM, disse a assessoria de imprensa da OSX.

Os recursos liberados deverão ser concedidos por agentes repassadores como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As obras do estaleiro têm previsão de conclusão em 2014, mas a unidade iniciará operações no primeiro trimestre de 2013, antes do término das obras, segundo a empresa.

“A conclusão das obras da UCN Açu está prevista para o segundo trimestre de 2014 e a sua realização conta com o apoio tecnológico da sócia Hyundai Heavy Industries, líder mundial em construção naval”, informa o comunicado.

De acordo com a assessoria de imprensa da OSX, o FMM aprovou na mesma ocasião um total de R$7,4 bilhões para empresas de construção naval, volume que inclui o montante direcionado para a empresa de Eike Batista. 

 

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Segunda-feira, 15 de outubro de 2012 - 10h58
 
 

Porto de Santos

 

Começam a chegar equipamentos para obras em Outeirinhos

Fernanda Balbino

A primeira balsa que será utilizada no alinhamento do Cais de Outeirinhos, que fica entre os armazéns 23 e 29 do Porto de Santos, já está no complexo santista. Com isso, faltam apenas a chegada das estacas e a mobilização de outros equipamentos para o início das obras, previsto para o próximo dia 22. Um canteiro está sendo montado na Ponta da Praia.

Na primeira semana do mês que vem, dois guindastes com capacidade para carregar 275 toneladas chegarão ao complexo. Outro equipamento de 170 toneladas e um rebocador Atlas também fazem parte das máquinas que serão utilizadas.

A estimativa da Secretaria de Portos (SEP) é cravar a primeira estaca da obra no dia 14 de novembro. Os materiais já foram encomendados e devem ser entregues nos próximos 30 dias.

A assessoria técnica e a fiscalização da qualidade dos projetos, da construção e da adequação para o alinhamento serão feitas pelo consórcio formado pelas empresas Ebei-LPC–Latina. Ele foi contratado pela Codesp por R$ 6.088.327,08 e vai atuar durante toda a obra.

Por enquanto, reuniões de trabalho envolvendo a Marinha do Brasil e o consórcio Serveng-Constermac-Constran são realizadas para estabelecer detalhes do início das obras. A intenção é minimizar os impactos nas operações portuárias do complexo santista.

 
 
 
Créditos: Fernanda Luz
Objetivo da Docas é agilizar a implantação dos empreendimentos mais importantes para o Porto

Conforme explicado pelo diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Moreira Vicente, os trabalhos foram divididos em sete trechos. As áreas 1 e 2 compreendem o Cais da Marinha. O terceiro fica próximo às instalações da Citrovita e o quarto, na região do T-Grão. Já os trechos 5, 6 e 7 são os do Terminal de Passageiros.

As obras devem ser iniciadas com pelo menos duas frentes de trabalho. Os trechos 1 e 3 serão os primeiros a sofrer as intervenções. Dois bate-estacas trabalharão na colocação das estruturas.

Copa do mundo

Quando terminado, o serviço permitirá a atracação simultânea de até seis navios nas proximidades do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini. Atualmente, apenas três embarcações podem parar perto da unidade.

Mesmo com o prazo de 26 meses para a execução da obra, que expira em dezembro de 2014, o plano é que os trabalhos sejam concluídos antes, para que a nova estrutura seja utilizada na Copa do Mundo de 2014. Com o cais alinhado, será possível disponibilizar o local para embarcações que vão oferecer 15,4 mil leitos de alta qualidade, no total.

 

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Inspeção aduaneira pode ficar para o ano que vem
11/10/2012
DCI - São Paulo - C4
Entidades estão pleiteando o adiamento da inspeção não invasiva de cargas e veículos As cinco principais entidades que representam terminais portuários de uso público e privativo, recintos alfandegados de zona primária e secundária em nível nacional são a Associação Brasileira dos Portos Secos (Abepra), Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) e a Associação Nacional das Empresas Permisssionárias de Portos-Secos (ANP). Articulação Articuladas em conjunto, as cinco estão pleiteando junto à Subsecretaria de Aduana e Assuntos Internacionais da Receita Federal, o adiamento da obrigatoriedade de inspeção não invasiva de cargas e veículos , com aparelhos de raios X e gama e a disponibilização de sistemas, com acesso remoto pela fiscalização aduaneira para vigilância eletrônica, registro, controle de acesso de pessoas, veículos, estoques e das operações realizadas com mercadorias. As entidades declaram entender o avanço da agilização do controle aduaneiro nos recintos alfandegados brasileiros pela Portaria que determina a inspeção não invasiva. Mas argumentam com dificuldades operacionais e mercadológicas para a implementação da medida no prazo determinado. Recintos alfandegados São mais de 200 recintos alfandegados espalhados pelo Brasil. A demanda de equipamentos gerada por esse universo de recintos alfandegados extrapola a capacidade de produção desses equipamentos sofisticados. Esse é um dos argumentos utilizados no pedido de adiamento do início da obrigatoriedade. Não haverá prejuízo O outro argumento básico que subsidia o pedido das entidades é o de que não vai haver prejuízo para a operação porque a inspeção invasiva vai continuar sendo efetuada. Alguns recintos alfandegados já adquiriram aparelhos de inspeção não invasiva. Mas as entidades têm respostas de alguns dos principais fabricantes de que não tem mais como aceitar encomendas para esse ano. Funcionários habilitados Outro elemento para atrapalhar o cumprimento da exigência no prazo determinado inicialmente é a contratação de funcionários habilitados. Como o trabalho envolve radiação, os profissionais têm de estar certificados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Na norma da CNEN, que disciplina o funcionamento de serviços de radiografia industrial está determinada a presença de três profissionais: supervisor de radioproteção, operador e responsável por instalações abertas (RIA) para instalar e operar o aparelho de raios X. Profissionais capacitados O número de técnicos treinados e certificados disponíveis no mercado coloca mais um pouco de dificuldade para o cumprimento do prazo. Em função de todo esse elenco de dificuldades, é provável que as entidades que representam os terminais peçam que o início da obrigatoriedade das inspeções não invasivas seja adiado para o último trimestre do ano que vem.

 

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São Sebastião atrai recursos com megaporto
14/10/2012
Folha de São Paulo - Mercado - B6
As praias de São Sebastião, no litoral norte paulista, fazem do turismo a principal atividade local. Mas um novo perfil econômico se desenha com recursos que vão quase quintuplicar a área do porto da cidade e duplicar sua capacidade de cargas. Os investimentos públicos e privados chegarão a pelo menos R$ 4,9 bilhões até a próxima década. Nada mal para um município com cerca de 75 mil habitantes. A cifra abarca R$ 2,5 bilhões da iniciativa privada para a ocupação das novas áreas úteis do porto, que devem chegar ao total de 1,2 milhão de metros quadrados --hoje são 250 mil metros quadrados--, mais R$ 2,1 bilhões do Estado em acessos rodoviários a São Sebastião. A previsão é que o número de empregos no porto salte de cerca de 450 atuais para 4.500 diretos e indiretos quando o megaporto estiver em plena atividade. Com isso, crescerá a busca por mão de obra direcionada à atividade portuária, e instituições de ensino como Fatec (Faculdade de Tecnologia de SP) e Etec (escola técnica estadual) iniciam cursos específicos para a área. "Foi assinado compromisso de que as vagas de emprego geradas pelas empresas [com o novo porto] terão de ser preenchidas com pelo menos dois terços de mão de obra captada na região", afirma Casemiro Tércio Carvalho, presidente da Companhia Docas de São Sebastião --estatal que administra o porto da cidade. O prazo para o término de quatro fases da ampliação é 2035, mas deve ser "bem adiantado" porque as obras dos acessos rodoviários, com novo traçado da rodovia dos Tamoios, devem ser entregues até meados de 2016, segundo a Secretaria de Estado de Logística e Transporte. BOOM IMOBILIÁRIO O prefeito Ernane Bilotti Primazzi (PSC), reeleito no domingo passado, diz que as expectativas criadas com o novo momento da cidade fizeram subir até 300% os preços de terrenos e imóveis nos últimos três anos. "Áreas de 300 metros quadrados na costa norte, por exemplo, custavam R$ 20 mil três anos atrás e agora chegam a até R$ 80 mil." Os salários no turismo também devem melhorar. "Para manter um bom garçom no restaurante ou um bom gerente no hotel, o empresário vai ter que pagar melhor do que o que se paga no porto", diz Casemiro Tércio. Apesar das expectativas, há preocupações, principalmente em Ilhabela. Moradores da região temem o impacto gerado pelo terminal de contêiner do projeto.
 
 
 
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Quarta-feira, 10 de outubro de 2012 - 11h37
 
 

Novo pacote

 

Operadores portuários pedem maior agilidade ao governo

Lyne Santos

Enviada especial ao Pará

Garantir uma maior agilidade nas licitações para arrendamentos de novos terminais portuários no Brasil. Essa é uma das propostas feitas pelos operadores portuários para integrar o novo pacote de medidas dos portos, em elaboração pelo Governo Federal. A sugestão envolve redução das etapas que antecedem a publicação da concorrência e menos exigências para o licenciamento ambiental.

As propostas foram apresentadas por membros da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop) há cerca de três semanas, durante reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, em Brasília. Entre os participantes do encontro, esteve o presidente da entidade, Mauro Salgado, que também é diretor administrativo-comercial da Santos Brasil.

O executivo revelou detalhes da reunião para A Tribuna durante visita da equipe de reportagem ao Terminal de Contêineres (Tecon) operado pela Santos Brasil em Vila do Conde, no Pará, na semana passada.

Sobre as licitações para o arrendamento de terminais, que hoje levam mais de dois anos, provocando lentidão nos investimentos, o presidente da Fenop explicou que é preciso diminuir o número de etapas até que se comece a concorrência. Um caminho seria eliminar a obrigatoriedade do edital passar por tantos órgãos antes de ser divulgado.

No processo atual, explicou Salgado, a Docas elabora o edital e envia para a Secretaria de Portos (SEP), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Advocacia Geral da União e o Tribunal de Contas da União. Depois, é feito o caminho de volta.

“Uma das sugestões é que se lance o edital de licitação com a aprovação da Antaq e da SEP. E os processos na AGU e no TCU caminhem paralelamente. Se houver algum grande problema, se interrompe o processo. Mas é difícil ter (algum erro) porque todo mundo já conhece o processo”, observou.

A emissão da licença ambiental é outro aspecto que impede maior celeridade na implantação de empreendimentos, analisou o diretor da Santos Brasil, já que o processo é realmente demorado. Para mudar o cenário, Salgado defende que se faça o edital sem exigência prévia da licença.


“Hoje, em Vila do Conde, por exemplo, já existe uma licença de operação para todo o porto. Mas se a companhia docas quiser licitar um pedacinho de praia, tem que fazer uma nova licença ambiental antes da licitação e isso leva aquele tempo todo. Sugerimos que onde já tenha licença para o porto, que se faça o edital sem exigência prévia dessa licença. Esses processos reduziriam pela metade o tempo da licitação”.

Mais propostas

Além das questões que envolvem o processo de licitação, a Fenop também propôs alterações no modelo de gestão das companhias docas. “O Governo precisa fazer com que as companhias docas funcionem bem, pois independentemente da capacidade das pessoas que são colocadas, o modelo não funciona. É por isso que as licitações demoram, as dragagens não saem, a manutenção do patrimônio público fica a desejar”, destacou Salgado.

Nesse quesito, o empresário apontou que o ideal seria dividir as companhias docas em autoridades portuárias públicas e administradoras portuárias privadas, todas controladas pelo Governo. “A nossa sugestão foi acompanhada de detalhamento, o que ficaria numa e na outra, quem pagaria os custos, sem nenhum custo adicional para o Governo, importadores e exportadores”, disse.

Uma decisão sobre a adaptação dos contratos de arrendamento anteriores à Lei dos Portos (8.630/93), com prorrogação dos contratos ou nova licitação, também é esperada com ansiedade pelos operadores.

Segundo Mauro Salgado, a decisão do Governo Federal será preponderante para que sejam investidos mais de R$ 30 bilhões nos portos até 2022. “São dezenas de contratos esperando pela adaptação. E os detentores desses contratos têm investimentos de R$ 10,3 bilhões a serem feitos. Se o Governo confirmar a intenção de prorrogar os contratos, só em terminais de contêineres são R$ 10,7 bilhões adicionais”, revelou.

Em relação aos terminais de graneis sólidos e líquidos, estão previstos R$ 12 bilhões em investimentos, caso os contratos sejam mesmo estendidos.

“Estamos falando de trinta e poucos bilhões de reais injetados na economia, na atividade portuária, que é o que o Governo quer, o País precisa e é também o que queremos. Estamos com uma visão positiva”, afirmou Mauro Salgado.

 

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Segunda-feira, 8 de outubro de 2012 - 14h20

 
 

Inovação

 
Tecnologia, o segredo do sucesso britânico
Leopoldo Figueiredo

No século 19, o naturalista britânico Charles Darwin ganhou notoriedade com sua teoria da seleção natural. Segundo ela, conseguem sobreviver as espécies que melhor se adaptam ao meio. Neste início do século 21, diante de uma forte recessão econômica, o setor portuário do Reino Unido mostra que a tese continua válida. Para “sobreviverem” e atraírem cargas na competitiva região do Norte da Europa, os complexos do país buscam se adequar ao cenário econômico mundial e vão atrás de eficiência e produtividade. Para isso, investem em tecnologia.

“Os portos ingleses já conhecem essa lição desde o início do processo de privatização (em 1981). Um porto competitivo tem de ter tecnologia de ponta. E, principalmente agora, isto é inegável. No nosso mercado cada vez mais competitivo, atrai carga quem é eficiente. E para isso, investimos em tecnologia”, explicou o diretor-executivo de The United Kingdom Major Ports Group Ltd (UKMPG ou Grupo dos Maiores Portos do Reino Unido), Richard Bird.

A UKMPG reúne os principais portos privados do Reino Unido. É uma associação formada por nove grupos econômicos, que administram 42 complexos portuários na nação (são 120 ao todo). E através deles, operaram 70% do comércio internacional britânico no ano passado. Suas instalações estão entre as mais modernas do país.

Porto membro da UKMPG e líder britânico na movimentação de contêineres, Felixstowe conta com as únicas instalações de águas profundas do Reino Unido, inauguradas em setembro do ano passado. São seus berços 8 e 9, que têm 16 metros de profundidade (há planos para deixá-los com 18 metros) e podem receber navios capazes de transportar 18 mil TEUs.

Para isso, o complexo conta com os maiores portêineres do mundo, com lanças que alcançam até a 24º fileira de contêineres a bordo.

A nova infraestrutura representou um investimento de um bilhão de libras (cerca de R$ 3,2 bilhões).
“Para aumentar nossa eficiência e, assim, reduzir nossos custos, a solução é investir em tecnologia. Essa tem de ser nossa principal preocupação. É por isso que os maiores portêineres do mundo estão em Felixstowe”, comentou Richard Bird.

Outro exemplo de investimento em tecnologia pode ser encontrado no cais. O complexo faz o transporte de seus contêineres entre o pátio e o costado com RTGs (pórticos móveis sobre rodas), que garantem uma maior mobilidade e o aumento da capacidade de armazenagem do terminal. Os modelos utilizados nos berços 8 e 9 podem carregar 40 toneladas e empilhar até sete contêineres.

Localizado no Sudeste da Inglaterra (um dos países que formam o Reino Unido), a 113 quilômetros da capital, Londres, Felixstowe operou 3,74 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) ou 1,98 milhão de contêineres no ano passado, cerca de 40% do total nacional. O porto é uma propriedade da Hutchison Port Holdings, a maior operadora de terminais de contêineres do mundo.

Em 2011, Santos movimentou 2,99 milhões de TEUs e está próximo de atingir sua capacidade operacional, calculada em 3,2 milhões de TEUs. O complexo não conta com berços de águas profundas, mas encontra-se prestes a concluir a dragagem de seu canal de navegação para 15 metros e já planeja ampliá-lo para 16 metros.

 
 
 
Créditos: Carlos Nogueira


Atualmente, os terminais santistas trabalham com portêineres capazes de alcançar até a 21ª fileira de contêineres a bordo. A partir do próximo ano, devem começar a operar equipamentos que podem atingir a 23ª fileira.

Planos de expansão

A estratégia de Felixstowe, de investir em tecnologia, já é seguido por outros portos britânicos. No segundo lugar em movimentação de contêineres no país, com 1,5 milhão de TEUs escoados no ano passado, Southampton se prepara para aplicar R$ 500 milhões para receber navios conteineiros de 16 mil TEUs.

Seu terminal de contêineres é administrado pela Dubai Ports (DP) World, estatal dos Emirados Árabes Unidos que é a terceira maior operadora de terminais de contêineres do mundo.

O projeto envolve duas ações. A primeira é a ampliação de seu cais, de 1,3 para 1,8 quilômetro de extensão. O novo trecho terá uma profundidade de 16 metros (os demais têm 14 metros). A segunda medida é a compra de cinco portêineres, específicos para a operação de navios de 16 mil TEUs. Os equipamentos devem desembarcar no complexo no segundo semestre do próximo ano.

Com essas melhorias, a capacidade operacional de Southampton chegará a 2,8 milhões de TEUs por ano. O potencial atual não foi revelado. Mas ele chegou a embarcar ou desembarcar 1,7 milhão de TEUs em 2007, antes da atual crise financeira.

A preocupação com tecnologia também pode ser percebida no projeto do mais novo porto do Reino Unido, London Gateway. Em construção a cerca de 40 quilômetros a sudeste de Londres, às margens do Rio Tâmisa (que corta a cidade), e representando um investimento de 1,5 bilhão de libras (R$ 4,8 bilhões), o empreendimento terá 2,7 quilômetros de cais, 24 portêineres e uma profundidade de 17 metros em seus sete berços de atracação, o que permitirá atender navios de até 18 mil TEUs.

Idealizado para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano. o complexo terá operações semi-automatizadas. O transporte dos contêineres entre a retroárea e os pátios será realizada com transtêineres (pórticos sobre trilhos) autônomos, que vão se movimentar a partir de um sistema de posicionamento por satélite e a programação de armazenagem das cargas.

Haverá funcionários apenas para movimentar os contêineres entre o pátio e o cais e para as operações de embarque e desembarque, na condução do portêiner. E isso somente nos primeiros três anos do terminal. A ideia é que, a partir do quarto ano, parte desses empregados seja retirada do costado e o serviço de movimentação torne-se totalmente automatizado. Os únicos técnicos presentes serão os operadores dos portêineres.

A mesma tecnologia já é adotada por terminais de contêineres em portos da Europa (como Roterdã) e dos Estados Unidos.

London Gateway é um empreendimento da DP World. Seu primeiro berço entrará em operação no final do próximo ano. E com toda a tecnologia necessária para enfrentar a competitividade do mercado e sobreviver.

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Sexta-feira, 5 de outubro de 2012 - 15h55
 
 

Prazo

 

Pneus devem deixar o Porto até o dia 12

Fernanda Balbino

Os 6.604 pneus usados que foram importados ilegalmente devem ser reembarcados para a Itália, de onde partiram os carregamentos, até a próxima sexta-feira. O prazo de cinco dias úteis começa a ser contado hoje, quando a empresa importadora será notificada oficialmente pelo Ibama. A carga estava em contêineres que foram descarregados em fevereiro último no Tecon, administrado pela Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos.

Os pneus chegaram à região em dois contêineres, um em cada navio. As mercadorias foram descritas pela importadora, com sede na cidade do Rio de Janeiro, como rodas de automóveis e caíram no canal vermelho da Alfândega. Produtos selecionados para este tipo de inspeção são obrigados a passar por fiscalizações documental e física, antes de serem liberados para entrar no País.

Foi durante a conferência física que fiscais da Aduana descobriram a fraude. Apesar de a carga ter sido desembarcada em fevereiro, a vistoria aconteceu apenas no final de agosto, por conta de trâmites de desembaraço. Além da divergência entre a carga e o objeto declarado, a firma carioca vai responder pela importação ilegal de pneus usados, já que a prática é proibida por lei.

 
 
 
Créditos: Rogério Soares
Pneus vindos da Itália estão depositados em um armazém do Terminal de Contêineres (Tecon), no Guarujá

A empresa não teve o nome divulgado pois ainda não foi notificada oficialmente pelo Ibama. Segundo seus dados cadastrais no Ibama, ela atua na revenda de automóveis. Pneus, pilhas e baterias também estão entre os ítens comercializados (daí o registro da firma no órgão ambiental).

“Toda empresa potencialmente poluidora tem cadastro do Ibama. Isso também aconteceu com ela, já que existe esta descrição de pneus, pilhas e baterias. Por isso há todo um controle. Qualquer coisa deste tipo que entre no País pode gerar problemas ambientais e de saúde pública”, afirmou o agente ambiental federal do Ibama Luis Antonio Gonçalves de Lima, responsável pela autuação da importadora.

A devolução dos pneus não exclui a obrigatoriedade do pagamento de uma multa, que, neste caso, chegará a R$ 2.641.600,00. O valor é calculado com base na taxa de R$ 400,00 para cada pneu usado que entra ilegalmente no Brasil.

Se a carga não for reembarcada para a Itália até a próxima sexta-feira, a empresa importadora deverá arcar com uma multa diária de R$ 10,00 para cada quilo de pneu enviado irregularmente ao País. O valor cobrado e o tempo para o envio da carga são descritos na Lei nº 12.715, que trata dos resíduos que chegam ao Brasil importados.

Escondidos

Cada pneu tinha até outros quatro dentro. Esta foi a forma que os donos da mercadoria encontraram para enviar uma quantidade maior do produto. Ainda não se sabe a origem exata do material. Nos lotes, há unidades ostentando as marcas Goodyear, Pirelli, Bridgestone e Yokohama.

De acordo com o agente ambiental, a revenda dos produtos podia ser a intenção dos fraudadores. “Percebe-se que eles são usados, mas estão em bom estado de conservação. Aqui, ainda podem rodar mais 10 mil ou 20 mil quilômetros após o remode”, afirmou, referindo-se ao processo pelo qual as peças passariam. Trata-se de um tipo de recauchutagem, com a reconstrução dos pneus a partir do aproveitamento de sua estrutura. Uma nova borracha é incorporada para que ele ganhe uma nova vida e seja vendido como usado.

 

 

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Quarta-feira, 3 de outubro de 2012 - 16h31
 
 

Nova Zelândia

 

Armadora irá pagar US$ 38 mi por danos causados por naufrágio

Da Redação
 
 
 
 
Créditos: AFP
A armadora grega Daina Shipping anunciou na terça-feira que irá pagar US$ 38 milhões ao governo da Nova Zelândia pelos danos ambientais causados pelo naufrágio de seu navio conteineiro Rena. Há quase um ano, em 5 de outubro de 2011, a embarcação ficou presa em recifes e acabou afundando na região da Tauranga, no norte do país, derramando 360 toneladas de óleo no mar. O incidente é considerado o pior acidente ambiental marítimo da nação.

 

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Sexta-feira, 28 de setembro de 2012 - 18h42

Pacote de investimentos em portos deve sair em outubro

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=167282&idDepartamento=10&idCategoria=0

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Quinta-feira, 27 de setembro de 2012 - 07h07

Secretaria Estadual de Transportes aguarda projeto da prefeitura

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=167009&idDepartamento=5&idCategoria=0

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Publicado em

Rio Grande – Construção de navio sonda deve gerar uma enxurrada de vagas

http://portalmaritimo.com/2012/09/25/rio-grande-construcao-de-navio-sonda-deve-gerar-uma-enxurrada-de-vagas/

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Quarta-feira, 26 de setembro de 2012 - 18h35
 
Alfândega arrecada R$ 2,8 mi em leilão de cargas apreendidas
 
 
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Segunda-feira, 24 de setembro de 2012 - 08h58
 

Reforma no Retão da Alemoa vai facilitar acesso ao Porto de Santoshttp://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=166579&idDepartamento=10&idCategoria=0

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